quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

- UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

Pensamento positivo de um Sportinguista
 
Descrição: cid:part1.06020604.08040901@gmail.com
  
"Como Leão, este ano não festejei o Natal porque Jesus é do Benfica... 

Só o farei na Páscoa quando ele for crucificado !" 




.


MAIS BARATO NÃO HÁ







TARIFAS NAS EX-SCUT

Se vai para a estrada nesta época festiva, vislumbre o assalto


A 22
















A 23























 A 24



















 A 25


















BOM ANO DE 2013
(por impossibilidade de 2012 o ser)

 .

sexys



SUPER SEXY 2011 
A revista Advertising Age escolheu as mais sexy de 2011

A modelo americana Kate Upton ocupa a última posição das dez mais sexys, com uma campanha para a marca de lingerie Jenna Leigh 

Em nono lugar apesar da reputação de Bar Refaeli ter caído depois da ruptura com Leonardo di Caprio, fruto das fotos em lingerie para a marca Passionata

Com o oitavo lugar da modelo Lily Aldridge, Victoria's Secret volta à lista das mais sexys de 2011, , numa das campanhas para a marca de lingerie.

A diva dos anos 90 Pamela Anderson está de volta . A campanha da marca Lace valeu-lhe o sétimo lugar

 O sexto lugar foi para a modelo Heidi Klum, depois de ter posado nua para promover o reality show que apresenta, o Project Runway, no canal americano Lifetime

  Irina Shayk a namorada de Cristiano Ronaldo, ficou em quinto lugar, numa produção em biquíni para a marca Luli Fama

Em quarto lugar, ficou a modelo brasileira Gisele Bündchen, com a campanha para a marca de lingerie Hope

Kate Moss garantiu o  terceiro lugar, com as fotos da marca Liu Jo. Em 2010, a modelo tinha sido a nº 1

O segundo lugar para a modelo Miranda Kerr da Victoria’s Secret, já depois de ter sido mãe


 Em primeiro lugar Rihanna

.



KIKA
5.De onde vem o plástico?





Aprenda  a ensinar desta maneira engraçada


.
.

AOS NOSSOS/AS 
VISITADORES/AS


Os comentários feitos às notícias veículadas nos jornais e inseridas neste blogue são a título gratuito.
Nenhum comentador recebe dinheiro, robalos, charutos, electrodomésticos,  automóveis, barris de petróleo, diamantes ou droga. Também não há nenhum saco azul.

A Redacção

BOM ANO 2013
(por impossibilidade de 2012 o ser)

.
.




HOJE NO
"DIÁRIO  ECONÓMICO"

Arrendamento
Proprietários aplaudem 
fim do prazo de cinco anos nos contratos

As associações de proprietários aplaudiram hoje o fim do limite mínimo de cinco anos dos contratos de arrendamento.

As associações de proprietários aplaudiram hoje o fim do limite mínimo de cinco anos dos contratos de arrendamento previsto na proposta de lei aprovada em Conselho de Ministros, mas lançaram algumas críticas, nomeadamente à criação de um balcão nacional do arrendamento.

"Em relação aos arrendamentos novos, parece-nos positivo que os prazos sejam diminuídos para dois anos porque cinco é um prazo muito elevado", disse o presidente da Associação Lisbonenses de Proprietários, Menezes Leitão.

A proposta de lei do arrendamento urbano aprovada hoje em Conselho de Ministros prevê o despejo dos inquilinos por incumprimento do pagamento ao fim de três meses, depois de uma notificação do senhorio.

A duração de celebração de contratos de arrendamento também deixa de ter um limite mínimo de cinco anos, podendo as partes acordar o tempo que quiserem. Caso o contrato não indique a duração, é assumido que dura durante dois anos e será renovado automaticamente.

Luís Menezes Leitão congratulou-se com as "medidas tomadas no sentido de agilizar os despejos por falta de pagamento de renda, que são um dos grandes factores de entrave à confiança no mercado de arrendamento".

Contudo, ressalvou ter dúvidas de que "o balcão nacional de despejos de que se fala seja o modo mais adequado de conseguir essa agilização porque, se o inquilino manifestar oposição, terá de ir sempre para tribunal".

"Estamos convencidos de que, na esmagadora maioria dos casos, o inquilino manifestará oposição e, por isso, terá sempre que se ter uma intervenção judicial", afirmou.

Quanto aos arrendamentos antigos, Luís Menezes Leitão disse já não ter uma apreciação tão positiva: "Achamos correcto que se tenha actualizado esses arrendamentos, mas estamos frontalmente contra a exigência de que, quando as partes não cheguem a acordo, o senhorio pague uma indemnização ao inquilino. Não faz sentido absolutamente nenhum", sublinhou.

"O que sucede normalmente quando não chegam a acordo é que não se continua com o contrato", acrescentou.Por seu lado, António Frias, da Associação Nacional de Proprietários, congratulou-se com a agilização dos despejos porque "quem não paga a renda deve largar a casa".

"Sabemos que a situação típica dos arrendamentos é um indivíduo que faz um contrato de arrendamento, paga o primeiro mês e não paga mais nenhum. De forma que não se trata de nenhuma desumanidade ele ser despejado sumariamente, porque não paga a renda", afirmou.

António Frias também concorda com a redução dos contratos para dois anos porque "não há qualquer motivo para o contrato mínimo do arrendamento ser de cinco anos".


* Se a nova lei ficar como a peça indica os inquilinos estão literalmente "agarrados". Nem está em causa o incumprimento do pagamento da renda, basta o senhorio, criar a dada altura, uma antipatia pelo inquilino para o "despedir", sem ter que respeitar o que está contratado. 
António Frias mente descaradamente quando afirma "Sabemos que a situação típica dos arrendamentos é um indivíduo que faz um contrato de arrendamento, paga o primeiro mês e não paga mais nenhum. De forma que não se trata de nenhuma desumanidade ele ser despejado sumariamente, porque não paga a renda". Não se aplica à grande maioria dos casos, os inquilinos  são pessoas sérias!!!
Temos ou não temos um governo preversamente liberal?

.


CAROCHAS FASHION






.


HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Polícias em protesto

O Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia anunciou, ontem, a realização, a partir de 1 de janeiro de várias acções de luta, nomeadamente a cessação do trabalho para além das 36 horas semanais legalmente previstas, que podem 'dificultar', o exercício de algumas tarefas na PSP, nomeadamente as operações policiais. 'As medidas reivindicativas visam alertar a tutela e a população portuguesa para as condições em que os polícias estão a exercer funções e para o condicionamento que tem sido imposto à PSP ao longo dos últimos tempos, fazendo com que a instituição esteja seriamente condicionada no exercício da sua missão', explicou o presidente do SNOP, Carlos Ferreira. Para o sindicato que representa a maioria dos comandantes da Polícia, a 'segurança da população portuguesa não pode depender exclusivamente da boa vontade dos profissionais da PSP', sendo necessário que o ministro da Administração Interna e o primeiro-ministro 'tomem as medidas necessárias', Também a Associação Sindical dos Oficiais de Polícia disse que 'aguarda com grande expetativa', as propostas que o MAI vai apresentar. Já a ASPP manifestou-se solidária, considerando que se revê no descontentamento. 



* É muito difícil ser polícia honesto em Portugal, estão expostos e sem apoio.


.


VAMOS DANÇAR
SALSA





.

ALMORRÓIDA DOS SEGREDOS



‘Casa dos Segredos’ pode valer multa entre 20 e 150 mil euros

A Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) indicou esta quinta-feira, em comunicado, que recebeu até agora 143 queixas contra o programa da TVI de diverso teor.


A TVI pode vir a ter que pagar uma multa entre 20 mil e 150 mil euros decorrente de uma contra-ordenação levantada pela ERC por violação "grave" da Lei da Televisão cometida pelo programa ‘Casa dos Segredos’.

A ERC recebeu 79 queixas relativas a suspeitas de irregularidades nos processos de votação; 23 sobre a condução do programa e implicações na nomeação dos participantes e "41 abordam questões relacionadas com a exibição de conteúdos de cariz violento e/ou de pendor sexual".

Na sequência das queixas, o regulador abriu três procedimentos de análise, um dos quais está já decidido. Neste, a ERC "identificou situações em que a exibição de determinadas imagens pode constituir uma violação dos limites à liberdade de programação por parte da TVI".

"Os indícios apurados fundam-se não só no teor dos conteúdos exibidos, como também na forma e nos horários de exibição", acrescentou a ERC.

"As situações identificadas indiciam uma violação considerada 'grave' à luz da Lei da Televisão, que implica a instauração de um processo contra-ordenacional, sendo que o operador de televisão fica sujeito ao pagamento de uma coima entre 20.000 e 150.000 euros", indicou o regulador.

A Lusa contactou a TVI mas fonte oficial recusou comentar "o processo enquanto este estiver a decorrer". 


NR: Diremos apenas que apreciamos o ecletismo da TVI que imperetrívelmente ao domingo emite  a Santa Missa e pela calada da noite proporciona imagens de manipulações  infelationadas dos concorrentes. O silêncio da Igreja é que é estranho.

.


HOJE NO
"DIÁRIO  DE NOTÍCIAS"

Ministério gasta em média 
100 mil euros por cela

O Ministério da Justiça gasta em média mais de 100 mil euros por cela nos estabelecimentos prisionais, um custo que pretende reduzir aumentando algumas prisões e recuperando edifícios que não estão a ser usados.

Segundo disse à Lusa o secretário de Estado da Administração Patrimonial da Justiça, Fernando Santo, "é mais vantajoso e mais rápido ampliar estabelecimentos prisionais existentes e recuperar edifícios que não estão a ser utilizados".

O Governo já tinha anunciado o abandono do plano para construir novas prisões por causa das restrições orçamentais e que iria apenas remodelar os estabelecimentos prisionais de Alcoentre, Linhó, Leiria e Caxias, num investimento de 7,4 milhões de euros.

De acordo com dados fornecidos anteriormente à agência Lusa pelo Ministério da Justiça, a exceção à regra é o estabelecimento prisional de Angra do Heroísmo, nos Açores, que já está em fase final de construção e terá capacidade para 177 reclusos.

Nesta obra o Governo prevê gastar 25,4 milhões de euros.

Os projetos de remodelação nas prisões do Linhó (Sintra), Alcoentrce, Leiria e Caxias vão acrescentar 532 lugares ao parque prisional.

Contudo, segundo fonte do Ministério da Justiça, "há ainda outros projectos de extensão da capacidade de estabelecimentos prisionais em estudo, que poderão aumentar em 1.254 o número de lugares no sistema prisional".

De acordo com Fernando Santo, o MJ vai iniciar o processo para "tentar destacar parcela importante de terreno envolvente da prisão de Pinheiro da Cruz [que foi vendida], uma vez que a venda de toda a herdade significava que tínhamos de fazer uma prisão noutro sítio".

"Não tendo verbas para isso, nem os custos se justificam vamos tentar fazer este destaque, solução que iremos tentar com o Ministério das Finanças e do Ambiente", acrescentou o governante, que neste âmbito inicia na próxima semana inicia uma série de visitas a estabelecimentos prisionais.


* A notícia não refere quantos detidos existem por cela, sabendo-se que há população detida a mais em todas as cadeias.

PARABENS DIÁRIO DE NOTÍCIAS

.

PEDRO MARQUES LOPES

  



Ponham-se finos

1. O deputado socialista Pedro Nuno Santos afirmou estar-se marimbando para o banco alemão que, segundo ele, emprestou dinheiro a Portugal. Também não está minimamente preocupado se chamarem irresponsáveis aos portugueses. Ele até sabe a forma de pôr os alemães com as pernas a tremer: ameaçá-los com a bomba atómica do "não pagamos".
De acordo com a moda actual, passadas uma horas, o deputado veio esclarecer as suas próprias palavras. O que tinha dito não era propriamente não pagar a dívida, era utilizar a ameaça como uma espécie de truque negocial. Isso de bombas atómicas, presume-se, era para romper com as falinhas mansas. No meio da interpretação autêntica e para que não restassem dúvidas acerca do alcance das aparentemente tão desabridas palavras, esclareceu: afinal era apenas um jantar de militantes.
"Ponham-se finos", tinha gritado para os alemães, em Castelo de Paiva, o vice-presidente da bancada socialista. O Governo e os partidos da coligação levantaram-se, indignados, com tão irresponsáveis palavras, aproveitaram para mostrar aos portugueses a suposta falta de sentido de Estado do deputado. Lembraram que se não formos pagando a dívida corremos o risco de não termos dinheiro para pagar salários e suspiraram de alívio por não terem de explicar umas conversas com a sra. Merkel sobre a privatização da EDP e o aumento das taxas moderadoras. Tudo normal, teoricamente: o PS estava a fazer oposição e, para variar, a dizer qualquer coisinha de esquerda, e o Governo estava a defender o que julga ser o melhor para o País e, pelo caminho, a lembrar que tinham sido os socialistas a assinar o acordo com a troika.
Só que Pedro Nuno Santos não estava a falar nem para os nossos credores nem sequer para o Governo: estava a falar para dentro do seu próprio partido. Estava a lembrar aos socialistas que é suposto o principal partido da oposição fazer oposição, coisa que efectivamente não tem feito.
Alemães, marimbanços, bombas atómicas, não pagamento de dívidas, foram apenas pretexto para dizer aos militantes que o Partido Socialista devia deixar-se de "falinhas mansas" e que Seguro tinha se de "pôr fino". Não foi com certeza, por acaso, que o discurso foi feito num encontro partidário. Era capaz de apostar que o tom irritado do vice-presidente da bancada socialista se devia mais ao facto de os socialistas estarem a perder tempo com mais um patético pacote sobre a corrupção (deve haver mais leis sobre corrupção do que corruptos, em Portugal), com a inenarrável discussão sobre a constitucionalização do défice e o porte muito sério e responsável do líder do partido, do que propriamente com a questão do pagamento ou não pagamento da dívida.
Não deixa de ser extraordinário que o secretário-geral do Partido Socialista não tenha conseguido sequer por uma vez marcar a agenda política desde que foi eleito, e um vice-presidente da bancada, com umas declarações discutíveis, mas de puro conteúdo político, ponha o PS na berlinda e mostre que há mais do que afectos e conversa mole para os lados do Rato.
O que este episódio nos diz vai muito para lá do que foi realmente dito. Mostra que Seguro não tem mão no seu próprio partido e que os socialistas estão fartos de não terem discurso como oposição, melhor, estão fartos de falinhas mansas.
Pedro Nuno Santos apenas anunciou o que já muita gente tinha percebido: a liderança de António José Seguro morreu antes mesmo de ter nascido. E por culpa do secretário-geral do PS bastaram poucos meses para já haver gente a afiar as facas.
2. Parece que se vai proceder a uma alteração na Constituição com o objectivo de se consagrar um limite ao défice. Já que se vai estar com a mão na massa, porque não constitucionalizar um tempo ameno em Setembro para as vindimas, o fim de chuva em Agosto para não prejudicar o turismo, a obrigação dos nossos clientes externos nos comprarem rolhas e proibir os mercados de aumentar juros? Aceitam-se mais propostas.
3. Em pouco mais de dez dias, o primeiro-ministro deu quatro entrevistas. Quando um primeiro-ministro fala, é de esperar que tenha alguma coisa de novo a dizer aos seus concidadãos. O momento em que um líder se dirige ao povo não pode transformar--se numa banalidade. Pior, não pode ser uma repetição incessante de banalidades ou uma conversa em que faz de mero comentador da actualidade. Se assim for, em pouco tempo ninguém o escutará. E quando tiver uma novidade realmente importante, o primeiro-ministro será o Pedro da fábula que também mete um Lobo.



IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
18/12/11

.
.



HOJE NO
"RECORD"

Dakar'2012: Carlos Sousa 
quer andar perto do top-5

O piloto português Carlos Sousa (Haval) vai partir quinta-feira para a Argentina, onde se inicia o Dakar'2012, para "andar próximo de uma presença no top-5", depois de um ano de ausência da competição.

"Estou convicto de que, em condições normais, poderemos discutir um lugar entre o grupo de principais perseguidores e conseguir andar próximo de uma presença no 'top-5'", disse o piloto de 45 anos, contratado pela chinesa Great Wall Motors.

Em declarações à sua assessoria de imprensa, Sousa revelou-se "extremamente orgulhoso por ser o primeiro piloto estrangeiro a ser chamado para representar um construtor chinês" e crente numa boa prestação do SUV Haval, com o número 307, "que poderá uma das grandes surpresas desta edição".

"É sempre difícil traçar objetivos numa prova tão longa e imprevisível como Dakar. Mas estou convicto de que só uma verdadeira hecatombe impedirá os Mini de monopolizarem o pódio", previu, admitindo que "a luta será bastante aberta" e "a convicção de que será uma das edições mais duras do Dakar na América do Sul".

Carlos Sousa, tetracampeão português da especialidade e que ostenta como melhor prestação em edições desta histórica prova o quarto posto de 2003, concluiu 11 das suas anteriores participações na maior corrida de todo-o-terreno do Mundo, desde 1996, classificando-se por oito vezes entre os 10 primeiros.

O sexto classificado e melhor piloto privado do Dakar'2010, então aos comandos de um Mitsubishi, vai contar com o navegador francês Jean-Pierre Garcin ao seu lado, entre 1 e 15 de janeiro próximos, num percurso com partida na estância balnear argentina de Mar del Plata e chegada instalada em Lima. Antes do Peru, a numerosa caravana vai também passar pelo Chile.

"Face ao potencial do carro, acredito que poderemos ambicionar legitimamente a um lugar no top-10, mesmo apesar da forte concorrência que se perfila este ano na categoria automóvel. Se conseguirmos melhor que isso, e face à juventude deste projeto, acho que será fantástico, até porque a única e verdadeira ambição da equipa é melhorar o 22.º lugar da última edição", concluiu.


* BOA SORTE

.
4 . PARQUES NATURAIS PORTUGUESES

PARQUE NACIONAL PENEDA GERÊS




Enviado por

.


HOJE NO
"JORNAL  DE NOTÍCIAS"

Venda de computadores 
terá caído 28,4%

As vendas de computadores em Portugal, que inclui PC e portáteis, deverão ter caído 28,4% em termos de unidades vendidas este ano, face a 2010, segundo as previsões da consultora de tecnologias de informação IDC. Mercado só deverá voltar a recuperar em 2013.

Em termos de valor, as previsões apontam para "uma quebra de 34,2%" este ano nas vendas de computadores em Portugal, disse à agência Lusa o director-geral da IDC, Gabriel Coimbra.

Para o último trimestre deste ano, as previsões apontam para "uma quebra de 38,5% em termos de unidades vendidas e de 39% em termos de volume de vendas", adiantou. "Estes dados incluem os desktop [PC] e os portáteis", explicou o consultor.

"Um dos principais factores é a crise económica", que se tem reflectido "quer na parte dos consumidores, quer na parte empresarial, que estão a ressentir-se", salientou Gabriel Coimbra.

Só no segmento de portáteis, as previsões apontam para uma quebra anual de 27,4% em termos de unidades vendidas e de 34,2% em termos de valor. "No último trimestre prevemos uma quebra de 37,8% em unidades vendidas e 38,4% em termos de valor" neste segmento, disse Gabriel Coimbra.

Os portáteis representam, actualmente, cerca de 80% o das vendas de computadores em valor, segundo a IDC.

O consultor sublinhou que o surgimento de novos dispositivos de informação como os 'e-books', 'e-readers', 'smartphones' e 'tablets', embora "não tenham substituído os portáteis", levou a uma maior procura destes equipamentos como "produtos complementares", o que teve "um efeito negativo" no mercado dos computadores.

Mercado só deve recuperar em 2013

O mercado de tecnologias de informação em Portugal, que inclui servidores, 'software' e serviços deverá registar uma quebra de 3,9% no próximo ano e "só vai voltar a crescer em 2013", altura em se prevê um crescimento de 1,7%.

Já o mercado que inclui computadores, 'tablets' e 'smartphones' irá decrescer 14,7% este ano e recuar 12,5% em 2012, segundo as previsões da consultora de tecnologias de informação IDC. "Em 2013, este mercado vai crescer 12,5%", acrescentou.

A IDC prevê que, em 2012, os telefones inteligentes tenham um peso, em termos de valor, de quase metade do mercado (46%), enquanto os 'tablets' deverão representar 16%. Por sua vez, os computadores irão representar 38%.


* Para além do consumismo fashion de trocar de computador como quem troca um par de meias, saliente-se que este aparelho é apenas uma banalizada ferramenta de trabalho, estilo gazua, electrónica.

.


PATRIMÓNIO IMATERIAL 

DA HUMANIDADE


MARIZA


PRIMAVERA






.


HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Fumar custa agora o dobro e um café aumentou 50% em dez anos

A chegada do euro manteve a maioria dos preços, à excepção de pequenas compras como pastelaria, onde as despesas chegaram a duplicar de um dia para o outro. Passados dez anos, o café aumentou 50% e fumar um cigarro custa agora o dobro.


Entre Dezembro de 2001 e Janeiro de 2002, "tudo o que era produtos de pastelaria aumentou e até duplicou de preço. Por exemplo era possível ver um pastel de nata passar de 50 escudos para 50 cêntimos", recorda o secretário-geral da Deco, Jorge Morgado.

Segundo o responsável pela associação, que há dez anos acompanhou o fenómeno da variação dos preços, "muitas das pequenas despesas, que custavam até 100 escudos (50 cêntimos), duplicaram".

A informação é confirmada pelo proprietário do café portuense Majestic, Agostinho Barrias, que admite que o euro permitiu aumentar os preços.

Dono de nove estabelecimentos comerciais no norte, Agostinho Barrias lembra que no tempo do escudo um café rondava os 50 escudos (25 cêntimos) mas, com a chegada do euro, passou automaticamente para 50 cêntimos: "Houve alguns reajustamentos fora do normal. Os arredondamentos eram sempre para mais, mas depois os preços mantiveram-se durante muitos anos".

Atualmente, diz Barrias, "a média do preço de um café ronda os 60 cêntimos no norte e em Lisboa os 70". Ou seja, em dez anos, o café subiu cerca de 50 por cento, quase o dobro da inflação (que ronda os 26,5% nesta década).

Quem também lucrou com a mudança da moeda foram os empregados de restauração e até os arrumadores, que contavam com gorjetas para equilibrar o orçamento familiar.

"As pessoas que antes davam 20 ou 50 escudos ao arrumador passaram a dar 50 cêntimos e deixar um ou dois euros de gorjeta num restaurante passou a ser normal', lembrou o responsável da Deco.

Mas o fim do escudo não significou carteiras mais vazias, segundo Jorge Morgado, que recorda que "nos primeiros anos não houve um índice inflacionista": "Por exemplo, um quilo de maçãs, um quilo de carne ou de arroz não tiveram agravamentos substanciais. A roupa e calçado até ficaram mais baratos".

O Banco de Portugal confirma a estabilização de preços no ano da chegada da nova moeda e aponta algumas razões: "A obrigatoriedade legal da dupla afixação dos preços e o facto de as regras para a conversão entre escudos e euros serem de aplicação simples contribuíram certamente para, na sequência da alteração da moeda, evitar o aumento abusivo dos preços dos bens e serviços".

Por exemplo, meses antes da chegada do euro, alguns jornais nacionais já traziam a indicação dos dois preços: o 'Público' custava 200 escudos (um euro) e o 'Diário de Notícias' valia 100 escudos (50 cêntimos). O 'Expresso' custava 480 escudos (2,40 euros).

Dez anos depois, o maior aumento ocorreu no 'Diário de Notícias', que triplicou de preço para os actuais 1,50 euros. Já o 'Público' voltou a custar um euro (à excepção do fim-de-semana que custa 1,60 euros) e o 'Expresso' vale hoje três euros.

O tabaco também manteve o preço entre finais de 2001 e inícios de 2002, mas entretanto, nesta década, os fumadores passaram a gastar o dobro: em Dezembro de 2001 um maço de 'Marlboro' custava 2,05 euros e agora custa quatro euros. O 'SG Ventil' passou de 1,85 euros há dez anos para 3,90 euros actualmente.

Na "Antiga Confeitaria de Belém", a centenária pastelaria que vende os famosos Pastéis de Belém, os preços também não foram alterados com a mudança da moeda. O sócio gerente João Pexita ainda se lembra do tempo em que um café custava 90 escudos e um pastel 140 escudos, "quando chegou o euro, o café passou para 45 cêntimos e o pastel para 70". Hoje, beber um café naquela pastelaria custa 70 cêntimos e um pastel 95 cêntimos.


* Quem gosta de estes consumos extra que os pague, mas antes do euro uma alface que custava cem escudos passou a custar um euro, e, como ela, centenas de produtos de primeira necessidade duplicaram custos.

.

3.OS SEGREDOS DO SOL







.


HOJE NO
"DESTAK"

Transportes
Governo encerra, a 01 de janeiro, 
300 quilómetros de linha ferroviária
Funcheira, num total de 301,6 quilómetros.

A CP afirma que "atendendo à conjuntura atual, à imperiosa necessidade de redução de custos e aos significativos prejuízos decorrentes dos serviços em causa, não estão reunidas as condições para continuar a assegurar a exploração ferroviária destas ligações (Linha do Leste e Beja-Funcheira).


* A frota automóvel e restantes mordomias da administração são prioritárias.


.
ASTÚCIA FEMININA 
(de pequenina se começa)



o que é teu é   MEU 
e o que é meu é .....
MEU 
 .



HOJE NO
"i"
Fuga de capitais. 
Saem de Portugal 5,4 milhões de euros por dia

Todos os dias são transferidos em média mais de 5,4 milhões de euros para paraísos fiscais.

De acordo com dados do Banco de Portugal, de Janeiro a Outubro, saíram de Portugal 1647 milhões de euros com destino a offshores. Este montante, apesar de em linha com os valores de 2010, contribui para a forte descapitalização do país, sobretudo se somado ao investimento directo de Portugal no exterior, que aumentou 74%, para 9505 milhões de euros. No total, a saída de capitais eleva-se, até ao final de Outubro, a mais de 11 152 milhões de euros.



* Os responsáveis por estas fugas são os sem abrigo, os desempregados de longa duração, os desempregados recentes, os funcionários públicos e os grevistas da CGTP e da UGT. Os patrões, coitadinhos!

.


 1- CONCHAS  MARINHAS
 .










HOJE NO
"PÚBLICO"

A avalanche dos novos portugueses
no Brasil

Só na primeira metade deste ano, mais de 50 mil portugueses pediram residência no Brasil. E multiplicam-se os trabalhadores ilegais. Vistos e burocracia têm sido o grande travão. Arquitectos, engenheiros, gestores parecem dominar. Mas há quem chegue com o 12º ano.

Em Agosto de 2010, Cátia Almeida aterrou no Rio de Janeiro para participar no Campeonato Mundial de Capoeira. Foi campeã e não apanhou o voo de volta a Portugal. Uma filha já estava com ela. A outra veio depois com o pai. Estão todos a morar no Rio.

Algarvia de Albufeira, 30 anos, Cátia faz parte da avalanche de novos portugueses no Brasil, difícil de medir em números. Só entre Dezembro de 2010 e Junho de 2011, os pedidos de residência permanente aumentaram de 276.703 para 328.856 (dados do ministério brasileiro da Justiça).

Isto significa mais 52 mil portugueses em apenas meio ano, fora os vistos para trabalho temporário, estudantes e investigadores. Mas para ter uma dimensão justa da realidade, seria preciso somar ainda todos os ilegais. Os vistos são o grande entrave da nova corrida ao Brasil. Muitos dos portugueses em situação legal conhecem vários ilegais.

Mesmo Cátia não esperava que a burocracia fosse tão difícil. E as suas filhas são luso-brasileiras.

A história desta família, na verdade, conta as duas corridas que aconteceram entre Portugal e Brasil nos últimos 20 anos. Primeiro, a corrida de brasileiros para Portugal, quando o Brasil estava mal. Depois o contrário.

“Conheci o meu marido em Albufeira em 1998”, conta ao PÚBLICO. “Ele emigrara do Brasil para vir dar aulas de capoeira, tentar uma nova vida.” Rapaz de Niterói, 25 anos. Cátia tinha 17. Foi “mais ou menos amor à primeira vista”. Um ano depois já tinham uma filha, depois veio outra, depois Cátia investiu na capoeira. Em 2010 foi campeã nacional e campeã europeia. “E em Agosto a Câmara de Albufeira pagou-me a passagem para eu vir ao Mundial no Rio.”

Era a oportunidade que a família precisava para inverter a emigração. As coisas em Portugal não estavam boas. “Eu trabalhava como recepcionista num hotel em Albufeira, o meu marido era bombeiro profissional. Estávamos a viver para pagar as contas e já não dava, com duas filhas, a casa, água, luz, telefone. Numa dessas noites de insónia a gente resolveu: vamos embora.”

Cátia veio com a filha de 12 anos, que também é campeã de capoeira e teve direito a passagem. Mãe e filha esperaram pai e filha e foram morar para uma casa que a família dele tinha em Abolição, um subúrbio da Zona Norte. Não é o cartão-postal carioca, e Cátia arranjou um emprego de recepcionista num hotel da Barra da Tijuca, outro extremo da cidade. Longas viagens de autocarro todos os dias. Mas ela está satisfeita.

“O hotel paga-me vale de transporte e alimentação, dá-me seguro de saúde e seguro odontológico para mim e para os meus dependentes, uma cesta básica de 60 reais, estou a sentir-me superbem tratada.” Para a loucura de preços que tomou o Rio, o salário não é alto, 2000 reais (820 euros), com uma folga semanal apenas, mas o marido também já está contratado por uma ONG como professor de capoeira numa zona pobre.

“O custo de vida é alto em relação ao que ganhamos, telefone, luz, alimentação”, reconhece Cátia. “Mas lá metade do salário era para pagar a casa. Aqui o estilo de vida é bem melhor. Todo o fim-de-semana vamos um cinema, a um teatro. Em Portugal só assisti a teatro na escola. E gosto do trabalho, estou a conseguir destacar-me. Em Portugal nunca tinha feito uma faculdade, fui mãe muito cedo. E aqui já completei o primeiro semestre de Educação Física.”

Para ficar tranquila só falta o visto permanente. “De seis em seis meses tenho de ir à Polícia Federal colocar carimbos. Apesar das minhas filhas terem dupla nacionalidade, a burocracia não é tão fácil como se dizia: certidões de nascimento para aqui, o papel que afinal não serve para ali, pagar não sei o quê.” Tudo porque nunca casou no papel com o seu “marido” brasileiro. “Talvez fosse mais simples, mas se me obrigam a fazer uma coisa a que tenho direito é que não faço. Em Portugal já tínhamos uma filha e desconfiavam que era um casamento arranjado.” Não seria agora que iam casar. “Quero casar mas se me der vontade.” Alta finança

André Nogueira juntou as duas coisas: a vontade e o visto. Ou melhor, a sua namorada brasileira juntou por ele. Propôs que casassem para arrumar o assunto.

Consultor financeiro em São Paulo, André tem exactamente a mesma idade da capoeirista-recepcionista Cátia, 30 anos, mas vem de um meio muito diferente. Só se conhecem, de raspão, por isto: sempre que André vem ao Rio em trabalho, a empresa aloja-o no hotel de luxo onde Cátia trabalha. Estão em lados opostos do balcão.

Em Março de 2008, André era um jovem consultor de gestão em Lisboa. “Foi quando começaram os sinais da crise internacional, e comecei a pensar em mudar algo na minha vida.” Um dos seus antigos colegas da Universidade Nova já estava a trabalhar no Brasil, André telefonou-lhe e ele indicou-o para um processo de recrutamento. Veio, foi contratado, voltou para tratar da mudança. “O visto foi a coisa mais difícil. Já tinha contrato e esperei quatro meses em Lisboa. É um processo inquietante. A empresa tem de provar que não existe um recurso que possa substituir-me.” Ou seja, um brasileiro que possa desempenhar as mesmas funções.

Já conhecia São Paulo? “Tinha vindo em trabalho e não gostei. Mas vim pela oportunidade. Era um país que estava a crescer muito. As pessoas não sabiam o que era a crise internacional. E depois gostei mais de São Paulo. Eles recebem muito bem, têm óptima disposição.”

Mora perto da Vila Mariana, um bairro simpático, “a seis estações de metro do trabalho ou 40 minutos de carro”, o que para São Paulo é óptimo. Tinha vários antigos colegas na cidade, integrou-se rapidamente. Certa noite uma amiga convidou-o para uma festa de queijo e vinho. “Aí conheci a minha mulher. Saí do elevador, vi-a, apaixonei-me imediatamente e ela também. Nunca mais nos largámos.” Passou de solteiro boémio a noivo. “Não estava à procura de nada, foi totalmente inesperado. Ela é do Rio Grande do Sul, está há sete anos em São Paulo a trabalhar como engenheira química.” Casaram um ano depois.

“Uma das razões foi o visto. Estávamos bem juntos e eu queria sair da empresa onde estava, mas o visto dependia do contrato. Então ela olhou para mim e disse: por que é que não te casas comigo?” Assim foi, sem cerimónia, em São Paulo, e este Verão, com cerimónia, em Lisboa.

Na empresa onde está agora, André dedica-se a petróleo e telecomunicações. O plano dele é aproveitar o mais possível os próximos anos de boom. E depois voltar à Europa.

A mulher tem o sonho de viver em Paris. “Fomos lá e ela tem um jeito tão especial com os franceses que eles se tornam seres suportáveis”, ironiza. “Estamos a pensar ficar no Brasil três anos, poupar dinheiro, e fugir assim que a Copa [de Futebol de 2014] termine, antes da ressaca das obras públicas.” É verdade que ainda haverá os Jogos Olímpicos de 2016, mas André não antecipa um paraíso económico. “A Agência Nacional de Petróleo está a fazer um bom trabalho mas não tem todos os recursos de que precisa. Acho que o dinheiro do pré-sal vai atrasar.”

O pré-sal é uma das esperanças brasileiras: uma faixa de mar com 800 quilómetros entre os estados do Espírito Santo e de Santa Catarina, onde foi descoberto petróleo a 7 mil metros de profundidade, por baixo de uma camada de sal, que segundo os geólogos assegura a sua qualidade. Extraí-lo será uma odisseia. André acautela: “É preciso alguma reserva no optimismo sobre o Brasil. O boom dos últimos anos foi à custa do aumento de preço das commodities, produtos que se podem encontrar em todo o mundo, minério de ferro, por exemplo. Como o Brasil tem muito, vende muito, e o volume de recursos a entrar é significativo. Mas pode ser que a crise na Europa afecte a economia mundial e faça cair os preços das commodities.”

A vantagem do Brasil é o seu tamanho. “O mercado nacional é muito grande e as políticas sociais têm dinamizado essa vantagem.” Trazendo para o mercado milhões de pessoas que antes não podiam consumir.

E enquanto isso, todo um Portugal vai desaguando no Brasil. “É impressionante a quantidade de pessoas que chega. Inimaginável. Ligam-me a perguntar como vir. E no fim de 2010 começaram a chegar famílias, criaram-se grupos no Facebook da nova geração no Brasil.”

Fala um ilegal

A geração anterior é a do cliché das padarias, dos restaurantes, portugueses geralmente sem formação universitária, que vinham “lá da terrinha”, como os brasileiros dizem.

Difícil saber exactamente quantos eram e quantos são agora. Os luso-descendentes ultrapassam 860 mil. Quanto ao número de cidadãos portugueses anda “entre 300 e 400 mil” nos registos consulares, disse ao PÚBLICO o assessor da embaixada em Brasília, Carlos Fino, ressalvando que “esse registo não é obrigatório e muita gente não o faz”.

Portanto o bolo será maior, e se a cada seis meses houver mais 50 mil pedidos de residência, vai crescer radicalmente. A demora dos vistos é uma consequência diplomática das demoras que os brasileiros enfrentaram em Portugal. Num contexto histórico, é o avesso de um império.

Por outro lado, enquanto a crise em Portugal estiver feia, a pressão dos ilegais tenderá a crescer. Gente que vem de férias e fica. Gente que vem para um estágio e fica.

Foi o que aconteceu ao jovem arquitecto Z., que não poderá ser identificado neste texto justamente por estar ilegal no Brasil. Num país que já é a 6.ª economia do mundo e vai ter dois mega-acontecimentos desportivos, finanças e construção são grandes empregadores. Além de gestores, muitos engenheiros e arquitectos portugueses têm vindo ou pensam vir.

Em Junho de 2010, Z. veio para um estágio em São Paulo. Tinha experiência de vários anos num dos maiores “ateliers” de Lisboa. Só conhecia o Rio e o Nordeste e nunca pensara instalar-se no Brasil. “15 dias antes do fim do estágio, comecei a perceber que queria ficar. Já se começava a dizer que as coisas estavam mal em Portugal. E seis meses não tinham chegado para esta escala. As possibilidades eram muito maiores do que em Lisboa. Apaixonei-me por esta coisa que ainda me escapa. Sentia que havia um universo de coisas. Emocionalmente gosto disto, de ser América Latina e lusófono, de poder ser português noutro lugar.”

Era “um desafio e era uma promessa”. Começar do zero. “Ninguém me conhecia.” Mas no Brasil isso é mais fácil do que nos Estados Unidos. Mesmo em São Paulo, sem o “jeitinho” carioca. “E São Paulo tinha coisas que o Rio não tinha. As coisas acontecem cá, há um profissionalismo maior, uma vontade de produzir. O Rio é mais doce e mais mole.”

Terminado o estágio, ligou a uma arquitecta brasileira que estagiara no “atelier” de Lisboa. Anos antes, fora ele a entrevistá-la. Agora era ela a ajudá-lo a conseguir uma entrevista. Ficou como avençado, salário de 5000 reais (dois mil euros), das 9h às 18h.

“Era um daqueles ‘ateliers’ grandes, bonitos, com pessoas simpáticas e interessantes que ditam o gosto vigente, moradias de gente rica, lojas caras.” A arquitectura europeia tem de dialogar com todo um património. “Mas São Paulo é uma cidade novíssima, tudo aconteceu nos anos 40 e 50 com o boom da indústria. É uma cidade que está sempre a mudar.” O que é interessante para um arquitecto. Mas o domínio do dinheiro novo domestica a ousadia. “A questão do dinheiro é muito visível. Moradias com sauna húmida, sauna seca, ginásios, garagens para não sei quantos carros, campos de golfe, campos de ténis.” Casas de vários milhões de reais. “Agora estou a fazer uma com 1900 metros quadrados. O projecto tem de se resolver sempre num determinado cenário. É quase um adocicar dos modelos modernistas, que na altura tinham um enquadramento político.” Niemeyer, um comunista. “É como se esses modelos hoje fossem usados só como imagem, demonstrações de poder, de riqueza.”

Sendo que o “atelier” que trabalha para todos estes milionários “tinha apenas três pessoas contratadas, duas empregadas de limpeza e uma secretária”. Z. não conseguiria um contrato lá para tratar de visto, então resolveu sair para um “atelier” semelhante, mas mais pequeno, que em Janeiro vai começar a resolver com ele o processo de contratação. Ganha agora 6000 reais (2460 euros).

Mas durante todo este ano estar ilegal foi uma tensão. “Dentro do Brasil pedem-me o passaporte só para identificar, mas fico stressado com isso. E não posso ir a Portugal, se não depois como é que entro? Se for apanhado cá dão-me uns dias para deixar o país e depois tenho de ficar seis meses sem voltar.”

Casar é uma opção? “Se estivesse a namorar com alguém, pensaria casar para ter o visto. Mas não casaria só para ter o visto, não montaria um teatro.” Conhece quem o tenha feito, e há sempre o risco das vistorias: vêem os armários, fotos de férias, falam com os porteiros.

Mas ao contrário de André, Z. quer ficar. “Não me importava de me tornar brasileiro. Há coisas de que sinto falta: uma comida, ou ir para uma esplanada sem ser como consumidor. Mas nada que me ocupe muita a cabeça.”

Ainda divide casa com mais dois portugueses, outro arquitecto e uma assessora de empresa. Quatro assoalhadas no chique Jardim Paulista pelas quais pagam 3900 reais (1600 euros). Em Portugal morava sozinho numa casa maior. Mas em Portugal, diz Z., fala-se em 40% de desemprego entre os arquitectos.


* O êxodo vai ser enorme, os grandes promotores são os senhores Coelho e Mestre, o Brasil foi sempre uma grande pátria de acolhimento nos momentos difíceis dos portugueses, pena que estes nem sempre o reconheçam e ainda por cima, alguns, sejam xenófobos.

.