domingo, 27 de janeiro de 2013

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 DE LADO TAMBÉM 
SÃO LINDAS/5


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 SOU UM SER ESPECIAL




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1.NGUIMBO A
NGUIMBO



O excepcional humor que vem de Angola

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SOFIA N. SILVA

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A crise económica e a   separação    (in)convencional

Querido Diário: Agora já consigo escrever... Passou um dia depois da conversa dos pais e não tenho aqui o António a chatear-me! Ele não deve ter percebido nada da conversa! Também só tem cinco anos... Quando eles me chamaram à sala para conversarmos, já sabia que o assunto era sério, até porque há muito tempo que não conversávamos todos juntos. E há muito tempo que não via os meus pais conversar. Ou então conversavam depois de nós estarmos a dormir...
Bom, já sabia que me iam dizer que se iam separar, mas chorei na mesma. Fiquei muito zangada e ainda lhes disse que se nunca discutiam porque é que isto estava a acontecer? A mãe disse que, apesar de não discutirem, já não conseguiam conversar um com o outro e ter vontade de fazer as coisas que os namorados fazem. Mas que gostavam muito de nós, blá, blá, blá... A conversa de sempre, que a Constança já me tinha contado quando os pais dela se divorciaram! O António até se ria! Coitado, ainda não percebeu bem, precisa de mais tempo! Quando perguntei com quem é que íamos viver, responderam que íamos continuar a viver todos juntos porque ainda não podiam passar a ter duas casas, por causa da crise... Yes! Pensei eu! Mas depois explicaram que não íamos fazer mais coisas juntos, por exemplo, ao fim de semana, estilo ir ao parque ou almoçar em casa dos avós. Cada fim de semana ficava um mais connosco... Granda confusão! Afinal, fica tudo na mesma e pode ser que, se nos portarmos melhor, eles ainda voltem a apaixonar-se outra vez!

A escrita do diário da Rita permite-nos compreender a ambivalência que sente perante a notícia (já esperada) de que os pais desejam separar-se mas que durante algum tempo ainda vão viver todos juntos. Como pode, nestas circunstâncias, interiorizar e “trabalhar” a aceitação do fim do casamento dos pais sem permanecer na idealização de que os pais podem voltar a estar juntos?
A decisão de divórcio numa família implica sempre um aumento de despesas para o casal. O contexto de dificuldades económicas no qual muitas famílias vivem contribui muitas vezes para o sentimento real de impossibilidade de concretização desta decisão.
Neste panorama, os casais veem-se confrontados com a profunda ambivalência de que não desejam mais viver juntos ou partilhar a vida mas têm de continuar a viver sob o mesmo teto. Esta é uma condição de vida geradora de grande angústia e impotência para o casal que não encontra “espaço” para efetivar a sua separação. A separação dos quartos, quando a casa o permite, é, apesar de tudo, uma das decisões mais fáceis de tomar. A  forma como vão conviver com esta nova realidade é um desafio enorme, que se vê profundamente aumentado quando há filhos em comum.
É difícil para um casal que está emocionalmente separado continuar a coabitar, gerando um terreno mais fértil para um clima de tensões ou silêncios que tem um profundo impacto em todos os elementos da família. Quando duas pessoas já não querem estar juntas, é difícil manter uma relação pacífica e os filhos acabam inevitavelmente por estar envolvidos, quando o que se impõe é que sejam protegidos.
O maior desafio parental nestas circunstâncias é manter a todo o custo os filhos afastados e protegidos dos seus conflitos! Esta é uma prova de amor que resultará para a criança num apaziguamento que lhe permitirá dedicar-se ao luto que tem de fazer (e que na circunstância de os pais se manterem a viver juntos se encontra bastante mais dificultada) para conseguir uma melhor adaptação a uma nova forma de viver a relação dos pais e às mudanças inevitáveis na organização da sua vida.
Os filhos estão muito atentos ao mundo dos pais e apercebem-se das alterações de comportamentos na sua relação e no seu dia a dia. O que os filhos esperam dos pais é verdade e honestidade.
Quando os pais têm tomada a decisão de “separação”, e têm de se manter na mesma casa, mas acordam uma nova forma de viver durante um período, por vezes indeterminado, devem comunicá-lo aos filhos.
Explicar que a sua relação enquanto casal não está bem, mas que do ponto de vista económico ainda não é possível viverem em casas separadas torna-se fundamental.
Tardar ou evitar esta comunicação à criança só servirá para fazer aumentar os seus sentimentos de ansiedade, insegurança e incompreensão face ao que se está a passar. Principalmente porque, na maioria dos casos, as crianças têm antecipadamente a perceção do que está a acontecer na vida dos pais.
Neste momento de grande fragilidade e insegurança, é muito importante que os pais ajudem os filhos a ter sentimentos de controlo sobre as suas vidas que os vão fazer sentir mais organizados – dar informação concreta e detalhada sobre como vão passar a viver nos próximos tempos, como e quando, em tudo o que se refere a alterações das rotinas das suas vidas diárias.
Quando um casal se separa mais efetivamente, passando a viver em casas separadas, pode acontecer que ainda venham a acontecer movimentos de reaproximação para a possibilidade de uma reconciliação. Na circunstância que aqui abordamos, em que o casal continua a viver junto apesar de já não o desejar, esta possibilidade mantém-se aqui ainda mais aumentada. Todos estes movimentos devem acontecer longe dos filhos, não os envolvendo ou utilizando-os como forma de chegar ao outro.
Para a criança, tal como para os pais, esta opção de vida “forçada” vem dificultar as tarefas próprias de adaptação à nova forma de os pais se relacionarem. A permanência sob o mesmo teto dá ainda mais azo à confusão e idealização de uma possível reconciliação dos pais e conduz ao evitamento de fazer o luto desta relação.
Este será um caminho de aprendizagem, por tentativa e erro, onde o bom senso, o respeito pela individualidade de cada um e a tolerância têm de existir, em nome do passado que viveram e de um futuro que querem construir. É com o exemplo de verdade e coerência na vida dos pais que os filhos, geralmente, revelam a capacidade de se adaptar e aceitar uma nova  realidade.
Enquanto adultos responsáveis pela vida dos filhos, importa ter consciência de que o impacto verdadeiramente negativo no seu bem-estar emocional e afetivo está mais diretamente ligado a relações de conflito e destrutivas, independentemente de os pais viverem juntos ou separados!


Psicóloga clínica e terapeuta familiar

IN "PÚBLICO"
21/01/13

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 B - CAÇADORES
 DE MISTÉRIOS

1-JACK
O ESTRIPADOR



 O imaginário que nos povoa
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JAMES TAYLOR
  

SOMETHING IN THE WAY SHE MOVES




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ESTA SEMANA NO 
"CORREIO DO MINHO"

Barcelos: 
câmara alarga programa de pequenos-almoços aos alunos do concelho 

A Câmara Municipal de Barcelos aprovou o alargamento do programa de reforço alimentar aos alunos do concelho, estabelecendo protocolos para a implementação de pequenos-almoços a cerca de duas dezenas de alunos do 1.º Ciclo das escolas de Barqueiros e Vila Frescainha S. Pedro.

A atual conjuntura económico-financeira tem levado ao aumento de dificuldades por parte de alguns agregados familiares que se debatem com falta de recursos para assegurar os seus compromissos, designadamente na alimentação aos seus educandos. Muitas vezes, essas dificuldades impedem a garantia diária de um pequeno-almoço às crianças e jovens, situação que influi diretamente na aprendizagem escolar.

Atenta a esta situação, a Câmara Municipal, no âmbito de uma política de combate à exclusão social e ao abandono escolar e de promoção da igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolar, decidiu avançar com um reforço alimentar ao nível dos pequenos-almoços, assegurando uma refeição equilibrada e adequada à população escolar.
 Para implementar esta medida, o Município optou por estabelecer protocolos com as instituições mais próximas desta realidade social - Juntas de Freguesia e instituições sociais - mediante o levantamento feito nas cerca de 100 escolas do 1.º Ciclo, em articulação com os Agrupamentos escolares do concelho.

Os primeiros protocolos foram assinados no final de 2012 com a Junta de Freguesia de Arcozelo e com o Centro Social da Paróquia de Arcozelo, com vista ao fornecimento de pequenos-almoços a alunos das escolas da freguesia.

Os protocolos agora aprovados inserem-se, assim, no alargamento do programa dos pequenos-almoços a todo o concelho, à medida que as situações forem identificadas e se reúnam as condições para a sua implementação. Um trabalho que se desenvolve graças às parecerias com as instituições locais, como sublinhou o Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, na sessão pública do lançamento do programa, em dezembro último: “é necessário resolvermos juntos as situações sociais com que nos confrontamos”.

*** Nota do Gabinete de Comunicação da C.M. Barcelos ***

* Tentativa digna para minimizar a fome nas famílias.

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 DOIDOS ANDAM 
A ARRISCAR-SE

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ESTA SEMANA NO
"SOL"

O combustível proibido 

O aumento dos glóbulos vermelhos no sangue para valores próximos do limite permitido (taxa de hematócrito de 50%) é a meta de qualquer ciclista que recorre ao doping.

Os glóbulos vermelhos são responsáveis pelo transporte de oxigénio e, quanto maior for o seu número, mais ‘combustível’ chega aos músculos para trabalharem de forma eficaz e durante mais tempo.
Esta é a razão pela qual o consumo de EPO e o recurso às transfusões sanguíneas se tornaram tão tentadores no ciclismo, um desporto que pode obrigar a esforços sobre-humanos: uma etapa de seis horas na Volta a França implica um desgaste de energia equivalente a oito jogos de futebol. 

Os ciclistas podem gastar sete mil calorias ou mais antes de cortar a meta. Nas provas de três semanas, como o Tour, é como se corressem duas maratonas e meia por dia.
A taxa de hematócrito de uma pessoa normal ronda os 40% e tanto a EPO (uma hormona que existe no corpo humano) como as transfusões fazem disparar os glóbulos vermelhos, como explicou ao SOL o médico Robalo Nunes, especialista em imunohemoterapia. 

No primeiro caso, já há testes para detectar o consumo, mas no segundo é «impossível» a não ser através de um histórico que permita verificar oscilações anormais do hematócrito. É essa forma de batota que o passaporte biológico, introduzido no ciclismo em 2008, veio ajudar a combater. 

Mas na época áurea de Lance Armstrong não existia nada. «A transfusão não deixa rasto», sublinha Robalo Nunes, que diz ser possível o ciclista ter recorrido ao método sempre antes do Tour para escapar aos controlos. «Tem lógica». Ao injectar o sangue extraído um tempo antes ao que ficou no corpo a produzir mais glóbulos vermelhos para compensar, a gasolina dos músculos ganha novas qualidades. 

 * Há modalidades desportivas onde já não se sabe se há desporto, ou será em todas???

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 12.APELO
AO CONSUMO




































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ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"

Esta terapeuta dorme com os pacientes 

Cheryl Greene fez sexo com 900 homens para tratar dos problemas sexuais deles. Agora, a história chega ao cinema 

Ao fim de alguns minutos de conversa, Cheryl Cohen Greene perguntou a Mark O’Brien se o podia despir. O jornalista norte-americano, paralisado desde os 6 anos devido a poliomielite, ficou aterrorizado. “Sim”, disse a tremer.

Aos 38 anos tinha decidido perder a virgindade e, através de uma terapeuta sexual, chegou até Cheryl. A loura de 41 anos tirou-lhe a roupa, despiu-se e deitou-se na cama.
O encontro aconteceu em 1986 e o jornalista escreveu um artigo sobre a experiência. Agora, um filme conta a história dos dois. 'Seis Sessões', que estreou na passada quinta-feira, dia 17, ganhou o Prémio do Júri do Festival de Sundance e Helen Hunt, que faz de Cheryl, está nomeada para o Óscar de Melhor Actriz Secundária.

Cheryl Cohen Greene tem hoje 68 anos e há 40 que ajuda homens de todas as idades a superarem dificuldades sexuais. Recebeu formação nos anos 70 em terapia sexual de substituição, uma teoria que defende o tratamento de desordens sexuais usando o corpo do terapeuta.

A avó cobra 230 euros por cada sessão de duas horas e só atende pacientes encaminhados por terapeutas sexuais. Já tratou virgens com 70 anos de idade (um quarto dos pacientes nunca fez sexo), estudantes universitários com ejaculações precoces e vários deficientes motores.

Quando começou, Cheryl vivia um casamento aberto e queria ajudar outras pessoas a ter uma sexualidade saudável. Impôs um limite de oito sessões para evitar uma ligação afectiva, mas foi assim que conheceu o segundo marido.

Bob Greene tinha problemas de erecção, provocados pela Guerra do Vietname, e depois da última sessão convidou-a para jantar. Estão juntos há 33 anos.

Cheryl recebe os pacientes em casa, em Berkeley, Califórnia, e deita-se com eles na cama onde dorme com o marido. Na mesinha-de-cabeceira há uma caixa de preservativos, uma embalagem de hidratante e penas usadas para o toque sensual.

“Lamento que as pessoas não entendam a diferença entre o meu trabalho e o de uma prostituta”, disse ao 'Los Angeles Times'. “O meu objectivo é mostrar um modelo de um relacionamento íntimo e isso envolve mais do que sexo.”

Foi isso que Mark O’Brien quis experimentar. O jornalista e poeta passava cinco dias por semana dentro de um pulmão de aço (usado para facilitar a respiração) e, apesar disso, licenciou-se em Literatura Inglesa.

Deslocava-se até à Universidade da Califórnia deitado numa maca eléctrica, que conduzia com um músculo do pé direito. Morreu em 1999 aos 49 anos. 

* FANTÁSTICO

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É MELHOR


     PORTAREM-SE BEM



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ESTA SEMANA NA
"EXPRESSO"

O erro do FMI abalou 
a confiança nos "ajustamentos" 

Anisuzzaman Chowdhury, professor de Economia da Universidade de Sidney Ocidental, Austrália, afirma que "a probabilidade de sucesso de um programa de ajustamento é de 19% dos casos ocorridos desde 1970 nos países da OCDE". A "austeridade expansionista" é controversa e o erro do multiplicador foi grave 



"O erro do Fundo Monetário Internacional (FMI) foi importante. A confiança com que os resultados eram apresentados jogou um enorme papel para convencer os decisores políticos para mudarem de uma política de estímulos para a consolidação orçamental, ainda que alguns decisores fossem provavelmente mais inclinados ideologicamente a aceitá-lo do que outros", afirma ao Expresso Anisuzzaman Chowdhury, professor de Economia da Universidade de Sidney Ocidental, na Austrália, e um dos académicos muito críticos da chamada "austeridade expansionista". 
 Alguns dos mais inclinados para aceitar os baixos multiplicadores orçamentais do FMI tinham uma determinada "ideia fixa", refere-nos Chowdhury, "ideia que permanece ainda". Jean-Claude Trichet, quando presidente do Banco Central Europeu, e grande parte dos membros do ECOFIN (reunião dos 27 ministros das Finanças da União Europeia) ficaram profundamente influenciados pelas opiniões expostas pelo economista de Harvard Alberto Alesina em abril de 2010.
Estávamos ainda no período inicial da crise das dívidas soberanas na zona euro. Nesse momento crucial, os políticos europeus e os banqueiros centrais retiraram a ideia de que, em regra, a austeridade era expansionista e de que os ajustamentos eram bem-sucedidos. Conclusão apressada que ia contra a própria evidência da investigação de Alesina, que apontava apenas para sucesso em 19% dos 107 eventos estudados em países da OCDE entre 1970 e 2007 e para 25% em que se verificou efetivamente expansão posterior. É este o intervalo de "probabilidade que a experiência histórica sugere", alerta Chowdhury. 

As diferenças do contexto

Um estudo do académico Adam Posen realizado para a Comissão Europeia em 2005 - antes da crise - concluía que 50% dos casos de sucesso de programas de austeridade "foram acompanhados por uma política monetária expansionista que permitiu ao crescimento ser sustentado". Além do mais, recorda Chowdhury, há um conjunto de fatores complementares que são decisivos, e nomeadamente o contexto.

Os episódios estudados por Alesina e muitos outros académicos aconteceram em períodos, desde 1970, em que não ocorreu nenhuma grande crise financeira e económica global e em que não se observava a simultaneidade de programas de ajustamento em países que são parceiros comerciais e partilham inclusive a mesma moeda. "Ajustamentos estruturais ou as chamadas políticas de reformas pró-crescimento não são muito eficazes quando as mesmas políticas são aplicadas nos principais parceiros comerciais. Neste caso, não há procura que compense durante a fase de declínio, o que acaba por agravar o declínio por todo o lado. Ora isto ainda fica mais agravado quando as autoridades monetárias - os bancos centrais - por medo da inflação mantém políticas de contração", conclui o economista.
Quem responde pelos erros?
O erro do FMI ficou famoso em outubro passado quando Olivier Blanchard, conselheiro económico do fundo e diretor do Departamento de Investigação, reconheceu no "World Economic Outlook" que o multiplicador orçamental era muito mais elevado do que se pressupôs no desenho dos programas de gestão da crise das dívidas soberanas nos países da zona euro, onde o FMI interveio integrado na troika.
 "Não foi dito que as estimativas eram derivadas de uma metodologia informal. Pelo contrário, foi dada a impressão de que se tratavam de estudos rigorosos confirmando resultados empíricos de que os multiplicadores orçamentais eram mais pequenos", prossegue este economista nascido no Bangladesh, que, em setembro passado, contestou a robustez da evidência empírica da convicção da "austeridade expansionista" na "Economic and Labour Relations Review". Antes da Austrália, Chowdhury já lecionou em vários pontos da Ásia e da América do Norte e é membro do Center for Pacific Basin Monetary & Economic Studies, do Banco da Reserva Federal de São Francisco.
O erro do FMI foi entretanto "esquecido" e sobretudo acantonado na ideia de que se tratou de um "erro técnico" separado das políticas em que se inseriu. Chowdhury é particularmente crítico desta postura: "Não é possível separar os erros técnicos das políticas mais amplas. Quem é que assume a responsabilidade dos erros?".
O economista asiático discorda da estratégia de gestão da crise das dívidas seguida pela troika, tanto pelo FMI como pelos europeus: "Não seguiram o melhor caminho. Deveriam ter começado com um plano de alívio da dívida em vez de imporem mais empréstimos com a condicionalidade dos ajustamentos estruturais. Querer fazer reformas profundas durante uma recessão é como pedir a uma pessoa que se está a afogar para aprender a nadar, em vez de a salvar primeiro".

* Nada que grandes economistas portugueses não tivessem dito.

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OH QUE 
ESTÁTUAS



























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ESTA SEMANA NO
"VIDA ECONÓMICA"

Clientes atrasam o mais possível as reparações

Joaquim Rocha admite que no meio da crise ainda há aspetos positivos, como é o facto de os clientes pagarem atempadamente

As oficinas de reparação automóvel atravessam um momento de extremas dificuldades. Tendo em conta a situação de crise, o consumidor atrasa o mais possível a reparação do seu automóvel e os reparadores têm de adequar cada vez mais o preço à falta de poder de compra. “A crise tem um enorme impacto neste setor de atividade, com as margens em quebra continuada”, referiu à “Vida Económica” Joaquim Rocha, sócio-gerente da oficina de reparação automóvel Joaquim Alves da Rocha.

Este associado da ARAN admite que os problemas são comuns a outros setores de atividade, mas a crise acaba por se refletir de forma imediata, na medida em que as pessoas prorrogam as reparações dos seus veículos. Por outro lado, devido aos custos, tem-se notado uma quebra acentuada nos quilómetros percorridos, o que faz com que exista um menor número de automóveis a recorrer às oficinas. “O automóvel já não é propriamente um bem de primeira necessidade.”
Um outro problema que se coloca tem a ver com o facto de as companhias de seguros direcionarem os seus segurados para as oficinas que entendem, o que faz com que muitos clientes sejam “desviados” para outras empresas que não as por si desejadas. “A tudo isto há que acrescentar um regime fiscal extremamente pesado, o que retira competitividade e leva a que muitas oficinas não tenham condições para se manterem no mercado. Aliás, com o fecho de várias unidades tem-se notado um aumento da concorrência desleal, com antigos funcionários a abrirem oficinas de vão de escada, sem qualquer tipo de controlo.”

Perante este cenário, Joaquim Rocha assume que é preciso estar no mercado de uma forma diferenciadora. A política de preços tem de ser adequada à capacidade dos clientes, é fundamental cumprir prazos e desenvolver uma atividade de qualidade acrescida. Outro aspeto importante é que os orçamentos realizados sejam cumpridos. Também é essencial criar atrativos para captar clientes, não esquecendo a fidelização dos já existentes. Os custos de atividade têm de ser controlados o mais possível.

* Infelizmente não serão só as oficinas a fechar.

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 FAÇA EXERCÍCIO





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ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

Portugal tem mais de um milhão 
de eleitores-fantasma 

Dois politólogos atualizaram um estudo sobre o sistema eleitoral. Conclusão: há mais de um milhão de "fantasmas", nos cadernos, e quase 513 mil votos... ignorados. CDS, PCP e BE são prejudicados. Alguém pediu uma democracia assombrada?

Um eleitor, um voto. Parece perfeito, não parece? Pois parece. Mas não é. Se usássemos uma caricatura, o sistema eleitoral português poderia ser comparado a um "queijo suíço": pelos seus buracos, circulam "fantasmas" e fogem votos que falseiam a verdade eleitoral, desequilibrando a democracia parlamentar. A conclusão não é nova, mas os dados agora disponibilizados pelo Censos 2011 permitiram a dois politólogos do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa atualizar a análise dos problemas do sistema de representação nacional da República. As estimativas de Luís Teixeira e José Bourdain assustam: há mais de um milhão de eleitores-fantasma nos cadernos, cerca de 513 mil votos ignorados e uma desigualdade gritante, nos 22 círculos de eleição. Um susto, portanto.



 Erradicado, segundo as autoridades, o vírus das duplas inscrições no recenseamento eleitoral, a maior assombração continua a ser o número de eleitores inscritos no País, que, entretanto, morreram ou emigraram. Apesar de adotadas "boas soluções técnicas para controlar o fenómeno", os autores do estudo reconhecem que o valor é ainda "demasiado elevado": à época das Legislativas de 2011, haveria 1 004 437 de  "fantasmas", ou seja, mais de 10% do universo eleitoral. Embora comuns a todas as democracias, os "fantasmas" portugueses "votam" mais. Com os cadernos nos eixos (isto é, com uma percentagem de "assombrações" na casa dos 5%), o PSD teria menos um deputado, que seria ganho pelo PS. Nada que alterasse o atual figurino da Assembleia. Mas os "fantasmas" acabam por inflacionar a abstenção, exagerando assim o estigma da fraca participação eleitoral dos portugueses. Dá-se também a circunstância de haver círculos eleitorais que elegem mais deputados do que deveriam, caso tudo estivesse em patamares aceitáveis (ver quadro Os 'fantasmas' do sistema). Segundo Teixeira e Bourdain, um sistema alternativo, com um único círculo nacional, neutralizaria o efeito das "assombrações", tornando-se mais justo e verdadeiro. 

Nesse cenário, CDS, PCP e BE ganhariam maior peso no Parlamento e a solução permitiria, com base nos resultados das últimas eleições, a eleição de representantes do MRPP e do PAN (Partido pelos Animais e pela Natureza). Estes pequenos partidos receberam cerca de 60 mil votos, um resultado superior à votação que, no sistema atual, permitiu ao PSD eleger três deputados nos Açores, e ao PS conquistar três mandatos em Leiria e Viseu. Por isso, os dois investigadores defendem que a melhoria da proporcionalidade geral do sistema passa por uma decisão política. Qualquer solução técnica pode atenuar os danos colaterais, mas os vícios do sistema vão seguramente manter-se.

* Verdadeira palhaçada

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LICOR DE LARANJA








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SERENA WILLIAMS

no seu melhor



é só fair play
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ESCOLHAS PARA LER AO DOMINGO

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 COMPRE JORNAIS E REVISTAS







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SURPRESA !!!




 É BOM TER ALGUÉM QUE NOS ESPERE


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BOM DOMINGO






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