22/03/2014

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

 Método inovador trava cancros mortais

Nova esperança para evitar mortes poderá ser aplicada dentro de cinco anos.

 Uma equipa de cientistas da Universidade de Gotemburgo (Suécia) desenvolveu uma técnica para diagnosticar precocemente o cancro no pâncreas. A técnica poderá estar disponível nos hospitais dentro de cinco anos. O cancro do pâncreas é um dos mais temíveis por quase sempre ser detetado numa fase avançada, quando já se espalhou para outros órgãos - o que faz com que apenas cinco por cento dos doentes sobrevivam cinco anos ou mais após o diagnóstico.

Recorde-se, por exemplo, o caso do ator norte-americano Patrick Swayze que morreu em 2009, aos 57 anos, dois anos depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro do pâncreas. A situação, porém, poderá estar prestes a mudar. Segundo a revista ‘Journal of the National Cancer Institute', esta nova técnica permitiu detetar, com 97 por cento de certeza, certos precursores do cancro do pâncreas.

Sabe-se hoje que a presença de quistos - tumores cheios de fluido - pode ser um sinal precursor do cancro. Estes quistos, no entanto, eram geralmente descobertos de forma acidental na realização de exames de imagiologia tais como a tomografia axial computadorizada (TAC) ou a ressonância magnética. Nem todos têm potencial canceroso, mas como não é possível prever a sua evolução com base nas imagens, isso conduz a análises desnecessárias - e pouco fiáveis - do líquido contido nos quistos, bem como a cirurgias invasivas que apresentam riscos para os pacientes.

O novo método desenvolvido por Karolina Jabbar e colegas outros colegas da Universidade de Gotemburgo consiste em utilizar a técnica dita de espectrometria de massa para detetar com precisão, nos quistos, a presença de proteínas chamadas mucinas, cuja produção aumenta nos tumores malignos.

E permitiu aos cientistas diagnosticarem corretamente que, entre 79 quistos, 77 eram efetivamente precursores de cancros. Um resultado "espetacularmente bom para um teste de diagnóstico", conforme classificou Karolina Jabbar que poderá impedir muitas mortes.

* Toda a luta científica é boa


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