segunda-feira, 2 de abril de 2012

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA


REMAKE



.

.
DIA DO C....




OCORRE NO PRIMEIRO DE ABRIL

O Kanamara Matsuri, ou Festival do Falo de Aço, atrai todo o género de público, desde pessoas que acreditam no culto ao órgão, que é reverenciado como se fosse algo divino, a turistas e curiosos, que querem tirar fotos inusitadas e rir um pouco.

No ponto alto da festa, duas esculturas de pénis gigantes saem pelas ruas. Alguns dos homens que carregam o chamado mikoshi, ou espécie de templo portátil, vestem-se com roupas de mulher. A tradição indica que esse ritual aumenta a fertilidade dos envolvidos.

O festival é realizado há quatro décadas. Num país com um índice relativamente baixo de natalidade, a festa acaba por se tornar num incentivo aos casais.

TEXTO IN "CORREIO DA MANHÃ"
02/04/12


.

.

NÃO DISCRIMINE




.
.



JATINHO 




MIXURUCA




São Paulo -- A americana Gulfstream, que pertence a General Dynamics, é uma empresa do setor aeronáutico especializada na fabricação de jatos particulares. Desde 2002, quando desembarcou no país, 34 aviões foram vendidos a brasileiros. Somente empresários, executivos e endinheirados têm acesso a esse tipo de bem. Um jato mais básico da companhia, o G100 usado, custa em torno de 10 milhões de dólares. Fazem parte do ilustríssimo time de proprietários os atores Tom Cruise e Harrison Ford, além de empresários como o dono do tipe da NBA Dallas Mavericks, Mark Cuban, e o CEO da Apple, Steve Jobs.

Oitavo homem mais rico do mundo e maior bilionário brasileiro, Eike Batista faz parte do seleto público da Gulfstream na América Latina. Sabe-se, inclusive, que o empresário tem um modelo G550 em sua frota pessoal e que, segundo a Gulfstream, custa em torno de 61 milhões de dólares. 

IN "EXAME"


.
.

ROMEU E JULIETA 

O MUSICAL




O Prémio Zon Criatividade em Multimédia foi atribuído à curta-metragem "Romeu e Julieta - O Musical", uma produção da Universidade Lusófona, numa cerimónia no Centro Cultural de Belém, presidida pela ministra da Cultura.
A curta-metragem de Zara Pinto, é uma alusão ao clássico de Wiliam Shakespeare e alcançou o primeiro lugar na categoria Curtas-Metragens simultaneamente com o Grande Prémio do certame, no montante de 100 mil euros, tendo ainda a equipa de autores direito a frequentar um curso na Universidade de Austin (Texas, EUA).


.
.


HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Cáritas obrigada a comprar alimentos
 para responder a pedidos de ajuda

A Cáritas Diocesana de Viseu viu-se obrigada a comprar alimentos para conseguir dar resposta aos pedidos de ajuda das famílias, que são cada vez mais, esgotando os produtos que estavam armazenados.

"Esgotámos os alimentos na semana passada e, com algum dinheiro que arranjámos no peditório nacional, já comprámos alguns bens alimentares. Não foram muitos, mas já ficámos com alguma coisa", explicou o presidente da Cáritas Diocesana de Viseu, José Borges.

Segundo o responsável, foram gastos cerca de 1500 euros em produtos alimentares de longa duração como arroz, massa, azeite e conservas.

José Borges estimou que, desde o ano passado, tenha havido um aumento de "60 a 70%" das famílias que pedem ajuda à Caritas Diocesana.

"Entre janeiro e fevereiro já contabilizámos 372 famílias, 1144 pessoas no total. Aumentámos muito. E não damos a mais porque não conseguimos, temos pessoas em lista de espera", contou.

Por outro lado, acrescentou, "a recetividade das pessoas para dar é boa, mas a oferta é menor, porque também têm menor poder de compra".

Para tentar minimizar este problema, a Cáritas Diocesana de Viseu está a equacionar fazer em breve uma campanha de recolha de alimentos junto de algumas superfícies comerciais, através de uma equipa de voluntários.

José Borges lembrou que na diocese há outras instituições que ajudam as famílias necessitadas distribuindo-lhes alimentos e admitiu que algumas delas possam receber de vários lados.

"A Cáritas está a pensar num programa informático de maneira a que se saiba se as pessoas sinalizadas num posto de atendimento numa paróquia da diocese estão a ser atendidas também noutro local ou não", contou, admitindo que, de momento, é difícil conseguir fazer esse controlo.

O responsável referiu que, se há "os mais atrevidos, que pedem em todo o lado", há também "muita pobreza encoberta, pessoas que não pedem", porque têm vergonha.

"Nós estamos muito preocupados é com a pobreza encoberta, com os casais sobreendividados, que estão no desemprego. São pessoas que não falam. Às vezes recebemos mensagem através de um amigo", contou.


* E andam os partidos a discutir estatutos, disciplina de voto, a gastar dinheiro em congressos e, quiçá, o sexo dos anjos...


.m
.


10 -  HISTÓRIA DA MATEMÁTICA

5.O Gênio do Oriente




Marcus du Sautoy irá visitar o Oriente neste episódio. Enquanto a Europa estava mergulhada na Idade das Trevas, a Matemática avançava no Oriente, nomeadamente na China e na Índia, e mais tarde no Médio Oriente.
Analisaremos as maiores descobertas matemáticas deste período, altura em que surgiu o sistema de notação decimal, o zero, a Álgebra e a Trigonometria, avanços obtidos graças às mentes de Chin Ju Xiao, Madhava, Omar Khayyam, Muhammad al-Khwarizmi, Fibonacci e Tartaglia.

.

ALMORRÓIDA AMIGALHAÇA



Dívida de vereador do CDS/PP 
paga por terceiros

O vereador do CDS/PP com mandato suspenso na Câmara do Porto, Manuel Gonçalves, pagou através de terceiros 102 mil euros de dívidas no processo de falência, tendo recebido o perdão de quase metade dos créditos reclamados.


As informações constam dos autos do processo do Tribunal de Comércio de Gaia, a que a Agência Lusa teve acesso, esta segunda-feira.
A Fleet Properties, que reclamava 122,2 mil euros, recebeu no fim de fevereiro 48 mil euros de um padre de Rio de Mouro (Sintra), cujo apelido é igual ao do vereador.

Os dados estão num dos quatro recibos de quitação apresentados por Manuel Gonçalves para comprovar em tribunal o pagamento "dos créditos devidamente reconhecidos" no processo, com vista à "cessação dos efeitos da declaração de falência".

Manuel Gonçalves está desde 8 de fevereiro com o mandato suspenso na Câmara do Porto, "por 30 dias, renováveis por idênticos períodos, até que a reabilitação esteja comprovada", devido à alegada inelegibilidade nas autárquicas de 2009, por se encontrar falido.

A liquidação das dívidas constante dos quatro recibos de quitação é de 101 mil euros e os autos apontam para cerca de 135 mil euros de obrigações perdoadas, já que em janeiro o tribunal contabilizava mais de 238 mil euros de créditos reclamados.

O BES, que solicitava o pagamento de mais de 78,3 mil euros, recebeu agora 20 mil euros de um empresário da Póvoa de Varzim, localidade de residência do vereador.

O montante foi suficiente para o banco considerar que, "com o presente pagamento, Manuel Gonçalves fica desonerado de todas as responsabilidades reclamadas no processo de falência", escreve-se nos autos.

Também a Unicre informou o Tribunal de que "prescinde do seu crédito", em janeiro avaliado em 7419 euros (dos quais mais de dois mil euros de juros, referentes à "utilização de cartão de crédito").

A Pavigrés "recebeu de terceiro a quantia reclamada de 25,9 mil euros", escreve a empresa numa carta enviada ao Tribunal a 12 de março.

O Santander Totta informou que "a quantia reclamada (1072 euros) foi paga por um terceiro".

Catarina Serra, especialista em Direito Comercial, esclarece que "a lei não exige" que seja o falido a pagar "os créditos devidos" e contempla a possibilidade de perdão das dívidas.

Assim, o pagamento por terceiros não impede a reabilitação de Manuel Gonçalves, desde que "os credores reconhecidos neste processo estejam integralmente pagos ou tenham perdoado a dívida", observa a professora da Escola de Direito da Universidade do Minho.

Quanto ao pedido de cessação dos efeitos de falência, a docente refere que "é a mesma coisa que pedir a reabilitação".

Manuel Gonçalves tomou posse como vereador da Câmara do Porto em novembro de 2011 e tutelava a pasta do Ambiente desde 25 de janeiro.

O processo de falência de Manuel Gonçalves foi iniciado devido uma condenação, em processo-crime, ao pagamento de 29,5 mil euros à empresa Pavigrés, que nem um acórdão da Relação de Coimbra conseguiu executar.

A juíza concluiu que Gonçalves tinha "dívidas, sendo manifesta a falta de crédito e de património ou rendimentos para satisfazer", declarando a sua "falência".


IN "JORNAL DE NOTÍCIAS"
02/04/12

.
.


HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Caixa aceita OPA 
por imposição do Governo

Banco público não teve qualquer palavra a dizer quanto à decisão de vender os 9,6% da Cimpor na oferta pública de aquisição da Camargo Corrêa. A imposição do Governo, pelo qual deu a cara Vítor Gaspar e António Borges, deixou restantes accionistas sem margem para se oporem à OPA.

O Governo, através do ministro das Finanças e do seu consultor António Borges, impôs à Caixa Geral de Depósitos (CGD) a venda dos 9,6% da Cimpor na oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Camargo Corrêa. A posição, que o banco público assumiu publicamente 26 minutos depois de anunciada a operação, condiciona a decisão dos restantes accionistas. O fundo de pensões do BCP está vendedor e a Investifino não exclui essa possibilidade. Já a Votorantim estará para ficar, trocando o acordo com a CGD por uma parceria com a Camargo. 



* Salazar não teria feito pior!!!


.

.

MARCO TEMPEST

REALIDADE AUMENTADA


Usando técnicas de prestidigitação e de contar histórias de forma encantadora, o ilusionista Marco Tempest anima o rabisco de um alegre boneco em palco na TEDGlobal.

.
.


HOJE NO
"DESTAK"

Lei já prevê suspensão de processo
 em caso de álcool - ministra

A ministra da Justiça disse hoje que o fim dos julgamentos de crimes de condução em estado de embriaguez já está consignado na lei.

"Isso já é possível hoje, desde que não estejamos perante situações em que há um consumo habitual, digamos assim, uma dependência habitual de álcool, pois parece-me uma boa orientação", disse Paula Teixeira da Cruz, que falava à imprensa à margem de um seminário internacional a decorrer na Fundação Gulbenkian em Lisboa.

A ministra reagia assim a uma notícia publicada na edição de hoje do Diário de Notícias, que refere que o procurador-geral da República (PGR)enviou uma circular para todo o Ministério Público (MP) ordenando aos procuradores que, em vez da dedução de acusação com vista ao julgamento se opte pela suspensão provisória do processo, propondo ao arguido o cumprimento de algumas obrigações como trabalho comunitário, um donativo pecuniário a uma instituição de solidariedade social ou a frequência de uma ação de formação.



* Uma fantochada!!! 
- 80% dos condutores apanhados a conduzir com álccol durante a semana bebem muito todos os dias e montam-se no carro.
- 90% dos condutores apanhados a conduzir com álcool ao fim de semana são repetentes compulsivos.
Ninguém olha para os relatórios da OMS sobre a condução sob o efeito do álcool em Portugal.


.

CARLA HILÁRIO QUEVEDO



Pesadelo amoroso

Tive pena de não poder assistir à tertúlia da passada semana organizada pelo SOL no restaurante Oito Dezoito. O tema em cima da mesa era o amor e, segundo li na edição impressa do jornal, Maria do Céu Santo fez uma observação surpreendente.

Muita gente que se diz adulta manifesta um desejo de voltar aos amores da adolescência. Fiquei logo a pensar no que levaria pessoas crescidas a sonhar com uma época sobretudo parva da vida. Os amores adolescentes são românticos e apaixonados e talvez este aspecto interesse a quem não experimentou a intensidade amorosa na fase adulta ou a quem tem uma vida pouco alegre. Mas talvez o desejo revele um ponto mais positivo. É possível que em anos de vida familiar, num quotidiano exigente, os casais se tenham esquecido de namorar. Assim penso que percebo melhor por que motivo querem ter 18 anos outra vez. Mas se não há namoro também muitas vezes já não há amor, e a vida a dois sem amor é cinzenta. Confesso, no entanto, que não sei do que a maioria fala quando fala de amor. Por mim, é simplesmente o que nos une há mais de uma década. Só sei que não quero voltar ao fastio dos 18 anos, quando não te conhecia nem sabia quem era.

Sempre bem

Há dias tiveram o atrevimento de me perguntar qual é o meu tipo de homem. Respondi que era um pouco mais alto do que eu, com cabelo, bigode e barba de cor castanha clara, os olhos castanhos não muito escuros e um sotaque castelhano. Ou seja, George Clooney não é o meu sonho, mas concordo que é um belo rapaz. No entanto, talvez as suas maiores qualidades sejam a sua inteligência e sentido da decência. Clooney não é a típica estrela frívola de Hollywood. Mas também não é o activista chato como a potassa, ao estilo de Sean Penn ou Susan Sarandon. Vimo-lo há pouco em Washington a ser levado para a esquadra com algemas, por ter estado a protestar à frente da Embaixada do Sudão contra a crise humanitária devastadora no país. Até ficámos a conhecer o pai, que o acompanhou na manifestação. Clooney sorriu para as câmaras e chamou a atenção para o problema tal como pretendia, afastando a curiosidade mediática de si próprio. Disse apenas que o tempo que passara na prisão tinha sido «agradável». O tom de descontracção deixa antever um modo de vida cool. Que bom seria se todos os activistas fossem assim: tranquilos, elegantes, civilizados, com sentido de humor…

Kony não é uma estrela

O vídeo viral sobre o chefe guerrilheiro do Uganda, Joseph Kony, a monte há muito tempo, não terá servido os objectivos que Jason Russell, da organização não-governamental Invisible Children, imaginara quando o realizou. A chamada de atenção sobre o criminoso mais procurado do planeta depois da morte de Osama Bin Laden não foi bem recebida por Alex de Waal, director da World Peace Foundation, que considera que fazer de Kony uma estrela mediática, com a sua cara estampada em camisolas e canecas, que por sua vez são vendidas pela Invisible Children para ajudar a causa, não é a melhor maneira de tratar o problema. A campanha parece, aliás, ter levado o próprio Jason Russell a uma depressão nervosa. Não é estranho. Expor um monstro responsável por homicídios, abusos e mutilações e pelo recrutamento de crianças para o seu exército não dá saúde a ninguém. O problema neste caso parece estar na chamada de atenção para atrocidades cometidas há seis anos, expondo o carrasco e criando uma manobra visual forte para que os seus actos não sejam esquecidos. A intenção parece boa. Mas o mundo é suficientemente ruim para confundir o verdugo com uma estrela pop.

Moscas compensadas

Uma equipa de cientistas na Universidade da Califórnia fez a seguinte experiência com moscas. Numa caixa foram colocadas fêmeas que seriam não só virgens, mas também receptivas às investidas dos machos. Noutra caixa, as fêmeas estavam satisfeitas na sua vida de moscas adultas e nem olhavam para os machos que ali estavam à sua disposição. Após o encontro, foi dada uma certa quantidade de álcool a todos os machos: os primeiros recusaram a bebida e os segundos apanharam uma bebedeira. A experiência parece sugerir que, pelo menos nas moscas, haverá um químico no cérebro que as faz procurar uma compensação para o que lhes falta. Os cientistas não tardaram a querer inventar se a espécie humana funcionaria da mesma maneira. Assim de repente, sem experimentar nada com ninguém, diria que não. Nem mesmo nos casos dos que bebem para esquecer. A vida humana não é assim tão estúpida nem o problema do alcoolismo se resume à falta de sexo. Prefiro pensar em maneiras mais originais de apanhar moscas. Assim a experiência tem consequências úteis para o nosso quotidiano. Já sabemos há muito tempo que não se apanham moscas com vinagre. Hei-de experimentar com Tullamore Dew.

Antes tarde

Imagino o inferno na terra em países como os mencionados Sudão e Uganda, o Irão, o Afeganistão, o Sri Lanka, certas zonas de Amesterdão, um bar onde estive uma vez em Frankfurt e qualquer casa de banho em Pequim. De vez em quando tenho a ideia um pouco extravagante de que o Diabo tem residência fixa na Goldman Sachs. Greg Smith, executivo de topo no banco de investimento, decidiu ‘bater com a porta’ da companhia onde trabalhou durante 12 anos. Segundo o próprio escreveu no The New York Times, a Goldman Sachs, por muito que nos custe a crer, era um sítio íntegro até há bem pouco tempo. O seu objectivo fundamental consistia em dar a ganhar o máximo possível aos clientes, sendo que estes estavam sempre em primeiro lugar. Hoje em dia, a pergunta mais repetida na empresa é: «Quanto é que sacaste ao cliente?». Por causa deste modus operandi sem escrúpulos, Greg Smith optou por se demitir e por denunciar aquilo que acredita ser o princípio do fim da empresa. Na verdade, se houver justiça neste mundo, qualquer modo de exploração e extorsão será condenado e terá o seu fim. Mas sabemos que a justiça não existe e que o mundo é cru. É por isso que devemos ter leis melhores.


IN "SOL"
26/03/12

.
 .

 Análise de Obra dramática de Gil Vicente,
por um aluno...
 


Eu não tenho dúvidas que o Gil Vicente é muito importante, apesar de nunca ter ganhado o campionato de futebol.
É importante porque ás vezes ganha ao Benfica, otras ao Sporting e otras ao Porto, tirando a eles o primeiro logar.
E também por isto é que a sua obra é dramática porque é um drama para os benfiquistas, os sportinguistas e os portistas quando ganha

Esta foi a resposta de um aluno do secundário a uma pergunta sobre a obra dramática de Gil Vicente, se houvesse exame do 4º ano talvez isto não acontecesse. 
.
.
HOJE NO
"i"

Compras electrónicas
Cuidado com as ilegalidades
Nem todas as lojas cumprem a lei no que diz respeito ao prazo de reembolso e há mesmo quem admita divulgar
. ou vender os dados dos clientes

Recorrer à internet para adquirir os mais variados produtos é uma opção que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos junto dos consumidores nacionais. Comprar no conforto do lar, evitar filas e confusões são algumas das vantagens apontadas pelos clientes portugueses. De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2011, cerca de 10% dos consumidores entre os 16 e os 74 anos recorreram às novas tecnologias.

Mas nem tudo são vantagens. Um dos cuidados que os consumidores devem ter diz respeito à divulgação dos seus dados pessoais. Há que ter cuidados redobrados para evitar fraudes ou roubo de dados informáticos.

Além disso, as lojas online devem cumprir vários requisitos quanto a informação e a medidas de segurança. A Deco realizou compras em 15 lojas electrónicas e tentou devolver os produtos e chegou à conclusão “que nem todas estão isentas de riscos ou funcionam segundo a lei” e acrescenta que “as lojas online eXpansys, Minfo, Pixmania, Vobis e Worten chumbaram na análise porque não reembolsaram o montante pago pelo produto devolvido no prazo de 30 dias previsto na lei”. Mas antes de comprarem os produtos, os clientes devem analisar muito bem se os sites cumprem ou não os requisitos exigidos. Os termos e as condições também são obrigatórios e, por isso mesmo, devem ser fáceis de encontrar. Desta forma, a associação analisou várias páginas de internet para ver se as mesmas incluíam cláusulas ilegais e abusivas, para saber qual é a política sobre os dados pessoais e o respeito pela vida privada, bem como se era mencionada a possibilidade de rescindir o contrato e devolver o produto, quando não se fica satisfeito. Também o sistema de “duplo clique” para confirmar a encomenda deve ser, no entender da Deco, respeitado ao máximo.

“Embora todas as lojas apresentem os termos e condições, penalizámos a Rádio Popular porque a informação não é clara nem de acesso directo e lógico para o consumidor”, acrescentando ainda que, “mais grave é a existência de cláusulas ilegais ou abusivas nas condições da Colorfoto, eXpansys, Redcoon e Pixmania. Estas lojas violam a lei ao recusarem o reembolso das despesas de envio, mesmo quando são pedidas pelo consumidor”.

Não se esqueça que, numa venda à distância, se o consumidor não ficar satisfeito com o produto pode devolvê-lo e ser reembolsado, incluindo despesas de envio, caso tenha as pago e as solicite. A fórmula é simples: o cliente é obrigado a enviar o produto nas condições em que o recebeu, no prazo de 14 dias a contar da recepção. Já a empresa tem 30 dias para restituir o montante em causa.

A Deco fez essa experiência de devolução e das 15 lojas que analisou, cinco não reembolsaram os montantes gastos no prazo de 30 dias. Dez devolveram o dinheiro dentro do prazo, mas só quatro cumpriram a lei e reembolsaram a quantia total paga, incluindo despesas de envio.

As conclusões deste estudo já foram comunicadas à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e ao Ministério da Economia.

Divulgação de dados

Respeitar os dados pessoais dos clientes é uma das regras que devem ser seguidas pelas empresas que vendem na internet, mas isso nem sempre acontece. Segundo a análise da Deco, a Pixmania entende que “pode comunicar e/ou difundir os dados disponibilizados”, o que representa, no entender da mesma, “um total desrespeito pela informação privada dos clientes”. Já a eXpansys admite que vende por 15 euros, sem IVA, uma lista completa de informações recolhidas sobre o consumidor, enquanto a Minfo diz que permite a alteração dos dados, mas não comenta a utilização que faz deles.


* Aí está a vulgaridade dos empresários que temos!!!


.
.


D – CONSTRUÍNDO UM IMPÉRIO

 1.OS PERSAS


video


.

.

HOJE NO
"A BOLA"

Ana Dias e Marisa Barros 
no pódio em Madrid e Rabat

As portuguesas Ana Dias e Marisa Barros terminaram as meias-maratonas de Madrid e Rabat no segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Na capital espanhola, Ana Dias só ficou atrás de Jane Mwikali, terminando a prova com o tempo de 01:13.17 horas, a um segundo da queniana. No setor masculino, Fernando Silva foi o melhor europeu com 01:05.53 horas que corresponde ao 13.º posto.

Em Marrocos, Marisa Barros (01:12.01 horas) foi terceira atrás da etíope Mekasha Kaganesh e da queniana Mercy Jemutai.


* Gente que trabalha tem sucesso...


.
.

PONTOS NEGROS 

'MAGNÍFICO MATERIAL INÚTIL'





.
.
.


Vinho 


é cultura


CULTURA É LIBERDADE





REGIÃO DO
DOURO 
A região do Douro localiza-se no Nordeste de Portugal, rodeada pelas serras do Marão e Montemuro. A área vitícola ocupa cerca de 40000 hectares, apesar da região se prolongar por cerca de 250000 hectares. O rio Douro e os seus afluentes, como por exemplo o Tua e o Corgo, correm em vales profundos e a maior parte das plantações são encaixadas nas bacias hidrográficas dos rios.

Os solos durienses são essencialmente compostos por xisto grauváquico embora, em algumas zonas, existam solos graníticos. Estes solos são particularmente difíceis de trabalhar e no Douro a dificuldade é agravada pela forte inclinação do terreno. Por outro lado, estes solos são benéficos para a longevidade das vinhas e permitem mostos mais concentrados de açúcar e cor.

O esforço do homem na conversão dos solos inóspitos em vinhas resultou na aplicação de três formas distintas de plantação: em socalcos, em patamares e ao alto. Os socalcos são frequentes em zonas cuja inclinação é elevada e assemelham-se a varandas separadas por muros de xisto grauváquico. Os patamares são constituídos por terraços construídos mecanicamente sem muros de suporte às terras, enquanto a plantação ao alto tem em conta a drenagem dos terrenos e o espaço necessário para a mecanização e movimentação das máquinas na vinha.

As vinhas dispõem-se do cimo dos vales profundos até à margem do rio e criam uma paisagem magnífica reconhecida pela UNESCO como Património da Humanidade em 2001. Ao admirável cenário, alia-se a excelência dos vinhos produzidos nas três sub-regiões do Douro: Baixo Corgo a oeste, Cima Corgo no centro e Douro Superior a leste.
A distribuição da área das vinhas não é uniforme. No Baixo Corgo a área de vinha ocupa cerca de 14000 hectares e o número de produtores é de quase 16000, isto é, em média cada produtor detém menos de um hectare de vinha. O Douro Superior é uma região mais desértica e o número de produtores é inferior ao número de hectares de vinha (quase 9000 hectares para pouco mais de 7900 produtores).

Em cada sub-região há ligeiras alterações climáticas, devido à altitude e à exposição solar nos vales profundos. De um modo geral, o clima é bastante seco e os conjuntos montanhosos oferecem às vinhas protecção contra os ventos. No Baixo Corgo o ar é mais húmido e fresco, pois recebe ainda alguma influência atlântica. Além disso, a pluviosidade é mais elevada, ajudando a fertilizar os solos e a aumentar a produção. No Cima Corgo, o clima é mediterrâneo e no Douro Superior chega mesmo a ser desértico (as temperaturas chegam aos 50ºC no Verão).

O melhor vinho do Porto é feito nas encostas mais áridas e próximas do rio, enquanto os vinhos de mesa são produzidos nas encostas mais frescas. A região do Baixo Corgo, outrora considerada a melhor região para a produção do vinho do Porto, revela melhores condições para a produção de vinho de mesa. Na zona do Pinhão (Cima Corgo) os bagos de uva atingem maior concentração de açúcar, sendo uma área considerada perfeita para a produção de vintages. Os vinhos brancos, espumantes e o generoso Moscatel provêm das regiões mais altas de Cima Corgo e Douro Superior.

As castas cultivadas na região não são célebres pela sua elevada produção, contudo têm uma história secular, já que algumas castas provêm da época da Ordem de Cister (Idade Média). Na segunda metade do século XX, iniciou-se o estudo e análise das castas plantadas e chegou-se à conclusão que as melhores castas para a produção de vinho do Douro e Porto são: a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Aragonez (na região denominada de Tinta Roriz) e Tinto Cão. As novas quintas da região cultivam essencialmente estas castas, mas também outras muito importantes e com bastante expressão na região, como por exemplo, as castas Trincadeira e Souzão. A produção de vinhos brancos é essencialmente sustentada pela plantação de castas como a Malvasia Fina, Gouveio, Rabigato e Viosinho. Para a produção de Moscatel, planta-se a casta Moscatel Galego.

HISTÓRIA
Após a formação do reino de Portugal (séc. XII), vários são os forais que se referem ao "tributo em vinho", sendo de realçar o foral concedido a Vila Nova de Gaia no reinado de D. Afonso III e que dá já uma ideia do comércio então existente entre a região e essa vila. Nos séculos XVI e XVII citam-se com frequência os vinhos de termo de Lamego e Ribas de Pinhão e o seu transporte pelo rio Douro até à cidade do Porto. Em 1678, pela primeira vez a Alfândega desta cidade regista a exportação de vinhos pela barra do Douro. Neste final do século XVII a exportação andava próxima das 700 pipas (a pipa de exportação era igual a 534 litros), para em 1715 atingir as 8000. O Tratado de Methuen, estabelecido entre Portugal e Inglaterra foi um dos factores que favoreceu o aumento dos volumes de exportação.
As exportações continuaram a aumentar (cerca de 19000 pipas em média nos anos de 1716 a 1749), os preços subiram, as vinhas multiplicaram-se, a procura era grande, mas a utilização de vinhos provenientes de outras regiões, fazendo-se passar por vinhos produzidos no Douro, provocou uma descida da qualidade que se reflectiu na queda das exportações: em 1756 já só era de 13000 pipas.
Por esta altura, no reinado de D. José I, o então primeiro-ministro José Sebastião de Carvalho e Mello e futuro Marquês de Pombal, para pôr fim a essa situação de ruína, institui a "Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro" (Alvará Régio de 10 de Setembro de 1756) e cria a primeira região demarcada e regulamentada do mundo - a "Região Demarcada do Douro". Iniciaram-se por esta altura as demarcações de feitorias, tendo sido colocados 201 marcos pombalinos e mais tarde, em 1761, outros 134 foram gravados, totalizando o número de 335.

Dedicada desde há cerca de 3 séculos ao fabrico do vinho do Porto, esta região nunca deu a devida importância aos vinhos de mesa porque todas as boas uvas eram canalizadas para a produção do generoso. Mas a lei do benefício que rege a produção do vinho do Porto, como autoriza que apenas uma parte das uvas seja transformada em vinho generoso, permite que existam excedentes de vinho. Durante muitos anos esses excedentes foram vendidos a granel, destilados e serviam para auto-consumo.
Mas a partir dos anos 80, com o aparecimento de adegas modernas e bem equipadas, sob a direcção de técnicos e enólogos competentes, a realidade dos vinhos de mesa alterou-se. Hoje, alguns dos melhores vinhos de mesa que existem no mercado nacional e internacional são provenientes da região do Douro.

SUB-REGIÕES
Antigamente, era apenas no Alto Douro que a cultura da vinha tinha grande expansão, sendo nessa altura a designação de ' Alto Douro ' adoptada pelos autores para se referirem à zona vinhateira que hoje é o Baixo e o Cima Corgo.

Um dos limites originais de demarcação separava o Alto Douro do Douro Superior, na zona do Cachão da Valeira. Esta divisão devia-se a um acidente geológico (o monólito de granito existente no rio que impedia a navegação do Rio Douro para montante desse obstáculo).Era visível a diferença entre as duas zonas, bastando verificar o desenvolvimento mais notório da cultura da vinha no Alto Douro.

Posteriormente, com a remoção do bloco de granito no reinado de D. Maria, a cultura da vinha estendeu-se para leste, embora continuando a representar no Douro Superior uma importância menor do que no Alto Douro.

Com a reforma administrativa de 1936, a própria região do Alto Douro passou a ser designada por Baixo Corgo e Alto Corgo, servindo esta subdivisão também para diferenciar os vinhos produzidos numa ou noutra sub-região.

A áera de vinha assume maior importância no Baixo Corgo, onde ocupa cerca de 29,9% da área desta sub-região, que se estende desde Barqueiros na margem Norte e Borrô na margem Sul até à confluência dos rios Corgo e Ribeiro de Temilobos com o Douro

O Cima Corgo estende-se para montante até ao Cachão da Valeira, tendo menor importância a área cultivada de vinha. O Douro Superior prossegue até à fronteira com Espanha.




Caracterização das Sub-Regiões
Sub-Região
Área Total (ha)
%
Área com vinha (ha)
% da Área total
Baixo Corgo
45.000
18
14.501
32,2
Cima Corgo
95.000
38
20.915
22,0
Douro Superior
110.000
44
10.197
9,3
Total
250.000
45.613
18,2
A vinha ocupa na região uma área efectiva de cerca de 18,3 % da área total.
A área de vinha é trabalhada por aproximadamente 33 000 viticultores, possuindo cada um deles, em média, cerca de l ha de vinha. São os pequenos produtores que têm um grande peso na produção de Vinho do Porto.
As pequenas parcelas estão presentes em toda a região, localizando-se as grandes explorações sobretudo no Douro Superior.
Sub-Região
Prop.
Área de Vinha / prop.(ha)
Nº médio de prédios/prop.
Nºprédios
Baixo Corgo
15.490
0,94
3,3
50.910
Cima Corgo
16.205
1,29
3,9
62.444
Douro Superior
7.285
1,40
2,9
21.318
Total
38.980
1,17
3,5
134.672


Distribuição em % das parcelas por classes de áreas (ha)
< 0,5
0,5 - 1
1 - 3
3 - 5
5 - 10
10 - 20
20 - 30
> 30
Baixo Corgo
44.777
3.303
2.234
353
202
37
3
1
Cima Corgo
53.511
5.075
2.957
502
297
79
15
8
Douro Superior
16.433
2.766
1.640
272
163
40
2
2
Total
114.721
11.144
6.831
1.127
662
156
20
11

Fonte: IVDP 2010


SOLOS

No que toca ao material originário dos solos, a maior parte da Região Demarcada, em particular ao longo do vale do Douro e seus afluentes, pertence à formação geológica do complexo xisto - grauváquico ante - ordovício, com algumas inclusões de uma formação geológica de natureza granítica, envolvente. Os solos são assim na sua quase globalidade derivados de xistos daquele complexo e distribuem-se por dois grupos fundamentais:
(I) - Solos onde a influência da acção do Homem é muito marcada, durante os trabalhos de arroteamento e terraceamento que antecede a plantação da vinha, nomeadamente através de mobilizações profundas com desagregação forçada da rocha e consequente aprofundamento do perfil e modificações na morfologia original, acrescida da incorporação de fertilizantes. Constituem a grande maioria da área ocupada por vinha e designam-se, segundo a legenda da FAO/UNESCO (1988), por Antrossolos áricos. Nestes solos, o perfil é constituído por um horizonte Ap (antrópico) com espessura variável segundo a profundidade de surriba (1,00m a 1,30 m ) e a localização do terraço, geralmente bastante pedregoso, seguido da rocha (R); habitualmente o horizonte Ap é subdividido em duas camadas, a primeira, de 25 cm, resultante dos grangeios anuais da vinha e a segunda desde aí até à rocha; distribuem-se por duas subunidades principais - dístricos e êutricos, consoante a reacção ácida ou próxima da neutralidade.

(II) - Um outro grupo constituído por unidades - solo onde a acção do Homem foi mais suave, onde o solo conservou o seu perfil original, com modificações apenas na camada superficial. Neste grupo e seguindo igualmente a legenda atrás referida, distinguem-se três unidades principais:

(a) Leptossolos - unidade - solo dominante na área não ocupada com vinha sendo constituída por solos que têm como característica principal a presença de rocha dura a menos de 30 cm de profundidade; geralmente de perfil ACR, ou em menor extensão ABwCR, distribuídos por três Sub - unidades - líticos (os mais delgados); dístricos (ácidos); úmbricos (ácidos e ricos em matéria orgánica, nas partes mais altas); e em menor escala, êutricos (pouco ácidos, com alguma expressão no Douro Superior);

(b) Cambissolos - solos com espessura superior a 30 cm e em regra constituídos por uma sequência de horizontes ABwCR, com a presença de horizonte câmbico (Bw); distribuem-se por duas subunidades dominantes - dístricos e êutricos (como referido para os Leptossolos);

(c) Fluvissolos - São solos derivados de depósitos aluvionares recentes, localizados em superfícies de deposição de sedimentos. Ocupam uma área restrita, ocorrendo a maior mancha no Vale da Vilariça; subdividem-se igualmente em dístricos e êutricos, de acordo com a sua reacção, à semelhança do referido anteriormente.

No que se refere a características físico-químicas dos solos: (i) dominam as texturas franco - arenosa fina e franco - limosa, com elevada quantidade de elementos grosseiros nos Antrossolos, tanto à superfície como no perfil, o que confere protecção contra a erosão hídrica, boa permeabilidade às raízes e à água e elevada absorção de energia radiante com consequências positivas na maturação e na diminuição da amplitude térmica diurna; (ii) baixos teores de matéria orgânica da região. (1,5%); (iii) predominância de reacção ácida (pH H2O entre 4,6 a 5,5) e, em menor escala, pouco ácida (pH H2O entre 5,6 a 6,5), em ambos os casos com baixos valores de cálcio e magnésio de troca; (iv) valores geralmente muito baixos a baixos em fósforo extraível (<50 mg.kg-1) e médios a altos de potássio extraível (50 a 100 mg.kg-1).

 O CLIMA 
A individualidade do Douro deve-se à sua localização, sendo grande a influência que exercem as serras do Marão e de Montemuro, servindo como barreira à penetração dos ventos húmidos de oeste. Situada em vales profundos, protegidos por montanhas, a região caracteriza-se por ter invernos muito frios e verões muito quentes e secos. 
 A precipitação, distribuída assimetricamente, varia com regularidade ao longo do ano, com valores maiores em Dezembro e Janeiro (nalguns locais em Março), e com valores menores em Julho ou Agosto. Nos meses mais chuvosos, a precipitação tem valores entre 50,6 mm (Barca d'Alva - Douro Superior) e 204,3 mm (Fontes - Baixo Corgo); nos meses menos chuvosos, os valores de precipitação oscilam entre 6,9 mm (Murça - Cima Corgo) e 16,2 mm (Mesão Frio - Baixo Corgo). Em termos de valores anuais, estes variam entre 1 200 mm (Fontes) e 380 mm (Barca d'Alva), podendo dizer-se que a quantidade de precipitação decresce de Barqueiros até à fronteira espanhola. A exposição ao sol, factor fisiográfico de grande importância na caracterização climática de qualquer região, reveste-se no Douro de redobrado interesse já que permite uma melhor compreensão do comportamento da vinha nas diferentes situações. A margem norte do rio está sob a influência de ventos secos do sul, estando a margem sul exposta aos ventos do norte, mais frios e húmidos, e a uma menor insolação. A temperatura do ar é mais alta nos locais expostos a sul do que nos locais expostos a norte. As temperaturas médias anuais variam entre 11,8 e 16,5 ºC. Os valores máximos das temperaturas médias anuais distribuem-se ao longo do Rio Douro e dos vales dos seus afluentes, em especial os da margem direita (nomeadamente rio Tua e ribeira da Vilariça). Relativamente às amplitudes térmicas diurnas e anuais, verifica-se que têm maior valor em Barca d'Alva e menor valor em Fontelo, facto que é explicado pela distância ao mar. 

ROTA DOS VINHOS
O Douro vinhateiro é uma das paisagens mais impressionantes do mundo, justamente classificada pela UNESCO como Património Mundial. Ao longo de gerações, milhares de homens construíram extraordinárias escadarias de socalcos em encostas clivosas de montanha, transformando terras quase inacessíveis em extensas áreas de cultivo do famoso vinho do porto. 

É daí que vem uma das marcas mais fortes e impressionantes da região. Terra de grandes contrastes, o Douro é marcado pelas serras xistosas do Marão e de Montemuro, que o protege dos ventos atlânticos, abrindo-o à influência mediterrânica e continental. O rio Douro e seus afluentes, correndo em vales profundos, desenham uma paisagem de uma beleza agreste e misteriosa, batida por grandes amplitudes térmicas, com verões muito quentes e Invernos rigorosos. Os roteiros para visitas possíveis são infindáveis, desde as famosas quintas ligadas à produção de vinho do Porto, até aos mais recentes núcleos de arte rupestre do rio Côa, passando por algumas propostas hoteleiras de muito bom nível e de viagens de barco ou caminho-de-ferro com um enquadramento paisagístico fabuloso. A gastronomia regional casa-se superiormente com o vinho generoso e com os cada vez mais bem cotados vinhos de mesa durienses. É justo destacar o tradicional cabrito, a carne maronesa e os enchidos.

IN:
- INSTITUTO DA VINHA E DO VINHO
- VINI PORTUGAL
- INFOVINI 
- http://www.casatorresoliveira.com/historia-regiao-douro.php
 
 
.