quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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 ELOQUENTE




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O QUE NÓS

GOZAMOS!





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ARQUIVE-SE



























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O AJUSTAMENTO
DAS CONTAS PÚBLICAS




CLIQUE EM "Programa OLHOS NOS OLHOS"

Se no dia indicado acima não teve oportunidade de ficar mais esclarecido sobre "O AJUSTAMENTO DAS CONTAS PÚBLICAS", dispense-se tempo para se esclarecer agora, este programa é extenso mas terrívelmente claro e polémico.
Fique atento às declarações do Dr. Paulo Mota Pinto

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HOJE NO

"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Tabelas de retenção na fonte de IRS para 2014 publicadas em Diário da República
As mesmas taxas de desconto 
para público e privado 

As tabelas de retenção na fonte de IRS para 2014 foram hoje publicadas em Diário da República e preveem as mesmas taxas de desconto para funcionários públicos e do setor privado, ao contrário do que aconteceu em 2013. 

Este ano vai haver uma única tabela de retenção de IRS para os funcionários públicos e os trabalhadores do setor privado, uma vez que os funcionários públicos auferem este ano 14 salários, e não 13 como previsto inicialmente em 2013. 

A proposta de Orçamento do Estado para 2013 previa que os funcionários públicos apenas recebessem o subsídio de Natal e que os pensionistas apenas recebessem o subsídio de Natal e 10% do subsídio de férias, normas que viriam a ser chumbadas pelo Tribunal Constitucional, mas depois de já estarem em vigor as tabelas de retenção na fonte de IRS para 2013. 


As tabelas hoje publicadas mantêm inalteradas as taxas de retenção que vigoraram em 2013 para os trabalhadores do setor privado e que este ano também se aplicam aos trabalhadores da função pública. “As tabelas agora aprovadas mantêm as mesmas taxas de retenção na fonte (…) uma vez que os elementos do Código do IRS a ter em conta para efeitos do apuramento do imposto a reter alterados em 2014”, lê-se no despacho assinado pela ministra Maria Luís Albuquerque.

* Consumado o assalto.

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PHILIPP



PLEIN


  INVERNO
WOMEN'S FASHION
 2013/2014

 




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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Ana Gomes ataca vistos 'gold'
 e é criticada pela maioria

A eurodeputada Ana Gomes criticou hoje a atribuição de vistos 'dourados' em Portugal, durante um debate em Estrasburgo sobre a venda da cidadania na União Europeia, com PSD e CDS-PP a exigirem um pedido de desculpas. 

Durante um debate sobre a venda da cidadania no Parlamento Europeu, em que foram feitas várias críticas ao governo de Malta pelas alterações à lei da nacionalidade, a eurodeputada do PS afirmou que o Governo português está "a emitir vistos dourados, talvez até a criminosos de outras partes do mundo, que são vistos [para o espaço] Schengen".

Mais à frente, já depois de ser contestada pelo eurodeputado do PSD Carlos Coelho, Ana Gomes especificou que "em Portugal existe também um esquema de naturalização, de aquisição da naturalidade, que depende de um certo número de anos de residência, seis a dez anos, e de autorização do Ministério da Administração Interna".

"É um esquema de concessão da naturalidade indiretamente, portanto, o esquema a que aludiu [Carlos Coelho], e que está em vigor desde o ano passado, é um esquema indireto de venda da nacionalidade também", advogou.

Coelho contrapôs que "todos os países têm sistemas de aquisição da nacionalidade e o português é muito parecido com o de muitos outros países da União Europeia, não tem nenhuma cláusula de privilégio para aqueles que fazem investimento".

"Entre o investidor estrangeiro e o imigrante estrangeiro não há regras diferentes, as regras são as mesmas para adquirir a nacionalidade, portanto a sua acusação é infundada e deve pedir desculpa", sustentou o social-democrata.

Antes, o eurodeputado do PSD tinha referido que "muitos Estados-membros têm legitimamente adotado medidas para atrair investimento estrangeiro, facilitando autorizações de residência que permitem residir nesse Estado e circular pelo máximo de três meses no território de outros Estados Schengen, sem poder fixar residência ou trabalhar noutro Estado-membro e, claro, sem acesso à cidadania europeia".

Já Nuno Melo, do CDS, acusou a eurodeputada socialista de fazer "uma confusão lamentável" que lhe "interessa para atacar o Governo" entre o caso português e de Malta, pedindo depois a uma eurodeputada maltesa em plenário para explicar a diferença a Ana Gomes.

"O que pergunto é se não entende que o que se passa em Malta não tem nada que ver com o que se passa em Portugal, onde se têm que fazer transferências superiores a um milhão de euros, a criação de dez postos de trabalho ou a aquisição de casas acima de meio milhão de euros, captando-se verdadeiramente investimento", afirmou o centrista.

Durante o debate no Parlamento Europeu, a comissária europeia Viviane Reding criticou as alterações à nova legislação maltesa, advertindo que a cidadania é um elemento fundamental da União Europeia e que por isso "não pode ter um preço".

A comissária da Justiça alertou ainda que a concessão da nacionalidade tem implicações para outros Estados-membros devido às regras de livre circulação e de direitos dos cidadãos no espaço comunitário.

A atribuição do visto 'gold' impõe que a actividade de investimento, promovida por um indivíduo ou uma sociedade, seja desenvolvida por um período mínimo de cinco anos, prevendo-se várias opções, em que se incluem a transferência de capital num montante igual ou superior a um milhão de euros, a criação de pelo menos dez postos de trabalho ou a compra de imóveis num valor mínimo de 500 mil euros.

* Há muitos meses que criticamos os vistos gold nas páginas deste blogue, afirmámos que por pouco mais de 600 mil euros entrariam no espaço Schengen todos os bandidos que quisessem, Ana Gomes tem razão.


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  V-OS SUPER
 HUMANOS
1-HIPER-BRAÇO

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HOJE NO
"RECORD"

Dakar'2014: 
Hélder Rodrigues aproxima-se do pódio

Prevê-se luta até final pela última posição do pódio, com o português Hélder Rodrigues a aproximar-se cada vez mais do terceiro posto. Esta quarta-feira, depois de ter sido segundo classificado na etapa 10, a ligar Iquique e Antofagasta, numa distância de 631 quilómetros, o piloto nacional fica agora a 19 minutos de Jordi Viladoms, que ocupa o 3.º lugar.

Pelo meio há ainda Olivier Pain, em quarto na geral, que está 5 minutos à frente do piloto nacional, que nas últimas etapas tem conseguido trepar lugares de forma fantástica, depois de uma entrada em cena sem grandes motivos para sorrir.

Quanto ao vencedor da etapa, foi Joan Barreda Bort, oito minutos mais veloz do que Hélder Rodrigues. Já nas contas da geral, a liderança é de Marc Coma, que detém 44 minutos de vantagem para o vencedor da etapa desta quarta-feira. Quanto ao terceiro classificado, já está a 2:02 horas.

* Boa Hélder!


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FRANCISCO MOITA FLORES

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A ameaça


Já nos foi roubada tanta liberdade que é preciso reagir com firmeza para que não nos roubem mais um pedaço.


As sucessivas vergonhosas violações do segredo de justiça, levaram a PGR a procurar perceber quais as razões para este estado de coisas que confere à dignidade judicial estatuto de casa de pasto. O relatório terá procurado razões e, no final, faz um conjunto de propostas em que uma delas admite a possibilidade de escutas e buscas a jornalistas para descobrir quem profanou um dever fundamental do processo penal. Não passa de um primeiro passo para o regresso da Censura. Do saber e não denunciar injustiças que danificam a finalidade última do Estado de Direito: sermos um País com um mínimo de asseio.
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O dever de guardar segredo de justiça é obrigação dos funcionários do Estado. Dever de juízes, de procuradores, de funcionários judiciais, de polícias. O dever dos jornalistas é informar com retidão, dar-nos conta do país e do mundo sem preconceito ideológico e político. São deveres distintos e, muitas vezes, antagónicos. Porém, revela a história recente, desde a célebre lei da rolha de Costa Cabral, passando pelas diferentes formas de censura que temos vivido, que a restrição do direito à liberdade de informar resultou sempre na diminuição de valores essenciais da vida da comunidade e protegeu sempre os mais poderosos, os negociadores dos mais escabrosos tráficos.
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Uma sociedade com direitos à informação cortados, sejam quais forem as excepções constitucionais, não tem condições para ser digna. Violar o segredo de justiça é uma dessas indignidades. Porém, quem o viola não é quem o divulga mas quem tem de zelar por ele. E o estado miserável a que chegámos é tal, que não escandaliza a imposição de critérios que permitam escutar e buscar os profissionais, todos eles funcionários públicos, que cometem este crime. Porque são os suspeitos do costume.
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A ser levada por diante a proposta que mete neste saco jornalistas e meios de comunicação social, o problema ganha uma dimensão dramática. Deixa de ser a violação do segredo de justiça que está em causa mas a nossa própria liberdade. Já nos foi roubada tanta liberdade que é preciso reagir com firmeza para que não nos roubem mais um pedaço que só funcionará a favor dos criminosos que transformam o segredo de justiça numa velha prostituta sifilítica. Pois que de criminosos se tratam. E dentro do sistema judiciário. Basta!

Professor universitário


IN "CORREIO DA MANHÃ"
12/01/14



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61.UNIÃO

EUROPEIA



















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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

NSA consegue entrar nos computadores mesmo sem ligação à internet

Agência de Segurança Nacional norte-americana consegue aceder a computadores mesmo que as máquinas não estejam ligadas à internet, noticia o "New York Times", nas vésperas do discurso de Barack Obama sobre vigilância eletrónica. 
De acordo com o jornal norte-americano, citado pela agência AFP, há cerca de 100 mil computadores em todo o mundo que estão implantados com um software que permite à Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA, no original) não só aceder ao computador e consultar, alterar ou apagar os dados, mas também criar autoestradas virtuais para lançar ataques eletrónicos.

Na maioria dos casos, o software, que está operacional desde pelo menos 2008, tem de ser implantado fisicamente por um espião ou pelo próprio fabricante, porque utiliza ondas de rádio que podem ser transmitidas a partir de pequenos circuitos eletrónicos ou através de um cartão USB instalado secretamente nos computadores dos utilizadores.

As revelações de um dos diários com maior circulação nos Estados Unidos surgem na mesma semana em que Barack Obama deverá apresentar um importante discurso sobre a reforma do sistema norte-americano de vigilância, um tema que saltou para as primeiras páginas de todo o mundo no seguimento das revelações feitas pelo antigo consultor da NSA Edward Snowden, em junho.

* Vergonhoso!!!


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FATO NOVO




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2.O MELHOR
 DA ARTE
ARTE SUMÉRIA

Gudeia (1984)

 



 Cada episódio é dedicado a um grande trabalho de arte da coleção dos museus do Louvre, Antiquities Museum of Saint Germain, Orsay, Rodin e Guimet. A série mostra obras como a Monalisa e os tesouros do budismo. Um trabalho único sobre história da arte.


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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

“Comissão não ordenou a recuperação 
de qualquer auxílio estatal concedido 
aos Estaleiros”

A Comissão Europeia diz não ter ordenado qualquer devolução dos apoios estatais concedidos aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Mas diz que continua a avaliar o processo, não tendo ainda tomado qualquer decisão. Isto apesar de, em 2013, ter considerado “ilegal” o auxílio dado aos estaleiros.
 
A deputada do Bloco de Esquerda Marisa Matias colocou algumas questões à Comissão Europeia sobre os ENVC, nomeadamente se Bruxelas tinha exigido a devolução de 180 milhões de euros que o Estado injectou na empresa.


Joaquín Almunia, comissário europeu para a Concorrência, respondeu às questões colocadas, afirmando que ainda não foi tomada qualquer decisão sobre este processo pelo que não foi tomada qualquer decisão.

“A Comissão ainda não adotou uma decisão final no processo. Por conseguinte, a Comissão não ordenou a Portugal a recuperação de qualquer auxílio estatal concedido aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC)”, refere a carta de resposta do comissário.

“A Comissão efectuou diversas trocas de correspondência com as autoridades portuguesas e está a acompanhar de perto a evolução mais recente da situação dos ENVC. Neste contexto, as autoridades portuguesas informaram a Comissão das medidas” referidas pela deputada na carta enviada à Comissão. Em causa está a subconcessão dos estaleiros à Martifer e o despedimento colectivo de 609 trabalhadores.

“A Comissão continuará a sua avaliação do processo e a supervisionar atentamente a evolução da situação dos ENVC”, garante a mesma fonte.

Apesar desta resposta, em Abril de 2013, a Comissão remeteu ao Executivo uma carte onde referia a ilegalidade das ajudas estatais. “A Comissão considera, assim, nesta fase, que se afigura que as medidas anteriores concedidas à ENVC constituem um auxílio estatal ilegal”, referia esse documento de Bruxelas.

* Andaram a aldrabar-nos, os de cá são sempre os mesmos.


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Coro Lirico Catarinense



Olhos Negros


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HOJE NO
"DESTAK"

Associação publica lista do melhor 
e pior da televisão portuguesa em 2013 

Em 2013 a Associação de Telespetadores elogia o ‘talk show’ de Herman José e critica ferozmente ‘Casa dos segredos 4’.

CULTURA!
A Associação de Telespetadores (ATV) acaba de publicar, como já é habitual em cada ano, a sua lista do que de melhor e de pior vimos no panorama nacional televisivo. «Intragável, como sempre; horrível, como sempre; abaixo do patamar mínimo de bom gosto!» é como este organismo define «o filão que rende audiências na TVI», a 4ª edição do reality show Casa dos segredos. 

Nos antípodas está, ainda que entretanto extinto na RTP1,o programa de Herman José, «este lúcido talk-show que distrai com elevação, inteligência e sobretudo um fino e aguçado humor». «Pouco a pouco, mas segura, Cristina Esteves tem vindo a fazer o seu caminho» e por isso a jornalista do canal público é considerada a Revelação do Ano. 

Da mesma estação chega a Bronca do Ano, na opinião da ATV: o impasse na definição da RTP. «Saída de quadros, e multiplicação de chefias efémeras e contestadas, com a informação e a programação à deriva e a consequente e sistemática perda de audiências», dominaram esta empresa cujo objetivo é prestar um serviço público.

*  O governo precisa da Casa dos Segredos como de pão para a boca,  a melhor maneira de alienar o povo é mostrar-lhe as javardices de que as pessoa s são capazes.


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DETERMINADA

APRENDEU A DANÇAR NUM ANO


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HOJE NO
"i"

É possível manipular o clima. 
A CIA já está a estudar

Estudos sobre alegada teoria da conspiração relacionada com técnicas de manipulação do clima alertam para "efeitos secundários não intencionais"

Quando a tempestade tropical Katrina ganhou força e se transformou num furacão que varreu o Sul dos Estados Unidos, com ventos de mais de 280 quilómetros por hora, em 2005, os crentes na conspiração desdobraram-se em análises de como o furacão foi artificialmente criado para atingir Nova Orleães.

Thomas Bearden, tenente-coronel na reforma, acusou a Rússia e os seus "métodos à KGB" de estar por trás do plano maquiavélico; segundo o americano, os russos têm estado, desde 1976, a usar uma arma secreta da era soviética para controlar o clima e destronar os inimigos em perigosos jogos de geoestratégia.
Outros acusaram a máfia japonesa, a Yakuza, que em 1989, dizem, terá pedido emprestada essa arma à Rússia para destruir plataformas de exploração petrolífera nas costas dos EUA. Outros defenderam que foi um "efeito secundário" de planos da própria administração americana para controlar o tempo e assim controlar as mentes dos seus cidadãos.

Terá sido portanto com alguma surpresa que os assíduos críticos de teorias da conspiração como estas receberam há alguns meses a notícia de que a geoengenharia está agora a ser investigada com fundos da CIA.

Em Julho, a "Mother Jones" anunciou que a agência secreta norte-americana acabava de dar 630 mil dólares à Academia Nacional de Ciências (NAS) para financiar um projecto de 21 meses sobre o uso da engenharia do clima para alterar o ambiente no planeta e reduzir o aquecimento global.

O estudo foi anunciado no site da NAS como "o primeiro a ser financiado pela comunidade de serviços secretos dos EUA". À revista, William Kearney, porta-voz da academia, confirmou que a expressão fazia referência à CIA. 


A agência, contudo, não confirmou nem desmentiu a notícia, nem uma outra a dar conta de que, em 2012, terá encerrado o seu centro de estudos sobre alterações climáticas após sofrer pressões dos republicanos no Congresso que dizem que a CIA não deve intrometer-se no assunto.

"É natural que a agência trabalhe com cientistas para melhor entender um tema como as alterações climáticas, o fenómeno e as suas implicações na segurança nacional [dos EUA]", foi a única declaração feita à revista sobre o assunto por Edward Price, porta-voz da secreta.

O aparente interesse de grandes potências em alterar o clima na Terra não é novo. Durante a guerra do Vietname, a Força Aérea americana terá usado pela primeira vez técnicas de manipulação climática como instrumento de táctica militar, libertando nas nuvens partículas químicas para criar chuvas artificiais que transformassem o trilho de Ho Chi Minh num lamaçal, para assim obter uma vantagem estratégica.

Entre 1962 e 1983, terá havido engenheiros com pretensões semelhantes no Projecto Fúria da Tempestade, liderado pela Marinha norte-americana e pelo Departamento do Comércio para enfraquecer ciclones tropicais. Mais recentemente, o Gabinete de Modificação da Meteorologia da China foi acusado de aplicar este processo de "sementeira em nuvens" para assegurar que só choveria longe dos estádios onde os Jogos Olímpicos de 2008 tiveram lugar.

"actores solitários"
Apesar de no passado as tentativas de manipular o clima terem sido recebidas em tom jocoso pela comunidade científica, o facto de técnicas como a sementeira em nuvens estarem a ser aplicadas tem gerado questões sérias entre os cientistas.

Desde o início do ano, algumas revistas especializadas e jornais como o "The Guardian" têm dado uma atenção sem precedentes à ideia controversa da geoengenharia, citando vários riscos inerentes ao processo. Para David Keith, investigador da Universidade de Harvard e defensor assertivo dos métodos para controlar o aquecimento global, "[a geoengenharia] é fundamentalmente exequível, relativamente barata e parece reduzir os riscos de alterações climáticas de forma significativa". Mas esse optimismo vem com ressalvas. "Isto acarreta riscos, entre eles efeitos secundários não intencionais imprevisíveis", diz Keith. 

 "E toda esta questão dos actores solitários?", questiona Ken Caldeira, cientista da NAS. "Devemos preocupar-nos com o facto de a China agir unilateralmente? É só conversa fiada ou o governo dos EUA deve preparar-se para isso?"

A dita "questão dos actores solitários" não envolve só países. Pelo menos um indivíduo, Russ George, terá já tentado modificar o clima. O ex-director da Planktos, empresa americana que de-senvolve tecnologias para combater o aquecimento global, terá fertilizado com ferro o oceano Pacífico, na costa canadiana, para forçar um aumento de plâncton que absorva mais dióxido de carbono - libertado na atmosfera a um ritmo e em quantidades cada vez maiores.

Em 2010, a BBC entrevistou um militar russo que diz fazer uso destas técnicas há anos para impedir que chova em importantes feriados nacionais. "Usamos uma máquina especial que cospe iodeto de prata, gelo seco ou cimento para as nuvens ou então abrimos uma escotilha [no avião] e um homem atira sementes para as nuvens manualmente", explicou então Alexander Akimenkov, piloto da Força Aérea russa.

De acordo com o artigo, não é só o governo russo que semeia nuvens para não colher tempestades. Há já empresas privadas no país que, por 6 mil dólares à hora, garantem que o casamento de um cliente, ou outro evento privado, é soalheiro até ao fim.

"O risco não é só começar"
  Os cientistas avisam agora que os riscos vêm não só desta falta de controlo de como, quem e onde são usadas técnicas de geoengenharia, mas também do simples facto de estarem a ser aplicadas.

Segundo um estudo publicado pela revista científica "Environmental Research Letters" a 8 de Janeiro, os trópicos vão ser afectados por secas graves se a geoengenharia continuar a ser aplicada como penso rápido no combate às alterações climáticas.

"Há muitas questões de governação - quem controla o termóstato da Terra - porque o impacto da geoengenharia não vai ser uniforme em todo o planeta", diz Andrew Charlton-Perez, cientista da Universidade de Reading e membro da equipa de investigação.

Através de modelos recriados em computador, os cientistas confirmaram que a aplicação da técnica de injectar sulfatos em grande escala nas nuvens consegue reduzir o aumento da temperatura, mas que tal poderá provocar, em situações extremas, uma quebra de um terço da pluviosidade na América do Sul, na Ásia e em África. As consequentes secas, dizem os investigadores, afectarão milhares de milhões de pessoas e as já frágeis florestas tropicais, que funcionam como filtros imensos de carbono.

"Os investigadores escolheram um cenário climático grave, portanto não devemos ficar surpreendidos por qualquer técnica de geoengenharia ou para reverter os efeitos [da anterior] tenha impacto sério e desigual", diz Matthew Watson, da Universidade de Bristol e defensor de mais investigação antes de se aplicarem medidas destas. "Continua a ser verdade que a única via garantida [para salvar o planeta] é reduzir os níveis recorde de gases com efeito de estufa que continuamos a injectar na atmosfera. É vital que os cientistas continuem a investigar a geoengenharia, mas nenhum governo sério em relação às alterações climáticas deve olhar para ela como um penso rápido."

O cenário "grave" estudado prevê que, se os níveis de dióxido de carbono quadruplicarem na atmosfera e não houver intervenção, as temperaturas globais vão subir em média 4 graus Celsius, acima dos 2 considerados perigosos pelos governos mundiais. Já se esse aumento da temperatura for combatido pela geoengenharia, será possível desacelerar e até reduzir para níveis nulos o aquecimento global.

Na simulação computorizada, os cientistas injectaram 60 toneladas de dióxido de enxofre por ano na estratosfera, o equivalente a cinco erupções vulcânicas, cada uma medida pela escala da erupção do monte Pinatubo, nas Filipinas, que em 1991 reduziu 0,5 graus a temperatura global nos dois anos seguintes.
Através desta libertação de dióxido de enxofre, similar à dos vulcões quando entram em erupção, os cientistas apuraram que as partículas na estratosfera não só absorvem parte do calor vindo do Sol mas também a energia térmica libertada pela superfície terrestre.

"O aquecimento funciona como estabilizador da parte da atmosfera em que vivemos, reduzindo a ressurgência de ar. Nos trópicos a maior parte da chuva vem da movimentação rápida do ar, portanto [o método de geoengenharia] funciona como redutor de precipitação", explica Charlton-Perez.
OS PATRÕES DAS TEMPESTADES

Se a hipótese se confirmar, a queda na precipitação nos trópicos pode chegar aos 30%, com impacto adverso e significativo sobre as populações e o ambiente. "Iríamos assistir a mudanças tão bruscas que as pessoas teriam muito pouco tempo para se adaptar", diz o co-autor do estudo. "Mostrámos que uma das principais técnicas da geoengenharia pode causar efeitos secundários não intencionais numa larga faixa do planeta", efeitos até agora ignorados nas investigações, sublinha.

Um outro estudo, divulgado anteontem pelo site Science 2.0, mostra que, em geral, os cidadãos norte-americanos condenam os métodos de geoengenharia para controlar o ambiente. "Foi um resultado surpreendente num padrão muito claro", explica Malcolm Wright, professor da Universidade de Massey e autor do estudo. "Intervenções como pôr espelhos no espaço ou partículas na estratosfera não são bem recebidas. Processos mais naturais como a iluminação de nuvens acolhem menos objecções, mas ao que o público reage melhor é à criação de biochar (carvão vegetal para bloquear o CO 2) ou à captura directa de carbono do ar."

* Porque não nos sentimos marionetas? Por imbecilidade!

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 21- GPS



























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HOJE NO
"A BOLA"

25 árbitros nomeados para 
o Mundial do Brasil

São 25 os árbitros nomeados pela FIFA para marcarem presença no Mundial de 2014. Entre eles está o português Pedro Proença.

Todos os continentes estarão representados, sendo que pela primeira vez um árbitro da Costa do Marfim irá estar num grande competição internacional.
 
 

Árbitros para o Mundial:
Ravshan Irmatov (Uzbequistão)
Yuichi Nishimura (Japão)
Nawaf Shukralla (Barhain)
Benjamin Williams (Austrália)
Noumandiez Doue (Costa do Marfim)
Bakary Papa Gassama (Gâmbia)
Djamel Haimoudi (Argélia)
Joel Antonio Chicas (El Salvador)
Mark W Geiger (EUA)
Marcon Antonio Moreno (México)
Enrique Osses (Chile)
Nestor Pitana (Argentina)
Wilmar Perez (Colômbia)
Sandro Meira Ricci (Brasil)
Carlos Rodríguez (Equador)
Peter O`Leary (Nova Zelândia)
Felix Brych (Alemanha)
Cüneyt Çakir (Turquia)
Jonas Eriksson (Suécia)
Björn Kuipers (Holanda)
Milorad Mazic (Sérvia)
Pedro Proença (Portugal)
Nicola Rizzoli (Itália)
Carlos Carballo (Espanha)
Howard Webb (Inglaterra)

* Deseja-se que nenhum force resultados.


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A NOSSA HISTÓRIA


EM 2 MINUTOS





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HOJE NO
"AÇORIANO ORIENTAL"

Posição geoestratégica 
dos Açores fica relevada

A escolha da ilha Terceira como um dos locais possíveis para o transbordo de químicos oriundos da Síria permitiu "relevar" a posição geoestratégica dos Açores, na opinião do presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória.
 
"A abordagem feita pelos Estados Unidos ao Governo português assenta em duas palavras-chave: em primeiro lugar, o facto de Portugal ser um aliado empenhado nas questões da paz mundial e [em segundo lugar] a posição geoestratégica da Terceira", frisou Roberto Monteiro, autarca da Praia da Vitória.
É no concelho da Praia da Vitória que fica localizada a base militar das Lajes, usada pela força aérea dos EUA.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal anunciou na terça-feira que as autoridades norte-americanas contactaram Portugal para avaliar a possibilidade de realizar o transbordo de material químico proveniente da Síria num porto nos Açores, não havendo ainda decisão.

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, revelou, por seu turno, que a acontecer o transbordo nos Açores, seria usado o porto da Praia da Vitória.
Os químicos começaram a sair da Síria em 07 de janeiro, no âmbito de um acordo sobre o desmantelamento do arsenal de armas químicas do regime de Damasco.

Roberto Monteiro disse ter sido contactado na segunda-feira pelo presidente do Governo Regional dos Açores, que lhe transmitiu o conteúdo da comunicação feita pelo MNE.
Nesse sentido, o autarca salientou que o contacto dos Estados Unidos da América "toca em dois aspetos que têm sido postos em causa: a verdadeira força dos laços entre Portugal e os EUA e o enfoque fundamental desta abordagem na posição geoestratégica dos Açores".

Segundo Roberto Monteiro, o executivo açoriano impôs como condições que o transbordo, a ser feito na Terceira, tivesse lugar no porto afeto aos EUA, na Praia da Vitória, e que os riscos fossem minimizados.
O autarca admitiu que uma operação deste género tem sempre "algum risco", mas salientou que a "salvaguarda das questões ambientais e de segurança é uma questão prioritária".
"Este tipo de operações envolve uma estrutura altamente especializada que consegue minimizar os riscos da sua operacionalização", frisou.

Já hoje, a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), envolvida no programa de desarmamento químico na Síria, disse desconhecer qualquer transbordo de químicos em Portugal, afirmando que a operação decorrerá num porto italiano ainda não identificado.
Um responsável da organização explicou ainda à Lusa que embora se trate de um programa de eliminação de armas químicas, não há qualquer arma a sair da Síria: são apenas químicos.

"O que vai ser retirado da Síria, e mais tarde levado para este navio norte-americano para ser neutralizado, são apenas químicos", divididos em dois grupos, o primeiro dos quais corresponde a cerca de 700 toneladas de agentes que representam maior ameaça - "se alguém lhes pusesse as mãos em cima, seria muito fácil produzir armas químicas".

O segundo grupo é de químicos industriais, que têm de ser retirados apenas porque estavam a ser usados no programa de armas químicas.

* Será que se acontecer um mínimo acidente no transbordo dos químicos o autarca também vai regozijar, por haver açorianos mártires pela Síria?



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