quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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 O QUE NÓS


RECEBEMOS!



A HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA

Entre os portugueses e a luxúria do poder, Passos Coelho escolheu o poder. Fica registado.

«Este Governo, o de Pedro Passos Coelho, nasceu de uma infâmia. No livro "Resgatados", de David Dinis e Hugo Coelho, insuspeitos de simpatias por José Sócrates, conta-se o que aconteceu. O então primeiro-ministro chamou Pedro Passos Coelho a São Bento para o pôr a par do PEC4, o programa que evitava a intervenção da troika em Portugal e que tinha sido aprovado na Comissão Europeia e no Conselho Europeu, com o apoio da Alemanha e do BCE, que queriam evitar um novo resgate, depois dos resgates da Grécia e da Irlanda.

Como conta Sócrates na entrevista que hoje se publica, Barroso sabia o quanto este programa tinha custado a negociar e concordava com a sua aplicação, preferível à sujeição aos ditames da troika, uma clara perda de soberania que a Espanha de Zapatero e depois de Rajoy evitou.

Pedro Passos Coelho foi a São Bento e concordou. O resto, como se diz, é história. E não é contada por José Sócrates que um dia a contará toda. No livro conta-se que uma personagem chamada Marco António Costa, porta-voz das ambições do PSD, entalou Passos Coelho entre a espada e a parede. Ou havia eleições no país ou havia eleições no PSD. Pedro Passos Coelho escolheu mentir ao país, dizendo que não sabia do PEC4. Cavaco acompanhou. E José Sócrates demitiu-se, motivo de festa na aldeia.

Detenho-me nesta mentira porque, quando as águas se acalmam no fundo poço, é o momento de nos vermos ao espelho. Pedro Passos Coelho podia ter agido como um chefe político responsável e ter recusado a chantagem do seu partido. Podia ter respondido ao diligente Marco António que o país era mais importante do que o partido e que um resgate seria um passo perigoso para os portugueses. Não o fez. Fraquejou.

Um Governo que começa com uma mentira e uma fraqueza em cima de uma chantagem não acaba bem. Houve eleições, esse momento de vindicação do pequeno espaço político que resta aos cidadãos, e o PSD ganhou, proclamando a sua pureza ideológica e os benefícios da anunciada purga de Portugal. Os cidadãos zangados com o despesismo de José Sócrates e do PS, embarcaram nesta variação saloia do mito sebástico. O homem providencial. Os danos e o sofrimento que esta estupidez tem provocado a Portugal são impossíveis de calcular. Consumada a infâmia, a campanha contra José Sócrates continuou dentro de momentos. Todos os dias aparecia uma noticiazinha que espalhava pingos de lama, ou o Freeport, ou a Face Oculta, ou a TVI, ou todas as grandes infâmias de que Sócrates era acusado. Ao ponto do então chefe do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, que se tinha aliado ao PCP e ao PSD para deitar o Governo abaixo e provocar a demissão e eleições (no cálculo eleitoralista misturado com a doutrina esquerdista que ignorava a realidade e as contas de Portugal), me ter dito numa entrevista que considerava "miserável" a "campanha pessoal" da direita contra Sócrates. Palavras dele.

Aqui chegados, convém recordar o que o Governo de Passos Coelho tem dito e feito. Recordar as prepotências de Miguel Relvas, os despedimentos, os SMS, os conluios entre a Maçonaria e os serviços secretos, os relatórios encomendados, os escândalos, a ameaça da venda do canal público ao regime angolano, e, por fim, o suave milagre de um inexistente diploma. Convém recordar as mentiras sobre o sistema fiscal, os cortes orçamentais, a adiada e nunca apresentada reforma do Estado, as privatizações apressadas e investigadas pelo MP, os negócios e nomeações, a venda do BPN, as demissões (a de Gaspar, a "irrevogável" de Portas), as mentiras de Maria Luís, os swaps e, por último, cúmulo das dezenas de trapalhadas, o espetáculo da "Razão de Estado" vista pela miopia de Rui Machete. Convém recordar que na semana da demissão de José Sócrates os juros do nosso financiamento externo passaram de 7% para 14%. E os bancos avisaram-no de que não aguentavam. Sócrates sentou-se e assinou o memorando.

Que o atual primeiro-ministro não hesitasse, mais uma vez, em invocar um segundo resgate para ganhar as eleições autárquicas que perdeu, diz tudo sobre a falta de escrúpulos deste Governo, a que se soma a sua indigência, a sua incompetência, o seu amadorismo. A intransigência. Este é o problema, não a austeridade.

José Sócrates foi estudar. Escreveu uma tese, agora em livro, que o honra porque tem um ponto de vista bem argumentado, politicamente corajoso vindo de um ex-primeiro-ministro. E vê-se que sabe o que diz. Podem continuar a odiá-lo, criticá-lo, chamar-lhe nomes. Não alinho nas simpatias ou antipatias pela personagem, com a qual falei raras vezes. O que não podem é culpá-lo de uma infâmia que levou o país ao colapso político, financeiro, cívico e moral.

Entre os portugueses e a luxúria do poder, Passos Coelho escolheu o poder. Fica registado».

ESCREVEU:
Clara Ferreira Alves

IN "EXPRESSO"
19/10/13

OBRIGADO JOPE

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 A DIFERENÇA
















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A CRISE,
AS POLÍTICAS




CLIQUE EM "Programa OLHOS NOS OLHOS"



Se no dia indicado acima não teve oportunidade de ficar mais esclarecido sobre "A CRISE e as POLÍTICAS", dispense-se tempo para se esclarecer agora, este programa é extenso mas terrívelmente claro e polémico.
Fique atento às declarações do Dr. Paulo Pinto



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HOJE NO
"DESTAK"

Mães portuguesas desconhecem
. benefícios dos vegetais

Estudo revela falta de conhecimento das mães portuguesas sobre os benefícios dos vegetais, o que os afasta da mesa. 

O que é que os brócolos, espinafres, couves de Bruxelas, ervilhas ou favas têm em comum, para além da cor verde ou do desdém a que são votados à mesa de tantas refeições? A resposta dá-a um inquérito da Associação Portuguesa de Dietistas (APD), a que o Destak teve acesso, realizado junto de mães de crianças com idades entre os quatro e os dez anos: a falta de informação sobre os seus benefícios. 


Ao contrário da cenoura, que escapa ao desconhecimento generalizado, mais de 50% das inquiridas não sabe quais os benefícios de cada vegetal. Apesar de ser certo e sabido que os vegetais e leguminosas fazem bem à saúde, as dúvidas subsistem quanto às suas vantagens específicas, o que contribui, alerta Mónica Pitta Grós, Dietista do Hospital D. Estefânia, para a monotonia à mesa. 

O que é incorreto, acrescenta, «pois cada alimento é rico em determinados nutrientes e todos são importantes para a saúde». Até porque, explica ao Destak Zélia Santos, da APD, um maior consumo de vegetais pode proteger as crianças de «doenças respiratórias, cardiovasculares, obesidade, obstipação e tipos de cancro».

Motivar é preciso 
 Não só é elevada a percentagem (20%) de mães que integra os vegetais no menu apenas uma a duas vezes por semana, como é ainda reduzida a de progenitoras que servem leguminosas diariamente (8%), revela o inquérito, que confirma: há crianças que conseguem mesmo levar a sua avante graças às birras. 

Ao todo, 10% das inquiridas substituem os alimentos que os mais pequenos insistem em não querer comer, com 3% que desistirem de os pôr no prato. Motivar uma criança pode não ser fácil, mas é, diz Zélia Santos, «enriquecedor».

 E a especialista dá dicas para o conseguir, como «incentivar as crianças a participar na compra», inclui-las na confeção, «inovar receitas» e «usar a imaginação no empratamento» 

*Não há direito à ignorância.

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VICTORIA's



 SECRET

FASHION SHOW

2013


VEJA EM ECRÃ COMPLETO

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HOJE NO
"i"

Guerra santa no Porto. 
Cancelado encontro de diálogo
.entre judeus e católicos

Conflito entre padre católico e Comunidade Israelita do Porto levou ao cancelamento de oração conjunta. Na origem do conflito está a construção de um museu judaico

Estava marcado para a próxima semana, mas foi adiado. O Encontro Diálogo e Reconciliação ia juntar católicos e judeus numa oração comum no Porto, mas uma guerra que envolve a construção do Centro Interpretativo da Memória Judaica, liderado por um sacerdote católico, levou ao cancelamento.

Foi o próprio padre Agostinho Jardim, que lidera o projecto e estava por detrás da organização do encontro, quem decidiu adiar. "Já tínhamos as presenças confirmadas de rabinos e chefes de comunidades de todo o país, mas entendi que não havia condições", adiantou ontem o sacerdote ao i.

Na origem do cancelamento está uma disputa entre católicos e judeus do Porto em torno de uma espécie de museu dedicado ao judaísmo, que Agostinho Jardim quer construir. A história começa em 1997, quando o padre, responsável pelo Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, decidiu comprar uma casa para fazer um lar de idosos. Meses depois percebeu que havia uma parede falsa e quando a mandou derrubar encontrou vestígios de uma antiga sinagoga.

A parede tinha um ehal, um nicho onde se guardava a Tora. "Desde essa altura começámos a receber visitas de turistas e judeus de todo o mundo", conta o sacerdote, que passou a fazer visitas guiadas. "Até que pensámos em criar uma espécie de museu, para valorizar o espólio e receber os turistas de forma adequada", recorda. O antigo embaixador de Israel em Portugal chegou a visitar a casa várias vezes e, segundo Agostinho Jardim, foi um dos principais responsáveis por conseguir que o imóvel fosse considerado monumento nacional - o que veio a acontecer. 

* As religiões são o ópio dos povos ...

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IV-OS SUPER
 HUMANOS
3-HIPER MEMÓRIA






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HOJE NO
"A BOLA"

Dulce Félix tenta recuperar o título

Elvas foi a cidade escolhida para receber o Campeonato Nacional de estrada, que se realiza no próximo domingo, às 11.30 horas. Ontem, na apresentação da prova de 10 km, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira, justificou a opção com a necessidade da «descentralização da competição, que permite associar, na mesma corrida, campeões e populares».

Certa é a consagração de novos campeões, uma vez que Manuel Damião, vencedor das duas últimas edições, e Sara Moreira, que conquistou o título no ano passado, não estarão em Elvas. «Falei com o Carlos Lopes [responsável pela secção de atletismo do Sporting] que me confirmou que o Nacional de estrada não é objetivo do clube este ano. Assim, decidi não competir, preparando-me para os Nacionais de crosse longo [2 de março] e curto [15]», explicou o bicampeão, garantindo não sentir tristeza por não tentar o tri. «Tenho pouco mais de dois meses de treino e o objetivo é estar em forma nas provas importantes para o Sporting», acrescentou Damião, que é igualmente bicampeão de crosse longo e apostará, depois, na obtenção de mínimos nos 10.000 m em pista, para os Europeus que se realizam em agosto. «Se o Sporting tivesse a estrada como objetivo, correria. Assim, também é melhor para mim», sublinhou.

O Benfica é o atual campeão masculino - subiu uma posição depois de o Maratona ter perdido o título devido à suspensão de José Rocha por anomalias no passaporte biológico -, título que tentará revalidar, tendo sido anunciadas as presenças de Rui Pedro Silva e Ricardo Ribas, ontem, na apresentação. Alguns atletas que rumaram à nova The Cleans, que não terá conseguido os patrocínios prometidos, desejam competir, mesmo que a equipa não esteja inscrita.

Em femininos, e na ausência da recem mamã Sara Moreira (Maratona), Dulce Félix é a favorita a recuperar o título que conquistou em 2012 e 2011 (pelo Maratona). A atleta compete com a camisola do Benfica (2.º no ano passado), clube que chamou Vanessa Fernandes, vice-campeã olímpica de triatlo em Pequim-2008. O Maratona, detentor de 13 títulos femininos (o último dos quais conquistado em 2013), conta com Doroteia Peixoto, confirmada ontem, além de Anália Rosa, estando por anunciar as restantes inscritas - apenas hoje a Federação disponibilizará as listas. 

* Vai ser uma festa em Elvas e que ganhem os melhores.

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MARIA JOÃO AVILEZ

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Eusébio

Usava o instinto da pantera, mas tinha a delicadeza da gazela. Era um homem bom e de repente não sei bem o que dizer.

Não por medo de ser banal – há mais pungentemente banal que a morte? – mas pela dificuldade de me expressar face à partida de alguém que, coisa tão, tão improvável numa vida, só me deu alegrias e o que se diz de alguém capaz de tal proeza?
Incontáveis, esfuziantes, fulgurantes, delirantes, disparadas alegrias. Tantas vezes, centenas de vezes, milhares de vezes. Alegrias com uma bola mas, bem vistas as coisas, só pode perceber isto quem – como ele, como eu – gosta de bola quase sobre todas as coisas. A sua história confunde-se com a minha história no Benfica que vai longa, tinha 13 anos quando deixei a família em suspenso ao afirmar a minha novíssima identidade encarnada – no Campo Grande não se era do Benfica.

Eusébio tocou-me desde o seu primeiro momento diante de nós todos. Não era só a ferocidade do génio, o golpe de asa do sobredotado, a pantera. Não era só o deus que rematava e era golo, o felino que marcava de qualquer ângulo do relvado e a bola entrava. Não era só o ter sido universal antes de se ser “global”. Não: era por ser ele. Eusébio como ele era. Eusébio da Silva Ferreira. Homem afável e amável, determinado pela circunstância da sua inteira e intacta, até ontem, simplicidade. A mesma de quando ele aterrou em Lisboa, vindo do mais belo lugar do desaparecido Império e começou a tocar na bola como nunca víramos. Mas não é senão essa circunstância que fez a sua espantosa diferença: o dono do génio não era contaminável pela poção tóxica da glória mesmo que quase só tivesse havido glórias. O mito não era corrompível, mesmo quando mundialmente mitificado. E porque era simples, acreditava. Acreditou no Portugal-Coreia do Norte, já quase na pré-história, mas eu lembro-me e foi acreditando. Até ontem.

E depois era um sentimental e eu gostava disso: Eusébio chorava nos momentos “impossíveis”, os de estado de graça e os de estado do demónio. Chorava dentro e fora das quatro linhas, não é qualquer um que tem a simplicidade de expor a raiva ou o supremo júbilo e vivi com ele dois momentos antagónicos desses, sombra e luz: uma derrota em Bruxelas numa Taça Europeia, há já muitos anos, onde viajei a convite do Benfica e conheci melhor a pantera, mas foi um momento sombrio, duas almas penadas chorando sobre o leite derramado. A alegria foi a maior que me lembro num estádio de futebol quando, frente à Inglaterra, Ricardo defendeu um penalty, e Eusébio chorou, agarrado a uma toalha e eu chorei, a dois metros de distância de Victoria Beckham que em má hora tinha vindo a Lisboa ver jogar o marido. (Emoldurei o bilhete desse desafio por achar que humanamente não poderia haver emoção que superasse o que ali se viveu nem o instante improbabilíssimo e por isso absolutamente milagroso da defesa desse penalty, estado de graça é isso.)

Eusébio fez por Portugal o que é difícil conceber e ainda mais contabilizar: levou-o ao mundo, a vários e longínquos mundos, uniu o sempre desunido mosaico da lusofonia, representou todos e cada um de nós, tornou indestrutível o elo que ligava o seu nome ao do país.

Genialmente. Dignamente. Simplesmente. Patrioticamente. Sei eu e não sou adepta do Fado/ Futebol/Fátima como explicação de um destino. Não haverá outro como ele, também sei, mesmo se houve Figos e há Ronaldos mas ele há animas e animas.

Há bocadinho abri o portão cá de casa e fui sozinha – é sozinho que se fazem estas coisas – para a rua, com o meu cachecol do Sport Lisboa e Benfica e deixei-me estar na berma do passeio até Eusébio passar, era o que deveria fazer neste momento. Identificar a minha pertença ao nosso clube e agradecer-lhe.

De manhã cedo, na outra casa do Oeste onde estava, tinha apanhado umas camélias, também não me ocorreu melhor que a minha flor preferida na hora da despedida. Já estão numa jarra.


IN "PÚBLICO"
07/01/14

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54.UNIÃO



EUROPEIA




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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DA MADEIRA"
Cobrança de contribuição audiovisual
. passa a ser obrigatória na Região
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 Ministro Maduro confirma que Electricidade da Madeira vai pagar dívida de 10 milhões de euros à RTP
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A Electricidade da Madeira vai pagar a dívida de 10 milhões de euros à RTP, como anunciou o DIÁRIO na edição de terça-feira, com a cobrança da contribuição audiovisual (CAV) a passar a ser obrigatória na Região Autónoma, segundo garantiu à Lusa fonte oficial do ministério de Poiares Maduro.


A dívida da Electricidade da Madeira remontava a 2005, mas estava dependente do governo da República liquidar dívida de 53 milhões à EEM. A notícia que faz manchete na edição de terça-feira do DIÁRIO sublinhava que pagou finalmente a dívida à Empresa de Electricidade da Madeira, que derivava da convergência tarifária acertada em 2003. O vice-presidente Cunha e Silva, que liderou as negociações, anunciou que a Região também iria liquidar de imediato os 10 milhões devidos à RTP, da taxa de audiovisual.

A partir deste mês, a empresa vai passar a cobrar a CAV na Madeira, o que anteriormente era opcional, disse a mesma fonte do gabinete do ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional.

A RTP passa a ser financiada pela CAV, deixando de receber indemnização compensatória este ano.
 O Governo aumentou a taxa da CAV de 2,25 euros para 2,65 para compensar a RTP do fim da indemnização compensatória. 

*  Ai a insularidade...

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O PO(L)VO JUDEU





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1.O MELHOR
 DA ARTE

ARTE PALEOLÍTICA

A Dama de Brassempuy (1984)





Cada episódio é dedicado a um grande trabalho de arte da coleção dos museus do Louvre, Antiquities Museum of Saint Germain, Orsay, Rodin e Guimet. A série mostra obras como a Monalisa e os tesouros do budismo. Um trabalho único sobre história da arte.


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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

ADSE vale mais de 500 milhões
 por ano para os privados

Mais de um terço da facturação dos grupos privados da saúde vêm da ADSE, o seguro de saúde dos funcionários e pensionistas públicos. Hospitais privados defendem o subsistema.

O sector privado da saúde ganha pelo menos 500 milhões de euros por ano com a ADSE, o seguro de saúde dos funcionários públicos. Os números constam do relatório de actividades de 2012 deste subsistema de saúde e mostram a dimensão do negócio para os privados, numa altura em que o Governo já anunciou um novo aumento das contribuições.


De acordo com os dados de 2012, a ADSE gastou 272,7 milhões de euros com o regime convencionado (aquele em que há acordo com o prestador de serviços), e 138,2 milhões no regime livre (em que os utentes adiantam a totalidade e recebem depois o reembolso de uma parcela). A comparticipação de medicamentos custa 73 milhões de euros à ADSE. No total, os custos suportados directamente pela ADSE são de 483,9 milhões de euros. A este valor, somam-se 50 milhões de euros que saem do bolso dos utentes no regime convencionado.

* A ADSE é um subsistema caro para o erário público. Os hospitais privados tem de existir sem a "mama" do Estado. 
Os hospitais públicos são bons e estes 500 milhões davam muito geito para comprar melhores equipamentos e pagar melhor aos seus muito bons profissionais.

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 Ala dos Namorados e os Shout!


Caçador de Sois





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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Ministério "lamenta" caso da doente 
que esperou dois anos por exame

Doente oncológica acabou por confirmar um cancro em estado avançado.

O Ministério da Saúde lamentou, esta quarta-feira, profundamente a situação de uma doente oncológica que esperou dois anos por uma colonoscopia que depois confirmou um cancro em estado avançado, inoperável.

Em declarações à agência Lusa, fonte oficial do Ministério da Saúde disse ser uma situação "intolerável", que "lamenta profundamente".

O caso faz hoje manchete no ‘Diário de Notícias', que conta que uma doente com cerca de 60 anos descobre um cancro em estado grave depois de dois anos à espera de um exame.
Segundo o jornal, a doente fez o rastreio ao cancro colorretal e a análise foi positiva, tendo sido de imediato encaminhada para o hospital Amadora-Sintra, mas sendo chamada para consulta apenas um ano depois.
A colonoscopia, fundamental para confirmar o diagnóstico de cancro, demorou mais de um ano a ser feita. A doente descobriu então ter um cancro em estado avançado, que é inoperável, encontrando-se a fazer quimioterapia para reduzir o tumor. A Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS) vai abrir um processo de averiguações.
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AMADORA-SINTRA ABRE INQUÉRITO 
O Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) anunciou, esta quarta-feira, que abriu um processo para "apurar, com rigor, o que aconteceu, para evitar que casos destes se repitam, assumindo, no entanto, toda a responsabilidade sobre eventual má prática".
O hospital, que afirma ter "com grande preocupação" tomado conhecimento do caso, refere que o mesmo "contraria todas as boas práticas deste hospital que realiza mais de seis mil colonoscopias por ano e tem um método de referenciação que não permite que um doente sinalizado como urgente esteja mais de um mês sem realizar aquele exame".
"A doente em causa está em processo de tratamento no nosso hospital, estando-lhe a ser dispensados todos os cuidados que a sua situação justifica", prossegue uma nota da unidade de saúde.
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ARS DE LISBOA ADMITE "PROBLEMA PREOCUPANTE"
A administração regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) admitiu esta quarta-feira que há um "problema preocupante" com a capacidade de resposta para realizar colonoscopias na região, tanto no setor público como no privado.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da ARS-LVT, Cunha Ribeiro, disse pretender ter, dentro de duas ou três semanas, uma estratégia definida para responder à dificuldade de realização destes exames, que servem de diagnóstico ao cancro colorretal.

As soluções que vierem a ser encontradas devem passar, segundo o responsável, pela "maximização da capacidade instalada nos hospitais públicos" e pelo recurso a entidades sociais e privadas, uma vez que o setor público não conseguirá ser suficiente.

Sobre a dificuldade de realização de colonoscopias nos privados com convenção com o Estado, Cunha Ribeiro disse que o assunto também está a ser analisado, mas sem adiantar mais pormenores.

O presidente da ARS lembrou ainda que o número de especialistas na região para realizar as colonoscopias é "insuficiente para as necessidades".
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RASTREIO POSITIVO DETERMINA COLONOSCOPIA IMEDIATA
A Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino considera inadmissível e inacreditável que um doente espere dois anos para fazer uma colonoscopia, quando um primeiro rastreio positivo obriga a que o exame seja feito de imediato.

Segundo Vítor Neves, presidente da Associação de Luta Contra a Cancro do Intestino (Europacolon), as normas internacionais determinam que, após um rastreio positivo à pesquisa de sangue oculto nas fezes, a colonoscopia deve ser feita de imediato.

A Europacolon refere que, quando um hospital não tem capacidade para responder, o doente deve ser encaminhado para o setor privado para realizar a colonoscopia.

De uma forma geral, indica Vítor Neves, o tempo de espera nos hospitais é superior ao do setor privado com convenção com o Estado.
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INSPEÇÃO DE SAÚDE “TUDO FARÁ PARA APURAR RESPONSABILIDADES”
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) lamentou, esta quarta-feira, o caso de uma mulher que esperou dois anos por um exame que confirmou um cancro avançado, assinalando que "tudo fará para apurar responsabilidades e eliminar a sua recorrência".
Em comunicado, a IGAS adianta que "está a acompanhar o processo de inquérito já determinado pelo Hospital Fernando da Fonseca [Amadora-Sintra], tendo em vista o apuramento das responsabilidades".
A nota à imprensa refere ainda que a IGAS aguarda o resultado de uma auditoria do hospital ao Serviço de Gastroenterologia, que visa o "apuramento da produtividade do Serviço, bem como da gestão de prioridades da respetiva lista de espera".

* A ARS gasta milhares para encomendar uma avaliação de desempenho a uma empresa privada, não é preciso, já está  avaliada.

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UM DESERTO APINHADO





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HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Más notícias para o crédito à habitação 
Taxas Euribor sobem em todos os prazos 

As taxas Euribor subiram hoje entre 0,001 e 0,004 pontos percentuais a três, seis, nove e 12 meses em relação a terça-feira. 


A Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, subiu hoje 0,002 pontos percentuais face a terça-feira, ao ser fixada em 0,383%. A três meses, a taxa Euribor foi fixada a 0,281%, mais 0,001 pontos percentuais que na terça-feira. 

Nos prazos de nove e 12 meses, as Euribor também subiram em relação a terça-feira, ao serem fixadas a 0,477% e 0,552%, respetivamente mais 0,004 e 0,002 pontos percentuais. A 5 de dezembro, o BCE deixou inalterada a taxa de juro, depois de a 07 de novembro a ter descido de 0,50% para 0,25%. 

Esta quinta-feira o BCE vai voltar a pronunciar-se sobre a política monetária. As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

* As subidas são mínimas mas não deixam antever nada de bom.


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2.RUSSIA AMADA













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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Médicos e farmacêuticos detidos
 em operação anti-fraude

Médicos e farmacêuticos foram hoje detidos no âmbito de uma investigação relacionada com prescrições fraudulentas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), disse à Agência Lusa fonte ligada ao processo. 

A fonte adiantou que entre os detidos está uma médica estrangeira.

A ação de fiscalização conjunta entre a Polícia Judiciária e a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) decorreu terça-feira e hoje na zona de Lisboa e do Algarve, tendo sido feitas buscas a farmácias e unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A mesma fonte não soube precisar o montante da fraude, referindo apenas que é bastante elavado.
Contudo, num verão de 2012, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, estimou que as fraudes no SNS pudessem atingir os 100 milhões de euros.

A investigação a fraudes no SNS tem sido feita pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) em estreita colaboração com o Ministério da Saúde, no âmbito de um inquérito em curso no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

* É preciso mão pesada.

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ACROBACIAS





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HOJE NO
"RECORD"

FIFA vai homenagear Eusébio
 na Gala de Zurique

A FIFA vai prestar uma homenagem a Eusébio na gala de segunda-feira, disse esta quarta-feira à agência Lusa um porta-voz do organismo.


"Estamos a preparar uma homenagem a Eusébio na Gala de Zurique", confirmou a mesma fonte, sem querer adiantar mais pormenores sobre esta homenagem.

Na gala da próxima segunda-feira a FIFA vai distinguir os melhores de 2013, entre eles o futebolista do ano, prémio a que concorrem Cristiano Ronaldo, o argentino Lionel Messi e o francês Frank Ribéry.

* Era o que mais faltava não haver essa atitude de respeito.


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HUMOR 


E NEVE




































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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Francesa condenada 
por usar véu islâmico

Um tribunal de França condenou, esta quarta-feira, uma jovem por ter usado o véu islâmico em público e recusou uma ação posta pela acusada para declarar essa proibição inconstitucional.
 
Cassandra Belin, uma jovem francesa de 20 anos convertida ao islamismo, foi condenada ao pagamento de 150 euros de multa por "uso de vestuário dissimulador da face" no espaço público e a um mês de prisão, com pena suspensa, por ter insultado e ameaçado três agentes da polícia que lhe exigiram que removesse o véu para identificação, em Trappes, perto de Paris, em julho.

A acusação tinha pedido a condenação a multa de 500 euros pelos insultos e de 150 euros pelo uso da burqa.

O tribunal recusou por outro lado um recurso apresentado pelos advogados de Belin sob a forma de "questão prioritária de constitucionalidade", o qual contestava a lei que proíbe o uso do véu integral em público como atentatória da liberdade religiosa e discriminatória para os muçulmanos.

O Ministério Público tinha pedido a rejeição desse recurso, alegando que a lei, de 11 de outubro de 2010, foi declarada constitucional pelo Conselho Constitucional francês.
O advogado da jovem, Philippe Bataille, disse à imprensa que vai avaliar se recorre da decisão e prometeu continuar a batalha contra a proibição. "Não vou desistir", disse.

Thibault de Montbrial, advogado dos polícias, saudou a decisão do tribunal, afirmando que "não podem ser toleradas exceções à lei nacional".

A proibição do uso do véu islâmico em França foi levada ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que deverá pronunciar-se este ano, por uma muçulmana que a considera como contrária à liberdade de religião, à liberdade de expressão e à liberdade de reunião, além de discriminatória.

As autoridades francesas defendem que a lei é necessária por razões de segurança e para a defesa das tradições seculares da república.
Os que criticam a lei argumentam que a segurança é uma falsa questão, caso contrário os capacetes dos motociclistas também deviam ser proibidos.
Em teoria, a lei proíbe qualquer artigo que tape a cara, mas as únicas detenções feitas até agora foram de mulheres que usavam o véu islâmico.

* Nos países islâmicos nem uma capela tem autorização para ser contruída, isto é que é xenofobia e desrespeito total pela liberdade religiosa. 
Na Europa não deve ser permitido uso de vestuário dissimulador por questões de segurança e quem não é europeu de nacionalidade tem de respeitar as leis nacionais, ou então faz a trouxa e vai-se embora. 
Quanto aos nacionais só têm de respeitar a lei, seja qual for a cor da pele ou religião.Sabemos que há focos de racismo na UE mas comparado com a práctica racista dos países islâmicos, estamos a falar de cueiros.


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 DANÇA DO VARÃO





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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"


Governo vai enumerar o top 12 
dos “fardos burocráticos” entre
. empresários e Administração Pública

O Governo promoveu a partir de Novembro do ano passado um inquérito aos empresários para identificar os principais entraves burocráticos à actividade económica. O questionário vai ficar fechado a 15 de Janeiro, e o Executivo quer a partir da análise das resposta enumerar o top 12 dos fardos burocráticos que o Estado impõe, e assim reduzir em 50% os custos de contexto que existem nestas áreas.
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Esta iniciativa decorrerá até ao fim da legislatura e é enquadrada na “Iniciativa para a Simplificação Regulatória”, que tem duas grandes linhas de acção.  Uma destinada aos empresários, e a outra que arranca no segundo trimestre de 2014, dedicada aos cidadãos.

Segundo o ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional (MADR), Miguel Poiares Maduro, depois de identificados os problemas serão criados 12 grupos de trabalho que actuarão sobre a “anatomia da entropia identificada”. Os grupos serão constituídos por responsáveis dos serviços públicos da área do problema elegido, por utilizadores desses serviços, representados pelas associações patronais sectoriais, e como mediador dos encontros estarão elementos do ministério liderado por Poiares Maduro.
“Não queremos fechar a Administração Pública nesta discussão. É preciso colocar todos os intervenientes nos processos a dialogar até para que a própria Administração se sinta impelida a agir”, defendeu o Governante.

Estes “focus group”, como lhes chamou o ministro Poiares Maduro, terão apenas uma reunião em dia a designar, que será antecedida por uma preparação prévia e que posteriormente levará à apresentação de uma solução conjunta. Ou seja, é expectável que entre a formação dos grupos, o seu encontro e o encontrar uma solução decorra uma semana. Nestas reuniões discutir-se-ão, à partida, questões como a “duplicação de documentos ou actos repetidos”.

Posteriormente, o problema, a sua “anatomia”, e a solução serão publicados num site através do qual poderão ser monitorizados. “Isto para que haja um “name and shame” e as pessoas possam identificar quais os sectores da Administração Pública que estão a cumprir e as que não estão”, identifica o ministro.

Uma vez concluído o levantamento dos entraves burocráticos, o estudo prossegue com uma análise de custos de contexto dos mesmos, elaborada com o recurso à metadologia “Standard Cost Model”, desenvolvido pela OCDE e a Comissão Europeia.Poiares Maduro quer que com a identificação
destes problemas, haja uma redução dos custos de contexto nas áreas identificadas, que leve a uma poupança de 50% pelos agentes económicos.

Até ao momento, o Governo contabiliza mais de 300 empresas que responderam ao inquérito público e que termina a 15 de Janeiro. Participaram, segundo o executivo, empresas de todas as tipologias (micro, pequenas, médias e grandes unidades).

Para o ministro que tutelará o processo, se este modelo resultado dever-se-á “replicar”. Isto para, segundo, Poiares Maduro fomentar uma cultura de diálogo e de cooperação entre ministérios e serviços que “acabe com uma Administração que funciona em silos”. “É preciso acabar com uma cultura que defende o interesse particular particular e não o interesse geral”, afirmou.

No inquérito às empresas são colocadas questões para avaliar as deficiências do Estado ao nível do registo, licenciamento, cumprimento da legislação ambiental, cumprimento da legislação laboral, cumprimento das normas de saúde pública, cumprimento de obrigações fiscais entre outros temas. Da interacção entre empresários e Administração Pública em cada uma das áreas os inquiridos tem uma escala com cinco opções que vão do “muito baixo” ao “muito elevado”.    

* O maior fardo burocrático para as empresas é o próprio governo, será que este governo tem intenção de se demitir a bem das empresas?


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