quarta-feira, 30 de outubro de 2013

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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EM RECUPERAÇÃO FÍSICA

O meu médico há uns tempos aconselhou-me caminhada para os meus problemas físicos próprios da idade, nem piscina ou ginásio, porque a marcha também faz bem ao coração e é prazeirosa.

Indicou-me uma terapeuta competente que marcha dez passos há minha frente e me incita a segui-la com muita alegria, já consigo andar 2Km atrás dela sem parar, deixo-vos com imagens esclarecedoras da minha boa forma devido ao profissionalismo da terapeuta.





 Enviado por J. COUTO
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O QUE NÓS


APRENDEMOS!


Exma. Sra. Dra. Judite de Sousa 

O programa Olhos nos Olhos que foi hoje para o ar (14.10.2013) ficará nos anais da televisão como um caso de estudo, pelos piores motivos. 

Foi o mais execrável exercício de demagogia a que me foi dado assistir em toda a minha vida num programa de televisão. O que os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo disseram acerca das pensões de aposentação, de reforma e de sobrevivência é um embuste completo, como demonstrarei mais abaixo. É também um exemplo de uma das dez estratégias clássicas de manipulação do público através da comunicação social, aquela que se traduz no preceito: «dirigir-se ao espectador como se fosse uma criança de menos de 12 anos ou um débil mental». 

Mas nada do que os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo dizem ou possam dizer pode apagar os factos. Os factos são teimosos. Ficam aqui apenas os essenciais, para não me alargar muito: 

1. OS FUNDOS DO SISTEMA PREVIDENCIAL da Segurança Social (Caixa Nacional de Aposentações e Caixa Geral de Aposentações), com os quais são pagas essas pensões, NÃO PERTENCEM AO ESTADO (muito menos a este governo, ou qualquer outro). Não há neles um cêntimo que tenha vindo dos impostos cobrados aos portugueses (incluindo os aposentados e reformados). PERTENCEM EXCLUSIVAMENTE AOS SEUS ACTUAIS E FUTUROS BENEFICIÁRIOS, QUE PARA ELES CONTRIBUIRAM E CONTRIBUEM DESCONTANDO 11% dos seus salários mensais, acrescidos de mais 23,75% (também extraídos dos seus salários) que as entidades empregadoras, privadas e públicas, deveriam igualmente descontar para esse efeito (o que nem sempre fazem [voltarei a este assunto no ponto 3]). 

2. As quotizações devidas pelos trabalhadores e empregadores a este sistema previdencial, bem como os benefícios (pensões de aposentação, de reforma e sobrevivência; subsídios de desemprego, de doença e de parentalidade; formação profissional) que este sistema deve proporcionar, são fixadas por cálculos actuariais, uma técnica matemática de que o sr. Medina Carreira manifestamente não domina e de que o sr. Henrique Raposo manifestamente nunca ouviu falar. Esses cálculos são feitos tendo em conta, entre outras variáveis, o custo das despesas do sistema (as que foram acima discriminadas) cujo montante depende, por sua vez — no caso específico das pensões de aposentação, de reforma e de sobrevivência — do salário ou vencimento da pessoa e do número de anos da sua carreira contributiva. O montante destas pensões é uma percentagem ponderada desses dois factores, resultante desses cálculos actuariais. 

3. Este sistema em nada contribuiu para o défice das contas públicas e para a dívida pública. Este sistema não é insustentável (como disse repetidamente o senhor Raposo). Este sistema esteve perfeitamente equilibrado e saudável até 2011 (ano de entrada em funções do actual governo), e exibia grandes excedentes, apesar das dívidas das entidades empregadoras, tanto privadas como públicas (estimadas então em 21.940 milhões de euros) devido à evasão e à fraude contributiva por parte destas últimas. Em 2011, último ano de resultados fechados e auditados pelo Tribunal de Contas, o sistema previdencial teve como receitas das quotizações 13.757 milhões de euros, pagou de pensões 10.829 milhões de euros e 1.566 milhões de euros de subsídios de desemprego, doença e parentalidade, mais algumas despesas de outra índole. O saldo é pois largamente positivo. Mas o sistema previdencial dispõe também de reservas, para fazer face a imprevistos, que são geridas, em regime de capitalização, por um Instituto especializado (o Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social) do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social. Ora, este fundo detinha, no mesmo ano de 2011, 8.872,4 milhões de euros de activos, 5,2% do PIB da altura. 

4. É o aumento brutal do desemprego (952 mil pessoas no 1º trimestre de 2013), a emigração de centenas de milhares de jovens e menos jovens, causados ambos pela política recessiva e de empobrecimento deste governo, e a quebra brutal de receitas e o aumento concomitante das despesas com o subsídio de desemprego que estes factos acarretam, que está a pôr em perigo o regime previdencial e a Segurança Social como um todo, não a demografia, como diz o sr. Henrique Raposo. 

5. Em suma, é falso que o sistema previdencial seja um sistema de repartição, como gosta de repetir o sr.Medina Carreira. É, isso sim, um sistema misto, de repartição e capitalização. Está escrito com todas as letras na lei de bases da segurança social (artigo 8º, alínea C, da lei nº4/2007), que, pelos vistos, nem ele nem o senhor Henrique Raposo se deram ao trabalho de ler. É falso que o sistema previdencial faça parte das “despesas sociais” do Estado (educação e saúde) que ele (e o governo actual) gostariam de cortar em 20 mil milhões de euros. Mais especificamente, é falso que os seus benefícios façam parte das “prestações sociais” que o senhor Medina Carreira gostaria de cortar. Ele confunde deliberadamente dois subsistemas da Segurança Social: o sistema previdencial (contributivo) e o sistema de protecção da cidadania (não contributivo). É este último sistema (financiado pelos impostos que todos pagamos) que paga o rendimento social de inserção, as pensões sociais (não confundir com as pensões de aposentação e de reforma, as quais são pagas pelo sistema previdencial e nada pesam no Orçamento de Estado), o complemento solidário de idosos (não confundir com as pensões de sobrevivência, as quais são pagas pelo sistema previdencial e nada pesam no Orçamento do Estado), o abono de família, os apoios às crianças e adultos deficientes e os apoios às IPSS. 

6. É falso que o sr. Henrique Raposo (HR) esteja, como ele diz, condenado a não receber a pensão a que terá direito quando chegar a sua vez, “porque a população está a envelhecer”, “porque o sistema previdencial actual não pode pagar as pensões de aposentação futuras”, “porque o sistema não é de capitalização”. O 1º ministro polaco, disse, explicou-lhe como mudar a segurança social portuguesa para os moldes que ele, HR, deseja para Portugal. Mas HR esqueceu-se de dizer em que consiste essa mirífica “reforma”: transferir os fundos de pensões privados para dentro do Estado polaco e com eles compensar um défice das contas públicas, reduzindo nomeadamente em 1/5 a enorme dívida pública polaca. A mesma receita que Passos Coelho, Vítor Gaspar e Paulo Portas aplicaram em Portugal aos fundos de pensões privados dos empregados bancários! (para mais pormenores sobre o desastre financeiro que se anuncia decorrente desta aventura polaca, ver o artigo de Sujata Rao da Reuters, «With pension reform, Poland joins the sell-off», 6 de Setembro de 2013, http://blogs.reuters.com/ globalinvesting/2013/09/06/with-pension-reform-poland-joins-the-sell-off-more-to-come/; e o artigo de Monika Scislowska da Associated Press, «Poland debates controversial pension reform», 11 de Outubro de 2013, http://news.yahoo.com/poland-debates-controversial-pension-reform-092206966--finance.html). HR desconhece o que aconteceu às falências dos sistemas de capitalização individual em países como, por exemplo, o Reino Unido. HR desconhece também as perdas de 10, 20, 30, 40 por cento, e até superiores, que os aforradores americanos tiveram com os fundos privados que geriam as suas pensões, decorrentes da derrocada do banco de investimento Lehman Brothers e da crise financeira subsequente — como relembrou, num livro recente, um jornalista insuspeito de qualquer simpatia pelos aposentados e reformados. O único inimigo de HR é a sua ignorância crassa sobre a segurança social. 

Os senhores Medina Carreira e Henrique Raposo, são, em minha opinião, casos perdidos. Estão intoxicados pelas suas próprias lucubrações, irmanados no mesmo ódio ao Tribunal Constitucional («onde não há dinheiro, não há Constituição, não há Tribunal Constitucional, nem coisíssima nenhuma» disse Medina Carreira no programa «Olhos nos Olhos» de 9 de Setembro último;« O Tribunal Constitucional quer arrastar-nos para fora do euro» disse Henrique Raposo no programa de 14 de Outubro de 2013). E logo o Tribunal Constitucional ! — última e frágil antepara institucional aos desmandos e razias de um governo que não olha a meios para atingir os seus fins. Estes dois homens tinham forçosamente que se encontrar um dia, pois estão bem um para o outro: um diz “corta!”, o outro “esfola!”. Pena foi que o encontro fosse no seu programa, e não o café da esquina. 

Mas a senhora é jornalista. Não pode informar sem estar informada. Tem a obrigação de conhecer, pelo menos, os factos (pontos 1-6) que acima mencionei. Tem a obrigação de estudar os assuntos de que quer tratar «Olhos nos Olhos», de não se deixar manipular pelas declarações dos seus interlocutores. Se não se sentir capaz disso, se achar que o dr. Medina Carreira é demasiado matreiro para que lhe possa fazer frente, então demita-se do programa que anima, no seu próprio interesse. Não caia no descrédito do público que a vê, não arruíne a sua reputação. Ainda vai a tempo, mas o tempo escasseia. 


José Manuel Catarino Soares 
(Professor aposentado) 
Lisboa. 15-10-2013

Enviado por:TÓ CUNHA

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SOBRE O
ORÇAMENTO





CLIQUE EM "Programa OLHOS NOS OLHOS"


Se no dia indicado acima não teve oportunidade de ficar mais esclarecido sobre "O ORÇAMENTO", dispense-se tempo para se esclarecer agora, este  programa é extenso mas terrívelmente claro e polémico.

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HOJE NO
" i"

Mais de cem investigadores criminais da Judiciária desfilam em Lisboa em protesto

Na quinta-feira, os investigadores criminais da PJ iniciam uma jornada de luta, por tempo indeterminado, com vista a denunciar problemas relacionados com o regulamento de piquete de prevenção, o estatuto remuneratório, o regulamento de mérito, etc 

Mais de cem investigadores criminais da Policiária Judiciária (PJ) desfilaram hoje, entre a sede desta polícia e o Ministério das Finanças, em Lisboa, para entregar um documento relacionado com a greve marcada para quinta-feira.

Segundo o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC/PJ), Carlos Garcia, a deslocação ao Ministério das Finanças, para a entrega do documento, representa um ato simbólico, numa altura em que os cortes orçamentais e os obstáculos colocados pelo Ministério das Finanças estão a conduzir à degradação das condições de trabalho na PJ.

Na quinta-feira, os investigadores criminais da PJ iniciam uma jornada de luta, por tempo indeterminado, com vista a denunciar problemas relacionados com o regulamento de piquete de prevenção, o estatuto remuneratório, o regulamento de mérito, o regime de aposentação e disponibilidade e o regime de exclusividade, entre outros.


Os investigadores, que estiveram inicialmente concentrados diante da sede da PJ, na Rua Gomes Freire, pretendem ainda denunciar "a prestação frequente de trabalho fora do horário normal, bem como quando escalados em unidades de prevenção sem que aufiram a adequada remuneração por esse trabalho extraordinário".

A falta de legislação sobre a prestação de trabalho suplementar e a ausência de um mecanismo de autorização mais expedito que viabilize o pagamento do trabalho extraordinário são outros aspetos que constam do caderno reivindicativo destes funcionários da PJ.

A ASFIC/PJ diz ainda constatar "com indignação" uma redução orçamental da PJ para 2014 nas rubricas de bens e serviços em cerca de 50 por cento, observando que tais cortes, sem paralelo no Ministério da Justiça, "vão paralisar a PJ".

São estas e outras preocupações de uma luta que consideram "justa", e que o Governo "teima em não resolver", que levam a associação sindical a afirmar que "os limites foram já ultrapassados".
A greve é aos piquetes de prevenção, que funcionam depois do horário normal de trabalho.

* Reduzir os orçamentos das polícias, qualquer que seja a corporação, é estender a passadeira vermelha ao crime organizado, ou é isso que se quer?

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PRADA


OUTONO INVERNO
2013/2014



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HOJE NO
" A BOLA"

Ronaldo pondera não marcar presença
 em nenhum evento da FIFA

A Imprensa espanhola revela que Cristiano Ronaldo estará a ponderar não marcar presença em nenhum evento da FIFA, após as palavras do seu presidente, Joseph Blatter.
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De acordo com o jornal espanhol as, Ronaldo ficou extremamente desiludido com o comportamento de Blatter e estará mesmo decidido em deixar de participar nas iniciativas da FIFA.
O Real Madrid está corrente da decisão do internacional português e terá pedido para reconsiderar, mas garante que irá sempre respeitar a posição do jogador

* É de homem!

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I-OS SUPER HUMANOS
2-SAMURAIS 



 FONTE: SETE ANTIGOS ANTIGOS




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HOJE NO
"PÚBLICO"

Estado deve 2600 milhões a empresas
 mas lista de credores continua vazia

É uma página em branco, sem nomes nem números, mas que está longe de reflectir a real dimensão das dívidas do Estado às empresas: a lista dos credores, criada há quase seis anos, continua vazia, mas não por falta de pagamentos em atraso. Ao todo, as dívidas por regularizar há mais de 90 dias ascendiam, em Setembro, a 2602 milhões de euros. O tema volta hoje à agenda, com um alerta público que junta empresários, associações e ordens profissionais.

A última actualização da lista de credores do Estado, que reporta a 31 de Dezembro de 2012, ficou deserta pelo quarto ano consecutivo. "Lista vazia por inexistência de credores nas condições previstas", lê-se no documento publicado no site da Secretaria-Geral do Ministério das Finanças. Desde que a divulgação passou a ser obrigatória, em 2008, apenas nesse ano surgiram três entidades a reclamar dívidas e duas delas eram da esfera do Estado (Estamo e a Santa Casa da Misericórdia). A Cyberlex foi a única empresa privada que alguma vez o fez.

O vazio da lista contrasta com o volume dos pagamentos em atraso, apesar de estes estarem em queda. As dívidas por pagar pelas administrações públicas, empresas do Estado e hospitais EPE totalizavam 2602 milhões de euros, segundo a síntese de execução orçamental de Setembro.

Mais de metade deste bolo (1503 milhões de euros) são compromissos por sanar por parte das administrações públicas, dos quais as administrações regionais e locais somam uma fatia de 1453 milhões de euros. E há ainda a acrescentar 1099 milhões de euros em atraso por parte de empresas públicas não-reclassificadas e por hospitais EPE. Os hospitais- empresa detinham em Setembro, aliás, 39% de todos os pagamentos em atraso no Estado, num montante que ascende a 1016 milhões. Já o passivo não-financeiro das administrações públicas ascende a 4547 milhões.

A divulgação da lista surgiu na sequência de pressões do CDS. O partido chegou a organizar uma petição, que reuniu mais de 5000 assinaturas, para exigir que os credores do Estado tivessem um tratamento igual ao dos devedores, cujos nomes passaram a ser difundidos a partir de 2005. Neste momento, há muitos milhares de contribuintes identificados nos sites da Administração Tributária e da Segurança Social.

Medida ineficaz
Quando, em 2008, foi divulgada a primeira lista e se ficou a saber que apenas três empresas tinham requerido esse estatuto, Paulo Portas, hoje vice-primeiro-ministro, indignou-se com o facto de reclamarem dívidas de apenas 11 milhões de euros. "É menos de 0,4% da verdade", afirmou então. Nos três anos seguintes, a lista ficou deserta, e de novo em 2012.

António Pinto Leite, presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (Acege) - que hoje fará publicamente uma tomada de posição sobre o tema - admite que, em certos casos, o receio da exposição pública pode afastar as empresas da lista de credores das administrações públicas. Contudo, o advogado dá outra explicação. "As empresas não acreditam que a metodologia leve a algum lado. O Estado tem de ter medidas muito mais enérgicas e contundentes para devolver à economia" o montante por pagar, defende. "Estamos a falar de famílias concretas, pessoas concretas. O Estado tem uma responsabilidade enorme nesta situação e é urgente que a resolva", sustenta, lembrando ainda que não é apenas a máquina governativa que atrasa pagamentos. É um problema que toca a todos.

Atrasos entre empresas
Juntamente com o IAPMEI e a CIP, a Acege divulga hoje um compromisso em defesa do pagamento no prazo acordado com os fornecedores, gesto que estas organizações consideram ser obrigatório "de cada líder". O documento será subscrito por outras seis associações empresariais, quatro ordens profissionais, várias universidades e 25 empresas. Os signatários comprometem-se a promover o "cumprimento da nova legislação sobre pagamentos pontuais" e apelam às grandes empresas e ao Estado "que cumpram com diligência a lei".

A Acege já tinha lançado várias iniciativas a defender o pagamento a tempo e horas. António Pinto Leite diz que, agora, mais do que nunca, esta é uma prática "crucial à economia portuguesa, para dar resposta ao sofrimento social". O resultado do anterior Compromisso Pagamento Pontual, a que aderiu cerca de uma centena de empresas, foi "insuficiente", admite. "As empresas têm receio de se comprometer e amarrar", acrescenta. Com números da consultora de Augusto Mateus, o discurso ganha força. Um estudo, já divulgado, diz que o impacto na economia real dos atrasos de pagamentos entre empresas privadas se reflecte numa redução de 72 mil empregos entre 2006 e 2011, menos 13,3 mil milhões de euros no Valor Bruto de Produção, e numa redução de 2,9 milhões de euros no Valor Acrescentado Bruto, equivalente a cerca de 2% do PIB.

Ao mesmo tempo, nos tribunais corriam até Fevereiro 30.850 acções de execução por causa de dívidas no valor de 756 milhões de euros. Já no ano passado, os montantes cobrados na justiça por pagamentos vencidos totalizavam 6662 milhões, representativos de 236.142 processos (excluindo Fisco e Segurança Social).

* Mas se alguém dever 10€  a este Estado vigarista, hipotecam-lhe a casa. Uma burla!!!


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VIRGÍNIA TRIGO

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Energia positiva

Talvez não muito elucidados, mas cheios da inspiração que estes lugares místicos nos despertam, os quadros meditam sobre como colocar a empresa no coração dos seus empregados e prometem regressar com outras perguntas igualmente elusivas.
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Uma das expressões mais em voga na China desde 2012 e que está sendo disseminada por todo o país ao longo de 2013 é "energia positiva" a que se juntou o desafio lançado pelo novo presidente Xi Jiping no início do seu mandato de que a China precisa de construir o "sonho chinês". E o que é isso de "energia positiva" e da construção do "sonho chinês"? Muito dados a excessos logo os chineses se multiplicaram em discursos, programas de televisão e debates procurando as mais diversas interpretações para o significado destas expressões algo místicas. E, para já, com a habitual aptidão para o negócio que todos lhes reconhecemos, logo dispararam as vendas "on-line" – o local de compra favorito dos chineses – com inúmeros produtos desde chás especiais a braceletes e pendentes todos prometendo "energia positiva" e um vasto caminho para o sonho.

Uma das atividades que mais floresceram neste ambiente é a dos templos budistas onde particulares e empresas procuram respostas para as suas muitas interrogações. Os mais famosos destes templos podem ser bastante caros e oferecem pacotes para todos os gostos. Sei de pelo menos uma empresa multinacional que regularmente faz deslocar os seus quadros a centenas de quilómetros de distância para um templo em Fujian onde durante uns breves dias ou num fim de semana interrogam o Mestre e refletem sobre as suas enigmáticas respostas. "Mestre, por que razão pagamos tão bem aos nossos empregados e ainda assim eles nos abandonam?" "Isso é porque não trazem a empresa no coração" responde contemplativamente o Mestre, numa clara concorrência com qualquer consultora de Recursos Humanos à qual ganha por certo em concisão. Talvez não muito elucidados, mas cheios da inspiração que estes lugares místicos nos despertam, os quadros meditam sobre como colocar a empresa no coração dos seus empregados e prometem regressar com outras perguntas igualmente elusivas.

Tão comuns e procurados se tornaram estes lugares que começaram a pulular inúmeras anedotas com situações mais ou menos representativas do contexto chinês porque uma das características mais fascinantes deste povo é o seu sentido de humor e a capacidade que os chineses têm de se rirem de si próprios. Uma destas anedotas recentemente reproduzida no "China Daily" fala-nos de um homem muito rico em consulta num templo budista: "Mestre, sou rico, mas infeliz. Qual o caminho da felicidade?" ao que o Mestre respondeu: "E o que é a riqueza?". Algo perturbado com a misteriosa singeleza da resposta o homem explicou que tinha três apartamentos na zona mais cara de Pequim e que a sua conta bancária tinha mais de 8 dígitos, seria isso a riqueza? O Mestre nada disse, mas estendeu uma mão. "Quer isso dizer que eu devo ser agradecido?" perguntou o homem. Com uma súbita voz tímida o Mestre respondeu: "Não, quer simplesmente dizer que gostaria de ser seu amigo".

Enquanto os chineses procuram por todas as formas o caminho da "energia positiva" e do "sonho chinês" o certo é que, agora mesmo, como reconheceu Rui Xiaowu diretor-geral da China Electronic Corporation, se houvesse uma falha de eletricidade em Shenzhen – a região contígua a Hong Kong – e arredores, isso causaria flutuações nos preços dos produtos electrónicos em todo o mundo. É também certo que, contra todas as expectativas, o PIB chinês cresceu mais do que esperado no terceiro trimestre deste ano. Quem precisa de energia positiva?

* Professora no ISCTE Business School e INDEG-IUL ISCTE Executive Education

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
 28/10/13


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EDUCADAMENTE




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ESCRITUREIRO



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 HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Assunção Esteves vai a Angola,
 BE recusa integrar comitiva

A visita de Assunção Esteves a Angola decorrerá na próxima segunda, terça e quarta-feira, e tem como objectivo a participação numa reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), decorrendo em simultâneo um encontro bilateral entre representantes dos parlamentos dos dois países.


A presidente da Assembleia da República convidou, como habitualmente, os grupos parlamentares a estarem representados na comitiva, tendo o Bloco de Esquerda recusado acompanhar Assunção Esteves.
"A democracia não é plena em Angola. Há direitos fundamentais que não são respeitados, a liberdade de imprensa não é plenamente respeitada, a liberdade de manifestação não é plenamente representada", justificou à Lusa o líder parlamentar bloquista, Pedro Filipe Soares.

Para Pedro Filipe Soares, há uma "tentativa de transformação de uma reunião da CPLP num encontro bilateral".

O líder parlamentar bloquista sublinhou ainda que "a motivação" da visita da presidente da Assembleia da República é participar de um encontro da CPLP, um organismo no qual o BE nunca esteve representado, sendo a representação parlamentar portuguesa tradicionalmente dividida entre PSD e PS.

O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, anunciou no dia 15 de Outubro, em Luanda, o fim da parceria estratégica com Portugal, durante o discurso sobre o estado da Nação, na Assembleia Nacional de Angola, apontando "incompreensões ao nível da cúpula e o clima político atual".

Alguns dias antes, em entrevista à Rádio Nacional de Angola, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete, tinha pedido desculpa a Luanda pelas investigações do Ministério Público português, declarações que provocaram polémica em Lisboa.

Desde então, têm havido uma série de afirmações de responsáveis dos dois países sobre esta questão. A parte portuguesa tem procurado relativizar o problema mas, na semana passada, o chefe da diplomacia angolana, Georges Chikoti, disse, em entrevista à Televisão Pública de Angola, que Luanda deixou de considerar prioritária a cooperação com Portugal, elegendo África do Sul, China e Brasil como alternativas.

Sobre a realização da primeira cimeira bilateral, inicialmente prevista para o final deste ano e adiada para Fevereiro de 2014, o ministro angolano disse não ter "muita certeza" sobre a efectiva realização.

Em resposta, o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, declarou que o Governo português dá prioridade à resolução de "todas as perturbações que possam existir" na relação entre Portugal e Angola, que pretende manter e aprofundar.

* Será que a sra. Presidente vai dizer que a "Lavandaria Portugal" continua ao dispôr da corrupção angolana?

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MISTÉRIOS FANTÁSTICOS


5.O Triângulo das
Bermudas


ÚLTIMO EPISÓDIO




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HOJE NO
" CORREIO DA MANHÃ"

Mascote ‘Senhor Testículo’ 
ajuda a combater cancro 

Associação brasileira de luta contra o cancro criou mascote para ajudar nas campanhas de sensibilização.

‘Senhor Testículo’ é o nome da mascote que a brasileira Associação de Assistência às Pessoas com Cancro (AAPEC) resolveu usar para chegar à comunidade de forma, no mínimo, original. 

Com pouco mais de meio ano de existência (a primeira aparição pública terá sido em abril, numa feira na cidade de Viçosa), a mascote ‘Senhor Testículo’ foi usada para informar e distribuir panfletos sobre cancro do colo do útero, da mama e da próstata. “Tanto as crianças como os adultos adoraram tirar fotos” com o boneco em forma de testículo, lê-se na descrição do evento.

Apesar do seu aspeto algo bizarro, por onde tem passado o ‘Senhor Testículo’ tem distribuído alegria e tem conseguido chamar a atenção para a divulgação de campanhas contra o cancro nos meios de comunicação, ao longo dos últimos meses. Não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.
A mascote recebe todos de braços abertos e permite à AAPEC continuar a apoiar doentes com cancro, doença que mata cada vez mais pessoas todos os anos. E uma missão destas precisa de toda a ajuda possível.

* Endiabrados e humanos estes brasileiros, em Portugal precisamos da "D. Mama"!


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Lou Reed - Velvet Underground



Walk on the wild side





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HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Com uma constituição semelhante à da Terra 
Detetado primeiro planeta 
fora do sistema solar 

Uma equipa internacional de investigadores, incluindo o português Pedro Figueira, detetou o primeiro planeta fora do Sistema Solar com uma constituição semelhante à da Terra, a partir dos cálculos da sua massa e do seu diâmetro. 

 "Pela primeira vez, conseguimos medir num planeta tanto o diâmetro como a massa, calcular a densidade e verificar que é muito próxima da do nosso planeta", revelou Pedro Figueira, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto. 


O investigador, o único português que participou no estudo, adiantou que, "muito provavelmente", uma grande parte do Kepler-78b é, tal como a Terra, "composta por rocha", contrariamente a outros exoplanetas (planetas que orbitam uma estrela sem ser o Sol), que são formados, sobretudo, por gás. Contudo, ao contrário da Terra, o Kepler-78b "está muito mais próximo da sua estrela" e "é demasiado quente para albergar vida como a que nós a conhecemos", ressalvou Pedro Figueira. 

Os resultados da investigação são publicados hoje na revista Nature. O Kepler-78b orbita a estrela Kepler-78, localizada a 400 anos-luz da Terra e com cerca de 74 por cento do diâmetro do Sol. O planeta tem uma temperatura à superfície entre os 1800ºC e os 3300ºC. 

Com dados combinados do espetrógrafo (aparelho que regista o espetro luminoso) de alta resolução HARPS-N e do telescópio espacial Kepler, os cientistas conseguiram determinar que o exoplaneta tem 1,16 vezes o diâmetro e 1,86 vezes a massa da Terra. 

"É uma descoberta muito interessante, não só a nível do interesse científico da semelhança das propriedades do planeta [com as da Terra], mas também como etapa, no sentido em que nos aproximamos cada vez mais de um planeta com as mesmas propriedades do nosso", frisou Pedro Figueira. Segundo o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, eventualmente o Kepler-78b "será destruído pela força gravítica, que tem vindo a reduzir o tamanho da sua órbita". 

A partir de 2016, o espetrógrafo Expresso, em cuja construção Portugal participa, será usado para procurar planetas fora do Sistema Solar com massa semelhante à da Terra, em zona habitável de uma estrela, com água em estado líquido à superfície.

* Ou emigramos para lá ou deportamos os políticos e banqueiros.

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93 ANOS




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HOJE NO
" DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Lonely Planet põe Portugal 
entre os melhores destinos

Portugal foi escolhido como um dos melhores destinos de 2014 pela editora de guias de viagens Lonely Planet, surgindo na lista "best value", dos países onde há melhor relação qualidade/preço. 

"Todos os anos os correios britânicos analisam os preços de 'resorts' de férias na Europa. O relatório mais recente refere Albufeira, no Algarve, como a opção mais barata para umas férias de verão em família", refere o artigo publicado na página da Lonely Planet da internet.

AÇORES - ILHA DO PICO
A editoria ressalva que "o Algarve no pico do verão pode não agradar a todos", mas "mostra que Portugal é muito bom para os que estão preocupados com o orçamento".

Além de Albufeira, a editora salienta que "há excelentes negócios noutros locais" do país.

Como exemplo, a Lonely Planet diz que "Lisboa tem um café maravilhoso e doces por poucos euros e é possível passear em elétricos baratos pelo coração da cidade".

"Portugal também é, para os europeus, um local magnífico para surfar sem ter que pagar tarifas aéreas pagas nos voos para os destinos tradicionais deste desporto", pode ler-se ainda.

Na lista da Lonely Planet "best value" para 2014 surgem também as ilhas gregas, as zonas de Puglia, Basilicata e Calabria, no sul de Itália, a Nicarágua, a Bulgária, as ilhas Fiji, o México, Karnataka, no Sul da Índia, a ilha de Palawan, nas Filipinas, e a Etiópia.


 * Estamos orgulhosos por esta referência mas gostaríamos de indicar um outro país para umas férias inesquecíveis, o Equador e as ilhas Galápagos.

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HIPERTENSOS
















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HOJE NO
" RECORD"

Red Bull continua a apostar 
em Félix da Costa

Helmut Marko, líder do programa de pilotos jovens da Red Bull, assegurou esta quarta-feira que António Félix da Costa continua a fazer parte dos planos da marca austríaca, estando já a ser estudado um programa para a nova temporada.

"Não acabou ainda, é algo que está em aberto. Estamos a trabalhar num programa para ele para o ano de 2014. Explicámos a situação. Claro que não ficou satisfeito, mas sabe que tipo de performance tem de mostrar. Nesta altura, quando a decisão teria de ser tomada, o Kvyat foi, do nosso ponto de vista, a melhor opção", começou por dizer, em declarações ao Autosport.

"Estamos a pensar no que podemos fazer com ele, tentar conciliar as provas com os testes e simulações. Queremos que ele continue a usar o simulador, que faça testes e exibições", garantiu.

Já Félix da Costa, também em declarações ao Autosport, mostrou confiar no que a Red Bull tem preparado para si: "O meu futuro está a ser tratado e está em boas mãos. Estou desapontado e triste por não ter sido escolhido para o lugar na Fórmula 1, mas tenho de agradecer ao Helmut e à Red Bull. Ajudaram-me a colocar o meu nome onde ele está e, se me dissessem há dois anos que estaria tão perto da F1, não teria acreditado..."

* A Red Bull não quer que Félix da Costa vá para outra escuderia e está a cantar-lhe a canção do bandido, paga-lhe uns dólares razoáveis e num mercado muito competitivo e desgastante trava a evolução do jovem piloto.


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AVOADORES






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HOJE NO
" JORNAL DE NOTÍCIAS"


Uma em cada dez famílias inquiridas 
pela Deco vive em "pobreza real"

Uma em cada dez famílias inquiridas num estudo da Deco vive em "pobreza real", sem possibilidades de pagar a renda da casa, as contas da água e luz, o crédito automóvel ou tratamentos médicos essenciais.

O inquérito, publicado na edição de novembro da revista "Proteste", revela que 38% das famílias portuguesas chegam ao fim do mês com um saldo negativo de cerca de 300 euros. 


"Num país acossado por um resgate financeiro, incerto sobre o seu futuro, a conviver diariamente com a presença do Fundo Monetário Internacional, a braços com cortes salariais inéditos em décadas e a assistir a uma vaga de emigração persistente, os portugueses acusam os sintomas de uma crise que tarda em abrandar", sublinha o estudo. 

O estudo foi realizado em Espanha, Itália e Bélgica e visou conhecer os hábitos e as dificuldades das famílias com despesas básicas (prestação da casa, alimentação, cuidados de saúde e educação) e analisar o impacto da conjuntura económico-financeira na qualidade de vida. 

Para realizar o estudo, a associação de defesa do consumidor enviou questionários pelo correio e por e-mail a uma amostra aleatória da população, tendo recolhido 2230 inquéritos válidos em abril e maio.
Dos países que participaram no estudo, Portugal é o que apresenta os rendimentos mais baixos. O rendimento médio mensal por agregado varia entre os 1428 euros em Portugal e os 2819 euros na Bélgica. 

A pobreza real afeta cerca de 12% das famílias portuguesas, um número três vezes maior ao da Bélgica (4%) e um pouco abaixo ao da Espanha (15%). 

 Um terço das famílias vive com menos de 1000 euros mensais, enquanto um em cada quatro lares vive com mais de 1750 euros.
Os números denunciam um "fosso colossal": 5% da população mais rica ganha, em média, 12 vezes mais do que os 5% da população mais pobre.
Lisboa e Vale do Tejo surge como a zona onde o rendimento per capita é mais elevado. A pobreza é "mais acentuada" no Norte (15%) e no Alentejo (16%).
Quase 70% dos inquiridos disseram que a sua situação financeira "piorou bastante" ao longo do último ano. 

O poder de compra baixou e, para a grande maioria das famílias com a "corda na garganta", a primeira medida é cortar nas despesas com lazer ou entretenimento. "Uma semana de férias fora de casa é uma ideia proibida para quase metade das famílias por ser uma despesa incomportável", refere o estudo.
Desde o início de 2012, num quarto dos lares portugueses, pelo menos, um dos seus membros perdeu o emprego. 

O pessimismo face ao futuro levou 30% dos inquiridos a manifestarem receio de que alguém no agregado possa perder o emprego no próximo ano, sendo emigrar uma hipótese "seriamente considerada" por cerca de 20% das famílias inquiridas. 

Uma das consequências de situações financeiras dramáticas é a perda de casa e do carro por impossibilidade de pagamento, mas também o abandono escolar ou o impedimento de prosseguir um curso superior. 


Devido a dívidas, há famílias a confrontarem-se com bens confiscados, contas bancárias canceladas e ainda o salário parcialmente penhorado. 

Segundo a Deco, uma das saídas para a situação de endividamento é a negociação com os bancos.
Entre as famílias que o fizeram, 35% conseguiram prolongar o prazo de pagamento. Porém, a solução para 10% dos inquiridos foi a contratação de outro crédito para pagar as dívidas, "caminho que pode agravar as dificuldades económicas do endividado". 

* Os açougueiros do governo comem-nos a  carne toda e entregam os ossos aos abutres da troika.


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