segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

- UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA


INTRUJA

BRASILEIRO INCOMPREENDIDO

Ela Vê Maldade em Tudo...
Eu já não aguentava ficar em casa. Então resolvi dar uma pescadinha de vez em quando pra refrescar a cabeça, pois prefiro passar meu tempo fazendo aquilo que eu mais gosto! - Pescar.
Comprei um pequeno barco de pesca e tentei várias vezes tentei levar minha esposa comigo, mas ela nunca gostou de pescarias.
Finalmente, um dia, na lojinha de pesca do meu bairro, conheci e comecei a conversar com Dona Jurema, responsável pela loja, que por coincidência também adora pescar e em função das nossas afinidades sobre pesca, acabou surgindo uma grande amizade.
Como eu disse, minha esposa detesta pescaria.
Ela não somente recusa a participar conosco das pescarias, como também reclama que eu gasto muito tempo pescando.
Algumas semanas atrás, Dona Jurema e eu tivemos uma das nossas melhores pescarias. Eu não somente pesquei um belíssimo tucunaré, como nunca tinha visto, e alguns minutos mais tarde Dona Jurema pescou um igualzinho!
Então eu tirei uma foto de Dona Jurema segurando os dois tucunarés que pescamos.
Mostrei a foto para minha esposa, pensando que, talvez, vendo a foto, ela passasse a se interessar pelas minhas pescarias.
Ela não só não gostou como me proibiu de voltar a pescar. Disse também para que eu vendesse meu barco!
Acho que ela não gosta de me ver feliz!
Pergunto: O que devo fazer? Falo para minha esposa para esquecer tudo isso e continuo com as minhas pescarias, ou vendo o meu barco como ela insiste?!
A sua opinião é muito importante nesse meu momento de indecisão, por isso veja a foto dos dois tucunarés, o meu e da Dona Jurema!!!

Obrigado.



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1-SEM-ABRIGO












M
Contabilista tira fotos a sem-abrigos

Lee Jeffries começou a retratar sem-abrigos em 2008. Desde essa altura, juntou uma enorme colecção de fotografias, dignas de um fotógrafo profissional. Mas o inglês de 40 anos encara a fotografia como um passatempo – o resto do dia passa-o no escritório de contabilidade onde trabalha.

Os retratos a preto e branco dos sem-abrigo despertaram a atenção dos profissionais da área, que elogiam até a sua técnica.

Tudo começou em 2008, em Londres. Jeffries tentou fotografar uma mulher que dormia na rua, e quando esta se apercebeu, elevou a voz e protestou. Envergonhado, o inglês tinha duas hipóteses, “ou ia embora, ou falava com ela e pedia desculpa”. Optou pela segunda e revolucionou a maneira como tirava fotos.

As imagens são posteriormente retocadas: “Faço-o para destacar os olhos. Eles é que me atraem verdadeiramente e são sempre o ponto de partida para a emoção presente em cada fotografia”.

De Nova Iorque a Roma, passando por Los Angeles e Manchester, Jeffries continua a fotografar sem-abrigos. Mas agora dá-lhes dinheiro para "agradecer".

IN "SÁBADO"

23/01/12


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STREEP



video


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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Lagarde: Mundo está a resvalar
para uma Grande Depressão

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) e antiga ministra das Finanças de Nicolas Sarkozy voltou hoje a alertar que, na ausência de políticas fortes, em particular da Europa para travar a crise do euro, o mundo resvalará com grande probabilidade para uma crise de grandes proporções, semelhante à Grande Depressão, que nos anos 30, no rescaldo do "crash" da bolsa nova-iorquina, juntou recessão, elevado desemprego, queda de preços e o regresso em força de medidas proteccionistas.

Na ausência de medidas adequadas, “poderemos facilmente voltar a resvalar para uma situação semelhante à de 1930, em que a confiança a e cooperação faliram e os países voltaram-se para dentro e que pode, em última análise, gerar uma espiral recessiva capaz de engolir todo o mundo”.

Já em meados de Dezembro, Lagarde falara do risco de uma segunda Grande Depressão, depois de ter avisado que “não existe economia no mundo, sejam países de baixos rendimentos, mercados emergentes, países com rendimentos médios ou economias super avançadas, que estejam imunes à crise, que não está somente a desenvolver-se como a aumentar". Hoje, falando em Berlim, a responsável sinalizou que o mundo atravessa um "momento decisivo", considerando que esse risco está mais próximo de se materializar.

O seu primeiro pedido voltou a ser dirigido à Europa que precisa de “defesas mais fortes para travar o contágio do euro” a países como Itália ou Espanha, a par de políticas que promovam o crescimento e de uma integração mais profunda, numa alusão à criação de "eurobonds".

Quanto às “linhas de defesa”, Lagarde insistiu na antecipação da entrada em vigor do Mecanismo Europeu de Estabilidade e com mais recursos do que os 500 mil milhões de euros previstos – algo que tem sucessivamente esbarrado com a oposição da Alemanha.

Combinado com as "acções" do Banco Central Europeu (BCE) no mercado de dívida, esse mecanismo deve dispor de recursos e instrumentos para evitar que “países como Itália e Espanha”, “em termos fundamentais, capazes de enfrentar as suas dívidas”, sejam arrastados por custos de financiamento “anormalmente elevados”, com consequências “desastrosas”, frisou.

Lagarde voltou igualmente a apelar a políticas que promovam o crescimento económico, evitando que os bancos prossigam o aperto ao crédito e que os Governos por toda a Europa sigam idêntica receita de austeridade à imposta aos mais endividados.


* Contra os políticos, banqueiros e donos do dinheiro não há anti-depressivo eficaz.


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1 -  HISTÓRIA DA MATEMÁTICA





A História da Matemática (The story of maths) foi escolhido como Melhor Documentário produzido no ano pela estação BBC, em votação. Apresentado pelo pesquisador e professor da Universidade de Oxford, Marcus du Sautoy, o filme volta à história da matemática da Grécia e de Atenas e explica o quão importante ela ainda é para nós nos dias de hoje.

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SHIUUUUUUUUUUUU 
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  NÃO FAÇA BARULHO







MM

ALMORRÓIDA PARALAMENTAR



COMEZAINAS

Há dois restaurantes de luxo na Assembleia da República reservados a deputados e respectivos convidados. Por cerca de 10 euros por pessoa podem experimentar no almoço buffet, do restaurante do edifício novo do Parlamento, um belo arroz de tamboril com gambas e umas salsichas em couve lombarda. Mas tem também direito a uma mesa de fritos, a outra vegetariana, mais uma de doces e frutas ou de queijos. Tudo isto antecedido, se assim o entender, de uma bela sopa de cebola. Este é um menu normal, não é de dia de festa, mas sabendo que nem todos os deputados almoçam como deve ser, fomos ver os preços nos bares a que têm acesso e também na cantina, onde vão sobretudo os funcionários da casa.

Começando pela cantina, por apenas 3,80 € têm acesso a uma refeição completa, incluindo iguarias como um arroz de polvo - "malandrinho", como convém -ou à dieta de vitela simples, mais sonhos de peixe. Sopa de ervilha ou Juliana de legumes também constam da variada ementa.

Já nos bares de serviço, para uma refeição ligeira, o Correio indiscreto aconselha o belo prego, a bifana ou o hambúrguer da casa a apenas 1,01 €. Os croquetes também são em conta: 0,40 cêntimos cada um. Pode optar, é claro, por uma sandes mista a 0,66, ou em forma de tosta a 0,76. Tudo isto pode ser regado com uma cerveja a 0,55 ou uma mini a 0,40. Já percebeu porque é que eles engordam?


* Excerto de um artigo de opinião de PAULO PINTO MASCARENHAS, editado no "CORREIO DA MANHÃ" a 08/12/11


RUBRICAS DO ORÇAMENTO DA 
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA - 2012

- Despesas correntes para os serviços de
Restaurante, Refeitório e Cafetaria ..... 743.665 €
- Receitas corrente na venda de senhas
de refeição.......................................... 216.100 €

Contribuição do cidadão...................... 527.565 €



NR: Numa época em que a maioria dos políticos apela à solidadriedade, à contenção de despesas, verificamos que os senhores deputados, com salários muito acima da média, usufruem de um serviço de restauração de luxo a preços de pobre e que o cidadão contribui pelo menos com mais de meio milhão de euros para esta engorda.


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HOJE NO
"DESTAK"

Eurostat
Confiança dos consumidores europeus sobe em Janeiro

A confiança dos consumidores da União Europeia (UE) na economia subiu em janeiro, embora permaneça em valores negativos, de -21 pontos, divulgou hoje o Eurostat.

De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, tal valor demonstra uma melhoria da confiança face a dezembro: aí, a confiança dos consumidores dos 27 Estados-membros situava-se nos -22,1 pontos.

No que refere à zona euro, o indicador permaneceu estável em janeiro, subindo 0,3 décimas, de -21,3 pontos para -21 pontos.


* Confiança abaixo de zero


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GENTILEZA GERA GENTILEZA


BRASIL, Didi Wagner e jovens de São Paulo vestem-se de super-herois e saem por um shopping da cidade, onde entregam flores e ajudam as pessoas.

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HOJE NO
"i"
Cavaco. Presidente recebe 
três mil euros para representação
Um ano depois de começar o segundo mandato, 
Cavaco e Passos estão cada vez mais distantes

A pergunta coloca-se desde sexta-feira: afinal que despesas tem o Presidente da República para que dez mil euros por mês brutos não cheguem? Mas não são dez mil, são quase 13 mil euros brutos. Além das reformas de quase dez mil euros, o Presidente da República recebe ainda 2900 euros por mês para despesas de representação pelo cargo que ocupa. Assim, a Presidência assegura a Cavaco, durante os próximos quatro anos, os gastos com alimentação, habitação, médico e outras despesas pessoais.

O Orçamento da Presidência da República prevê uma verba de 4,5 milhões de euros para 2012 na rubrica representação da República. Um valor que diminuiu desde 2009 e que inclui, além das despesas de representação do Presidente, as remunerações com o gabinete de Cavaco e as Casas Civil e Militar e ainda as remunerações pagas ao pessoal dos gabinetes dos anteriores presidentes da República. Uma benesse que também Cavaco irá ter depois de sair de Belém.

A dias de terminar o primeiro ano do segundo mandato na Presidência da República, Cavaco Silva cometeu a gaffe que lhe tem saído cara nas ruas. Em Guimarães, onde esteve para o arranque da Cidade Europeia da Cultura, o Presidente foi vaiado e conheceu o sabor amargo da contestação social como não se lembrava desde o buzinão da ponte em 1994. Se nos anos 90 respondia a críticas com a célebre frase: “Deixem-me trabalhar”, desta vez a Presidência da República opta pela estratégia do silêncio.

O episódio que deixou Cavaco debaixo de fogo culminou no entanto com a certeza que a relação entre Cavaco e Passos já teve melhores dias. O Presidente e o primeiro-ministro relacionam-se há pouco mais de seis meses enquanto mais altos responsáveis do país e os últimos tempos têm mostrado a distância entre os dois. Se na sexta, o Presidente cometeu a gaffe, no sábado, Passos, num gesto inédito, comentou as palavras do Presidente, ao mesmo tempo que dizia que não comentava. Dirigindo-se directamente ao Presidente – “O que eu quero dizer aos portugueses, a começar pelo senhor Presidente da República e a acabar em qualquer cidadão em Portugal” – Passos lembrou que “os sacrifícios têm de ser repartidos por todos” e que “vão valer a pena”. “Não há ninguém que fique de fora”, acrescentou.

A expressão utilizada por Passos remete para as palavras que meses antes Cavaco tinha dito sobre o Orçamento do Estado. A primeira divergência pública entre o chefe de governo e o chefe de Estado apareceu pouco depois da apresentação do Orçamento para este ano, o primeiro da era Passos Coelho. Na altura, Cavaco alertou que os sacrifícios pedidos aos portugueses tinham de ser repartidos igualmente por todos, uma vez que os cortes dos subsídios de férias e Natal a funcionários públicos e pensionistas violavam o princípio constitucional da equidade fiscal. O governo não lhe fez a vontade e manteve a proposta, apenas a aligeirou, ao aumentar o valor a partir do qual os cortes eram efectivos.

Paz podre Na semana em que assinou o acordo na Concertação Social, Passos teve uma ajuda extra de Belém. As atenções mediáticas viraram-se para as declarações do Presidente. Mas foram as declarações de Passos uma estratégia para aproveitar o descuido presidencial? “Tomo a reacção do primeiro-ministro como uma resposta. Assim como o Presidente quer dar a impressão que não está a favorecer o governo, o primeiro-ministro também quer mostrar que não se intimida”, diz ao i o economista e ex-ministro de Cavaco Silva, Miguel Beleza. “Claro que Passos se aproveitou um bocado, até porque este ponto tinha sido um dos da discórdia antes do Orçamento do Estado. Agora, depois da discórdia, Passos aparece como o arauto da moralidade”, diz ao i um social-democrata que preferiu o anonimato. Já o antigo conselheiro de Estado do Presidente, António Capucho acredita que as declarações do Presidente e a resposta de Passos não vão criar mazelas no relacionamento entre os dois: “Não são crianças nem irresponsáveis. O problema do lapsus linguae ou da força de expressão usada pelo Presidente é irrelevante perante os problemas do país. Não vão debater-se nem deixar arrastar uma questão secundária”.

O Presidente, mais solto por não ter no horizonte eleições, tem mostrado por diversas vezes que não concorda com o rumo seguido em São Bento. Além dos cortes nos subsídios, Cavaco promulgou, mas com dúvidas, a primeira reforma de Passos Coelho: o fim dos governo civis. As divergências entre os dois colocam- -se ainda ao nível ideológico: Cavaco diz que inscrever um limite ao défice na Constituição “é estranho” e que reduzir a taxa social única “seria um erro”, duas ideias das quais Passos é defensor. Certo é que depois disto os dois terão de se entender por mais quatro anos, caso cumpram mandato até ao fim.


* E assim se faz a poupançazinha...


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FERNANDA CACHÃO



Problema de decoração

Ficámos todos a saber que José Magalhães nos gastou mais de 62 mil euros em colunas, espelhos, sofás, carpetes, tralhas e obras diversas, na renovação do seu gabinete na secretaria de Estado da Justiça.

Na sua página do Facebook, o ex-secretário de Estado do Governo de José Sócrates justifica-se: "O custo foi minúsculo e para os incrédulos sugiro que comparem despesas de remodelação dos gabinetes dos dois secretários de Estado." Magalhães faz lembrar aqueles putos lorpas que, quando apanhados em falta, acusam o lorpa do lado.

Do gabinete redecorado ficámos também a saber que "quem tenha algumas luzes culturais percebe [na decoração] a alusão a Ricardo Reis e à herança cultural da antiguidade clássica". Nada justifica o uso de dinheiro público na decoração do local de trabalho, nem que José Magalhães esperasse um dia receber visita da Lídia do citado heterónimo de Fernando Pessoa ["Vem sentar-se comigo Lídia, à beira do rio"].

Enganamo-nos e engana-se a troika. O problema de Portugal é um problema de decoração. Cada governo, sua estética – mudam gabinetes e também leis, administradores, orgânicas, supervisores, muda tudo, só a casa é sempre a mesma.


IN "CORREIO DA MANHÃ"
17/01/12

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HOJE NO
"A BOLA"

Veiga mostra-se tranquilo antes do julgamento do caso João Pinto

O processo sobre a transferência de João Vieira Pinto do Benfica para o Sporting, em 2000, que envolve alegadamente dinheiro não declarado, começa a ser julgado esta segunda-feira na 6.ª Vara do Tribunal Criminal de Lisboa.

No banco dos réus por fraude fiscal e branqueamento de capitais estão João Pinto e José Veiga, na altura agente do antigo jogador.

À chegada ao tribunal, José Veiga mostrou-se tranquilo sobre este caso. Presentes também estão Luís Duque, administrador da SAD do Sporting, e Rui Meireles, antigo diretor financeiro.

Após um alerta do Banco de Portugal, foi ordenada a apreensão de três milhões de euros a João Pinto, tendo o Ministério Público considerado que esse dinheiro não foi declarado. João Pinto, por seu lado, negou ter recebido prémio de assinatura.


* O verdadeiro desporto que se pratica em Portugal...

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GINÁSTICA

ECONÓMICA



Mais uma lição que vem do Brasil
Convidado pela produção do programa Vida Melhor, exibido pela Rede Vida, de segunda à sexta às 12h30, o personal trainner Diego Figueroa ensinou alunos sedentários como exercitar-se com utensílios domésticos.

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ALMORRÓIDA CRIMINEIRA


Só 3% dos inquéritos de crimes económicos resultam em acusação 

Dos 726 inquéritos por corrupção e crimes complexos, só 20 deram acusação. DCIAP queixa-se de falta de meios.

O departamento do Ministério Público, que tem a cargo a criminalidade económico-financeira e ainda os casos mais graves e complexos, trabalhou em 2010 em mais de 700 investigações mas só 20 resultaram na acusação dos arguidos, isto é 2,7%. Os dados, os últimos, constam do relatório anual da Procuradoria Geral da República (PGR) no capítulo do DCIAP - Departamento Central de Investigação e Acção Penal -, que tem em mãos as mais complexas investigações, nomeadamente dos crimes de corrupção.

Dos 726 inquéritos que o DCIAP movimentou em 2010, 205 foram dados como terminados e destes 20 resultaram numa acusação. Os restantes foram arquivados (58) ou suspensos, além de "outros motivos" que o relatório não especifica. Uma percentagem - menos de 3% - que fica abaixo da obtida em 2009, quando o DCIAP, em 715 investigações acusou 27 arguidos, o que equivale a 3,7%. Mas em declarações ao Diário Económico, a directora do departamento, Cândida Almeida, frisa que a esmagadora maioria das acusações são confirmadas pelo juiz e resultam numa condenação.

No relatório, Cândida Almeida queixa-se de falta de meios para cumprir em pleno a função para que o departamento foi criado em 1998: coordenação e direcção da investigação e da prevenção da criminalidade violenta, altamente organizada ou de especial complexidade. Destaca-se o combate ao chamado crime de ‘colarinho branco' e à corrupção, que tem sido apontado como uma prioridade de vários governos porque impede o saudável desenvolvimento da economia. Um argumento que ganha agora peso com a situação de crise económica do país. No que toca à natureza dos crimes investigados, o relatório refere as infracções económico-financeiras, ilícitos criminais levados a cabo por responsáveis de instituições bancárias, burla, fraude fiscal, branqueamento de capital, corrupção e crimes de associação criminosa. 
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IN "DIÁRIO ECONÓMICO"
23/01/12

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ONTEM NO
"PÚBLICO"

Em 2012, vamos conhecer o vizinho, cuidar da horta e integrar uma associação

A crise obriga a mudar de vida. Mas que hábitos e comportamentos vamos alterar? O que pode surgir de novo na organização do quotidiano? Falámos com investigadores e registámos transformações que poderão ocorrer, para lá de comer mais em casa ou andar de autocarro.

Usar mais os transportes públicos ou levar comida para o trabalho são apenas alguns exemplos que identificamos de imediato como hábitos que se poderão acentuar em 2012. Mas o PÚBLICO foi ouvir, entre outros, historiadores, sociólogos e escritores sobre o tema e há respostas mais surpreendentes. Há quem acredite que o associativismo e as tertúlias regressarão; os adolescentes procurarão trabalho nas férias; os universitários tentarão arranjar part-time para pagar os cursos; os quintais terão mais hortas; e os vizinhos passarão a conhecer-se melhor.

Passar mais tempo em casa, conhecer melhor os vizinhos

À força de consumirmos menos e pouparmos mais, vamos reduzir as idas ao restaurante e a outros espaços de lazer, e estar mais tempo em casa. Uma das consequências será o aumento das refeições caseiras, até para levar também comida para o trabalho. O escritor Mário Zambujal acredita que as pessoas vão "visitar-se mais": "Vão juntar-se nas casas umas das outras para uma festinha."

Os encontros familiares serão mais frequentes e, em alguns casos, diferentes gerações poderão viver juntas: "É possível que deixe de ser viável que as pessoas da classe média tenham familiares em instituições privadas, que são caras. E que os familiares mais idosos fiquem mais tempo junto das famílias, que voltam a ser alargadas", avança o sociólogo e professor da Universidade de Coimbra, Elísio Estanque.

Maria Filomena Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Demografia, também acredita que tal poderá acontecer, sobretudo "nas famílias com baixos recursos": "Haverá um retorno dos avós ao lar. Com o desemprego, as pensões dos idosos acabam por ajudar na gestão do orçamento." Estanque também sustenta que poderão surgir relações de proximidade entre vizinhos: "Se as pessoas passarem a estar mais na sua zona, têm mais probabilidade de se encontrarem com as que residem ao lado, e que muitas vezes nem sabem quem são". E, cada vez mais, a casa será o escritório: "Trabalhar em casa de pijama é algo que já está a acontecer", diz Zambujal.

Maior vivência comunitária, tertúlias e associativismo

Não será só a preferência pelos transportes públicos que poderá aumentar, mas também uma utilização partilhada do carro: "Os vizinhos que vivem na periferia irão organizar-se mais colectivamente [para se deslocarem]", diz Elísio Estanque.

Maria Filomena Mendes realça também o recurso à bicicleta ou a andar a pé, até porque muita gente abandonará os ginásios. Nas palavras de Pedro Moura Ferreira, sociólogo do Instituto de Ciências Sociais, "a grande mudança passará pela filosofia do menos em quase todas as esferas da nossa vida".

O presidente da Cáritas Diocesana do Porto, Barros Marques, acredita que estes comportamentos fomentarão "um estilo de vida mais comunitário e menos individualista: "Vamos criar laços de alguma economia doméstica, familiar, fazer reuniões com amigos", partilhando comida. "E regressarão as grandes tertúlias e o associativismo, como espaços de debate, de troca de impressões, de esclarecimento, nos quais as pessoas sintam que estão a remar juntas."

Trabalhar mais

Vamos trabalhar mais horas por menos dinheiro. Entre outras medidas, as férias serão mais curtas e os bancos de horas e gestão de pontes mais flexíveis. Mas as alterações no que respeita ao trabalho não se ficarão por aqui e há quem acredite que a crise fará com que os adolescentes procurem trabalhos nas férias e os universitários em regime part-time .

O humorista Nilton realça que sempre trabalhou nas férias quando era adolescente e admite o regresso dessa opção: "Esta transformação deve acontecer e tem um lado positivo, até na mudança de mentalidades. Os nossos universitários vão para a faculdade de carro, com telemóveis e computadores... E há outros países em que é vulgar os estudantes trabalharem em restaurantes, a servir às mesas e a lavar pratos, para pagar os estudos". Nilton acredita ainda que também trabalharemos mais em casa: "O desenrascar vai voltar a ser a alma portuguesa. Nos últimos anos, habituámo-nos a pagar a alguém para vir arranjar a máquina da roupa, para pintar as paredes de casa, para consertar a porta... Vamos voltar a fazer essas coisas todas", diz. E acrescenta: "Vamos fazer a limpeza da casa e deixar de ter empregadas domésticas, ou vamos ter menos horas. Vamos lavar nós o carro e não pô-lo a lavar."

Fazer férias em Portugal, trabalhar no estrangeiro

Elísio Estanque destaca que as saídas nos fins-de-semana prolongados podem diminuir, até porque haverá menos pontes, e que muitas pessoas abdiquem de férias no estrangeiro. Mário Zambujal acredita, porém, que "de um mal pode vir um bem": conhecer melhor o país, à força de fazer férias cá dentro.

"Às vezes, ouço turistas perguntarem a portugueses se conhecem as grutas de Mira de Aire e não conhecem. Conhecemos as praias do Algarve e pouco mais", afirma. O estrangeiro passará a ser, antes, sinónimo de emigração, sobretudo para os mais jovens: "Os jovens não se vão acomodar", diz Filomena Mendes, salientando que a mobilidade terá ainda como efeito o decréscimo na aquisição de casa própria. "Há uns anos, era compensador comprar casa; actualmente, não. Os jovens já têm essa consciência e querem arrendar. Porque isso dá mais liberdade para mudar."

Maior disponibilidade para a mudança

Dalila Pinto de Almeida, que tem participado em projectos de gestão da mudança em empresas multinacionais e é autora do livro Mudar de Vida , não tem dúvidas de que "a forma de encarar o emprego" vai mudar: "Não vamos poder continuar a encará-lo como algo certo, definitivo. Vamos ter de ver o emprego como trabalho", diz, salientando que as pessoas estarão também mais "disponíveis" para mudanças dentro da própria empresa.

"Não vamos poder ficar presos às funções que sempre tivemos, vamos ter de pegar em projectos diferentes." As alterações também se notarão na iniciativa das pessoas: "Vão criar alternativas, o seu próprio emprego e fazerem aquilo que sabem e gostam, mesmo ganhando menos e trabalhando mais."

Outro aspecto que antevê é "o surgimento de uma economia informal: sobretudo os desempregados aproveitarão as habilidades para, por exemplo, fazer carteiras em tecido para vender através do Facebook, na sua casa ou na de amigos". Aparecerão "negócios pequenos, de nicho": "Vai fomentar-se a criatividade", defende.

Elísio Estanque concorda: "Poderão surgir negócios como lojas de roupa em segunda mão. Em Inglaterra, há lojas dessas há muitos anos. É possível que volte a ser natural e que as pessoas cá aceitem essa reciclagem."

Mais debate político

A historiadora Irene Pimentel acredita que o agravamento das condições de vida poderá "dar mais força à discussão política". "É uma esperança que eu tenho, que vai aumentar o debate político". Outras expectativas passam por haver "mais responsabilidade nos actos políticos" e "mais estima pelo bem público". Irene Pimentel sublinha ainda que "vamos assistir à maior proletarização da classe média": "Pensávamos que havia uma seta para a frente e para cima. E a classe média está a ver que, afinal, o futuro não será melhor, mas pior", nota, antevendo tensões sociais.

Inês Pereira, investigadora nas áreas dos movimentos sociais e novas tecnologias da informação no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, acredita que este ano, e no que respeita à contestação, acentuar-se-á "o recurso à Internet, como forma de divulgar causas, como meio de convocar e concertar acções transnacionais, e como palco de uma "guerrilha informacional"". Mais humor e voluntariado

O humorista Nilton prevê um bom ano para os seus espectáculos: "As pessoas vão querer rir-se mais. O humor é uma arma contra a crise", diz, notando que é cada vez mais solicitado para ir a empresas, que procuram alguém que consiga motivar e levantar o "astral" dos funcionários. Já Irene Pimentel defende que, como ir ao teatro e ao cinema será cada vez mais caro, a tendência passará pela procura de conteúdos na Internet e espectáculos gratuitos. Filomena Mendes também prevê cortes na formação das crianças: "Algumas famílias vão privar os filhos da música, da natação, do ballet...", diz, acrescentando que os centros de explicações poderão perder clientes.

Em alguns casos, serão os próprios pais, se tiverem o tempo e os conhecimentos para tal, a apoiar os filhos nas tarefas escolares. Mas há quem anteveja outras soluções como o voluntariado: "Podemos ver professores reformados a dispor do tempo para cuidar de crianças num bairro, porque os pais deixaram de ter dinheiro para o ATL", defende Maria Filomena Mendes. Também o sociólogo Elísio Estanque considera que o "humanismo e a solidariedade podem ser mais visíveis".

Novo perfil de consumidor

O escritor Mário Zambujal considera que este ano será inevitável travar-se o consumismo das últimas décadas: "Há um excesso de ambições pequeninas, de mudar de telemóvel e fazer filas à porta das lojas só porque vem aí um que tem mais um botão. Reduzindo esse consumo, vamos ter mais tranquilidade mental, alguma acalmia nesta vertigem do ter que é infernal", sustenta. Prevê um perfil diferente de consumidor: "Entraremos numa fase em que temos de tra var esta sede desesperada de consumo, de querer ter tudo, sempre mais, e vamos chegar a um ponto de nos voltarmos para coisas que não estão à venda nos shoppings , como ver nascer o sol na Arrábida", brinca.

Também o humorista Nilton acredita que voltaremos "às coisas simples e a repensar o que é supérfluo". Mesmo em áreas como a alimentação, as pessoas tenderão a comprar de outra forma, não só pondo de parte produtos que não são absolutamente necessários, como preferindo os mais baratos: "A própria selecção dos alimentos vai mudar", diz Maria Filomena Mendes. Já Elísio Estanque acredita que as hortas vão regressar, mesmo nas cidades: "As pessoas com quintal, com pequenos talhões de terra, poderão usufruir dessa actividade não só para responder a necessidades materiais, mas também como forma lúdica de ocupação do tempo."


* GENIAL, obrigado SRA. D. MARIA JOÃO LOPES, faça "irromper" um movimento cívico com base no título desta notícia.
Se faz favor não peça apoio a nenhum político, banqueiro ou novo rico deste país.

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OS 50 MELHORES DE 2011
(PARA A ROLLING STONE)


19 – ERIC CHURCH
CHIEF
DRINK IN MY HAND




LISTAGEM DE FAIXAS


No. Title Writer(s) Length
1. "Creepin'"   Eric Church, Marv Green 3:52
2. "Drink in My Hand"   Church, Michael P. Heeney, Luke Laird 3:11
3. "Keep On"   Church, Ryan Tyndell 2:38
4. "Like Jesus Does"   Casey Beathard, Monty Criswell 3:18
5. "Hungover & Hard Up"   Church, Laird 2:53
6. "Homeboy"   Church, Beathard 3:47
7. "Country Music Jesus"   Church, Jeremy Spillman 3:52
8. "Jack Daniels"   Church, Jeff Hyde, Lynn Hutton 5:04
9. "Springsteen"   Church, Hyde, Tyndell 4:23
10. "I'm Gettin' Stoned"   Church, Hyde, Beathard, Jeremy Crady 4:02
11. "Over When It's Over"   Church, Laird 2:39
12. "Lovin' Me Anyway" (Bonus Track)   3:29


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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

PPM espera "arrependimento público" 
de Cavaco Silva

O Partido Popular Monárquico (PPM) manifestou esta segunda-feira "condenação e repúdio" pelas declarações do Presidente da República relativamente ao valor das suas reformas, solidarizando-se com os que se indignaram com essas declarações, de que espera "arrependimento público".

"Sabendo que o rei D. Carlos doava 20 por cento da sua dotação em 1892 como forma de se solidarizar com o país no âmbito do combate da crise que então o assolava, é triste ver que, 120 anos depois, o representante máximo da nação, ao invés de mostrar um esforço semelhante, como demonstração de solidariedade para com todo o povo português, queixa-se", refere o PPM em comunicado.

O documento, assinado por Paulo Estêvão, presidente do partido, recorda que "Portugal e os seus cidadãos estão estrangulados por políticas de contenção orçamental e austeridade que deixaram uma parte significativa da população à mercê de uma forma de pobreza, em alguns casos camuflada, mas em outros, bem explícita".

"O cidadão Aníbal Cavaco Silva, que é Presidente da República, veio dizer que a sua reforma não chegará para cobrir as suas despesas, não tendo em conta os milhares de Portugueses que são obrigados a sobreviver, pelas circunstâncias da vida e das sucessivas políticas mal geridas que o país sofreu, com uma soma muito inferior ao seu montante mencionado", salienta o PPM.

Os monárquicos manifestam ainda a esperança de que Cavaco Silva "se arrependa publicamente daquilo que disse e restitua a dignidade ao cargo que ocupa, já que não tem contribuído com as últimas declarações para unir e dar esperança aos portugueses".

Sexta-feira, no Porto, Cavaco Silva disse que aquilo que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as suas despesas, valendo-lhe as poupanças que fez, com a mulher, ao longo da vida.

Na altura, Cavaco Silva, que não aufere vencimento como Presidente da República, referiu ainda que irá receber 1.300 euros por mês da Caixa Geral de Aposentações e um montante que disse desconhecer do Fundo de Pensões do Banco de Portugal.

As declarações de Cavaco Silva provocaram uma onda de comentários na rede social, nomeadamente na própria página oficial do Chefe de Estado no Facebook.

* O nosso comentário em vídeo


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 A LÍNGUA NÃO É BRASILEIRA, É PORTUGUESA QUE NÓS ENTREGÁMOS AOS NOSSOS E QUERIDOS IRMÃOS BRASILEIROS PARA A AÇUCARAREM! BEM HAJAM!

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3- PELOS CÉUS













(CONTINUA PRÓXIMA SEGUNDA À MESMA HORA)
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HOJE NO
"DIÁRIO  ECONÓMICO"

Dívidas
Empresas públicas gastam 590 milhões

A dívida do sector empresarial do Estado chega aos 17 mil milhões de euros

As empresas públicas gastam 590 milhões de euros todos os anos, só para sustentar a dívida de 17 mil milhões de euros que têm acumulada. Os números foram avançados pelo ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, no último dia de um workshop sobre reformas estruturais, organizado pelo Governo.

"O nível de endividamento das empresas públicas é insustentável", garantiu Santos Pereira, perante uma plateia de banqueiros, financeiros, juristas, académicos e economistas, reunidos no Sábado no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa. O objectivo do encontro foi discutir o ponto de situação da agenda de reformas estruturais que o Governo - e a ‘troika' - querem implementar no país.

O ministro da Economia justificou assim a necessidade de "reestruturar o sector empresarial do Estado" e lembrou que "o pouco crédito que é concedido pela banca, é alocado para as empresas públicas, deixando as privadas com ainda menos crédito". Aliás, durante "os encontros [do Governo] com dezenas, ou centenas, de empresas grandes, pequenas e médias", as duas principais dificuldades frisadas pelos gestores foram "a falta de financiamento e os seguros de crédito", acrescentou Santos Pereira.


* Convém lembrar que a maioria destes "excelentes" gestores públicos são amigalhaços dos detentores do poder político e nós votámos neles, temos a nossa quota de respensabilidade.

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46 - GUIA DOS CURIOSOS
 
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HOJE NO
"PRIMEIRO DE JANEIRO"

UE tem que investigar 
'fuga legal ao fisco '

O eurodeputado português Rui Tavares considera que a Comissão Europeia deve investigar o 'fenómeno da fuga legal ao fisco', de empresas para 'buracos negros da fiscalidade', como a Holanda. 'Mesmo que não consigamos para já marcar a agenda europeia de tal forma que as instituições se convençam que a competição fiscal entre estados-membros é perniciosa para todos, há uma série de coisas que a Comissão podia ir fazendo, como estudar a dimensão do fenómeno da fuga fiscal legal', afirmou o político eleito para o Parlamento Europeu nas listas do Bloco de Esquerda e atualmente integrado no grupo dos Verdes.
Em conjunto com o eurodeputado holandês Bas Eickhout, Rui Tavares enviou duas perguntas à Comissão sobre os efeitos da 'competição fiscal', de países como a Holanda, o Luxemburgo ou a Irlanda sobre outros estados-membros da União, como Portugal. A venda de 56 por cento do capital da Jerónimo Martins pelo seu principal acionista a uma filial holandesa trouxe para o debate público a questão das empresas portuguesas que se transferem para a Holanda. Dezanove das 20 maiores empresas cotadas em Portugal têm lá subsidiárias.
'Estas empresas vão pagar impostos na Holanda', afirma Tavares, argumentando que as receitas fiscais perdidas agravam o problema orçamental português, frisando: 'há países a perder com a crise e outros que estão a ganhar, e é grave que isso aconteça dentro da mesma união monetária.', As empresas lusas que abriram subsidiárias financeiras na Holanda têm essencialmente motivações fiscais, frisou Rui Tavares, ironizando que não é 'por gostarem de tulipas'.


* A "fuga legal", a "luva legal" o "emprego legal" a "prenda legal" o "suborno legal", é o "Portugal legal".


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3 - AVÔZINHOS
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