segunda-feira, 5 de agosto de 2013

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA


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 MIDWAY
UM FILME DE CHRIS JORDAN


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 Como de costume esta responsabilidade passa-nos ao lado, estamos inocentes!

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5- HISTÓRIA 
DAS DROGAS

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EVA GASPAR

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Quem sou eu para julgar?

"Quem sou eu para julgar?" perguntou-se o Papa Francisco sobre os gays. Esta foi a mais mediática, mas não a única dúvida assumida pelo Papa na entrevista que concedeu no voo que o levou de regresso ao Vaticano depois da sua viagem ao Brasil. 

"Quem sou eu para julgar?" perguntou-se o Papa Francisco sobre os gays. Esta foi a mais mediática, mas não a única dúvida assumida pelo Papa na entrevista que concedeu no voo que o levou de regresso ao Vaticano depois da sua viagem ao Brasil.

Ele que, por dogma, goza de infalibilidade, não hesitou na mesma entrevista responder, sobre outros assuntos, "eu não sei", "arrependi-me" e, resumiu: "Eu, na verdade, sinto-me com tantos limites, tantos problemas, e também pecador".

O que o Papa Francisco tem vindo a revelar é que é um homem extraordinariamente normal. O que o distingue dos que o antecederam (desde logo Ratzinger, que nunca chegou a ser Bento) é a proximidade ao que somos.

A sua grandeza estará na sua plena humanidade, no que se inclui uma das dádivas de se ser humano: a dúvida.

Vivemos tempos incertos e, paradoxalmente, é em tempos incertos que mais prosperam as certezas – ou a tentação da certeza. É uma tentação legítima, que corresponderá a algum instinto de protecção e defesa. Quando o futuro é uma absoluta incógnita, mais fácil é ter certezas – substituem as expectativas. Difícil será ter dúvidas – confirmam a incerteza que nos oprime.

O espaço mediático (tomara fosse só o português) está repleto de certezas. Quase não há espaço para a dúvida. E quem a expõe rapidamente a vê pervertida em acessório da mentira.

As certezas a que nos agarramos para enfrentar a incerteza do nosso tempo tendem a afastar-nos uns dos outros. Crispam-nos porque são, necessariamente, pouco racionais e/ou muito passionais.

As dúvidas aproximam-nos, porque nos obrigam a ouvir; e aproximam-nos da verdade, porque nos obrigam a estudar e a ponderar.

Tomara o Papa Francisco, líder de uma fé (a mais irracional das certezas), possa, pela sua extraordinária normalidade, ensinar-nos a dúvida.

REDACTORA PRINCIPAL

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
011/08/13

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Niamh Ni Charra

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VOANDO COM



FALCÕES


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BOM DIA







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