sexta-feira, 3 de agosto de 2012

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 UM QUERIDO





























































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HIROSHIMA



O dia seguinte 





Aos arautos da democaracia custa-lhes engolir este crime hediondo, justificam a acção com os imperativos da guerra, que são os dolares a entrar nos cofres da indústria armamentista.

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NIKOS CHRYSOLAS


 

As formas de resolver 
       o nó górdio da Grécia 

Devido à prolongada paralisação pré-eleitoral, a uma recessão mais severa do que o previsto, bem como à fraca capacidade administrativa grega, a troika que está estes dias por Atenas irá concluir que a implementação do segundo programa de ajustamento, acordado em Março, está fora da rota.

Se as políticas keynesianas são inviáveis e contraproducentes, um regresso à dracma é suicidário mas a imposição de mais medidas de austeridade é também intolerável, o que pode ser feito para sarar as feridas do desespero da Grécia? O que devia ser dito, em primeiro lugar, é que os insultos e a humilhação nacional minam a legitimidade do programa de ajustamento. O novo Governo já tem uma tarefa hercúlea pela frente e comentários como os que foram recentemente feitos por vários políticos alemães só tornam as coisas piores.

O segundo pré-requisito para evitar uma catástrofe é dizer finalmente aos contribuintes europeus e gregos a verdade. Ou seja, que não há resultados rápidos, fórmulas mágicas ou soluções fáceis. A economia e a administração pública gregas precisam de um exame completo a partir do zero. Isto irá demorar anos e obrigar a esforços continuados. Mas as alternativas são catastróficas, tanto para a Grécia como para a zona euro. Isto deve ser deixado claro aos cidadãos.

Dito isto, restaurar a competitividade da economia grega e mudar a sua estrutura é a única maneira de o país sobreviver na ausência de financiamento barato. E o resultado das recentes eleições mostra que os gregos já perceberam isso. Mas os esforços de consolidação não devem focar-se em atingir apenas as metas orçamentais. Pelo contrário, a libertação do dinheiro do resgate deve estar associada a reformas significativas que melhorem a qualidade de vida dos gregos (por exemplo, reduzindo a burocracia). Não tenhamos dúvidas: os interesses instalados vão resistir a mudanças até ao último suspiro. Mas é eles ou a sobrevivência da Grécia.

O quarto pré-requisito para evitar uma repercussão social cataclísmica é fazer mais para distribuir o fardo do ajustamento de forma socialmente justa. Até agora, a troika recusou qualquer responsabilidade pelo facto de as suas previsões relativas à recessão e ao impacto social das medidas adoptadas estarem totalmente erradas. É hora de fazer mea culpa e tentar trazer o programa de ajustamento para uma trajectória socialmente mais sustentável, bem como perseguir uma consolidação “amiga do crescimento”.

Além disso, a troika deve tentar dar a volta à administração pública grega, de modo a forçar a implementação de reformas, enquanto novo software informático e o know-how para os ministérios pode ser fornecido a um custo mínimo para o contribuinte europeu. O Governo grego já pediu essa assistência sob a forma de um grupo de trabalho da União Europeia (UE) para a Grécia. Até agora, esta task force ainda não produziu resultados palpáveis.

Por outro lado, eliminar a incerteza é essencial, de modo a travar a implosão económica da Grécia. Embora as medidas de austeridade impostas pelos credores internacionais tenham certamente um impacto negativo no crescimento, o facto de a economia grega estar neste estado de coma deve-se sobretudo à incerteza macroeconómica e à falta de linhas de crédito (o que, por sua vez, é também um sintoma da incerteza macroeconómica). Devia ser do senso-comum: nenhum grego ou estrangeiro irá investir e criar empregos enquanto não houver garantias convincentes de que o país permanecerá dentro da zona euro e não irá implodir. Por isso, se a UE, o FMI, o BCE e as autoridades gregas chegarem a um acordo definitivo, que assegure o financiamento para a economia grega a médio prazo, a incerteza irá desaparecer e a economia irá recuperar. Além disso, uma resolução bem-sucedida da crise grega irá ajudar a restaurar a confiança sobre a zona euro, abrindo caminho ao crescimento em todo o continente e, consequentemente, ajudando também a tirar a economia grega do lodo. Como é que se pode conseguir isto? Primeiro, é preciso um acordo rápido para uma actualização do memorando de entendimento entre a Grécia e os seus credores. Segundo, é preciso um perdão da dívida dos credores oficiais (BCE) ou uma suavização dos termos do empréstimo. Negociações prolongadas para chegar a este acordo apenas vão agravar a crise de liquidez e de crédito na Grécia, empurrando ainda mais a economia para a depressão. Uma vez finalizado esse acordo, retomar-se-iam os desembolsos das tranches do resgate, os bancos gregos seriam recapitalizados e o Estado grego iria pagar as suas dívidas aos fornecedores. Isto permitiria à economia grega evitar a asfixia.

Finalmente, o programa de ajustamento grego tem de ser acompanhado de um mini-Plano Marshall. Sem isso, a violenta reestruturação da economia grega irá dividir a nação. Os fundamentos deste Plano Marshall já estão criados: a performance da Grécia na absorção dos fundos estruturais da UE melhorou significativamente nos últimos anos e está agora acima da média europeia. Em segundo lugar, de acordo com as decisões da última cimeira europeia, em Junho, os fundos que foram usados ou serão usados na recapitalização dos bancos privados gregos não entram para as contas da dívida pública. Se isso acontecer, será um grande salto para assegurar a solvência e sustentabilidade da dívida pública grega. Em terceiro lugar, o Pacto para o Crescimento e o Emprego, que também foi acordado na cimeira de Junho, deve dar prioridade a países como a Grécia. Se uma parte considerável deste pacote for dirigida à Grécia, minimizam-se alguns dos efeitos sociais da consolidação. E, em terceiro lugar, um prolongamento de dois anos no prazo dado à Grécia para colocar o seu défice abaixo dos 3%, irá dar à sua economia tempo suficiente para se ajustar. Obviamente, a Grécia tem de dar algo em troca: um compromisso inequívoco de implementar as reformas. O povo grego parece estar disposto a isso.


Nikos Chrysoloras é correspondente em Bruxelas do diário Kathimerini, o maior jornal grego. Tem um doutoramento em Administração Pública na London Business School of Economics

IN "PÚBLICO" 
01/08/12


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AS 100 MELHORES CANÇÕES DOS ANOS 80


(PARA A NME)
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Nº18
  BILLIE JEAN
MICHAEL JACKSON



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 TATOOS













































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 VIVA O DESPORTO






































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BOM DIA






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