segunda-feira, 12 de março de 2012

- UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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O MAIOR ESPECTÁCULO DO MUNDO CANTA  EM PORTUGUÊS


RIO 2012

Clipe da Porto da Pedra




Comissão de Frente

Mestre-Sala e Porta-Bandeira





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8-SEM-ABRIGO






















Contabilista tira fotos a sem-abrigos
Lee Jeffries começou a retratar sem-abrigos em 2008. Desde essa altura, juntou uma enorme colecção de fotografias, dignas de um fotógrafo profissional. Mas o inglês de 40 anos encara a fotografia como um passatempo – o resto do dia passa-o no escritório de contabilidade onde trabalha.

Os retratos a preto e branco dos sem-abrigo despertaram a atenção dos profissionais da área, que elogiam até a sua técnica.

Tudo começou em 2008, em Londres. Jeffries tentou fotografar uma mulher que dormia na rua, e quando esta se apercebeu, elevou a voz e protestou. Envergonhado, o inglês tinha duas hipóteses, “ou ia embora, ou falava com ela e pedia desculpa”. Optou pela segunda e revolucionou a maneira como tirava fotos.

As imagens são posteriormente retocadas: “Faço-o para destacar os olhos. Eles é que me atraem verdadeiramente e são sempre o ponto de partida para a emoção presente em cada fotografia”.

De Nova Iorque a Roma, passando por Los Angeles e Manchester, Jeffries continua a fotografar sem-abrigos. Mas agora dá-lhes dinheiro para "agradecer".


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PRIMEIRO BEIJO




Curta realizado para a disciplina de Produção Audiovisual do curso de Publicidade e Propaganda da UFRGS - 2010/1


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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Contra casamento gay
Igreja inglesa aumenta campanha


A Igreja Católica do Reino Unido intensificou a sua campanha contra a anunciada introdução no país de uma lei que legalizará o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os dois principais arcebispos católicos, Vicent Nichols e Peter Smith, elaboraram uma carta onde falam do significado do casamento e o propósito 'para procriação e educação das crianças'.


* Estes energúmenos querem tranformar os ingleses em gado, alguém que lhes explique que o casamento é Amor e que para educar crianças não é preciso ser mãe ou pai biológico, aliás são estes que as abandonam e entregam às instituições do Estado, quando não as vendem.


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8 -  HISTÓRIA DA MATEMÁTICA

2.O Gênio do Oriente




Marcus du Sautoy irá visitar o Oriente neste episódio. Enquanto a Europa estava mergulhada na Idade das Trevas, a Matemática avançava no Oriente, nomeadamente na China e na Índia, e mais tarde no Médio Oriente.
Analisaremos as maiores descobertas matemáticas deste período, altura em que surgiu o sistema de notação decimal, o zero, a Álgebra e a Trigonometria, avanços obtidos graças às mentes de Chin Ju Xiao, Madhava, Omar Khayyam, Muhammad al-Khwarizmi, Fibonacci e Tartaglia.


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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS/
DINHEIRO VIVO"

Lisboa é a 57ª mais competitiva do mundo. Nova Iorque lidera

A capital portuguesa aparece no lugar 57, num ranking que agrupa as 120 maiores cidades do mundo, de acordo com categorias como capital humano, eficácia institucional ou maturidade financeira.

É nas categorias de "eficácia institucional", "apelo global" e "maturidade financeira" que Lisboa consegue os melhores resultados. Por outro lado, a "força económica" e o nível de "ameaças naturais e ambientais" são as características em que a capital aparece pior classificada.

O estudo "Hot Spots", realizado pela Economist Intelligence Unit e encomendado pelo Citigroup, tem por base o "índice de competitividade global entre cidades", que avalia cidades em 8 categorias e 31 indicadores. As categorias são a "força económica", o "capital humano", a "eficácia institucional", a "maturidade financeira", o "apelo global", o "capital físico", o "carácter social e cultural" e as "ameaças naturais e ambientais".

O objetivo é determinar quais as cidades mais competitivas do mundo pela sua habilidade em atrair investimento, negócio, talento e turismo. "Encomendámos este estudo para identificarmos onde é que o crescimento, a oportunidade e o talento podem ser encontrados com décadas de adiantamento", revela o CEO do Citi, Vikram Pandit.

Entre as conclusões globais destaca-se o crescimento das cidades asiáticas, mas "as cidades norte-americanas e europeias possuem vantagens herdadas que lhes conferem um avanço competitivo", explicou o diretor das previsões da EIU, Leo Abruzzese.

Lisboa aparece à frente das duas representantes brasileiras (São Paulo e Rio de Janeiro) e de cidades como Moscovo, Atenas e Istambul.

As 120 cidades avaliadas combinam entre si uma população de 750 milhões de pessoas e são responsáveis por 29% da economia mundial.

As dez cidades mais competitivas do mundo são Nova Iorque, Londres, Singapura, Paris e Hong Kong, empatadas, Tóquio, Zurique, Washington, DC, Chicago e Boston.


* Estranhamos este ranking, não percebemos a não inclusão de S. Paulo.


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Mercedes AMG W03  F1 2012 

Test Barcelona





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HOJE NO
"RECORD"

TAS rejeita recursos a ex-membros da FIFA
suspensos dois anos por corrupção

O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) rejeitou esta segunda-feira a antigos membros da FIFA os recursos das suspensões de dois anos por corrupção durante a atribuição das organizações dos Mundiais de futebol de 2018 e 2022.

O maliano Amadou Diakité foi forçado a sair da Comissão de Arbitragem da FIFA, enquanto Ahongalu Fusimalohi perdeu o posto de secretário-geral da Federação de Futebol de Tonga e o respetivo assento na Comissão Executiva da Confederação de Futebol da Oceânia.

A FIFA, em comunicado, já se manifestou "satisfeita" pela decisão do TAS, que "sublinha uma vez mais a tolerância-zero" daquele organismo internacional face a violações do código de ética.

Diakité e Fusimalohi foram suspensos com base em provas fornecidas por um vídeo realizado pelo jornal britânico "The Sunday Times", no qual jornalistas se faziam passar por membros de candidaturas dispostos a subornar responsáveis da FIFA com um milhão de dólares (cerca de 762 mil euros).



* Dois anos de suspensão? O LIDL quer levar a tribunal um sem abrigo que roubou géneros no valor inferior a 10 euros e o TAS suspende por apenas dois anos estes corruptos. Onde pára a justiça???

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JOÃO QUADROS



PortuGalp

A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram. Adam Smith

A Galp Energia está à procura de petróleo na bacia do Alentejo, entre Sines e Sagres. Imaginem Portugal como terceiro ou quarto país produtor e exportador de petróleo… A história repete-se: Sagres, de novo?

Se aos três "F" acrescentássemos um "F" de Fuel? Quem sabe se - "Há petróleo em Sagres, Lúcia" - era o quinto segredo de Fátima? Tenho a sensação de que Portugal vai encontrar petróleo. E muito. Juntávamos à austeridade, riqueza brutal. Era justo.

Este país tem uma história de altos e baixos, de muita pancada, fome, trabalho, riqueza, pobreza, etc. Está na hora de se reformar. Uma reforma de ouro negro. Em vez de dívida, deixamos aos nossos filhos uma refinaria. Foi o que aconteceu com a Noruega nos anos 70. Faz sentido que só nos aconteça a nós quarenta e tal anos mais tarde. Portugal, país de octanas. Tenho o palpite que, daqui por dois anos, já podemos emprestar dinheiro aos mercados.

Ainda vamos ver Miami como o Algarve da América para poder receber os reformados portugueses. Lisboa com serviços de limpeza feitos por espanhóis, e a restauração uma oportunidade para os muitos alemães que aprenderam a falar português. Auto-estradas segundo o princípio do utilizador/recebedor - pagam aos portugueses que as usarem.

Pagávamos a dívida da Grécia em barris e ficávamos com Mikonos, Creta e Santorini para os nossos reformados da Função Pública. Cavaco fazia uma permuta e dava a Coelha, e mais uns litros de gasolina, por Davos, ia para lá morar e nunca mas ninguém o via. Comprávamos todos os pedaços do Muro de Berlim à venda no mundo, reconstruíamos o muro todo, e oferecíamos aos alemães para eles porem onde quiserem na terra deles. Eu, com o meu quinhão, comprava a barragem das três gargantas aos chineses, só para achincalhar e ir caçar patos.

Fosse eu o autor do guião do filme, Portugal era assim que acabava. Um décimo primeiro canto dos Lusíadas que fazia da "Ilha dos Amores" um mau parque de campismo e terminava sem a palavra inveja mas com o velho "tiveram muitos filhos e foram felizes para sempre".

Porque acredito que Portugal vai nadar em petróleo? Porque é a única solução. Não existe outro caminho que não seja tenebroso. Devíamos ir todos ajudar a Galp a tentar encontrar petróleo em Sagres. Ligar para eles e perguntar em que é que podemos valer - Há bidões para lavar? Fatos de macaco para estender? Gaivotas para enxotar? Rissóis? - Não sei, faço o que for preciso.

Todos para Sagres, já e em força. Desempregados, empregados, mais vale largar tudo e arregaçar as mangas, escavar e perfurar. Acreditem em mim: há-de ser um buraco a tirar-nos do buraco.

Dez boatos sobre a semana mais longa
 do ministro de Economia

1. Lobby da bola de Berlim tinha Álvaro na lista negra.

2. Gaspar faz constar que o trabalho era a "kryptonite" do super-ministro da Economia.

3. Portas avisa - por cada Álvaro que cair uma Cristas se levantará.

4. Passos lança a suspeita de que o pai de Álvaro é grego.

5. Gaspar também quer a mulher de Álvaro.

6. Álvaro é o pai sentimental do QREN, isso significa que o Gaspar é o pai biológico. Confusão. Consta que o QREN vai acabar na Casa Pia.

7. Gaspar exige ficar com o Canadá.

8. Assunto resolvido - Álvaro vai chefiar a cafetaria do CCB.

9. Passos almoçou com Krugman - tu queres ver que o novo ministro da Economia também vem do estrangeiro? Para o convencer a juntar austeridade à austeridade o almoço foi numa "roulotte" de bifanas.

10. Cristas diz que se chover o Álvaro fica.



IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
09/03/12

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Diferença salarial entre homens e mulheres de Castelo Branco chega a 50%

O salário médio de uma mulher no concelho de Vila Velha de Ródão é metade do que em média ganha um homem, revelou a União de Sindicatos de Castelo Branco.

Os dados foram divulgados no âmbito de uma apresentação incluída em ações em defesa da igualdade de género, que decorrem desde o Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

De acordo com dados de 2009 do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, e esta segunda-feira citados pela União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB/CGTP-IN), o ganho médio mensal dos trabalhadores por contra de outrem em Vila Velha de Ródão era de 1.415 euros para os homens e 760 para as mulheres.

Os salários estavam mais próximos em Proença-a-Nova, mas com valores mais baixos. De acordo com os mesmos dados, o salário médio dos homens rondava 770 euros e o das mulheres 697.

Ainda segundo a USCB, a pensão média das mulheres no distrito de Castelo Branco é de 242 euros, ou seja, abaixo da média nacional (cerca de 270 euros) e da média nacional das pensões dos homens (339 euros).

A estrutura sindical destacou o caso das pensões de sobrevivência, que considerou "especialmente baixas", com uma média de 181 euros no distrito e 214 euros no país.

Para a USCB, os números são injustos para com as mulheres que, no final de janeiro de 2012, representavam "55 por cento dos 10.613 desempregados inscritos nos centros de emprego" do distrito.

Ainda em janeiro, "só 101 desempregadas foram colocadas em postos de trabalho pelos centros de emprego", um número considerado baixo pela estrutura sindical: "apenas 14 % face às novas inscrições e menos de dois por cento do total de desempregadas inscritas".

A USCB frisou ainda que, contando apenas os contratos a termo nos quadros de pessoal de 2008, a precariedade abrangia 26% dos trabalhadores do distrito, mas contas feitas, considerando apenas as mulheres, a taxa sobe para 29%.


* Uma verdadeira falácia a igualdade do género, mais uma das trampolinices da política actual.


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4. Construção e Queda 
do Muro de Berlim




Uma excelente série do Canal História



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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Falências de restaurantes 
sobem 68% até Fevereiro

O sector dos restaurantes registou nos dois primeiros meses do ano um aumento de 68% no número de falências. Até ao fim de Fevereiro, segundo o Correio da Manhã (CM), houve 52 restaurantes que entraram em insolvência, numa média de quase um por dia.

"Os primeiros números indiciam as nossas projecções para o dramático ano em curso", disse ao CM, o presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Mário Pereira Gonçalves.

Nos dois primeiros meses do ano fecharam assim 52 estabelecimentos, mais 21 do que o ano passado em período homólogo. Mas se a comparação for com os dois primeiros meses de 2010, em que encerraram 19 restaurantes, então o crescimento de insolvências dispara para os 174%.

O líder do sector traça um cenário negro para o futuro, avançando ao CM que "a primeira bomba vai ser em Maio, quando as empresas tiverem de pagar o IVA do primeiro trimestre e não houver tesouraria para cumprir essa obrigação". "O ínicio do 2º semestre vai ser o príncipio do afundanço, com o Verão a não conseguir compensar as perdas de receitas e as zonas urbanas a não resistirem à diminuição da procura", sintetizou Mário Pereira Gonçalves.

Para os próximos anos, a AHRESP estima que encerrem 54 mil dos actuais 85 mil restaurantes, que sejam extintos 120 mil postos de trabalho e haja uma quebra de receitas de quase dois mil milhões de euros.


* Não há no governo quem esplique esta "evolução" da economia.


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DAS CANÇÕES MAIS OFENSIVAS DE SEMPRE

01 –  RISKAY

SMELL YO DICK




LETRA

[Telephone Call: Aviance]
Nigga this is the 15th muthafucking time
That I called and left yo ass messages
I done text yo bitch ass,
And you ain't responding to nothing
What the fuck is you doing
Who the fuck is you out there with
You think I'm stupid,
My gurls already done put me up on your ass tonight nigga
When you get home I got some news for yo bitch ass

[Chorus: Riskay]
Why you coming home 5 in the morn
Somethings going on, can I smell yo dick
Don't play me like a fool, cause that ain't cool
So what you need to do is lemme smell yo dick

Why you comin home 5 in the morning
Somethings going on, can I smell yo dick
Don't play me like a fool, cause that ain't cool
So what you need to do is lemme smell yo dick

[Verse 1: Riskay]
It's 4 o'clock and I'm sleeping
It's late night and you creeping
You could of told me, I'm leaving
Now I know your out there cheating

Why you gotta do me like that
When I call you don't call me back
I'm texting you, like nigga where you at
That's fucked up, why you do me like that

[Verse 2: Aviance]
I'm dead asleep, you tricking
In the club with dirty full of bitches
My girl was there she witness
She had a camera phone she took pictures

You was on the dance floor grinding
With a striper hoe named Diamond
You was flossing hard, you was shinning
Everything she drank, you buying
But nigga you need to stop lying

Before I get mad and pull out my Nine
you want a new bitch to fuck, then that's fine
But don't fuck hers, then try to fuck mine

you keep telling me you ain't touch her,
But some keep telling me you gone fucked'er
And I ain't that bitch, uou want to play with
Nigga drop them boxers, and lemme smell yo dick

[Chorus: Riskay]
Why you coming home 5 in the morn
Somethings going on, can I smell yo dick
Don't play me like a fool, cause that ain't cool
So wat you need to do is lemme smell yo dick

Why you comin home 5 in the morning
Somethings goin on, can I smell yo dick
Don't play me like a fool, cause that ain't cool
So wat you need to do is lemme smell yo dick

[Verse 3: Real]
Yo, hey
Smell my dick? Wait a minute hold up
That's how a bitch get her eye swole up
And I don't give a damn what your homegirl seen
When I was in the club, what the fuck you mean

They ain't got no bisness, eyeing me like that
You ain't got no bisness, trying me like that
I wasn't even feeling Diamond like that
I was wilding, but I wasn;t clowning like that

That's alright, that's okay
No one believe what your homegirl say
A nigga like me, drink alot of liquor
Meet alot bitches, take alot of pictures

I might break bread, with one or two strippers
But that don't mean you gotta pull ma zipper
Thinking I be down the whole town
Even though I got enough dick to go around (round... round)

[Chorus: Riskay]
Why you coming home 5 in the morn
Somethings going on, can I smell yo dick
Don't play me like a fool, cause that ain't cool
So what you need to do is lemme smell yo dick

Why you comin home 5 in the morning
Somethings goin on, can I smell yo dick
Don't play me like a fool, cause that ain't cool
So what you need to do is lemme smell yo dick


FONTE: FLAVORPILL/BLITZ


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HOJE NO
"DESTAK"

Cavaco diz que lhe chegaram 
pareceres que punham em causa constitucionalidade diploma enriquecimento ilícito

O Presidente da República disse hoje que enviou o diploma que cria o crime de enriquecimento ilícito para o Tribunal Constitucional porque chegaram a Belém pareceres que colocavam em dúvida a sua constitucionalidade.

"Pareceres que eu recebi colocavam em dúvida a constitucionalidade do diploma", afirmou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita que realizou esta manhã ao navio-escola Sagres e à fragata Côrte-real.

Na sequência desses pareceres, acrescentou, decidiu seguir a recomendação do Conselho Superior do Ministério Público que, num parecer enviado à Assembleia da República, "diz que o diploma por uma questão de segurança jurídica deve ser submetido à consideração do Tribunal Constitucional".



* Graças ao Sr. Presidente continua a ser possível enriquecer ilicitamente, viva o saco azul...


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10-PELOS CÉUS



















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HOJE NO
"i"


“Nos países ricos a comida é muito barata. Nenhuma civilização gastava tão pouco”

Aumentar preços pode contribuir para a segurança alimentar? Sim, mas o debate ainda está no início

Produzir um quilo de leite exige 700 litros de água. Um quilo de carne de porco 4600 litros. Um quilo de carne de vaca 13 mil litros. “Se reflectirmos sobre estes números, teremos de fazer uma revisão radical da nossa dieta”, introduziu Emídio Rui Vilar, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, na passada sexta-feira, em Lisboa, no arranque do ciclo de conferências sobre o futuro da alimentação.

O problema, perante a escassez de água e tendo em conta a carne que comemos, já seria colossal, e mudar de dieta até pareceria fácil. Mas o desafio é global e as soluções continuam em discussão. Em 2050, seremos mais dois mil milhões de habitantes no planeta, 9 mil milhões. Na Europa e nos Estados Unidos o consumo de carne tem-se mantido estável, mas na China quadruplicou em 40 anos. Há mil milhões de pessoas com fome e, segundo dados da ONU, desperdiçamos 30% dos alimentos produzidos.

Se a esta altura já está a recordar o silogismo popular que diz às crianças para comerem tudo porque há pessoas a morrer de fome em África, se calhar a discussão da segurança alimentar vai fazer com que faça sentido: se os preços dos alimentos aumentarem “moderadamente”, sugeriu o convidado de honra da primeira conferência, o professor de Oxford Charles Godfray, talvez haja menos desperdícios, menos fome, além de outras consequências benéficas como aumentar a investigação nesta área e os agricultores terem mais retorno por produzirem mais e melhor.

O objectivo do ciclo da Gulbenkian é pôr as cartas em cima da mesa e antecipar soluções para um problema iminente. São muitas e todas interligadas: das alterações dos padrões de consumo a limitações incontornáveis, como 70% da água disponível já ser canalizada para a agricultura e 30% das emissões de gases com efeito de estufa virem da produção agro-alimentar.

Posto isto, mais as alterações climáticas, Godfray, director do programa Oxford Martin para o Futuro da Alimentação, diz que não há uma solução milagrosa e aumentar o preço seria um bom compromisso para garantir melhores resultados. “Nos países ricos a comida é muito barata, nunca nenhuma civilização gastou tão pouco em alimentos como a nossa”, diz, acrescentando que esse ajuste teria sempre de se fazer com medidas de apoio aos pobres para evitar convulsões sociais.

Já que tipo de aumento seria benéfico, é uma questão em aberto, responde ao i. Mesmo tendo coordenado um estudo para o governo britânico sobre o futuro da agricultura e alimentação (“The Future of Food and Farming”, 2011). Certo é que, pelas próprias pressões populacionais e alterações climáticas, em 40 anos o preço do milho pode duplicar, refere, citando um modelo elaborado para o relatório.

Sem alternativas, com um puzzle enorme por montar e sem recorrer às soluções do passado, por onde se começa? Godfray refere os impostos sobre alimentos calóricos e bebidas açucaradas como um bom ponto de partida mas alerta que é preciso um consenso público sobre os riscos da insegurança alimentar semelhante ao que legitimou os governos a restringir o tabaco ou a combater a pobreza. Para Godfray, a solução última chama-se “intensificação sustentável” da agricultura: “A resposta há 15 anos seria que temos de aumentar a área de cultivo. Hoje, sabemos que isso tem enormes custos ambientais. Temos de encontrar uma solução para produzir mais comida na mesma porção de terra, com menos efeitos ambientais.” E mesmo sendo biólogo de formação, não descarta os transgénicos. “É errado excluí-los. Não vão alimentar África mas podem ajudar.”

E haverá forma de atrair financiamento para investigação quando há alimentos mais baratos a entrar no mercado e uma lei da oferta e procura global? Aqui a solução torna-se mais demorada: entronca nas discussões do futuro da política europeia comum – que terá uma nova fase a partir de 2014 – e numa eventual alteração do acordo geral de tarifas e comércio da Organização Mundial do Comércio, em negociação há dez anos.

Nesta primeira conferência, Arlindo Cunha, ex-ministro da Agricultura e do Ambiente resumiu a evolução da PAC desde 1962 para concluir que está na altura de abrandar: “Temos optado por um modelo de globalização que não serve todas as partes. Era necessário permitir que os países mais pobres pudessem proteger mais os seus mercados e, por outro lado, em relação a países mais desenvolvidos como a Europa – que têm políticas agro-ambientais robustas e que implicam custos de produção mais elevados – permitir-lhes alguma protecção.”

Já no espaço de debate, com auditório cheio e participações reactivas, Arlindo Cunha admite que é preciso aumentar a transparência dos mecanismos destinados a apoiar países mais pobres, como a iniciativa “Tudo Menos Armas”, que favorece a importação de países em desenvolvimento mas é criticada pelo uso indevido de exportadores ricos e emergentes. Mas também aponta o dedo às grandes superfícies na equação da insegurança alimentar: “Os poderes públicos têm andado de cócoras sob o poder das grandes superfícies. Precisamos de políticas que reforcem os mercados locais e regionais. Os países têm de ter direito a uma certa margem de auto-suficiência.”

Também Godfray acredita que a Europa pode fazer mais pela agricultura, mesmo sem gastar mais. Hoje, dos 55 mil milhões de euros de despesa da PAC 40% vão para ajudas directas que não implicam produção de facto. “É um momento único na História. Há 25 anos não conseguíamos justificar racionalmente que iria haver um pico de procura, ainda estávamos convencidos que Malthus estava errado. Hoje sabemos que se falhamos em comida, falhamos em tudo.”

Convém lembrar que Thomas Malthus lançou o debate sobre a fome mundial há mais de 150 anos. “O poder da população é infinitamente maior que o poder da terra para produzir a subsistência do homem”, escreveu.


* DESUMANIDADE


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53 - GUIA DOS CURIOSOS


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HOJE NO
"A BOLA"

«Mais de 80 % dos clubes
 têm salários em atraso»
 - Joaquim Evangelista

O presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) diz que se vive uma situação gravíssima no futebol em Portugal, apontando que mais de 80 por cento dos clubes da Liga principal têm salários em atraso.

«A situação é gravíssima. Mais de 80 por cento dos clubes passam por salários em atraso», referiu Joaquim Evangelista, em declarações prestadas à Renascença.

«O problema é quando um grande não cumprir com as suas obrigações e poder ter de cair, podendo então entrar-se num efeito dominó», prosseguiu o líder do Sindicato dos Jogadores, que deixou, sobretudo, apelos à contenção:

«Os senhores do futebol não podem ser diferentes dos outros cidadãos, que estão a ser confrontados com medidas difíceis de contenção. Não podem ir ao mercado sul-americano fazer grandes contratações como se esta crise não lhes dissesse respeito.»


* O problema financeiro dos clubes não é a crise mas a ganância de negócio paralelo dos dirigentes desportivos e "apoderados" dos jogadores.
Clube com salários em atraso não joga, chega de exploração.


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2 - FOTOGRAFIA TIRA-SE ASSIM....

O RESTO É RETRATO















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HOJE NO
"PÚBLICO"

Programa de resgate de crianças em abandono escolar está sem verba

Primeiro, não queria falar. Depois, quase não deixava falar os colegas de turma do PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação), que tenta resgatar miúdos em abandono escolar ou perto disso. "Disseram: "Venham para a escola que pagamos o passe e o pequeno-almoço." Vai fazer meio ano que estamos aqui e o quê? Não pagam! Não pagam passe, nem pagam pequeno-almoço."

A medida nasceu no seio do Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil, que em 2009 deu lugar ao Programa para a Inclusão e Cidadania (PIEC). Era gerido entre o Ministério da Educação, o Instituto de Segurança Social e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), tutelados pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

Na reestruturação da administração central, o PIEF passou para a alçada directa do Instituto de Segurança Social. A coordenadora nacional e os coordenadores regionais (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve) foram dispensados. Instalou-se a incerteza entre alunos e técnicos. Desde Janeiro, não chega dinheiro para assegurar as despesas correntes.

Em Novembro de 2011, a actriz e deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins questionara o Governo sobre a eventual desagregação dos programas. O Governo garantiu o seu seguimento. A deputada visitou uma turma de 6.º ano a funcionar na Escola Secundária Infante D. Henrique, no Porto, onde verificou "um cenário bem diferente". "A situação é insustentável, os alunos perdem esperança na continuidade do programa e as faltas multiplicam-se", diz no requerimento que, entretanto, remeteu aos ministérios da Educação e da Solidariedade Social. "O PIEF irá continuar?"

Questionado pelo PÚBLICO, respondeu por correio electrónico a assessora do conselho directivo: "O Instituto da Segurança Social garante a boa execução do programa até final do corrente ano lectivo, nomeadamente os pagamentos às entidades gestoras." O que se está a passar? "Foi necessário proceder a algumas alterações organizativas, que levaram a um reajustamento no calendário de pagamentos, prevendo-se que as verbas sejam disponibilizadas às entidades gestoras nos próximos dias."

Os alunos sentem-se enganados. E isso mesmo quiseram deixar claro - ainda que sem nomes, já que estão debaixo de olho das equipas de apoio aos tribunais ou comissões de Protecção de Crianças e Jovens. "Meta aí "Oculinhos"", pede o rapaz de 16 anos, que estava em abandono escolar há três, tratando de abafar a risota do que se sentara ao lado. "Deves pensar que tenho vergonha. Vergonha é roubar e ser caço. Eu já roubei, mas nunca fui caço!"

Quem se ria era um rapaz de 17 anos, que se identifica como "Pitbull". Mora num bairro próximo. Vem a pé. Dois colegas têm passe pago pela Câmara de Gondomar, outros dois pelas famílias. O de "Oculinhos" é pago pela mãe: "Se a minha mãe não trabalhasse, não tinha dinheiro. Ficava no bairro, não queria saber. Há alunos que não vêm porque não têm dinheiro para o passe!"

Impossível saber se desistiram por isso ou usaram isso como pretexto. As técnicas têm tirado dinheiro do próprio bolso para pagar o passe de seis alunos. Não os querem perder. Antes, alguns passavam os dias de pijama, entre a mesa, a televisão e o computador. Só vestiam um fato de treino para ir ao café. Foram "caçados" e encaixados ali, com um plano de Educação e Formação.


Direitos retirados em caso de incumprimento
A cara da directora de turma, Odete Esteves, diz tudo: é uma luta tê-los na sala, a aprender Português, Inglês ou Matemática, mas também a interiorizar regras de convivência. "Os alunos com falta de pontualidade e de assiduidade poderão ter de cumprir serviço cívico", lê-se numa cartolina na parede. Sucedem-na outras: "Não é permitido usar bonés, chapéus ou gorros dentro da sala de aula." "Os alunos têm de almoçar na escola com a monitora." "Todos os direitos oferecidos pelo PIEF podem ser retirados no caso de incumprimento destas regras."

A monitora deixou de trazer o pão com manteiga e o pacote de leite achocolatado a meio da manhã, a única coisa que alguns comiam antes do almoço. As visitas de estudo estão reduzidas a orçamento zero. Podia ser pior. Usa materiais da escola nas aulas práticas - operação ambiental, serralharia, electricidade. Outras turmas não o podem fazer - têm culinária e outras actividades que exigem compras. As turmas formam-se à margem das escolas. Só quando se sinaliza um grupo que justifica abrir uma nova turma se procura uma escola que a aceite. Muitas não querem. Temem o pior. Afinal, nada funcionou com aqueles jovens de 14 a 18 anos que é preciso certificar com o primeiro, segundo ou terceiro ciclo.

No ano lectivo 2009-2010, abriram 2130 vagas em 142 turmas: 1964 foram ocupadas. Há um ano, garantia a então coordenadora nacional do PIEC, Fátima Matos, 80% dos jovens abrangidos pelo PIEF tinham iniciado ou mantido o seu percurso de reintegração escolar e social: 43,53% conseguiram aumentar a certificação escolar. No ano seguinte, 188 turmas, 2820 vagas. Este ano, 212 turmas, 3081 alunos.

O que "Pitbull" ou "Oculinhos" gostavam era de estar na mesma escola dos amigos, mas esses já saíram ou andam anos à frente. Na velha escola estariam rodeados de miúdos de 11 ou 12 anos, a idade típica para o 6.º ano. Ali há alunos da sua idade. E uma monitora que não os larga: é mais do que uma mãe para alguns, está dentro da sala, leva-os a almoçar, telefona para os pais se algum desaparece.

A técnica da equipa multidisciplinar, a quem cabe identificar as necessidades, é que deixou de vir às reuniões agendadas na escola. E de ir a casa das famílias dos alunos, como já teria feito a propósito de um rapaz que já não vinha há três semanas e que na passada terça-feira apareceu na sala, como se nada fosse, tornando a sumir-se. Não tem autorização para se deslocar. Os alunos saem de contextos densos, às vezes sufocantes. Podem chegar perturbados porque a polícia esteve em casa e atirou tudo para o chão. Ou armar-se, como "Oculinhos" estava a fazer naquele dia: "O meu advogado é o Carlos Macanjo. Ele tira qualquer um de Custóias. A tropa é minha amiga e está toda cá fora."


* Esta notícia revela quanto à deriva anda este governo em matéria de educação e apoio a adolescentes vindos de meios sociais problemáticos. Começar pelos pais é obrigatório.


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 OSSATURA








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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Seca provoca agravamento
 de infecções respiratórias

A seca verificada nos primeiros dois meses do ano causou um agravamento das infecções respiratórias, disse esta segunda-feira o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), João Fonseca.


"Tem-se notado um agravamento, em Janeiro e inícios de Fevereiro, dos sintomas brônquicos", referiu o médico.
Segundo a mesma fonte, "a asma [registou] períodos de agravamento, não só associados a infecções, porque, de facto, foi um período mais intenso de infecções respiratórias e síndromes víricos do que é habitual".
O mês de Fevereiro foi o mais seco dos últimos 81 anos em Portugal Continental, desde que se iniciaram registos continuados de observação, em 1931, com valores de precipitação cerca de 50 vezes inferiores aos normais.

Como consequência da quase ausência de chuva, 68 por cento do território continental estava em seca severa em finais de Fevereiro e 38 por cento em seca extrema, os dois níveis mais elevados deste fenómeno climático.
"Esta falta de chuva, principalmente, antecipou maiores quantidades de pólenes no ar, porque a chuva faz depositar no chão os pólenes, e, portanto, a ausência total de chuva piora um bocadinho os níveis polínicos do ar", indicou.
Segundo o médico do Hospital de São João, no Porto, "períodos longos, no início da primavera, sem qualquer chuva vão agravar alguns sintomas, quer oculares, quer nasais, das pessoas que são alérgicas aos pólenes".

"Agora basta chover um bocadinho, como aconteceu esta semana, para que o tempo seco até seja melhor para a maioria dos doentes alérgicos, desde que haja esses períodos intermitentes de alguma chuva para depositar os pólenes no chão", sublinhou.
João Fonseca referiu ainda que "noutro tipo de alérgicos, nomeadamente aos ácaros e aos fungos, a falta de humidade também é positiva".
No entanto, para o vice-presidente da SPAIC, "hoje em dia não é admissível haver sintomas quer estejam muitos pólenes, quer estejam poucos" no ar.
"Com tratamentos simples, mas adequados, principalmente de prevenção, seguramente que não há desculpas para que as pessoas andem mal", concluiu.


* São precisas maiores cautelas da parte de cada um, sem descurar a cautela que temos de ter com este governo, verdadeiro promotor da fome.


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