domingo, 15 de janeiro de 2012

- UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA



VOTO ÚTIL






























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Qual é a diferença entre um movimento sinusoidal e  um movimento harmónico? 


1. Este cálculo é só para engenheiros :









 2. E este é para nulos em matemática





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NOVE EM CADA DEZ PORTUGUESES ESTÃO DE ACORDO QUANTO À NECESSIDADE DE PARTICIPAREM EM ACTIVIDADES VOLUNTÁRIAS DE SOLIDARIEDADE SOCIAL, MAS NA REALIDADE SÓ UM EM CADA DEZ PORTUGUESES A PRATICA!!!!

COMO NOS PODEMOS ADMIRAR DOS POLÍTICOS QUE TEMOS????

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ESTA SEMANA NA
"PC GUIA"

Telemóvel SpareOne 
funciona com uma pilha AA






A XPAL Power, uma empresa especializada em tecnologia de baterias, apresentou na CES o telemóvel SpareOne, que tem a particularidade de utilizar uma única pilha AA para o seu funcionamento. Segundo a empresa, o SpareOne pode manter a sua carga durante 15 anos, mas em conversação ronda unicamente as dez horas. A XPAL vai disponibilizar este telemóvel durante este trimestre nos Estados Unidos, Europa e Ásia.


* Poupança à vista

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Karen Tse

Como impedir a tortura




Presos políticos não são os únicos a ser torturados -- a grande maioria da tortura judicial ocorre em casos comuns, mesmo em sistemas legais 'que funcionam'. A ativista social Karen Tse mostra como podemos, e devemos, nos empenhar e acabar com o hábito da tortura.

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LÁ VAI A LUTADORA







Esta mulher vai dar a volta ao mundo alertando sobre o cancro.
Por favor, reencaminhe-a para que ela chegue ao seu destino, e pense naqueles que no momento enfrentam essa doença terrível.
Ela está dando a volta ao mundo via e-mail!!!

SEJA MAIS SOLIDÁRIO EM 2012

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ESTA SEMANA NO
"A BOLA"

Dulce Félix e Manuel Damião vencem campeonatos nacionais de estrada

Manuel Damião e Dulce Félix, ambos do Maratona Clube de Portugal, foram os vencedores dos Campeonatos Nacionais de Estrada, este domingo, em Benavente.

Manuel Damião ficou em primeiro lugar nos masculinos, ao percorrer os 15 quilómetros de prova em 44,09 minutos.

Nos femininos, a atleta Dulce Félix triunfou (49,53 minutos), revalidando o título de campeã.

Numa prova que contou com 51 clubes, o Maratona Clube de Portugal também saiu vencedor nos coletivos masculino e feminino.


* Grandes atletas, tomaram os nossos governantes terem desempenhos semelhantes aos destes notáveis do desporto.

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2 - FALANDO DE TECNOLOGIA







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ESTA SEMANA NA
"REVISTA PORTUGUESA
DE GESTÃO E SAÚDE"

Doentes crónicos continuam a pagar 50 euros de taxas moderadoras

Apesar das garantias do Ministério da Saúde continuam a ser cobrados 50 euros aos deficientes e doentes crónicos que procuram obter uma isenção no pagamento de taxas moderadoras.

A Associação de Médicos de Saúde Pública desmente o Ministério da Saúde, garantindo que os deficientes e doentes crónicos à procura de isenção das taxas moderadoras têm mesmo de ir a uma junta médica e pagar 50 euros se tiveram um atestado com mais de três anos.

A TSF noticiou há dois dias as críticas de algumas associações que tinham recebido várias queixas de doentes crónicos e deficientes a quem o atestado de incapacidade vitalício foi recusado pelos centros de saúde.

Em resposta escrita enviada na altura à TSF, a Administração Central dos Sistemas de Saúde (ACSS) garantia que ninguém tem de pagar 50 euros ou ir a nova junta médica quando pede um novo atestado.

No entanto, Mário Jorge dos Santos, o presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública, garantiu que não é isso o que diz a lei.

«Os atestados multiusos são emitidos em junta médica, não são emitidos nos centros de saúde, tudo isso está na lei. Não é uma taxa moderadora, atenção, esta taxa está dentro das taxas sanitárias, razão pela qual a ACSS não a conhece uma vez que a legilação não é a mesma», esclareceu.

A TSF revela um caso que vai ao encontro do que diz Mário Jorge Santos. Uma deficiente visual, cega desde 1997, a quem foi recusado, há dois dias, o atestado de incapacidade vitalício.

Já esta noite, e depois de um novo pedido de esclarecimentos da TSF, a ACSS remeteu para uma circular normativa publicada ontem (12 de Janeiro) que no essencial determina a criação de um regime transitório até 2014.

Assim sendo, até lá serão aceites os atestados com mais de três anos. Nos casos de quem tenha de recorrer aos serviços de saúde, não tendo antes tido tempo de se apresentar a uma junta médica, esses utentes receberão depois um reembolso das taxas que tiverem pago.


* Faça-se justiça


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HELENA GARRIDO



Um Governo a semear ventos

As lideranças económicas e políticas portuguesas andam a fazer tudo para alimentar o populismo, a revolta e a implosão social. Nomeações, excepções e negócios de TDT explodiram e ameaçam acabar de vez com a expectativa de mudança na cultura de poder. Que conteúdo resta nos apelos do primeiro-ministro e do ministro das Finanças para todos juntos, em conjunto e em colaboração, vencermos esta crise?

Pedro Passos Coelho disse ontem que "não é crime ser militante de um partido". Claro que não. Bem pelo contrário. A militância partidária é (devia ser? Ou foi?) a forma democrática de participar na resolução dos problemas de uma sociedade. Militar num partido é prepara-se para exercer o poder em nome do povo e para o povo. Significa (significava) generosidade, capacidade de sacrifício, dedicação ao bem público e coragem para enfrentar poderes instalados. Sim, há ainda quem seja assim. Mas parecem cada vez menos.

Claro que ninguém poderia esperar um milagre só porque Pedro Passos Coelho disse que com ele seria diferente ou porque Paulo Portas teve sempre um discurso moralizador. Os partidos estão doentes, profunda e lamentavelmente doentes. E quem milita neles, ou para eles trabalha, em pouco ou nada contribui para melhorar o estado

das coisas. Os partidos são cada vez mais, aos olhos do cidadão comum, placas giratórias para bons empregos ou rendimentos chorudos.

Convencer os jovens de que a política é uma das actividades mais nobres que se pode abraçar é rapidamente colocado em causa quando os acompanhamos numa visita ao Parlamento. Das galerias, os jovens vão vendo deputados no Facebook, a conversarem quando alguém discursa ou ainda a mostrarem ao colega do lado as fotografias que tiraram nas últimas férias. Diz o povo que quem não se dá ao respeito tem o que merece. Como quem não respeita nem parece preocupar-se com os seus concidadãos.

Nesta explosão de notícias que alimentam a revolta, comecemos pela Televisão Digital Terrestre. A primeira fase do dito "apagão analógico" começou ontem. Quem ainda não tem TV por cabo terá de gastar, no mínimo, cem euros. Mas há 10% da população portuguesa que vai ficar naquilo que se designa por "zona sombra", ou seja, não consegue apanhar o sinal da TDT através de um simples descodificador. Terá de comprar também uma antena satélite. Imaginem onde estão e quem são essas pessoas? Vivem em zonas isoladas, são idosas e, obviamente, têm recursos muito escassos. Pois vão ficar sem televisão. É assim que o poder os trata.

Ao mesmo tempo, em Lisboa, o Governo, mais concretamente a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, nomeia para a Águas de Portugal um militante do PSD que é presidente da Câmara do Fundão mas que já não se pode recandidatar. Não está em causa o "curriculum" de Manuel Frexes, está em causa tudo aquilo que parece, porque a política também é isso. E isto acontece dias depois de se conhecer a constituição do Conselho-geral e de Supervisão da EDP, que passará de 17 para 23 membros e poderá custar, em salários, 1,4 milhões de euros. São 25 cêntimos pagos por cada um dos 5,3 milhões de famílias clientes da EDP com facturas médias de 50 euros.

Populismo? Pois é por trás dessas acusações de populismo que se têm escondido das críticas muitos dos abusadores do poder. O que o Governo e algumas lideranças económicas estão a fazer é a semear ventos. Uma irresponsabilidade que alimenta tempestades.


IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
12/01/12

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ESTA SEMANA NA
"SUPER INTERESSANTE"

UA descobre mais compostos úteis 
nas borras do café

altQueria um café, por favor! Curto, comprido, em chávena a escaldar ou não, de manhã ou à noite, o gesto repete-se diariamente na vida de muitos milhares de portugueses. Mas terá alguém pensado em aproveitar borras do café que ficam na máquina? A equipa de investigação coordenada pelo professor Manuel António Coimbra, do Departamento de Química da Universidade de Aveiro (UA) quer muito mais do que o caixote como destino final para esses resíduos. Por isso, não se admire se, um dia destes, estiver a consumir alimentos que contêm elementos benéficos para a saúde precisamente retirados desse aparentemente inútil resíduo do café.

A lista de elementos com propriedades saudáveis já descobertas pelos investigadores da UA, desde que em 2007 puseram as mãos nas borras de café, não tem parado de aumentar. Na listagem já constam vários tipos de antioxidantes (retardam os processos de envelhecimento e bloqueiam o efeito nocivo dos radicais livres que provocam o cancro), polissacarídeos (podem ser utilizadas como fibras alimentares benéficas para os intestinos e estimulam as defesas imunitárias do organismo), uma mão cheia de antimicrobianos (matam ou inibem o crescimento de bactérias, fungos e vírus) e múltiplos imuno-estimuladores (estimulam as defesas do organismo). E «outros elementos e respetivas propriedades benéficas para a saúde ainda estão a ser testadas», indica Manuel Coimbra.

O objetivo da equipa, diz o docente, «é que estes elementos, extraídos das borras através de uma tecnologia que permita isolá-los a baixos custos, possam entrar na indústria alimentar para, na forma de ingredientes, serem adicionados aos alimentos, conferindo-lhes novas propriedades não só físicas, pois podem ser espessantes, mas também que tragam benefícios para a saúde».

Os resultados são promissores. Manuel Coimbra garante que as investigações da sua equipa perspetivam o desenvolvimento de «metodologias limpas, viáveis e que permitem a custos baixos obter esses compostos para lhes poder dar outras aplicações como ingredientes alimentares». O que é meio caminho andado para que possam ser rentabilizadas pela indústria alimentar.

Assim, se hoje temos nas prateleiras do supermercado iogurtes com bífidos, águas com fibras ou biscoitos com ómega 3, não se surpreenda se dentro em breve, nas mesmas prateleiras, tiver cereais, leite, chocolate e tudo mais com antioxidantes, imunoestimuladores ou polissacarídeos retirados das borras do café.


* Ainda por cima, para quem gosta de café como nós, sabe muito bem

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C - COSMOS

6 - A VIDA DAS ESTRELAS





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PARADOXOS





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ESTA SEMANA NO
"i"

Segurança Social corta 
prestações sociais sem explicar porquê
Cartas não esclarecem que prestação foi paga por engano nem em que datas aconteceram os erros

Sandra recebeu uma carta do Instituto da Segurança Social a informá-la de que teria de restituir 353,94 € por prestações sociais pagas indevidamente. A missiva, datada de 22 de Novembro de 2011, começa por explicar que a dívida se justifica “por motivos anteriormente comunicados”. Mas Sandra não recebeu qualquer carta a esclarecer por que razão aquela quantia fora paga por engano. Esta carta, que descreve as várias formas de pagamento, também não contém uma linha a explicar porque foi obrigada a restituir mais de 350 euros.

Mas Sandra não recebeu qualquer carta a esclarecer por que razão aquela quantia fora paga por engano. Esta carta, que descreve as várias formas de pagamento, também não contém uma linha a explicar porque foi obrigada a restituir mais de 350 euros.
Sandra entra no bolo das 117 mil pessoas que, nos últimos meses, receberam notificações da Segurança Social para devolverem dinheiro de subsídios e abonos pagos por lapso sem que lhes fosse explicado porquê. As cartas referem o valor a ser restituído, mas não esclarecem qual a prestação social indevidamente paga nem em que meses o erro aconteceu.
Sandra contestou através de carta registada e até hoje não obteve resposta. Os cortes, entretanto, já chegaram. Em Janeiro, esta mãe solteira com um filho deficiente de dez anos viu a bonificação por deficiência para famílias monoparentais (um complemento do abono para famílias nestas condições) ser reduzida de 71,38 € para 47,58 €. Depois de reclamar junto da segurança social directa, foi informada, via email, de que a bonificação desse mês foi reduzida porque se tinha “efectuado um débito de 23,80 € referente à majoração recebida indevidamente” nos meses de Agosto de 2010 e Junho de 2009.
No email não se explica o porquê de ter sido pago um valor indevido naqueles dois meses alternados, se a situação familiar também não se alterou por dois meses: em Junho de 2009 e Agosto de 2010, Sandra continuava a ser mãe solteira de uma criança com deficiência e a ter direito, por isso, à bonificação de pouco mais de 70 euros. O i tentou obter esclarecimentos sobre o caso junto do Instituto da Segurança Social, mas não obteve resposta.
Sandra não é a única a queixar-se. Paulo recebeu duas cartas iguais e com a mesma data – 3 de Março de 2011 –, mas a segunda só chegou à caixa de correio no final do ano. Antes dessas também não recebeu qualquer outra a explicar os motivos do pedido de reembolso. Supõe que o valor diz respeito a subsídios de desemprego, mas não tem a certeza, porque a Segurança Social não informa.
A Segurança Social tem cometido vários lapsos nas cartas enviadas aos beneficiários. A primeira polémica surgiu em Novembro, quando informou os beneficiários do valor que iriam descontar de acordo com o novo Código Contributivo: houve contribuintes que deviam estar isentos a ser notificados para pagar e, como o i noticiou na sexta-feira, devido a um erro do Instituto de Informática, também foram enviadas cartas a milhares de mortos.


* Esmifrar os incautos, mesmo os que já são cadáveres.

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 FAUSTO




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ONTEM NO
"RECORD"

Dakar'2012: 
Hélder Rodrigues vence penúltima etapa
PORTUGUÊS CONQUISTA SEGUNDO TRIUNFO

O português Hélder Rodrigues, em Yamaha, conquistou este sábado a 13.ª etapa do Dakar'2012, a ligar Nasca e Pisco. Esta é a segunda vitória do piloto nacional, depois do triunfo na 9.ª tirada.

Hélder Rodrigues, campeão mundial de todo o terreno em 2011, deixou o segundo classificado Cyril Despres a 47 segundos e Jordi Viladoms, o seu mais direto rival na luta pelo pódio, a 3 minutos. Desta forma, Rodrigues detém 30 minutos de avanço para o espanhol na geral e o pódio muito dificilmente lhe escapará.

Paulo Gonçalves voltou a estar em evidência, assim como Ruben Faria. O piloto da Husqvarna foi quinto, a 5.46 m de Rodrigues, enquanto o "aguadeiro" de Despres na KTM foi 9.º, a 7.06 m.

Quanto às contas dos dois primeiros lugares, Despres tem praticamente a vitória conquistada, graças à penalização imposta a Marc Coma, situação que até poderá dar a Hélder Rodrigues uma oportunidade de ouro para tentar atacar o segundo posto na última especial. São 29 quilómetros para recuperar 15 minutos...


* Um herói.

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RODA DOS ALIMENTOS






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UM PORTUGAL MELHOR





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ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"

Ler um email nos óculos? 
Vai ser possível

O avanço da tecnologia, que coloca à disposição aparelhos cada vez mais pequenos e portáteis, vai permitir que dentro de pouco tempo seja possível ter também uma tela ao nível do campo visual.

Como? A Lumus, uma empresa isrealita especializada em tecnologia de ponta visual, está a desenvolver o PD-18-2, uns óculos que permitem ver imagens de alta qualidade e a cores, enquanto o seu sistema introduz directamente a informação recebida no campo de visão do usuário.

Aparelhos como estes já existem no mercado, e são essencialmente utilizados para uso profissional (pilotos e médicos) e militar, mas a novidade é que possam vir a ser utilizados também pela cidadão comum, no dia-a-dia.

O desafio é que as pessoas possam vir a aceder a informação pessoal, assistir a filmes, ver TV em movimento, ou até mesmo jogar jogos de vídeo, enquanto estão fora de casa.

"Após a implantação bem-sucedida de nossa primeira geração PD-18-1 na aviação, soldados de terra e aplicações de montagem, temos o prazer de lançar a nossa nova geração PD-18-2, que leva a nossa superioridade competitiva a um nível totalmente novo", disse Dr. Eli Glikman, responsável pela Lumus.


* Tecnologia exuberante, consumismo galopante...


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2 – ÁFRICA DESLUMBRANTE



NAMÍBIA










ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

Portugal considerado "lixo" pela agência de cotação financeira Standard & Poor's

A agência de notação Standard & Poor's anunciou o corte do 'rating' da maioria dos países da Zona Euro, entre os quais a França, que perdeu a nota máxima, e Portugal, Espanha e Itália, que baixaram dois níveis

A agência de cotação financeira Standard & Poor's cortou o rating de Portugal, Itália e Espanha, em dois níveis. França ficou pela primeira vez sem a notação máxima.

Condições de crédito mais apertadas e as previsões de contração económica na Europa estão entre os argumentos centrais que a agência de notação Standard & Poor's (S&P) usa para justificar a descida dos 'ratings' da maioria da zona euro.

A agência cita ainda a tentativa de "desalavancagem simultânea de Governos e famílias" e a "disputa prolongada entre os líderes europeus sobre que caminho é o adequado para lidar como os desafios" com que se depara a zona euro.

E afirma que a aposta apenas em medidas de austeridade pode criar uma situação "autoderrotista" se não lidar também com outros aspetos como corrigir os desníveis de competitividade.


França perde nota máxima

A perda do "triplo A" da França terá consequências que podem vir a refletir-se nos destinos da Europa. A nível económico pode encarecer os custos do financiamento da República Francesa, e ameaça refletir-se no "AAA" atribuído ao fundo europeu de resgate a que recorrem Portugal e outros países.

O ministro das Finanças francês, François Baroin, confirmou que a Standard & Poor's cortou o 'rating' de França, retirando-lhe assim pela primeira vez a notação máxima, devido ao risco para o país do alastramento da crise do euro.

Durante a tarde de sexta-feira a imprensa internacional já dava conta deste corte, apontando para uma descida de um nível.

A nível europeu, a degradação da nota da França arrisca-se também a ter implicações indiretas no Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), que assegura o pagamento dos planos de resgate a Portugal, Grécia e Irlanda.

A última semana foi globalmente positiva para as diversas bolsas de valores europeias. A notícia desta sexta-feira agita novamente os mercados.

A notícia foi avançada pela SIC que acrescenta que o Governo português já terá sido notificado da descida do rating. José Gomes Ferreira, editor de Economia do canal de Carnaxide, é da opinião que os Estados Unidos e a Alemanha são os dois países que mais ganham com o novo corte de rating.
Comissão Europeia considera a decisão inconsistente

A Comissão Europeia lamentou a decisão da agência de notação Standard & Poor's de baixar o 'rating' de vários países da Zona Euro, que classificou como "inconsistente", e questiona o momento em que é feita.

"Após verificar que desta feita não é acidental, lamento a decisão inconsistente tomada pela Standard & Poor's relativamente ao 'rating' de muitos Estados-membros da Zona Euro, numa altura em que a Zona Euro está a tomar ações decisivas em todas as frentes da sua resposta à crise", afirmou o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, em declaração divulgada em Bruxelas.


* A agência de rating tem razão, independentemente de quem lhe paga para fazer estas avaliações, basta ver a situção económica/social do país pra perceber que o nosso valor é lixo. Patriotismo sim, serôdio não.

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AUSTRÁLIA






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ESTA SEMANA NA
"VIDA ECONÓMICA"

 Portugal rural pode render nove mil milhões de euros em 2014

A recuperação do valor produtivo do mundo rural português poderá valer para o país um total de nove mil milhões de euros em 2014, não apenas no que toca a exportações, mas também pela substituição de importações, refere o autor e consultor Jack Soifer.

O livro Portugal Rural, lançado por Jack Soifer e escrito em co-autoria com Jorge Santos, professor universitário, Sílvia Chambel, engenheira do ambiente, Armindo Palma, engenheiro de produção agrícola e vice-presidente da Região de Turismo e Catarina Gonçalves, economista, faz uma análise profunda que contemplou a agricultura e florestas, mas também a economia do mar e minas.
Em entrevista à VE, à margem da apresentação do livro no decurso do XXXVII congresso da APAVT, em Viseu, Soifer destacou, no caso das florestas, a "produção de celulose, pinhal para a construção de mobiliário de qualidade" e a "utilização de resíduos florestais para produção de biocombustível, briquetes industriais e para habitações", exemplificou. "As folhas de algumas árvores podem ser aplicadas na extracção de aromas e componentes para a indústria da cosmética, desde cremes, perfumes ou sabonetes", disse.
As características de grande parte das propriedades nacionais, de reduzida dimensão, não são entrave a este desenvolvimento. "Holanda e Suécia têm características semelhantes, mas souberam aplicar modelos de organização conjunta eficiente, com ganhos no transporte". Para além de organização, disse, "falta criar um 'cluster' de empresas independentes"
No caso do mar, Jack Soifer destacou a aquacultura, que pode ter diversas componentes, desde a que "é praticada na costa até ao 'off-shore', rias ou em águas doces". Trata-se de um sector que "não precisa de subsídios, mas apenas de organização e regulamentação apropriada".

"A grande riqueza do minério em Portugal está no mar"

Quanto ao sector mineiro, aquele autor deu conta de um vasto conjunto de "minas, aflorações e minérios que não estão a ser explorados". Jack Soifer contraria a visão de que "é necessário um grande investimento para a exploração de uma mina - isso depende do minério, do veio e da tecnologia a utilizar". Para além disso, sublinha, "a grande riqueza do minério em Portugal está no mar", sobretudo a uma distância assinalável da costa. "A exploração não é muito barata mas não exige competências estrangeiras", afiançou. Jack Soifer referiu que este potencial poderá começar a render os seus primeiros frutos em 2012, podendo render um conjunto de dois mil milhões de euros.
No seu livro, prefaciado por Anacoreta Correia, presidente da UCCLA, João Dinis, presidente da CNA, e o professor universitário Viriato Soromenho Marques, aquele autor assegura que o país poderá criar riqueza no valor de 3,7 mil milhões de euros em 2012 e cinco mil milhões no ano seguinte, gerando ainda 400 mil postos de trabalho em 2014.


* Será que a agricultura vai deixar de ser uma actividade onde se empobrece alegremente?


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1-VINHOS DE PORTUGAL




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ESTA SEMANA NO
"SOL"

Mais cor, mais nutrientes

Em mais de 500 escolas do Continente e Ilhas, a semana que se avizinha será dedicada às cores da fruta. O projecto Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável chega a 27 mil crianças e ensina-as a integrar fruta na alimentação.

«Os professores receberam um manual com actividades pedagógicas para trabalhar vários temas. O próximo será sobre a associação entre variedade de cores e variedade de nutrientes», explica André Lima, um dos coordenadores do projecto criado pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI).

Está provado que «quanto mais se varia na cor melhor», diz Alexandra Bento, nutricionista. «A cor é atribuída por fitoquímicos com propriedades anti-oxidantes, anti-inflamatórias, etc. Por exemplo, a fruta vermelha tem licopeno, a cor-de-laranja tem o conhecido betacaroteno». Este último contribui para o bom estado dos ossos, da pele, dos dentes e da visão e encontra-se na manga, no dióspiro, no melão ou nas cerejas.

André Lima, da APCOI, acredita que ao variar-se nas cores está a tornar-se a alimentação mais equilibrada. «Um estudo de 2008 mostrou que apenas 2% das crianças portuguesas consumia fruta fresca diariamente. Desde 2009 que tem sido feito um esforço para se ter mais fruta nas escolas».

A regra das cinco porções

Idealmente, dever-se-ia comer três peças de fruta por dia, a que se juntariam duas porções de legumes para completar a regra internacional de defesa da saúde chamada ‘5 ao Dia’. «Eu diria mais. Mas, no mínimo, deve comer-se cinco porções de hortofrutícolas», diz Alexandra Bento, para quem a melhor divisão é três peças de fruta e duas doses de legumes.

No projecto Heróis da Fruta, a recomendação dada é introduzir os legumes ao almoço e ao jantar e deixar a fruta para o pequeno-almoço e os lanches da manhã e da tarde. Se for maçã, laranja ou pêssego, é fácil de imaginar que uma peça corresponde a uma porção dos ‘5 ao Dia’. No caso dos morangos, uma porção equivale a 12 frutos; uma porção de uvas são oito a dez bagos. Meia meloa é considerada também uma porção, tal como meia papaia ou dois figos.

Em Portugal, o programa ‘5 ao Dia’ existe desde 2008 e atinge crianças entre os sete e os 12 anos. «A mensagem assenta nos benefícios do consumo diário de pelo menos cinco porções de hortofrutícolas, com o mote ‘5 ao dia faz crescer com energia’», afirma Anabela Lopes, da Plataforma Contra a Obesidade.

Já o projecto Heróis da Fruta termina a 15 de Junho, com direito a um hino eleito entre as escolas. Nessa data, André Lima acredita que mais crianças estarão a comer fruta diariamente. «A adopção de hábitos alimentares desadequados é um dos aspectos frequentemente enumerados como factores de risco para a obesidade», lembra a APCOI.

Segundo a Plataforma contra a Obesidade, 32% das crianças portuguesas dos sete aos nove anos têm excesso de peso; 13,9% destas são obesas.

Sai uma tortilha de curgete

Sob o lema dos cinco frutos e legumes por dia, Fanny Letournel, lançou um livro para crianças com mais de cem receitas fáceis de preparar, nas quais a cor e a variedade dos alimentos são a regra principal.

Diverte-te a Cozinhar arranca com panquecas, batidos e muesli para o pequeno-almoço, passa por pratos frios – como a original salada de lentilhas e toranja –, pratos quentes, como as tortilhas de cenoura e curgete, e acaba com sobremesas.

Nas refeições preparadas pelos e para os mais novos, têm lugar fruta e hortícolas, na sua forma fresca ou em conserva. Por exemplo, o pudim de ginjas pode ser feito com fruta congelada.


* Uma investigação do Instituto Ricardo Jorge revela que só 2% das crianças portuguesas comem fruta todos os dias

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FILOSOFANDO

 


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ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"

Genéricos mais baratos 
não interessam às farmácias
Infarmed e Ordem dos Médicos têm queixas de 
doentes e de clínicos devido à substituição, nas farmácias, de receitas de medicamentos prescritos 
por outros fármacos de marcas mais caras.

A situação "acontece muito frequentemente", garante o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, referindo-se à substituição, pelos farmacêuticos, de receitas de medicamentos genéricos por outros mais dispendiosos. As farmácias lucram sobre o preço de venda ao público.

O Infarmed, entidade reguladora do sector do medicamento, confirma que já recebeu queixas de utentes e frisa que quando a farmácia não tem o produto prescrito pelo médico deve informar o utente sobre os medicamentos equivalentes comparticipados e sobre quais são os mais baratos.

A Ordem dos Farmacêuticos defende a classe, apontando que nunca recebeu qualquer reclamação relacionado com uma substituição de receituário, "nem sequer via Infarmed", segundo o bastonário, Carlos Maurício Barbosa.

O Ministério da Saúde revela estar disponível para incluir uma norma na nova lei de prescrição por denominação comum internacional (por substância ativa) que "acautele a opção do doente por um fármaco mais barato".


* A saúde é um negócio...


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ETNIA DOS HAMER
AFRICA 
 


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1 - VULTOS DA CULTURA DO SEC XVI »»» aquiles estáço

Aquiles Estaço nasceu na Vidigueira a 15 de Julho de 1524, filho de Paulo Nunes Estaço de uma família importante Évora. Estudou em Coimbra onde fez grandes progressos e resolveu procurar mais conhecimentos fora do país, tendo ido frequentar a Universidade de Lovaine. Aí publicou a sua primeira obra conhecida, em que começou a utilizar o seu nome latinizado e acrescentado de uma forma indicadora da sua nacionalidade: Achilles Statius Lusitanus.

O pouco conhecimento que dele se tem deve-se sobretudo ao facto de a sua obra ser quase toda escrita em latim e acrescido do facto de ter ficado em grande parte inédita. A obra não pode ser, infelizmente, apreciada pelo grande público e o seu estudo está reservado a um pequeno número de erúditos.

No entanto, o seu valor continua a ser afirmado e ele ocupa um lugar de destaque na História das Humanidades, sobretudo como comentador de autores clássicos, como por exemplo Cícero, Suetónio, Catulo, Tibulo e Horácio.

O seu legado consiste em 25 obras impressas e 38 manuscritos (de que há conhecimento). Até as obras impressas são de díficil acesso, encontrando-se o seu núcleo mais importante, juntamente com os manuscritos, na Biblioteca Vallicelliana, de Roma. Podem ser encontradas também algumas na Biblioteca Nacional Central, de Florença.

Além do latim conhecia profundamente o grego e o hebraico. Dados os seus conhecimentos humanisticos, Roma atraia-o, assim, foi lá que passou os seus últimos anos de vida.

A primeira actividade que aí exerceu foi a de purificação dos textos eclesiásticos que haviam sido alterados para depois serem publicados, obra que lhe foi atribuida pelo Cardeal Carlo Barromeo e que tinha sido encomendada pelo Papa Pio IV. Desempenhou vários outros cargos de importancia.

Consumiu grande parte do seu tempo extraindo das bibliotecas as obras de santos padres gregos, traduzindo-as para latim, como foram as orações de S. João Crisóstomo e alguns tratados de S. Cirilo, Santo Anastásio, S. Gregório Nisseno, Anfilóquio, e os hinos de Calimacho, demonstrando o profundo conhecimento que tinha da lingua grega.

Faleceu em Roma no dia 17 de Setembro de 1581. Foi sepultado, conforme sua vontade, vestido com o hábito de S. Domingos na igreja da Congregação do Oratório de Roma, à qual legou também a sua biblioteca. Este legado veio a constituir "o primeiro núcleo da actual Biblioteca Vallicelliana, de Roma".

IN SITE DO MUNICÍPIO DA VIDIGUEIRA

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VIDIGUEIRA
DISTRITO DE BEJA






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LOCALIZAÇÃO
Entre Beja e Évora, no coração do Alentejo, fica o concelho da Vidigueira. Com uma área de 315,8 km2, o Concelho de Vidigueira é o quarto mais pequeno do Baixo Alentejo, com uma população que ronda os 7.000 habitantes.

Este pequeno concelho está delimitado pela Serra do Mendro a norte, o rio Guadiana a leste e a planície que se estende até perder de vista para sul. É nesta harmonia entre serra, planicie e rio que assenta a riqueza das terras, onde proliferam as hortas, laranjais, vinhas, olivais e os campos de cereais.

O IP2 liga a Vidigueira ao norte e sul do país. Quem vem de Lisboa, deve seguir pela A6 em direcção a Évora, sair na primeira bifurcarção para Évora. Continuar no sentido de Beja até apanhar o IP2.
Para quem viaja do Algarve, pode seguir na A2 até à saída de Castro Verde. Continuar na direcção de Beja onde vai apanhar o IP2 no sentido de Évora.

A estrada nacional 258 liga a Vidigueira a Moura, em direcção a Espanha.

A existência da Vidigueira como povoação só se encontra documentada a partir do século XIII. A análise das personalidades marcantes da região, aliada aos factos históricos mais importantes, contribuem para melhor conhecer o percurso do concelho até aos nossos dias. As descobertas arqueológicas revelaram um património importante. A própria natureza encarregou-se de dotar as terras da Vidigueira com maravilhas que constituem o património natural destas terras.

O concelho da Vidigueira fica no coração do Alentejo, na fronteira do Baixo com o Alto Alentejo, entre Beja e Évora. A Serra do Mendro, que dá corpo a essa fronteira, abriga o concelho pelo lado norte; a leste corre o Rio Guadiana, enquanto a sul e oeste se espraia a vasta planície.

Gentílico Vidigueirense
Área 314,20 km²
População 5 886 hab. (2009[1])
Densidade populacional 18,73 hab./km²
N.º de freguesias 4
Presidente da
Câmara Municipal
Não disponível
Fundação do município
(ou foral)
1514
Região (NUTS II) Alentejo
Sub-região (NUTS III) Baixo Alentejo
Distrito Beja
Antiga província Baixo Alentejo
Orago Nossa Senhora das Relíquias
Feriado municipal Quinta-feira da Ascensão
Código postal 7960 Vidigueira
Endereço dos
Paços do Concelho
Praça da República
7960-225 Vidigueira
Sítio oficial C.M. Vidigueira
Endereço de
correio electrónico
geral@cm-vidigueira.pt

Na serra, os montados alimentam de bolota o porco alentejano, dando origem a saborosos enchidos e presuntos, e a flora silvestre dá às abelhas a matéria-prima para um mel de primeira. Na planície, as hortas, os laranjais, e a trilogia mediterrânica que domina os campos, feita de searas, olivais e vinhas, dá origem a afamados produtos de qualidade (o pão, o azeite, e sobretudo, o vinho) que projectam o nome da Vidigueira no exterior.

É neste cruzamento de serra, planície e rio, que assenta a diversidade e o caracter excepcional destas terras de pão e de vinho, e suas gentes de paz e de cante.

HISTÓRIA
A história da região estende-se ao longo dos séculos, mantendo-se até hoje vestígios dos povos que por lá passaram. Na riqueza histórica são notórias as influências da igreja católica. Entre o valioso património da Vila da Vidigueira destacam-se a Igreja de S. Francisco, a Torre do Relógio e a Torre de Menagem (vestígio do que foram os Paços do Castelo).
FORAL DA VIDIGUEIRA

Esta riqueza de património histórico também é visível no resto do concelho. Em Pedrógão, está presente na Igreja Matriz, Torre do Relógio e Capela de Santa Luzia. Na aldeia de Marmelar, já no sopé da serra, sobressai entre o típico casario, a Igreja Paroquial de Sta. Brígida, de inspiração mudéjar.

Influência da 
Igreja Católica na região

Selmes é uma aldeia tradicional na planície alentejana, atravessada pela Ribeira do mesmo nome, sobre a qual se ergue uma pequena ponte que se diz ser romana. Dos seus monumentos destacam-se a Igreja Matriz de Sta. Catarina e um conjunto urbano típico, pontuado por 6 nichos em alvenaria que constituem as Estações da Via Sacra. Na mesma freguesia, mas já no sopé da serra, está Alcaria da Serra, pequena aldeia de interessante arquitectura popular, onde se destaca a Igreja de N. Sra. das Relíquias.
Pedra Visigótica

Nas proximidades da Vila de Frades, encontram-se as Ruínas Romanas de S. Cucufate. Este impressionante conjunto arquitectónico é exemplar único na Península Ibérica, e conserva ainda um primeiro andar. Posteriormente adaptado a Convento, manteve-se aberto ao culto até ao século XVIII. Pode visitar-se também na povoação e arredores, as Igrejas Matriz e da Misericórdia, as Ermidas de S. Brás e de Sto. António.

PATRIMÓNIO

HISTÓRICO

Ermidas

Ermida de Santa Clara 
Esta é a mais antigas das ermidas circundantes da Vidigueira. A sua construção data de 1555, por ordem do 2º conde da Vidigueira, D. Francisco da Gama, e a sua mulher D. Guiomar de Vilhena.

Edifício rectangular, coroado de ameias e com contrafortes terminados em pináculos em forma de cone tuncado. O estilo da construção está associado ao período manuelino com influências do gótico normando. Esta poderá ter sido a primeira igreja matriz da vila, facto que não está comprovado.
Foi em tempos um local de festas e romarias muito apreciado pelo povo da terra. O caminho que conduz à ermida está envolto em vinhas e oliveiras antigas. Do monte onde fica a singela ermida, vislumbra-se uma paisagem que se estende até à Vidigueira.

Ermida de S. Rafael
A ermida de S. Rafael está replecta de recordações históricas. Mandada erigir pelo 4º conde da Vidigueira, D. Francisco da Gama, para ser depositária da imagem do santo que acompanhou Vasco da Gama à Índia.

No século XIX, a ermida foi profanada e caiu em ruinas. A imagem foi transferida para o Recolhimento do Espírito Santo. Aquando da trasladação dos restos mortais de Vasco da Gama para o Mosteiro dos Jerónimos a imagem acompanhou-o como já antes o fizera nas suas viagens e onde ficou colocada, sendo mais tarde transferida para o museu da Marinha.

Em 1912, a ermida foi restaurada pela Câmara Municipal que, mais tarde, nos anos 80 mandou restaurar também o seu interior.

Ermida de Santo António
A Ermida de Santo António ergue-se no topo de uma colina a sueste da Vila de Frades. Nesse local era hábito realizarem-se as afamadas romarias e festejos.

Diz a tradição que foi mandada erigir por um conde da Vidigueira, como resultado de uma promessa que tinha feito. Estima-se que tenha sido construída no século XVII, data apontada para as pinturas murais no seu interior que, embora bastante deterioradas, constituem a única decoração da capela.

Ermida de Santa Luzia
Localizada na povoação de Pedrógão, esta ermida terá sido a primeira edificação religiosa da aldeia. Muito simples e com apenas um altar no interior, guarda a imagem de Santa Luzia. Esta santa é considerada milagreira, assim o testemunham os escritos nas paredes, de pessoas que se curaram de doenças dos olhos.

Ermida de São Pedro 
Do cimo de uma colina sobranceira à vila da Vidigueira, a Ermida viu o seu terreiro tornar-se um miradouro, de onde se pode disfrutar da vista priveligiada. Por essa razão, é um local ideal para festas populares, com arraial e diversões várias.

Igrejas

Igreja da Misericórdia de Vidigueira


A igreja da Misericórdia foi edificada em 1592 e reconstruida em 1688, após um incêndio ocorrido no ano anterior. Está virada para poente e tem a sua lateral virada para a Praça da Républica.

Contém vários aspectos dignos de observação tais como os painéis de azulejos das autorias de António Pereira e de Gabriel del Barco. Na capela-mor da igreja pode observar-se a imagem de Cristo Crucificado, oferecida por D. Brites de Vilhena. Na mesa do altar permanece a imagem de Cristo morto contemplada por figuras em baixo-relevo. A porta da antiga Capela do Santíssimo data do final do século XVIII.

Igreja de S. Francisco da Vidigueira
A igreja tem uma só nave e duas capelas. A rainha D. Maria I, ofereceu as peças mais valiosas da matriz: a imagem de Cristo Crucificado, os santos negros e a figura de Nossa Senhora das Relíquias.

A imagem de Nossa Senhora das Relíquias está colocada no altar-mor, numa redoma azul com adornos dourados, por cima do sacrário. O seu valor provém da antiguidade e dos vários séculos de veneração pelas gentes da Vidigueira e visitantes de outras terras.

Igreja Matriz
Localizada no centro da Vila de Frades, a igreja Matriz foi contruida em 1707. O seu interior é constituido por uma nave única, espaçosa e sem coro. Na igreja existem quatro altares, dois em cada parede, e ainda um altar-mor, trabalhado com dourados e talha.

No refúgio das suas paredes estão guardados os restos mortais do poeta João Xavier de Matos que faleceu em Vila de Frades a 3 de Novembro de 1789.

Igreja da Misericórdia da Vila de Frades
Situada na Praça Falho de Almeida, em Vila de Frades, existe uma Casa da Misericórdia cuja reorganização data de 1587. A pequena construção de abóbada, sofreu a passagem do tempo e encontra-se em mau estado de conservação, mantendo apenas uma só nave de dimensões reduzidas.

Igreja Matriz de Selmes
Num largo situado num extremo da aldeia de Selmes ergue-se majestosa a igreja matriz. 
 De fachada simples, alva, possui duas torres simétricas. O interior espaçoso é composto de apenas uma nave, com o coro na parte de trás, por cima da entrada. Existem ainda quatro altares laterais e o altar-mor.

A igreja foi construida no século XVIII, tendo sido reconstruida a sua fachada em Novembro de 1874, depois desta ter caido em Novembro de 1817.

Torre de Menagem

Da antiga residência da família Gama restou apenas uma torre quadrada, que se eleva no lado ocidental da vila. Não existem descrições ou registos de como seria a contrução e decoração deste edificio. Torna-se difícil saber se nos seus tempos aúreos esta edificação seria uma fortaleza ou um paço acastelado.

A sua construção data do século XV por acção do 2º duque de Bragança, D. Fernando, senhor da vila nessa época. Serviu de domicilio a Vasco da Gama e aos condes da Vidigueira que o procederam. Foi depois abandonado, não se sabe nem quando nem porquê.

O povo da Vidigueira acelerou o processo de decadência, ao retirar as pedras do castelo para serem utilizadas na construção das suas casas.
Na década de 80, a Câmara Municipal, com a intenção de salvaguardar o que restava deste património, mandou restaurar e elevar os muros ainda existentes. Colocou-se ao lado uma janela, possivelmente do século XVI e de estilo manuelino, encontrada em Vila de Frades. Suspeita-se que a janela chegou a fazer parte do antigo palácio dos condes da Vidigueira.

Construiu-se ainda um adarve a que se pode subir por uma escada exterior, proporcionando acesso a um improvisado miradouro, de onde se tem uma vista que abrange a vila da Vidigueira, os campos e povoações circundantes. Pode ainda avistar-se ao longe a torre de menagem do castelo de Beja.

Torre do Relógio

Este monumento não religioso da Vidigueira ganhou mais valor quando Vasco da Gama, em 1520, mandou fazer um sino para colocar nessa torre cuja data de construção se desconhece.

Numa fase mais recente, a Câmara Municipal procedeu a obras de restauro, que incluiram a colocação de ponteiros no relógio. As horas continuam a ser assinaladas pelas badaladas familiares do sino.
A torre foi também dotada de um sistema de iluminação. Na escuridão da noite o seu vulto ganha um brilho dourado e imponente, destacando-se no meio do casario da povoação.

A torre do relógio é uma construção rectangular, com uma escada em caracol que dá acesso a uma guarda com grilhagem em tijolos. Possui um ornato em cada lado e no meio uma guarita que alberga o sino do Navegador.
CASA DA VIDIGUEIRA

ARQUEOLÓGICO

S. Cucufate
Único monumento nacional do concelho, as ruínas arqueológicas encontram-se em local pouco elevado, mas dominando visualmente a paisagem a sul, até Beja.
São Cucufate As suas origens estão associadas à época romana, altura em que foi instalada uma villa no centro de uma exploração agrícola. No entanto, acredita-se que a sua ocupação inicial remonta à Idade de Ferro. Por volta de finais do IV milénio, já os nossos antepassados do neolítico final tinham escolhido aquele local de habitat, talvez temporário, uma vez que não foi encontrada qualquer estrutura associada aos materiais arqueológicos dessa época.

Sem dúvida, foram as realizações do período romano que, de forma indelével, marcaram este sítio. Com algumas descontinuidades, transformações e adaptações, a ocupação deste mesmo espaço prolongou-se até aos finais do século XVIII.

No período mulçumano (séc. X ou XI) estabeleceu-se no edifício uma comunidade de frades que ali viveu possivelmente até à segunda metade do sec. XII, tendo S. Cucufate por seu padroeiro.

O edifício foi abandonado, talvez por ameaçar cair em ruína. No decorrer das escavações arqueológicas descobriu-se nas traseiras da villa o cemitério medieval dos frades. A adaptação da antiga villa a templo cristão deixou marcas na arquitectura.

A descoberta de pinturas murais nas ruínas de São Cucufate contribuiu para colocar este importante marco da história local no caminho da rota dos frescos. As pinturas estiveram durante muito tempo escondidas por detrás de uma camada de cal.

Após a villa romana ter sido considerada um monumento nacional, o IPPAR criou em Vila de Frades um Núcleo Museológico na Casa do Arco, edifício cedido pela Câmara Municipal da Vidigueira.

As paredes gastas de São Cucufate guardam segredos que ainda estão por desvendar. Guardião da planície, abençoa e enche de orgulho as gentes da região.

As Antas de Corte Serrão

Antas de Corte Serrão na freguesia de Pedrogão A cultura neolítica, também conhecida por megalítica, deixou a sua marca na região da Vidigueira. Nesses povos pré-históricos eram usuais a prática os enterros colectivos em sepulturas familiares.

Os dólmenes ou antas, como são mais conhecidas no Alentejo, são monumentos fúnebres constituídos por grandes blocos de pedra cravados no solo. Pela maneira como estão conjugados, formam uma câmara sepucral, coberta por lajes horizontais.

Desta cultura megalítica, que se desenvolveu em especial na zona sul de Espanha e no Alentejo, os vestígios encontrados na Vidigueira são indicadores de que esta zona também teve uma forte presença desses povos nos tempos pré-históricos.

As Antas de Corte Serrão, perto de Marmelar, na freguesia de Pedrógão, são exemplos impressionantes destes monumentos funerários. Apesar da deterioração, a ambas faltam alguns dos esteios e nenhuma tem cobertura, constituem um ponto de interesse arqueológico na região.

NATURAL
Rio Guadiana
Este é o terceiro maior rio da Península Ibérica. Percorre 810 km, ondulando entre serras, planícies, montes e vales, desde as lagoas de Ruidera em Espanha. Incansável no seu caudal volumoso, percorre território espanhol, entra em Portugal pela zona do Baixo Alentejo, delimitando a fronteira entre os dois paises.

A Vidigueira faz parte do percurso do Guadiana, que atravessa o concelho de norte para sul, passando perto das localidades de Marmelar, Pedrógão e Selmes. Os vários cursos de água que cortam as terras da região alimentam este grande rio, oferecendo-lhe força para terminar a sua viagem.

Como em qualquer bacia hidrográfica, pelas cabeceiras e vales correm os afluentes e subafluentes que não são mais do que ténues rasgões na superfície do relevo. A erosão provoacada pelas águas pluviais fazem recuar barrancos e torrentes que depois convergem em vales cada vez mais importantes que canalizam até ao rio principal as águas de toda a bacia. Águas que correm à superfície mas também as que se infiltram no solo, e voltam à tona em múltiplas nascentes ao longo desses vales. E é assim que o Guadiana se alimenta e engrossa o caudal à custa de toda a pluvisosidade que cai na sua enorme bacia.

O Oceano Mediterrâneo acolhe o Guadiana, já em terras algarvias, entre Vila Real de Santo António e Ayamonte. A sua presença constante nas regiões por onde passa constitui um ponto de referência e dinamismo económico.

A barragem do Alqueva é disso um bom exemplo, assim como a sua congénere mais pequena em Pedrógão. Como qualquer grande rio, o Guadiana atrai as populações para as suas margens. Durante todo o ano são organizadas várias actividades de lazer. Continua também a ser importante a pesca nas suas águas.

Águas que enriquecem os solos, que irrigam as culturas agrícolas de cereais, vinhas e olivais. Águas que dão esperança para o desenvolvimento de toda a região.

As Ribeiras

Ribeira do Freixo
 Nasce na serra do Mendro, em direcção ao sul. Serve de fronteira natural entre a Vidigueira e a Vila de Frades. Descansa finalmente nas águas da Ribeira de Odearce.

Ribeira de Selmes
Afluente da margem esquerda da Ribeira de Odearce, tem origem na união de pequenos cursos de água que descem da serra. Passa junto do lugar de Alcaria em direcção a Selmes.

Ribeira de Marmelar
Começa no concelho vizinho de Portel, descendo para sul na várzea de Marmelar. Deixa o vale estreito nas terras altas, ondula pelos montes até passar na Alcaria.

Ribeira do Sobroso
Desce a serra desde o concelho de Portel, cortando as terras da Vidigueira, com o intuito de lançar as suas águas no grande rio Guadiana.

Albufeira do Pedrógão
A barragem de Pedrogão, situada na freguesia de Pedrogão, foi construida com a finalidade primária de funcionar como barragem de contra-embalse, recuperando-se assim parte da água usada em Alqueva para produzir energia e para servir os subsistemas de rega de Ardila e Pedrogão.
A sua construção deu origem à Albufeira de Pedrógão, um espelho de água que é hoje uma zona protegida. A variedade e riqueza de ecossistemas que se encontram no lago artificial constituem mais uma razão para uma visita à região.

A própria barragem, com uma altura de 43 metros, comprimento de 472 metros, impressiona quem por ali faz um passeio. A natureza permanece em constante renovação. A abundância de água torna as terras ainda mais férteis. Existe o cuidado de preservar a fauna e flora características daquela zona. Os passeios ecológicos constituem uma opção saudável para quem visita o concelho.

O projecto da barragem de Pedrógão veio impulsionar a economia e turismo da região. A albufeira que origina tem uma capacidade útil de cerca de 54 hm3 possuindo um espelho de água de 11 km2. É a segunda maior barragem do empreendimento Alqueva beneficiando a população envolvente com um estimulo económico decorrente de actividades promovidas em torno da albufeira, sejam elas da vertente agricola ou turística.

Arquivo Municipal de Vidigueira
"Os arquivos não são, de maneira alguma, cemitérios de documentos velhos e esquecidos" são uma fonte de saber e constituem uma ponte que nos liga ao passado e nos encaminha para o futuro.

O arquivo da Câmara Municipal de Vidigueira esteve repartido por diferentes salas do edifício dos Paços do concelho até 2005. O arquivo histórico ocupava as salas menos acessíveis e uma parte do sótão, os arquivos intermédio e corrente ocupavam três salas do primeiro piso.

À medida que as autarquias foram adquirindo, ou modificando funções e competências, a produção de documentos foi-se modificando e aumentando significativamente. Da pequena sala que albergava toda a documentação desta entidade passa-se progressivamente á ocupação de outros espaços para arrumar os documentos.

A dificuldade em conseguir arranjar espaço para guardar os documentos, e a tomada de consciência de que se tratava, não de um amontoado de papéis velhos sem valor, mas sim de um conjunto de informações comprovativas da actividade e das funções da Câmara, com valor administrativo, legal, financeiro ou probatório, levou o executivo a equacionar a hipótese de construir um espaço próprio para a instalação do arquivo.

Em 1998, inicia-se então o processo que passou pela aquisição de um espaço, a execução do projecto e finalmente a construção do edifício onde hoje está instalado o arquivo municipal.

Para além, do empenho e esforço financeiro da Câmara Municipal de Vidigueira, para a concretização deste projecto contou-se também com uma comparticipação financeira do Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais (PARAM) do Instituto dos Arquivos Nacionais/ Torre do Tombo e da Direcção-Geral das Autarquias Locais e ainda com o apoio técnico do Arquivo Distrital de Beja.

Arquivo Municipal A criação deste espaço permitiu reunir a documentação de arquivo que se encontrava dispersa por várias salas do edifício dos Paços do concelho e desta forma salvaguardar um espólio documental de valor histórico bem representativo da evolução da comunidade que lhe deu origem, garantindo o acesso aos registos administrativos que legalmente compete à Câmara assegurar.

O edifício dispõe de uma sala de tratamento documental, sala de leitura, com 16 lugares, sala de reuniões e depósito com capacidade de 1475 ml de arrumação de arquivo.

As novas instalações do Arquivo Municipal de Vidigueira, encontram-se abertas ao público, onde pode ser consultada a documentação que foi objecto de tratamento.

O acervo do Arquivo Municipal de Vidigueira é constituído por documentação desde final do século XVII até finais do século XX.

Neste momento, ainda não está concluído o levantamento e tratamento de toda a documentação, a que já foi inventariada e classificada, pertence às séries e fundos documentais descritos no quadro de classificação.

Podemos referir como exemplo, o fundo da Câmara do Concelho de Vila de Frades (extinto em 1853), constituído por livros de vereação, livros de notas, livro de registo de amas e expostos, livros de cobrança de sisa, impostos dos quatro e meio por cento, lançamento da décima e correspondência.

Percursos e Rotas

Rota do Fresco
A rota do fresco, é uma iniciativa promovida pela AMCAL (Associação de Municipios do Alentejo Central) da qual são membros cinco concelhos, um dos quais a Vidigueira. 

Este projecto tem como objectivo promover, preservar e estimular o conhecimento deste património nos concelhos envolvidos.

Com a duração de um dia cada rota leva o visitante a encontrar um tesouro perdido, a arte de decoração mural que são os frescos alentejanos, que agora é desvendada. Esta forma de arte é representativa da variedade e qualidade da decoração e forma de doutrinação religiosa em Portugal, do século XV a XIX.

Fresco Igreja Santa Brígida Pode-se verificar em quase todos os exemplares dos frescos que uma operação de restauro e conservação é essencial, bem como a restruturação dos edificios que os albergam, a Rota dos Frescos converte-se também em instrumento de salvaguarda destas pinturas.

Estão disponíveis várias rotas, cada concelho tem a sua, havendo ainda uma rota interconcelhia que engloba quatro concelhos, os visitantes têm que fazer marcação com antecedencia de uma semana.

A Rota do Fresco de Vidigueira inclui durante a manhã: visita a uma padaria, à Capela de S. Brás em Vila de Frades, à Ermida de Santa Clara em Vidigueira; durante a tarde: ida à Igreja de Santa Brígida em Marmelar e visita à Adega do Monte da Ribeira - CADE em Marmelar.

ROTAS
Rota da Natureza
A paisagem da região prima pela diversidade. Junto às linhas de água desenvolveu-se a vegetação ripícola, que nas encostas está associada a matos mediterrâneos. 

Nas áreas da serra reinam os montados de sobro e azinho com matos e pastagens no sub-coberto, quebrados por manchas de eucaliptal e pinhal. Na planície, onde predomina a agricultura, surge a estepe ceralífera. Estes mosaicos de searas, alqueives e pousio são um colírio na paisagem, a par com os olivais, vinhas e hortas.

A Serra do Mendro
A natureza que hoje domina a serra é resultado da intervenção humana ao longo dos tempos. A floresta mediterrânica original foi progressivamente simplificada pela utilização silvo-pastoril da serra, dando origem aos montados de sobreiros e azinho. Verifica-se nesses casos a exploração da cortiça, lenha, madeira, bolota, pastagens, mel, cogumelos, medronheiro e as ervas aromáticas.

Nas margens do Guadiana
Guadiana Terceiro maior rio da Pensínsula Ibérica, faz a fronteira leste do concelho. O seu progressivo encaixe no relevo da planície deu origem aos terraços fluviais do seu vale, que oferece uma paisagem grandiosa. Devido ao clima local, o caudal do rio é irregular, atingindo picos de cheia na época das chuvas e quase desaparecendo no pico do verão.

O rio Guadiana permanece ainda hoje como um valioso corredor ecológico e um habitat vital para um grande número de espécies ameaçadas de extinção, como alguns peixes endémicos e grandes aves planadoras como os abutres e águias.

Planície de hortas, vinhas e olivais
A planície alentejana faz parte do Maciço Antigo Ibérico, dos mais velhos relevos do planeta. Dominada por solos de xisto, deles resultaram as formações argilosas denominadas "barros de Beja", mancha fértil entre os solos pobres habituais no Alentejo.

As condições de solo e climas especiais proporcionados pelo enclave da serra, planície e rio, tornou esta região ideal para a fundação de povoações. As terras que ficam perto das localidades são utilizadas para o cultivo de cereais, vinha e hortas. Os produtos da terra garantem o sustento da população agrícola, que aperfeiçou a qualidade dos seus produtos, como o vinho, o pão e o azeite.

Aliadas a estes sistemas policulturais estão alguns pequenos mamíferos e uma grande variedade de espécies de pequenas aves que utilizam estas culturas como fonte de alimento.


Rota do Guadiana
Ao subir o rio pela margem direita, pode observar-se como a força da água marca e molda o Vale do Guadiana. Avista-se na outra margem, a foz do rio Ardila, importante afluente do Guadiana. Durante este passeio existem locais idílicos que convidam ao repouso, com a frescura que os freixos proporcionam.

Guadiana Percurso da Ribeira de Marmelar
O passeio começa em Marmelar pela estrada que segue para sul em direcção à ribeira. Pelo caminho ao longo da margem da Ribeira, a natureza brinda os visitantes com a beleza dos montados de azinho, afloramentos rochosos e outras vegetações típicas daquelas terras. 

Quando o caudal está mais baixo é possível testemunhar as variações morfológicas do leito e das margens, bem como os depósitos de areia e cascalho que formam ilhéus. O caminho torna-se por vezes irregular e é necessário atravessar pequenas ribeiras afluentes para continuar o percurso. A aventura vale a pena para apreciar a vista magnífica, como as pequenas cascatas do Barranco das Boiças. Mais perto do Guadiana, estreita-se o vale da ribeira, e a vegetação espreita nas vertentes orientadas a sul. Guadiana

O vale fluvial em Pedrógão
Passeio que vai da margem direita do Guadiana até à foz da Ribeira de Odearce, partindo e regressando à aldeia de Pedrógão, com passagem pela planície e pela pequena localidade. 

É visível a beleza do património natural e a acção do homem na construção da barragem de Pedrógão. De regresso à aldeia, onde os petiscos esperam para saciar o apetite dos visitantes exauridos, os tons dourados da planície domina o horizonte


Rota do Património

Antas de Corte Serrão
Localizadas perto de Marmelar, na freguesia de Pedrogão, foram construídas pelas primeiras sociedades agro-pastoris, cerca de quatro mil anos atrás. Constituem prova da ocupação do território por famílias eneolíticas que na sua demanda pela eternização da morte, construiram megalitos, onde sepultavam os seus mortos.

Anta do Zambujal
Formada por um conjunto de penedos graníticos de grandes dimensões, tem uma câmara central poligonal, com a tampa caida para o seu interior. Serviu de habitação e posteriormente de túmulo aos seus ocupantes pré-históricos.

Villa Romana do Monte da Cegonha
Edificada na base de uma colina de declive ligeiro, a sua fundação remonta ao reinado do Imperador Augusto, no primeiro quartel do século I. Foi destruida por um incêndio e depois reconstruída. No século IV, a villa passou a possuir uma basílica paleocristã, possivelmente devido à cristianização do seu proprietário. Entre os séculos X e XII ficou sobre ocupação islâmica até ao final da sua existência.

São Cucufate
Importante marca da cultura romana no Alentejo, estrutura-se em áreas distintas: habitação, lazer (termas), trabalho ( com celeiros, adega e lagar), área de cultivo e o templo. Foi doada à ordem de S. Vicente de Fora no século XIII, tendo sido então transformada em mosteiro. Nas ruínas da igreja ainda se conseguem deslumbrar frescos de índole religiosa.

Ermida de Santa Clara
De estilo manuelino, é a ermida mais antiga das cinco que cercam a Vidigueira. A sua construção deve-se ao segundo conde da Vidigueira, D. Francisco da Gama. A ermida foi um local de festas e romarias que cessaram devido ao seu estado de degradação. A sua localização permite desfrutar de uma vista privilegiada sobre a Vidigueira e de um trajecto com uma atmosfera mediterrânica, com videiras e oliveiras que o ladeiam.

Ermida de Santo António dos Açores
Diz a tradição que esta ermida foi mandada contruir como pagamento de uma promessa feita por um conde da Vidigueira que havia perdido o seu açor, havendo este encontrado o animal no cabeço onde a ermida está situada. A sua construção data do século XVII e é digna de visita pela paisagem que consegue abarcar, o contraste ente a serra e a planície bem como o alvor das construções que repele o calor ardente do Verão.

Moinhos da Ribeira do Odearce
Estes moinhos comprovam a importância do rio para as populações envolventes, aproveitavam a força das águas em movimento para transformar em farinha os cereais, sustentando deste modo as povoações da região com o pão.

Rota do Pão e do vinho
É no fruto das parreiras que reside uma das maiores riquezas do concelho. Na época da vindima, os campos enchem-se de gentes que fazem da apanha da uva uma arte. Finda a jornada de trabalho, é tradição ir beber o "vinho do trabalho" nas tascas da região.

As adegas tradicionais onde antigamente os pequenos produtores faziam o vinho, guardado em enormes talhas de barro, são hoje locais de repasto e petiscos regionais. Num ambiente típico podem degustar-se o vinho da casa, acompanhado de presuntos, enchidos, azeitonas e outras iguarias tradicionais do alentejo.

Convite para um passeio ao longo do concelho, por entre as vinhas que mancham a planície de verde. Apreciar os odores da fruta madura e da terra fértil, para abrir o apetite para uma experiência gastronómica acompanhada por um convívio salutar, onde o canto do alentejo e a boa disposição não vão faltar. As vendas e as tabernas típicas são os locais eleitos para "matar o bicho", "tirar uma bucha" provar o bom vinho da terra e cantar uma moda ou duas. Porque sem vinho ninguém canta.

Terras de Pão, Gentes de Paz
As padarias tradicionais mantém os processos de amassadura manual, assim como a cozedura em forno de lenha, numa tradição que deu renome à Vidigueira. Além do pão, estas pequenas padarias produzem também biscoitos e bolos regionais como as pupias, bolos de mel, bolos folhados.


Gastronomia

Petiscos

Caracóis
Ingredientes: 2 l de caracóis, 1/2 dl de azeite, 4 dentes de alho, 1 folha de louro, oregãos, pimenta e sal p.b

Preparação: Os caracóis devem ser lavados em bastantes águas até não deitarem qualquer sujidade. De seguida, vão a cozer em água e sal com todos os ingredientes atrás referidos, sendo os alhos cortados ao meio. O lume deverá ser brando para que o caracol saia o mais possível. Há também quem coloque presunto, paio ou um caldo de carne. Pode também adicionar-se malaguetas, para quem gosta de picante.

Amêijoas à Pescador
Ingredientes: 2 kg de amêijoas, sal e pimenta, 2 cebolas, 3 dentes de alho, 1 dl de azeite, 3 tomates maduros, 1 raminho de salsa

Preparação: Coloque as amêijoas num recipiente e cubra-as com água salgada. Deixe-as ficar assim durante cerca de 4 horas, para libertarem a sujidade. De seguida, escorra-as e passe-as por água corrente fria. Reserve.Corte as cebolas às rodelas, pise os alhos e refogue tudo no azeite.

Junte o tomate limpo de sementes cortado aos pedaços. Acrescente as amêijoas e tempere com sal e pimenta. Tape o tacho e deixe cozinhar até as conchas abrirem. Retire as conchas e o molho do tacho e transfira-os para uma travessa. Decore com raminhos de salsa. Depois de transferir as amêijoas para uma travessa, regue-as com o sumo de meio limão.

Berbigões à Alentejana
Ingredientes: 1,5 kg. de berbigões, 0,5 dl. de azeite, 2 dentes de alho, 1 molho de coentros, 1 colher de sobremesa de colorau, 1 bom tomate maduro, pimenta

Preparação: Lave os berbigões e meta-os em água com sal, durante duas a três horas, para perderem a areia. Deite numa frigideira o azeite. À parte, deve já ter os alhos e os coentros picados separadamente. Leve o azeite ao lume e junte um pouco de alho picado. Logo que comece a estalar, junte alguns berbigões e tape a frigideira com uma tampa. Deixe-os abrir, polvilhe com coentros picados e retire-os, depois, com uma escumadeira.

Pitéu de Enguias
Ingredientes: Enguias, azeite, 2 cebolas, 2 dentes de alho, 1 ramo de salsa, 1 folha de louro, 1 copo de vinho branco, sal, pimenta preta, 1 copo de água, 2 colheres de sopa de farinha de trigo, 2 colheres de sopa de vinagre, pão.

Preparação: Faça um refogado com 2 cebolas picadas, 2 dentes de alho picados, 1 ramo de salsa e 1 folha de louro. Quando a cebola estiver a alourar deite um copo de vinho branco. Depois das enguias limpas parta-as aos bocados e deite-as no refogado. Tempere com sal e pimenta preta. Junte um copo de água e deixe apurar. Quase no final dissolva 2 colheres de sopa de farinha de trigo e 2 colheres de sopa de vinagre e junte ao caldo para engrossar. Sirva com fatias de pão torrado.

Migas Gatas
Ingredientes: uma cabeça de alho, uma posta de bacalhau, pão caseiro (duro), Sal q.b., azeite

Preparação: Coza a posta de bacalhau depois de previamente demolhada. Enquanto isso descasque o alho e pique-o, corte o pão em pequenas fatias, muito finas.Coloque o pão já cortado numa tigela grande ou numa terrina, desfie o bacalhau e coloque em cima do pão, assim como alho já picado, o sal (a gosto) e o azeite, despois regue tudo com a água do bacalhau ainda a ferver. Com a colher de pau, envolva tudo muito bem, para que o pão fique bem ensopado.

Orelha de porco de coentrada
Ingredientes: Orelha de porco, azeite, vinagre, sal, alhos, coentros, água

Preparação: A orelha é cozida com água e sal. Escorre-se a água, corta-se a orelha aos bocados e tempera-se com alhos, azeite, coentros e vinagre.

Pézinhos de porco de Coentrada
Ingredientes: 1 kg de pézinhos, 1 cebola, 3 colheres de sopa de Azeite, 5 dentes de alho, 1 raminho de coentros, 1 folha de louro, 2 colheres de sopa de farinha, sal e vinagre

Preparação: Cozem-se os pézinhos na panela de pressão durante 30 minutos. Num tacho, põe-se a cebola picadinha, os alhos pisados com coentros, louro e sal. Em seguida, leva-se tudo ao lume até alourar. No refogado, põe-se a farinha e um pouco de água até engrossar. Tempera-se a gosto e mistura-se os pézinhos e o vinagre, deixando ferver.

Sopas

Açorda alentejana
Ingredientes: 1 molho de coentros (ou um molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas), 2 a 4 dentes de alho, 1 colher (sopa) bem cheia de sal grosso, 4 colheres (sopa) de azeite, 1 litro de água a ferver, 400 g de pão caseiro (duro), 4 ovos

Preparação: Cortam-se os coentros e os dentes de alho em pedaços pequenos. Colocam-se numa terrina grande, juntamente com o sal. Rega-se com o azeite e escalda-se com água a ferver, onde previamente se escalfaram os ovos (de onde se retiraram).

Introduz-se então no caldo o pão cortado em fatias. Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina, conforme o gosto.

Caldo de Peixe da Ribeira
Ingredientes: Peixe da Ribeira, 3 cebolas, 4 dentes de alho, 1,5 dl de azeite, 3 tomates, 1 pimento verde, 1 ramo de hortelã, 1 ramo de poejos, sal q.b.

Preparação: Cortam-se as cebolas às rodelas e o pimento às tiras. Pelam-se e picam-se os tomates. Em seguida, dispõem-se, num tacho, às camadas, o peixe, as cebolas, os alhos, o tomate e o pimento. Tempera-se de sal e juntam-se os ramos de cheiros. Rega-se com o azeite e cobre-se de água. Vai ao lume até estar bem cozido. Serve-se acompanhado com fatias de pão molhadas no caldo.

Calducho
Ingredientes: 2 postas de bacalhau demolhado, 3 dentes de alho, 2 cebolas, 1,5 dl de azeite, 2 folhas de louro, 1 raminho de poejos, 500 gr de batatas, sal q.b., 2 ovos, 4 fatias de pão duro

Preparação: Leve 1,2 lt de água ao lume. Depois de ferver, introduza o bacalhau e coza durante 5 minutos. Escorra, retire a pele e as espinhas e desfaça em lascas. Reserve o caldo. Pique os alhos e as cebolas muito finamente e frite no azeite quente.

Junte as folhas de louro partidas e o raminho de poejos. Regue com o caldo do bacalhau e deixe levanter fervura.Entretanto, descasque as batatas e corte aos pedaços pequenos. Junte à sopa, tempere com sal e coza durante 15 minutos. Envolva o bacalhau, os ovos batidos e coza por mais 5 minutos. Corte o pão aos pedaços e coloque numa tigela. Regue com a sopa, decore com um raminho fresco de poejos e sirva de imediato.

Feijão com Couve
Ingredientes: Feijão catarino, couve lombarda, azeite, alho, louro, sal.

Preparação: Coze-se o feijão, miga-se a couve miúdinha, junta-se um pouco de azeite, o alho, o louro e o sal. Pode ser servido como sopa ou então com pão caseiro cortado às fatias.

Gaspacho à Alentejana
Ingredientes: 200 g de pão, 9 dl de água, 2 dentes de alho, 2 colheres de sopa de azeite, 2 colheres de sopa de vinagre, 2 tomates médios, 1/2 pepino, 1 pimento verde, 1/2 colher de café de oregãos, sal e pimenta q.b.

Preparação: Corte os ingredientes em cubos pequenos. Deite-os na terrina onde vai servir o gaspacho. Junte o azeite, vinagre, sal e pimenta. Deite por cima a água gelada. Prove de sal e corrija os temperos, acrescentando mais vinagre, se desejar. Por fim misture o pão que deve ser preferencialmente de véspera e cortado em cubos pequenos.

Sopa de Beldroegas
Ingredientes: 2 ou 3 molhos de beldroegas, 1 kg de batatas, 4 cabeças de alho, 2 queijos broncos, 4 ovos, 1,5 dl de azeite, Sal q.b.

Preparação: Arranjam-se as beldroegas, utilizando só as folhas e escaldam-se para tirar o ácido. Arranjam-se as cabeças dos alhos, que deverão ser inteiras, retirando somente as películas exteriores. Num tacho coloca-se o azeite e fritam-se ligeiramente os alhos. De seguida, juntam-se as beldroegas, que deverão refogar ligeiramente.

Deita-se água suficiente para a sopa, e o queijo, partido aos quartos, deixando ferver um pouco. Juntam-se as batatas, cortadas às rodelas grossas. Quando estiverem quase cozidas escalfam-se os ovos. O sal deste prato deve ser bem doseado, porque normalmente o queijo branco de cabra tem muito sal. Serve-se esta sopa com pão às fatias, num prato fundo.

Numa travessa apresentam-se as beldroegas, as cabeças de alhos, o queijo e os ovos.

Sopas de Tomate
Ingredientes: Azeite, 1 cebola media, 3 tomates médios sem pele e sem grainhas, 1 raminho de poejos, 1 ramo de oreganos, 1 pimento verde, 4 batatas médias cortadas às rodelas grossas, 4 postas de peixe (cação, corvina ou robalo), um pão alentejano cortado às fatias.

Preparação: Faz-se um refogado com o azeite, a cebola e o pimento. Quando a cebola estiver branca adiciona-se o tomate, os poejos, os oregãos e deixa-se apurar durante +/- 15 minutos mexendo de vez em quando.Junta-se 1,5 litros de àgua e deixa-se levantar fervura. Quando a àgua ferver junta-se-lhe as batatas e o peixe.

Quando as batatas estiverem cozidas serve-se imediatamente, colocando algumas fatias de pão num prato fundo e colocando-se as batatas e uma posta de peixe juntamente com bastante caldo para ensopar o pão.


Peixes

Caldeirada de Peixe do Rio
Ingredientes: 1 lampreia, 1 sável, 1 enguia, 1 muge, 1 safio, 1 picão, 3 carpas, poejos, hortelã da ribeira, folhas de cebola, tomate, azeite, alho, pão, água.

Preparação: Corta-se o peixe em pedaços pequenos, juntam-se todos os temperos, água até tapar o peixe e põe-se a cozer. Espera-se 15 minutos, prova-se de sal e serve-se numa terrina com pão duro cortado às fatias.

Ensopado de Enguias
Ingredientes: Enguias, sal, cebola, alho, pimento verde, pimento vermelho, folha de louro, vinho, colorau, farinha, pão, azeite, água.

Preparação: Tira-se a pele e a tripa e cortam-se as enguias aos bocados pequenos. Temperam-se com sal. Faz-se um refogado de cebola, alho, pimentos aos bocados e folhas de louro. Tapa-se o tacho e deixa-se ficar durante 10 minutos em lume brando. Adiciona-se um copo de vinho e as enguias.Num recipiente meio copo à parte, junta-se um bocadinho de colorau, farinha, meio copo de vinho, de frita-se o pão água, mistura-se bem e junta-se ao preparado anterior. Deixa-se apurar. À parte àpreparado por s tiras, em azeite. Coloca-se de seguida no fundo de uma travessa e verte-se o cima.

Lampreia
Ingredientes: 1 lampreia, 1 ramo de salsa, 1 ramo de coentros, 1 folha de louro, 3 folhas de alho, 2 dentes de alho, 2 cebolas médias, noz moscada, pimenta em grão, 2 copos de vinho tinto, 2 colheres de banha, 3 colheres de azeite, sal.

Preparação: Em primeiro lugar tira-se a pele e a tripa à lampreia, corta-se para dentro de um recipiente onde vai ser cozinhado, para se aproveitar o sangue. Em seguida picam-se todos os ingredientes e juntam-se à lampreia. Adiciona-se depois o azeite, a banha, o vinho e o sal. A lampreia coze assim, lentamente, em recipiente tapado até ficar apurada e com um molho grossinho.

Bacalhau Albardado
Ingredientes: 200 g de bacalhau, 550 g de farinha (aprox.), 10 g de fermento de padeiro, azeite

Preparação: Lava-se o bacalhau muito bem e põe-se de molho durante 6 horas em cerca de 6,5 dl de água. Depois faz-se em lascas. Desfaz-se o fermento na água que serviu para demolha o bacalhau. Junta-se a farinha a pouco e pouco, batendo-a de modo a obter uma massa homogénea. Rectifica-se o sal.

Cobre-se primeiro com um pano e depois com um cobertor e deixa-se levedar (fintar) em local temperado durante cerca de 3 horas. A massa está finta quando toda ela apresentar umas pequenas bolhas. Aquece-se bem o azeite e com uma colher grande frita-se a massa ás colheres, introduzindo uma ou duas lascas de bacalhau em cada colher de massa. Escorrem-se os «pastéis» sobre papel pardo e servem-se acompanhados com salada de alface ou de agriões.

Cação Cozido
Ingredientes: Azeite, cação, 3 cebolas grandes, 1 ramo de coentros, farinha, sal, 1 ramo de salsa, tomate, vinagre

Preparação: Limpe o tomate de peles e grainhas e corte-o aos bocados para dentro de um tacho. Junte a cebola em rodelas finas, as postas de cação, o ramo de cheiros, o sal, o vinagre e o azeite. Deite a farinha e mexa com as mãos, de maneira a ficar tudo envolvido. Deite água bem quente até cobrir o peixe, tape e leve a lume brando até cozer. Rectifique os temperos e sirva de seguida sobre fatias de pão alentejano bem duro. Sirva com um bom vinho branco alentejano.

Nota: Pode também colocar batata às rodelas. Não faz parte da receita original, mas fica muito bem. Enquanto estiver a cozer, evite mexer com a colher para não desfazer o peixe, é preferível agitar ligeiramente o tacho.

Ensopado de Safio
Ingredientes: 4 dentes de alho, 1,5 dl de azeite, 1 cubo de caldo de peixe, 2 cebolas grandes, 1 colher de café de molho inglês, pimenta, 1kg de safio, sal, 1 ramo de salsa, 1 lata de tomate, 1,5 dl de vinho branco

Preparação: Amanhe o peixe, lavando-o em seguida com água corrente. Corte-o em postas ou pedaços mais ou menos grandes. Reserve. Num tacho de barro (opcional, mas aconselhável) coloque uma cebola cortada em rodelas e dois dentes de alho cortados em fatias finas. Aloure um pouco e junte metade do tomate em pedaços e metade da salsa picada. Coloque por cima o peixe e tempere com sal e pimenta. Por cima do peixe ponha mais uma cebola em rodelas finas, o restante alho em fatias, a restante salsa picada e o restante tomate em pedaços.

Regue com o vinho onde desfez o caldo de carne e a que juntou o molho inglês. Rectifique os temperos. Deixe cozer tapado, em lume brando, durante 45 minutos, agitando o tacho de vez em quando. Corte o pão saloio (ou alentejano) em fatias e frite-o em óleo a ferver até dourar. Pode torrá-lo apenas se não desejar que fique tão gorduroso. Sirva o ensopado com o pão por cima.

Carnes