27/01/2012



HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Parlamento discute remédio 
que trata doença dos pezinhos

O Parlamento discute esta sexta-feira no Parlamento uma petição com 9400 assinaturas para que o Tafamidis, um medicamento que pode atrasar o desenvolvimento da Paramiloidose, seja disponibilizado pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal

A paramiloidose, mais conhecida como a doença dos pezinhos, é hereditária, crónica e degenerativa. Afecta mais de 1500 portugueses e protagoniza 100 novos casos anualmente.

O tratamento, infelizmente, não é barato. Com este tratamento cada doente custaria ao Estado cerca de 135 mil euros por ano.

Teresa Coelho, médica no Hospital de Santo António, no Porto, já pediu duas vezes autorização de utilização especial, à administração hospitalar para doentes que não podem ser submetidos a um transplante, mas a contenção na despesa tem atrasado uma resposta positiva.

No Parlamento só o PSD não exige a disponibilização imediata do medicamento e sugere que o Infarmed faça uma avaliação prévia do mesmo. Os restantes partidos PS, CDS, BE e PCP reconhecem a importância do mesmo.

O presidente do Infarmed, Jorge Torgal, porém, na quinta-feira, afirmou que este medicamento "não tem efeito em cerca de 80 por cento dos doentes com paramiloidose e, nos restantes, atrasa apenas em dezoito meses o processo para transplante hepático”.

Uma afirmação que o presidente da Associação Portuguesa de Paramiloidose (APP), Carlos Figueira, contestou referindo que o Tafamidis é eficaz em "60 por cento dos doentes".

Carlos Figueiras considera esta revelação de Jorge Torgal "completamente falsa" e sustenta que o fármaco já foi aprovado, em 2011, pela "Agência Europeia de Medicamentos e também pela Comissão Europeia e de Portugal".


* Vejam se se entendem porque o importante é atenuar o sofrimento dos doentes.

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