domingo, 12 de fevereiro de 2012

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA




Um elefante vê uma cobra pela primeira vez.

Muito intrigado pergunta:
- Como é que fazes para te deslocar? Não tens patas!...
- É muito simples - responde a cobra - rastejo, o que me permite avançar.
- Ah... E como é que fazes para te reproduzires? Não tens tomates!...
- É muito simples - responde a cobra já irritada - ponho ovos.
- Ah... E como é que fazes para comer? Não tens mãos nem tromba para levar a comida   boca!...
- Não preciso! Abro a boca assim, bem aberta, e com a minha enorme garganta engulo a minha presa directamente.
- Ah... Ok! Ok! Então, resumindo.... Rastejas, não tens tomates e só tens garganta... 

És Deputado de que partido?
 




ESTA SEMANA NO
" VIDA ECONÓMICA"

ANTÓNIO MARQUES, 
PRESIDENTE DA AI MINHO, ALERTA
Dívidas do Estado às empresas 
conduzem ao cataclismo social

"Se o Estado não pagar urgentemente o que deve às empresas ,vamos ter um cataclismo social na região do Minho" - afirmou António Marques. O presidente da AI Minho considera que os atrasos de pagamento do Governo e das autarquias às empresas estão a precipitar as insolvências. O Governo Regional da Madeira tem uma dívida de 20 milhões de euros a uma empresa na região. A rutura de tesouraria provocada pelas dívidas do Estado é comum à maioria das empresas da construção, impossibilitando o pagamento a fornecedores e aos próprios trabalhadores. António Marques alerta para o facto de o setor da construção representar 25% a 30% do PIB na região do Minho. Ao caírem empresas que são viáveis, agrava-se o desemprego, excluindo as pessoas e diminuindo o dinheiro de que dispõem para movimentar a economia.

"É urgente dotar a economia de liquidez" - afirma António Marques. Atualmente, o Estado e as empresas públicas estão a absorver o dinheiro que devia estar disponível para as empresas.
O Governo chegou a anunciar que ia utilizar o dinheiro proveniente dos fundos de pensões dos bancários que acabam de ser entregues ao Estado para regularizar as dívidas aos fornecedores, mas a "troika" ainda não autorizou que esse recursos fossem utilizados para os pagamentos em atraso.

TSU deve descer

António Marques lamenta a situação a que o país chegou devido às políticas públicas erradas.
Para inverter a atual situação, o presidente da AI Minho defende que o país se torne competitivo, através do relançamento da economia. Para isso, será necessário que o Estado ponha a sua máquina a ajudar o setor produtivo.
O acordo de Concertação Social é considerado positivo, mas António Marques considera indispensável a descida da TSU, conforme prevê o acordo com a "troika".
As empresas estão também a ser confrontadas com o aumento dos custos de energia de 15% a 25%, o que se deve ao sentido errado das políticas públicas.
Para António Marques, é necessário reduzir a carga fiscal sobre as empresas e aplicar o regime do pagamento do IVA com o recibo, evitando que os operadores económicos sejam obrigados a adiantar ao Estado o valor do IVA que ainda não receberam.



* O Estado cobra à cabeça e para pagar vira as costas.


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MÁGICA DE RUA





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ESTA SEMANA NO
" SOL"
O sexo mudou

A sexualidade tem vindo a modificar-se com os anos, devido à Internet, mas também pela diluição dos papéis de género, aumentando a pressão sobre ambos os sexos e desinibindo a mulher, disseram sexólogos à Lusa.

Apesar de não existirem dados concretos que possam mostrar como os comportamentos sexuais se alteraram ao longo dos anos em Portugal, para a presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (SPSC), Ana Carvalheira, não há dúvidas de que as últimas três décadas acarretaram «mudanças enormes» em termos de comportamentos sexuais em Portugal, que andaram - e continuam a andar - de mão dada com as profundas alterações sociais e económicas do país.

«Penso que a socialização sexual, actualmente, de homens e mulheres é mais uniforme, menos desigual, quando há 30 anos a socialização das mulheres era altamente repressiva», sendo «permissiva e exigente» para os homens, explicou à Lusa a presidente da SPSC, que lembrou que a transformação continua em pleno neste preciso momento.

De acordo com o investigador responsável pelo SexLab da Universidade de Aveiro, em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Pedro Nobre, hoje «as mulheres mais jovens são obviamente mais liberais, em termos de ideias sobre a sexualidade e também começam a partilhar da ideia da exigência do desempenho», algo que até aqui era específico dos homens.

«Há uma pressão grande nos homens do ponto de vista da sua performance e pode, esta maior exigência das mulheres, semear insegurança nos homens, que poderão ficar confusos quanto ao que é esperado deles», declarou Ana Carvalheira, referindo que os papéis de género já não estão definidos como estariam há algumas décadas.

No entanto, a questão da desinibição não é necessariamente acompanhada apenas por fatores positivos, uma vez que gera um fenómeno de exigência irrealista que pode causar insatisfação e angústia.

«Um dos exemplos mais clássicos é a ideia do orgasmo múltiplo. Quando se normaliza algo que é excepcional, a mensagem que passa é que quem não é capaz de ter orgasmos múltiplos ou simultâneos não é normal», referiu Pedro Nobre.

Para ambos os especialistas, a Internet é apontada como um elemento fundamental dos últimos anos, que veio potenciar a possibilidade de «encontros sexuais mais esporádicos e mais diversificados», mas também conhecimentos mais duradouros que levaram a relações longas.

Por outro lado, a Internet também veio facilitar a forma de duas pessoas se desligarem, com um casal a poder separar-se quase por SMS ou e-mail, lembrou a presidente da SPSC, que já trabalhou o tema.

Ana Carvalheira destacou como uma das preocupações centrais da actualidade a banalização do tema da sexualidade, o que pura e simplesmente «dá cabo do erotismo» e, por sua vez, «mata o desejo».

«Não quero dizer mal da pornografia, só quero dizer que a fronteira entre pornografia e erotismo é exactamente a banalização. A imagem pornográfica está banalizada. Está excessivamente visível. A imagem erótica não está», disse a presidente da SPSC, sublinhando que, sendo a sexualidade algo que pertence à esfera privada da pessoa, «não joga bem com banalização».

Pedro Nobre explicou, por sua vez, que as mensagens patentes na maioria das capas de revistas destinadas a um público feminino, já sofisticadas e distantes da tradicional publicação dirigida às mulheres, que têm «mensagens são muito claras de exigência de desempenho».


* Em verdade vos digo que com mau desempenho bem podem os homens pôr a "ferramenta" no prego p'ra comprar umas sandochas...


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S.C.U.T.







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ESTA SEMANA NO
" EXPRESSO"

3,2 mil milhões euros perdidos no mar

Num estudo hoje apresentado por uma organização britânica, conclui-se que se os mares europeus fossem explorados de forma sustentável, os países da UE ganhariam milhões de euros.

A recuperação de 43 stocks de pesca nos mares do Norte, Báltico, Cantábrico e na costa ocidental portuguesa, atualmente saturados, poderá elevar as receitas anuais das frotas pesqueiras europeias em mais 3,2 mil milhões de euros por ano, o que equivale ao triplo do valor dos subsídios comunitários anuais à pesca.

A constatação resulta do estudo "Lost at Sea", apresentado hoje pela New Economics Foundation (NEF). A investigação, que envolveu economistas, biólogos e ambientalistas, explica que a recuperação destes stocks para níveis sustentáveis pode gerar 3,5 milhões de toneladas extra de pescado e promover cerca de 100 mil postos de trabalho (mais 31% do que os atuais do setor), na União Europeia até 2020.

Para Portugal, significaria um aumento de 3,3% no emprego no setor das pescas, gerar um valor adicional de mais 10,6 milhões de euros por ano e reduzir as importações de pescado.

"Os benefícios podem vir a ser maiores para Portugal se o país investir na gestão e na investigação dos recursos marinhos, recorrendo aos fundos comunitários que recebe", explicou ao Expresso Aniol Esteban, da NEF.

O investigador espanhol, que já passou pelo Instituto Oceanográfico português, lamenta que os Governos de Portugal e de Espanha não invistam mais na investigação das suas áreas marinhas. O que impediu os investigadores de apresentarem dados para o mar Mediterrânico.

Para já, os principais beneficiários da restauração de 43 dos 150 stocks pesqueiros inventariados seriam o Reino Unido, a Alemanha, a França e os países escandinavos.

O estudo tem uma perceção conservadora do que se pode retirar de forma sustentável dos mares, mas garante que se os seus conselhos forem seguidos é possível obter peixe suficiente para alimentar a procura de 160 milhões de cidadãos europeus.

Rupert Crilly, um dos autores do estudo, salienta que "a sobrepesca é má para a economia" e recorda que os ministros europeus das pescas "estão a deitar fora milhões de euros e milhares de empregos todos os anos ao permitirem que a situação se mantenha como está".


* Desleixo europeu

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SARTRE

3.HUMANO, DEMASIADO HUMANO





Uploaded by  on Jan 16, 2012

O Caminho para a Liberdade é o terceiro episódio da série Human all too Human da BBC, feita em 1999. Neste episódio, a vida e a obra do mais famoso filósofo existencialista europeu, Jean-Paul Sartre (1905-1980), são abordadas. O homem que passou a vida desafiando a lógica convencional amava os paradoxos. O documentário expõe estes paradoxos de sua vida e sua obra, ao mesmo tempo em que questiona ambos. A pergunta central colocada é: Se o ser humano é livre para fazer o que quiser, como postula Sartre, então como devemos viver nossas vidas no dia a dia?

Curiosamente, Sartre foi vítima de uma acusação que custou a vida de Sócrates (469-399) na antiga Atenas: corrupção da juventude. Parece que nos anos 50 e 60, a filosofia ainda era levada a sério pelas pessoas em geral. Filósofos eram vistos então, como seres que ameaçavam a moral e os bons costumes, ou o que quer que isto signifique. Felizmente, Sartre não foi condenado a beber cicuta como Sócrates.

O presente documentário foi legendado com as dificuldades de praxe. Na medida do possível as traduções da obra de Sartre para o português foram consultadas. E no caso de haver diferenças entre traduções para outras línguas, a tradução portuguesa foi preferida por ser uma língua mais próxima do francês do que a língua inglesa, por exemplo
Críticas e sugestões para melhorar este trabalho serão bem-vindas. A data de legendagem, 14 de julho de 2011, é uma homenagem à Queda da Bastilha e à Revolução Francesa. Espero sinceramente que este trabalho ajude às pessoas a compreender melhor ou a pelo menos aproximar-se do pensamento de Sartre.


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ESTA SEMANA NO
"A BOLA"

Nadal passa em controlo 
antidoping surpresa

Rafael Nadal foi submetido esta manhã a um controlo antidoping surpresa, um teste que foi superado pelo tenista espanhol.

«São 8.30 da manhã [7.30 horas, em Lisboa] e acabo de me submeter a um controlo antidoping. Era de esperar, depois de tudo. Mas fico satisfeito que seja assim», partilhou Nadal no Twitter.

O tenista foi chamado pelos médicos da Federação Internacional de Ténis para fazer o teste pouco antes de iniciar o seu treino diário.


* Uma boa resposta à calúnia "franciúsa"


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 MARIDO QUERIDO








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ESTA SEMANA NO
"B!T"

Bitdefender alerta para falsos vídeos de comportamentos heróicos no Facebook

A Bitdefender, provedor de soluções de segurança para a Internet, alertou hoje para a proliferação de falsos vídeos de comportamentos heróicos no Facebook, cujo intuito é entrar na conta dos utilizadores.

Em comunicado, a empresa adianta que esta "nova fraude no Facebook" atua através de
vídeos de comportamentos heróicos, como a história de um polícia que morreu para ajudar um cidadão.
Quando os utilizadores tentam ver estes falsos vídeos, que são acompanhados de mensagens como "precisamos mais gente como esta" ou "isto é um herói", é-lhes pedido que instalem um complemento para o seu 'browser' ou uma atualização para o Youtube.
Em ambos os casos, adianta a Bitdefender, "o que na realidade estão a instalar é um código malicioso que dará acesso aos ciberdeliquentes à conta do Facebook do utilizador".
Até à data, mais de 49 mil utilizadores da rede social Facebook foram afetados por esta fraude, segundo o provedor.
"Os ciberdelinquentes utilizam os próprios meios virais usados pelo Facebook para distribuir as suas criações. Se um utilizador vê que muitos dos seus amigos partilharam um 'link', entenderá que é interessante e clicará no mesmo, caindo assim também na fraude", explica Catalin Cosoi, chefe do departamento de segurança da Bitdefender, citada no comunicado.


* Cada vez há mais vigaristas nas rede sociais, os pais têm de explicar aos filhos, são mais vulneráveis, que é preciso muito cuidado quando se "navega".


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ÚLTIMAS DA TECNOLOGIA
O BARATO SAI CARO





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ESTA SEMANA NO
" AUTO MOTOR"

SUZUKI ANUNCIA PARCERIA 
PARA FUELL-CELL

A Suzuki anunciou uma joint-venture com a Intelligent Energy para a concepção e desenvolvimento de sistemas fuell-cell

A Suzuki e a Intelligent Energy, do Reino Unido, estabeleceram uma joint-venture, denominada SMILE FC System Corporation. Esta nova empresa tem como objectivo a concepção e desenvolvimento de sistemas de células de combustível (fuel-cell). Os sistemas que esta nova empresa desenvolverá têm como destino o desenvolvimento da próxima geração de veículos amigos do ambiente, uma moto e um automóvel.

A SMILE FC será detida em 50% por cada uma das partes e terá a sua sede em Hamamatsu, o quartel-general da Suzuki, Japão. Por seu turno, o centro de pesquisa ficará no laboratório de Yokohama da Suzuki.


* Se poluirmos menos talvez a Terra se ageite e não nos ponha na rua.


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ESTA SEMANA NO
" i"

Manifestação da CGTP juntou 300 mil trabalhadores em Lisboa

Mais de 300 mil pessoas de todo o país juntaram-se hoje no Terreiro do Paço, em Lisboa, contra as desigualdades e o empobrecimento, disse hoje Arménio Carlos.

Os números foram avançados pelo secretário-geral da Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses (CGTP,) na abertura do discurso que marcou o fecho da manifestação, que com 300 mil trabalhadores foi "a maior manifestação jamais vista em Lisboa nos últimos 30 anos", de acordo com o sindicalista.

Pouco antes da intervenção, Arménio Carlos aproveitava o espaço debaixo do camião que servia de palco (e que no momento era ocupado por músicos que animavam os manifestantes) para, acocorado, rever o discurso.

A Intersindical marcou esta manifestação no início do ano com o lema "Vamos fazer do Terreiro do Paço o Terreiro do Povo".

Central sindical exige aumento do salário mínimo

A CGTP exigiu a atualização do salário mínimo de 485 euros, com o líder da central sindical, Arménio Carlos, a afirmar que sem esse aumento 400 mil trabalhadores continuarão a viver abaixo do limiar da pobreza.

"Os salários têm de ser aumentados urgentemente e o salário mínimo nacional tem de ser atualizado urgentemente", disse hoje o secretário-geral da CGTP no discurso que fechou a manifestação nacional.

Segundo Arménio Carlos, hoje juntaram-se em Lisboa "300 mil pessoas" contra as desigualdades e empobrecimento.

"Esta foi a maior manifestação jamais realizada em Lisboa em 30 anos", afirmou o dirigente sindical.

As autoridades não avançaram nenhum número de manifestantes.

Quanto ao salário mínimo, Arménio Carlos disse que sem esse aumento muitos trabalhadores continuarão a viver na pobreza.

"Se não atualizarmos os 485 euros, se introduzirmos os 11 por cento que cada trabalhador desconta para Segurança Social, os trabalhadores levam para casa um salario líquido de 432 euros e o valor para o limiar da pobreza são 434 euros", disse o sindicalista.

"Hoje Portugal tem 400 mil trabalhadores que trabalham e estão abaixo do limiar da pobreza", acrescentou.


* 300 mil e a nenhum deu para a pieguice...azar do primeiro-ministro.


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JOANA AMARAL DIAS


Crime, fez ela

‘Millennium I: Os Homens que Odeiam as Mulheres’ na adaptação de David Fincher é, sobretudo, o estudo de uma personagem: ‘Lisbeth Salander’

O sucesso de ‘Millennium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres’ (bem como o do livro de Stieg Larsson em que se inspira ou o do filme original sueco) sugerem a sede de anti-heroínas. Mas anti-heroínas mesmo, não umas estampas que também manejam armas e velocidades. Aliás, este filme de David Fincher parece, acima de tudo, o estudo de uma personagem, ‘Lisbeth Salander’.

Ela é rápida, inteligente, talentosa, bruta, violenta, excêntrica. Tudo nela é excessivo. Tudo menos o que mais costumeiramente é hiperbólico nas protagonistas femininas: a beleza. ‘Salander’, magra, meia encurvada, meio corvo, gótico-punk, hacker, motard, tatuada, cabelo curto assimétrico, cara pálida e cheia de piercings faz do corpo um manifesto. Um panfleto de vingança. Mas matar é só um bónus, um extra. Ela é a retaliação de todos os estereótipos femininos, da excisão genital à excisão cerebral, da imagem à cognição.

‘SALANDER’

Claro que a vendetta é também feita. ‘Salander’ assassina os homens que odeiam as mulheres, desde violadores a homicidas sádicos. E fá-lo com mestria e monstruosidade. Por isso é uma anti-heroína e não apenas uma justiceira ou punidora. ‘Salander’ é uma criminosa e o público gosta.

As mulheres perigosas fazem parte da história do cinema. Nos filmes mudos já existiam as vamps, no film noir pairavam as femmes fatales. Mas desde os anos 90 que a hediondez e a violência feminina, que repugna e atrai, passou a ter outra dimensão na tela. Lembram-se de ‘Atracção Fatal’ (Adrian Lyne, 1987), ‘Misery’ (Rob Reiner, 1990) ou ‘Assédio Fatal’ (Yves Simoneau, 1993)? O cinema começou a representar o feminino de uma outra forma, mais agressiva, mais psicopata, mais sanguinária. Para muitos tratou-se de (mais) uma caracterização reaccionária da emancipação da mulher, frequentemente associada à invasão do espaço doméstico, como nas películas citadas.

A verdade é que correspondeu a uma mudança que, de certa forma, parecia ter culminado com ‘Kill Bill’, de Quentin Tarantino. Nada que se compare a ‘Salander’, sem filhos, menos atraente, com mais competências e artes. Nesse sentido, ela significa a transgressão de todas as fronteiras reservadas às mulheres que, não obstante, mantêm fantasias sobre a fuga ao seu lugar no simbólico. A sociopata de ‘Millennium’ consiste, por isso, na condensação de um conflito, de um dilema de papéis e comportamentos, indo muito além dos habituais reflexos das angústias, medos ou fantasias masculinas.


IN "CORREIO DA MANHÃ"
05/02/12

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ESTA SEMANA NA
" SÁBADO"

'Nuvem tsunamica' é registada na Florida

O fenómeno foi captado em fotografias por um piloto e revela um efeito climático 'pouco comum'

As imagens foram capturadas por Mike Schaeffer, um piloto de helicóptero que terminava uma ronda no litoral de 'Panama City Beach', na Florida.

O fenómeno climático, conhecido como Kelvin-Helmholtz - junção do nome Kelvin, barão escocês, com o físico alemão Hermann Helmholtz, que conseguiram explicar o fenómeno 'pouco comum' - mostra uma espécie de nuvem de água a 'engolir' a cidade à beira-mar. A nuvem varreu a areia e criou um efeito tsunami, que no início deste mês afectou os telhados dos condomínios que ali se situavam. As imagens só agora foram divulgadas.

A 'nuvem tsunamica' é o resultado da turbulência de uma nuvem de Cirrus, cujas correntes de ar apresentam diferentes velocidades e a tornam semelhante a uma onda.

* QUE MEDO...

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A FORÇA DA IMAGEM



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ESTA SEMANA NO
" EXPRESSO"

Red Bull pode começar corridas 
com menos 18 litros de gasolina
Motor renault é determinante no sucesso

A parceria entre Red Bull e Renault levou a escuderia ao domínio no mundial de F1 nos últimos 2 anos, mas o papel do fornecedor de motores tem ficado algo na sombra, ofuscado pelo brilhantismo do trabalho do diretor técnico Adrian Newey.

Jean François Caubet, diretor da Renault F1, veio agora chamar a atenção para "pormenores" do motor que permitem outra abordagem quando o carro é construído.

"O motor Mercedes tem sensivelmente mais 15 cavalos de potência que o nosso, e o da Ferrari também é mais potente, mas no que toca a facilidade de condução e economia de combustível, o propulsor Renault está à frente. Necessitamos menos gasolina do que o Mercedes para chegar à meta", revelou Caubert.

O diretor da Renault F1 explicou depois o que isso significa em termos práticos:

"A Red Bull pode começar as corridas com menos 15 ou 18 litros de gasolina no tanque em relação aos da concorrência e isso marca a diferença."

Na próxima temporada serão quatro as escuderias equipadas com motor Renault: Red Bull, Lotus, Williams e Caterham.


* Uma vantagem de peso...

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4 - BIOMAS



.Bioma é um conjunto de diferentes ecossistemas, que possuem certo nível de homogeneidade. São as comunidades biológicas, ou seja, as populações de organismos da fauna e da flora interagindo entre si e interagindo também com o ambiente físico chamado biótopo.

O termo "Bioma" (bios, vida, e oma, massa ou grupo) foi utilizado pela primeira vez em 1943 por Frederic Edward Clements[1] definindo-o como uma unidade biológica ou espaço geográfico cujas características específicas são definidas pelo macroclima, a fitofisionomia, o solo e a altitude. Podem, em alguns casos, ser caracterizados de acordo com a existência ou não de fogo natural. Com o passar dos anos, a definição do que é um bioma passou a variar de autor para autor.

(wikipédia)
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ESTA SEMANA NA
"VISÃO"
Amnistia Internacional
Escolha uma palavra... e liberte-a!

Sob o lema "Sem palavras não há revolução", a Aministia Internacional quer "libertar" 155 mil palavras e promover a liberdade de expressão no Médio Oriente e Norte de África. Veja aqui como participar neste projeto

"Mais de um ano após o início dos protestos em países do Médio Oriente e Norte África - como o Egito, Líbia, Iémen, Síria, Bahrein, Arábia Saudita e Irão - os graves abusos dos direitos humanos continuam", sublinha a Aministia Internacional (AI), que critica o que classifica como o desrespeito pela liberdade de expressão, como o bloqueio do uso da internet nestes países.

Este sábado, Dia de Acção Global sobre as Revoluções no Médio Oriente e Norte de África, a AI Portugal propõe-se "dar voz a estes manifestantes e amplificar a sua mensagem através das redes sociais", através do projecto Freedom Dictionary (ou dicionário da liberdade), que quer "libertar estas palavras que estão presas pela censura".

O projecto consiste na criação de um dicionário, composto por 155 mil palavras que serão libertadas pelas pessoas através da internet. Para participar do projecto, basta entrar no site www.freedomdictionary.org , escolher uma palavra para libertar e partilhar nas redes sociais. Cada pessoa poderá libertar apenas uma palavra e esta ficará associada ao seu nome.

No dia 3 de Maio, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o projecto chega ao fim. Serão impressas 11 cópias do dicionário e enviadas para 11 países onde revoluções ainda estão a decorrer (Tunísia, Egito, Líbia, Iémen, Síria, Bahrein, Iraque, Argélia, Irão, Marrocos e Arábia Saudita). No dicionário impresso, as pessoas poderão também saber quem libertou cada palavra. As palavras que não forem libertadas, não constarão no dicionário final e no seu lugar ficará um espaço em branco.


* VAMOS TODOS ENVIAR UMA PALAVRA

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JOÃO PAULO

RODRIGUES



INTERPRETA "ARETHA FRANKLIN"


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 SOCORRO !!!!!!!!
 
Aluno do 9ºano EB 2/3 Espinho









Se tiver dificuldade na interpretação da resposta do aluno, aqui vai a transcrição possível da opinião do mesmo sobre o papel da escola na formação de um cidadão:

O papel da escola eu axo que é igual a um papel qualquer de imperssora de A4. E de certeza que é. tem a mesma grossura e tudo. Agora se estão a falar, por exemplo, das folhas de Teste que é uma folha A3 duberada ao meio fazendo duas folhas A4, axo melhor que as folhas de teste sejam assim do que só uma folha A4, essas fichas que os professores dão são sempre folhas de formato A4 ou de formato A5 . Os testes As professoras metem sempre folhas de formato A4 mas quando são mais as professoras agrafam sempre as folhas e nunca fazem teste com folhas formato A5. Por isso eu axo que as folhas desta escola são iguais às das outras escolas ou de outras empresas.  

SEM  COMENTÁRIOS


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1 - BRRR QUE FRIO !!!!!













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SEM  PALAVRAS




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GAUDI











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ILHA DE MOÇAMBIQUE




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4-VINHOS DE PORTUGAL





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2.FLAGRANTES AÉREOS











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 2 - PLANETA HUMANO





O ser humano não foi concebido para sobreviver na água. Mas as pessoas descobriram formas de viver uma vida quase aquática para que pudessem explorar as riquezas dos oceanos. De um "encantador" de tubarões no Pacífico aos pescadores brasileiros que cooperam com golfinhos para capturar tainha, essa viagem rumo à imensidão azul revela histórias surpreendentes de inteligência e coragem.
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O FRIO ESTÁ A APERTAR
ATÉ QUARTA 15/02
DIAS "GELADOS"




NÃO ESQUEÇA

- Use luvas, gorro, meias quentes e cachecol
- Use várias camadas de roupa em vez de apenas uma muito grossa
- Reduza o intervalo das refeições, faça refeições mais pequenas e numerosas
- Prefira sopas e bebidas quentes
- Evite roupa demasiado justa ou transpirada
- Pratique exercício em casa
- Mantenha a temperatura em casa acima dos 18º até aos 24º
- Se utilizar aquecimento com material de queima tenha atenção ao arejamento
- Se viajar evite fazê-lo sózinho e leve mantas, bebidas quentes, comida e uma lanterna
- Em caso de aflição ligue 112

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3 - VULTOS DA CULTURA DO SEC XIX »»» camilo castelo branco


Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (Lisboa, Encarnação, 16 de Março de 1825 — Vila Nova de Famalicão, São Miguel de Seide, 1 de Junho de 1890) foi um escritor português, romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º visconde de Correia Botelho, título concedido pelo rei D. Luís de Portugal.

Camilo Castelo Branco foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa contemporânea.

Há quem diga que, em 1846, foi iniciado na Maçonaria do Norte, o que é muito estranho ou algo contraditório, pois há indicações de que, pela mesma altura, na Revolta da Maria da Fonte, lutava a favor dos Miguelistas, que criaram a Ordem de São Miguel da Ala precisamente para combater a Maçonaria. Do mesmo modo, muita da sua literatura demonstra defender os ideais legitimistas e conservadores ou tradicionais, desaprovando os que lhe são contrários.

Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para o público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu manter uma escrita muito original.

BIOGRAFIA

Camilo Castelo Branco teve uma vida atribulada, passional e impulsiva, uma vida tipicamente romântica.

Primeiro Visconde de Correia Botelho, nasceu em Lisboa, no Largo do Carmo, a 16 de Março de 1825.

De uma família da aristocracia de província com distante ascendência Cristã Nova, era filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, nascido na casa dos Correia Botelho em São Dinís, Vila Real, a 17 de Agosto de 1778 e que teve uma vida errante entre Vila Real, Viseu e Lisboa, onde faleceu a 22 de Dezembro de 1835, tomado de amores por Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira (Sesimbra, Santiago, 27 de Janeiro de 1799 - 6 de Fevereiro de 1827), com quem não se casou mas de quem teve os seus dois filhos.

Camilo foi assim perfilhado por seu pai em 1829, como «filho de mãe incógnita». Ficou órfão de mãe quando tinha um ano de idade e de pai aos dez anos, o que lhe criou um caráter de eterna insatisfação com a vida. Foi recolhido por uma tia de Vila Real e, depois, por uma irmã mais velha, Carolina Rita Botelho Castelo Branco, nascida em Lisboa, Socorro, a 24 de Março de 1821, em Vilarinho de Samardã, em 1839, recebendo uma educação irregular através de dois Padres de província.
autor BOTELHO

Na adolescência, formou-se lendo os clássicos portugueses e latinos e literatura eclesiástica e contactando a vida ao ar livre transmontana.

Com apenas dezasseis anos (18 de Agosto de 1841), casa-se em Ribeira de Pena, Salvador, com Joaquina Pereira de França (Gondomar, São Cosme, 23 de Novembro de 1826 - Ribeira de Pena, Friúme, 25 de Setembro de 1847), filha de lavradores, Sebastião Martins dos Santos, de Gondomar, São Cosme, e Maria Pereira de França, e instala-se em Friúme. O casamento precoce parece ter resultado de uma mera paixão juvenil e não resistiu muito tempo. No ano seguinte, prepara-se para ingressar na universidade, indo estudar com o Padre Manuel da Lixa, em Granja Velha.

O seu caráter instável, irrequieto e irreverente leva-o a amores tumultuosos (Patrícia Emília do Carmo de Barros (Vila Real, 1826 - 15 de Fevereiro de 1885), filha de Luís Moreira da Fonseca e de sua mulher Maria José Rodrigues, e a Freira Isabel Cândida).

Ainda a viver com Patrícia Emília do Carmo de Barros, Camilo publicou n'O Nacional correspondências contra José Cabral Teixeira de Morais, Governador Civil de Vila Real, com quem colaborava como amanuense.

Esse posto, segundo alguns biógrafos, surge a convite após a sua participação na Revolta da Maria da Fonte, em 1846, em que terá combatido ao lado da guerrilha Miguelista.

Devido a esta desavença, é espancado pelo «Olhos-de-Boi», capanga do Governador Civil.

As irreverentes correspondências jornalísticas valeram-lhe, em 1848, nova agressão a cargo de Caçadores 3.

Camilo abandona Patrícia nesse mesmo ano, fugindo para casa da irmã, residente agora em Covas do Douro.

Tenta então, no Porto, o curso de Medicina, que não conclui, optando depois por Direito. A partir de 1848, faz uma vida de boémia repleta de paixões, repartindo o seu tempo entre os cafés e os salões burgueses e dedicando-se entretanto ao jornalismo. Em 1850, toma parte na polémica entre Alexandre Herculano e o clero, publicando o opúsculo O Clero e o Sr. Alexandre Herculano, defesa que desagradou a Herculano.

Apaixona-se por Ana Augusta Vieira Plácido e, quando esta se casa, em 1850, tem uma crise de misticismo, chegando a frequentar o seminário, que abandona em 1852.

Ana Plácido tornara-se mulher do negociante Manuel Pinheiro Alves, um brasileiro que o inspira como personagem em algumas das suas novelas, muitas vezes com caráter depreciativo. Camilo seduz e rapta Ana Plácido. Depois de algum tempo a monte, são capturados e julgados pelas autoridades. Naquela época, o caso emocionou a opinião pública, pelo seu conteúdo tipicamente romântico de amor contrariado, à revelia das convenções e imposições sociais. Foram ambos enviados para a Cadeia da Relação, no Porto, onde Camilo conheceu o famoso delinquente Zé do Telhado. Com base nesta experiência, escreveu Memórias do Cárcere. Depois de absolvidos do crime de adultério pelo Juiz José Maria de Almeida Teixeira de Queirós (pai de José Maria de Eça de Queirós), Camilo e Ana Plácido passam a viver juntos, contando ele trinta e oito anos de idade.

Entretanto, Ana Plácido tem um filho, teoricamente do seu antigo marido, seguido de mais dois de Camilo. Com uma família tão numerosa para sustentar, Camilo começa a escrever a um ritmo alucinante.

Quando o ex-marido de Ana Plácido falece, a 15 de Julho de 1863, o casal vai viver para a sua casa, em São Miguel de Seide.

Em 1870, devido a problemas de saúde, Camilo vai viver para Vila do Conde, onde se mantém até 1871. Foi aí que escreveu a peça de teatro «O Condenado» (representada no Porto em 1871), bem como inúmeros poemas, crónicas, artigos de opinião e traduções.

Outras obras de Camilo estão associadas a Vila do Conde. Na obra «A Filha do Arcediago», relata a passagem de uma noite do arcediago, com um exército, numa estalagem conhecida por Estalagem das Pulgas, outrora pertencente ao Mosteiro de São Simão da Junqueira e situada no lugar de Casal de Pedro, freguesia da Junqueira. Camilo dedicou ainda o romance «A Enjeitada» a um ilustre vilacondense seu conhecido, o Dr. Manuel Costa.

Entre 1873 e 1890, Camilo deslocou-se regularmente à vizinha Póvoa de Varzim, perdendo-se no jogo e escrevendo parte da sua obra no antigo Hotel Luso-Brazileiro, junto do Largo do Café Chinês. Reunia-se com personalidades de notoriedade intelectual e social, como o pai de Eça de Queirós, José Maria de Almeida Teixeira de Queirós, magistrado e Par do Reino, o poeta e dramaturgo poveiro Francisco Gomes de Amorim, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, António Feliciano de Castilho, entre outros. Sempre que vinha à Póvoa, convivia regularmente com o Visconde de Azevedo no Solar dos Carneiros.

Francisco Peixoto de Bourbon conta que Camilo, na Póvoa, «tendo andado metido com uma bailarina espanhola, cheia de salero, e tendo gasto, com a manutenção da diva, mais do que permitiam as suas posses, acabou por recorrer ao jogo na esperança de multiplicar o anémico pecúlio e acabou, como é de regra, por tudo perder e haver contraído uma dívida de jogo, que então se chamava uma dívida de honra».

A 17 de Setembro de 1877, Camilo viu morrer na Póvoa de Varzim, aos 19 anos, o seu filho predileto, Manuel Plácido Pinheiro Alves, do segundo casamento com Ana Plácido, que foi sepultado no cemitério do Largo das Dores.


Camilo era conhecido pelo mau feitio. Na Póvoa mostrou outro lado. Conta António Cabral, nas páginas d'«O Primeiro de Janeiro» de 3 de junho de 1890: «No mesmo hotel em que estava Camilo, achava-se um medíocre pintor espanhol, que perdera no jogo da roleta o dinheiro que levava. Havia três semanas que o pintor não pagava a conta do hotel, e a dona, uma tal Ernestina, ex-atriz, pouco satisfeita com o procedimento do hóspede, escolheu um dia a hora do jantar para o despedir, explicando ali, sem nenhum género de reservas, o motivo que a obrigava a proceder assim. Camilo ouviu o mandado de despejo, brutalmente dirigido ao pintor. Quando a inflexível hospedeira acabou de falar, levantou-se, no meio dos outros hóspedes, e disse: - A D. Ernestina é injusta. Eu trouxe do Porto cem mil reis que me mandaram entregar a esse senhor e ainda não o tinha feito por esquecimento. Desempenho-me agora da minha missão. E, puxando por cem mil reis em notas entregou-as ao pintor. O Espanhol, surpreendido com aquela intervenção que estava longe de esperar, não achou uma palavra para responder. Duas lágrimas, porém, lhe deslizaram silenciosas pelas faces, como única demonstração de reconhecimento.»

Em 1885 é-lhe concedido o título de 1.º Visconde de Correia Botelho. A 9 de Março de 1888, casa-se finalmente com Ana Plácido.

Camilo passa os últimos anos da vida ao lado dela, não encontrando a estabilidade emocional por que ansiava. As dificuldades financeiras e os filhos dão-lhe enormes preocupações: considera Nuno irresponsável e Jorge sofre de uma doença mental.

A progressiva e crescente cegueira (causada pela sífilis), impede Camilo de ler e de trabalhar capazmente, o que o mergulha num profundo desespero.

Depois da consulta a um oftalmologista que lhe confirmara a gravidade do seu estado, Camilo Castelo Branco desfere um tiro de revólver na têmpora direita, às 15h15 de 1 de junho de 1890, acabando por morrer às 17h00 desse mesmo dia.

DESCENDÊNCIA

Filhos do primeiro casamento:
Rosa Pereira de França Botelho Castelo Branco (Ribeira de Pena, Friume, 25 de Agosto de 1843 - 10 de Março de 1848).

Filhos do segundo casamento:
Manuel Plácido Pinheiro Alves (Porto, 11 de Agosto de 1858 - Póvoa de Varzim, Póvoa de Varzim, 17 de Setembro de 1877).
Jorge Camilo Plácido Castelo Branco (Lisboa, 26 de Junho de 1863 - 10 de Setembro de 1900).
Nuno Plácido Castelo Branco (Vila Nova de Famalicão, São Miguel de Seide, 15 de Setembro de 1864 -), 1.º Visconde de São Miguel de Seide.

Filha natural de Camilo Castelo Branco e de Patrícia Emília do Carmo de Barros:

Bernardina Amélia Castelo Branco (Vila Real, São Pedro, 25 de Junho de 1848 -), casada em Valbom a 28 de Dezembro de 1865 com António Francisco de Carvalho, do Porto, filho de António Francisco de Carvalho Guimarães e de sua mulher Ana de Sousa Loureiro e Oliveira, de quem houve descendência.

PSEUDÓNIMOS

Durante quase 40 anos, entre 1851 e 1890, escreveu à pena, logo sem qualquer ajuda mecânica, mais de duzentas e sessenta obras, com a média superior a 6 por ano. Prolífico e fecundo escritor, deixou obras de referência na literatura lusitana.

Apesar de toda essa fecundidade, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco não permitiu que a intensa produção prejudicasse a sua beleza idiomática ou mesmo a dimensão do seu vernáculo, transformando-o numa das maiores expressões artísticas e a sua figura num mestre da língua portuguesa. Além dos vários romances, deixou um legado enorme de textos inéditos, comédias, folhetins, poesias, ensaios, prefácios, traduções e cartas – tudo com assinatura própria ou os menos conhecidos pseudónimos, tais como:

Manoel Coco
Saragoçano
A.E.I.O.U.Y
Árqui-Zero
Anastácio das Lombrigas

REALISMO OU ROMANTISMO

Terá sido Camilo Castelo Branco realista ou romântico? A sua obra é predominantemente romântica. Parece incontestável. No entanto, não o é totalmente.

Camilo gostaria de se situar acima das escolas literárias. Mas os modelos clássicos vão ter sempre peso na sua produção literária, embora também se deixe impressionar pela literatura misteriosa e macabra de Ann Radcliffe. Foi imensamente influenciado por Almeida Garrett. Contudo, a fidelidade à linguagem e aos costumes populares, ao cheiro do torrão (como aponta Jacinto do Prado Coelho), vai permanecer como uma das suas maiores qualidades. A crítica tem apontado que, se por um lado Camilo, nos enredos das suas novelas, com as suas peripécias mais ou menos rocambolescas, está claramente numa filiação romântica, por outro lado, nas explicações psicológicas, na maneira como analisa os sentimentos e ações das personagens, pelas justificações e explicações dos acontecimentos, pela crítica a determinado tipo de educação, não pode ser considerado simplesmente como romântico.

Jacinto do Prado Coelho considera-o «ideologicamente flutuante [...] Camilo mantém-se um narrador de histórias românticas ou romanescas com lances empolgantes e situações humanas comoventes» e também diz que «o romantismo de Camilo é um romantismo em boa parte dominado, contido, classicizado» e que há ao «lado do seu alto idealismo romântico a viril contenção da prosa, um bom-senso ligado às tradições e a certo cânones clássicos, um realismo sui generis, de vocação pessoal que parece na razão direta da autenticidade do seu romantismo».

Eça de Queiroz publica a primeira versão de O Crime do Padre Amaro, já depois da sua exposição nas Conferências do Casino acerca do realismo como nova expressão da arte. Isso faz com que Camilo, de certa maneira sentindo-se a perder terreno para o único prosador que podia ser seu rival, enverede em duas novelas, Eusébio Macário e A Brasileira de Prazins, para tentar ser mais realista. E o que é mais extremado do que o realismo? O naturalismo. O resultado é de um certo efeito cómico, porque Camilo, com a sua particular maneira de escrever, não se contém e acaba por fazer uma paródia do naturalismo.

No prefácio de Eusébio Macário, Camilo afirma que não tentou ridicularizar a escola realista e alega: «[...] tenho sido realista sem o saber. Nada me impede de continuar». E ainda: «Eu não conhecia Zola; foi uma pessoa da minha família que me fez compreender a escola com duas palavras: “É a tua velha escola com uma adjetivação de casta estrangeira, e uma profusão de ciência (...) Além disso tens de pôr a fisiologia onde os românticos punham a sentimentalidade: derivar a moral das bossas, e subordinar à fatalidade o que, pelos velhos processos, se imputava à educação e à responsabilidade” compreendi e achei eu, há vinte e cinco anos, já assim pensava, quando Balzac tinha em mim o mais inábil dos discípulos.»

Portanto: Camilo tenta apanhar o comboio da nova escola realista e fá-lo de uma maneira que não é isenta de chacota.

OBRAS PRINCIPAIS

Anátema (1851)
Mistérios de Lisboa (1854)
A Filha do Arcediago (1854) (eBook)
Livro negro de Padre Dinis (1855)
A Neta do Arcediago (1856) (eBook)
Onde Está a Felicidade? (1856)
Um Homem de Brios (1856)
O Sarcófago de Inês (1856)
Lágrimas Abençoadas (1857) (eBook)
Cenas da Foz (1857) (eBook)
Carlota Ângela (1858) (eBook)
Vingança (1858)
O Que Fazem Mulheres (1858) (eBook)
O Morgado de Fafe em Lisboa (Teatro, 1861)
Doze Casamentos Felizes (1861)
O Romance de um Homem Rico (1861)
As Três Irmãs (1862)
Amor de Perdição (1862) (eBook)
Memórias do Carcere (1862)
Coisas Espantosas (1862)
Coração, Cabeça e Estômago (1862)
Estrelas Funestas (1862) (eBook)
Cenas Contemporâneas (1862) (eBook)
Anos de Prosa (1863) (eBook)
A Gratidão (incluído no volume Anos de Prosa) (eBook)
O Arrependimento (incluído no volume Anos de Prosa) (eBook)
Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado (1863)
O Bem e o Mal (1863)
Estrelas Propícias (1863) (eBook)
Memórias de Guilherme do Amaral (1863)
Agulha em Palheiro (1863) (eBook)
Amor de Salvação (1864) (eBook)
A Filha do Doutor Negro (1864)
Vinte Horas de Liteira (1864)
O Esqueleto (1865)
A Sereia (1865)
A Enjeitada (1866)
O Judeu (1866)
O Olho de Vidro (1866) (eBook)
A Queda dum Anjo (1866) (eBook)
O Santo da Montanha (1866)
A Bruxa do Monte Córdova (1867)
A doida do Candal (1867)
Os Mistérios de Fafe (1868)
O Retrato de Ricardina (1868)
Os Brilhantes do Brasileiro (1869)
A Mulher Fatal (1870)
Livro de Consolação (1872) (eBook)
A Infanta Capelista (1872) (conhecem-se apenas 3 exemplares deste romance porque D. Pedro II, imperador do Brasil, pediu a Camilo para não o publicar, uma vez que versava sobre um familiar da Família Real Portuguesa e da Família Imperial Brasileira)
O Carrasco de Victor Hugo José Alves (1872) (eBook)
O Regicida (1874) (eBook)
A Filha do Regicida (1875)
A Caveira da Mártir (1876)
Novelas do Minho (1875-1877) (eBook)
Eusébio Macário (1879)
A Corja (1880)
A senhora Rattazzi (1880) (eBook)
A Brasileira de Prazins (1882)
O Assassino de Macario (eBook)
D. Antonio Alves Martins: bispo de Vizeu (eBook)
Folhas Caídas (eBook)
O General Carlos Ribeiro (eBook)
Luiz de Camões (eBook)
Sá de Miranda (eBook)
Salve, Rei! (eBook)
Suicida (eBook)
O vinho do Porto (eBook)
Voltareis ó Cristo? (eBook)
Theatro comico: A Morgadinha de Val d'Amores; Entre a flauta e a Viola (eBook)
A espada de Alexandre (eBook)
O Condemnado: drama / Como os anjos se vingam: drama (eBook)
Nas Trevas : Sonetos sentimentaes e humoristicos (eBook)
O clero e o sr. Alexandre Herculano (1850) (digitalizado em Google)


WIKIPÉDIA

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