quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA


QUE   SUSTO




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B.C.E.
 
Perguntar ofende?

O Que é o BCE?
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.

E donde veio o dinheiro do BCE?
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuiram com 30%.

E é muito, esse dinheiro?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.

Então, se o BCE é o banco destes Estados pode emprestar dinheiro a Portugal, ou não? Como qualquer banco pode emprestar dinheiro a um ou outro dos seus accionistas.
- Não, não pode.

Porquê?!
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.

Então, a quem pode o BCE emprestar dinheiro?
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.

Ah percebo, então Portugal, ou a Alemanha, quando precisa de dinheiro emprestado não vai ao BCE, vai aos outros bancos que por sua vez vão ao BCE.
- Pois.

Mas para quê complicar? Não era melhor Portugal ou a Grécia ou a Alemanha irem directamente ao BCE?
- Bom... sim.... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!

Agora não percebi!!..
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.

Mas isso assim é um "negócio da China"! Só para irem a Bruxelas buscar o dinheiro!
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.

Isso é um verdadeiro roubo... com esse dinheiro escusava-se até de cortar nas pensões, no subsídio de desemprego ou de nos tirarem parte do 13º mês.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.

Mas quem é que manda no BCE e permite um escândalo destes?
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.

Então, os Governos dão o nosso dinheiro ao BCE para eles emprestarem aos bancos a 1%, para depois estes emprestarem a 5 e a 7% aos Governos que são donos do BCE?
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6%, a 7 ou mais.

Então nós somos os donos do dinheiro e não podemos pedir ao nosso próprio banco!...
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.

Mas, e os nossos Governos aceitam uma coisa dessas?
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.

Mas então eles não estão lá eleitos por nós?
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois.... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século para cá.
Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.

E onde o foram buscar?
- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...

Mas meteram os responsáveis na cadeia?
- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.

E então como é? Comemos e calamos?
- Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...

Obrigado J. MIlhazes

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KIKA
6.De onde vem o choro?




Aprenda  a ensinar desta maneira engraçada


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2.DE UM SÉCULO AO OUTRO


















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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

OTI «trava» euforia do PGR 
sobre combate à corrupção em Portugal
'Trabalho ineficaz',

Pinto Monteiro considera que nunca se investigou tanto, como agora, a corrupção em Portugal. Associação rejeita esses dados.

A ministra da Justiça anunciou, ontem, que o Banco de Portugal e Comissão de Mercado de Valores Mobiliários vão disponibilizar ao Ministério Público meios para agilizar e melhorar a realização de perícias na investigação dos grandes crimes económico-financeiros.
Falando numa conferência sobre o combate à corrupção, Paula Teixeira da Cruz adiantou que o seu Ministério encetou diligências junto do BdP e da CMVM, para garantir que estas entidades disponibilizem ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) os meios necessários para o efeito. 'Basta de impunidade. É preciso um combate sem tréguas à criminalidade que mina a qualidade da democracia', disse Paula Teixeira da Cruz.
Quem também esteve presente na conferência «Ministério Público e o Combate à Corrupção» foi o Procurador-Geral da República (PGR), que defendeu que 'nunca a corrupção foi tão detetada e investigada em Portugal', e refutou a tese de que a economia portuguesa funciona mal por culpa dos tribunais e deste tipo de crime. 'Se a economia não funciona bem em Portugal a culpa não é dos tribunais e de haver corrupção', disse Pinto Monteiro.
O PGR disse não partilhar da ideia daqueles que afirmam que 'a economia portuguesa seria das mais prósperas da Europa se não fosse a corrupção', notando que 'não são os tribunais que têm culpa de a economia não funcionar', 'Não podemos empurrar para os tribunais mais responsabilidade do que aquela que têm', frisou.
Para a diretora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, Maria José Morgado, o topo da pirâmide deste crime está a 'corrupção de Estado', e dos partidos políticos, sendo esta mais difícil de investigar devido ao seu grau de sofisticação.
Em reação a estas declarações, o presidente da Organização Transparência Internacional, Paulo Morais, disse à TSF que, apesar do otimismo do PGR, não há resultados. 'Fico um pouco perplexo com essas afirmações. As declarações de Pinto Monteiro fazem-me lembrar a história do estudante que diz que estuda sempre muito, mas acaba por chumbar', afirmou, sublinhando: 'o povo português precisa de resultados. Se, eventualmente, o Ministério Público anda a trabalhar muito na área da corrupção e os resultados são nulos, então é sinal de que o trabalho tem sido ineficaz.', 'Aliás, eu tomo a liberdade de perguntar se alguém conhece, em Portugal, quem esteja preso por crimes de corrupção?', rematou.


* Mas há "gajos" presos por roubarem "pasteis de nata".


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velha mal umorada




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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

A tecnologia portuguesa 
que gere o metro de Londres

João Pavão Martins e Ernesto Morgado doutoraram-se em inteligência artificial na América e trouxeram o conceito para Portugal

"Estávamos nos Estados Unidos da América a tirar um doutoramento em inteligência artificial, isto em 1980/81, quando nos apercebemos de que quem aplicava os conhecimentos ali adquiridos a novos projetos tinha sempre sucesso." Foi deste modo que João Pavão Martins, um dos sócios fundadores da SISCOG, explicou ao DN como surgiu a ideia de criar a empresa. Enquanto isso, folheava um livro, de capa branca, com a história, as peripécias e as fotografias que marcaram esta empresa 100% nacional. Na cadeira ao lado, o seu antigo colega de faculdade, e atual sócio, Ernesto Morgado, validava tudo o que era dito com a cabeça.

Hoje, um dos softwares da SISCOG - o Crews - é responsável pela gestão das escalas dos recursos humanos do Metropolitano de Londres. Mas tal sucesso foi difícil de alcançar.

Quando os dois colegas do Instituto Superior Técnico, que por acaso também se cruzaram nos corredores de uma universidade americana, regressaram a Portugal, tinham um projeto conjunto em mente - a aplicação prática do que haviam aprendido.

A principal dificuldade que sentiram foi explicar aos portugueses as vantagens da inteligência artificial. "Sempre que falávamos sobre os nossos conhecimentos a alguns responsáveis de empresas nacionais riam--se de nós", lembraram com um sorriso.

Ainda assim decidiram arriscar e a 5 de julho de 1986 constituíram a sociedade por quotas SISCOG, Consultas e Serviços em Sistemas Cognitivos, Lda., com capital social de 500 contos, ou seja, cerca de 2500 euros.

"É para si!", continuou João Pavão Martins, esticando-me a mão com que segurava o livro. O título - SISCOG Um Quarto de Século -, esse, já está desatualizado, porque este ano a empresa cumpre já o seu vigésimo sexto aniversário.

A primeira proposta formal feita pela SISCOG aconteceu logo no ano seguinte à sua criação. A pequena empresa de então propôs à CP o desenvolvimento de um protótipo para a geração de escalas dos maquinistas. Antes da assinatura do contrato foram necessários muitos meses de negociações. Na prática, a SISCOG propôs à CP revolucionar sua técnica de fazer as escalas dos maquinistas, que até aí era feita à mão. O protótipo ficou pronto a 27 de janeiro de 1989.

A 1 de julho do mesmo ano, o já extinto, Semanário escrevia: "Inovação nos comboios - SISCOG introduz inteligência artificial nos turnos da CP."

O sucesso estava garantido em Portugal, mas só dois anos depois chegou ao estrangeiro. O primeiro cliente foi o Nederlandse Spoorwegen, o mesmo será dizer, os caminhos de ferro holandeses.

"Mas para eles entregar o desenvolvimento do sistema de planeamento de tripulações a uma pequeníssima empresa portuguesa foi algo muito difícil na altura", revelou Ernesto Morgado.

A falta de alternativas e as provas já dadas pela SISCOG em Portugal foram suficientes para fazer com que os holandeses ganhassem confiança. Além disso, em 1992 fora feita uma demonstração do software à empresa holandesa e a votação dominante - entre os funcionários - foi favorável à compra do sistema.

Os dois colegas de faculdade que sempre se orgulharam de ser portugueses começaram a perceber o sucesso da empresa, quando um especialista em caminhos de ferro holandês lhes disse que, após a experiência com a SISCOG, tenta mostrar a toda a gente que Portugal é um país com muita qualidade.

Hoje, com mais software além do Crews, a SISCOG está presente em grandes empresas. O metro de Lisboa é uma delas, e em 2005 conseguiram entrar no gigante metro de Londres. "Os ingleses também tiveram receio, mas nestes sete anos já mostram que temos valor", assegurou Ernesto Morgado.


* -Oh senhores Profs. Drs., que tal criarem um "chip" para intoduzir nos crânios governamentais.


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VAMOS DANÇAR
CUMBIA COLOMBIANA




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HOJE NO
"RECORD"

Portugal em oitavo no ranking Mundial
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO DIVULGADA PELA ITTF

A seleção portuguesa masculina de ténis de mesa, que conta com Marcos Freitas, Tiago Apolónia e João Monteiro, manteve o oitavo posto no ranking Mundial da modalidade, divulgado esta quinta-feira pela Federação Internacional (ITTF).

Portugal conta 254 pontos, menos 14 que a líder China, que continua na liderança.

Na vertente feminina, a seleção portuguesa, ultimamente formada por Maria Xiao, Cátia Martins e Mariana Gonçalves, reforçada com Ana Neves e Leila Oliveira, ocupa a 27.ª posição, com 170 pontos. Também em mulheres, a China lidera, com 224 pontos.


* Têm muita categoria estes atletas quase sempre pouco mais que anónimos.

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HENRIQUE RAPOSO




 

Passos devia enviar Branquinho 
                               para o Actors Studio

O nosso primeiro devia enviar o ex-deputado Agostinho Branquinho para o Actors Studio de Nova Iorque. Mas, antes, Passos devia expulsar Branquinho do PSD. Quem mente ao parlamento tem de pagar um preço alto. E Branquinho mentiu ao parlamento, mostrando - ainda por cima - dotes teatrais dignos de registo. Sim, Branquinho relevou-se um verdadeiro artista da rádio, Tv-disco e cassete pirata. Este Serafim Saudade laranjinha seria, sem dúvida, um sucesso no Actors Studio. Ou na Globo. Ou na Casa dos Segredos.

Como bem se lembram, Branquinho é o autor da perguntinha mais catita da política portuguesa dos últimos anos. Na comissão de inquérito sobre o caso Sócrates/TVI/PT/Vara, e tendo pela frente o diretor do Económico, Branquinho, qual Cinderela, fez a seguinte interrogação: "mas o que é a Ongoing?". Passados seis meses, Branquinho foi contratado pela Ongoing. Isto já seria suficiente para o PSD riscar Branquinho do mapa. Mas agora ficámos a saber um pormaior tramado: Branquinho mentiu ao parlamento. Tal como Ricardo Costa e Micael Pereira demonstraram no Expresso de sábado, Branquinho já fazia parte da loja maçónica que é controlada pela cúpula da Ongoing. Portanto, aquela perguntinha não passou de um número de teatro. Mentira insignificante, dirão alguns. Lamento, mas não há mentiras insignificantes no parlamento. Se Branquinho ainda for militante do PSD, Passos deve expulsá-lo.

E o dr. Luís Montenegro também não ficou nada bem na fotografia. Como escreveu João Garcia, "sendo maçom, e logo da loja Mozart, era mais do que óbvio que não deveria ter-se envolvido no debate sobre abusos dos serviços secretos que implicavam os seus 'irmãos'". Se tivesse um pingo de respeito pelas instituições da república, Montenegro devia ter recusado participar nesta comissão. Aliás, se tivesse um pingo de respeito pelo seu próprio partido, o dr. Montenegro devia ter apresentado a demissão logo na semana passada. Mais: se tivesse um pingo de respeito pelo seu partido e pelo parlamento, Montenegro devia ter dito o seguinte a Passos quando este o convidou para líder parlamentar: "olha, Pedro, eu sou maçom". Dado que o dr. Montenegro não fez nada disto, convinha que o dr. Passos substituísse o seu ponta-de-lança parlamentar, agora ou depois. Se Montenegro não sair já, seria conveniente que saísse em breve. No Verão ou assim. Caso contrário, um sujeito começa a pensar que o PSD é uma loja e não um partido. E para lojas, meus senhores, já tenho ali a mercearia do Mohammed.


IN "EXPRESSO"
09/1/01/12

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Alunos do Recorrente perdem privilégio 
no acesso ao Superior

O Governo aprovou, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, a obrigatoriedade de os alunos do ensino recorrente fazerem os mesmos exames que os colegas da via normal do secundário, se pretendem concorrer ao Ensino Superior.

O Ministério da Educação e Ciência pretende, assim, assegurar condições de igualdade para todos os alunos, no acesso ao ensino superior, seja pela via do ensino recorrente, seja pelo ensino regular.

"Este diploma visa devolver aos cursos de ensino secundário recorrente a sua natureza de educação para adultos em contexto escolar, de acordo com um plano de estudos organizado", lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

No mesmo texto, refere-se que o diploma vem "corrigir uma injustiça", prevenindo a utilização desta via de ensino para uma finalidade distinta da que motivou a sua criação, nomeadamente o "aproveitamento oportunístico" para melhoria da média por parte de alunos que já concluíram o secundário e assim obterem uma posição "ilegitimamente mais vantajosa" no acesso ao ensino superior.

Para efeitos de ingresso no ensino superior, os alunos do ensino recorrente passam a ter de fazer os mesmos exames dos colegas da via habitual do secundário.

O Ministério da Educação e Ciência tomou esta decisão depois da divulgação de casos de alunos que se inscreveram em externatos para melhorar a nota do secundário e assim conseguiram passar à frente de colegas do ensino regular que se candidataram a Medicina.

O diploma aprovado altera o sistema de apuramento da classificação final do ensino secundário dos cursos científico humanísticos do ensino recorrente, para efeitos de prosseguimento dos estudos.

* Ou se sabe ou não se sabe, seja qual fôr o ensino não pode ter calçadeiras para entrar na faculdade, acabar com a acultura dos alunos universitários também é uma obrigação do governo.


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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"
 
Portugal sobe no "ranking"
das economias mais livres do mundo

Portugal é uma economia menos livre do que no ano passado, mas o país subiu no "ranking" das economias mais livres do mundo, num período marcado por descidas significativas na Europa. "Deterioração da gestão dos gastos públicos, liberdade laboral e liberdade fiscal" foram os principais responsáveis pela diminuição da liberdade económica de Portugal.

O “ranking” da liberdade económica é realizado pela Heritage Foudation em parceria com o Wall Street Journal, num estudo que inclui 179 países e que é liderado por Hong Kong, Singapura e Austrália. A Nova Zelândia e a Suíça vêm logo a seguir e compõem o grupo dos cinco país considerados economias livres.

Portugal surge no 68º lugar, com 63 pontos, o que compara com o 69º lugar ocupado o ano passado, e é um país “moderadamente livre”. Ainda assim, Portugal consegue superar a média mundial (59,5 pontos), mas fica aquém da média europeia (66,1 pontos).

O estudo revela que a penalizar a liberdade económica de Portugal estiveram essencialmente três factores: “deterioração na gestão dos gastos públicos, liberdade laboral e liberdade fiscal”.

Por outro lado, a contribuir para que a queda fosse menos acentuada esteve a diminuição da corrupção, a liberdade de negócios, que o estudo realça pelo facto de terem sido implementadas medidas que facilitam a constituição de empresas, como por exemplo, a eliminação de tecto mínimo de capital. Melhor está também a liberdade monetária.

Já os direitos de propriedade, a liberdade de investimento e a liberdade financeira, mantiveram-se inalteradas face ao ano anterior.

Reformas anteriores perderam o seu “momentum”

O relatório adianta que o País está a implementar “ajustamentos económicos desafiantes” e que as reformas, dos anos anteriores, que “ajudaram a modernizar a economia e a diversificar a base produtiva perderam ritmo.”

“Apesar dos processos institucionais relativamente saudáveis, tais como a rede de negócios eficiente e o sistema judicial que funciona bem, o endividamento e a ineficiência do sector público provocou uma erosão no dinamismo do sector privado e afectou a competitividade da economia em geral”, adianta o relatório.

“Apesar das reformas na Administração Pública estarem em curso, o fardo do défice está a aumentar. Revitalizar a economia portuguesa vai requerer reformas abrangentes no sector público, um aumento da flexibilidade no mercado de trabalho, e uma melhoria da política fiscal para melhorar a competitividade e produtividade”, adianta a mesma fonte.

Portugal não foi o que sofreu mais com a austeridade ou com a crise de dívida

A crise de dívida na Europa e as medidas que tiveram de ser implementadas pelos vários países tiveram consequências para a “liberdade económica”.

Apesar do que poderia esperar-se, Portugal, que pediu ajuda financeira e que pôs em marcha um plano de austeridade, que passa por aumento de impostos, e que se encontra numa recessão com taxas de desemprego nunca antes vistas, não foi dos mais afectados.

A Grécia foi país que mais caiu no “ranking”, em todo o mundo. A pontuação grega diminuiu 4,9 pontos, com o país a recuar para a categoria de economia “pouco livre”.

Mas Irlanda, a Dinamarca, o Luxemburgo, a Estónia, a Finlândia, o Chipre, a Noruega e a Eslováquia registaram quedas de 1,5 pontos ou mais na sua pontuação. Portugal perdeu 1 ponto.


* Estranho ranking de "liberdade" quando somos absolutamente dominados pela "troika" e pela pobreza crescente. Só entendemos se fôr apenas considerada a liberdade que alguns têm de mudar o patriotismo para a Holanda ou a de presidirem a conselhos gerais com salários ofensivos para a enorme maioria dos portugueses.

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OS 50 MELHORES DE 2011
(PARA A ROLLING STONE)


10 – ROBIE ROBERTSON
HOW TO BECAME CLAIR VOYANT
THE RIGHT MISTAKE



LISTA DE FAIXAS
  1. Straight Down the Line (Robertson) 5:19
  2. When the Night Was Young (Robertson) 5:05
  3. He Don't Live Here No More (Robertson) 5:46
  4. The Right Mistake (Robertson) 4:30
  5. This Is Where I Get Off (Robertson) 5:09
  6. Fear of Falling (Clapton, Robertson) 5:18
  7. She's Not Mine (Robertson) 4:28
  8. Madame X (Clapton) 4:46
  9. Axman (Robertson) 4:36
  10. Won't Be Back (Clapton, Robertson) 4:10
  11. How to Become Clairvoyant (Robertson) 6:17
  12. Tango for Django (Robertson, de Vries) 3:50
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(De segunda a sábado o desfile do nº7 ao 12, um por dia a esta hora)
 
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HOJE NO
"DESTAK"

Indústria
Produção recua em novembro 0,1% na zona euro
e 1,6% em Portugal - Eurostat

A produção industrial sofreu um recuo em novembro, face a outubro, de 0,1 por cento tanto na zona euro como na União Europeia, registando uma queda mais acentuada em Portugal, de 1,6 por cento, revelam dados do Eurostat.

Depois de em outubro a produção já ter recuado 0,3 por cento tanto no espaço monetário único como no conjunto da União, em novembro passado voltou a sofrer um ligeiro recuo, o que já acontece pelo terceiro mês consecutivo, segundo os dados do gabinete oficial de estatísticas da UE hoje divulgados.

Em outubro, Portugal contrariou a tendência, ao registar um ligeiro crescimento, de 0,6 por cento, mas em novembro voltou a cair (1,6 por cento).


* Durante as últimas décadas Portugal vendeu-se e desmantelou a nossa indústria, de repente, os obreiros da ruína, querem que ela cresça de forma sustentada?

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5.OS SEGREDOS DO SOL
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HOJE NO
"i"

Meia hora de trabalho a mais pode custar 
240 mil empregos já em 2012

As projecções são da CGTP e foram avançadas na concertação social. O governo não contrapôs nenhum estudo do impacto no emprego

A meia hora a mais poderá traduzir-se na perda de milhares de postos de trabalho já em 2012. Contas da CGTP avançadas na concertação social referem que num universo de lojas que empregam hoje um total de 102 mil trabalhadores, cerca de seis mil podem perder o posto de trabalho com mais estes 30 minutos diários, o que representa 5,8% deste universo.


* A meia-hora de nada, cheia de coisa nenhuma.

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1 - CHAVENAS   E  COLHERES











mmmm


HOJE NO
"PÚBLICO"

Jardim promete não assinar plano de resgate financeiro da Madeira

“O resultado disto, se não assinar agora, é uma crise política”, acrescentou Alberto João Jardim, advertindo que não vai “demitir-se para fazer a vontade aos senhores de Lisboa, porque já lá foi o tempo em que Lisboa escolhia o governador da Madeira”.

Antes do aviso feito por Jardim na posse da direcção da Associação de Jovens Empresários, outras figuras do partido procuraram, com ameaças, até de índole separatista, fazer o Ministério das Finanças recuar no plano de austeridade de que depende o empréstimo à região.

Necessitando de dinheiro “como de pão para a boca”, como confessou ontem em nota oficial, e reconhecendo ser “o elo mais fraco nas negociações”, Jardim tentou envolver o Presidente da República neste diferendo com o executivo, acusado de estar a impor um programa “irrealizável”. E fez avançar, na reunião da comissão política do PSD-M de segunda-feira, o deputado Guilherme Silva com ameaças de não assinar o plano de resgate e de avançar com um mais reivindicativo projecto de revisão constitucional para pôr à prova o PSD nacional e o Governo de coligação.

Entre apelos à resistência dos madeirenses e chantagens separatistas, o vice-presidente da AR lançou a ideia que o líder regional “não assinará qualquer documento que não seja um programa realista, exequível e sério”. Para evitar, alega, que, “passada meia dúzia de meses, a região esteja a ser outra vez apontada como não cumpridora”.

Mas a ruptura com a Associação das Farmácias e a falta de dinheiro para pagar os salários dos funcionários, tornou inadiável o plano de resgate que deveria ter ficado concluído em Dezembro. Jardim protelou a assinatura, tentando, primeiro, contrair um empréstimo de curto prazo no valor de 75 milhões de euros para pagar salários e a prestação da dívida às farmácias, mas nenhum banco se mostrou receptivo à contratação.

Depois, procurou junto do Ministério das Finanças obter um financiamento intercalar de 240 milhões para fazer face às necessidades imediatas de financiamento, mas foi igualmente mal sucedido.

Mesmo quando baixou de 240 para 210 milhões, o executivo de Passos Coelho – que deliberadamente se tem colocado à margem das negociações coordenadas por Vítor Gaspar, ignorando as tentativas de aproximação por parte de Jardim – apenas disponibilizou 19,38 milhões para regularizar as dívidas decorrentes de descontos e contribuições obrigatórias dos funcionários, mais 4,6 milhões exclusivamente para fazer face a juros de empréstimos devidos entre 6 e 10 de Janeiro.

Gaspar mantém-se intransigente, fazendo depender a ajuda da assinatura de um plano de austeridade com que a região se vai comprometer a pagar o novo empréstimo e os elevados encargos da dívida acumulada, superior a 6,5 mil milhões, mais os 1365 milhões de responsabilidades financeiras assumidas com as PPP rodoviárias.

Até à assinatura continuam, por violação dos limites de endividamento, suspensas as transferências do Estado e não haverá dinheiro para fazer face aos problemas de tesouraria. “Ficou assim esgotada a última possibilidade de a região garantir liquidez para fazer face” aos pagamentos em atraso, reconhece o Governo madeirense, que nos últimos dias tem sido confrontado com a crescente indignação popular provocada pelo corte das farmácias e dos reembolsos da saúde.

Com as “calças na mão”, como confessou à RTP-M, a Jardim não resta outra alternativa senão aceitar as condições de Lisboa, similares às da ajuda da troika a Portugal em termos de juros e prazo de amortização em quatro anos.

Para reduzir a dívida para 40% do PIB regional, a Madeira precisa de um empréstimo de 4,5 mil milhões e terá de fazer o ajustamento com um terço da receita e dois terços da despesa.


* O ataque do cacique. Vamos ver se o governo da República tem medo.


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 3- CONCHAS  MARINHAS








HOJE NO
"A BOLA"

IFFHS: 
Barcelona melhor clube de 2011; 
Benfica oitavo do mundo

O Barcelona foi eleito o melhor clube do mundo de 2011 pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). O Benfica, no oitavo lugar, é o representante português mais bem cotado, à frente do FC Porto, que surge na nona posição.
O clube encarnado era 13.º na anterior classificação, enquanto o FC Porto ocupava o quinto lugar.
O Barcelona termina pela terceira vez no topo do ‘ranking’ anual de clubes da IFFHS, depois de ter logrado a distinção em 2007 e 2009. Em 2011, os catalães ficaram à frente de Real Madrid, segundo classificado, e Vélez Sarsfield, terceiro melhor clube do mundo.

O SC Braga é o terceiro emblema português em melhor posição na tabela, tendo subido do 53.º para o 35.º lugar, imediatamente à frente do Sporting, que era 47.º na última classificação.
Nacional (226.º) e Académica (346.º) são os restantes clubes lusos contemplados no ‘ranking’ da IFFHS.

Classificação:
1. Barcelona, 367 pontos
2. Real Madrid, 312
3. Vélez Sarsfield, 271
4. Manchester United, 270
5. Manchester City, 239
6. Santos, 238
7. Universidad do Chile, 235,5
8. Benfica, 235
9. FC Porto, 231
10. Universidad Católica, 230
(...)
35. SC Braga, 169,5
36. Sporting, 169
226. Nacional, 81,5
346. Académica, 65


* Um país tão pequeno e pobre como Portugal colocar dois clubes nos dez primeiros do mundo, à frente de Bayern, Chelsea, AC Milan, Liverpol entre outros é um feito de que nos podemos orgulhar.

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1 - OASIS







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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Política e Maçonaria: Ligações secretas

A ministra da Justiça admite promover uma iniciativa legislativa que obrigue deputados e governantes a declarar se fazem parte de organizações secretas.

Em democracia, os titulares de cargos políticos devem dar o exemplo de transparência, designadamente quando há situações de obediência terceiras", afirmou ontem Paula Teixeira da Cruz, que recusou falar em instituições particulares, como a Maçonaria, sublinhando, porém, que se trata de uma posição pessoal e que a questão ainda não foi discutida no Governo.

Questionada sobre a possibilidade de ser criado um registo de interesses, a ministra garantiu que é de admitir que o Governo reveja o regime de conflito de interesses e incompatibilidades. Recorde-se que na sequência da polémica das ligações da maçonaria à política, designadamente dos deputados que pertencem à loja Mozart - como o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro -, Paula Teixeira da Cruz, também social-democrata, já tinha afirmado que "as sociedades democráticas não são compatíveis com sociedades secretas, sobretudo quando existem ritos de obediência". A polémica está instalada e divide os deputados.


* Em democracia é óbvio que podem existir "sociedades secretas". O que não deve poder é os seus membros esconderem a sua filiação quando exercem cargos públicos. Há que priveligiar o interesse nacional e um maçon priveligia sempre o interesse dos "irmãos" da "loja" onde está filiado.
TEM DE FICAR CLARO


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ESTUPIDAMENTE VELOZ





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S.O.S.
GUSTAVO


Instituto do Sangue apela
Gustavo precisa de transfusões

O Instituto Português do Sangue emitiu um apelo para a doação de sangue, no âmbito da campanha por Gustavo Martins, filho do jogador Carlos Martins, que sofre de aplasia medular e que necessita de um dador de medula.


‘Junte-se de Corpo Inteiro à Campanha do Gustavo’, divulga o IPS, recordando que "estes doentes, para poderem ser transplantados, precisam de suporte com transfusões de sangue durante muitos dias. A transfusão de sangue e plaquetas é o primeiro passo para o sucesso da transplantação". Hoje, entre as 14h00 e as 18h30, decorre uma campanha de inscrição para potenciais dadores de medula no Espaço Educativo do Restelo – A Voz do Operário, na rua de Alcolena nº 1, em Lisboa.

IN "CORREIO DA MANHÃ"
12/01/12


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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"
 
Automóvel
Construtores 'encolhem' carros para ultrapassar a crise

O Salão Internacional Automóvel de Detroit, que decorre até 22 de Janeiro, é a demonstração clara que, para ultrapassar a crise, as marcas estão a 'encolher' os carros, de forma a apresentar preços competitivos e menos consumos.

A mudança de rumo tem o objectivo de, já este ano, consolidar a recuperação da crise. É o caso da General Motors (GM), Ford e o grupo Chrysler, os chamados "três grandes" de Detroit, que, coincidência ou não, estão a lançar novos modelos compactos e de tamanhos médios, um mercado dominado há anos pelos japoneses e europeus.

Em declarações à agência espanhola EFE, James Bell, responsável pelos consumidores da GM, disse que "o gosto dos norte-americanos europeizou-se", e acrescentou que a subida dos preços dos combustíveis para níveis recorde faz com que os tradicionais 'carrões' americanos percam protagonismo.

James Bell cita como exemplo a apresentação do Cadillac ATS, uma berlina de luxo que reduziu o seu tamanho tradicional para competir com o Serie 3 da BMW ou o classe C da Mercedes Benz.

"O grupo GM nunca prestou atenção a estes segmentos de mercado, acreditávamos que o que vingasse nos Estados Unidos, vingaria em todo o lado, mas agora estamos com novas ideias e chegámos à conclusão que um automóvel não tem de ser grande para ser
divertido", disse.

O pensamento de James Bell foi escutado em cada uma das 30 apresentações mundiais do salão de Detroit no gigantesco complex de Cobo Center.

O optimismo em Detroit está a espalhar-se a todos os fabricantes mundiais presentes no salão, depois de a venda de carros nos Estados Unidos ter subido 10 por cento em 2011, atingindo os 12,8 mil milhões de dólares (10 mil milhões de euros), de se esperar uma nova subida em 2012 e de as empresas que estiveram quase na bancarrota em
2009 estarem agora a recuperar.

O presidente executivo da Ford, Alan Mulally, disse na apresentação do novo Fusion, conhecido como Mondeo fora dos Estados Unidos, que espera que o grupo possa aumentar em 12 mil novos empregos até ao final do ano e centrar a sua expansão nos mercados emergentes.

Para isso, Alan Mulally confia nos carros mais pequenos do grupo, como o Focus, um dos mais vendidos nos Estados Unidos, o Fiesta, que passará ao ataque no mercado norte-americano e o Mondeo para arrebatar a liderança aos japoneses da Toyota Camry e Honda Accord.

Outra marca que se 'europeizou' foi a Dodge, do grupo Chrysler, que através da italiana Fiat, que controla a empresa desde 2009, apresentou o Dodge Dart, un modelo compacto com um 'design' baseado na Alfa Romeo.

Reid Bigland, presidente da Dodge, reconheceu que o seu modelo Caliber não era capaz de competir em igualdade de circunstâncias com o emergente segmento dos carros 'encolhidos', cuja principal vantagem é consumir cerca de 5 litros por 100 quilómetros em auto-estrada.

Outras das tendências de uma indústria bastante vulnerável à situação económica são os fortes 'saldos' neste tipo de carros, dominado até aqui pela Chevrolet, Ford, os japoneses Toyota e Honda e os sul-coreanos Hyundai.

Como disse o presidente da Fiat, Sergio Marchionne, os preços actuais do pequeno carro da Dodge "não vai fazer muito dinheiro, mas é vital para entrar em nichos em que as marcas norte-americanas estavam ausentes".


* Vai tudo encolher, as notas viram bilhetes de autocarro, em vez de legumes passamos a comer relva, só desejamos que as crianças não nasçam anões.

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