sábado, 26 de janeiro de 2013

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA


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 2 - DO CINEMA













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 Aeroporto mini/1





 Uma bela estrutura reproduzindo um aeroporto miniatura que faz o encanto de miúdos e graúdos em Hamburgo.

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Apresentação de
 

 A VIDA PRIVADA


DE SALAZAR





1º Episódio



* Uma excelente ficção produzida pela SIC que com a devida vénia reproduzimos passado alguns anos.

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DANIEL DEUSDADO

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Portagens, comboios: sequestro 

Era metê-los a todos na cabine do maquinista... A frase não pretende desejar nada de mal a Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Cavaco Silva ou Álvaro Santos Pereira. Todos os dias dezenas de maquinistas circulam com comboios pela Linha do Norte sem que tivéssemos a ideia (até segunda-feira) de que estavam liminarmente a arriscar a vida à mais pequena falha. 

Mas o desastre do Intercidades torna de novo evidente uma coisa claríssima: a Linha do Norte, mandada construir por Fontes Pereira de Melo a meio do século XIX, está mais que velha, galopantemente inoperacional, perigosa, com uma taxa de saturação de 95% de acordo com os últimos estudos. É um problema sem solução à vista uma vez que, com garbo nacionalista, a equipa PSD-CDS lutou anos contra um imaginário TGV sem saber exatamente do que falava. Por isso o caos na principal linha do país vai manter-se por décadas. 
Este acidente não é apenas uma fortuita ocorrência. As circunstâncias têm de ser rigorosamente apuradas porque só um milagre - realmente um milagre - fez com que não lamentássemos dezenas de vítimas e estivéssemos agora a discutir a sério a Linha do Norte. Como dizia ontem este jornal, se o Alfa Pendular estivesse a circular pela outra linha aquando do choque (e passou pouco tempo antes...), estaríamos perante uma das maiores tragédias ferroviárias de sempre em Portugal. 

E o que se sabe sobre as circunstâncias do acidente? É prosaico: lubrificante a mais na linha... Basta isto para se provocar acidentes de comboio? Não digam isto a nenhuma organização terrorista... Por isso é preciso ir um pouco mais longe. Desde logo ao facto de a via ferroviária do eixo mais importante do país (Braga-Porto-Lisboa) ser uma estrada nacional velhinha por onde andam em simultâneo comboios regionais, intercidades, alfas e os de mercadorias. Quase todos os troços ferroviários da Linha do Norte têm apenas duas linhas, cruzados sistematicamente por comboios regionais que ora esperam ora avançam em relação a comboios de velocidade elevada. Acidentes como estes só não se repetem mais vezes por excelente gestão de linhas. 

Depois de milhões e milhões em obras mafiosas e sucateiras na Linha do Norte, as coisas poderiam não ser assim, claro. Mas os governos de Cavaco e Guterres não investiram numa 'autoestrada ferroviária' como fez Espanha, que inaugurou a sua linha AVE em 1992 entre Madrid e Sevilha. 1992. Apetece perguntar: TGV? Qual TGV? Linhas, meus senhores, discutam linhas, e não comboios. Que governante com dois dedos de testa é contra a ideia de Portugal modernizar a mais importante linha férrea do país com a provecta idade de 150 anos e comparticipações comunitárias até 80%? A modernização da Linha do Norte talvez avance no dia em que o excelentíssimo sr. ministro, sr. primeiro-ministro ou sr. presidente da República tiverem a delicadeza de viajar entre Lisboa e Porto junto ao maquinista - e verem com os próprios olhos a desgraça em que aquilo está. 

Obviamente isto pouco importa a quem sai pouco da capital. Os custos são na periferia. O aumento radical do número de portagens (ou ausência de transportes públicos) é um breve ruído político, apenas mais um, sem consequência. Se o Governo acha que é importante obter entre 47 e 70 milhões com mais 14 portagens no Norte e duas à volta de Lisboa, fica por perceber por que não tem tanto amor ao dinheiro quando a 'clandestina' portaria 251/2012 atribui 300 milhões a fundo perdido às empresas elétricas para o investimento nas novas barragens - como as do Tua e Tâmega. Há sempre dinheiro para os grandes e tantas vezes inúteis negócios.

A verdade é que o país está sequestrado física e economicamente. O custo dos combustíveis e das portagens torna cada vez mais difíceis as deslocações e a vida das empresas. Os transportes públicos mingam ou são cada vez mais caros - para os que ainda os têm. Parece mesmo que os únicos "bons acessos" são os que nos abrem a via aos 'mercados financeiros'. Para contrair dívida? Realmente está tudo a correr maravilhosamente. Exceto a vida real.

IN "JORNAL DE NOTÍCIAS"
24/01/13

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1. A PESTE NEGRA


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SHERYL CROW
  


  HALLELUJAH




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 HOJE NO
"PÚBLICO"

Socialista Ricardo Rodrigues lamenta o “ziguezaguear” de Seguro 

Deputado eleito pelos Açores defende que o PS não se deve desviar do horizonte de vencer as autárquicas.

O deputado socialista Ricardo Rodrigues lamentou neste sábado o “ziguezaguear” da direcção política do PS, que “há uns dias não tinha pressa” e agora parece querer avançar com a realização de um congresso antecipado.

Em declarações ao PÚBLICO, o deputado eleito pelo círculo dos Açores, presente no XV Congresso regional do partido, a decorrer neste fim-de-semana na cidade da Horta, Faial, confessou estar “admirado com o ziguezaguear que não se espera de uma direcção política do PS”.

“O PS é um partido responsável, um partido alternativo de poder. Não nos devemos desviar dos nossos horizontes. Este Governo trouxe-nos para uma realidade de empobrecimento do país sem precedentes. O objectivo imediato do PS deve ser vencer as autárquicas”, disse Ricardo Rodrigues.

O socialista manifestou ainda o receio de que os portugueses não compreendam que o partido se detenha em disputas internas num momento como o que o país atravessa. “Não estou convencido, neste momento, que os portugueses diferenciem o que são eleições autárquicas daquilo que é a liderança do partido. Se isso interferir, não devemos fazer um congresso antecipado”, defendeu.

Ontem, António Costa foi o “convidado de honra” do congresso dos socialistas açorianos. Numa intervenção de mais de meia hora, o presidente da Câmara de Lisboa evitou as questões internas e preferiu destacar a enorme “realização” das funções autárquicas que ocupa na capital. Defendeu que este é um ano difícil em que o partido deve estar “unido e concentrado” na vitória nas próximas eleições autárquicas.  

* O deputado Ricardo Rodrigues é um adepto "socretino" hábil de mãos gosmas,  ziguezaguiantes em direcção a gravadores de jornalistas e é também um "ex-considerado pedófilo". Tem andado a rastejar e agora que outro "socretino", o Silva Perreira, abre o bico a pedir congresso o bom do RR ergue o pescoço. 
António José Seguro faz bem em ir a votos, mostra que não tem medo e não é obrigatório que António Costa se candidate e ganhe, para ele será melhor continuar as "sabáticas" à frente da CML porque nesta altura não tem nenhuma razão para combater o actual secretário-geral.

AVIVANDO A MEMÓRIA
 
Em Novembro de 2003, era Ricardo Rodrigues secretário regional da Agricultura e Pescas do governo de Carlos César, rebenta o escândalo de pedofilia nos Açores, conhecido também por «caso garagem do Farfalha». Várias figuras conhecidas de Ponta Delgada vêem o seu nome enredado no escândalo, entre elas um conhecido médico e um procurador-adjunto, (convenientemente transferido para o Tribunal de Contas do Funchal)
Ricardo Rodrigues vê, também, o seu nome implicado e, antes que a coisa atinja outras proporções, demite-se do Governo Regional. Porém, apesar do falatório, o agora deputado nunca foi constituído arguido no processo.

No início de Janeiro de 2004, são conhecidas ligações de Ricardo Rodrigues a um outro escândalo, neste caso financeiro, que envolvia uma burla tendo por alvo a agência da Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo, S. Miguel, a poucos quilómetros de Ponta Delgada.
A comunicação social passou a denunciar o que se segredava à boca pequena e, «indignado», o responsável socialista resolveu processar um jornalista que, não só referiu este caso, como também o malfadado escândalo de pedofilia.
Cinco anos depois, o Tribunal da Relação de Lisboa não lhe deu razão e, espanta-se, no acórdão, por o deputado não ter sido investigado nem ter ido a julgamento, no processo de Vila Franca do Campo.

Ligações perigosas

Ricardo Rodrigues apareceu ao lado de uma loira espampanante que se apresentou nos Açores como uma milionária que estava disposta a fazer avultados investimentos na Região.
Emigrante no Canadá, dizia-se possuidora de uma considerável fortuna e teve direito a imensas atenções da comunicação social local. A seu lado lá estava Ricardo Rodrigues, como advogado e procurador da senhora. À conta disso, passeou pelo mundo. As coisas correram mal e a agência da Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo meteu um processo à senhora por uma burla de muitos milhões de euros.
O inquérito policial que investigou Ricardo Rodrigues por crimes de «viciação de cartas de crédito e branqueamento de capitais» remonta a 1997 (nº 433/97.8JAPDL), sendo que relatórios da PJ enfatizam a sua estreita ligação à principal arguida, Débora Maria Cabral Raposo, entretanto detida e em cumprimento de pena, depois de vários anos com mandados de captura internacionais, e classificada pela polícia como «burlona e traficante de estupefacientes».
Rodrigues foi sócio e advogado de Débora, sendo que com ela frequentou os melhores hotéis e utilizou os serviços das mais conceituadas agências de viagens, tendo deixado um considerável rasto de «calotes»...

(...)O estratagema encontrado para lesar a Caixa Geral de Depósitos foi arquitectado por Débora, ex-bancária e apontada como «cérebro da operação». Esta e o gerente da CGD, Duarte Borges, (primo de Carlos César e irmão de um conhecido magistrado judicial) engendraram um esquema de acesso a empréstimos fraudulentos servindo-se de um singular expediente. Como Borges usufruía de capacidade para conceder empréstimos até 2.500 contos, apenas com a finalidade de «adquirir novilhas para recria», angariavam supostos agricultores para acederem ao crédito, a troco de algumas dezenas de contos.  
 
Com a devida vénia a: "alertaconstante.blogspot.com"


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S.O.S. GATO


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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Chineses com telemóvel 
já são 1110 milhões no final

O número de cidadãos chineses utilizadores de telefones móveis atingiu 1110 milhões de pessoas em 2012, dos quais 125,9 milhões eram novos utilizadores, indicam dados oficiais.
Em comunicado, o Ministério da Industria e Tecnologias da Informação indica que o número de utilizadores de telefones móveis é equivalente a 80 % do total de clientes de serviços telefónicos do país.
O número de telefones móveis por cada 100 habitantes era no final de 2012 de 82,6 unidades, mais nove do que em 2011, acrescenta a nota.
Dos novos utilizadores de telefone móvel na China, 104,38 milhões optaram pela tecnologia 3G, elevando os utilizadores desta vertente para 232,8 milhões de pessoas.
O número de subscritores de serviços de Internet ascendeu, por outro lado, a 564 milhões, mais 51 milhões do que em 2011 e dos quais 74,5 % ou 420 milhões utilizam os telefones móveis para navegar na rede.
A China é o país com mais utilizadores de Internet no mundo, apesar das autoridades do país manterem controlado o acesso a muitas páginas, populares em todo o mundo como o Facebook ou o Youtube que estão bloqueadas na República Popular.
No final de dezembro, as autoridades chinesas anunciaram uma nova lei que obriga os cibernautas a registarem-se com o nome verdadeiro para terem acesso à rede e a outros serviços de telecomunicações.

* Telemovel não é liberdade

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PROTESTANDO















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MOCHILAS/8
 
 
 
 
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HOJE NO
"RECORD"

Armstrong acusado de mentir a Oprah

O diretor da agência norte-americana antidoping (USADA) , Travis Tygart, acusou o ex-ciclista Lance Armstrong de mentir na entrevista com Oprah Winfrey, na qual admitiu ter utilizado substâncias dopantes para melhorar o seu rendimento.

Numa entrevista que será emitida domingo Tygart, que investigou o antigo ciclista durante anos, afirmou que Armstrong mentiu em várias questões importantes.

Travis Tygart disse também que deu um prazo até 6 de fevereiro ao ex-ciclista para que colabore "plena e sinceramente" em troca de uma possível redução da sua suspensão desportiva.

Na entrevista com Oprah Winfrey, gravada a 14 de janeiro, Armstrong garantiu que a última vez que se tinha dopado tinha sido em 2005 e que não o tinha feito em 2009 e 2010 quando voltou à competição para correr de novo no Tour de França.
Tygart garante não ser, contudo, verdade e refere análises sanguíneas feitas ao atleta que comprovam o contrário. "Vês as amostras do Tour de França de 1999 e dão positivas, as mais altas que alguma vez vimos", comentou o responsável ao sustentar que Armstrong também mentiu ao dizer que utilizou pouca quantidade de substâncias dopantes e ao dizer que nunca tinha intimidado os colegas a fazerem o mesmo.

Para Travis Tygart, Armstrong "era o chefe". "As provas deixam claro que era um dos cabecilhas de uma conspiração que enganou milhões de adeptos e atletas", afirmou.

Armstrong perdeu os sete títulos da Volta à França e está afastado para sempre do ciclismo sendo que o organismo norte-americano antidoping considera que participou no programa de doping "mais sofisticado, profissional e com sucesso que o desporto alguma vez viu". 

* Uma guerra que não acaba.

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MOCHILAS/7
 
 
 
 
 

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 DEFICIENTE NEM TANTO


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MOCHILAS/6




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HOJE NO
"i"

Estado gasta 100 milhões 
em experiências desconhecidas 

São anos de investigação deitados fora. O governo quer garantir que tanto dinheiro vai servir para resolver problemas reais

O Ministério da Agricultura tem uma série de centros experimentais e estações agronómicas onde foram investidos milhões mas, apesar do vasto património, poucas entidades, públicas ou privadas, conhecem estes serviços.

Estes polos de investigação estavam até há bem pouco tempo na esfera do INIA – Instituto Nacional de Investigação Agrária (actual Instituto Nacional de Recursos Biológicos), que, de acordo com alguns ex-ministros da Agricultura contactados pelo i, era dos mais dispendiosos do ministério. Apesar disso, hoje poucos lhes reconhecem relevância no campo da investigação.

Hoje, estes organismos foram reorganizados e ganharam novas dependências, mas um orçamento do INRB relativo a 2010 mostra necessidades financeiras superiores a 100 milhões de euros.
O governo reconhece que os objectivos não estão a ser cumpridos e que falta coordenação entre investigadores e agricultores para trazer competitividade ao sector. Apesar disso, lembra que existem casos de sucesso, alguns deles bastante recentes, em áreas como o arroz, o olival ou a vitivinicultura.
“As várias áreas de experimentação existentes no Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, nomeadamente, nas direcções regionais de agricultura e pescas (DRAP) e no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) são de grande importância no trabalho que realizam junto dos agricultores”, defende o ministério.

“A nossa visão para a investigação aplicada passa por um maior envolvimento e aprofundamento das inter-relações com todos os agentes, privados e públicos, nas várias actividades desenvolvidas, através da implementação de planos estratégicos ao nível das fileiras produtivas”, disse ao i.
Neste contexto, e independentemente da sua estrutura organizacional, o ministério “pretende reforçar a articulação entre as DRAP, o INIAV e as organizações de produtores, com o objectivo de garantir uma maior coerência nas acções, melhorar a eficiência na afectação de recursos e de trabalho para dar resposta a problemas reais e situações concretas de inovação”.

A listagem de centro de experimentação que publicamos nesta página peca por defeito e não inclui, por exemplo, as estações agronómicas. Ainda assim são 15 centros com cerca de 4 mil hectares, mais de quatro mil campos de futebol. Sem contar com recursos humanos e financeiros, que foi impossível contabilizar.
O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, disse ao i que os centros de experimentação estão muito orientados para as regiões em que estão inseridos e trabalham muito em conjunto com as associações e os produtores locais, mas afirmou que o futuro passa por uma investigação mais aplicada, seja ela feita por universidades, através do Estado ou de outros agentes ligados ao sector.

Alguns responsáveis do sector consideram que parte do problema passa pela transferência do conhecimento dos centros de experimentação e investigação para as empresas, mas também há os que defendem que Portugal parou no tempo em matéria de conhecimento e só lhe resta ir buscar o que se faz lá fora, como acontece na fileira do olival, em que a investigação importante vem de Espanha.
Capoulas Santos e Armando Sevinate Pinto, ex-ministros da Agricultura de governos liderados por diferentes partidos políticos, concordam que a investigação na orla do Estado foi perdendo peso ao longo dos anos, sobretudo à medida que o ensino superior agrário foi emergindo sem, no entanto, ter vingado nesta matéria.
Isto resultou no envelhecimento e em algum retrocesso em estações de floricultura, florestas, zootecnia e outras mais. Ainda há investigação de excelência mas isso não é uma generalidade é, antes pelo contrário, uma raridade.

Depois, Portugal entrou no circulo internacional de investigação e acabou por trocar projectos nacionais por financiamentos externos, de certa forma desfocando a questão, que passou a ser direccionada não tanto para as necessidades internas mas para projectos de outros países que traziam algum dinheiro para dentro de casa.
Hoje, uma boa parte deste centros de experimentação e investigação competem directamente com os restantes produtores em matéria de ajudas financeiras e, como qualquer agricultor, vivem de RPU, o regime de pagamento único comunitário, como confirmou ao i o director da DRAP Norte, Manuel Cardoso.
Em 27 anos, Portugal teve 10 ministros da Agricultura, um factor que também não terá contribuído para manter um fio condutor nesta matéria. José Diogo Albuquerque admite que possam ter existido erros, mas garante que o futuro será mais eficiente.

* Quando o sr. secretário de estado diz que o futuro será mais eficiente oxalá não tenha razão porque a eficiência é inimiga da eficácia, estamos fartos de governantes eficientes mas ineficazes e esbanjadores do dinheiro do contribuinte

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MOCHILAS/5



 


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8.Quem avisa 
seu amigo é!





















































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MOCHILAS/4






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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Pires da Rosa 
Juiz do Supremo Tribunal 
admite direito "à não existência" 

O juiz do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Pires da Rosa admitiu que há em Portugal um "direito à não existência", desde que foi aprovada a lei de descriminalização da interrupção voluntária da gravidez. 

No acórdão sobre o caso de um bebé que nasceu sem braços e com várias outras deformações, que o impedem para sempre de ter uma vida independente e normal, Pires da Rosa admitiu, "em tese", o "direito à não existência". Um direito que considera existir desde que a lei portuguesa consagrou a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, "colocando a vida, nesses precisos casos, nas mãos dos homens, mais especificamente da mulher/mãe". 
 Segundo Pires da Rosa, aquele direito foi reforçado ainda mais recentemente, desde que a lei portuguesa "abriu as portas ao testamento vital". 
 Naquele processo, uma clínica de radiologia de Matosinhos e o seu diretor clínico foram condenados ao pagamento de uma indemnização de 200 mil euros à mãe do bebé, por erro médico, uma vez que as ecografias não detetaram as deformações do feto. A mãe pedia também uma indemnização para o bebé, por danos não patrimoniais. Alegava que, "no interesse" do filho, deveria ter abortado, "evitando a vida de angústia e sofrimento" por que ambos os passam. 

O STJ indeferiu esta indemnização, defendendo que, se fosse atribuída, se chegaria à conclusão que, afinal, poderá existir um "direito à não vida", o que "poria em causa princípios constitucionais estruturantes plasmados" na Constituição, "no que tange à proteção da dignidade, inviolabilidade e integridade da vida humana. 
No entanto, o juiz Pires da Rosa votou vencido nesta questão, já que defendia que o bebé tinha direito a ser indemnizado por danos não patrimoniais. Sublinhou que as ecografias foram efetuadas no âmbito de um contrato celebrado entre uma clínica e uma mulher, "não uma qualquer mulher, mas uma mulher pejada, grávida". "A mãe e o seu feto -- porque o feto é ainda mãe, enquanto não nascer com vida -- foram atingidos no seu direito a poderem optar pelo não nascimento, por uma mesma e única violação contratual", acrescentou. Pires da Rosa lembra que a lei permite o aborto até às 24 semanas de gravidez. "Ou se coloca nas mãos da mãe o direito de o exercer em representação do seu filho, que é ainda um feto, ou se subtrai por completo esse direito ao filho, em nome de cuja dignidade é exercido. 
Não é possível deixar para o tempo da capacidade do filho um direito que só existe enquanto o filho é ainda feto. Alguém tem que ter a capacidade do exercício do direito no tempo em que o direito pode ser vivido", refere ainda a declaração de vencido. 

Para Pires da Rosa, não tem cabimento considerar que indemnizar o filho é atingir a dignidade da sua pessoa, diminuindo-o na sua condição humana. "Indignidade será, a meu ver, não lhe possibilitar, pela via indemnizatória, uma quantia que lhe permita suportar o enormíssimo encargo da sua condição, de uma forma mais digna", defendeu. 

* Na nossa muito modesta interpretação uma tese brilhante.

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MOCHILAS/3




 

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Nos manicómios 
há-as lá por menos

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MOCHILAS/2





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HOJE NO
"A BOLA"

Tiago Machado volta a subir 
no Tour Down Under
 
O português Tiago Machado (RadioSchack) terminou a quinta e penúltima etapa do Tour Down Under, na Austrália, na quinta posição, ascendendo mais duas posições na classificação geral, para sexto.
A vitória na tirada deste sábado coube ao australiano Simon Gerrans (Orica GreenEdge), gastando 3.36,25 horas para cumprir os 151,5 quilómetros entre McLaren Vale e Pld Willunga Hill.

O português ficou a 13 segundos do vencedor, o que lhe permitiu chegar a sexto na
classificação geral, agora liderada pelo holandês Tom Jelte Slagter (Blanco Pro Cycling). 

* Mais um valente em busca de sucesso 

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MOCHILAS/1




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LAS VEGAS





















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