24/06/2013

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HOJE NO
"PÚBLICO"

Quatro prémios Nobel em Lisboa para discutir o futuro da ciência

O evento na terça-feira, na Culturgest, é de entrada livre

O convite é aberto a todos. Amanhã na Culturgest, em Lisboa, quatro prémios Nobel e outros investigadores estrangeiros de renome vão estar à disposição da comunidade científica. O objectivo do A Nobel Day in Lisbon é, segundo Renata Gomes, o de "ouvir os "problemas", desafios e soluções dos cientistas portugueses e perceber o que se passa a nível europeu através dos interlocutores estrangeiros", explica-nos a investigadora que está a organizar o evento.
 
ROBERTS
Os quatro prémios Nobel da Medicina que estarão presentes são o inglês Richard J. Roberts, em 1993, o norte-americano Paul Greengard, premiado em 2000, o norte-americano de origem inglesa Oliver Smithies, que ganhou o prémio em 2007 e o inglês John Gurdon, que recebeu o galardão no ano passado.
A biomedicina, como se pode ver pela escolha dos quatro cientistas, é a aposta forte desta primeira edição. "É uma área muito relevante e de sucesso em Portugal, com muito potencial para se desenvolver ainda mais", explica Renata Gomes, que deseja que este dia se repita por mais anos e com prémios Nobel de outras áreas. "Este evento é uma forma de estimular todos a não desistirem da investigação científica. A motivação e o incentivo são das coisas mais importantes na vida de um cientista além da criatividade."
 
GREENGARD
A investigadora portuguesa está a terminar o doutoramento na Universidade de Oxford, Reino Unido. Desde 2007 que tinha a ideia de realizar este dia, o que foi agora possível graças ao apoio de uma empresa de consultadoria (Cunha Vaz Associates).

Durante a manhã, haverá dois painéis sobre questões de fundo: qual o futuro da investigação científica e como esta será financiada. Na página na Internet do evento (www.anobelday.com), pode-se fazer o registo para participar. No mesmo sítio, John Martin, professor na University College of London, resume, num vídeo-testemunho, o contexto internacional deste dia: "Todos os países europeus estão em dificuldades por causa do financiamento da ciência. Há uma necessidade de demonstrar que a ciência é útil para a sociedade e isso pode levar a que a ciência fundamental deixe de ser suficientemente financiada, o que é perigoso."

Segundo Renata Gomes, estarão pelo menos 400 portugueses envolvidos nos dois painéis para a discussão destes temas com os conferencistas estrangeiros. O objectivo é "combinar os dois pontos de vista para gerar ideias e novas formas mais aperfeiçoadas de agir de forma a fomentar a inovação e o progresso", sublinha Renata Gomes.

No testemunho, John Martin expõe a sua visão sobre o que Portugal deverá fazer em relação à aposta na ciência: "Penso que Portugal tem de se perguntar se quer investir em toda a ciência de uma forma modesta ou apostar num aspecto da ciência com todos os seus recursos humanos e financeiros. Essa é uma aposta arriscada mas que torna possível uma descoberta portuguesa que tornará Portugal reconhecido."
 
SMITHIES
Para o investigador, a segunda escolha é a mais correcta. Renata Gomes concorda que o país deve centralizar o financiamento e os serviços. "O dinheiro é pouco e investir numa área a fundo permite resultados com mais impacto", defende, adiantando que Portugal é forte em áreas como as neurociências, bioquímicas e nas bioengenharias.

Sangue, moléculas e ADN
À tarde haverá palestras sobre temas específicos relacionados com as áreas de trabalho de três dos quatro prémios Nobel convidados. A primeira, sobre o sistema sanguíneo, vai contar com Oliver Smithies que, apesar dos seus 88 anos, continua a fazer ciência. Na década de 1980, este investigador desenvolveu uma técnica decisiva para a produção dos ratinhos alterados geneticamente onde se bloqueia um gene para estudar doenças, um trabalho que lhe deu o Nobel. Hoje, continua a testar as suas ideias para saber mais sobre a hipertensão e as mutações nas células sanguíneas.
GURDON

Paul Greengard vai estar na segunda sessão sobre moléculas e doenças. O investigador ganhou o Nobel pelas suas descobertas sobre a forma como as células neuronais comunicam entre si. Na palestra, o investigador vai falar sobre como a depressão poderá ser tratada ao manipular-se apenas uma pequena molécula.
 
RENATA GOMES
A terceira e última palestra tem como título Do ADN até à função. Richard J. Roberts, que ganhou o Nobel por descobrir a existência dos intrões - regiões de ADN dentro de um gene que não contêm informação útil para fabricar a proteína que o gene codifica -, irá falar da sua investigação que faz nas bactérias.

John Gurdon, que ganhou o Nobel por reprogramar células adultas em células pluripotentes, só participa como orador nas palestras da manhã.

* Um luxo, este encontro em Lisboa.

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1 comentário:

Anónimo disse...

Essa Renata Gomes pode ser muito boa cientista, mas é uma vagabunda que anda metida com um homem casado e com 3 filhos. Há mais de um ano que ela sabe e não tem o mínimo escrúpulo em destroçar uma família e em fazer sofrer pessoas inocentes. Numa entrevista à LuxWoman refere-se a ele como seu noivo!!!! Até há bem pouco tempo dirigia-lhe comentários nominais no Google+, acessíveis a todos, numa atitude provocatória para com a esposa legítima. essa menina não presta!