quarta-feira, 11 de abril de 2012

UMA (des) GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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ACORDO LABORAL







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A Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras – foi fundada em Abril de 2002, com o objectivo de apoiar doentes, famílias e todos os que convivem de perto com as Doenças Raras.

Pretendemos ser uma associação com elevado reconhecimento nacional e internacional no que às Doenças Raras diz respeito e para isso empenhamo-nos em participar em diversos projectos, quer de âmbito nacional, quer internacional.

Uma das razões da nossa existência é a divulgação das Doenças Raras. Para isso:

 Incentivamos a reflexão e o debate sobre as necessidades dos portadores de doenças raras e suas famílias;

 Sensibilizamos a comunidade para a realidade das doenças raras;

 Alertamos a Comunicação Social para a importância da divulgação da informação sobre as doenças raras, bem como a importância das organizações que as representam;

 Demonstramos à sociedade a importância do movimento associativo no apoio e acompanhamento dos portadores de doenças raras e das suas famílias.

O apoio aos doentes e às respectivas famílias é outra dos nossos pilares de actuação. Por isso mesmo, continuamos a prestar o melhor apoio possível aos nossos associados e aos cidadãos em geral, na temática da (in)formação, tendo em conta os seguintes objectivos:

 Promover a igualdade de direitos dos portadores de doenças raras e suas famílias;

 Melhorar a divulgação de meios e recursos, que permitem aos portadores de doenças raras a escolha, digna, do seu modo de vida com interacção no seu meio social e cultural;

 Melhorar a coordenação entre técnicos, instituições nacionais das áreas de medicina, ensino, reabilitação e o sector associativo.

A todos os nossos doentes raros e respectivas famílias, um grande bem hajam!

Como apoiar

O maior projecto da Raríssimas é, neste momento, a conclusão da Casa dos Marcos, uma obra de grande envergadura que necessita do apoio de todos para que esteja brevemente ao serviço da comunidade.

Caso queira contribuir para esta obra solidária, por favor faça o seu donativo para o NIB:
Conta BPI nº 0010 0000 3796 8970 0018 0

IBAN : PT50 0010 0000 3796 8970 0018 0
SWIFT/BIC
BBPIPTPL

Para além do projecto megalómano da Casa dos Marcos, a Raríssimas, encontra-se a desenvolver neste momento mais dois projectos de suma importância.

O Centro Multidisciplinar, em Lisboa, é um projecto de apoio aos doentes raros e que necessita, para já, de obras que permitam o funcionamento em pleno desta unidade. O Centro Multidisciplinar procura não só apoios a nível de construção, como também de materiais que possibilitam uma completa integração do utente. Caso queira participar deste projecto, poderá fazer o seu donativo para:

0010 0000 4235 5060 0017 6 - Banco BPI

Para mais informações ligue 21 362 31 91

Linha Rara é o nome de um serviço de utilidade pública que visa promover o esclarecimento e encaminhamento de todos os utentes com dúvidas e problemas relacionados com as doenças Raras. Para que este serviço funcione na perfeição é necessário, além dos profissionais que colaboram voluntariamente, toda uma estrutura de telecomunicaçõ,es que possibilite o funcionamento em pleno deste serviço. Para fazer o seu donativo para este projecto :

0010 0000 4235 5110 0013 8 - Banco BPI

PORQUE ESPERA??? 

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O K E FEITO DOS HOMENS?




O dia-a-dia de um jovem com uma peculiar dependência: o telemóvel. Para seu espanto, o telemóvel resolve ser autónomo e foge dele. O jovem decide procurar o seu ex-telemóvel, mas este encontra uma parceira do seu género e opta ficar com ela. 
Musica: Noz (loop), Nelson Costa e Zé Miguel. Actor: Zé Miguel. 


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HOJE NO
"i"

OCDE
Entrada da troika deu estocada fatal
 na actividade económica

Entrada do FMI na Grécia e Irlanda teve 
menor impacto nos indicadores da OCDE
 desses países que o registo português

Entre Abril de 2011 e Fevereiro deste ano, as perspectivas para a actividade económica em Portugal caíram a pique, com uma redução superior a quatro pontos nos indicadores da Organização para a Cooperação e De- senvolvimento Económico (OCDE) que prevêem tendências económicas. A queda foi maior que a registada por irlandeses e gregos nos primeiros meses após a chegada do FMI.

Estes indicadores compósitos utilizados pela OCDE procuram identificar a tendência económica de cada país para os próximos quatro a oito meses, partindo do valor 100 como referência. Uma variação crescente mensal acima de 100 aponta para uma tendência de melhoria económica nos próximos meses, ao passo que valores mensais em queda abaixo de 100 apontam para contracção económica.

A OCDE avançou ontem com os resultados do cálculo deste indicador para Fevereiro e, no caso português, houve nova revisão em baixa das perspectivas. Em Janeiro o indicador estava em 97,6 pontos, valor que caiu agora para 97,5.

Já olhando para os dados mensais da OCDE desde Abril de 2011, quando Portugal pediu ajuda internacional, nota-se que esse pedido fez acentuar a queda mensal que as perspectivas portuguesas já arrastavam desde o início de 2011. Assim, e de Abril do ano passado a Fevereiro, as perspectivas portuguesas passaram de 101,6 pontos para 97,5, queda maior que a registada pelos parceiros europeus sob os holofotes da crise da dívida (Itália e Espanha) e também dos países já sob alçada da troika (Grécia e Irlanda) não só no mesmo período, mas também nos meses após os pedidos de ajuda de Atenas e Dublin.

Olhando a evolução mensal dos indicadores da OCDE para a Grécia e a Irlanda, nota-se que no primeiro ano após a chamada do FMI os indicadores para a economia grega baixaram de 99,4 pontos para 98 pontos [Maio de 2010 a Maio de 2011], enquanto na Irlanda baixaram de 100,5 pontos para 100,3 pontos [Novembro de 2010 a Novembro de 2011].

Ainda olhando para a evolução deste indicador para Portugal e a função de prever os próximos quatro a oito meses de actividade económica, nota-se que em Agosto de 2011 a OCDE apontava para o início de um clima mais agressivo em Portugal: os números mostravam então que, e pela primeira vez desde o início da crise da dívida, as perspectivas para a economia portuguesa estavam abaixo de 100 pontos. Nos meses seguintes a economia portuguesa deu razão ao indicador e viu a recessão intensificar-se no último trimestre de 2011: o PIB contraiu 2,7% face ao trimestre anterior.

Perspectivas europeias De Janeiro para Fevereiro, o indicador da OCDE aponta para uma subida de 0,1 pontos na Grécia e em Espanha (para 98,2 e 101,2) e uma recuperação pronunciada na Irlanda (de 100,9 para 101,3). Já em Itália a deterioração prossegue – menos 0,1, para 99,4. Quanto à zona euro, apesar de as perspectivas estarem quase iguais às de Janeiro, a OCDE fala em “possível ponto de viragem”. No Japão e nos EUA os indicadores “continuam a mostrar fortes sinais de dinamismo”.


* Eis o resultado da obediênciazinha cega dos polítiquinhos nacionais à troika.

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4.PIRÂMIDES DO EGIPTO


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Das sete maravilhas do mundo antigo, as pirâmides são as únicas sobreviventes. Foram construídas por volta de 2690 a.C. A maior delas foi construída por Quéops, o mais rico dos faraós. As outras grandes pirâmides são as de Quéfren e a de Miquerinos. Miquerinos era filho de Quéops e construiu a mais cara de todas elas.

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HOJE NO
"A BOLA"

 Portugal supera Brasil e Inglaterra

Portugal ascendeu dois lugares no «ranking» da FIFA e ocupa a agora o quinto lugar da classificação mundial de seleções, segundo revelou o organismo que rege o futebol mundial.

A seleção nacional alcançou o feito de superar o Brasil e a Inglaterra, num «ranking» onde a Espanha manteve o primeiro lugar.

De salientar igualmente a subida do Uruguai ao terceiro lugar, algo que acontece pela primeira vez na sua história. A Alemanha ascendeu ao segundo posto.

Ranking:

1. (1) Espanha 1.442 pontos.
2. (3) Alemanha 1.345.
3. (4) Uruguai 1.309.
4. (2) Holanda 1.207.
5. (7) Portugal 1.190.
6. (5) Brasil 1.165.
7. (6) Inglaterra 1.132.
8. (10) Croácia 1.114.
9. (11) Dinamarca 1.069.
10. (8) Argentina 1.066.


*  O futebol é uma felicidade...ora bolas.


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NASCIDOS A BORDO





Um tubarão fêmea foi pescado para dentro dum barco e ao ser aberto o pescador deparou-se com uma situação invulgar, crias de tubarão prontas a nascer que foram prontamente devolvidas ao mar.



Reprodução
A reprodução dos tubarões é realizada por fecundação interna. Os machos reqüentemente são agressivos e alguns tubarões induzem as fêmeas a acasalar-se mordendo-as ou, em espécies menores, agarrando-as com as mandíbulas. A cópula freqüentemente é cíclica, durante curto período, e as fêmeas geralmente têm filhotes apenas em anos alternados . Muitos tubarões depositam seus ovos ou filhotes em áreas especiais para criação ( onde os adultos não se alimentam). Os tubarões produzem filhos da mesma forma que todos os mamíferos, e cada um deles ao nascer no mar, é uma miniatura perfeita de sua mãe. De um modo geral, eles são ovíparos, mas há alguns que se aprofundaram mais ainda no caminho da evolução seguidos pelos mamíferos. São os tubarões vivíparos.

Algumas espécies, principalmente o esqualo e o imenso tubarão baleia são ovíparos, ao passo que as espécies carnívoras produzem filhos vivos. Em conseqüência disso o índice de sobrevivência dos filhotes de tubarões é muito mais alto do que dos outros peixes vertebrados.

Cada filhote de tubarão já nasce predador e completamente formado e eficiente como os pais. Uma particularidade notável sobre o nascimento dos tubarões é que os filhotes devem se virar no canal do ovário antes de nascerem.

Isto é essencial porque a pele deles já está coberta de dentículos duros que chegam a arranhar. Salvo quanto ao seu tamanho, o corpo do tubarão recém nascido assemelha-se em tudo ao do animal adulto. O número e filhotes de cada ninhada é menor que na maioria dos outros peixes. Certas espécies dão nascimento a 60 ou mais crias em uma ninhada, mas na maioria tem muito menos filhotes.


IN: http://vidabiologica.vilabol.uol.com.br/tubarao.htm

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OBRIGADO ALVALADE


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HOJE NO
"PÚBLICO"

Saúde mental
Responsável fala de listas de espera 
de um ano para doentes 
com tentativas de suicídio

Um responsável do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa alertou que os doentes urgentes podem esperar até um ano por uma consulta, mas o director do plano de saúde mental garante que a espera para casos não urgentes é de 40 dias.

O director da equipa A (Loures-Odivelas) do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (CHPL), João Cabral Fernandes, disse que actualmente há listas de espera de três meses, seis meses ou um ano para consultas urgentes, nomeadamente casos de tentativa de suicídio, devido ao aumento da procura e simultaneamente à falta de pessoal.

A Lusa contactou o CHPL para tentar marcar uma consulta urgente – caso de depressão com tentativa de suicídio – e perceber qual o tempo de espera indicado, e o funcionário informou que não seria possível em menos de um mês porque os médicos são poucos e os doentes são muitos.

“Não se pode tratar pessoas com tentativas de suicídio, ataques de pânico ou depressões psicóticas ao fim de um ano. Devem ser atendidas na semana seguinte, mas não há médicos e cada vez há mais pessoas a pedir ajuda”, afirmou João Cabral Fernandes.

A crescente procura explica-a com o aparecimento de mais casos de depressão e ansiedade e com a fuga de doentes do serviço privado para o público, ambos fruto, em grande parte, da crise económica e social que o país atravessa.

“O que vejo no serviço é a experiência da miséria mais horrível do desemprego. Pessoas que não têm tecto, não têm dinheiro para medicamentos, não têm dinheiro para comer. Podemos receitar-lhes antidepressivos, mas isso não resolve o problema delas: os antidepressivos não matam a fome”, afirmou.

Esta ideia é igualmente defendida por Álvaro de Carvalho, director do Plano Nacional para a Saúde Mental, para quem os problemas de depressão, ansiedade e até suicídio muitas vezes não têm que ver com a componente mental, mas social.

“Se não houver simultaneamente políticas sociais que melhorem a situação, não há antidepressivos nem internamentos que resolvam o problema. Não é possível resolver o desemprego ou a fome com antidepressivos”.

No entanto, o médico desconhece a existência de listas de espera com o tempo referido por João Cabral Fernandes, afirmando que a monitorização feita pela Administração Regional de Saúde concluiu que o tempo de espera para consultas não urgentes não excede os 40 dias, pelo que as urgentes terão de ter necessariamente tempos de espera mais curtos.

Embora reconhecendo que há hoje “casos mais dramáticos que os profissionais de saúde mental não têm capacidade de resolver”, Álvaro de Carvalho diz não ter dados objectivos sobre o aumento, ou não, do número de consultas.

“Em princípio poderá haver para casos depressivos e ansiosos”, mas a situação não é de pânico ou pré-pânico, não estando recomendada sequer a adopção de medidas extraordinárias.


“Autópsia psicológica"

A reconstituição dos últimos meses de vida de uma pessoa permitiria perceber se se suicidou e porquê, mas essa metodologia não é usada por razões económicas e Portugal mantém-se no topo dos países com mais mortes por causas indeterminadas.

Para o coordenador do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro de Carvalho, a “autópsia psicológica” é uma investigação fiável para entender as causas de morte de uma pessoa, mas que “não tem sido desenvolvido em Portugal por razões económicas”.

Esta “metodologia científica é a mais segura” e consiste em reconstituir a vida de uma pessoa nos seus últimos meses de vida, para tentar perceber os passos que deu e como é que deu.

Para tal, um conjunto de profissionais, que inclui psiquiatras e psicólogos, tem de falar com familiares, vizinhos da vítima, ir aos últimos sítios que frequentou e tentar traçar o seu perfil psicológico e emocional antes de morrer.

“É como encontrar e abrir a caixa negra de um avião”, diz Álvaro de Carvalho, referindo que este instrumento já é usado em vários outros países, com sucesso.

Contudo mostra-se pouco convicto de que possa vir a ser aplicado em Portugal, devido aos custos que implica, mas não tem dúvidas de que seria um instrumento fundamental para reduzir as mortes por causa indeterminada, um dos objectivos traçados no programa nacional para a saúde mental. “Somos dos países da Europa com maior número de mortes por causa não identificada”, afirmou, defendendo a importância de descobrir os motivos, até para conseguir uma contabilização mais exacta do número de suicídios.

Álvaro de Carvalho tem como objectivo conseguir garantir que os certificados de óbito passem a ter causas de morte credíveis, reduzindo o número de casos desconhecidos.

Até lá, o responsável rejeita fazer associações entre a crise e um possível aumento de suicídios, alegando tratar-se de especulação.

“Todas as contas são inseguras. Não temos indicadores objectivos que nos permitam fazer essa identificação com segurança”, disse.

No entanto, o coordenador do programa lembra que, nos países menos desenvolvidos, a situação de crise inevitavelmente aumenta sempre o alcoolismo e o suicídio.



* João Cabral Fernandes é um médico reputadíssimo e sério, sabe o que está a dizer. O panorama da Saúde mental em Portugal é horrível e o que atenua o horror são os poucos intervenientes directos, médicos, psicólogos, enfermeiros e auxiliares.


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ANTÓNIO MARINHO E PINTO

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O enriquecimento ilícito

O Tribunal Constitucional declarou inconstitucionais várias normas do Decreto da Assembleia da República que criava um novo tipo legal de crime denominado "enriquecimento ilícito". De acordo com o tribunal a nova incriminação viola as normas dos artigos 18.º n.º 2, 29.º n.º 1 e 32.º n.º 2 da Constituição da República Portuguesa.

Sublinhe-se, desde já, que a primeira daquelas normas constitucionais diz, em síntese, que a lei só pode restringir direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos. Ora, o tribunal considerou que se a finalidade da nova incriminação era punir crimes anteriormente praticados e não esclarecidos processualmente, geradores do enriquecimento ilícito, então não havia um bem jurídico claramente definido no novo tipo legal de crime, o que acarretava necessariamente a inconstitucionalidade da norma. Punia-se para proteger um qualquer bem jurídico indefinido, não se podendo fazer um juízo de adequação e proporcionalidade entre o bem jurídico sacrificado com a punição e aquele em nome do qual se punia.

Por outro lado, a nova incriminação não permitia a identificação da ação ou omissão que era proibida, com o que se violava a exigência de determinação típica do artigo 29.º, n.º 1 da Constituição. Com efeito, diz esta norma que ninguém pode ser sentenciado criminalmente senão em virtude de lei anterior que declare punível a ação ou omissão. No caso concreto, a nova lei não fornecia, afinal, a fonte da ilicitude do enriquecimento, ou seja, a ação (roubo, furto, corrupção, tráficos, etc.) ou omissão penalmente ilícitas.

Finalmente, o artigo 32.º, n.º 2 da CRP ao dizer que todo o arguido se presume inocente, exige que uma decisão condenatória em matéria penal assente na demonstração positiva da culpa do arguido, para o que é necessário que o legislador não estabeleça presunções de culpa nas normas penais e não faça decorrer a responsabilidade penal de factos apenas presumidos. No caso concreto, o tribunal considerou que o novo tipo legal de crime permitia que uma vez verificada a incongruência entre o património e o rendimento, tal seria qualificado como enriquecimento ilícito sem se demonstrar a ausência de toda e qualquer causa lícita para o enriquecimento, até porque o elenco de causas lícitas é aberto e potencialmente inesgotável. Dessa forma estar-se-ia a presumir a origem ilícita daquela incongruência e a imputar ao suspeito um crime de enriquecimento ilícito, o que redundaria em manifesta violação do princípio da presunção de inocência.

A decisão do Tribunal Constitucional afasta, assim, Portugal do elenco de países que criminalizaram o enriquecimento ilícito tais como a China, Hong Kong, Macau, Equador, Argentina, Salvador e Chile e aproxima-o da esmagadora maioria dos estados, entre os quais o Canadá, os Estados Unidos, a Finlândia e o Reino Unido os quais se recusaram a criar esse novo tipo de crime, justamente por o mesmo violar o princípio da presunção de inocência. O acórdão do TC cita mesmo a declaração dos EUA sobre a não criminalização do enriquecimento ilícito, segundo a qual isso implicaria "a transferência para o arguido do ónus da prova relativamente ao estabelecimento da natureza legítima da fonte de rendimento em causa. Uma vez que a Constituição dos Estados Unidos prevê a presunção de inocência do arguido, é impossível criminalizar o enriquecimento ilícito".

Aliás, a grande maioria dos estados não admite a criminalização do enriquecimento injustificado, justamente porque têm dificuldades em sustentar essa criminalização face ao princípio da presunção de inocência ou então porque consideram que tal criminalização não é necessária já que têm outros instrumentos mais eficazes de combater a criminalidade económica que pode originar esse enriquecimento (corrupção, tráfico de influências, participação económica, etc.).

É também isso que Portugal, enquanto país moderno e civilizado, tem de fazer. Aperfeiçoar os mecanismos já existentes de combate à criminalidade económica geradora de enriquecimento ilícito e não criar novos tipos de crime que desrespeitam as normas e princípios constitucionais.



IN "JORNAL DE NOTÍCIAS"
09/04/12


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Monumento 
à covardia e passividade dos portugueses










 Projecto do monumento a erigir na Peneda do Gerês, como forma de homenagear a posição dos portugueses perante as medidas de austeridade.

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  MARIA DE LURDES RODRIGUES

EX-MINISTRA DA EDUCAÇÃO 

 

"A Parque Escolar foi uma festa para o País, para os alunos, a engenharia, a arquitectura, o emprego, a economia. Fizemos escolas robustas, aptas para o futuro. Conseguimos crédito com juros de menos de 3% a 30 anos. Deixámos uma dívida boa", disse, na Comissão de Educação e Ciência.


IN "CORREIO DA MANHÃ" - 11/04/12

NR: Mais que uma festa, um autêntico regabofe...que o diga o Tribunal de Contas.

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Especialistas alertam 
para riscos de álcool em jovens

A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) receia um aumento das doenças hepáticas por álcool em pessoas jovens dentro de uma década devido ao consumo "cada vez mais precoce e intenso".

"O consumo cada vez mais precoce é um problema que tem sido um pouco esquecido, tememos que, num futuro próximo, uma década, se venham a notar mais casos do que o habitual de doenças hepáticas graves em pessoas relativamente jovens, na casa dos 30 anos", alertou Armando Carvalho, presidente da APEF.

O especialista manifestou-se preocupado com o consumo de álcool "mais intenso e pesado" entre os adolescentes, que "correm muito mais riscos, e mais precocemente, de virem a ter uma doença hepática grave".

"Antigamente, via-se muito pessoas ainda em idade jovem com problemas hepáticos graves devido ao consumo de álcool, mas nas aldeias. Tememos que agora comecem a surgir em pessoas de outro nível, jovens universitários", referiu à Lusa.

Armando Carvalho defende, por isso, que "seria muito importante que fosse realizada uma forte campanha nacional para prevenir o consumo de álcool entre os jovens".

Numa recente entrevista, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Leal da Costa, admitiu que tem "falhado tudo" para desincentivar os jovens do consumo de álcool e defendeu a realização de uma campanha que envolva a escola, a família e os serviços de saúde.

O presidente da APEF explica que as cirroses (doença grave irreversível do fígado) surgem "dez a 20 anos após o consumo excessivo de álcool e estimativas por baixo (defeito) apontam para que em Portugal uma em cada cinco pessoas consome álcool em níveis que podem ser perigosos para o fígado (a partir de 30 a 40 gramas por dia)".

"Não é preciso haver um aumento do consumo de álcool associado à crise que o país atravessa para que seja um problema em Portugal", considerou o especialista.

Estima-se que em Portugal "dois milhões de pessoas consomem álcool em quantidades perigosas, meio milhão são alcoólicos e, destes, 20 por cento acabarão com uma doença grave do fígado", alertou.

Armando Carvalho aponta "todo um negócio à volta da juventude, da noite, em que o ambiente é propício a consumos elevados de álcool" e adverte que, "se não houver fiscalização adequada, o aumento da idade legal para o consumo, de 16 para 18 anos, pode ter um impacto reduzido".

A cirrose hepática é apontada, sublinha a APEF, como a décima causa de morte em Portugal, sendo causada maioritariamente (70 a 85 por cento dos casos) pelo consumo de álcool.

"Ao contrário do que acontece com a diabetes e a hipertensão, não há um plano nacional de saúde dirigido às doenças do fígado, nem sequer à doença hepática do álcool", critica o especialista.

Outras das doenças em discussão no encontro são as hepatites víricas, a "B" e a "C", esta última para a qual existem dois medicamentos novos que aguardam a entrada no mercado português.

"São dois medicamentos bastante caros, que terão um acréscimo no custo do tratamento bastante significativo, 20 mil a 25 mil euros por doente, mas que aumenta a eficácia do tratamento da Hepatite C de quatro para sete em cada dez doentes", precisou.



* Mas não há ninguém que responsabilize e criminalize os responsáveis educativos destes miúdos, pais e tutores???
A educação e os bons hábitos preventivos  de saúde começam em casa.

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I-HISTÓRIA DA CIÊNCIA



3 - O QUE HÁ LÁ FORA?


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UMA MAGNÍFICA E IMPERDÍVEL  SÉRIE DA BBC


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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"


Tribunais declaram 
30 pessoas falidas por dia

Já há mais pessoas a falir do que empresas: mais 140% num ano. Norte do país é a região mais crítica.

No primeiro trimestre deste ano contabilizaram-se 2753 insolvências particulares, o que significou uma subida de 140% face a 2011. Todos os dias, 30 pessoas são declaradas falidas pelos tribunais portugueses.

Os dados do Instituto Informador Comercial, citados pelo ´Público', mostram que o Norte do país é o mais afectado pelas falências judiciais. 794 entre janeiro e março. Em segundo lugar, surge Lisboa, com 491 casos.

A crise que o país atravessa é uma das principais razões para o disparar destes processos nos tribunais. Instabilidade no emprego, consumo e poder de compra são algumas das razões apontadas.

A crise que o país atravessa é uma das principais causas apontadas para o disparar dos processos nos tribunais, pelas consequências que a instabilidade económica está a ter no emprego, no consumo e no poder de compra. As pessoas, agora mais informadas, também sabem que, se optarem pelo caminho da insolvência, podem começar de novo daí a cinco anos, como prevê a lei.

Os pedidos de ajuda à Deco são reflexo desta realidade. Este ano, e até Março, perto de 8 mil famílias contactaram a associação para exporem a sua situação de sobreendividamento.


* 10.980 para este ano


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PAULO GONZO

'SEI-TE DE COR'




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HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Malparado na construção
'Valores são culpa do Estado',

A associação das empresas de construção garantiu, ontem, que o valor superior a 3 mil milhões de euros que o setor tem em crédito malparado podia reduzir-se a metade se o Estado pagasse os 1400 milhões de euros de dívida em atraso. O presidente da Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços (AECOPS), Ricardo Gomes, afirmou que estes números são o resultado de 'um mercado estagnado, em que tudo o que estava feito pura e simplesmente não se vende', e com origem em três fatores diferentes: o imobiliário; o envolvimento, sobretudo das grandes empresas, nas PPP; e a necessidade de recurso à banca para suprir dificuldades de tesouraria a que acrescem as ausências de pagamento por parte do Estado. Segundo Ricardo Gomes, no primeiro trimestre de 2012 os números já apontavam para 14 empresas por dia a fechar portas.


* O Estado, melhor dizendo o governo, é o maior caloteiro do país!!!


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UM POUCO DE CULTURA INÚTIL 

NÃO FAZ MAL A NINGUÉM







Quadrifoglio: O trevo de quatro folhas dos esportivos da Alfa Romeo é o amuleto usado pelo piloto Ugo Sivocci, considerado herói da marca depois de ter morrido em um acidente, em 1923, no circuito de Monza (Itália). A partir daquele ano, todos os carros de corrida passaram a ter esse logotipo na carroceria. 



Renault: O losango parecido com um diamante foi adotado em 1925, para sugerir sofisticação e prestígio. Desde então, teve quatro mudanças de visual. O primeiro símbolo, de 1898, eram dois "R", em homenagem aos irmãos Louis e Marcel Renault, fundadores da marca francesa. 



Rolls Royce: Os dois "R" do logotipo eram estampados em vermelho. Com a morte de seus dois fundadores, Charles Rolls (1910) e Frederick Royce (1933), as letras passaram a ser grafadas em preto, em sinal de luto. 






Saab: Uma das marcas sob controle da GM, a sueca Saab começou a fabricar aviões em 1938. O nome vem de Svenska Aeroplan Akteebolaget. A produção de automóveis começou em 1959. O logotipo circular tem um animal mitológico com cabeça de águia e garras de leão, símbolo da vigilância. O azul de fundo é a cor da marinha. 




Simca: No Brasil, marca de prestígio que gozava da fama de ser frágil. Mas não havia como negar que o Chambord (depois Tufão) era um carro lindíssimo! A marca nasceu na França como uma importadora de carros Fiat, e seu nome era formado pelas iniciais de: Sociedade Industrial de Mecânica e Carrocerias Automóveis



Subaru: Na língua japonesa, Subaru tem o significado de "plêiade" (conjunto de estrelas). Isso explica a constelação adotada como logotipo da marca.. 



Volkswagen: Um dos mais familiares símbolos entre as marcas de veículos, este círculo envolve um "V" e um "W", iniciais de volks (em alemão: povo) e wagen (vagão, veículo), ou seja: carro do povo, ou popular, já naquela época! Foi encomendado pelo próprio governo alemão ao engenheiro Ferdinand Porsche (o próprio). Por isso ambos os veículos usavam motores refrigerados a ar até pouco tempo atrás.





Volvo: O polêmico logotipo da marca sueca (que hoje é controlada pela Ford) é o símbolo da masculinidade e por esse motivo já foi muito contestado por movimentos feministas na Europa. Esse símbolo era usado pelos alquimistas para representar o metal, uma alusão que a Volvo fez à durabilidade dos seus veículos.
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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

BEIRA INTERIOR
Universidade quer tornar ementas de escolas secundárias mais saudáveis

A Universidade da Beira Interior (UBI) está a analisar as ementas de escolas secundárias da região para as tornar mais saudáveis e mudar os hábitos alimentares dos alunos, adiantou Inês Campos, nutricionista do estabelecimento universitário, à Agência Lusa.

A medida é uma das primeiras no plano de ação da 'Rede de Alimentação Saudável na UBI e nas Escolas' e envolve dois mil alunos de duas escolas secundárias da Covilhã e da Escola Profissional do Fundão.

O objetivo é que a rede possa crescer, além de abranger toda a comunidade académica da UBI, com cerca de 8.000 pessoas e cujos refeitórios e bares beneficiam já de mudanças efetuadas no âmbito do projeto.

As novas ementas tentam "diversificar o leque de alimentos, promover o consumo de fruta e produtos hortícolas locais, restringir a venda de alimentos ricos em gorduras, sal ou açúcar e dar mais opções saudáveis nos bares", descreveu Inês Campos.

A receita vai ser também aplicada nas escolas parceiras, cujas ementas estão a ser analisadas com uma aplicação informática criada pela Faculdade de Ciências da Saúde da UBI que vai indicar que mudanças devem ser feitas.

Até junho, os resultados serão debatidos com professores e cozinheiros dos estabelecimentos de ensino e serão definidas as fichas técnicas a seguir na elaboração das refeições.

Os produtos disponibilizados nos bares e máquinas automáticas vão igualmente ser sujeitos à análise da UBI.

Numa segunda fase, durante todo o próximo ano letivo, "haverá sessões de educação alimentar para pais e alunos, sessões sobre culinária saudável, criação de hortas pedagógicas e de feiras de alimentação saudável", explicou Inês Campos.

Segundo a nutricionista, sair de casa sem tomar pequeno-almoço continua a ser um dos erros mais graves, verificado entre miúdos e graúdos.

O erro surge associado a outro "que nunca deve acontecer: passar muitas horas sem comer. E quando se come é preciso fazer escolhas saudáveis".

A 'Rede de Alimentação Saudável na UBI e nas Escolas' serve também "para estreitar os laços com o ensino secundário da região", destacou João Leitão, administrador da UBI e dos serviços de ação social da universidade.

O projeto conta com o apoio do programa '100 por cento em alimentação', desenvolvido pela empresa Unilever Jerónimo Martins com o Ministério da Educação, a Plataforma contra a Obesidade do Ministério da Saúde e a Associação de Cozinheiros Profissionais.


* A UBI tem dado muito bons exemplos de trabalho quer na investigação quer na sua interacção com o meio onde está inserida. Cada vez é mais nítido que é a sociedade civil que promove o desenvolvimento, os políticos só atrapalham!!!


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KATMANDU - NEPAL





Katmandu (em nepali: काठमांडौ, transl. Kathmandu, AFI: [kɑːʈʰmɑːɳɖuː]; em bhasa: येँ देय्‌) é a capital e a maior cidade do Nepal. Localiza-se no centro do país, a 1370 m de altitude. Tem cerca de 670 000 habitantes. Foi fundada em 723 pelos newares.

A cidade antiga é característica pela grande quantidade de templos e palácios budistas e hindus, a maioria deles do século XVII. Muitos destes monumentos foram estragados por terremotos e contaminação. No vale de Katmandu, há sete sítios classificados pela UNESCO como Património da Humanidade.

Katmandu converteu-se num sítio muito visitado pelos turistas desde a década de 1960, a raiz do movimento hippie.

História

A história da cidade de Katmandu é inseparável da do vale de Katmandu e remonta a tempos antigos. Explorações arqueológicas indicam que Catmandu e outras duas cidades-irmãs no vale foram as cidades mais antigas e estão ligadas ao período entre 167 a.C. e 1 d.C. Escavações realizadas em Hadigaon e Lubhu na parte sul do vale, em Catmandu, desenterraram paredes de tijolos e ferramentas da Idade da Pedra.

Em 1992, ao cavar uma vala para a fundação de uma casa em Maligaon, no leste de Catmandu se encontrou uma figura masculina em tamanho natural (171 cm x 49) esculpida em arenito claro, claramente feita no estilo Kushan. A escultura foi doada por um monarca da dinastia Licchavi ou pré-Licchavi chamado Jaya Varman, conforme uma inscrição no pedestal, embora a identidade atual da figura seja contestada. Considera-se que é provável ser Jaya Varman o retratado. É a mais antiga inscrição conhecida do vale de Catmandu. "A inscrição na presente escultura, claramente datada de Samvat 107, provavelmente correspondente a 185 d.C., oferece evidencias desaparecidas, e empurra para trás a documentação epigráficas do governo real no vale de Kathmandu de quase trezentos anos."

A configuração geológica do vale aponta para a existência de um lago perto do desfiladeiro de Chobar, no Rio Bagmati, abaixo da actual Templo de Pashupatinath, que era um local de peregrinação durante o período de Buda. Este lago foi drenado por Manjushree Bodhisatva, um santo budista, tentando abrir um outlet na margem sul do vale. Como resultado, o vale que foi criado era fértil e as pessoas começaram a cultivar e construir as suas casas. Enquanto o vale crescia,se diz que Manjushree teria adorado Swayambhu sobre a colina onde o templo Swayambhu está atualmente localizado. Ele também fundou a cidade de Manjupatan, que se situa dentro da actual área metropolitana de Kathamandu, localizada entre Swayambu e Gujeswari perto do atual aeroporto. Ele mesmo indicou seu discípulo Dharma Karma como governante da cidade.

Na sequência do estabelecimento desta cidade, é dito que Krakuchanda Buda, Buda Kanak Muni e Kashyapa Buda visitaram o vale de Catmandu para adorar Swayambhu e Gujeshwari. Prachanda Deva, Rei de Gaur (Bengala), construíu a stupa Swayambu que encerra a chama eterna e o seu sobrinho Gunakadeva foi ungido como o rei do Nepal. O último governante de sua dinastia, Singhakhetu, trouxe a prosperidade para o reino. Após a dominação da Dinastia Gunakadeva, os governantes da Índia, particularmente de Bengala e da então província de Madras (o atual Tâmil Nadu) decidiu Kathmandu. Dharma Dutta de Kanchipuram, em Tamil Nadu é citado como o construtor do Templo Pashupatinath em Kathmandu. Este foi seguido pelo reinado da dinastia Abhir (de vaqueiros) dos governantes e da oitava Kiratis disse ser originalmente da região do morro do nordeste da Índia (700 a.C.). Sua sucessão de 29 governantes reinaram aqui até o Lichhavis chegou ao poder.

As quatro stupas ao redor da cidade de Patan, perto Kendra Hiranyavarna Mahavihara (chamado "Patukodon"), a 5 km (3,1 mi) de Catmandu, dizem ter sido erguida por Charumati, confirmando a história antiga.

Buda nasceu em 563 a.C. na cidade de Lumpini, no municipio de Kapilavastu, distrito de Rupandehi do Nepal, perto da fronteira indiana.

IN WIKIPEDIA

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HOJE NO
"RECORD"

Portugueses "confessam-se" no site 
"O Diário dos Olímpicos"
Experiências dos atletas vão ser registadas online

As impressões e experiências dos atletas portugueses na caminhada para Londres'2012 vão poder ficar registadas online no site "O Diário dos Olímpicos", do qual vai resultar a publicação de um livro após o grande evento.

Criado por Miguel Messias, ex-judoca de alta competição e promovido pela Associação de Atletas Olímpicos de Portugal, O Diário dos Olímpicos abre as suas "páginas" na quinta-feira, 12 de junho, para que os atletas possam dar a conhecer a sua vivência durante quatro meses, até ao final dos Jogos, a 12 de agosto.

"De quatro em quatro anos o mundo para para ver os Jogos Olímpicos, no entanto desconhece o trabalho por trás de uma presença olímpica. É com o objetivo de consciencializar a opinião pública desse trabalho que durante quatro meses, (...) através das palavras dos próprios atletas, poderemos acompanhar essa caminhada " lê-se em comunicado.

Miguel Messias disse à Lusa que a ideia nasceu nos Jogos Olímpicos de Pequim'2008, nomeadamente depois de, na sua opinião, terem sido mal interpretadas as queixas da judoca Telma Monteiro sobre os árbitros e as palavras do atleta Marco Fortes, que regressou mais cedo a Portugal após justificar o fracasso da qualificação para a final do peso com o facto de a competição ter decorrido muito cedo.

"Numa entrevista posterior, Marco Fortes explicou que o pior de tudo foi não ter partilhado o momento [Jogos Olímpicos] com os outros atletas depois de quarto anos a trabalhar para isso. Daí nasceu a ideia de os atletas terem uma voz. Chega-se aos Jogos Olímpicos e todos opinam sem ter ideia do que está por trás", afirmou.

João Pina (judo), Ana Rente (ginástica) e Helena Rodrigues (canoagem) são alguns dos atletas que vão aderir à iniciativa. Cada um terá a sua página, na qual se poderá aceder ao seu palmarés e ao seu diário, e cada modalidade terá um espaço consagrado, com informações sobre a qualificação olímpica e respetivos atletas. Os meios de comunicação social vão dispor também de um espaço para divulgar trabalhos publicados sobre os atletas.

Da combinação dos posts lançados em www.odiariodosolimpicos.pt com entrevistas pessoais aos atletas resultará a edição de um livro coordenada pela socióloga Ana Santos. "O livro é algo que fica, que perpetua os testemunhos", sublinhou Miguel Messias.

Ana Santos é a primeira convidada de um projeto cujos promotores querem ver renovado ciclo após ciclo".

A iniciativa criada por Miguel Messias tem como responsável editorial Paulo Martins, ex-lutador que esteve presente nos Jogos Olímpicos de Barcelona'1992.


* Uma iniciativa curiosa, esperemos pelo resultado


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