domingo, 20 de maio de 2012

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA


.


N

 .


ESTA SEMANA NA

"SÁBADO"

Portugal é a maior atracção
 turística na Europa 
Castelo de Vide ocupa o primeiro lugar do ranking do Washington Post dos destinos mais votados 

A vila de castelo de Vide tem a sua popularidade em alta. Neste momento é a mais votada entre os 18 melhores destinos da Europa em 2012. O concurso está decorrer online, através do site do jornal norte-americano Washington. 

 Portugal representado com a vila do distrito de Portalegre, com 3407 habitantes e conhecida por “Sintra do Alentejo”, desde o reinado de D. Pedro V, graças à vegetação e aos jardins. Cerca de 21 mil pessoas já votaram neste destino, acedendo ao link: http://www.washingtonpost.com/lifestyle/travel/vote-for-your-favorite-european-travel-destination/2012/03/12/gIQAOncQGS_gallery.html#imgid=gIQA5AQQGS. 
Os internautas só têm de clicar na seta “vote for this”. O passa-palavra e as correntes de e-mails estão a ter efeito, de tal forma que os restantes 17 destinos (entre eles, as ilhas gregas, Praga, Amesterdão, Dublin, etc.) não têm paralelo nas votações. Oscilam entre os 1100 e 100 votos. 


 * Uma boa notícia para acabar o dia.

.
.



ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

Tóquio quer abrandar regras sobre uso de peixe "mais venenoso que cianeto" 

O peixe-balão, uma iguaria japonesa, é tão venenoso que o mais pequeno erro na sua preparação pode ser fatal para o consumidor. Mas as autoridades de Tóquio querem abrandar as regras que, até aqui, só permitiam a manipulação do "fugu" a chefs altamente treinados e com licença 
Um pequeno engano, uma leve distração são suficientes para matar uma pessoa, quando se fala de "fugu". E, no entanto, os números oficiais mostram "apenas" 23 mortos no Japão, desde 2000, vítimas do potente veneno do peixe-balão, o que pode ilustrar as rígidas regras que, até aqui, têm regido a confeção desta iguaria e que ditam que só alguns restaurantes tenham autorização para a servir. A esmagadora maioria das vítimas foram apreciadores que tentaram confecionar o peixe em casa. 

O chef Kunio Miura, dono de um restaurante onde o preço de uma refeição começa a partir dos 95 euros por pessoa, não facilita. Os peixes são-lhe entregues na cozinha, numa caixa especial, após o que Miura-san, como é respeitosamente tratado, os arranja com a sua faca especial. À equipa de reportagem da BBC que o acompanhou, comenta, enquanto remove os ovários, o fígado e os intestinos: "Dizem que é 200 vezes mais mortal que o cianeto." Em causa está a tetrodotoxina, uma neurotoxina cuja ação é descrita como "rápida e violenta". Primeiro surge uma insensibilidade junto à boca, depois vem a paralisia e rapidamente a morte, sem que a vítima perca a consciência durante o processo. Não há um antídoto. 

 Os chefs que preparam o peixe-balão são, por isso, considerados a elite da alta cozinha japonesa. Mas agora as autoridades de Tóquio querem abrandar as regras e a nova legislação, que poderá entrar em vigor já no próximo mês de outubro, permitirá aos restaurantes servir fugu que tenham comprado já preparado. "Trabalhamos muito para obter a licença e tivermos de passar o exame mais difícil de Tóquio", indigna-se Kunio Miura. 

"Com as novas regras, as pessoas passam a poder vender fugu depois de ir apenas a uma aula e ouvir durante um dia". A legislação de Tóquio sobre o peixe-balão é atualmente a mais rígida do Japão. Nalgumas cidades, há muito que os restaurantes vendem fugu pré-preparado. 

* É melhor não experimentar. 

.
-



 JENNIFER LOPEZ

FOTOSHOPING









.
 .
 

ESTA SEMANA NO
"VIDA ECONÓMICA"

Economia paralela em Portugal representa já 24,2% do PIB 

 Os mais recentes dados do Índice da Economia Não Registada (ENR) revelam que, em termos agregados, o peso da economia paralela passou de 9,3% para 24,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, no espaço de 30 anos, o equivalente a cerca de 40 mil milhões de euros. Em entrevista à "Vida Económica", Carlos Pimenta, presidente do Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF), e Óscar Afonso, investigador e também membro do OBEGEF, justificam este aumento com a implementação das medidas de austeridade anunciadas e o contínuo agravamento do desemprego e garantem que a "tendência é para continuar a crescer". 
Como resultado da implementação das medidas de austeridade anunciadas e contínuo crescimento do desemprego, o peso da economia paralela em Portugal passou de 9,3% para 24,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, no espaço de 30 anos. O valor equivale já a cerca de 40 mil milhões de euros e a "tendência é para continuar a crescer", garantem os investigadores. "De acordo com o nosso estudo, as razões para este valor são a carga fiscal, que inclui impostos diretos, indiretos e contribuições, a carga de regulação, como por exemplo a burocracia, o aumento do desemprego e o aumento do trabalho por conta própria", refere Óscar Afonso, investigador, acrescentando que "se falarmos dos valores de economia não registada em Portugal certamente o valor ultrapassa os 25%". 

Refira-se que, comparativamente aos restantes países europeus, este valor é comum aos países do Sul da Europa (Itália, Espanha, Grécia e Portugal) e contrasta com a prática seguida nos países nórdicos, devido a uma forte cultura cívica. Já para Carlos Pimenta, presidente do OBEGEF, se esta "fosse contabilizada optimistamente, dever-se-ia acrescentar mais 10%". "Quando se fala de economia não registada, muitas vezes identificada como economia paralela, estamos a englobar três rubricas fundamentalmente; fuga ao fisco, economia global (tráfico de droga, tráfico humano e outros) e a economia informal, aquela economia que passa à margem por razões de sobrevivência, como os chamados biscates", sublinha. 
 Admitindo que os cálculos apresentados pelo Observatório incidem, sobretudo, "na fuga ao fisco e na economia informal, que se por um lado é uma estratégia de sobrevivência, por outro, pode ser fuga ao fisco", o presidente do OBEGEF salienta, ainda assim, que estes números "não englobam uma fatia grande que é a economia global", pois os números apresentados pelo Observatório focam-se na economia não registada de origem fiscal, economia subterrânea e economia informal. Recordando que o impacto do índice da ENR no PIB oficial passou de 9,3% para 24,2%, entre 1970 e 2009, Carlos Pimenta explica que o que acontece é que, "a partir de determinada altura, todo o sistema económico mundial desde da livre circulação de capitais, quer a importância da bolsa, quer os offshores, criaram condições para uma sistemática fuga ao fisco". Em resultado, "quem frequentemente tem menos confiança no Estado são aqueles que sofrem sistematicamente em cargas fiscais, em desemprego e esses não podem fugir ao fisco". Os dados apresentados revelam ainda uma tendência de crescimento nos setores da agricultura (apesar do pouco peso que tem na economia nacional) e nos serviços e uma diminuição no sector industrial. A explicação para este facto prende-se com a diminuição, nos últimos anos, do peso da indústria e o crescimento dos serviços.  

"Cerne da questão está no sistema legal" 
Questionado sobre até que ponto a lentidão da justiça torna compensador operar no âmbito da economia não registada, Carlos Pimenta responde que "sem dúvida que o sistema judicial tem as suas responsabilidades e muitas vezes o Governo não dá condições para isso, agora o cerne da questão está no tal sistema legal e não no sistema judicial". Tal situação ocorre porque "o sistema legal é muito preocupado com as questões formais e pouco preocupado com a demonstração dos factos", o que leva a "grandes morosidades, a processos intermináveis, a recursos, e afins. 
O nosso sistema legal é muito formalista e muito desligado da dinâmica da realidade", lamenta o presidente do Observatório. Sobre o facto de Portugal ter introduzido nos últimos anos medidas com o objetivo de combater o trabalho e as vendas não declaradas, como por exemplo a campanha "Peça Fatura", implementada pela Direção-Geral dos Impostos, Óscar Afonso admite que este é um "passo no caminho certo, mas não é suficiente". O facto de o cidadão não ter "qualquer retorno/reembolso ao fazer isso faz com que muitos não peçam fatura". Ainda que o "custo imediato seja, necessariamente, mais alto, pelo pagamento dos impostos respetivos, a médio prazo isso implicaria seguramente uma menor carga fiscal sobre todos", observa. Todavia, "mais grave do que não pedir fatura", na opinião de Carlos Pimenta, são os "offshores", que fazem com que o público acabe por julgar que os "mauzões são essas pequenas situações, o que não é verdade", concluiu o especialista. 

* O cerne da questão está na educação cívica, desde pequeninos que nos ensinam a arte de escamotear ou de ser pouco claro,  os actuais detentores do poder são os melhores(???)  exemplos da arte de escamotear e vigarizar, como em tudo há honrosas excepções!!!

.
.

 NÃO FAÇA SEM TER UM SEGURO DE VIDA

Downhill Urbano

 



 .
 .

ESTA SEMANA NO
"A VOZ DA PÓVOA"

Luz Verde Para o Tafamidis 

Finalmente uma boa notícia para os portadores da paramiloidose, a chamada “doença dos pezinhos”, que aguardavam a possibilidade de poderem tomar o Tafamidis, um medicamento que pode travar a evolução da enfermidade e, nalguns casos, evitar o transplante hepático.

 Foi alcançado um acordo entre a empresa fornecedora do fármaco (Pfizer) e o Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde. As duas entidades entenderam-se quanto ao preço a pagar pelo Estado. Agora só falta a assinatura do ministro da Saúde, Paulo Macedo. A notícia foi transmitida sexta-feira ao presidente da Associação Portuguesa de Paramiloidose, Carlos Figueiras, numa reunião em Lisboa com Jorge Torgal, líder do Infarmed.


 * Ofereçam uma caneta ao sr. ministro para ele assinar 

.
-

 COMPLETAMENTE FOTO SHUPADA




.
 .

ESTA SEMANA NO
"SOL"

64% das jovens grávidas
 usava contracepção

Estudo Gravidez na adolescência em Portugal revela que jovens não sabem usar contraceptivos. Especialistas dizem que é pela educação que se previne a maternidade precoce.
 A maioria das adolescentes portuguesas engravida apesar de utilizar, pelo menos, um método contraceptivo. 
 O alerta é feito no estudo Gravidez na Adolescência em Portugal: etiologia, decisão reprodutiva e adaptação – o mais recente e abrangente sobre este tema, com coordenação da professora catedrática Maria Cristina Canavarro. 

Das 405 grávidas que compõem a amostra, 64% diz que estava a usar contracepção, o que revela, segundo os especialistas, uma grave falta de informação. Porque, dizem, não basta conhecer os métodos contraceptivos, é preciso saber usá-los com eficácia.

 «Surpreende-me a elevada percentagem de jovens que engravidam estando a utilizar contracepção», adianta ao SOL a psicóloga Raquel Pires, uma das investigadoras do projecto – que conta com a participação da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, da Associação para o Planeamento da Família e da Direcção-Geral da Saúde. 
 Quando questionadas sobre o que falhou, as jovens apontaram várias razões: o rompimento do preservativo, o esquecimento da toma da pílula, a toma desta com antibióticos ou o uso esporádico do preservativo. «Estes resultados parecem-me de extrema importância para a planificação de intervenções mais pormenorizadas», avisa a investigadora. 

 Ou seja, apesar de o estudo estar ainda em curso (terminará em 2014), já é possível retirar algumas conclusões como a necessidade urgente de se apostar na educação sexual.  

Açorianas são as que mais recusam contraceptivos 
De acordo com a especialista, os jovens têm ideias erradas sobre os métodos contraceptivos. Por exemplo, muitas raparigas esquecem-se de tomar a pílula durante dias e quando se lembram ingerem todas ao mesmo tempo julgando que continuam protegidas. Por isso, Raquel Pires diz ser essencial uma «avaliação da forma como a contracepção é usada pelos adolescentes» e um reforço na educação para que percebam a importância de não terem relações desprotegidas. 

Os resultados revelam ainda a existência de diferenças entre as várias regiões do país. As jovens de Lisboa e Vale do Tejo e da região Sul são as que recorrem mais à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Por outro lado, as adolescentes grávidas das zonas Norte e Lisboa e Vale do Tejo são as que engravidam mais frequentemente a usar contracepção. Já as dos Açores engravidam, com maior frequência, por ausência de métodos contraceptivos. 
A grande maioria das jovens grávidas que participou neste projecto mencionou ainda não ter ponderado a realização de um aborto face à gravidez não planeada. E aquelas que ponderaram a IVG indicaram não o terem feito «em primeiro lugar, pelo tempo de gestação já ter ultrapassado o prazo legal para a interrupção; em segundo, a posição pessoal contra o aborto; em terceiro, a pressão/influência por parte do companheiro e/ou família; e em quarto, a ausência de coragem para interromper a gravidez». 

‘Maternidade não pode ser projecto de vida’ 
Os resultados do estudo são para Miguel Oliveira e Silva, presidente do Conselho de Ética para as Ciências da Vida, a prova de que «a única forma de evitar a gravidez é educação, educação, educação». 
 O médico, doutorado com uma tese sobre a gravidez na adolescência, sublinha que é «o Ministério da Saúde que apanha com as consequências das falhas do Ministério da Educação». E observa que «nos países onde não há abandono escolar, não há gravidez». 

«Nunca verá um óptimo aluno de 17 anos a querer ter um filho», garante. O que acontece, diz, é que para muitos jovens uma gravidez é uma forma de obter benefícios. 

A mesma opinião tem Margarida Gaspar de Matos, do projecto Aventura Social & Saúde: «Há meninas que se servem da gravidez para deixarem de ir à escola e, julgam elas, melhorarem de vida». Mas, alerta: «a maternidade não pode ser um projecto de vida para uma adolescente».


 *  Atão e onde andam os pais destas meninas, a ver telenovelas, no shoping ou na cuscuvilhice, tempo p'rás filhas é que não há!!!

.
 .


ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"

Secretas: 
espião apanhado por software do FBI 

Jorge Silva Carvalho entregou computador "limpo", mas especialista do DIAP conseguiu recuperar os dados Jorge Silva Carvalho é suspeito de ter recorrido a peritos para apagar do seu computador dados importantes para a investigação das secretas. 

A "limpeza" ocorreu antes de o aparelho ter ido parar às mãos do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), que conseguiram recuperar todos os dados.

 O ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) pode vir a ser acusado por simulação de crime. Entretanto, o Ministério Público ordenou que fossem apagados os ficheiros armazenados nos telemóveis do ex-diretor do SIED, que incluiam milhares de contactos de figuras públicas e políticas, nomeadamente, aspetos da vida privada e orientação sexual dos visados. 

A procuradora Teresa Almeida decidiu arquivar o processo, uma vez que é permitida a existência destas listas para uso pessoal ou doméstico, apesar de considerar que havia indícios de crime. 

* Este assunto cheira mesmo muito mal... 

.
.



  3 - EMIL CLORAN





A trajetória intelectual e biográfica do filósofo romeno Emil Cioran (1911-1995) é o tema deste documentário francês dirigido por Patrice Bollon e Bernard Jourdain. Intelectual lúcido, cético, e contundente; considerado o maior dos prosadores da língua francesa, por Saint-John Perse, o pensamento de Cioran vai denunciar implacavelmente as ilusões que garantem o sono da maioria: a felicidade, as utopias, o progresso da humanidade, a história redentora, etc


M
.

1.CANNABIS


A ERVA MALDITA? 

               

Documentário médico onde o Dr. John Marsden analisa as origens da Cannabis, a maconha. Ele vai atrás de respostas para perguntas como: A maconha pode causar esquizofrenia? Ela pode levar alguém a buscar drogas mais pesadas? Ele entrevista pessoas cujas vidas foram destruídas ou revividas por esta planta que já vinha sendo usada há quase 3.000 anos antes de Cristo.

Um excelente trabalho da BBC

.

-

 PHOTO SHOP








.
 .

ESTA SEMANA NO
"AUTO MOTOR"

EFEMÉRIDE 
A primeira multa 

Neste dia, em 1899, era passada, nos EUA, a primeira multa de velocidade. O visado era o taxista Jacob German, que conduzia o seu veículo a 19,3 km/h na Lexington Avenue, em Manhattan. 

* Uma curiosidade engraçada

.
.


SURFANDO


MEGA ONDAS 




M
 .

  HOJE NO

"A BOLA"

«Fica a lição que nunca podemos estar desconcentrados» - Sá Pinto 

O treinador do Sporting, Sá Pinto, identificou os erros que fizeram com que o Sporting perdesse a final da Taça de Portugal frente à Académica. «Faltou agressividade nos duelos aéreos. 

Este jogo deixa a lição e o alerta de que não podemos nunca estar desconcentrados. Se estivermos desequilibrados podemos sofrer consequências. 
 Temos de estar sempre equilibrados e foi isso que nos faltou hoje», disse o técnico à RTP. Para Sá Pinto «sofrer um golo no início de uma final não é fácil» e garantiu que a equipa se «preparou bem ao longo da semana».


 * Coimbra é uma lição, faz a barba ao leão...

.

SÍLVIA MARTINS


  

 Polifonia 


Falo seis idiomas fluentemente. Vejo todos os noticiários de todos os canais de quase todos os horários disponíveis. Dou-me ao trabalho de gravar na ‘box’ reportagens e grandes reportagens, documentários de relevo, entrevistas e debates da atualidade. Leio jornais, leio revistas, leio livros. Falo com as pessoas. Falo com gente no café, com desconhecidos no cabeleireiro, às vezes até no meio da rua. Considero-me uma pessoa informada, interessada, atenta… ainda assim, nos dias que correm, cada vez percebo menos aquilo que se passa à minha volta! 

Talvez o mal esteja em mim, talvez peque pelo ‘overload’ de informação a que me submeto. Talvez me perca no lirismo de procurar sentidos em coisas, que aparentemente, não fazem sentido nenhum! 

A minha filha irrita-se comigo. Diz-me que os adultos são “taroucos” por verem tantas “nutíxas”. No outro dia perguntou-me porque é que eu estava a ler e a ouvir notícias sobre as tempestades. Eu tentei explicar-lhe, da melhor forma que consegui, numa linguagem própria para crianças de três anos, com uma complexidade acessível a crianças de seis… quando terminei, senti-me satisfeita! Mas ela não. “Isso é uma tolice. Poque se tivé mau tempo em Xanta Maía, não intéssa nada a mim. E se tivé mau tempo em Xão Miguel, não tem mal… poque eu binco em casa!”. É, faz sentido… 

De facto, acho que a complexidade das coisas, atrapalha a perceção que temos do seu verdadeiro sentido, que não é o ontem, nem o amanhã, mas o hoje, aqui, agora. 

 O Sassetti morreu de uma morte estúpida. Deixou duas filhas. Uma viúva. Uma quantidade parva de admiradores, colegas e amigos… de que lhe teria valido ver o noticiário das oito e saber que os ataques à liberdade do povo sírio continuam a fazer dezenas de mortes inocentes diariamente. De que nos vale a nós?! Será que podemos fazer alguma coisa por eles?! Claro que sim. Ou talvez não… porque andamos tão imersos nos nossos próprios problemas sociais, que acabamos por nos atrapalhar no meio de tanta informação atualizada ao segundo, vista, revista, estudada, analisada e mastigada. 

O nosso primeiro-ministro veio a público dizer, a semana passada, que os portugueses devem ver o desemprego como uma oportunidade única de mudança. Até aqui concordo, porque também eu sou uma incurável otimista… mas agora, insinuar que para todos eles haverá uma oportunidade empreendedora, que lhes permitirá pôr comida na mesa da família no final do dia, aí já não iria tão longe!

 É bem verdade que de génio e de louco, todos nós temos um pouco… mas também não deixa de ser verdade que há alguns mais geniais do que outros e que no mercado, inevitavelmente, não haverá espaço para todos. 

Urge pensar novos paradigmas para a nossa sociedade. Mas estamos todos tão atarefados em chegar ao fim do dia, com comida na mesa e roupa lavada no corpo, que o tempo é escasso para tais liberdades! Por fim, uma nota de esperança… em cada fim há um recomeço, porque a única coisa inevitável e irremediável que temos na vida, é a morte… e mesmo essa, é apenas o virar de um ciclo e quiçá, de um novo recomeço! 


IN "AÇORIANO ORIENTAL" 
17/05/12 

.
 .
ESTA SEMANA NA
"SEMANA INFORMÁTICA"

Internet põe tudo a falar entre si 

No futuro, máquinas, estradas e até edifícios terão uma presença online, produzindo dados que poderão ser utilizados de formas agora impensáveis. Uma realidade que leva o nome de internet das coisas e que promete chegar a praticamente todos os sectores 
 O conceito começou a delinear-se há cerca de 15 anos com a ideia das tecnologias machine-to-machine (M2M), um termo que por volta do ano 2000 acabou por degenerar para internet of things (IoT). Neste percurso há tecnologias que tiveram um papel crucial na transformação do conceito numa realidade: a RFID, ou identificação por radiofrequência, e as redes wireless. 

A aguardada adopção do protocolo IPv6, com a sua capacidade quase infinita de oferecer endereços a cada um dos itens à face da terra, será um dos grandes catalisadores da internet das coisas.

 O conceito está a evoluir muito rapidamente e em breve existirão soluções muito interessantes no mercado, assim acredita João Vilaça. «Neste momento existem já biliões de produtos com tags RFID (independente das tecnologias), e estes estão a criar a base da IoT», refere o director-geral da Creative Systems. «Entre muitas outras, enquadram-se aqui também as coisas que dependem directa e indirectamente da tecnologia near field communication (NFC), e que irão levar ao novo paradigma dos pagamentos móveis.»

Os pagamentos móveis e o controlo de acessos com NFC irão marcar uma primeira fase da evolução do conceito, enquanto uma segunda fase decorrerá em redor do chamado ambient intelligence, considera João Vilaça. 

O responsável defende no entanto que há sectores de eleição entre aqueles que irão beneficiar da internet das coisas, e nomeadamente da adopção de soluções RFID, como o retalho têxtil. A logística farmacêutica ou a alimentar, «com toda a legislação inerente e um controlo de qualidade ao longo de toda a cadeia», são também sectores que podem aproveitar as soluções disponíveis «e que poderão melhorar tanto em qualidade como em questões de produtividade». 

 João Carlos Moutinho, Marketing & RFID Business Unit manager da Zetes, considera que é no sector retalhista que a implementação desta tecnologia terá uma maior visibilidade e mais benefícios. «Associada aos processos logísticos, podemos também utilizar esta tecnologia para melhorar a relação com os clientes, potenciando as vendas e a qualidade do serviço», afirma.

 Luís Miguel Santos, responsável pela Comunicação Integrada e pelo Marketing da Link, vê a indústria alimentar e o sector de logística e transportes como os grandes beneficiários do conceito, embora distinga experiências e potencialidades diferentes em cada um deles. «Temos exemplos como a rastreabilidade de bagagens em aeroportos, em que o efeito de rede é uma necessidade para a viabilização do sistema, até sistemas de bilhética multimodal contactless, em que restrições de âmbito contratual limitam as potenciais capacidades de interacção», exemplifica. 
 O interlocutor da Link considera que actualmente estamos a assistir à consolidação de uma fase introdutória, em que as interacções se limitam em grande medida a uma rede de serviços de rastreabilidade ao longo da cadeia de valor, pautada por experiências de verticalização. «Nesta fase, as observações, embora automáticas, são ainda directas e passivas. Para libertar valor é crucial aumentar a superfície de contacto da rede, o que implica a adopção de modelos que delegam proactividade, inteligência e capacidade de interacção nos próprios objectos», refere. 

Portugal na liderança? 
Como apontado por vários players, Portugal tem diversos projectos com recurso a RFID e a NFC a decorrer, que poderão ser considerados de vanguarda, nomeadamente na área dos transportes e automóveis, como é o caso da utilização do identificador de matrícula electrónica ou de alguns projectos na área da bilhética. 

Mas, quando a internet das coisas for uma realidade massificada, o nosso país estará entre os pioneiros ou na retaguarda em termos de desenvolvimento de produtos e soluções? «Algumas empresas e alguns sectores poderão estar no grupo da frente, e estes certamente darão cartas a nível mundial», acredita João Vilaça, mencionando que já estão a ser desenvolvidos projectos que poderão potenciar algumas empresas neste sentido. 

 «Existem diversos gestores que têm esta visão [da internet das coisas], e de forma muito clara», afirma o director-geral da Creative Systems, indicando como exemplo o projecto Vicaima, em utilização desde 2007, em que se coloca uma etiqueta RFID em cada porta produzida e vendida e que permite potenciar soluções futuras de internet of things. 

A Zetes também já tem implementações feitas em Portugal (e noutros países) em diferentes cenários e segmentos de mercados, desde a indústria ao retalho, passando também pela banca e pelo governo. 

«Conseguimos provar que esta tecnologia, bem implementada, leva a ganhos evidentes, com uma grande redução de erros, principalmente em aplicações com movimentação de bens em ambiente controlado», explica o responsável da Zetes. 

Em Portugal, a única condicionante poderá ter que ver com a conjuntura económica que atravessamos, porque de resto «a nossa experiência, pelo facto de actuarmos directamente em 15 países e conhecermos a realidade dos mesmos, diz-nos que Portugal é dos países mais inovadores e onde este tipo de soluções é adoptado em fases embrionárias», argumenta João Carlos Moutinho. 

Nuno Tavares, da LogicPulse, crê que Portugal se vai classificar a meio da tabela, «não em termos tecnológicos, nem em termos de desenvolvimento aplicacional, mas sim no que toca ao número de implementações efectuadas nas empresas». Temos alguns gestores que vêem e compreendem a necessidade e os benefícios da implementação a longo prazo, salienta o responsável, «mas mais uma vez esbarram no investimento inicial, tendo em conta a situação actual da economia nacional e internacional nestes últimos anos». 
Na Indra, a convicção vai no sentido de se manter a tradição. «Por norma, Portugal tem estado no grupo da frente no que respeita à adopção das novas tendências e tecnologias. Os portugueses têm muita adesão a tudo o que é inovação, por isso acredito fortemente que também no caso da IoT não iremos fugir à tradição», afirma João Carlos Ramos, da unidade de Soluções Tecnológicas da Indra, lembrando que algumas das coisas que hoje fazemos já adoptam parcialmente este tipo de tecnologias. O que por vezes se verifica é que ainda não há consciência de que determinada função já está dentro do âmbito da internet das coisas. 


* Tecnologia ao serviço do cidadão, tem de ser uma obrigação.


. .
 .
  ONTEM NO
"I"

Copos de água da torneira 
a 50 cêntimos na praia de Faro

 Um café na praia de Faro está a cobrar 50 cêntimos por um copo de água da rede mas, apesar das reclamações de alguns clientes, a lei está do lado do proprietário, disse à Lusa fonte da ASAE. Luís Marmelete, proprietário do snack-bar "O Pirata", situado à entrada da Ilha de Faro, cobra 50 cêntimos por um simples copo de água da torneira, há mais de um ano. "O Estado não oferece nada a ninguém, tudo se paga, o terreno, as licenças, os alvarás, e porque é que eu sou obrigado a oferecer a água que pago? Estou aqui a tentar ganhar a vida, a prestar serviços, não sou uma entidade pública", justifica o proprietário d'"O Pirata".

 No balcão, um papel escrito à mão informa os incautos de que ali a água não é grátis, mas custa 50 cêntimos, condição prévia para que a prática esteja de acordo com a lei, disse à Lusa fonte da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). 
A lei prevê que, mediante informação adequada ao consumidor, os estabelecimentos que prestam serviços de restauração e bebidas gozem de liberdade de fixação do preço dos produtos e bens neles servidos, uma vez que a sua atividade não se encontra submetida a qualquer regime limitador desses preços, explicou a mesma fonte. Continuando a justificar-se, Luís Marmelete garante que este mês só por pouco não passou para o segundo escalão da tarifa da água, o que implicaria pagar quase o dobro da fatura. Vários clientes já fizeram saber o seu descontentamento e outros tantos deram uso ao livro de reclamações do estabelecimento, mas, conhecedor de que a lei está do seu lado, o proprietário assegura que não volta atrás. "Sei de uns quantos sítios que já começaram a adotar esta medida, é que estas coisas têm custos e a crise obriga-nos a poupar. Se eu continuasse a oferecer copos de água, já estava a caminho do terceiro escalão e teria de pagar o triplo, ou seja, ia andar a pagar para as pessoas beberem", conclui. 

Apesar do copo de água gratuito ser uma prática socialmente instituída, esse facto não tem força legal suficiente para impedir que a cobrança por parte dos proprietários seja feita, uma vez que existe liberdade de determinação dos preços pelos serviços que prestam ao consumidor, confirmou à Lusa Susana Correia, jurista da DECO - Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores. De acordo com a especialista, resta ao consumidor fazer valer o seu direito de informação, exigindo aos proprietários que facultem e afixem o preço cobrado pelos copos de água. 

* A água está cara, muita gente pede um copo de água, bebe dois golos e o resto vai fora.

 .

.
MAIS GANDAS  MALUCOS
155.555  PEÇAS






.

NUCHA

Interpreta PINK





 .
.


NÃO IGNORE


PREVINA-SE



M

.
A FLORESTA






.
.

.
CATEDRAL 

DE 

CRISTAL











c
.


POEMAS


'isto'

de Fernando Pessoa

por João Villaret


m
.
FOTOS SORTIDAS











x
.


   7 - AFRICA













x

13 - FIGURAS DO ESTADO NOVO »»» sarmento rodrigues



Manuel Maria Sarmento Rodrigues (Freixo de Espada à Cinta, 15 de Junho de 1899 — Lisboa, 1 de Agosto de 1979) foi um oficial de Marinha de Guerra Portuguesa, administrador colonial e professor de grande nomeada. 

Biografia 
Nasceu a 15 de Junho de 1899 no concelho de Freixo de Espada à Cinta. Depois de frequentar o Liceu em Bragança e a Universidade de Coimbra, ingressou na Escola Naval, concluindo o curso de Marinha em 1921. 
REPÚBLICA
Como oficial subalterno, embarcou no NRP República (a bordo do qual acompanhou a viagem aérea de Gago Coutinho e Sacadura Cabral através do Atlântico Sul) e no NRP Lis, foi ajudante-de-campo do governador-geral da Índia e, a bordo do transporte NRP Pero de Alenquer, prestou assistência às vítimas do terramoto de 1926 que naquele ano abalou o Faial. 
PERO DE ALENQUER
Viajou extensamente pelas colónias portuguesas do Extremo Oriente e África. Em 1936 fez parte da Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes, organismo encarregue de fazer o levantamento dos mares dos Açores e Madeira. Paralelamente frequentou a Escola Superior Colonial. 
FAROL DOS CAPELINHOS

 Em 1941 assumiu em Ponta Delgada o comando do contratorpedeiro NRP Lima, cargo que manteve até 1945. A bordo do Lima participou em várias operações de salvamento de navios torpedeados nos mares dos Açores no decurso da Segunda Guerra Mundial.Enquanto comandante do contratorpedeiro Lima e durante um dos salvamentos o seu navio sofreu uma inclinação de 67º. Este feito único na história da navegação está descrito na obra "O Nosso Navio" 
LIMA

Como oficial superior, iniciou uma fase da sua carreira dedicada à administração colonial, sendo Governador da Guiné Portuguesa entre 1945 e 1949. Em 1950 integrou o Governo de António de Oliveira Salazar como Ministro das Colónias (a partir de 1951, Ministro do Ultramar), tendo nessas funções implementado uma vasta reforma da administração colonial portuguesa e visitado o Extremo Oriente, o Sueste Asiático e a África. Entre 1961 e 1964 foi governador-geral de Moçambique. 
HOTEL POLANA EM MEADOS DO SEC XX NA EX-LOURENÇO MARQUES

 Faleceu em Lisboa em 1979. Publicou extensa obra sobre assuntos navais, de defesa e de administração colonial. É autor de Os Ancoradouros das Ilhas dos Açores, um roteiro detalhado dos mares e costas do arquipélago, resultado da sua experiência no comando do contratorpedeiro Lima em comissão nos Açores durante a Segunda Guerra Mundial. 

 Obras publicadas
  • Os maometanos no futuro da Guiné Portuguesa, 1948.
  • Presença de Moçambique na vida da Nação, Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1964.
  • Os Ancoradouros das Ilhas dos Açores, Instituto Hidrográfico, Lisboa, 1970.
  • Alguns aspectos dos nossos problemas do Ultramar, Porto : Centro de Estudos e Formação Imperial, 1952.
  • Aos Portugueses da Índia : alguns discursos proferidos e mensagens enviados pelo Ministro do Ultramar… Sarmento Rodrigues…, Divisão de Publicações e Biblioteca, Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1954.
  • O Capitão César Maria de Serpa Rosa (1899-1968): inspector-superior chefe da Administração Ultramarina (1899-1968), Lisboa.
  • Filipe Gastão de Almeida d'Eça ; apontamentos biográficos., Lisboa, Agência-Geral do Ultramar , 1969.
  • Description de la côte occidentale d'Afrique : (Senegal au Cap de Monte, Archipels) par Valentin Fernandes (1506-1510) ; préface, Sarmento Rodrigues . - Bissau : [s.n.] , 1951 (Lisboa : Sociedade Industrial de Tipografia)
  • Esperanças e realidades da vida portuguesa : (discursos, conferências, estudos) : 1950-60, Lisboa : Centro de Estudos Históricos Ultramarinos, 1965.
  • Evolução recente da política africana, Lisboa : [Sociedade Industrial Gráfica] , 1960.
  • João Rodrigues Cabrilho : Achegas para a sua biografia, pelo Visconde de Lagoa. Prefácio do Comodoro Sarmento Rodrigues . - Lisboa : Agência Geral do Ultramar : [Paulino Ferreira, Filhos] , 1958.
  • No governo da Guiné : discursos e afirmações, Lisboa : Agência Geral das Colónias , 1949.
  • Portugal na Índia : discurso proferido na Assembleia Nacional em 1 de março de 1950, Agência Geral do Ultramar, Divisão de Publicações e Biblioteca, Lisboa : [s.n.] , 1954 (Paulino Ferreira, Filhos, imp.)
  • Nelson's heroic life, Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1962.


IN "WIKIPEDIA"

.