06/04/2014

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ESTA SEMANA NO
"SOL"

Doze anos de Paz

Numa dúzia de anos de paz, Angola ficou irreconhecível. As distâncias encurtaram-se abrindo-se estradas e caminhos-de-ferro. A comunicação social começa a chegar a todos os cantos, dando a conhecer as transformações após o fim da guerra. As infra-estruturas, com destaque para as estradas e as novas centralidades, são dos ganhos recentes mais visíveis.


Algumas linhas de caminhos-de-ferro foram reactivadas, aguardando-se a ligação de todas as províncias para um futuro não muito distante, permitindo a deslocação das populações - e, no caso dos comerciantes, um mais fácil escoamento de produtos.

A falta de habitação é dos principais problemas que ainda assolam a juventude. Uma constatação do próprio Executivo, que apostou na construção de habitações sociais, como as novas centralidades que estão a ser erguidas em todo o país. O pontapé de saída foi dado na província de Luanda, que já soma oito centralidades, das quais cinco estão em funcionamento. As outras três começam a ser entregues este ano.


Para o director nacional de Habitação em Angola, Adriano da Silva, o sector é dos que mais cresceram nestes 12 anos de paz. Admite, no entanto, que o problema não está resolvido, apesar do «esforço» do Executivo. As províncias de Cabinda, Lundas Norte e Sul, Uíge, Kwanza-Sul, Benguela, Bié, Huambo e Huíla também vão ter as suas centralidades.

Na saúde foram muitas as melhorias, apesar do muito que há por fazer. Reabriram vários hospitais, os seguros de saúde privados chegam a cada vez mais pessoas, mas é notório que é dos sectores mais atrasados no país. A agricultura e as pescas são outras das áreas onde o Executivo diz ser imperativo apostar.

Na economia, Angola é dos países que mais crescem a nível mundial, apesar de isso não se reflectir necessariamente na vida da população. No entanto, este crescimento é tido como um dos ganhos da Paz - a mesma que permitiu ainda o crescimento do mercado financeiro, actuando hoje vários bancos no mercado angolano, com várias linhas de crédito.


No desporto, destaca-se a realização do Campeonato Africano das Nações (CAN), em 2010, e do mundial de Hóquei em Patins no ano passado. O CAN levou à construção de quatro novos estádios de futebol (em Luanda, Benguela, Cabinda e na Huíla) e contribuiu para a criação de emprego.
No domínio da cultura, o Executivo tem hoje disponíveis 250 mil dólares, estando o financiamento dependente apenas da criatividade e sustentabilidade do projecto a apresentar.


Fruto dos anos de paz, a imprensa deu um salto com o surgimento de novas publicações, rádios privadas, rádios comunitárias. E a Televisão Pública de Angola viu nascer um concorrente, abrindo o leque de opções dos telespectadores. 

A importância de Angola no contexto africano também aumentou. O país é uma voz activa na SADC e lidera a região dos Grandes Lagos. É também candidata a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

* Ou esta notícia é "encomendada" ou entao somos todos vesgos mentais. Um país que nos últimos 12 anos tem um dos maiores índices de corrupção da terra, um poder político que se aguenta à custa de forças armadas assassinas, que uma aspirina para o "preto" é diferente da aspirina para o senhor do poder, que os cidadãos morrem de doença porque precisam de muito dinheiro para se tratarem e não o têm, Angola é um país de paz?  PORRA!


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