quarta-feira, 20 de junho de 2012

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA


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 SEM SOMBRA DE PECADO




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 S O L I D Ã O


  


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A insustentável leveza do ser


























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HOJE NO
"PÚBLICO"

ERC diz que PÚBLICO não foi alvo de “pressões ilícitas” de Relvas 

Três votos a favor e dois contra. É este o resultado da votação da deliberação do conselho regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sobre o caso que opõe o PÚBLICO e o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. A ERC concluiu que o ministro não fez “pressões ilícitas” ao jornal ou à jornalista Maria José Oliveira. E que “não se verificou a existência de um condicionamento da liberdade de imprensa”. 

A deliberação foi aprovada esta tarde, com os votos a favor de Carlos Magno, presidente do conselho regulador, Luísa Roseira e Raquel Alexandra (vogais), e os votos contra de Arons de Carvalho (vice-presidente que fez uma declaração de voto que pode ser lida em link desta notícia) e de Rui Gomes. A directora do PÚBLICO Bárbara Reis diz que a decisão da ERC “dá por provado apenas aquilo onde existe uma coincidência entre as partes”. “Em tudo o que não há rigorosa coincidência, a ERC dá por não-provado. Ora, isto não faz sentido pois é aí que está, justamente, o âmago da questão – houve ou não pressões inaceitáveis do ministro Miguel Relvas sobre o PÚBLICO? Mantemos que sim, como de resto desde o primeiro momento.” 
 A ERC não deu como provado que Relvas tenha ameaçado promover um blackout informativo de todo o Governo ao PÚBLICO. Também entende que não ficou demonstrado que o governante tenha ameaçado divulgar na Internet um dado da vida privada da jornalista Maria José Oliveira, responsável pela cobertura jornalística do chamado “caso das secretas”. 

Já no capítulo dos “factos provados”, o relatório da ERC refere que no dia 16 de Maio, o ministro conversou telefonicamente, “pelo menos em três ocasiões, com responsáveis editoriais do PÚBLICO”. E que “dois dos três contactos” aconteceram depois de a jornalista Maria José Oliveira ter enviado por e-mail um conjunto de perguntas ao ministro sobre as mensagens que este recebera do ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Silva Carvalho. 

A ERC dá como provado que nos contactos telefónicos com a editora de Política, feitos nesse dia 16 de Maio, o ministro, “visivelmente irritado”, afirmou que se sentia perseguido pelo PÚBLICO e que “a continuar assim, deixaria de ‘falar’ com o jornal’” — “um boicote informativo”, nas palavras da ERC, que, “ainda que do ministro e não de todo o Governo, e perante a dificuldade de separar o plano pessoal do institucional, consubstanciaria, a verificar-se, um tratamento discriminatório de um órgão do Estado em relação a um meio de comunicação social, o que contraria o princípio constitucional do direito à informação”. 

A entidade reguladora considera ainda que a “actuação do ministro nos telefonemas trocados com os responsáveis editoriais, usando de um tom exaltado e ameaçando deixar de falar pessoalmente com o Público, poderá ser objecto de um juízo negativo no plano ético e institucional”. Mas, acrescenta-se, não cabe à ERC pronunciar-se sobre tal juízo. 

Na deliberação lê-se que não houve, ainda assim, “um condicionamento da liberdade de imprensa” e que a decisão da direcção do jornal de não publicar a notícia que estava a ser preparada por Maria José Oliveira nesse dia 16 “se baseou comprovadamente em critérios editoriais”. 

Recorde-se que depois das perguntas enviadas pela jornalista a Relvas, a direcção do jornal entendeu não publicar a notícia por considerar que não havia dados novos em relação ao que já tinha sido publicado nesse dia na edição em papel do jornal. 

“Dever-se-á ter em conta que compete à direcção do jornal, no exercício do seu poder editorial, decidir como e quando reagir perante acções e comportamentos que identifica como pressões inaceitáveis”, lê-se na deliberação. “No caso concreto, o Público consultou previamente o seu advogado, tendo afastado o cenário de uma pressão ilícita” por parte do ministro. A ERC acrescenta que o facto de a directora Bárbara Reis ter, nesse dia, protestado formalmente junto do ministro, através de um telefonema, “é uma reacção proporcional à ameaça” do governante. 

O Conselho Regulador termina lembrando a necessidade de as relações entre os agentes do campo político e os do campo jornalístico se pautarem pelo profissionalismo e a transparência, “suportando-se, tanto quanto possível, na formalização de princípios e procedimentos institucionais”. 

 Em reacção à deliberação, Bárbara Reis acrescenta: “Não sendo a ERC um tribunal, não se tratava aqui de encontrar provas irrefutáveis sobre este ou aquele facto. Trata-se de ouvir as pessoas e formar uma convicção. Alguém imagina que o PÚBLICO ia inventar uma coisa destas?” Bárbara Reis lamenta que o documento produzido pela ERC, depois de todos os intervenientes no caso terem sido ouvidos, seja grande — 48 páginas — mas praticamente vazio. “A ERC revelou a sua inutilidade.”A discussão do texto final da deliberação foi pacífica e demorou apenas cerca de hora e meia. Houve alterações à proposta dos serviços, mas não alteraram significativamente a versão entregue aos membros do conselho regulador pela hora de almoço. 

O presidente, Carlos Magno, admitiu ao PÚBLICO que fez propostas de alteração ao projecto entregue pelos serviços, mas não as quis identificar. Sem querer comentar a versão final, Magno preferiu realçar que “a deliberação defende e reforça o poder editorial”, o que é fundamental numa altura em que “o sector está frágil e há capital estrangeiro a querer entrar”. 

No final da tarde de hoje, antes de o relatório ter sido divulgado publicamente, o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares afirmou estar "tranquilo" em relação àquela deliberação. “Não conheço o relatório. Estive e estou muito tranquilo”, disse o ministro aos jornalistas enquanto saía da cerimónia oficial de abertura da loja interactiva de turismo do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

 O PÚBLICO tentou contactar Miguel Relvas, até agora sem sucesso. 

* Um grande cozinhado...




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6-OS SAMURAIS


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Os Samurais existiram por quase 8 séculos (do VIII ao XV), ocupando o mais alto status social porquanto existiu o governo militar nipônico denominado xogunato. Pessoas treinadas desde pequenos para seguir o Bushido, o caminho do guerreiro. O samurai era uma pessoa muito orgulhosa, tanto que se seu nome fosse desonrado ele executaria o seppuku, pois em seu código de ética era preferível morrer com honra a viver sem a mesma. Seppuku, suicídio honrado de um samurai em que usa uma tanto (faca) e com ela enfia no estômago e puxa-a para cima eviscerando-o. Uma morte dolorosa e orgulhosa. Inicialmente, os samurais eram apenas coletores de impostos e servidores civis do império. Era preciso homens fortes e qualificados para estabelecer a ordem e muitas vezes ir contra a vontade dos camponeses. Posteriormente, por volta do século X, foi oficializado o termo "samurai", e este ganhou uma série de novas funções, como a militar. Nessa época, qualquer cidadão podia tornar-se um samurai, bastando para isso adestrar-se no Kobudo (artes marciais samurais), manter uma reputação e ser habilidoso o suficiente para ser contratado por um senhor feudal. Assim foi até o xogunato dos Tokugawa, iniciado em 1603, quando a classe dos samurais passou a ser uma casta. Assim, o título de "samurai" começou a ser passado de pai para filho. O samurai mais famoso de todos os tempos foi Miyamoto Musashi (1584—1645), um guerreiro que veio do campo, participou da batalha de Sekigahara e iniciou um longo caminho de aperfeiçoamento. Ele derrotou os Yoshioka em Edo (atual Tóquio) e venceu o grande Sasaki Kojirō, outro grande samurai. Pelo fim da era Tokugawa, os samurais eram burocratas aristocráticos ao serviço dos daimiô, com as suas espadas servindo para fins cerimoniais. Com as reformas da era Meiji, no final do século XIX, a classe dos samurais foi abolida e foi estabelecido um exército nacional ao estilo ocidental. O rígido código samurai, chamado bushido, ainda sobrevive, no entanto, na atual sociedade japonesa, tal como muitos outros aspectos do seu modo de vida. Os Samurais, como classe social, deixaram de existir em 1868, com a restauração Meiji, quando o imperador do Japão retomou o poder do país. Seu legado continua até nossos dias, influenciando não apenas a sociedade japonesa, mas também o ocidente. 


WIKIPEDIA
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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

 TC diz que Parque Escolar fez pagamentos ilegais de 20 milhões 

Tribunal de Contas diz que a Parque Escolar falsificou documentos nas obras da escola D.João de Castro em Lisboa e fez pagamentos ilegais. 

 A Parque Escolar fez despesas e pagamentos ilegais que ascendem a mais de 20 milhões de euros nas obras de requalificação das escolas secundárias D. João de Castro e da Passos Manuel, em Lisboa, por falta de fiscalização prévia. 

Segundo dois relatórios de auditoria do Tribunal de Contas, divulgados hoje ao final da tarde, as obras da D. João de Castro tiveram um custo que "ascenderam a um total de 15.5 milhões de euros, o que representa mais 1.8 milhões de euros (mais 13,2%) face ao inicialmente previsto de 13.7 milhões euros". 

Despesas e pagamentos que, segundo o TC, são ilegais. Isto porque, a Parque Escolar - empresa pública responsável pela requalificação da rede de escolas públicas - começou logo por não cumprir as regras da contratação pública, refere o relatório, ao não enviar ao TC qualquer dos contratos por si celebrados para efeitos de fiscalização prévia. 

 "A não submissão a visto viola o regime legal da fiscalização prévia e a consequente realização de despesas e pagamentos são ilegais", sublinha o documento. 

 No caso da Passos Manuel, as despesas e pagamentos ilegais totalizam os 4.5 milhões de euros e a auditoria detectou ainda o aumento da despesa de requalificação ascende aos 46,5%, ou seja, mais 7.4 milhões de euros ao inicialmente previsto. Contas feitas, as obras nesta escola atingiram os 23.6 milhões de euros tendo sido previsto um investimento na ordem dos 16.1 milhões de euros. As ilegalidades dizem respeito a várias "infracções financeiras" cometidas, incluindo 1.169.417 euros na adjudicação de um contrato para a execução de trabalhos já realizados junto ao novo polidesportivo ao qual a entidade apenas teve acesso depois de iniciar a auditoria. Somam-se ainda outros gastos que atingem os 2.9 milhões de euros em "despesas e pagamentos ilegais" de "trabalhos a mais" que "não resultaram de circunstâncias imprevistas". 

 Falsificação de documentos na D.João de Castro Outra das conclusões da auditoria à D. João de Castro é que a Parque Escolar "procedeu, de forma deliberada e intencional, à desagregação dos trabalhos de uma mesma intervenção em procedimentos parcelares, com o propósito de se subtrair ao regime legal de unidade da despesa e de proibição do seu fraccionamento", o que resultou em "despesas e pagamentos ilegais". O Tribunal de Contas confrontou a empresa pública com "as desconformidades detectadas", que esta atribuiu a "trabalhos de optimização de soluções" ou "trabalhos imprevistos" e sustentou "apenas numa folha, não assinada, nem sequer datada, de que consta uma tabela, e em oito orçamentos do empreiteiro". 
PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO 
LUSO AMERICANA

 O TC salienta, a propósito, que "pode configurar um eventual crime de falsificação de documento" o facto de "os autos de medição subscritos pelo empreiteiro e fiscalização contemplarem apenas os trabalhos contratuais, não reflectindo os efectivamente realizados", que objecto de facturação e posterior pagamento, "independentemente de terem, ou não, sido executados". 

Esta situação pode enquadrar-se no crime previsto no Código Penal "pelo facto de os autos de medição e documentos de fecho de contas não reflectirem a obra realizada e o apuramento de contas, deles constando factos juridicamente relevantes que não têm correspondência com a realidade", lê-se no relatório de auditoria. 


* Uma festa dizia há pouco tempo Maria de Lurdes Rodrigues, pois pudera!!!! Aos responsáveis não vai acontecer nada, mas nós podemos ficar sem carro na estrada.


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TRÊS RODAS

  


Um designer de motas com sede em Paris surgiu com uma nova forma de moto - três rodas em linha. A idéia é manter toda a manobrabilidade de uma mota de duas rodas, mas torná-la mais estável. 

"O esquema básico de uma moto praticamente não mudou desde que foi inventado", diz Julien Rondinaud. "Andar de moto continua a ser muito perigoso: há muita potência e apenas uma pequena área de contacto com a estrada numa moto tradicional, uma perda de aderência em qualquer roda normalmente produz um acidente.". 

Rondinaud  usa a solução  numa KTM Super Duke de motor invertido e três rodas de 14 polegadas para criar uma aderência  50% maior. As duas primeiras rodas, muito próximas entre si, viabilizam mais agilidade,  a terceira roda, traseira, confere estabilidade. 

As três rodas usam braços oscilantes, suspensão e freios  em unidades independentes. Mas, para entender como  isto funciona  tem que se ir mais fundo. 
A roda dianteira usa uma direcção de cubo mecânico como uma Bimota Tesi ou GTS da Yamaha. A roda do meio põe a potência, mas porque a distância entre eixos frente-meio é menor com o motor invertido, a unidade de roda dentada é em si accionada por uma corrente e polia, para obter a correta direção da unidade.
 
A roda traseira é outro cubo dirigivel, mas não tem nenhuma ligação com o guiador. Em vez disso, ela simplesmente segue a inclinação e velocidade ditada pelas duas rodas dianteiras.

"Obviamente, a diferentes velocidades a roda traseira precisa dirigir um valor diferente. O efeito de manobra do ângulo de direcção no cubo traseiro significa que isso acontece naturalmente, com um amortecedor hidráulico suavizando a ação", explica Rondinaud.

NR: Este filme é de 2009 e desde então não temos conhecimento de alguma evolução na abordagem deste protótipo.
 

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SEM SOMBRA DE PECADO



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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

D. Policarpo ataca "modernices"
como a adopção por gays 

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Policarpo, disse esta quarta-feira, em Fátima, que a Igreja tem "uma mensagem perene" e "não tem que andar ao ritmo das mudanças do Mundo" e atacou os "exageros antropológicos" como a adopção por casais gay. 

O também cardeal patriarca de Lisboa falava numa conferência de imprensa de divulgação das jornadas pastorais dos bispos católicos que se iniciaram na segunda-feira em Fátima e que decorrem até quinta-feira, tendo como tema central de reflexão os 50 anos do Concílio Vaticano II (1962/1965). "Há um pressuposto de que a Igreja tem que mudar ao ritmo das mudanças do mundo e não. A Igreja tem uma mensagem perene, acredita nela, e tem valores perenes, e acredita neles", disse José Policarpo quando questionado sobre a actualidade do Concílio Vaticano II perante questões fracturantes da sociedade. 

 Para o presidente da CEP, o Concílio e a doutrina da Igreja têm uma mensagem que "ajuda a corrigir e a denunciar os exageros antropológicos", como as "modernices" de pessoas do mesmo sexo puderem constituir família, sublinhando que a civilização ocidental "acabará por ser vítima dessas mudanças que fez". Lamentando que a "grande comunicação" trate as posições da Igreja como se esta tivesse que "andar ao ritmo" das mudanças culturais, políticas, jurídicas, José Policarpo rematou com a expressão "era o que faltava". Segundo disse, a "grande mudança" do Concílio Vaticano II foi a de, sobretudo, "anunciar uma perspectiva bela da vida humana, quer individual quer em comunidade", e, ao invés de condenar, querer anunciar. 
 As jornadas de "estudo" que estão a decorrer em Fátima visam "aprofundar" as temáticas do Concílio Vaticano II "no que pode significar para a Igreja" dos tempos actuais, afirmou. Além de conferências, o encontro, que tem por tema geral "A recepção do Concílio Vaticano II na Igreja em Portugal", tem contado com a realização de mesas redondas com a participação de especialistas laicos, como foi o caso do presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d´Oliveira Martins, ou do anterior Procurador-geral da República José Souto Moura. Para José Policarpo é evidente que as mudanças introduzidas pelo Concílio Vaticano II são hoje uma realidade adquirida, se bem que algumas dimensões devam ainda ser aperfeiçoadas. 

Como exemplo apontou a forma como ainda é feita a celebração da palavra em muitas eucaristias, sublinhando que se algumas homilias são "belíssimas" outras continuam a "não ter em conta nem a mensagem nem os destinatários". 



 * Três modernices da Igreja: 
- O TRIBUNAL DA INQUISIÇÃO - Uma eficaz modernice onde a Gestapo e talvez a Pide se inspiraram para elaborar os seus procedimentos, ainda temos que agradecer a Torquemada. 
- A PEDOFILIA DO CLERO - Uma antiga e histórica modernice secularmente abafada até há muito pouco tempo. 
- AS FRAUDES NO VATICANO - Arcebispo Marcinkus, apelidado o banqueiro de Deus, Vito Ciancimino mafioso ligado ao IOR, referido na compilação de monsenhor Renato Dardozzi, Ettore Gotti Tedeschi,o mais recente presidente fraudoleiro. 

Com tantos telhados de vidro arremessar calhaus, só se for para disfarçar. 

Se algumas homílias são más, devem-se aos maus profissionais do púlpito. 

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ATENÇÃO
SISMO





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MANUEL TAVARES








A TV pode fazer mal à saúde

A ninguém minimamente informado sobra qualquer dúvida sobre a violência do regime sírio, pelo que se torna particularmente penoso entender os métodos que levam uma rede de televisão conceituada internacionalmente a editar e emitir imagens falsas. A verdade é que a circunspecta BBC acaba de reincidir nessa prática e logo a propósito de cenários de guerra sobre os quais nenhum meio de Comunicação Social deveria ceder à tentação do "sprint" noticioso porque em causa estão vidas inocentes, aos milhares, incluindo crianças, e soluções diplomáticas alternativas aos conflitos militares. 

A BBC, que já tinha emitido imagens de uma manifestação na Índia como sendo em Trípoli e contra Kadafi, decidiu agora aceitar como fidedigna uma fotografia assinada como sendo de um ativista anti-Assad para ilustrar o massacre de Houla, a qual não resistiu ao confronto com o real e foi reivindicada pelo verdadeiro autor, Marco di Lauro, um fotojornalista italiano que trabalha para a agência Getty Images, e que revelou ter obtido aquela imagem nas cercanias de Bagdad, em 2003, no início da invasão do Iraque pelas tropas norte-americanas. 

Por envolverem uma rede de televisão que mantém uma imagem de credibilidade, estes dois casos protagonizados pela BBC dão bem a medida do grau de manipulação a que podemos estar sujeitos quando expostos à informação apoiada em imagens que a deveriam aproximar do real. E afinal... afastam. 

Felizmente, as televisões portuguesas estão longe dos grandes centros geoestratégicos de informação e contrainformação internacional e no domínio dos grandes conflitos armados o mais longe que conseguimos chegar pelos nossos próprios meios é a uns quartos mais ou menos manhosos de uns hotéis escolhidos pelos nossos aliados. 

Mas não é só em relação às notícias sobre a guerra e a paz que as televisões podem fazer mal à saúde mental do cidadão comum. No dia a dia, em relação a casos de justiça, é possível rever até ao enjoo imagens de arquivo em que são exibidos cidadãos no pleno exercício dos seus direitos e deveres, que, por acaso, foram apanhados ao lado de gente suspeita e até mesmo acusada. 

O desrespeito pelas circunstâncias em que as pessoas se cruzam e coincidem nos mesmos locais, por vezes apenas porque estiveram num estádio de futebol ou participaram em um ato oficial do Governo ou da Autarquia, é um dos problemas da utilização de imagens de arquivo. Sobretudo quando esta utilização acaba por dominar a informação que quanto mais quente menos distanciamento permite. 

Não poucas vezes o real é suficientemente desagradável, medíocre e até criminoso para que haja qualquer cedência a versões mentirosas. 

 É por isto que o caso da BBC é particularmente alarmante porque é de guerra e paz que se trata.


 IN "JORNAL DE NOTÍCIAS" 
16/06/12 

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HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Consenso 'infeliz' 

O documento final da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 foi aprovado por consenso, ontem, após seis dias de intensas negociações, mas com a maior parte dos países a saírem insatisfeitos. 'Todos os países já aceitaram o texto final. 

Todos têm infelicidades em algum ponto, mas ninguém quebrou o consenso', anunciou o chefe de comunicação das Nações Unidas no Brasil, Nikhil Chandavarkar. A maior deceção da União Europeia terá sido o fato de o texto final - que será 'promulgado', pelos chefes de Estado e de governo que se reunirão em cimeira entre hoje e sexta-feira - não mencionar a transformação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente numa agência da ONU com poderes alargados. 

O documento menciona apenas a intenção de 'fortalecer', a entidade. Por outro lado, o grupo das 59 maiores cidades do mundo, o C40, anunciou, no Rio de Janeiro, o objetivo de reduzir em 45% as emissões de gases com efeito estufa esperadas até 2030. 

A previsão é de que, se nada for feito, em 2030 essas cidades produzirão 2,3 biliões de toneladas de gases com efeito estufa. Fazem parte do grupo cidades como Nova Iorque, Berlim, Hong Kong, Rio de Janeiro e Shangai. 
 * Os dinossaurios eram muito "mais grandes" não poluíam e também desapareceram, perdemos a consciência que somos uma especie em vias de extinção apesar de termos 3 mil e tal milhões de exemplares. 

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III - HISTÓRIA DA CIÊNCIA


  1 - COMO CHEGÁMOS ATÉ AQUI?


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UMA MAGNÍFICA E IMPERDÍVEL SÉRIE DA BBC 

VEJA OS EPISÓDIOS ANTERIORES  
NAS QUARTAS-FEIRA PRECEDENTES À MESMA HORA

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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Lino chamou empresas de Godinho 
de 'amigas do PS' 

A ex-secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino reafirmou ao tribunal que o antigo ministro Mário Lino lhe disse que as empresas de Manuel Godinho, principal arguido no processo "Face Oculta", eram "amigas do PS". 

No depoimento por escrito enviado ao Juízo de Instância Criminal de Ovar, que tem sob a sua alçada o processo "Face Oculta", Ana Paula Vitorino mantém tudo o que disse em depoimentos anteriores. "Na primeira vez que falou da O2, o então ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, engenheiro Mário Lino, disse-me que era uma empresa amiga do PS e que havia pessoas importantes do partido muito preocupadas com o comportamento inflexível do Pardal [à data presidente da Refer]", contou Ana Paula Vitorino. 

No documento, a que a Lusa teve hoje acesso, a ex-governante e atual deputada do PS diz ainda que quando respondeu a Mário Lino que nem queria falar no assunto, este ter-lhe-á lembrado que era, à data, do Secretariado Nacional do partido. "Respondi-lhe que isso me dava preocupações acrescidas de seriedade e que estava farta que os partidos tivessem as costas largas", declarou, no depoimento. A antiga secretária de Estado dos Transportes no Governo de José Sócrates adiantou ainda que no meio da conversa, os únicos nomes que foram referidos foram os de Armando Vara e de Fernando Lopes Barreira, coarguidos no processo. 

Ana Paula Vitorino desmentiu, assim, o ex-ministro das Obras Públicas Mário Lino, que no seu depoimento perante o coletivo de juízes que está a julgar o caso, negou ter-se referido às empresas do sucateiro Manuel Godinho como "amigas do PS". As contradições entre Ana Paula Vitorino e Mário Lino já tinham ficado patentes na fase de instrução, quando o antigo ministro negou ter mantido tal conversa com a sua secretária de Estado dos Transportes e disse não conseguir obter explicação para essas "injuriosas" considerações. 

 No seu depoimento por escrito, Ana Paula Vitorino conta ainda que não concordou com a realização de uma reunião entre o sucateiro Manuel Godinho e a Refer, representada pelo então presidente e vice-presidente, Luís Pardal e Vicente Pereira, respetivamente. "Não concordei com a realização desta reunião, que se realizou por se tratar de uma orientação do ministro da tutela", disse Ana Paula Vitorino, em resposta a uma questão do Ministério Público. 

A deputada socialista afirmou ainda ter tido conhecimento que Mário Lino falou "diversas vezes" com Luís Pardal sobre as relações entre a Refer e as empresas de Manuel Godinho, confirmando a versão do ex-presidente da empresa responsável pela Rede Ferroviária Nacional. Durante a sessão de julgamento de 11 de abril, Luís Pardal disse ter sido abordado "repetidamente" pelo ex-ministro sobre as queixas de Godinho relativamente à Refer, que o chegou a excluir da sua lista de fornecedores qualificados, alegando um histórico de condutas suspeitas. 
 Ana Paula Vitorino respondeu a dezenas de perguntas do Ministério Público e das defesas dos arguidos Armando Vara e Carlos Vasconcellos. A ex-secretária de Estado dos Transportes prestou depoimento por escrito, como testemunha no processo "Face Oculta", usando a prerrogativa que o cargo de deputado à Assembleia da República lhe confere. 


* Mulher sem medo, não é frequente.

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AS 100 MELHORES 


CANÇÕES DOS ANOS 80
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(PARA A NME)
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Nº 56

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BACK TO LIFE

SOUL II SOUL


 

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TODOS OS DIAS SÃO

DIA MUNDIAL DA LUTA 
CONTRA O CANCRO

SENSIBILIZANDO



Este vídeo foi elaborado por um grupo de alunas do 12ºano no âmbito da área curricular não disciplinar - Área de Projecto, para uma apresentação na escola com o objectivo de assinalar o Dia Mundial do Cancro.

Escola Secundária de Porto de Mós - 2009


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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Cardoso, Rui Costa e Oliveira 
confirmados para Londres'2012 

Manuel Cardoso (Caja Rural), Rui Costa (Movistar) e Nelson Oliveira (RadioShack) são os representantes de Portugal nas provas de estrada dos Jogos Olímpicos, confirmando-se assim o que Record já adiantara. 

Oliveira também vai representar Portugal no contrarrelógio individual. Bruno Pires (Saxo Bank) e Tiago Machado (RadioShack) são os suplentes. 

Portugal vai ter pela primeira vez um representante em BTT. Será David Rosa. 


* São atletas valentes e trabalhadores

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AUTO-COLANTE PARA SENIORES



VIVE CADA DIA  COMO SE FOSSE O ÚLTIMO


um dia acertas

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Aumentam utentes que desistem dos exames médicos por causa dos custos 

O presidente da Associação Portuguesa dos Médicos Patologistas considera que a imposição da realização dos exames nas instituições de saúde públicas leva cada vez mais utentes a desistirem devido à distância e ao preço dos transportes. 

Em declarações à agência Lusa, Rocha Alves reconheceu que, desde que entrou em vigor o despacho (10.430/2011) que determina que "os estabelecimentos hospitalares integrados no Serviço Nacional de Saúde [SNS] não podem utilizar as requisições de prescrição de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT) para as entidades com convenção" tem aumentado a demora e os custos para os utentes. "Um utente pode ter um laboratório à porta de casa e ter de percorrer 20 ou 30 quilómetros para realizar uma análise num hospital ou centro de saúde", disse. 

Rocha Alves diz que são cada vez mais frequentes os utentes que desistem de realizar os exames que lhe são prescritos, pois em muitos casos não têm dinheiro para o transporte ou não estão dispostos a percorrer tais distâncias. O presidente da Associação Portuguesa dos Médicos Patologistas (Apomepa) considera "mais grave" a situação no interior do país, com grandes distâncias para percorrer pelos utentes. 


* O Estado não poupa dinheiro porque "sustenta" a doença do cidadão durante mais tempo e o utente não ganha saúde.

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 O DRAMA DOS HETEROS



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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Programa Vida Activa já absorveu 
cerca de 100 mil desempregados 

O ministro da Economia e do Emprego divulgou hoje no parlamento que o programa Vida Activa, que visa encaminhar os desempregados para acções de formação, está, até 10 de Junho, com 93.268 pessoas. Álvaro Santos Pereira, que está a ser ouvido na comissão de economia da Assembleia da República, afirmou na sua intervenção que "até ao dia 10 de Junho foram encaminhados para os centros de formação profissional 93.268 desempregados, para acções de formação". 

Santos Pereira, que enunciou uma série de medidas que foram tomadas ao longo de um ano pelo seu ministério em jeito de balanço, adiantou que, a curto prazo, existem "dois problemas-chave" dentro das preocupações do Governo: o elevado nível do desemprego, "com todo o sofrimento que isso implica para a vida de milhares de famílias portuguesas", e o financiamento às empresas. Segundo o ministro, este Governo já tem em prática políticas activas do emprego, como é o Estímulo 2012, um programa específico de apoio à contratação de desempregados inscritos há pelo menos seis meses nos centros de emprego.

 O deputado do Partido Socialista Rui Paulo Figueiredo acusou o ministro da Economia de não ter soluções para fazer frente a uma taxa de desemprego de 15,3% e apelou Álvaro Santos Pereira para o consenso, já que tem utilizado "uma lógica do confronto e de ir buscar sempre o passado". 

Rui Paulo Figueiredo acusou Álvaro Santos Pereira de ir "pelo caminho politiqueiro e mais difícil", numa altura em que "o país continua em recessão" com um Governo "e uma política que está a empobrecer" Portugal. Negando as acusações dos socialistas, o ministro da Economia ressalvou que "em apenas doze meses o Governo levou a cabo, em tempo recorde, um conjunto de reformas estruturais sem precedentes". 

* Lérias sr. ministro quando fala em vida activa até parece a promoção a um yogurte com bífidos, para obrar melhor! Quanto aos deputados do PS têm a memória curta, convém-lhes, já se esqueceram da diarreia socrática.

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INSTRUMENTOS DE TORTURA
IDADE MÉDIA






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HOJE NO

"DESTAK"

Conjuntura 
Eurostat revela que poder de compra 
dos portugueses está 23% abaixo 
da média europeia 

O Produto Interno Bruto (PIB) expresso em paridade do poder de compra estava em Portugal 23 por cento abaixo da média dos países da União Europeia (UE) no ano passado, revelou hoje o Eurostat. 
 De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, os portugueses ganhavam, em 2011, 77 por cento da média dos seus parceiros europeus, uma descida face a 2010, onde o valor era de 81 por cento. 

A lista é encabeçada pelo Luxemburgo, onde o nível de riqueza é de 274 por cento, e pela Holanda, com 131 por cento. 


* Isto quer dizer que quando os europeus fazem despesas de cem euros nós só podemos gastar setenta e sete e com dúvidas.

ALMORRÓIDA AVENTUREIRA

  
Alemã vive sem dinheiro
 há 16 anos 

Heidemarie Schwermer levava uma vida tradicional. Casada e com dois filhos, trabalhava numa clínica de fisioterapia. 
 Mas o fascínio por uma vida sem dinheiro alterou-lhe os hábitos e aos 50 anos decidiu mudar de vida. A ideia não era nova para a alemã. 

Em 1994, criou um grupo de troca de serviços – o ‘Give and Take’. Se alguém precisasse de um serviço de ‘babysitting’, podia dar em troca alimentos ou outro produto qualquer. 

E foi esta ideia que Schwermer quis transportar para o seu dia-a-dia. “Notei que cada vez menos precisava de dinheiro. E então pensei que podia tentar esse estilo de vida durante um ano”, confessa numa entrevista ao‘Business Insider’. De início, vendeu o apartamento e desfez-se de todos os objectos que não cabiam na mala que transporta sempre a seu lado. 

Mas o que deveria ter durado um ano, prolongou-se: “Decidi que não queria voltar à minha antiga vida”. Hoje está há 16 anos a manter este estilo de vida. E não se arrepende: “As pessoas da minha idade gostam de ficar sentadas no jardim das suas casas. Eu prefiro viajar pelo mundo”, diz Schwermer que apesar de ter direito a uma pensão, não utiliza o dinheiro. 
 Mas como é que sobrevive? Já fez um pouco de tudo: tomou conta de casas, fez jardinagem e lavou janelas. Em troca, pede apenas alimentos ou estadias. Consigo transporta apenas as roupas apropriadas à estação. 

Quando o clima muda, oferece as antigas e recebe novas, normalmente dadas por amigos e conhecidos. Está sempre em movimento – nunca fica num local mais de uma semana. 

E em todos os locais dá palestras sobre o seu modo de vida. Os únicos pagamentos em dinheiro que aceita são utilizados para comprar os bilhetes de comboio. Relativamente à comida, percorre os mercados em busca de sobras e produtos que os vendedores já não precisem. 

Mas recusa que lhe chamem sem-abrigo “Não me podem comparar com essas pessoas. Os sem-abrigo não costumam ser convidados a pernoitar em casa de estranhos como eu sou”.


IN "SÁBADO"
19/06/12

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