14/10/2013

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HOJE NO
" RECORD"

Euforia em Lisboa na receção
 aos campeões do Mundo

Os novos campeões mundiais de hóquei em patins de sub-20 chegaram esta segunda-feira a Lisboa, tendo sido recebidos, em clima de festa, por várias dezenas de adeptos, entre família e amigos. 

O troféu, que há dez anos fugia a Portugal, surgiu à vista de todos, no momento em que a delegação pisou a zona de chegadas do aeroporto, ao som de tambores e muita euforia, com o técnico Luís Duarte a ser um dos rostos da felicidade. "Há dez anos que Portugal não ganhava o campeonato do Mundo, mas não se esqueçam que conquistou os últimos três títulos europeus, e, por isso, todo o mérito para esta modalidade e para Portugal", começou por salientar o selecionador.

A seleção lusa, cujo último e único título mundial de sub-20 em hóquei em patins tinha sido conquistado na primeira edição, em 2003, garantiu a conquista depois de no domingo vencer a Espanha, que era tricampeã em título, por 4-1.

Luís Duarte salientou a "ambição" e "competência" dos seus jogadores e não se mostrou surpreendido com a "facilidade" que encontrou frente à Espanha, num jogo em que até esteve a vencer por quatro golos até praticamente ao final.

O técnico não quis projetar o papel desta geração nos "AA", aos quais tem faltado um título, explicando que esse campo já será da responsabilidade de Luís Sénica, o selecionador no escalão principal.

"São potenciadores para irem aos seniores, mas isso não me compete a mim", salientou. No percurso em Cartagena, na Colômbia, onde decorreu o Mundial, Luís Duarte explicou que os primeiros jogos, com seleções mais fracas, serviram de treino, e que o momento-chave aconteceu nos quartos de final.

"O jogo que marcou foi nos quartos de final, com a Colômbia (5-3), a jogar em casa, super motivada, aí podíamos ter vacilado. Mas quando vencemos, recebemos os parabéns, o apoio do público, trabalhámos muito e merecemos a vitória", sublinhou.

Entre os hoquistas, Xavi mostrou satisfação pela chegada em festa, depois de um campeonato em que disse que a Espanha -- campeã em 2007, 2009 e 2011 -- "não é uma super equipa" e que para Portugal a solução estava em acreditar que algum dia venceria.

Para Hélder, outro dos hoquistas campeões e o capitão da seleção, um jogador que já esteve nos AA, a sensação foi "incrível" e o Mundial foi o "culminar de um trabalho de quatro ou cinco anos com várias gerações".

A próxima meta no escalão é voltar a conquistar o título europeu, numa geração que já mostrou dar garantias, depois de três títulos europeus e agora um Mundial. "Há três anos que ganhamos e por isso temos que ter a ambição de voltar a ganhar", referiu o selecionador.

* É o resultado do trabalho e sacrifício.

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