quarta-feira, 18 de abril de 2012

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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Dois bêbados...


Dois bêbados resolvem dormir num beliche.
O que ficou por cima, antes de adormecer, resolve rezar:
Com Deus me deito,  com Deus me levanto, 
 e  mais a Virgem Maria,  e o Espírito Santo.
De repente  cai da cama abaixo.
O amigo vira-se e diz:
Estás a ver no que dá dormir com tanta gente !!!





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ALGO DE BOM





Numa terra vazia, ocorre uma história de amor...


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HOJE NO

"OJE"


Adjudicações diretas ultrapassam
 13,5 mil milhões desde 2008

As adjudicações diretas feitas por entidades públicas nos últimos quatro anos totalizam 13.521 milhões de euros, quase o valor de quatro aeroportos como o que esteve anunciado para Alcochete, revelam dados do portal Despesa Pública.

Por empresas, desde 2008, o top da atribuição de empreitadas e compras, sem concurso público, é ocupado pela Parque Escolar, criada para reabilitar edifícios dos estabelecimentos de ensino, que fez 1.234 adjudicações diretas, no total de 1.880 milhões de euros, mais de duas vezes o custo da Ponte Vasco da Gama, inaugurada em 1998.

De acordo com os dados públicos disponíveis na terça-feira, a Refer, empresa que gere a rede ferroviária nacional, surge em segundo lugar, com 450 adjudicações sem concurso, no mesmo período, pelas quais terá pago mais de 439,6 milhões de euros.

O pódio encerra com a EDP - Distribuição, que apenas celebrou 25 contratos sem concurso, mas pelos quais pagou 430,7 milhões de euros.

Em quarto lugar encontra-se a Estradas de Portugal, que efetuou pagamentos de 327,2 milhões de euros pelas 766 adjudicações diretas que concretizou, surgindo em quinto lugar a Câmara de Lisboa, com mais de 4.500 atribuições sem concurso, pelas quais pagou 191,9 milhões de euros.

Se o universo for visto na perspetiva das entidades a que foram feitas mais adjudicações diretas, as empresas de construção civil ocupam os primeiros 14 lugares da lista, com a Mota-Engil à cabeça, com uma faturação de 188,5 milhões de euros relativa às 86 adjudicações que recebeu desde 2008. A seguir aparece a OPWAY - Engenharia, à qual foram feitas apenas 14 adjudicações sem concurso, mas pelas quais recebeu 173,4 milhões de euros. As restantes três empresas que fecham o "top cinco" são a Lena - Engenharia e Construção (151,1 milhões de euros), a Construções Gabriel Couto (146,1 milhões de euros) e a Avelino Farinha e Agrela (144,9 milhões de euros). Ao todo, a verba recebida por estas cinco construtoras por adjudicações sem concurso ultrapassou os 800 milhões de euros, ainda segundo o portal


* Quatro anos de regabofe...


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5.PIRÂMIDES DO EGIPTO




Das sete maravilhas do mundo antigo, as pirâmides são as únicas sobreviventes. Foram construídas por volta de 2690 a.C. A maior delas foi construída por Quéops, o mais rico dos faraós. As outras grandes pirâmides são as de Quéfren e a de Miquerinos. Miquerinos era filho de Quéops e construiu a mais cara de todas elas.
ÚLTIMO EPISÓDIO

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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Confederação dos
 Agricultores de Portugal
Governo faz "propaganda 
com terrenos roubados"

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) contestou hoje a entrega de 600 hectares de terra que restavam da reforma agrária, salientando que há situações ainda em litígio, criticando o Governo por fazer propaganda com "terrenos roubados".

João Machado afirmou, à saída de uma audiência com o presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que a reforma agrária é um período da História que "foi mal resolvido", mas que "estava enterrado" até ser "ressuscitado" na semana passada com a entrega de 600 hectares a alguns agricultores.
A DANÇA DA CHUVA

"Transmitimos ao senhor presidente da República que esta é uma matéria que ainda estando em litígio com os agricultores é muito melindrosa e não gostaríamos de ver referida como propaganda do Governo, ou do que quer que seja, porque não tem nada a ver com o desenvolvimento da agricultura portuguesa e cria instabilidade e desagrado entre os agricultores", declarou.

O presidente da CAP comentava desta forma a iniciativa da ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que anunciou na semana passada um leilão de 600 hectares de terra que restavam da "reforma agrária".

Segundo a ministra, a colocação dessas terras em leilão é um primeiro sinal de que "o Estado não quer açambarcar mais terras", mas a CAP não viu a iniciativa com bons olhos.

"Lutámos muito contra a reforma agrária e aqueles tempos de 75. Sentimos que estes terrenos foram roubados aos agricultores. Alguns foram devolvidos, outros indemnizados, outros (poucos) ainda estão em tribunal. Falar em terrenos da reforma agrária como uma devolução positiva a uns agricultores, enquanto há outros agricultores que se sentem espoliados porque esses terrenos não lhes foram devolvido não é a melhor maneira de promover a agricultura portuguesa", criticou João Machado.

Para o dirigente da CAP, esta "é uma matéria que deve ter contenção por parte dos agentes políticos, porque mexe profundamente com os agricultores portuguese e com a CAP.

João Machado expressou também ao Presidente da República as suas preocupações quanto aos atrasos das candidaturas dos agricultores às ajudas comunitárias, cujos "procedimentos burocráticos não estão a correr da melhor maneira".

O dirigente da CAP adiantou que há problemas informáticos nos sistemas do ministério da Agricultura e relacionados com as alterações do parcelário que estão a atrasar os processos e teme que os agricultores não recebam os apoios relativos aos prejuízos resultantes da seca até 31 de maio como estava previsto, nem o adiantamento das ajudas que foi pedido à União Europeia.



* Oportunismo desmascarado!

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MATERNIDADE






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LÁ VAI A LUTADORA







Esta mulher vai dar a volta ao mundo alertando sobre o cancro.
Por favor, reencaminhe-a para que ela chegue ao seu destino, e pense naqueles que no momento enfrentam essa doença terrível.
Ela está dando a volta ao mundo via e-mail!!!

SEJA MAIS SOLIDÁRIO EM 2012

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HOJE NO
"RECORD"

Cerca de 80 manifestantes
 detidos no Bahrain
País recebe 4.ª prova do Mundial F1

As autoridades do Bahrain detiveram cerca de 80 pessoas numa operação de índole preventiva com vista a garantir a segurança do GP de Fórmula 1, anunciou esta quarta-feira uma organização não-governamental (ONG) próxima da oposição.

"Cerca de 80 pessoas foram detidas preventivamente em várias localidades dos arredores de Manama desde 14 de abril", indicou à AFP Mohamed Mascati, presidente da associação de jovens do Bahrain para os direitos humanos.

O responsável explicou que os detidos são os principais líderes das manifestações diárias que se têm sucedido no Bahrain em protesto contra a dinastia sunita que rege o país.

Centenas de pessoas manifestaram-se na terça-feira perto do aeroporto internacional do Bahrain, que começa a receber os participantes na quarta prova do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, que se disputa no fim-de-semana.


* Como a F.I.A demontra a sua subserviência aos petrodólares de mais uma ditadura do deserto.


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ANA PALÁCIO




Reinventar 
     o Banco Mundial, 
                                  outra vez

Actualmente, com três candidatos na corrida ao lugar do próximo presidente do Banco Mundial – a ministra das Finanças nigeriana, Ngozi Okonjo-Iweala, o ex-ministro das Finanças colombiano, José Antonio Ocampo, e o candidato dos Estados Unidos, Jim Yong Kim, presidente da instituição de ensino Dartmouth College – é chegado o momento para dar um passo atrás e avaliar a trajectória do Banco. A menos que o/a próximo/a presidente do Banco tenha uma visão clara do caminho a seguir e a seriedade para resistir às pressões internas da instituição, ele ou ela será engolido/a pela sua complexa maquinaria e pelos seus processos pesados.

A atenção mundial tem-se centrado em analisar os pontos fortes e as qualificações dos três candidatos, particularmente as suas credenciais económicas e financeiras. Mas o verdadeiro desafio está em dar ao Banco Mundial, o rumo que reflecte o mundo, tal como ele é, e recalibre as suas ferramentas em conformidade. Inevitavelmente, a nova rota depende, em parte, em reconhecer que a economia e as finanças, enquanto elementos integrantes de todas as áreas de actividades do Banco, já não são os principais condutores da instituição.

Os instrumentos tradicionais do Banco Mundial foram (e ainda são) os empréstimos com juros baixos, os créditos sem juros e as concessões. Mas a filosofia central do Banco apoiou-se nos empréstimos, com juros, aos países de rendimento médio e canalizou os fundos subsequentes para os países mais pobres, elegíveis para apoio. Hoje, devido à condicionalidade dos seus empréstimos, o Banco está a perder competitividade face à pletora de intervenientes, públicos e privados, que exercem pressão no cenário do desenvolvimento. Enquanto isso, o Banco está a emergir como uma fonte vital – de facto, indispensável – de conhecimentos especializados e de assistência técnica, bem como um fornecedor de bens públicos mundiais.

Com base nestes pontos fortes, o Banco deve estar disposto a compreender as realidades dos países que são seus clientes, em vez do seu pontificado, e equilibrar o seu trabalho baseado no país com as suas funções mundiais. Enquanto os empréstimos são progressivamente desbastados e reservados apenas para os países mais pobres, o Banco deve adoptar a magra estrutura radial de uma consultoria estratégica ou de um “banco de conhecimento”. A organização deve reformular a sua missão, afastando-se da ideia de ser o “Banco Ocidental”, o “Banco dos BRIC”, ou, nesse caso, de nem sequer ser um banco.

O que é inequívoco, nos dias de hoje, é a crescente intolerância à má governação e corrupção - uma rejeição coletiva evidente em países tão diversos como a Birmânia, o Congo, a Rússia e a Bolívia, já para não mencionar os países árabes desde a Síria até Marrocos. Ao mesmo tempo, a maior ameaça para a ordem internacional vem do fracasso, da falência, do pós-conflito e dos estados devassados pelos conflitos.

Nas duas últimas décadas, como parte do exame de consciência despoletado pelo colapso do comunismo, o Banco Mundial tem vindo a procurar tornar os esforços na governação e na anti-corrupção parte integrante do seu trabalho, no crescimento económico e na redução da pobreza no mundo em desenvolvimento. Mas, para além da retórica eloquente, estas mudanças têm sido graduais e têm sido sobrepostas nas operações do Banco,em vez de se tornarem parte do seu DNA organizacional.

O Banco tem estado muito focado em si mesmo, e na sua reputação, e não tem estado focado o suficiente nos países que aconselha e nos quais opera, enquanto o fortalecimento institucional tem sido considerado ser inserido na agenda do crescimento. Como consequência, o direito, que constitui a base do fortalecimento institucional, tem sido considerado como não mais do que uma caixa de ferramentas. Os direitos de propriedade, a execução de contratos, as condições empresariais e os produtos e os mercados de trabalho livres e competitivos foram proclamados para fazerem parte do quadro económico – um equívoco recentemente reiterado pelo ex-economista do Banco Mundial e actual especialista em desenvolvimento William Easterly.

Além disso, a interpretação tradicional de Estatutos do Banco impôs uma enunciada “neutralidade” que se traduziu numa prontidão para ignorar a natureza dos regimes dos países, seus clientes, e da sua falta de responsabilidade popular. Ironicamente, o mesmo Banco Mundial cujo ex-presidente, Robert McNamara, transformou há quase cinco décadas, na altura da descolonização, num instrumento chave na luta contra o comunismo, hoje vê o tão chamado “Consenso de Pequim”, pelo qual o Partido Comunista Chinês mantém uma mão de ferro no país, como um modelo de desenvolvimento viável.Neste contexto, um “banco de conhecimento” deve abordar três desafios. Deve reforçar o apoio ao sector privado e dar prioridade às infra-estruturas, em sentido lato, de acordo com a sua importância para a iniciativa individual. Deve também fortalecer o seu know-how na criação de capacidades, particularmente capacidades administrativas, com ênfase nos seus aspectos jurídico-institucionais. Finalmente, deve colocar programas de combate à corrupção e de boa governação no centro da sua missão.

A comunidade internacional não pode suportar um Banco Mundial que, ao estar ancorado no mundo do passado, perde a sua relevância. Nenhuma outra instituição pode executar o formidável potencial do Banco, como um centro de conhecimento e um coordenador de políticas de desenvolvimento. O mandato do/a próximo/a presidente do Banco será crucial para fazer, ou desfazer, uma instituição que o mundo precisa desesperadamente no próximo século.



Ex-ministra dos Negócios Estrangeiros de Espanha e antiga Vice-Presidente do Banco Mundial


IN "PÚBLICO"
12/04/12


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 O que



o PSD, PS e CDS


fizeram aos 


produtos portugueses







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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Anonymous entre as 100 personalidades
. de 2012 da lista da revista Time

O grupo de piratas informáticos Anonymous, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, e a cantora pop britânica Adele figuram na lista das 100 personalidades mais influentes de 2012 divulgada, esta quarta-feira, pela revista norte-americana Time.

Três brasileiros constam este ano da lista: a presidente da República Dilma Rousseff, a presidente-executiva da Petrobás Maria das Graças Silva Foster e o bilionário Eike Batista.

Este ano, a lista da Time, composta por artistas, empresários, políticos e outras individualidades de renome, integra um número recorde de 54 personalidades não norte-americanas, sublinhou a revista.

Entre estas personalidades está a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde.

"A natureza da influência mudou. Na época do Twitter [rede social], ela nunca foi tão fácil ou efémera", explicou a Time.

"É por isso que tentámos escolher pessoas cuja influência é durável e, com poucas exceções, louvável", reforçou o título.

Do mundo político destaca-se a presença do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, do primeiro-ministro italiano, Mario Monti, da chanceler alemã Angela Merkel, do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, ou do chefe do Governo israelita, Benjamin Netanyahu.

No universo desportivo, a revista elegeu o basquetebolista (da NBA) norte-americano originário de Taiwan Jeremy Lin, o futebolista argentino Lionel Messi e o tenista sérvio Novak Djokovic.

Entre os artistas, a Time também considerou a cantora pop Rihanna e a atriz norte-americana Viola Davis, nomeada este ano para o Óscar de melhor interpretação feminina, como figuras influentes em 2012.

Sharmeen Obaid-Chinoy, a realizadora paquistanesa que ganhou o Óscar para melhor documentário com um filme sobre os ataques com ácido contra mulheres, e a ativista egípcia Samira Ibrahim, que denunciou a realização de "testes de virgindade" impostos a manifestantes detidas, são outros dois nomes da lista.

A estilista britânica Sarah Burton, que idealizou o vestido de noiva da duquesa de Cambridge Kate Middleton, também figura na lista.

A própria Kate Middleton, mulher do príncipe herdeiro William, e a sua irmã, Pippa, foram igualmente destacadas pela revista norte-americana.

Esta lista anual, que não se assume como um 'ranking', é criada com base nas recomendações dos correspondentes da revista, durante um processo que dura vários meses.


* Quem diz que ser pirata não é fixe?


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I-HISTÓRIA DA CIÊNCIA



4 - O QUE HÁ LÁ FORA?




UMA MAGNÍFICA E IMPERDÍVEL  SÉRIE DA BBC


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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Estudo quer conhecer relações entre empresas e políticos

Decorre durante o mês de Abril o inquérito a 100 empresários e a 50 políticos sobre as relações entre poder político e empresarial. Os resultados serão apresentados na Cimeira Ibero-Americana. O inquérito está a ser realizado em Portugal pela Imago-Llorente  & Cuenca.

A influência das empresas na definição de políticas económicas dos governos, ou a colaboração dos executivos na actividade empresarial são temas abordados num inquérito que tenta perceber a relação entre política e mundo empresaria. Ou ainda em que medida a política diplomática do Governo contribui para a actividade da empresa no exterior. Pede-se também a opinião sobre a medida mais urgente que deveria ser tomada pelo Governo e as características de um bom líder político. Algumas destas questões colocadas a empresários são também endereçadas aos políticos.

São catorze perguntas colocadas a empresários da Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Espanha, México, Panamá, Peru, República Dominicana. E a 100 empresários portugueses, num inquérito que está a ser realizado, durante o mês de Abril, nestes países e que pretende conhecer as relações entre empresários e políticos.

Em Portugal, o inquérito está a ser conduzido pela Imago-Llorente & Cuenca. O tratamento dos resultados e relatório final será elaborado por Alfredo Arceo, professor da Faculdade de Ciências de Informação, da Universidade Complutense de Madrid.

Os resultados serão apresentados na Cimeira Ibero-Americana que se realiza em Junho, em Cádiz, lê-se no comunicado da Imago-Llorente & Cuenca.

No inquérito aos políticos, que em Portugal será dirigido a 50 pessoas, são feitas igualmente 14 questões, mas de sentido contrário, perguntando-se, por exemplo, o empresário que considera de maior valor, assim como as características que devem os empresários deter.

Este é um estudo que já foi feito em anos anterior. Em Junho de 2011 foi apresentado o inquérito realizado a 1800 personalidades e que contou, pela primeira vez, com Portugal. Nos resultados gerais, 25% dos empresários consultados dizem que o contacto com o Governo é suficiente, 24% frequente e 11% constante. E não se sentem influenciados pelas políticas governamentais que não geram confiança suficiente nas empresas. As medidas laorais, fiscais e sociais são as mais urgentes, no entender dos empresários consultados.

No inquérito do ano passado, Barack Obama e Angela Merkel são os políticos internacionais mais valorizados e Lula da Silva foi, no ano passado, o político latino-americano mais referido. Nos empresários, os internacionais mais valorizados foram Bill Gates e Steve Jobs e Carlos Slim, nos latinos.


* É um estudo interessante para dar a ganhar mais uns milhares de euros a alguns "estudiosos". Claro que empresários e políticos vão omitir a verdade das verdades nas suas relações, que é a do conluio perfeito, chegando ao requinte de criação de legislação conveniente para determinado grupo económico, empregos topo de gama para políticos e familiares, sacos azuis, etc., etc., etc..


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GENIAZINHA




Ellis, 7 anos

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HOJE NO
"DESTAK"

O dia em que se celebra 
os monumentos e os sítios

Entradas grátis, visitas guiadas e exposições marcam o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Muitas são as ideias para não deixar passar a efeméride. Veja as nossas! A Fortaleza Nossa Senhora da Luz em Cascais, e as Ruínas Romanas do Sítio Arqueológico de Tróia são dois dos palcos destas celebrações.

Hoje, o dia é aberto, com entrada gratuita no sítio arqueológico de Tróia. Pelo segundo ano, as Ruínas Romanas abrem as portas para uma visita livre das 10h às 13h e das 15h às 17h30. Ás 15h, está marcada a visita temática A Singularidade do Sítio Arqueológico de Tróia.

Também o Aqueduto das Águas Livres e a Fábrica da Pólvora de Barcarena abrem as portas para visitas temáticas, hoje, das 10h às 17h30. Os dois espaços da Rede Portuguesa de Museus têm o objectivo de dinamizar estes lugares histórico-culturais. Além da visita, a Fábrica da Pólvora de Barcarena e o Museu da Pólvora Negra oferecem uma visita à exposição Fio da Memória – Operários da Fábrica da Pólvora, hoje, às 10h e amanhã, às 14h30.
Com o lema Do Património Mundial ao Património Local: Proteger e Gerir a Mudança, o Museu da Cidade organiza hoje um percurso pedestre ao longo do traçado da Cerca Velha, das 10h às 14h30. À mesma hora, decorre também Registos de Santos em Azulejo – Um Percurso em Alfama. Também o Museu do Teatro Romano tem visitas orientadas de entrada livre, hoje, às 14h30.

Sintra também não fica indiferente ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Estão marcadas para hoje visitas técnicas guiadas ao Palácio da Pena (às 10h), ao Castelo dos Mouros (às 12h), ao Palácio de Monserrate (às 15h), e ao Chalet da Condessa d’Edla (às 16h30).

No âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Câmara de Cascais e a Universidade Lusíada promoveram hoje às 10h, no Centro Cultural de Cascais, o seminário Do Património Mundial ao Património. Do programa que decorre até dia 21, destacam-se ainda as visitas à Fortaleza de Nossa Senhora da Luz.


* Aproveitemos os nosssos monumentos e sítios antes que o governo os venda...


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AUTO-COLANTE PARA SENIORES






Acredito em ter sexo no primeiro encontro, na minha idade talvez não haja um segundo

 N
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PEIXE EM LISBOA



 PÁTIO DA GALÉ-TERREIRO DO PAÇO - LISBOA



DIAS E HORÁRIO DO EVENTO


12 Abril / 18:00-24:00
13 - 21 Abril / 12:00-24:00
22 Abril / 12:00-16:00

Os melhores chefes de Lisboa querem cozinhar para si… 
Prove a emoção e criatividade sem par 
de 10 grandes restaurantes!


OS CHEFES

ANDONI LUIS ADURIZ  ** Michelin
Mugaritz / San Sebastian  Espanha

Chefe de cozinha do Mugaritz, restaurante espanhol de San Sebastian, considerado o quinto melhor do mundo pela conceituado revista "Restaurant", em 2010.




ÁNGEL LÉON   * Michelin
Aponiente / Cadiz   Espanha

Chefe de cozinha do restaurante Aponiente, em Puerto de Santa María, Cádiz, Espanha.








AUGUSTO GEMELLI
Gemelli / Lisboa   Portugal

Chefe, sofre influências de vários países e culturas e as suas propostas são o espelho dessa diversidade. No início da década de 90, o seu percurso levou-o de Milão a Londres, depois em Buenos Aires, Porto Rico e Nova Deli. Após uma nova incursão por Itália, Augusto Gemelli chega finalmente a Portugal em 1996. Até 1998, esteve à frente da cozinha do Spazio Evasione, em Lisboa. Depois, fez várias consultorias, entre elas no Massima Culpa. Atualmente é proprietário e chefe do restaurante “Gemelli" em Lisboa.



CARLOS MARTINS
Hotel Aviz / Lisboa  Portugal












FELIPE BRONZE
Oro / Rio de Janeiro  Brasil

Com 34 anos, Felipe Bronze tem trilhado um trajeto importante no panorama da gastronomia brasileira, sendo um dos nomes mais apreciados da nova geração e tendo já conquistado prémios e distinções por parte de guias e outras publicações naquele país, além do reconhecimento generalizado da crítica. Atualmente é chefe do conceituado restaurante Oro, do Rio de Janeiro.


HANS NEUNER   ** Michelin
The Ocean / Algarve   Portugal

O chefe austríaco tem uma capacidade de trabalho invulgar, conseguindo aliar rigor e paixão nas criações gastronómicas que assina. Foi muito graças ao seu exemplar trabalho que o restaurante The Ocean, no Vila Vita Parc, no Algarve, recebeu recentemente a segunda estrela Michelin, tendo já sido distinguido, pela revista WINE – A Essência do Vinho, “Restaurante Gastronómico do Ano em 2009” e o próprio Hans como “Chefe de Cozinha do Ano 2011”.



JACQUES LE DIVELLEC  * Michelin
Le Divellec / Paris  França

Chefe de cozinha do restaurante Le Divellec, um dos mais conceituados de Paris no que concerne à gastronomia à base de peixe e produtos mediterrânicos.





JOSÉ AVILLEZ
Cantinho do Avillez e Belcanto / Lisboa   Portugal

Um dos mais talentosos chefe de cozinha da nova geração. No Chiado assume o desafio de devolver protagonismo ao clássico Belcanto, apresentando ainda em Lisboa um conceito mais descontraído, no Cantinho do Avillez. Já representou Portugal em vários certames internacionais, tendo no currículo passagens pelo Tavares, Fortaleza do Guincho, hotel Bristol (Paris), também conta um estágio no El Bulli. “Personalidade do Ano na Gastronomia em 2009” pela revista WINE – A Essência do Vinho.


LEONEL PEREIRA
Panorama, Hotel Sheraton / Lisboa  Portugal

Começou no hotel Nikko (Paris) e no hotel Cipriani (Veneza). Seguiram-se o Atlântis Vilamoura, hotel Quinta do Lago, hotel Alexandra Palace (Suiça), hotel Pestana Carlton Alvor e hotéis Pestana Brasil (Rio Atlântica, Angra, Natal, Bahia, São Paulo e Curritiba). Foi chefe executivo e F&B Manager do Grupo Pestana Pousadas e consultor dos Hotéis Pestana Brasil. É chefe executivo do Panorama, no Sheraton Lisboa, já considerado “Restaurante Gastronómico do Ano 2010” pela WINE-A Essência do Vinho.


LUCA COLLAMI  * Michelin
Baldin / Génova   Itália









NUNO BERGONSE E DIOGO NORONHA
Pedro e o Lobo / Lisboa   Portugal











RICARDO COSTA  * Michelin
The Yeatman / Vila Nova de Gaia  Portugal

Conquistou para o restaurante The Yeatman, em V.N. de Gaia, a primeira estrela Michelin. As suas criações são arrojadas, mas o respeito pelos produtos portugueses é uma constante, numa cozinha cheia de sabor e vivacidade. Ganhou notoriedade ao recuperar a estrela do famoso guia vermelho para o Largo do Paço, restaurante da Casa da Calçada, em Amarante, tendo já sido eleito “Chefe de Cozinha do Ano 2009” pela revista WINE-A Essência do Vinho.


VITOR SOBRAL
Tasca da Esquina e Cervejaria da Esquina / Lisboa  Portugal

Nasceu em 1967 entre os sabores rústicos alentejanos, o que marcou o seu gosto pela gastronomia. Acérrimo defensor da gastronomia portuguesa soma distinções várias, sendo uma das mais recentes a de “Personalidade do Ano na Gastronomia 2010”, pela revista WINE-A Essência do Vinho. O presente de um vasto currículo passa agora pela Tasca da Esquina (Lisboa e São Paulo) e Cervejaria da Esquina (Lisboa), resgatando bem sucedidos e tradicionais conceitos da restauração portuguesa.

RESTAURANTES

100 MANEIRAS
Ljubomir Stanisic / Lisboa
A cozinha de Ljubomir Stanisic, um dos chefes mais criativos e sólidos a trabalhar no nosso país.

MENU
Cachorro quente do mar com pão de algas e maionese de ouriço
Pita da punheta (de bacalhau)


BOCCA

Alexandre Silva, Lisboa
Cozinha contemporânea trabalhada por Alexandre Silva, num ambiente sofisticado e cosmopolita.

MENU
5.00€

Filete de Cavala Fumado num sumo de Maçã Verde e Pickles Suaves de Vegetais
Salmão Marinado com Pimenta Rosa com Crème frio de Rucula e Chufas Torradas
Xerém de Berbigão e Tomate
Aveludado de Raiz de Aipo Com Algas Wakame e Vieira Salteada
Leite Creme de Alfazema
Anatomia de Uma Rabanada

8.00€

Naco de Atum Salteado com Salicornia e Canja de Pato e Soja
Peixe do dia a 52ºC com Gnochis Explosivos de Batata e Queijo da Ilha de São Jorge
Filete de Peixe Galo no Forno com Estufado de Lentilhas e Funcho
Línguas de Bacalhau, Molho de Batata com Ovo a baixa temperatura


ELEVEN

Joachim Koerper / Lisboa
Um dos mais prestigiados chefes a trabalhar em Portugal mostra receitas com os nossos peixes.

MENU
5.00€

Creme de ervilhas aromatizado com hortelã e tártato de dourada
Bolo de cenoura com gelado de gengibre
Carpaccio de tamboril com citrinos, seu vinagrete e mesclum de rebentos (5€)
Terrina de camarão com “aqua de mar” e vinagrete de wasabi (5€)
Pannacota de morango com gelado de vinagre balsâmico (5€)

8.00€

Demi Cuit de atum panado em sementes de sésamo com chutney de abacaxi
Peixe galo branco com salteado de feijão verde, compota de tomate e caviar avruga (8€)
Cantaril da nossa costa com polenta de caldo verde e emulsão de chouriço (8€)
Bacalhau a baixa temperatura com puré de beterraba e gengibre, molho de cebola assada (8€)
Filite de cavala aromatizada com tomilho-limão, salada de pimentos e emulsão de pepino (8€)


G-SPOT

João Sá e André Simões, Sintra
A dupla João Sá e André Simões elabora uma cozinha de mercado, imaginativa e cheia de criatividade.

MENU
O nosso risotas negro de lima com Veja ao vapor
Alfonsinho marinado com puré de limão e pickle de espargo


JOSÉ AVILLEZ
José Avillez / Lisboa

Nome incontornável de uma nova geração de chefes de cozinha portuguesa, brilhou no histórico Tavares e conta estágios por cozinhas de renome, como a do El Bulli. Criatividade e emoção lado a lado.

MENU
5.00€

Vieiras marinadas com abacate
Creme frio de santola
Atum em conserva caseira
“Brioche” de sapateira
Avelã 3
Bolo de chocolate com gelado de morango

8.00€

Caldeireta de peixes com hortelã da ribeira
Bacalhau à Brás com azeitonas explosivas
Lombinho de bacalhau com ratatouille
Vieiras salteadas com sabores de outros lugares
Atum braseado com legumes e azeitonas
Empada de camarão e legumes com molho tailandês


PEIXARIA DA ESQUINA
Vitor Sobral, Lisboa

Os peixes portugueses trabalhados por Vitor Sobral, com fôlego renovado e comprovado em Lisboa e São Paulo.

MENU
5.00€

Carpaccio de bacalhau
Carpaccio de atum
Tártaro de atum
Hamburger de peixe branco
Bife de atum

8.00€

Prego de atum
Hamburger de bacalhau
Hamburger de peixe branco
Bife de atum


RIBAMAR

Hélder Chagas / Sesimbra
O inigualável mar de Sesimbra interpretado por um grande conhecedor.

MENU
Tamboril com molho de lavagante
Sopa Rica de peixes e mariscos
Filetes de cavala com molho de mostarda


SPAZIO BUONDI – NOBRE
Justa Nobre / Lisboa

Uma cozinheira consagrada que nos surpreende sempre com a criatividade.

MENU
5.00€

Sopa de Santola
Tosta de Sapateira com Salada Verde
Rebuçado de Marisco com Salada Verde
Sopa Dourada
Arroz Doce

8.00€

Camarões com Molho de Caril e Favinhas de Coentrada
Puntilhitas al Ajjilo com Camarões e MIgas de Tomate
Lombo de Garoupa com Alho e Laranja com Puré de Coentros
Tranche de Garoupa em Crôsta de Ervas e Milhos de Berbigão
Folhado do Mar com Salada de Tomate Cereja
Rolinhos de Linguado com Camarão e Molho de Baunilha
Filetes de Salmonete com Jardineira de Marisco
Medalhões de Tamboril com Molho de Tomate e Cuscos de Camarão
Tranche de Cherne dos Açores com Puré de Ervilhas
Mil Folhas de Bacalhau e Esmagado de Batata Doce


TASCA DO JOEL
Joel / Peniche

Cozinha apurada nos sabores dos melhores produtos frescos, dentro de conceitos tradicionais.

MENU
Sequinho de cherne a moda de Peniche
Bacalhau no forno em azeite aromatizado com Miso
Raia Confitada em azeite aromatizada com gengibre
Búzios gratinados
Raia á fragateira
Bacalhau recheado com sapateira


UMAI

Paulo Morais / Lisboa

O primeiro “sushi man” português, apresenta sabores trabalhados com o respeito pelo produto e a melhor tradição oriental.

MENU

Os “Must”

Sushi
Sashimi
House maki – rolo especial com cobertura de peixe

Os Clássicos

Vieiras com espuma de caril
Bacalhau fresco assado com molho miso
Laksa lemak, massa com marisco

As novidades

Goesazinha, homenagem à francesinha
Momos negros, recheados com mexilhão
Salada de glass noodle



BILHETEIRA

Entrada 1 dia  15 €

Com direito a:
_ 1 degustação de 5€
_ 1 bebida de 1,5€
_ 1 copo para prova

De 2.ª - 6.ª feira, 12h00 - 15h00, uma entrada de um dia dá direito a:

_ 2 degustações de 5€ cada
_ 2 bebidas de 1,5€ cada
_ 1 copo para prova.

A entrada inclui ainda a possibilidade de inscrição gratuita nas atividades paralelas, sujeitas aos lugares disponíveis e à exeção das harmonizações que têm um custo acrescido.


Entrada Grupo (5 pessoas / 1 dia)  60€

Com direito a:
_ 5 degustações de 5€ cada
_ 5 bebidas de 1,5€ cada
_ 5 copos para prova.

De 2.ª - 6.ª feira, 12h00 - 15h00, uma entrada de Grupo dá direito a:

_ 10 degustações de 5€ cada
_ 10 bebidas de 1,5€ cada
_ 5 copos para prova.

A entrada inclui a possibilidade de inscrição gratuita nas atividades paralelas, sujeitas aos lugares disponíveis e à exeção das harmonizações que têm um custo acrescido.


NR: Os certames dos anos anteriores revelaram-se de excepcional qualidade, os olhos também comem, os chefes e os restaurantes do painel prevêm uma excepcional festa da comida. Não é barato lá ir mas é muito bom.

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HOJE NO
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Portugueses tristes, desanimados, stressados... e esquecidos?
Psicólogos fazem o retrato da nação em tempo de crise: as soluções também estão no passado

Décia tem 36 anos e vive em Rabo de Peixe, uma das freguesias mais pobres do país. Teve um AVC, um irmão morreu com cancro, os filhos estão com problemas na escola. A psicóloga e professora da Universidade Técnica de Lisboa Helena Marujo, mentora da psicologia positiva, vai buscar o exemplo porque mostra uma “estratégia genial” para lidar com dificuldades constantes e incontornáveis, o prato do momento. Quando está em baixo, Décia pára o que está a fazer. À sua esquerda imagina uma caixa onde fecha todos os problemas. À direita, uma caixa de imaginação, com a vida de que gostaria e merece ter. Depois fecha o sonho e vira-se para a caixa do lado esquerdo: “Ganhou forças e deixa sair um problema de cada vez.”

Em vésperas do primeiro congresso da Ordem dos Psicólogos, sete psicólogos traçaram ao i o diagnóstico dos portugueses nesta crise e avançam soluções.

Como estamos? Desanimados, com pouca esperança no futuro, vulneráveis a pressões que levam a um stresse crescente nem sempre valorizado. Temos dificuldade na escolha de prioridades. Entramos em espirais viciosas de queixas, deixamo-nos dominar pelas más notícias. Somos pouco pró-activos, acusamos os políticos e não assumimos a nossa parte da culpa. E esquecemos que esta crise não é a primeira que vencemos.

“Falta esperança, algum optimismo e a confiança de uma perspectiva histórica”, aponta Helena Marujo, que tem estudado a felicidade e o bem-estar em contextos de privação. “Pessoas em lugares como Rabo de Peixe têm-nos ensinado onde ir buscar forças. Dizem-nos que não perdem o optimismo, ajudam os outros, partilham o pouco que têm, investem no sentido de humor, têm uma grande atenção à família e às relações interpessoais”, diz a investigadora, que vê a crise acordar muitas pessoas – mesmo as mais desafogadas – para o essencial. “Já tivemos fascismo, emigração profunda, uma guerra colonial, e conseguimos entrar numa democracia mais ou menos bem-sucedida e encontrar equilíbrios e políticas sociais de que nos orgulhamos.”

Para Anabela Vitorino, professora e coordenadora do gabinete de apoio psicológico da Escola Superior de Desporto de Rio Maior do Instituto Politécnico de Santarém, a instabilidade, a tristeza e o desânimo são indicadores visíveis, com impactos que é preciso saber gerir com instrumentos da psicologia. Só na sua escola, a maioria por dificuldades financeiras, 12 alunos anularam as matrículas desde o início do ano. “A grande dúvida que me apresentam é para quê este esforço na formação, de que vai valer, se terão de emigrar. Falam na quebra de expectativas, de virem a ser caixas de supermercado.”

Definir Prioridades Os resultados, que em muitos casos passam por trabalhar o amor-próprio, vão sendo conseguidos, com alguns alunos a optarem por só fazerem exames, em vez de avaliação contínua, e a contribuírem para o orçamento familiar com part-times ou trabalhos sazonais: “Enfrentar a crise passa por definir muito bem prioridades e os portugueses por regra não o fazem.”

Sara Bahia, especialista em psicologia da educação da Universidade de Lisboa, também nota o aumento do abandono académico. Mas, se por um lado diagnostica um sentimento generalizado de insatisfação com a vida, a resignação e a inactividade são constantes. “As pessoas queixam-se muito, mas não sei se já interiorizaram a crise e o que ela implica. Se o tivessem feito, seriam mais pró-activas.”

Na saúde em contexto laboral, João Paulo Pereira, psicólogo clínico e professor do Instituto Superior da Maia, fala de um cenário preocupante, pelo agravamento das pressões negativas, mas ao mesmo tempo de uma oportunidade de mudança permanente que será um trunfo para todos, empregados e empregadores: organizações mais centradas nas pessoas. “Uma estratégia de gestão virada para as pessoas é a grande arma para manter a motivação, o envolvimento e a saúde mental dos trabalhadores.”
Liderança José Afonso Oliveira, presidente da ICF Portugal Associação de Coaching (International Coach Federation), é outro apologista desta mudança de paradigma como forma de combater o pessimismo instalado. “Levar as pessoas a envolverem--se mais, a sentirem-se protagonistas da vida das empresas, não custa muito dinheiro. A liderança não se aprende só nos livros, mas na postura que se tem perante a vida e na relação com os outros.” Afonso Oliveira diz que assumir este protagonismo será crucial para vencer a crise e proteger a cabeça: “Se cairmos no choro sistemático sobre o leite derramado não construímos nada, quando muito temos pena de nós próprios e fazemos com que os outros tenham pena de nós. Isso não nos devolve nem os recursos, nem a riqueza, nem o valor que precisamos de reencontrar.” E uma chave para isso, diz o coach, seria mais civismo: “Sejamos exigentes com os políticos, mas cada um de nós tem poder. Se eu não estacionar em cima do passeio provavelmente evito que as câmaras gastem balúrdios a proteger-nos da nossa falta de civismo. A ideia de que temos nas mãos o nosso destino é uma ideia que os nossos antepassados tinham. Perdemo-la não sei porquê e é preciso recuperá-la como orientação básica da nossa vida.”

Carlos Anunciação, psicólogo clínico, acredita que o fundamental é também aprender a lidar com o stresse, parte do mecanismo básico de luta ou fuga em que muitas vezes optamos pela segunda via, evitar e negar os problemas: “Em 2020 a Organização Mundial do Trabalho estima que o stresse seja a principal causa laboral de doença. Temos de interiorizar que as estratégias de resolução dos problemas estão menos vezes associadas a depressão e ansiedade e é preciso que sejam ensinadas e treinadas.”

Francisco de Soure, psicólogo clínico da Oficina da Psicologia, assume que não tem notado a tendência mais falada: na prática do consultório não se sente o aumento dos quadros de depressão e acredita que os portugueses estão historicamente habituados a fazer frente às adversidades, até com melhores resultados do que quando o país está melhor, mesmo que para alguns o cenário de desemprego e instabilidade pareça assustador. Mesmo para esses, a perspectiva do passado poderia ser um trunfo. “Quando o nosso país, no século xv, estava numa situação difícil do ponto de vista económico, ultrapassámos o cabo das Tormentas, porque nos organizámos enquanto povo. Diria que é o equivalente ao que pensamos nos cenários de recessão que vão sendo sucessivamente apontados. A incerteza em relação ao futuro tendencialmente vai ser olhada como cenário catastrófico, mas se assim quisermos poderemos vê-lo como oportunidade de superação.”



* É a exaltação do efémero...


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