domingo, 25 de novembro de 2012

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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 FOTO DO ÚLTIMO GAJO

QUE FALOU MAL DO 


SPORTING





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 5.AS PUDOREZAS



















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4. O CORPO




EM NÚMEROS






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BLACK FRIDAY

COMPRADORES NO SEU MELHOR


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JOSÉ MANUEL PUREZA


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Gaza ou a revisão da História

Há sessenta e quatro anos que Israel usa dois discursos para legitimar as suas intervenções nos territórios ilegitimamente ocupados da Palestina: um é o discurso da "eliminação definitiva do terror palestiniano"; o outro é o da "legítima defesa contra os ataques de que Israel é alvo". Ambos projetam uma revisão ardilosa da História.
Há sessenta e quatro anos que Israel anuncia a vitória definitiva contra os seus inimigos próximos. Para só citar dois momentos recentes, foi assim quando da guerra contra o Hezbollah em 2006 e foi assim de novo na Operação Chumbo Fundido, de 2008-2009, contra o Hamas. Em ambos os casos, o uso claramente desproporcional da força por Israel foi justificado como necessário para pôr fim definitivo às agressões continuadas pelo grupo pró-iraniano no Sul do Líbano ou do grupo dominante na Faixa de Gaza contra o Estado de Israel. Afinal, ambas as eliminações definitivas do terror foram um fiasco absoluto: os rockets continuam a ser lançados de Gaza e o Hezbollah tem hoje um arsenal de mísseis e uma influência política no Sul do Líbano bem maiores do que os que possuía em 2006.
Falsa é igualmente a narrativa da resposta em legítima defesa. Cada violação dos sucessivos cessar-fogo é invariavelmente apresentada como simples retaliação de ataques anteriores e exteriores. Invariavelmente, Israel projeta dos palestinianos a imagem de um povo que faz da agressão o seu modus vivendi, ao passo que Israel será uma vítima inocente que mais não faz do que defender-se. Para ajudar à composição do argumento, os palestinianos atacam sempre com poucos mísseis mas maus e agressivos (neste caso, iranianos) e Israel defende-se sempre com muitos mísseis mas bons e defensivos (neste caso, norte-americanos de última geração). Esta onda de violência que de novo atingiu os 1,7 milhões de pessoas presas no gueto de Gaza voltou a ser explicada da mesma forma enganosa. Faltou dizer, nessa narrativa para consumo preguiçoso, que Netanyahu e Liberman vão a votos em janeiro e que a aliança de governo entre os dois está longe de ter sondagens animadoras. E faltou dizer também que o assassinato do dirigente do Hamas Ahmed Jabari, associado nesse momento às negociações de um acordo, foi o momento em que a guerra escalou vertiginosamente.
A aposta de Israel num clima de permanente crispação que lhe permita assegurar o apoio dos Estados Unidos e da União Europeia tem no rigor da História o seu grande inimigo. E a História tem três aspetos que nenhuma estratégia israelita de revisionismo conseguirá apagar: primeiro, a ocupação dos territórios palestinianos, contra o Direito Internacional, é a causa primeira e última do conflito; segundo, o povo da Palestina continua privado de ter um Estado, de ter comércio normal, de ter liberdade de movimentos, de ter dignidade; terceiro, a macabra bolsa de mortos (16 palestinianos por cada israelita, tendo sido de 111 por 1 em 2009) é como todas as bolsas: alimenta-se a sim própria.
É por isso que este ataque contra Gaza não foi senão o último antes do próximo. Porque, haja acalmia ou não, atacar Gaza dá votos e legitima o imobilismo político de Telavive. E sobretudo desvia a atenção da História real para uma História conveniente.


IN  "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
23/11/12

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TOM JOBIM


INSENSATEZ







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ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"

Os três erros do FMI

Ashoka Mody, professor na Universidade de Princeton, nos EUA, e ex-quadro superior do Fundo Monetário Internacional, aponta, hoje, no jornal alemão "Boersen Zeitung", o enviesamento do FMI na análise da crise mundial e o facto da zona euro estar no "epicentro" destes erros.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) pecou, desde o início da crise mundial, por três erros, diz hoje o professor Ashoka Mody no jornal financeiro alemão "Boersen Zeitung". Mody é professor visitante de Política Económica Internacional na Woodrow Wilson School of Public and International Affairs da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

Mody não é um mero académico, desconhecedor dos meandros do FMI. Foi diretor-adjunto nos Departamentos de Investigação e para a Europa no Fundo e desenhou o programa de resgate da Irlanda, onde foi chefe de Missão da organização. Realizou as análises da Alemanha, Irlanda, Suíça e Hungria, ao abrigo das consultas no âmbito do artigo IV do FMI. Trabalhou, também, muitos anos no Banco Mundial.

O enviesamento dos pontos de vista do FMI manifestou-se em três pontos "técnicos" de enorme importância para as projeções económicas. O que leva a que se repercutam nas metas que fixa e nas terapias aplicadas nos países em que intervêm.

 O primeiro erro diz respeito ao tempo que o FMI estimou para a retoma depois de uma crise financeira sistémica como a que ocorre desde meados de 2007 - previu uma retoma mais rápida. Sofreu de "otimismo", hoje evidente em todas as revisões sucessivas em baixa das suas projeções de crescimento para o mundo e para os diversos países-chave e para todos os outros, nomeadamente para os "periféricos" da zona euro. Uma das ilusões apontava para um crescimento sustentado mundial de 2011 até 2015 na ordem de uma taxa média de 4,5%. O crescimento em 2011 foi de 3,8% e as projeções do FMI, no último "World Economic Outlook"(WEO), apontam para 3,3% em 2012 e 3,5% em 2013.

 O segundo erro, mais grave, teve a ver com os multiplicadores orçamentais, tendo-os estimado mais baixos do que na realidade se manifestam em tempos de crise sistémica. Foi o tema mais debatido desde que o Fundo publicou a hoje famosa "nota técnica" do seu conselheiro económico Olivier Blanchard no recente WEO, uma pequena caixa no relatório que provocou enorme celeuma e destapou o falhanço técnico do Fundo. Resultado, o efeito recessivo da austeridade orçamental foi muito superior ao previsto em geral e nos países "intervencionados". "As economias sobreendividadas da zona euro - Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha - comportaram-se consideravelmente pior do que o projetado, o que foi devido a cortes de despesa pública e aumentos de impostos significativos", diz o autor.

O terceiro erro tem a ver com outro multiplicador, o do comércio internacional, menos referido nas discussões atuais. Este explica porque o abrandamento económico está hoje muito mais baseado globalmente do que se poderia esperar. Este multiplicador aponta para, em períodos de crise, os países com as economias em contração tenderem a provocar nos seus parceiros comerciais um efeito de "arrastamento" - uma espiral de contágio. "Quando a economia de um dado país abranda, passa a importar menos de outros países, reduzindo, por sua vez, o crescimento desses países, o que os leva a cortar também nas importações", afirma Mody. Ou seja, o que, em virtude de políticas de correção da balança externa e de consolidação orçamental, parece ser favorável num dado país acaba por prejudicar os parceiros comerciais, o que, por sua vez, atua como um boomerang.

Depender das exportações não é credível 

Ora o comércio internacional tem estado estagnado nos últimos seis meses por efeito deste "arrastamento". Resultado: "A noção anteriormente popular, que se repercutia nas projeções, de que as exportações seriam o caminho de fuga da crise nunca foi credível. Esta noção está hoje de cabeça para baixo - à medida que o crescimento económico estagna, a queda da procura de importações tem levado a que os problemas económicos alastrem e se aprofundem", diz Mody. 

 Um dos casos sintomáticos foi o que ocorre com a própria Alemanha, a principal economia da União Europeia e a campeã do que é conhecido como "mercantilismo". A sua estratégia de crescimento de exportações, particularmente para responder "a uma procura voraz da China", começa, agora, a sofrer os efeitos de arrastamento - segundo Mody, "a economia alemã entrou num planalto, e poderá inclusive contrair-se". 

O mito de que exportar, exportar, exportar resolve a crise rapidamente esboroa-se. "Na medida em que a economia global se tornou cada vez mais interconectada, os multiplicadores do comércio internacional aumentaram", diz o académico, para concluir: "Não reconhecer este impacto na exportação - e, por sua vez, no crescimento - implica que as projeções continuem a falhar". 

A zona euro, com o irromper das crises das dívidas soberanas nos países "periféricos" e com a terapia simultânea de austeridade em diversos países e como linha de orientação geral, tornou-se o "epicentro" de todos estes efeitos. Os erros do FMI têm uma repercussão mais grave nesta zona. " A zona euro tem estado no epicentro desta força de contração no crescimento global", aponta o académico

* Quem sabe, sabe.

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R A D I C A L I S M O S




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ESTA SEMANA  NA
"VISÃO"

Tecnologia 
Arábia Saudita: 
"A sua mulher acaba de sair do País" 

 No único país que não permite que as mulheres conduzam, um novo sistema faz com que seja possível detetar de forma eletrónica a sua localização para avisar o marido quando a mulher atravessa a fronteira 

O alerta foi dado precisamente por um homem, depois de ter recebido uma mensagem, por telemóvel, das autoridades para a imigração, alertando-o que a mulher tinha deixado o aeroporto internacional de Riyadh. O irónico nesta história é que... o marido viajava com ela. 

 Pelas leis da Arábia Saudita, as mulheres são tratadas como menores, necessitando de uma autorização do homem que tem a sua guarda se quiserem estudar ou trabalhar, assim como para sair do país. O sistema que avisa os tutores legais quando os dependentes a seu cargo - esposa, filhos e empregados estrangeiros - saem do país não será de agora. 

Um blogger saudita, Ahmed al Omram, explica que, aparentemente, a tecnologia já estará disponível há uns anos, mas agora o sistema eletrónico permite o envio de SMS. 

* Ninguém reclama sobre a violação  dos direitos humano na Arábia Saudita, ou acha-se que é uma questão de cultura??? Não, a questão é petrolífera.

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 2.MACHOS BUÉ



















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ESTE MÊS  NA
"EXAME INFORMÁTICA"

Parlamento Europeu não quer que Internet seja gerida pelas Nações Unidas 

Pode a Internet continuar a ser uma rede criada por americanos que é gerida por uma entidade sedeada nos EUA? A Rússia e muitos outros países que não são propriamente aliados dos EUA querem que o controlo da Net passe para as Nações Unidas. 
DEPUTADA EUROPEIA

O Parlamento Europeu revelou ontem não concordar com as pretensões do grupo de países que querem tirar a gestão da Web do ICANN.

Para os responsáveis do Parlamento da UE, a União Internacional de Telecomunicações (uma entidade das Nações Unidas, que é conhecida pela sigla ITU, na sigla em inglês) não é a entidade mais adequada para gerir a Web. A tomada de posições tem como pano de fundo a conferência convocada pela ITU para o período entre 3 e 14 de dezembro, com o objetivo de formular um tratado que permita criar um novo modelo de gestão da Internet, que garanta a representatividade dos povos à escala global.
DEPUTADOS EUROPEUS

A ITU também já revelou estar a favor de um novo modelo de gestão da Internet, que garanta «a liberdade de circulação de informação no mundo, e promova um acesso com custos razoáveis e equitativos para todos e que suporte as bases de inovação e do crescimento do mercado», noticia a BBC.

O Parlamento Europeu não se mostrou convencido com a proposta da ITU e votou uma resolução com o objetivo de boicotar a alteração do modelo de governação atual, que tem na ICANN, uma entidade sedeada nos EUA, o principal suporte técnico e político.
MAIS PARALAMENTARES

Segundo a resolução do Parlamento Europeu, as propostas apresentadas pela ITU teriam um «impacto negativo na Internet» e nos conteúdos e negócios que dela dependem. 

* Cheira a negociata a que muito  Eurocrata não está imune.

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 PODE SER DIVERTIDO




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ESTA SEMANA NO
"SOL"

Judas em Cascais desafia Seguro 

Várias concelhias estão dar problemas à direcção do PS. Braga e Cascais vão votam em candidatos indesejados. Matosinhos é barril de pólvora.As eleições autárquicas são essenciais para a ambição de António José Seguro, mas a escolha dos candidatos nalgumas das principais câmaras do país está fora do controlo da direcção. Em Cascais, José Luís Judas, informalmente vetado no Rato, deverá mesmo avançar. A concelhia insiste no braço de ferro e prepara-se para levar a votação, na próxima terça-feira, o nome do antigo autarca – que ficou ligado a processos de especulação imobiliária.
O VIDRÃO

Os dirigentes do Rato têm-se esforçado por arranjar uma alternativa. João Ribeiro e Álvaro Beleza, membros do secretariado, são referidos na distrital como os últimos nomes que Seguro tem na manga para travar a escolha de Judas. Na federação, porém, Marcos Perestrello não colocará resistência ao ex-autarca. Terá de ser Seguro a vetar ou, até à escolha na concelhia, conseguir convencer Judas a não avançar.

A Norte, o PS vive vários focos de tensão. Braga, a terceira cidade do país, terá como candidato o delfim de Mesquita Machado. Mas Vítor Sousa, que hoje será escolhido pela concelhia, é um nome problemático. O actual vereador com o pelouro dos transportes, está ligado a suspeitas de corrupção envolvendo a compra de autocarros. «Corremos o risco de perder, contra o Ricardo Rio, que já está em campanha pelo PSD», lamenta um socialista ligado ao processo.

Em Matosinhos, outra câmara emblemática do PS, o risco da derrota também é encarado por dirigentes locais. O_actual presidente Guilherme Pinto desafia o candidato oficial da concelhia, António Parada. E à confusão pode somar-se Narciso Miranda, expulso do PS, e que pondera candidatar-se. «Só Guilherme Pinto, se for a jogo, consegue 20 por cento dos votos», diz um dirigente matosinhense. 

CENTRO CULTURAL DE CASCAIS
Em Santarém, a escolha é pacífica: Idália Serrão vai concorrer, com o apoio da federação. É o terceiro candidato a ‘saltar’ da bancada do PS, depois de Manuel Pizarro (Porto) e Basílio Horta (Sintra). A direcção do PS tenta convencer outros deputados a avançar para câmaras-chave. Almada, Setúbal, Faro e Coimbra continuam em aberto.

* Fazem-se heróis e bandidos enquanto o diabo esfrega um olho, mas tanto quanto  sabemos Judas não está ligado à obscenidade do vidrão que substituíu o velhinho Estoril Sol. 
Nesse tempo a Cultura de Cascais deu um salto impressionante liderada por José Jorge Letria, o Cascais Vila outra obra contestada tirou da chuva e do frio os cidadãos à espera do autocarro. Em Cascais Judas e Helena Roseta foram verdadeiros autarcas, os outros passeiam-se.

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3 - GPS















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ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"
A ilha tropical alemã
Há piscinas de água quente, uma floresta tropical com passadiços em madeira e uma praia de águas tropicais onde nunca chove. O Tropical Islands Resort fica centenas de quilómetros do mar, a sul de Berlim, mas é um dos resorts preferidos dos alemães. 

O resort foi construído dentro de um antigo hangar onde se construiram zeppelins e que abriu falência em 1992. Com uma área equivalente a oito campos de futebol e uma estrutura que abre e fecha consoante faça sol ou chuva, o hangar foi transformado numa ilha tropical por uma empresa tailandesa e desde 2004 que recebe turistas todo o ano. 

O resort tem a maior piscina interior da Europa e uma floresta tropical com mais de 50 mil plantas. Há cabanas de madeira ao estilo tailandês e dezenas de tendas fixas num areal. A praia, rodeada por um enorme cartaz com o céu azul pintado, tem cerca de 400 camas. E a temperatura nunca desce dos 26 graus Celsius. 

Há cascatas, um spa e escorregas aquáticos. Também tem restaurantes, bares e discotecas. E para quem ainda quiser um pouco mais de aventura pode sempre subir num balão de ar quente. 

O recinto tem uma área de 10 mil metros quadrados e capacidade para seis mil pessoas – o que se pode tornar algo desagradável. As únicas críticas ao resort são de pessoas que não gostaram de partilhar o espaço com grupo de estudantes barulhentos e bêbados.
O preço é aceitável para quem sonha com uma ilha tropical mas não têm dinheiro para viajar até às Maldivas: 34,5 euros por pessoa.

* Um resort tailandês no meio do frio, inteligente.