sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

- UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA




Hugo Chávez le pregunta a su médico:
 
- Dr. ¿Mi cáncer tendrá cura?

- No solo tendrá cura, también velorio, misa, coche fúnebre y un fiestón del CARAJO !!
 




PREVISÃO METEREOLÓGICA





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NOVE EM CADA DEZ PORTUGUESES ESTÃO DE ACORDO QUANTO À NECESSIDADE DE PARTICIPAREM EM ACTIVIDADES VOLUNTÁRIAS DE SOLIDARIEDADE SOCIAL, MAS NA REALIDADE SÓ UM EM CADA DEZ PORTUGUESES A PRATICA!!!!

COMO NOS PODEMOS ADMIRAR DOS POLÍTICOS QUE TEMOS????

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Capital chinês 
"é uma grande oportunidade" para todos

O presidente executivo da EDP, António Mexia, disse esta sexta-feira que a entrada dos chineses da Three Gorges no capital da eléctrica nacional "é uma grande oportunidade" para todos.

"Este é um momento importante para a empresa, para os acionistas e para a economia do país" disse António Mexia durante a cerimónia de assinatura do acordo que dá entrada dos chineses no capital da EDP.

O responsável acrescentou que este negócio "representa um exemplo de como a localização de uma empresa em Portugal não é obstáculo quando se faz o melhor e se é competitivo". O presidente executivo da EDP referiu ainda que com o novo accionista, a EDP está disponível para desenvolver uma estratégia de liderança na energia limpa.

À margem da assinatura do contrato, o gestor escusou-se a comentar a sua eventual permanência na liderança, depois do presidente da Three Gorges ter dito em entrevista à Lusa que gostaria de manter a actual equipa de gestão. A China Three Gorges assinou esta manhã o acordo para a compra da participação do Estado de 21,35 por cento do capital da elétrica, por 2,7 mil milhões de euros, tornando-se na maior accionista da empresa.

A assinatura do acordo entre a elétrica chinesa e a Parpública, empresa gestora de participações públicas, decorreu no salão nobre do Ministério das Finanças. A China Three Gorges, que venceu o concurso internacional para a aquisição da participação do Estado português na EDP, esteve representada ao mais alto nível pelo presidente, Cao Guangjing, e pelo vice-presidente executivo, Lin Chuxue.

Depois do acordo firmado, os representantes da eléctrica chinesa, que oferecem um pacote de contrapartidas pela entrada na EDP de mais seis mil milhões de euros, vão ser recebidos pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. À tarde, a comitiva chinesa, que chegou a Portugal na quarta-feira à noite, promove uma conferência de imprensa para abordar os objectivos da sua primeira aquisição na Europa.

Já na quinta-feira, o presidente da China Three Gorges, Cao Guangjing, reuniu-se com o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e com o secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, declarando à chegada ao ministério da Economia que há um "novo futuro" para a elétrica liderada por António Mexia, gestor que deverá continuar à frente da EDP.

A venda da participação pública na EDP foi anunciada pelo Governo português na quinta-feira da semana passada, vencendo as propostas da alemã E-On e das brasileiras Eletrobras e Cemig.


* Quem tem dúvidas do que o que conta é apenas o dinheiro mesmo que provenha duma horrível ditadura como é aquela que vigora na China. Esta ascende ao segundo lugar do ranking das economias mundiais, não por mérito social, político e humanitário, mas porque tem dinheiro para corromper políticos e empresários do ocidente, enquanto mil milhões de chineses são pobres.

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2 - Falcão

Meninos do Tráfico



Documentário desenvolvido pelo Rapper Mv Bill, tratando da realidade diária do tráfico de drogas no Brasil.

NR: O tráfico de droga tem práticas semelhantes em todo o mundo incluíndo Portugal.
Admiramos a coragem do autor deste trabalho.
 
Os episódios desta série são editados todas as sextas às 22H00, clique na etiqueta "PEIDA-LUSÓFONA"

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TARIFAS NAS EX-SCUT

Se vai para a estrada nesta época festiva, vislumbre o assalto


A 22
















A 23























 A 24



















 A 25


















BOM ANO DE 2013
(por impossibilidade de 2012 o ser)

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HOJE NO
"DIÁRIO  ECONÓMICO"
Directora-geral do Orçamento recusa explicar demissão no Parlamento

Maria Eugénia Pires não está disponível para prestar esclarecimentos no Parlamento.

A directora-geral do Orçamento que se demitiu no início desta semana, como avançou ontem o Económico, disse hoje à TSF não estar disponível para prestar esclarecimentos sobre a sua saída na Assembleia da República.

O PS pediu a presença da responsável no Parlamento com o objectivo de "apurar as razões que a levaram a tomar essa decisão", no entanto, Maria Eugénia Pires disse hoje à TSF que considera que a sua saída "não se trata de um assunto de interesse público" e diz que a "alternância é, não apenas normal, mas também salutar".

Ontem, no final da manhã, o Económico avançou que a directora-geral do Orçamento apresentou a sua demissão ao ministro das Finanças, Vítor Gaspar, por discordância com algumas das políticas orçamentais seguidas pelo actual Governo.

Numa curta nota emitida em seu nome pelo Ministério das Finanças, já no final do dia, Maria Eugénia Pires escreve que "o fim do ano marca o fecho do ciclo da execução orçamental de 2011 e o fim da preparação do ano de 2012" e "é por isso o momento oportuno para efectivar a minha saída da DGO, que estava a ser ponderada há já algum tempo".

No mesmo documento a governante conta que a sua carta de demissão "não invocava nenhumas discordâncias com as opções de política orçamental adoptadas pelo Governo".

No entanto, o Económico apurou que, quando se despediu da sua equipa, Maria Eugénia Pires disse: "Não estão reunidas as condições para continuar", dando sinais de alguma discordância, nomeadamente no que diz respeito ao fim do sistema implementado pelo ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que impunha um controlo trimestral da despesa pública, visando o cumprimento do défice.

Recorde-se que Maria Eugénia Pires foi o nome escolhido o ano passado por Teixeira dos Santos para substituir Luís Morais Sarmento no cargo de director geral do Orçamento. Morais Sarmento que, neste governo de coligação PSD/CDS, foi nomeado secretário de Estado do Orçamento.



* Está-se mesmo a ver que a ex-directora tem mais que fazer do que aturar politiqueirices.

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12 - GRAMÁTICA DA 
LÍNGUA PORTUGUESA



Se estudou convenientemente gramática pode revê-la nesta série, se não aprendeu nunca é tarde para o fazer, os episódios anteriores foram editados nas sextas-feira precedentes sempre às 21h00.

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AS MAMAS VALEM UMA VIDA





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HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Viagens em económica

Os deputados da Assembleia da República vão passar a deslocar-se em classe económica nas viagens de avião com duração inferior ou igual a quatro horas, sendo permitido viajar em executiva apenas em deslocações de duração superior. Segundo uma resolução assinada pela presidente do Parlamento, Assunção Esteves, publicada em Diário da República, 'as deslocações em missão oficial de comissões, delegações ou deputados para participarem nos trabalhos de organizações internacionais de que a Assembleia da República é membro ou outras de idêntica natureza são feitas em classe económica quando, a partir de Lisboa, tenham uma duração igual ou inferior a quatro horas', Esta medida entra em vigor a 1 de janeiro. A anterior legislação, de 2004, determinava que as viagens dos deputados era 'feita em avião, na classe mais elevada praticada ou, na impossibilidade do recurso a avião, na classe mais elevada do meio de transporte utilizado, incluindo taxas', O Governo introduziu uma alteração idêntica na proposta de Orçamento do Estado para 2012, incluindo uma norma para que os membros do executivo só possam deslocar-se em classe executiva nas viagens de avião superiores a quatro horas.


* E porque não em todas as viagens, ficam muito maçadinhos, tadinhos, tadinhos?

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MARIA d'OLIVEIRA MARTINS


 A ética das finanças públicas

As decisões sobre cortes e eliminação de custos não são amorais ou ideologicamente assépticas. São por definição juízos de justiça distributiva

Num momento em que é preciso conter a despesa pública vem à tona o incómodo discurso relativo ao custos dos direitos. E é incómodo porque nos agrada mais avaliar os direitos pelas liberdades que concedem que pelos recursos que consomem – esquecendo que no pano de fundo há sempre um jogo de (des)equilíbrios.

A noção de que a realização dos direitos assenta sobre custos comporta evidentes virtualidades. Só numa perspectiva de ponderação de custos nos tornamos mais atentos à possibilidade de controlo e à transparência na alocação de bens públicos. Só nesta perspectiva, também, ficamos mais sensíveis à economia, à eficiência e à eficácia com que são empregues os meios de que os entes públicos dispõem para os realizar.

São as virtualidades desta abordagem que deixam claro que as finanças públicas não estão nem devem estar encurraladas num juízo meramente contabilístico. Mais que limitar os direitos estritamente por imperativos de equilíbrio orçamental, as finanças públicas devem ser tomadas como uma disciplina ética, uma manifestação do desígnio superior da justiça. “Um Estado que não se regesse segundo a justiça, reduzir-se-ia a um grande bando ladrões” (Bento XVI – Deus Caritas Est). A abordagem do problema dos custos dos direitos fundamentais não pode pois deixar de se cruzar com valores como o da democracia ou da equidade na distribuição.

A referência aos valores democráticos é óbvia, pois nunca é de mais recordar que foram questões financeiras – cunhagem de moeda, cobrança de impostos, despesa pública – que estiveram na génese da instituição parlamentar, como a conhecemos hoje. Mais do que nunca devemos reivindicar do decisor público não só medidas que se identifiquem com a comunidade política mas também o cabal respeito pelo princípio do consentimento. Ou seja, exigir que todas as decisões com reflexos na situação patrimonial da mesma comunidade sejam efectivamente autorizadas pelos seus membros.

Quando falamos de equidade, referimo-nos a ela em relação à geração presente e às gerações futuras. Em relação à geração presente, devemos exigir, no corte dos gastos implicados pelos direitos, não a aplicação de uma mera igualdade a olho, mas de equidade fundada numa medida clara, susceptível de escrutínio, por exemplo, adoptando a fórmula rawlsiana do princípio da diferença ou da igualdade complexa de Walzer. Em relação às gerações futuras, é incontornável uma referência à equidade intergeracional: algumas despesas, por gerarem riqueza futura, devem ser pensadas numa perspectiva de esforço conjunto entre as gerações. A ideia é não onerar excessivamente a geração presente, mas, em contrapartida, também não pôr aos ombros de filhos e netos todos os encargos gerados pela geração antecedente. E daí, por um lado, a ideia de não impossibilitar o recurso ao endividamento e, por outro, a necessidade de imposição de limites a este mesmo endividamento.

Tudo isto para dizer que as decisões sobre cortes e eliminação de custos não são amorais ou ideologicamente assépticas (“tecnocráticas”). São por definição juízos profundos de justiça distributiva, porque decidem a forma como os recursos, escassos por natureza, são (ou não) utilizados de forma sustentável em benefício da comunidade como um todo.

Docente na Faculdade de Direito
da Universidade Católica Portuguesa

IN "i"
22/12/11


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CONTRA O TRÁFICO 
DE SERES HUMANOS

O tráfico de seres humanos é uma realidade com um impacto económico comparável ao do tráfico de armas e de droga. Estima-se que por ano sejam traficadas milhões de pessoas em todo o mundo.
Portugal não está imune a este fenómeno que acarreta consigo um conjunto de causas e consequências problemáticas: o crime organizado, a exploração sexual e laboral, as assimetrias endémicas entre os países mais desenvolvidos e os mais carenciados, questões de género e de direitos humanos, quebra de suportes familiares e comunitários.
Para lá da reconhecida abrangência do fenómeno, são identificados grupos que apresentam uma maior vulnerabilidade à situação de tráfico tais como as mulheres e as crianças. Para tanto contribui a crescente feminização da pobreza que propicia situações de exploração sexual e laboral. No caso das crianças, o fenómeno constitui o mais vil atentado ao direito a crescer livre e num ambiente protegido e acolhedor.lementos que definem o tráfico.

Acção Meio Objectivo  =TSH
Oferecer
Entregar
Aliciar
Aceitar
Transportar
Alojar
Acolher
Violência
Rapto
Ameaça grave
Ardil ou manobra fraudulenta;
Abuso de autoridade
Aproveitando-se de incapacidade psíquica ou de situação de especial vulnerabilidade
Exploração sexual
Exploração do trabalho Extracção de órgãos

 Por vezes, o TSH é confundido com o crime de auxílio à imigração ilegal. Próximos em alguns aspectos, não são o mesmo fenómeno.
  • Elementos que definem o auxílio à imigração ilegal (Art 183º da Lei 23/2007 de 4 de Julho – Lei de Estrangeiros)
1 – Quem favorecer ou facilitar, por qualquer forma, a entrada ou o trânsito ilegais de cidadão estrangeiro em território nacional é punido com pena de prisão até três anos.
2 – Quem favorecer ou facilitar, por qualquer forma, a entrada, a permanência ou o trânsito ilegais de cidadão estrangeiro em território nacional, com intenção lucrativa, é punido com pena de prisão de um a quatro anos.
3 – Se os factos forem praticados mediante transporte ou manutenção do cidadão estrangeiro em condições desumanas ou degradantes ou pondo em perigo a sua vida ou causando-lhe ofensa grave à integridade física ou a morte, o agente é punido com pena de prisão de dois a oito anos.
4 – A tentativa é punível.
5 – As penas aplicáveis às entidades referidas no n.º 1 do artigo 182.º são as de multa, cujos limites mínimo e máximo são elevados ao dobro, ou de interdição do exercício da actividade de um a cinco anos.

Não se limite a assistir. 

DENUNCIE


 Se:
Pretende apresentar queixa contra quem:
Ofereceu, entregou, aliciou, aceitou, transportou, alojou ou acolheu adulto para fins de exploração sexual, exploração do trabalho ou extracção de órgãos,
Como contra quem:
Aliciou, transportou, procedeu ao alojamento ou acolhimento de menor, ou o entregou, ofereceu ou aceitou para os mesmos fins
E ainda contra quem:
Mediante pagamento ou outra contrapartida ofereceu, entregou, solicitou ou aceitou menor, ou obteve ou prestou consentimento na sua adopção ou reteve, ocultou, danificou ou destruiu documentos de identificação ou de viagem de qualquer daquelas pessoas
Ou
Se
Foi aliciado/a ou pressinado/a para vir para Portugal ou ir para o estrangeiro
Se os seus documentos lhe foram retirados ou destruídos
Se é ou já foi vítima de: violência física e sexual (agressão, violação...), violência psicológica (coação, ameaça, imposição...), fraude ou engano
Se a sua liberdade já foi ou é limitada

Ligue Linha SOS Imigrante 808 257 257
Apresente queixa junto da polícia

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HOJE NO
"DIÁRIO  DE NOTÍCIAS"

Crise faz portugueses
desistirem de ter filhos

Os 97 112 nascimentos deste ano - apurados pela contagem dos testes to "pezinho" - constituem o pior número desde o início dos registos pelo INE, na década de 1960.

São menos 4269 nascimentos do que em 2010, tratando-se apenas da segunda vez que são contabilizados menos de cem mil nascimentos num ano.

O ano de 2011 até começou acima da média, mas à medida que a crise económica se acentuou e a intervenção externa se tornou um facto o número de gravidezes começou a descer.


* Disfunção dinheiréctil

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4 - KAMCHATKA

(RÚSSIA SELVAGEM)




NatGeo - Rússia Selvagem - Kamchatka. A península de Kamchatka, localizada na margem oriental da Rússia, é um lugar surpreendente onde os vulcões criam uma terra de fogo e gelo.

Nesta região turbulenta, águias douradas e águias marinhas de Steller prosperam e compartilham as presas do lago Kuril. Estas gigantes aves de rapina entram em uma batalha espetacular por sua presa.

Nos vales úmidos e exuberantes de Kamchatka, ursos pardos se banqueteiam com a desova anual dos salmões e entram em um caldeirão borbulante e geotérmico de águas repletas de vida e vapor quente. Quando os salmões voltam para o lago Kuril, os ursos pardos se olham cautelosamente conforme se alinham nos bancos vulcânicos para apanhar a comida.

Ainda em Kamchatka, raposas vermelhas dão seus primeiros passos fora do obrigo, ovelhas-das-neves mantêm os olhos atentos no céu para se proteger de ataques aéreos e carcajus vasculham o campo em busca de alimento.

Mas os vulcões ativos de Kamchatka transformam continuamente a paisagem. Em um passado não muito distante, um grande deslizamento engoliu o vale ao despejar 4,5 milhões de metros cúbicos de rocha, cascalho e neve.

A PRIMEIRA LIÇÃO






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HOJE NO
"RECORD"

Acaz Fellenger: «Madaíl disse que Baía não criava bom ambiente»

Depois de, em entrevista à RTP, na semana passada, Gilberto Madaíl disse que "Vítor Baía merecia uma explicação de Scolari", o assessor do antigo selecionador nacional respondeu ao anterior líder da Federação Portuguesa de Futebol, admitindo que a opção foi influenciada pela opinão de Madaíl.

"Quando iniciou o trabalho, o Scolari perguntou ao presidente Gilberto Madaíl sobre a participação de Portugal no Mundial'2002 e aí foi dito por Madaíl que o guarda-redes Vítor Baía não criava bom ambiente no balneário, não era um bom atleta de balneário", comentou Acaz Fellenger, assessor de imprensa de Luis Felipe Scolari, em declarações à RTP.

"Essa era uma das opinões do Gilberto Madaíl que foi passada a Scolari e, juntando a outras opções, foram essas as razões que levaram à não convocatória de Vítor Baía", concluiu.


* Tanto gostamos de Madaíl como de Scolari, isto é NADA, mas neste caso dá-nos para acreditar no brasileiro. 
Temos a certeza que Vítor Baía foi altamente prejudicado e um bom seleccionador não tem medo de balneários.

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PATRIMÓNIO IMATERIAL 

DA HUMANIDADE


CARLOS DO CARMO


UM HOMEM NA CIDADE






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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Saiba quanto lhe vai custar 2012

A partir de domingo, o preço de produtos como refrigerantes, café, óleos, margarinas, compotas, congelados, pizzas e comida para bebé deverão aumentar por passarem a pagar a taxa máxima do IVA (23%).

O Governo, no Orçamento para 2012, manteve os bens essenciais do cabaz alimentar na taxa mínima de 6% (como a massa, arroz, pão, peixe, leite, manteiga, iogurtes, legumes e fruta), mas subiu outros para a taxa normal, como a água engarrafada, bebidas e sobremesas lácteas e refrigerantes.

Outros ainda, como o café, a fruta em caldas, as compotas, a marmelada, os óleos e margarinas, os 'pickles', os frutos secos e aperitivos, saltam da taxa intermédia (13%) para a taxa normal (23%).

O mesmo acontece com os alimentos preparados: boiões de comida para bebé, pizzas, sandes e sopas prontas a comer, refeições e produtos congelados e pré-congelados vão também ser taxados a 23%.

Qualquer refeição vai ficar mais cara, seja preparada em casa ou não, porque o IVA sobe também para 23% no 'take-away' (quem for buscar comida já feita a um restaurante), nas entregas ao domicílio e na restauração.

O que sofre aumento do IVA:

Produtos em que a taxa passa de 6 para 23%

- Bebidas e sobremesas lácteas;
- Sobremesas de soja incluindo tofu;
- Batata (fresca descascada, inteira ou cortada, pré-frita, refrigerada, congelada, seca ou desidratada, ainda que em puré ou preparada por meio de cozedura ou fritura);
- Refrigerantes (com e sem gás), xaropes de sumos, bebidas concentradas de sumos e os produtos concentrados de sumos;
- Provas e manifestações desportivas e outros divertimentos públicos; ráfia natural.

Produtos em que a taxa passa de 6 para 13%

- Águas de nascente e águas minerais, ainda que reforçadas ou adicionadas de gás carbónico e atividades culturais.

Produtos em que a taxa passa de 13 para 23%

- Serviços de alimentação e bebidas (restauração incluída);
- Conservas de frutas, frutos e produtos hortícolas, frutas e frutos secos;
- Óleos e margarinas alimentares;
- Café, incluindo sucedâneos e misturas;
- Aperitivos à base de produtos hortícolas e sementes;
- Produtos preparados à base carne, peixe, legumes ou produtos hortícolas;
- Massas recheadas, pizzas, sandes, sopas e refeições prontas a consumir (em regime de pronto a comer e levar ou com entrega ao domicilio);
- Aperitivos ou 'snacks' à base de estrudidos de milho e trigo, de milho moído e frito ou de fécula de batata;
- Gasóleo de aquecimento;
- Diversos aparelhos e equipamentos relacionados com energias renováveis;
- Prospeção de petróleo e gás natural e medição e controlo de poluição.


* Este preços mais os outros invisíveis, equivalem a uma subida de 25% nas despesas mensais, tome nota!

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VEJA A DIFERENÇA





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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Novo regime de arrendamento urbano
Inquilinos que vivam em prédios muito degradados
estão em risco de despejo
Contratos das rendas antigas podem ser todos denunciados no prazo máximo de cinco anos.

O novo regime jurídico de arrendamento urbano que o Governo aprovou ontem vem virar do avesso as regras existentes nas suas mais variadas vertentes. Além do aumento generalizado das rendas anteriores a 1990, o novo regime abre a porta à denúncia em massa dos contratos de arrendamentos de todas as épocas, criando condições para uma revolução no mercado de arrendamento.

Uma das novidades com maior alcance diz respeito à possibilidade de os senhorios desalojarem os seus inquilinos sempre que invoquem a necessidade de realizar obras profundas ou de demolição do imóvel. A intenção era conhecida, mas só ontem se souberam os detalhes. Segundo o Ministério do Ambiente, para desalojar o inquilino basta ao senhorio fazer uma "mera comunicação" e pagar uma indemnização correspondente a seis meses de renda.

Para um inquilino, por exemplo, que pague uma renda de 60 euros – é esse o caso de 56% dos arrendatários em Lisboa – este terá de deixar a sua casa em troca de uma indemnização de 300 euros. E sem direito a alojamento.

Se o inquilino tiver mais de 65 anos ou possuir um grau de deficiência superior a 60%, o senhorio é obrigado a realojá-lo "no mesmo concelho em condições análogas". Ou seja, o proprietário pode obrigar um inquilino seu que viva no bairro de Alfama para o colocar num prédio nos Olivais.

Uma revolução nas grandes cidades
Até agora, as regras para desalojamento definitivo com motivo de realização de obras eram muito mais apertadas. Primeiro a denúncia tinha de ser feita em acção judicial e o inquilino tinha direito a receber uma indemnização por "danos suportados" que no mínimo seria de dois anos (agora passa a ser de seis meses). Além disso, o proprietário era sempre obrigado a realojar o inquilino independentemente da sua idade ou condição.

O Governo opera, assim, uma autêntica revolução nas regras actuais que, a ser aplicada desta forma, deverá resultar numa grande alteração do tecido social e etário das principais cidades portuguesas. O objectivo do Governo é avançar, finalmente, com a tão desejada reabilitação urbana. As novas regras criarão oportunidades de negócios que deverão aliciar os proprietários e empresas imobiliárias a investir na reabilitação e no arrendamento.

Ordem para negociar à força
O novo mecanismo de actualização das rendas antigas – que são vitalícias e que estão muito desactualizadas devido a anos de congelamento – assenta numa lógica negocial, que já fora proposta pelo Governo de Santana Lopes. Em vez da actualização baseada na avaliação administrativa dos imóveis, prevista na lei em vigor e que poucos resultados teve (só três mil rendas actualizadas), o Governo passa todo o poder para a negociação entre senhorio e inquilino.

Ao contrário do que acontecia até agora em que os contratos vinculísticos (uma espécie de rendas vitalícias) nunca podiam ser denunciados, agora estes contratos podem ser rasgados. Quando o inquilino não tenha carência económica ou idade superior a 65 anos (ou deficiência), a denúncia pode ser imediata, no próximo ano; Se for pobre, a renda não pode subir além de um certo nível, mas apenas durante os cinco anos, altura em que o contrato pode ser denunciado, ficando o Estado responsável pela sorte do inquilino; se tiver mais de 65 anos, não pode ser despejado só porque não chegou a acordo com o senhorio. Nesse caso, a renda anual aumenta para um quinze avos do futuro valor matricial da casa. E se o arrendatário não conseguir pagar esse valor? Nesse caso, terá de sair, mas essa será sempre uma decisão sua, ainda que condicionada.


* Como ontem referimos num comentário a uma notícia semelhante, esta lei não moraliza, é revanchista, trata os bons e os maus inquilinos da mesma maneira, muito mal, dando a entender que os senhorios são as grandes vítimas e todos muito honestos. Uma ova!!!
Este governo oprime quem vive do seu salário, quem não tem acesso a cuidados de saúde privados e quem não tem casa própria.


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MAIS CORPOS LINDOS




UMA MARAVILHA DE ARTE,
É PRECISO CORAGEM PARA FAZER DO CORPO UMA TELA

VEJA EM TELA CHEIA
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HOJE NO
"DESTAK"

Transportes
Muitos taxistas vão trabalhar
ilegalmente em 2012 - ANTRAL

Muitos taxistas vão estar a trabalhar ilegalmente em 2012 porque não conseguem fazer os exames médicos e psicológicos dentro do prazo estipulado, alertou hoje o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL).

Florêncio Almeida disse que o "problema é a obtenção do atestado do delegado de saúde, que tem de ser o da área de residência, e muitos só têm consulta para abril".

Em causa está uma imposição da União Europeia, segundo a qual todos os taxistas com mais de 65 anos ou com licenças de condução emitidas antes de 1998 têm de fazer exames médicos e psicológicos até 25 de janeiro de 2012.


* Marcação de consultas à última da hora ou os taxistas não foram avisados atempadamente???

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17 - OOPS !!!!!!!!!!
 





 



HOJE NO
"i"

Famílias perderam 481 milhões 
em salários até Setembro
Corte nos salários foi a grande razão para a melhoria 
do défice até Setembro, que ficou em 6,8%

Entre Janeiro e Setembro deste ano, as famílias portugueses registaram menos 481 milhões de euros no total de remunerações recebidas, um recuo de 0,8% face ao mesmo período de 2010, e que marca o primeiro ano desde pelo menos 1999 em que há uma evolução negativa. O corte nos vencimentos dos funcionários públicos, que oscilou entre os 5% e 10%, foi a principal razão para este recuo a que, contudo, também não será alheio o aumento do desemprego. Até ao final do ano, esta quebra nos rendimentos já se terá agravado com o corte de 50% nos subsídios de Natal de todos os trabalhadores.

Quem beneficia? O governo, que com os cortes salariais, aumento de impostos e cortes pontuais na despesa estrutural, pode apresentar-se como bom aluno em Bruxelas: o défice do Estado ficou em 3,8% do PIB no terceiro trimestre do ano – contra os 7,1% do trimestre anterior –, valor que de Janeiro a Setembro se situou nos 6,8% do produto – ou 8,6 mil milhões de euros –, ainda longe dos 5,9% de défice exigido pela troika.

Segundo dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o total de remunerações recebidas pelas famílias no acumulado dos três primeiros trimestres deste ano atingiu os 62,16 mil milhões de euros – uma média mensal de 6,90 mil milhões de euros –, valor que nos primeiros nove meses de 2010 tinha sido de 62,64 mil milhões de euros – ou 6,96 mil milhões de euros por mês.

“A remuneração média registou uma diminuição no ano acabado no terceiro trimestre de 2011 face ao período homólogo de 2010”, aponta o INE, definindo como ângulo de análise os doze meses terminados em Setembro. Nesse período, diz o instituto, “estima-se que a taxa de variação da remuneração média tenha atingido -0,4%. Este comportamento foi observado pela primeira vez este trimestre e reflectiu essencialmente a evolução das remunerações nas Administrações Públicas”. Nos privados, e segundo o INE, “as remunerações pagas aumentaram 0,2%” face ao trimestre anterior, altura em que tinham crescido 0,3%.

Défice externo em 6,9% Ainda segundo os dados do INE, nos doze meses terminados em Setembro, “a necessidade de financiamento da economia manteve uma trajectória descendente, fixando-se em 6,9% do PIB (7,6% no ano acabado no trimestre anterior)”. Considerando apenas os saldos da administração pública, este défice foi de 8% no terceiro trimestre – melhoria de 0,8 pontos percentuais –, enquanto nas famílias “a capacidade de financiamento reduziu-se de 3,6% para 3,4% reflectindo essencialmente a redução da sua taxa de poupança”. Já nas empresas não financeiras, o défice externo agravou-se em “0,4 pontos percentuais, atingindo 5,5% do PIB no 3º trimestre”, diz ainda o INE.


* O saldo do assalto


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A DOCE LOUCURA

  DE 

VICENT VAN GOGH
 
 




 


ONTEM NO
"PÚBLICO"

E os prémios da má ciência de 2011
vão para...

Uns são fraudes, outros são estudos que não deviam ter acontecido, pelo menos daquela forma. Quando a ciência não dá boa imagem de si.

A fraude do "senhor dos dados" holandês
Os temas de Diederik Stapel pareciam escolhidos a dedo para chamarem a atenção: a influência do poder no pensamento moral, como os ambientes desordenados promovem a discriminação... Mas os dez anos de investigação em Psicologia Social do holandês, traduzidos em mais de 150 artigos em revistas científicas, desmoronaram-se em Setembro, quando foram divulgados os primeiros resultados de uma investigação promovida pela Universidade de Tilburg, onde trabalhava. Stapel, afinal, não fazia inquéritos, nem experiências para observar situações sociais. Inventava pura e simplesmente os dados e dava-os aos seus estudantes ou colaboradores, que não sabiam que trabalhavam com falsidades.

"As pessoas estão chocadas", disse ao site Science Insider Gerben van Kleef, psicólogo social da Universidade de Amesterdão. O relatório ainda provisório das universidades holandesas onde Stapel trabalhou chamou-lhe "Senhor dos Dados" (Lord of the Data), porque não mostrava o material original a ninguém. Isso ter-lhe-á permitido ter uma carreira fraudulenta, publicando em revistas prestigiadas, como a Science.

Esta fraude de proporções épicas pôde acontecer porque é prática corrente na investigação em Psicologia não divulgar os dados originais, com a desculpa de defender a privacidade dos participantes. Mas "a cultura de segredo da Psicologia produz ciência de baixa qualidade", escreveu na Nature o psicólogo Jelte Wicherts, da Universidade de Amesterdão. "Quando se voltam a analisar artigos publicados, encontram-se frequentemente erros, e quanto mais relutantes se mostram os autores em divulgar os seus dados, mais provável é que o seu trabalho tenha erros."

Arsénio, bactérias e a ciência em águas de bacalhau
A descoberta divulgada no final de 2010 foi uma declaração e tanto. Havia na Terra bactérias tão diferentes que passava a ser possível procurar vida em locais no Universo que até então julgaríamos mortos. Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da NASA, tinha encontrado uma espécie que se alimentava de arsénio. O estudo foi publicado na Science.

Até então o statu quo era que as proteínas, gorduras, o ADN, que compõem as células eram constituídas por carbono, oxigénio, hidrogénio, azoto, enxofre e fósforo. O que as bactérias GFAJ-1 do lago Mono, na Califórnia, rico em arsénio, faziam era substituírem o fósforo pelo arsénio quando o segundo existia em grandes quantidades. Este elemento venenoso, está abaixo do fósforo na Tabela Periódica e tem propriedades semelhantes.

A investigadora fez a descoberta submetendo as bactérias a concentrações altas de arsénio. Verificou a sua multiplicação e incorporação no ADN. Mas o trabalho foi logo criticado: o meio tinha fósforo suficiente para as GFAJ-1 sobreviverem, o ADN não foi limpo correctamente, devia ser analisado através de espectrometria de massa, etc.

A investigadora voltou para o laboratório e pediu aos seus pares que replicassem as experiências. Em Maio a Science publicou oito críticas ao artigo e um novo estudo de Wolfe-Simon e colegas que defendia as assunções originais. O artigo não foi retirado, embora exista uma desconfiança total.

A 25 de Junho, Carl Zimmer queixava-se no New York Times de que faltava vontade aos cientistas de replicarem experiências das quais esperavam resultados negativos. Dava explicações: isso tirava-lhes tempo para trabalhar nas suas experiências e tinham dificuldade em publicar os resultados em revistas de topo. Passado um ano, as bactérias que comem arsénio continuam em águas de bacalhau.

O vírus que afinal não estava por trás da fadiga crónica
Um retrovírus que causa leucemia em ratinhos está por trás da desconcertante síndrome da fadiga crónica, um problema com sintomas variados que afectará 17 milhões de pessoas? A hipótese foi publicada na Science, há dois anos, mas foi ceifada pela própria revista poucos dias antes do Natal, pondo fim a uma verdadeira novela.A equipa liderada pela investigadora Judy Mikovits relatou em 2009 ter identificado o vírus XMRV no sangue de 67% de 101 pacientes que analisou e também 3,7% de pessoas saudáveis. Mas ninguém conseguia reproduzir os seus resultados. As dúvidas acumularam-se, cada vez mais sérias. Teria havido contaminação das amostras ou de algum passo do trabalho de laboratório, até porque se descobriu que o vírus XMRV teve origem num laboratório.

Mas Mikovits recusou-se a ouvir tal coisa e, qual D. Quixote, passou estes dois anos a dizer que todos estavam a fazer as experiências de forma errada.

Defendia até que todos os doentes fizessem caras análises de despistagem do vírus (549 dólares, dizia a revista Nature) e tomassem anti-retrovirais, como se tivessem sida.

A Science já em Maio tinha pedido à equipa que retirasse o trabalho. Mikovits respondeu que era "prematuro". Entretanto, foi despedida do Instituto Whittemore (Nevada). Mas levou computadores, pens, apontamentos de outros investigadores. Foi denunciada à polícia e passou quatro dias na cadeia.

Bruce Alberts, o director da Science, explica que a revista retirou o artigo porque o grupo nomeado pelo Departamento de Saúde dos EUA para esclarecer se as reservas de sangue podiam ser contaminadas pelo vírus XMRV divulgou os resultados este mês: não havia indícios do vírus em amostras de sangue onde Mikovits et al o tinham detectado.

Os genes dos centenários atraiçoados por erro técnico
Estará o segredo do que faz alguém ultrapassar os 100 anos nos genes? Não se sabe bem. Por momentos parecia haver uma resposta mais concreta dada por Paola Sebastiani e Thomas Perls, dos EUA. Em Julho de 2010 diziam na Science ter identificado 150 locais no ADN humano que explicavam por que é que 77% dos centenários chegavam àquela idade. Para isso utilizaram 801 pessoas com mais de 100 anos e 962 controlos, e compararam 300 mil pontos no ADN entre as duas populações.

Os genes são uma espécie de caixa-forte de informação, que codifica cada proteína. São formados por uma cadeia de ADN, integrados nos cromossomas que estão nas células. A molécula de ADN é fabricada com quatro tijolos diferentes e cada gene tem uma sequência destes tijolos. Mas entre duas pessoas pode haver diferença num ou noutro tijolo. Os investigadores demonstraram que havia 150 lugares - chamados SNP (single nucleotide polymorphism) - no genoma humano que, se tivessem um certo tijolo em vez de outro, aumentavam a longevidade.

O estudo foi uma bomba. Mas rapidamente surgiram críticas. A mais grave foi a relativa a um aparelho usado para comparar os lugares no ADN das duas populações nas amostras de 108 centenários. O aparelho interpreta mal dois dos 150 SNP, o que punha a experiência em causa.

Os cientistas ficaram surpreendidos com a crítica e voltaram ao laboratório. A 21 de Julho, admitiram haver "erros técnicos" e pediram para retirar o artigo. "Sentimos que as principais descobertas que fizemos continuam a ser fundamentadas", escreveram. "Mas detalhes específicos da nossa análise alteraram-se substancialmente."

A bomba atómica da gripe feita em laboratório
Se o vírus H5N1, conhecido como a gripe das aves, se transmitisse facilmente entre os seres humanos - coisa que até agora não faz - seria uma bomba atómica biológica. A mortalidade é de 59%, bem acima de qualquer outra gripe, até mesmo da de 1918, que terá morto 100 milhões de pessoas. Então por que é que duas equipas, financiadas pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, criaram essas versões de pesadelo do H5N1?

A equipa de Ron Fouchier, do Centro Médico Erasmo de Roterdão, liderada por Ron Fouchier, e a de Yoshihiro Kawaoka, que junta investigadores japoneses e da Universidade de Wisconsin (EUA), têm artigos à espera de publicação em duas das mais prestigiadas revistas científicas (a Science e a Nature) descrevendo como criaram vírus H5N1 com mutações genéticas que se transmitem facilmente entre mamíferos. Até agora, o vírus só ocasionalmente passa para os seres humanos, embora com resultados devastadores: das 565 pessoas que infectou desde 1997, matou 331.A publicação iminente destes artigos fez entrar em acção um organismo criado nos EUA após os ataques terroristas de 2001 - e o envio de cartas com Bacillus anthracis, a bactéria do carbúnculo -, o Conselho Consultivo Científico de Biossegurança dos EUA, que pediu que os artigos não fossem publicados na íntegra. Pelo menos enquanto se analisam os riscos e os benefícios de divulgar uma investigação que pode ajudar terroristas a criar vírus que se transformem em armas letais.

Os cientistas não gostaram muito: defendem que é importante divulgar o que fizeram para que todos os cientistas possam preparar formas de contrariar a eventual utilização do vírus por terroristas, ou até se as mutações surgirem naturalmente.

Para Laurie Garrett, especialista em saúde do think tank Council on Foreign Relations, tentar travar esta publicação não é a melhor política. "Em vez de tentarmos censurar a investigação porque a sua divulgação inevitável pode ser perigosa, devíamos ter uma discussão franca sobre as suas implicações", escreve na revista Foreign Policy. Por exemplo, acerca da proliferação de laboratórios biológicos de alta segurança no pós-ataques de 2011, "onde os cientistas estudam agentes altamente patogénicos como o Ébola, o botulismo ou outros germes que alguém pode transformar em armas". Na União Europeia, nota, o número de laboratórios de segurança máxima (nível 4) cresceu de seis para 15 e nos EUA de sete para 13.

"Desde que a proliferação de laboratórios começou, ocorreram acidentes com uma regularidade alarmante", diz a analista. Nestas instalações, sublinha, podem fazer-se experiências para conceber supermicróbios, "quer as intenções sejam nobres, como parece ser o caso de Fouchier e Kawakoka, ou maldosas".

História macaca provoca demissão em Harvard
Oito actos de má conduta puseram fim à carreira de Marc Hauser, pelo menos em Harvard, onde era uma referência na Biologia do Comportamento. Em Julho, quando se demitiu, foi o fim de uma história de quatro anos.

O psicólogo comportamental era uma referência. Estudava a evolução de características humanas como moralidade, matemática ou linguagem, olhando para os primatas e procurando a origem destas características. Descobriu que os saguins-cabeça-de-algodão se reconheciam ao espelho e conseguiam identificar padrões diferentes de vogais e consoantes. Verificou que os macacos-rhesus podiam ler correctamente gestos humanos.

Publicou em revistas científicas com impacto: Science, Proceedings of the Royal Society, Cognition. Mas o cientista era criticado pelas suas experiências, por retirar conclusões ousadas a partir de observações subjectivas dos comportamentos dos animais que testava. A descoberta dos macacos que se reconheciam ao espelho, de 1995, foi uma delas. Hauser chegou a repetir testes sem conseguir replicar o observado. No entanto, continuou a publicar um artigo por mês e foi construindo um corpo de estudo que era seguido pelos colegas da área.

Mas, em 2007, três alunos graduados do seu laboratório desconfiaram da forma como Hauser utilizou dados e denunciaram o caso a Harvard. De seguida, os computadores do investigador foram levados e o burburinho à volta do cientista explodiu.

Três anos depois, a universidade concluiu que havia oito actos de má conduta que envolviam "aquisição, análise e retenção de dados, e a descrição de metodologias de investigação e trabalho". Colegas da área criticaram a universidade por não dar detalhes sobre os erros e lançar uma sombra sobre este campo de investigação. Hauser foi obrigado a rever os dados de três artigos, um deles foi retirado. Passado um ano, demitiu-se.


* CIÊNCIA DAS PETAS

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