domingo, 10 de junho de 2012

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

















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NÃO HÁ MILAGRES


Jennifer Aniston


Megan Fox

George Clooney

É FOTOSHOP


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HÁ DIAS QUE NÃO 



ACABAM NUNCA
 


  


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  HOJE NO
"A BOLA"

Volta à Suíça: 
«Sinceramente não pensava em ganhar mas arranquei forte» - Rui Costa 

O português Rui Costa venceu a segunda etapa da Volta à Suíça. Uma vitória que não esperava mas que considera importante para a confiança para o resto do ano. «É uma grande alegria, porque este ano estava a custar-me mais ganhar que em outras temporadas e eu sou um corredor que precisa de vitórias para ganhar confiança», afirmou o ciclista português da Movistar após o final da etapa.
Rui Costa explicou também a sua estratégia na parte final da etapa: «Movimentei-me várias vezes na subida, para ver como estavam os outros, mas sobretudo para saber quais eram as minhas sensações. No último ataque vi que Schleck estava muito longe e sinceramente não pensava em ganhar, mas arranquei forte, percebi que ia bem e que pouco a pouco me aproximava. 

Quando alcancei Schleck, respirei um pouco e ataquei porque percebi que ele não ia bem.» Para além da etapa, o português é também o novo camisola amarela da prova suíça, feito que considera «incrível». De recordar que Rui Costa já sabe que estará na Volta a França deste ano, onde aparecerá como um dos principais apoios do líder da Movistar, Alejandro Valverde. 


* Um verdadeiro trabalhador

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A insustentável leveza do ser



























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A arrogância do 


clero



  


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ESTA SEMANA NA
"SEMANA INFORMÁTICA"

Pirataria em Portugal 
está em linha com a média europeia 

No ano passado, a taxa de pirataria em Portugal rondou os 40%, um valor que fica aquém da média mundial (42%). Quando o valor da pirataria de software no nosso país é comparado com o dos 17 países da Zona Euro, Portugal surge entre os 10 melhores países. Caso a análise abrangesse os 27 países da União Europeia, Portugal ocuparia a 13.ª posição. 

Estes dados constam no estudo realizado pelo Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica Portuguesa, patrocinado pela Microsoft. O relatório foi desenvolvido com base no estudo internacional da Business Software Alliance (BSA) e da IDC Estes dados constam no estudo realizado pelo Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica Portuguesa, patrocinado pela Microsoft. O relatório foi desenvolvido com base no estudo internacional da Business Software Alliance (BSA) e da IDC. Os 40% de aplicações pirateadas representam uma perda anual de 193 milhões de euros. 

Se a taxa de pirataria descesse para os 30%, a economia nacional obteria, num período de quatro anos, uma receita fiscal adicional de 320 milhões de euros e registaria um aumento do PIB em 1150 milhões de euros, cerca de 0,6% do PIB actual. O estudo refere ainda que esta medida teria um impacto positivo na criação de emprego, permitindo ao longo dos próximos quatro anos a criação de 4244 novos postos de trabalho. 

O estudo sublinha que quanto maior é o nível de rendimento de um país menor é a taxa de pirataria. Nesse sentido, o Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica Portuguesa sublinha que Portugal deveria ter um rendimento muito mais alto para o nível de pirataria que apresenta. 

* Em Portugal os mais perigosos piratas são os políticos, os banqueiros e os merceeiros-mor.

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 TÃO CANSADOS...

















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4.CANNABIS


A ERVA MALDITA?




 

Documentário médico onde o Dr. John Marsden analisa as origens da Cannabis, a maconha. Ele vai atrás de respostas para perguntas como: A maconha pode causar esquizofrenia? Ela pode levar alguém a buscar drogas mais pesadas? Ele entrevista pessoas cujas vidas foram destruídas ou revividas por esta planta que já vinha sendo usada há quase 3.000 anos antes de Cristo.

Um excelente trabalho da BBC


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ESTA SEMANA NO

"SÁBADO"

OPEL QUER AUMENTAR 
VENDAS NA CHINA

 A Opel pretende aumentar seis vezes as suas vendas no mercado chinês, passando de 5000 para 30 000, para compensar a descida no mercado caseiro A Opel pretende contrariar a diminuição das vendas no seu mercado doméstico através do aumento de vendas no mercado chinês. 
Esta avenida tem 4 faixas centrais, 
uma lateral e 50 km de extensão
 e não é a única
 De acordo com as declarações do CEO da marca, Karl-Friedrich Stracke, à imprensa alemã, a marca do raio pretende passar das 5000 unidades comercializadas na China em 2011 para um total de 30 000 unidades em 2012, um aumento de 600%. 
“No ano passado vendemos 5000 automóveis aqui. Queremos melhorar este resultado passo a passo, crescendo para as 10, 20 ou 30 mil unidades vendidas”, disse Stracke, que acrescentou: “Também temos o mercado australiano na nossa mira, onde queremos começar a vender no quarto trimestre do ano”. 

 * Até que os chineses façam cópias e nunca mais comprem um. 
30 mil unidades é uma gota de água, em 2007 só Pequim tinha 6,5 milhões de automóveis. Parece-nos que o CEO da Opel pensa pequenino.
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RICARDO ARAÚJO PEREIRA

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Esperança gramatical 

Todos os modos e tempos verbais do verbo falir se admitem, com excepção de quatro pessoas do presente do indicativo e todo o presente do conjuntivo. Em que medida é que isto são boas notícias? O facto de o verbo falir ser defectivo faz com que, no presente, nenhum português possa falir. 

E quando o leitor pensava que já tinha ouvido tudo acerca da crise, de repente fica a saber que, gramaticalmente, é muito difícil que Portugal vá à falência. E, enquanto for gramaticalmente impossível, eu acredito. Justifico esta ideia com a seguinte teoria fascinante: normalmente, considera-se que o verbo falir é defectivo. Significa isto que lhe faltam algumas pessoas, designadamente a primeira, a segunda e a terceira do singular, e a terceira do plural do presente do indicativo, e todas as do presente do conjuntivo. 

Não se diz "eu falo", "tu fales", nem "ele fale". Não se diz "eles falem". Todos os modos e tempos verbais do verbo falir se admitem, com excepção de quatro pessoas do presente do indicativo e todo o presente do conjuntivo. Em que medida é que isto são boas notícias? O facto de o verbo falir ser defectivo faz com que, no presente, nenhum português possa falir. Não é possível falir, presentemente, em Portugal. "Eu falo" é uma declaração ilegítima. Podemos aventar a hipótese de vir a falir, porque "eu falirei" é uma forma aceitável do verbo falir. E quem já tiver falido não tem salvação, porque também é perfeitamente legítimo afirmar: "eu fali". Mas ninguém pode dizer que, neste momento, "fale". 

Acaba por ser justo que o verbo falir registe estas falências na conjugação. Justo e útil, sobretudo em tempos de crise. Basta que os portugueses vivam no presente - que, além do mais, é dos melhores tempos para se viver - para que não "falam" (outra conjugação impossível). Não deixa de ser misterioso que a língua portuguesa permita que, no passado, se possa ter falido, e até que se possa vir a falir, no futuro, ao mesmo tempo que inviabiliza que se "fala", no presente. Se eu nunca "falo", como posso ter falido? Se ninguém "fale", porquê antever que alguém falirá? 

Talvez a explicação esteja nos negócios de import/export. Nas outras línguas, é possível falir no presente, pelo que os portugueses que têm negócios com estrangeiros podem ver-se na iminência de falir. Mas basta que os portugueses não falem (do verbo falar, não do verbo falir) acerca de negócios com estrangeiros para que não "falam" (do verbo falir, não do verbo falar). 

Eu tenho esse cuidado, e por isso não falo (do verbo falir e do verbo falar). Bem sei que o prof. Rodrigo Sá Nogueira, assim como outros linguistas, se opõe a que o verbo falir seja considerado defectivo. Mas essa é uma posição que tem de se considerar antipatriótica. É altura de a gramática se submeter à economia. Tudo o resto já se submeteu. 



IN "VISÃO" 
06/06/12 

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ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"

11 hábitos na cozinha 
que podem fazer mal à saúde 

Há uma linha ténue entre o que é e não é perigoso em matéria de alimentos. E muitas vezes passamos essa barreira, sem sequer darmos por isso. 
Na verdade, uma em cada duas refeições de carne cozinhada num restaurante de comida rápida não está em condições, apesar de lha servirem com aspecto apetitoso. Sabemos muito bem que podemos sofrer consequências – como uma intoxicação alimentar – ao avançarmos corajosamente para o prato. Mas, mesmo assim, corremos o risco. E às vezes ficamos doentes. Mas quando preparamos a comida em nossa casa, a maioria de nós parte do princípio que está fora de perigo. 

Mas, infelizmente, não é assim. Há diversos erros que todos, ou quase todos, cometem. E que podem deixá-lo, e à sua família, verdadeiramente doentes. Não deixe que isso lhe aconteça: verifique  o que pode fazer para melhorar a segurança alimentar na sua cozinha. 

 1. Deve sempre usar um prato diferente para a carne crua e para a cozinhada, incluindo aves. O mesmo é válido para mariscos. Os germes da carne crua podem transferir-se do prato para a carne que está prestes a servir. 

2. Não ponha carne a descongelar na bancada da cozinha, pois os germes espalham-se mais rapidamente à temperatura ambiente. É melhor descongelar os alimentos pondo-os no frigorífico, em água fria ou mesmo no microondas.

3. Apesar de parecer desafiar a lógica, lavar a carne no lava-loiças não é saudável. Pode impregnar de germes o próprio lava-loiças e as bancadas circundantes. 

4. Muita gente pensa que a comida tem de ficar completamente fria para se arrumar no frigorífico. Mas não é assim. Deixá-la de fora para arrefecer é, na verdade, um convite à propagação de germes. As bactérias nocivas à saúde podem desenvolver-se nas comidas recém-cozinhadas em cerca de duas horas, a menos que sejam refrigeradas. No entanto, tenha atenção para não colocar no frigorífico comida ainda a escaldar, pois isso provoca um sobre-aquecimento de todo o interior, pondo em risco o resto da comida que lá guarda. 

5. Já desde criança que lho dizem, e é mesmo verdade: comer massa de ovo mal cozida ou crua pode deixá-lo doente bem como qualquer outra comida à base de ovos crus. Os ovos crus podem conter salmonelas ou qualquer outra bactéria nociva. 

6. Tal como não deve deixar carne crua na bancada, também as marinadas não devem ser deixadas de fora. Os germes perigosos multiplicam-se rapidamente à temperatura ambiente. Ponha a comida a marinar no frigorífico. 

7. Pode parecer uma boa ideia reutilizar uma marinada de carne como molho, mas a verdade é que os germes da carne crua podem contaminar toda a refeição. Só poderá usá-la como molho se a ferver imediatamente antes de a misturar com o resto.

8. Claro que você não quer servir carne ressequida, mas deixá-la em sangue pode potencialmente significar que ainda contém bactérias. Não dizemos que não pode degustar uma boa carne mal passada, mas é mais seguro cozinhá-la de acordo com a tabela de segurança de cozedura (as carnes vermelhas, por exemplo, devem cozer a cerca de 63 graus durante, pelo menos, três minutos; e as aves, incluindo frango e peru, a cerca de 74 graus). 

9. Lave as mãos! Esta não é nova, mas nem sempre nos lembramos de como esse simples gesto é importante. E quando sugerimos que lave as mãos, não nos referimos a limitar-se a mergulhá-las rapidamente na água. Deve lavá-las pelo menos durante 20 segundos com sabonete e água corrente.

10. Costuma provar o leite para verificar se ainda está bom? Embora isso não signifique que vai ficar forçosamente doente, é na verdade um mau hábito. Muitas vezes é impossível perceber que um alimento já não está em condições – e basta provar um bocadinho para ficar seriamente mal disposto. 

11. Mesmo que planeie descascar as frutas e vegetais, deve ser lavá-los antes de os usar. Os pesticidas podem passar para a bancada onde os prepara e contaminar todos. E isso também é verdade para as couves e saladas de folhas verdes, que devem ser muito bem lavadas. Embora não seja garantido que fica doente, decerto quererá evitá-lo ao máximo. 


* Aprender até morrer...

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SKI RADICAL





 
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ESTA SEMANA NO
"i"

Rui Rio defende que câmaras endividadas
. não devem ter eleições 

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, defendeu hoje que as autarquias muito endividadas deveriam ser geridas por uma comissão administrativa e não ter eleições. Rui Rio falava na Curia, distrito de Aveiro, como orador convidado da 2.ª universidade do poder local, organizada pelo PSD Nacional, JSD Nacional e Grupo Europeu do PSD (GEPSD), em que abordou questões relacionadas com os orçamentos municipais. "Quando uma câmara está excessivamente endividada, quem vier depois a ganhar eleições não tem margem para tomar qualquer decisão política. 
 As câmaras endividadas não deviam ter eleições, mas sim uma comissão administrativa para a gestão corrente, até estarem equilibradas", defendeu. 

O presidente da Câmara do Porto manifestou o seu apoio às medidas do Governo para forçar as autarquias a terem uma gestão equilibrada, mas disse esperar que o PSD seja coerente nas próximas eleições autárquicas e não recandidate autarcas que fizeram má gestão. "Estou para ver se o PSD nas autárquicas vai ser coerente e deixa de apoiar quem geriu mal. Vai o partido ter essa coerência ou dizer que só os do PS é que geriram mal?", questionou. 
Ao dirigir-se a jovens quadros da JSD e possíveis candidatos, Rui Rio aconselhou a equilíbrio e seriedade na elaboração dos orçamentos municipais, que na maioria dos casos "estão viciados há muito tempo" em Portugal. O autarca descreveu que a maioria dos endividamentos excessivos das câmaras não se deve aos endividamentos bancários mas às dívidas aos fornecedores. Para fazer despesa, a receita é empolada, sobretudo as receitas extraordinárias, como a venda de terrenos que depois não se concretiza, ou pelo menos pelo montante inscrito, explicou. Rui Rio aconselhou futuros autarcas a criarem "uma almofada" ou "conta-saco", colocando uma verba "bastante superior" numa rubrica de despesa, que depois possa ser transferida para outras rubricas se algo correr mal. 

O autarca afirmou que é o que tem feito na Câmara do Porto e, mesmo assim, "é muito difícil se, a meio do exercício orçamental, é retirado cinco por cento do IMI, como o governo decidiu". 

Para Rui Rio, "é indispensável que se vá construindo um fundo de maneio" na autarquia que se dirige e que as disponibilidades (em receitas a curto prazo, depósitos à ordem ou aplicações) sejam iguais ao passivo do curto prazo (sessenta a noventa dias). "A famosa lei dos compromissos mais não é do que isso, embora admito que tenha de ter ajustamentos. Obriga no futuro as câmaras a terem esse fundo de maneio e eu concordo", concluiu. 


 * O Dr.Rui Rio apenas quiz mascarar a verdade, "a maioria dos autarcas é incompetente ou corrupta", tanto palavreado era desnecessário. 

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FF

Interpreta KATE BUSH 


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HOJE NO

"RECORD"

Naide Gomes: 
«Prometo nunca desistir» 
Falha jogos olímpicos por lesão 

Naide Gomes já está a recuperar do desgosto de falhar os Jogos Olímpicos. Depois de no sábado ter dito "estar de rastos", a atleta do Sporting voltou a utilizar o Facebook para dar conta do seu estado de espírito. 
"Amigos muito obrigada pelas mensagens de apoio. Está a fazer efeito, estou mais animada para enfrentar o que estiver para vir... Prometo nunca desistir.... Nunca... Beijinhos e muito obrigada", escreveu Naide Gomes. 

Naide Gomes sofreu uma rotura do tendão de Aquiles na final do salto em comprimento do Nacional de clubes, o que a impede de estar em Londres'2012. 

 * É uma mulher com muito valor e acreditamos que não vai desistir, NUNCA.

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EXAGEROS E CALORIAS



  

Steve Turano fala sobre o processo de emagrecimento, a contagem de calorias e a relação direta com a perda de peso. Atenta para alguns deslizes que cometemos as vezes quando estamos em dietas restritivase nos mostra cálculos simples que podem ser feitos. Vídeo extraído do canal do youtube Body Performance TV.
M
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ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

 Juízes dizem que divulgação de dados 
de pedófilos colide com o sistema penal 

O presidente da Associação dos Juízes Portugueses defendeu hoje que a divulgação de dados pessoais de pedófilos pelas escolas, creches e ATL da sua zona de residência colide com o sistema penal português e com os direitos fundamentais das pessoas. 
"A proposta concreta da monitorização de pedófilos e da divulgação pública perante a sociedade em geral é uma proposta que claramente colide com a dimensão constitucional do nosso sistema penal", disse hoje à Lusa José Mouraz Lopes, depois de a ministra da Justiça ter na sexta-feira anunciado que irá avançar até ao final do ano com uma lei que obriga à divulgação dos nomes e moradas de pedófilos. 
Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses explicou que a proposta colide com "a questão da finalidade das penas", uma vez que "o código penal pressupõe que têm como finalidade a reintegração social das pessoas e, a partir do momento em que se divulga determinado tipo de informações, contraria-se essa finalidade".

 * Está por demonstrar que um pedófilo saído da prisão depois de cumprir a pena a que foi condenado, está reintegrado, há exemplos que revelam o contrário. A lei que vai ser proposta está ferida de inconstitucionalidade, não temos dúvidas, é preciso pensar este problema sem primarismos ou linchamentos. 

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CADA UM USA-O COMO QUER








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ESTA SEMANA NO
"VIDA ECONÓMICA"

Bancos, consumidores 
e advogados concordam 
Entrega da casa para saldar crédito 
não é solução

A entrega da casa ao banco para saldar o pagamento da dívida deverá ocorrer apenas numa situação limite. Trata-se de uma solução que é claramente negativa para as duas partes, banca e consumidor. Esta a perspetiva comum a Alexandra Teixeira (advogada associada da José Pedro Aguiar-Branco & Associados), Ana Passos (DECO) e Horácio Robalo (representante do BBVA), no âmbito de uma conferência sobre as dificuldades económicas e financeiras dos portugueses, promovida pela "Vida Económica" e pela JPAB

O importante é tentar regularizar a dívida do crédito à habitação antes de se chegar ao ponto de incumprimento. É um facto que o número de famílias que não consegue pagar o crédito à habitação tem aumentado de forma preocupante. Basta ter em conta que, em março, o crédito malparado já atingia cerca de 27 800 famílias. E, no primeiro trimestre, diariamente, cem famílias deixaram de pagar o crédito à habitação. "São valores muito preocupantes e que podem resultar numa grave crise social", de acordo com a advogada da JPAB, Alexandra Teixeira. 

No entanto, há soluções possíveis, sendo que a dação da habitação deverá ter lugar apenas numa situação limite. "O cliente, antes de entrar em incumprimento, deve procurar renegociar junto da banca as condições de pagamento, por exemplo, uma moratória ou o alargamento do prazo de pagamento. Os bancos estão mais recetivos a este tipo de soluções do que no passado. 

Uma outra possibilidade será a tentativa de venda do imóvel a terceiros, ainda antes de se entrar em incumprimento. Também há a possibilidade de entregar a casa ao banco, evitando-se assim a execução hipotecária e deixa-se de fazer a prestação ou é reduzida a dívida", aplica a advogada. Este último caso tem claras desvantagens, já que o devedor fica dependente do banco, deixa de ter casa, há uma desvalorização imobiliária e, na maior parte dos casos, ainda se fica com um dívida parcial. 

Quanto à execução hipotecária, implica mais custos e a venda é realizada a um valor inferior ao do mercado. Importa notar que não têm aparecido terceiros para adquirirem imóveis, tendo em conta o contexto do mercado imobiliário, e de uma maneira geral fica por saldar uma parte remanescente. 
 Conclui Alexandra Teixeira que a entrega da casa não é, de forma alguma, a melhor solução: "Deve-se tentar sempre uma renegociação com o banco, previamente. Aliás, a dação da habitação também não é boa para o banco, pois o imobiliário não é o seu negócio. A banca está no mercado para negociar com dinheiro. Por exemplo, em caso de divórcio, há bancos que estão a renegociar os spreads".
 
DECO recebe cada vez mais pedidos de apoio  
Ana Passos, responsável do Gabinete de Apoio ao Consumidor em Situação de Sobreendividamento da DECO, tem uma posição idêntica sobre a matéria. Esta instituição está em condições de renegociar eventuais dívidas com as entidades financeiras, especialmente no que toca ao crédito à habitação. E tem havido um crescendo nos pedidos de apoio. "As famílias têm de reaprender a viverem com menos, independentemente do seu estatuto social. É certo que houve tempos em que o acesso ao crédito foi excessivamente facilitado e mais valia comprar uma habitação do que arrendar". 
No entanto, também admite que a banca deixou de ter qualquer controlo sobre outros créditos que foram sendo assumidos pelos consumidores. Para além do atual contexto, a mobilidade também passou a ser um fator determinante na decisão de compra de uma casa, o que não sucedia há uns anos atrás. Para Ana Passos, está-se perante o grave problema dos três dês, desemprego, divórcio e doença. Estas são as principais causas para o incumprimento por parte das famílias. 

"A renegociação deve ser privilegiada antes de se entrar em incumprimento. Acontece que muita gente não atua, fica inerte e acha que a situação se vai resolver por si só. O que é um erro, a DECO presta todo o apoio necessário. Por sua vez, as pessoas têm de se convencer que a taxa de esforço não pode ultrapassar os 35%. Por sua vez, da parte da banca deverá existir consciência e bom senso para negociar as dívidas de forma equilibrada".

Banca interessada que pessoas mantenham as casas 
Também Horácio Robalo, do BBVA, assume que o sobreendividamento das famílias é uma realidade que não pode ser ignorada. Entregar a casa ao banco é para si uma situação limite e que revela constituir uma solução tardia. Admite que a banca está interessada em que as pessoas mantenham as suas casas. "Um contrato de crédito à habitação é, antes de mais, o estabelecimento de uma parceria. O BBVA, por exemplo, tem créditos flexíveis, que permitem uma adequação a situações inesperadas. A dacão do imóvel não é uma solução, já que o cliente fica sem a casa. 
 É fundamental tentar arranjar soluções com os clientes, no atual momento em particular, ajustando os rendimentos do agregado familiar ao crédito". Mesmo para os bancos encontrar soluções alternativas é comercialmente positivo. De facto, é possível criar fortes laços de fidelização. Lembra ainda que o banco espanhol tem uma política ortodoxa na forma como são atribuídos os créditos, tendo sempre em conta que o reembolso da dívida está muito dependente da taxa de esforço. "Aliás, considero que a maioria dos bancos sempre teve uma postura ortodoxa, no que respeita à atribuição do crédito. Acontece que muita gente contraiu empréstimos em excesso". 

Uma das conclusões que ficaram deste encontro é que ninguém pode ser desresponsabilizado e que a banca está na disposição de tudo fazer para evitar as situações extremas. Por sua vez, o consumidor deverá renegociar a dívida antecipadamente, isto é, antes de entrar em incumprimento. Chegado a este ponto, poderá ser tarde de mais. Certo é que a DECO, no ano passado, abriu um total de cerca de 4200 processos de famílias sobreendividadas. Só no primeiro trimestre já foram abertos mais de quatro mil processos. Entretanto, todos esperam que, em setembro, seja publicada nova legislação no que toca ao sobreendividamento.

* Achamos que não é solução a entrega da casa para amortizar a dívida, em Portugal o aluguer de casa é tão caro como a prestação mensal de compra, somos o país com mais proprietários per capita e a responsabilidade é de quem nos tem governado e se baldou para o surgimento prevísivel deste endividamento.


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