domingo, 4 de dezembro de 2011

- UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA


Redassão

O mano

Cando o meu mano nacer,
vai chamarce Herrar, porque me pai diz que
Herrar é o mano
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   O  HOSPITAL 
ESPIRITUOSO



Nem aos políticos portugueses desejamos este tratamento.

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IRREVERÊNCIA APROPRIADA






enviado por J. MILHAZES
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BEM AVENTURANÇAS ISLÂMICAS














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ESTA SEMANA NA
"SAÚDE HOJE"
 
Dicas que podem salvar a sua vida
Educar para Prevenir

Em Portugal são detectados, por ano, cerca de 4500 mulheres com cancro da mama.
Para sensibilizar os mais novos para esta realidade, a Laço promove nas escolas a iniciativa Toma Conta de Ti – um Guião de educação para a saúde da mama em contexto escolar.

Todos os jovens já tiveram, ou têm, contacto com esta doença e sabem compreender a sua real importância.
Este foi o ponto de partida que juntou a Laço, associação sem fins lucrativos, com o objectivo de ter um impacto significativo na prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro da mama no nosso país, nomeadamente nas escolas portuguesas. No âmbito do programa “Laços na Comunidade”, nasceu esta forma interactiva de passar a palavra. Os jovens informados de hoje, serão os adultos saudáveis de amanhã.

Por isso, a ideia chave desta iniciativa é a prevenção. O Laço Kit Escolas, baseado numa linguagem simples, é composto por um CD-Rom que permite aos professores transmitirem a informação aos jovens de uma forma interessante. E os alunos podem, inclusive, aplicar os conhecimentos adquiridos através de jogos didácticos. Construído através de uma apresentação bastante lúdica, os jovens, com este guião, podem conhecer dados estatísticos sobre o cancro da mama em Portugal, os factores de risco, a importância da alimentação saudável e dos check ups regulares, o benefício do exercício físico, mitos e factos sobre a doença, conhecer melhor o corpo, etc…

Está elaborado de forma a promover debates sobre a doença, incentivando o espírito crítico dos mais jovens, transmitindo novos conhecimentos e partilhando realidades semelhantes. Esta foi a forma que a associação encontrou para responder aos inúmeros pedidos das escolas e professores para sessões de esclarecimento. Um dos objectivos principais é, sem dúvida, dar aos jovens uma ferramenta útil que pode ser aplicada em contexto social ou familiar, no qual o jovem desempenha um papel fundamental.

A Laço indica: 1 em cada 11 mulheres em Portugal irá ter cancro da mama, mas com detecção precoce há uma hipótese de sobrevivência de 90%.

Para conhecer: a mamografia é uma radiografia simples da mama que permite a detecção de lesões, inclusivamente antes de serem palpáveis. Este exame não é doloroso na maioria dos casos e pode fazer toda a diferença.

Dicas que podem salvar a sua vida:
- Faça exercício regularmente;
- Mantenha um peso saudável e opte por uma dieta variada, rica em frutos, fibras e vegetais;
- Beba com moderação;
- Evite o tabaco;
- Visite o seu médico de família uma vez por ano, optando por um check up (exame geral);
- Conheça bem o seu corpo. Se notar alguma alteração, consulte de imediato o seu médico;
- Participe no Programa de Rastreio do Cancro da Mama, saiba mais em www.ligacontracancro.pt.

Caso não esteja disponível na zona onde vive, opte por fazer uma mamografia de 2 em 2 anos, a partir dos 45 anos.

Texto: Marisa Costa

A prevenção é a melhor solução

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ESTA SEMANA NO
"RECORD"

Espanha conquista Taça Davis

A Espanha conquistou, pela quinta vez na sua história, a Taça Davis, após derrotar a Argentina na final. A Saladeira ficou garantida após o triunfo de Rafael Nadal sobre Juan Martin Del Potro em quatro sets (1-6, 6-4, 6-1 e 7-6 (0)), que fechou o resultado em 3-1 a favor dos espanhóis, numa final à melhor de cinco jogos.

Em Sevilha, Nadal foi obrigado a esforços redobrados durante mais de quatro horas, visto que entrou da pior forma, sendo atropelado por Del Potro no primeiro set. Contudo, o n.º 2 do ranking mundial operou uma excelente reviravolta e selou a terceira Saladeira de nuestros hermanos nos últimos quatro anos, a quinta da história do país (2000, 2004, 2008, 2009 e 2011).

Nadal, que somou a 17.ª vitória seguida em singulares na Taça Davis, foi absolutamente decisivo, já que foi ele quem abriu as hostilidades ao derrotar Juan Monaco na sexta-feira. Um dia onde a Espanha chegou a uma vantagem de 2-0, que a Argentina reduziu ontem, após um sucesso em pares. Este domingo, porém, Rafa, que jogou infiltrado devido a dores no joelho direito, assegurou mais uma conquista e consolidou o estatuto de melhor equipa do século que é atribuído a Espanha.

Quanto à Argentina, tornou-se a primeira seleção a perder as suas primeiras quatro finais.


* Espanha a maior potência desportiva da actualidade.

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4 - TECNOLOGIA DO FUTURO

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MARGARIDA REBELO PINTO



Novelos e mulheres

De repente, não mais que de repente», como escreveu Vinicius de Moraes, vários casais amigos desataram a parir, alguns deles já um pouco fora de tempo, mas nem por isso menos animados com a ideia, como se a vida estivesse fácil e o mundo fosse um lugar encantador.

E eu dei por mim a embalar bebés nos meus braços durante as últimas semanas e a pensar porque é que não voltei a aventurar-me em tal território, logo eu, que em pequenina passava tardes a mudar as fraldas aos chorões, que sempre fui uma tia dedicada e que, acima de tudo, gosto de ser mãe e de aproveitar a companhia do meu filho.

De facto, este instinto é algo que não me falta, porque acabo por fazer o papel de protectora de amigos mais carentes e de amigas mais despistadas, das sobrinhas que se põem a jeito e dos amigos do meu filho que passam a vida cá em casa. Não há bebé que chore no meu colo nem cão que me rosne, disso me orgulho. E, no entanto, embora o apelo da maternidade de vez em quando me acene, nunca passa para o lado de cá da realidade, nunca chega a entrar na lista dos desejos viáveis e possíveis. Eu adoro ser mãe e adoro bebés, mas se agora tivesse que passar por todo esse protocolo não sei o que seria de mim.

Não é só a parte logística que me assusta. Aterroriza-me a ideia de, um dia, quando o meu filho fizesse 20 anos, teria uma mãe de 60. Eu espero chegar aos 60 leve e fresca, mas terei sempre 60 enquanto as outras mães da turma teriam em média menos 20 anos do que eu. Isso ia fazer de mim uma mãe/avó, figura híbrida que já é estranha nos homens, quanto mais nas mulheres. Ter filhos tarde não é só um luxo nem um risco; é um passaporte para um recomeço para o qual até estava preparada, se fosse caso disso, mas que não me entusiasma. E, no entanto, se por um acaso do destino tal acontecesse…

ORA isto é tal e qual como funciona o pensamento feminino. Somos seres ambivalentes por natureza, queremos quase sempre o que não temos. As minhas amigas casadas suspiram pela vida de solteiras e as que estão solteiras acreditam que as casadas é que são felizes. As que têm bebés de colo invejam as mães dos adolescentes, enquanto estas lhes embalam os filhos e lhes dizem: «Aproveita bem a fase do anjinho, porque quando entrar para o secundário vai ser um inferno». E as que têm maridos ausentes queixam-se de falta de apoio, enquanto as que vivem com homens que as adoram e que estão sempre lá se cansam deles.

O pensamento feminino é como um novelo; aparentemente bem enrolado, mas depois, quando se começa a desfiar, encontram-se nós, fios partidos, fios de outros novelos misturados e sabe-se lá mais o quê. Citando outro jornalista e poeta brasileiro, autor de belas canções que é Nelson Motta, «nunca se sabe o que se passa na cabeça de uma mulher». Querido Nelsinho, como são sábias as suas palavras! Ninguém sabe mesmo e, muitas vezes, nem as próprias.


IN "SOL"
28/11/11

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ESTA SEMANA NO
"VIDA ECONÓMICA"

João Salgueiro muito crítico
Fisco não respeita os direitos 
e as garantias dos contribuintes

O recurso a "índices quantitativos para tributar as PME" é importante para promover a desburocratização e desincentivar a fraude, defende o economista João Salgueiro, em entrevista concedida à Revista TOC.

Com a frontalidade que o caracteriza, não deixa de lamentar o atropelo da administração fiscal aos direitos e garantias dos contribuintes, através da prática do arresto e da devassa das contas pessoais.
"O Estado tem vindo a subtrair garantias aos cidadãos no domínio fiscal, com o arresto ou a devassa de contas, em nome do combate à fraude. Mas noutros domínios de criminalidade mais grave continuam a prevalecer o garantismo e os entraves à Justiça", refere João Salgueiro, de forma muito crítica. Este posicionamento por parte da administração fiscal cria problemas graves e, sobretudo, coloca em causa a tão desejada relação positiva com os contribuintes. Não é possível partir sempre do princípio que o contribuinte é um prevaricador por natureza.
Faz notar que o nosso país, atualmente, tem uma fiscalidade mais pesada do que os Estados Unidos, o Japão ou a Espanha. Pelo que acrescenta: "Creio que os esforços maiores devem estar concentrados na redução da despesa pública e na criação de um quadro de maior competitividade para a economia. O aumento dos impostos indiretos contribui para desvios do comércio e contempla riscos de uma maior evasão fiscal. Carece de medidas compensatórias. A problemática do IVA e da taxa social única talvez encontrasse melhor resposta se se permitisse, nos setores expostos à concorrência externa, negociar por acordo melhores respostas a partir de horários de trabalho e da flexibilidade."

Controlar o incontrolável

João Salgueiro defende que é preciso apostar em aspetos que tornem a economia mais competitiva. "Mais do que obter a competitividade pela redução da TSU, como se chegou a defender, é prioritário regular o tempo de pagamento dos atrasos do Estado. O dinheiro entrava logo no circuito e dinamizava a economia. E poder-se-ia então exigir às empresas privadas que cumprissem também os prazos que são normais na União Europeia, reduzindo as necessidades de fundo de maneio."
O antigo ministro das Finanças apelou ainda para um sistema fiscal mais propício à competitividade das empresas de menores dimensões. Considera que é determinante para a economia como um todo e mesmo em termos de garantir mais receita fiscal no médio prazo, reduzir consideravelmente o imposto sobre os lucros das pequenas empresas. A administração fiscal não tem capacidade para controlar todas as atividades, pelo que seria positivo para as partes adotar uma taxa que não compensasse defraudar o Estado. "Devíamos recorrer mais a índices quantitativos para tributar as PME. Era útil para a desburocratização e desincentivava a fraude. Na prática, andamos a controlar o que não é possível controlar."


* Depois venham queixar-se do mercado paralelo...

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6 - A HARMONIA 

DOS 

MUNDOS






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ESTA SEMANA NO
"SOL"

Banco Alimentar não consegue 
alimentos para todos

O presidente do Banco Alimentar de Setúbal, António Alves, revelou que a organização está a apoiar 146 instituições, que representam cerca de 26 mil cidadãos do distrito, mas reconheceu que há mais cinco mil pessoas a precisar de ajuda alimentar.

«Estamos a apoiar 146 instituições, o que dá cerca de 26 mil pessoas. E temos mais 30 instituições, que representam cerca de 5 mil pessoas, em lista de espera, porque não conseguimos alimentos para todos», disse.

Segundo António Alves, o Banco Alimentar de Setúbal tem apenas um efectivo de sete pessoas, mas conta todos os dias com a colaboração de muitas dezenas de voluntários, além de ter a ajuda de milhares de pessoas quando se realizam as campanhas de recolha de alimentos.

«Portugal está mais solidário. E as pessoas, além de solidárias, são muito generosas», assegurou António Alves, lembrando que foram recolhidas no distrito 289 toneladas de alimentos na última campanha, realizada a 26 e 27 de Novembro.

O responsável do Banco Alimentar de Setúbal esclareceu ainda que os alimentos provenientes das campanhas de recolha são devidamente preparados em dois armazéns.

«Temos dois armazéns no distrito - este, em Palmela, que é o principal e que distribui alimentos para os nove concelhos da Península de Setúbal, e outro em Vila Nova de Santo André, que distribui para os quatro concelhos do distrito no litoral alentejano e também para o concelho de Odemira», disse.

Além da recolha de alimentos junto das grandes superfícies, António Alves lembrou que o Banco Alimentar recebe todos os anos muitas toneladas de alimentos provenientes dos estabelecimentos prisionais de Pinheiro da Cruz e de Setúbal.

Por outro lado, conta com o apoio financeiro de algumas autarquias e das principais empresas do distrito, como a Lisnave e a Secil, entre outras, mas também com outras ajudas, que até podem vir de Espanha.

«Na terça-feira, estiveram aqui os responsáveis da Fundação Repsol, que nos vieram entregar um empilhador novo, uma balança electrónica e quatro porta-paletes para o nosso armazém de Santo André», disse António Alves.

Para muitas instituições de solidariedade social do distrito de Setúbal, o apoio do Banco Alimentar é fundamental para poderem continuar a ajudar as pessoas mais necessitadas, como acontece com a ARPIF - Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Fogueteiro.

«Apoiamos pessoas carenciadas, pessoas que realmente precisam. E todas as quintas-feiras nos deslocamos aqui, ao Banco Alimentar, para recolher alimentos que nos dão muito jeito», disse à Lusa Horácio Alves, da ARPIF.

Para António Costa, do Instituto de Educação Cristã de Setúbal, o apoio do Banco Alimentar também é importante, mas, mesmo assim, já não há capacidade de resposta para tantos pedidos de ajuda.

«Estão-nos a aparecer pessoas com problemas de desemprego, que nunca se viram nesta situação de ter de pedir apoio alimentar. E isso é muito embaraçoso», disse António Costa.


* Veja se no fundinho da sua carteira não estão esquecidas umas moedinhas que possam ajudar o ÚNICO BANCO que não cobra juros.

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MULHERES



ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"

Mais do dobro dos lares encerrados
Entre janeiro e outubro fecharam 86 lares,
mais do dobro do que em igual período de 2010

Perto de 90 lares foram encerrados nos primeiros 10 meses deste ano, mais do dobro do que em 2010, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo e no norte do país, segundo dados da Segurança Social.

O número de encerramentos dos lares apontado pelo Instituto de Segurança Social (ISS) para o período entre janeiro e outubro deste ano é mais do dobro dos fechos registados em 2010 entre março e dezembro. Os dados de 2010 só estão disponíveis a partir de março devido à adoção de novos métodos para contabilizar estas situações.

Dados avançados pelos Instituto da Segurança Social à Agência Lusa revelam que até outubro deste ano foram fiscalizados 536 lares, que resultaram em 86 encerramentos, enquanto no ano anterior foram realizadas 713 inspeções, que obrigaram ao fecho de 36 equipamentos sociais.

Mais lares no norte, Lisboa e Vale do Tejo
Segundo a Segurança Social, os encerramentos ocorreram um pouco por todo o país, verificando-se uma maior ocorrência nas zonas onde existe uma maior concentração de lares, nomeadamente no norte e em Lisboa e Vale do Tejo.

"Prevê-se que até ao final do ano de 2011 o número de fiscalizações a lares de idosos seja semelhante ao do ano transato", adianta o ISS.

De acordo com a lei, as principais causas para o encerramento de um estabelecimento relacionam-se com a verificação de deficiências graves que ponham em causa os direitos dos utentes ou a sua qualidade de vida, nomeadamente se apresentarem condições precárias relacionadas com a instalação, segurança, funcionamento, salubridade, higiene e conforto.

Nas ações de fiscalização realizadas em 2010 pelo ISS, as irregularidades mais verificadas nas ações de fiscalização prendem-se com a falta de alvará, más condições das instalações e de segurança, ausência de certificado de condições de segurança do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e de vistoria higio-sanitária Falta de licença de utilização das instalações, de regulamento interno, de diretor técnico, de um plano de atividade e de um livro de registo de admissão de utentes foram outras irregularidades detetadas pela Segurança Social.

Fiscalizações regulares
Segundo o ISS, "as situações irregulares de funcionamento são identificadas quer por ações de fiscalização regulares do Instituto de Segurança Social, quer por ações de fiscalização que têm por base denúncias de particulares ou de outras entidades".

Relativamente aos idosos que se encontravam nos lares que foram encerrados, alguns foram acolhidos pela família e outros encaminhados para outras estruturas da Segurança Social.

"Quando ocorre um encerramento, a primeira resposta, sempre que possível, deverá ser assegurada pela família, e em alguns casos isso verifica-se. Nos casos em que tal não é possível a Segurança Social assegura o acolhimento do idoso, não inviabilizando uma posterior articulação com a família no sentido de ser encontrada uma solução definitiva", explica o ISS.

Os dados mais recentes do Ministério da Solidariedade e Segurança Social indicam que em 2009 existiam em Portugal Continental 1.773 lares de idosos com capacidade de resposta para 68.726 utentes, concentrando-se a maioria em Lisboa (293 lares com capacidade para 11.223 idosos) e no Porto (171 equipamentos para atender a 6.342 pessoas).


* Ainda há muita gente a "chular" a magra bolsa dos idosos, familiares incluídos.

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Dê a voz pela DPOC  

(DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA)



Quando menos se esperava, 4 cantores líricos juntaram-se na Gare do Oriente e alto e bom som deram voz à DPOC. Uma acção que surpreendeu e marcou o dia mundial da DPOC, a 16 de Novembro. O momento, que durou alguns minutos, foi da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Fundação Portuguesa do Pulmão.

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ESTA SEMANA NO
"A BOLA"


Vasco Azevedo vence Maratona de Lisboa


O atleta do Sporting Lamego, Vasco Azevedo, alcançou o feito de vencer pela terceira vez consecutiva a Maratona de Lisboa.

Para completar o percurso, que teve início e fim no Estádio 1.º de Maio, Vasco Azevedo (Campeão Nacional) precisou de 2.22.04 horas. Na segunda posição terminou o ucraniano Anatolii Arzhekhovskyi, com o registo de 2.22,25 horas.

A competição feminina teve como vencedora a portuguesa Anabela Tavares, do Arrudense, com 2.50,20 horas, seguida da russa Larisa Andronova, com 2.55,33 horas.

Classificações:

Masculinos:
1. Vasco Azevedo, Sp. Lamego 2:22.04 (campeão nacional)
2. Anatolii Arzhekhovskyi, Ucr 2:22.25
3. Viljar Vallimae, Est 2:25.44
4. Daniel Peixoto, Adercus 2:28.30
5. Carlos Santos, Benfica 2:28.58

Femininos:
1. Anabela Tavares, Arrudense 2:50.20 (campeã nacional)
2. Larisa Andronova, Rus 2:55.33
3. Lídia Pereira, Mangualde 2:58.41
4. Carla Pinto, Macedo Oc. 3:11.56
5. Sylvie Durand, Fra 3:19.58

Maratona por estafetas:

Masculinos:
1. Reboleira 2:17.10
2. Nucleo Oeiras 2:20.12
3. Odimarq 2:20.49

Femininos:
1. Açoreana C. Banif 3:10.06
2. Leões Porto Salvo 3:17.59
3. INE-E 3:22.09


* São dignos do nosso aplauso pois trabalham muito em condições que deixam muito a desejar.


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ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"

Novo Tratado Europeu pode impor 
mais austeridade a Portugal
Angela Merkel pede "união orçamental efectiva e rigorosa" aos países da zona euro

A chanceler alemã é clara: são precisas novas regras para vencer a crise do euro e reconstruir a Europa.

O Conselho Europeu vai acontecer já na próxima semana, mas Angela Merkel e Nicolas Sarkozy reúnem-se esta segunda-feira para traçar os pontos que entendem essenciais na mudança.

Para a líder alemã, o caminho faz-se por "uma união orçamental efectiva e rigorosa" embora a crise no continente leve anos a ser resolvida, avança o jornal Expresso. A necessidade de alterar os tratados é uma questão que está a ser discutida, sob forma de garantir "um controlo mais severo dos orçamentos nacionais e sanções automáticas", refere o mesmo jornal. Já os Eurobonds não são, para Merkel, solução.

Destas alterações podem constar "a possibilidade de levar a tribunal os membros do euro que não controlem as respectivas contas", mas tudo está ainda em aberto e mais medidas serão certamente necessárias.


* HEIL MERKEL

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Sobre os peritos de 



informática



n

Esta sátira, curiosíssima, confirma a opinião que 

os açorianos têm "caco", sensibilidade e humor


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ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

TAP eleita a melhor 
companhia aérea da Europa

O prémio foi atribuído na oitava gala anual da Global Traveler e resulta da sondagem realizada a mais de 36.000 passageiros frequentes e passageiros executivos

A TAP foi eleita a melhor companhia área da Europa, entre outras 30 companhias de renome internacional, pela revista norte-americana de turismo Global Traveler, divulgou hoje a empresa em comunicado.

O prémio foi atribuído em Beverly Hills, nos Estados Unidos, na oitava gala anual da Global Traveler e resulta da sondagem designada "GT Tested Reader Survey" da revista realizada a mais de 36.000 passageiros frequentes e passageiros executivos, que fazem em média 16 viagens internacionais e 16 viagens domésticas por ano.

No comunicado, a TAP lembra que esta sondagem é considerada no setor como os "óscares de viagens" e explica que os passageiros frequentes e executivos são convidados a nomear "os Melhores" em várias categorias na área de viagens e turismo.


* Apesar dos graves problemas económicos que afectam esta companhia, ela continua a ser a melhor da europa e uma das melhores do mundo, apesar de tudo querem-na empandeirar.


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ESTA SEMANA NO
"i"

Passos Coelho defende governo económico europeu e retira culpas de Merkel e Sarkozy no caso português

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou hoje, no Porto, que a crise portuguesa “não é culpa do senhor Sarkozy ou da senhora Merkel”, apoiando os dois líderes europeus na defesa de um reforço da liderança económica europeia.

“Quando os países são indisciplinados e colocam em risco outros, é natural que os que geriram bem as suas economias e emprestam dinheiro queiram receber garantias em como o que emprestam será bem utilizado. Esse governo económico que precisamos de construir na Europa é essencial para que a Europa possa ser solidária”, sustentou o primeiro ministro.

Passos Coelho falava aos jornalistas, no final da sessão evocativa em memória de Francisco Sá Carneiro, no Porto, respondendo ao líder do PS, que pediu no sábado que o primeiro ministro não esteja sentado em São Bento à espera das decisões de Merkel e Sarkozy.

O primeiro-ministro lembra que “Portugal perdeu parte da sua soberania pois teve de pedir muito dinheiro emprestado porque geriu mal as suas finanças e economia”, frisando que o atual Governo quer “resgatar essa autonomia” para ter “mais liberdade”.

Revelando ter uma “expetativa positiva” relativamente ao Conselho Europeu da próxima semana, o primeiro-ministro admitiu que a moeda única tem problemas que precisam de ser resolvidos.

“Somos 27 países na União Europeia, dos quais 17 com uma moeda em comum. Só esse facto, de estarmos numa mesma economia com a mesma moeda, traz desafios e alguns problemas. Desde julho que andamos a tentar encontrar uma resposta que traga estabilidade financeira à Europa. Esse é o grande risco que enfrentamos e é a grande expetativa que temos para o Conselho Europeu”, afirmou.

Se a solução não for encontrada, “é a própria União Europeia e o euro que estão em causa”, alertou, revelando esperar “que isso não aconteça porque seria absolutamente desastroso para o espaço da zona euro e para toda a economia”.

Durante o discurso, Passos Coelho já tinha deixado claro que a culpa da crise portuguesa não é de Merkel ou Sarkozy, mas de quem conduziu Portugal até aqui.

“Era bom que, aqueles que contribuíram por ação ou omissão para esta dívida e esta ilusão, tivessem a humildade de reconhecer que a culpa do que se está a passar em Portugal não é do senhor Sarkozy, nem da senhora Merkel, nem da Europa. Foi de todos quantos prosseguiram um modelo de desenvolvimento que não era realista nem ajustado nem justo”, afirmou Passos Coelho.

Lembrando que, em 2012, o custo dos juros da ajuda externa a Portugal será de “nove mil milhões de euros”, o governante destacou que “vergonha não é ter dívida quando alguma coisa corre mal”, mas sim achar “que não é uma prioridade pagar” o que se deve.

“E ainda há quem pense que é preciso pôr a economia a crescer para o Estado gastar dinheiro. Isso não é aceitável. Bastava que tivéssemos metade da dívida que Portugal seria hoje um país mais justo”, lamentou.

Passos Coelho sublinhou ainda que o que está no memorando da troika “não esgota” o que Portugal tem de fazer por si próprio.

“Andam para aí a dizer ‘estes senhores são mais troikistas do que a troika, porque não fazem os serviços mínimos’. Mas o que andamos a fazer não é empurrados, é convencidos de que este é o caminho que teria de ser feito de qualquer forma”, defendeu.


* Claro que a culpa é dos portugueses que insistem em eleger estes políticos sanguessugas, mas cá para nós Passos Coelho anda a ageitar-se ao lugar de Durão Barroso.

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2 - OS DEZ MAIS CAROS DA HISTÓRIA




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7 - AQUÁRIOS



M

GOLFISTA



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FILOSOFANDO





PIGMEUS

AFRICA


40 - ILUSTRES PORTUGUESES DE SEMPRE »»» gonçalo de amarante



São Gonçalo (O.P.) (também conhecido como São Gonçalo de Amarante; Arriconha, Tagilde, Vizela, 1187 - Amarante, 10 de Janeiro de 1259), eclesiástico português considerado beato pela Igreja Católica, gozando de grande devoção popular. Existem, em sua honra, as Festas de São Gonçalo. A forma correcta de o denominar é Beato Gonçalo de Amarante.

Origens
Nasceu Gonçalo de Amarante, da família dos Pereiras, no lugar de Arriconha, freguesia de Tagilde, próximo de Vizela, igualmente concelho de Vizela. Em Arriconha não falta, desde tempos imemoriais, a capela dedicada a São Gonçalo.

Os seus pais eram pessoas de nobre linhagem e deram ao seu filho uma esmerada educação cristã não só pela palavra como, sobretudo, pelos exemplos das suas virtudes cristãs.

 O sacerdote
Atingido o uso da razão, foi confiado a um douto e virtuoso sacerdote sob cuja direcção iniciou os seus estudos. Chamava a atenção a sua modéstia, a candura, o esforço em se aperfeiçoar na prática da vida cristã e os progressos que ia fazendo nos estudos. Entre outros foram estes os motivos principais que moveram o Arcebispo de Braga a admiti-lo, como seu familiar, e, sob os auspícios do Prelado, cursou as disciplinas eclesiásticas, vindo a ser ordenado sacerdote e nomeado Pároco da freguesia de São Paio (ou São Pelágio) de Riba-Vizela, apesar da sua humildade e resistência.

No desempenho do seu múnus pastoral começou a brilhar na prática das virtudes, sobressaindo no zelo apostólico, na castidade e na prática das obras de misericórdia para com os pobres, gastando a maior parte dos rendimentos da paróquia em aliviar as suas necessidades materiais, sem esquecer as necessidades espirituais do seu rebanho, prodigalizando a todos amor e consolação.

Alimentava, no seu coração, um desejo ardente de visitar os túmulos dos apóstolos São Pedro e São Paulo e os lugares santos da Palestina a fim de melhor viver as mistérios cristãos. Obtida a licença do seu bispo, deixou os seus paroquianos ao cuidado dum sobrinho sacerdote e peregrinou: primeiro, a Roma, donde passou a Jerusalém e demais terras da Palestina, onde se demorou catorze anos. Entretanto, começou a sentir certo remorso por tão longo abandono da sua paróquia, avivaram-se as saudades da pátria e dos seus filhos espirituais e veio-lhe, ao íntimo, o pressentimento dos males espirituais de que padeciam, provocados por tão longa ausência e possível falta de zelo de seu sobrinho. Foram motivos mais que suficientes para regressar, apesar dos inumeráveis incómodos e perigos que a viagem supunha.

Regressa da Terra Santa
O seu sobrinho, além de o não aceitar e não reconhecer como verdadeiro e legítimo pároco, escorraçou-o de casa e conseguiu, mediante documentos falsos, provar ao Arcebispo D. Silvestre Godinho que Gonçalo morrera e ser nomeado pároco da freguesia.

Resignado com semelhante atitude, deixou S. Paio de Riba-Vizela e foi-se pregando o Evangelho por aquelas terras até à margem do Tâmega, vindo a encontrar o lugar onde hoje é a cidade de Amarante, então sítio inculto e quase despovoado, mas apto para a vida eremítica. Construiu uma pequena ermida que dedicou a Nossa Senhora da Assunção, nela se recolheu, saindo, de vez em quando, a pregar nos arredores e consagrando o tempo que lhe sobrava à oração e à penitência.

Sentia, no entanto, necessidade de encontrar um caminho mais seguro em ordem a alcançar a glória eterna. Jejuou uma Quaresma inteira a pão e água e suplicou fervorosamente a Nossa Senhora lhe alcançasse do Senhor esta graça… Diz-se que a Virgem Maria lhe apareceu e lhe disse procurasse a Ordem em que iniciavam o seu Ofício com a Saudação angélica ou Ave-Maria. Essa Ordem era a dos Pregadores ou Dominicanos.

Abraça a vida dominicana
Encaminhou-se para o Convento de Guimarães da Ordem dos Pregadores, recentemente fundado por São Pedro González Telmo, grande apóstolo da região de Entre-Douro e Minho, o qual lhe deu o hábito e, uma vez feito o noviciado, ao modo daquele tempo, o admitiu à profissão religiosa e, depois de algum tempo lhe deu licença para, com um outro religioso, voltar para o seu eremitério de Amarante, continuando a sua vida evangélica e caritativa.

Com o seu ministério operou muitas conversões, levou o povo à prática duma autêntica vida cristã, sem esquecer de os promover socialmente em muitos aspectos. Sobressai neste particular a construção de uma ponte em granito sobre o rio Tâmega, angariando pessoalmente donativos em terras circunvizinhas e levando os moradores mais abastados a darem ajuda vultosa para assim pagarem aos operários.

O povo atribui-lhe muitos milagres, mesmo de ordem material, desde o começo até terminar a construção da referida ponte.

Concluída a ponte, S. Gonçalo viveu ainda alguns anos dedicado à pregação e à vida de oração, enriquecendo-se de virtudes e merecimentos. Reza a tradição que Nossa Senhora lhe revelou o dia da sua santa morte para a qual se preparou com a recepção dos Sacramentos da Igreja. Descansou santamente no Senhor, a 10 de Janeiro de 1262. O seu venerado corpo, após a celebração das solenes exéquias por sua alma, foi sepultado na referida ermida, continuando a efectuar-se muitos milagres, atribuídos à sua intercessão.

Mais tarde, a ermida primitiva construída por S. Gonçalo foi ampliada em igreja. Sobre esta, em 1540, D. João III mandou erguer o sumptuoso templo e convento que ainda hoje existem e que são monumento histórico da cidade de Amarante de que S. Gonçalo pode muito bem ser considerado segundo fundador.

Elevado às honras dos altares
Efectuaram-se três Processos canónicos em ordem à Beatificação e Canonização de S. Gonçalo, o último dos quais foi levado a cabo por D. Rodrigo Pinheiro, Bispo do Porto, por comissão do Papa Pio IV (1561). A instâncias de EI-Rei D. Sebastião, do Arcebispo de Braga, da Ordem dos Pregadores, do Cardeal D. Henrique e da população de Amarante, a sentença de Beatificação foi promulgada a 16 de Setembro de 1561 pelo representante da Sé Apostólica, confirmando-se a concessão de lhe tributar culto público permitido antes pelo Papa Júlio III (1551).

Mais tarde, o Papa Clemente X, em 10 de Julho de 1671, estendeu a toda a Ordem dos Pregadores e a todo o reino de Portugal a concessão de honrarem este glorioso Santo, um dos santos mais populares de Norte a Sul do País, especialmente no Norte, com Missa e Ofício litúrgicos próprios. O seu culto espalhou-se pelos domínios ultramarinos de Portugal, chegando à Índia e ao Brasil, como o confirma um longo e engenhoso sermão do Padre António Vieira sobre S. Gonçalo. É celebrado a 10 de Janeiro.

Tornou-se o santo patrono da cidade de Amarante, onde faleceu, e ainda das cidades de São Gonçalo do Amarante nos estados brasileiros do Rio Grande do Norte e do Ceará (nessas cidades homónimas também o padroeiro permaneceu idêntico).

É, no entanto, importante salientar que Gonçalo de Amarante, apesar de chamado Santo pelo povo, na verdade é apenas Beato, porque o processo de canonização nunca foi levado a bom termo, ao contrário da sua beatificação. Deste modo, a forma correcta de o denominar é Beato Gonçalo de Amarante, o que é atestado pelos calendários litúrgicos portugueses.
[editar] Devoção popular

Os moradores do Bairro da Beira Mar, na freguesia da Vera Cruz, em Aveiro, tratam, carinhosamente, São Gonçalo de Amarante por São Gonçalinho. A capela existente neste bairro aveirense em honra deste santo é conhecida como Capela de São Gonçalinho.

Em várias cidades do Brasil, como Cajari, Matinha e Viana, no Maranhão, e Cuiabá, em Mato Grosso, também festejam com devoção São Gonçalo de Amarante, com uma dança folclórica, o Baile de São Gonçalo.


IN WIKIPÉDIA
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MÉRTOLA
DISTRITO DE BEJA



Mértola é uma vila portuguesa do distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, com cerca de 3 100 habitantes. 

A vila encontra-se situada numa elevação na margem direita do rio Guadiana, imediatamente a montante da confuência da ribeira de Oeiras.
É sede de um dos maiores municípios de Portugal, com 1 279,40 km² de área e 7 332 habitantes (2009)[1], subdividido em 9 freguesias. 

O município é limitado a norte pelos municípios de Beja e de Serpa, a leste pela Espanha, a sul por Alcoutim e a oeste por Almodôvar e por Castro Verde.

IN "WIKIPÉDIA"



HISTÓRIA

Gentílico Mertolense, Mertolengo
Área 1 279,40 km²
População 7 332 hab. (2009[1])
Densidade populacional 5,73 hab./km²
N.º de freguesias 9
Presidente da
Câmara Municipal
Não disponível
Fundação do município
(ou foral)
1254
Região (NUTS II) Alentejo
Sub-região (NUTS III) Baixo Alentejo
Distrito Beja
Antiga província Baixo Alentejo
Orago
Feriado municipal 24 de Junho
Código postal 7750
Endereço dos
Paços do Concelho
Não disponível
Sítio oficial Câmara Municipal de Mértola
Endereço de
correio electrónico


Nas terras deste concelho existem vestígios de Mértola ter sido um entreposto comercial importante na época dos Fenícios, Cartagineses, Romanos e Árabes, devido à existência de via fluvial e terrestre com ligação ao Sul da península.
A toponímia seria Myrtilis, na época romana, passando a ser posteriormente Mértola.
Os Árabes deixaram uma fortaleza, posteriormente ocupada pelos cristãos, e uma mesquita, que veio a ser transformada em igreja paroquial da sede do concelho. Em 1238, D. Sacho II conquista Mértola aos mouros, doando a vila à Ordem de Santiago para esta a repovoar.

No século XIII, iniciou-se o povoamento definitivo destas terras, facto comprovado pelos achados arqueológicos dessa época. 
Em Alcaria Longa existem diversos testemunhos da presença de comunidades pastoris. Recebeu novo foral em 1512, por D. Manuel. No século XIX e ainda no século XX, a economia de Mértola dependia muito da exploração das minas de S. Domingos, que se transformaram num grande centro de extracção de pirite cúprica.
A nível do património arquitectónico, são de realçar o Campo Arqueológico de Mértola, que apresenta um vasto programa museológico, sendo Mértola considerada uma vila-museu com diferentes áreas de intervenção e investigação, organizadas em três núcleos: o Núcleo Romano, o Núcleo Visigótico, que inclui uma basílica cristã, e o Núcleo Islâmico, onde se pode ver uma das melhores colecções portuguesas de arte islâmica (cerâmica, numismática e joalharia). 

De destaque ainda é o Castelo de Mértola, medieval, que culmina no morro com duas torres - a torre de menagem, que foi construída em 1292 pelo primeiro Mestre da Ordem de Santiago.
Existem alguns torreões amparando muralhas, em grande parte obra de mouros, mas com muita silharia romana. Referência também para a Igreja de Nossa Senhora da Anunciação, matriz de Mértola, dos séculos XI-XIII e que sofreu alterações no século XVI, em estilo manuelino e renascentista. Destaca-se ainda o Santuário de Nossa Senhora de Aracelis ou Araceles e o património mineiro, como o porto de escoamento do Pomarão, o bairro dos mineiros e as suas infra-estruturas, que constituem marcos importantes da época de exploração mineira.

ECONOMIA

No concelho predominam as actividades ligadas ao sector primário, com a agricultura, pecuária e apicultura, seguidas do secundário, com as indústrias de carpintaria, fabrico de móveis, oficina de ourivesaria, tecelagem, serralharia civil, construção civil e panificação.

No sector terciário destaca-se a hotelaria, actividade ligada ao turismo.

Apesar da sua importância, a agricultura ocupa somente uma área de cerca de 3% da área concelhia, destacando-se os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, frutos secos, pousio, olival e prados e pastagens permanentes.
A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de ovinos, aves e suínos.
Grande parte dos terrenos concelhios, cerca de 12 001 ha, corresponde a área florestal.

IN "MÉRTOLA ON LINE"

CAMPO ARQUEOLÓGICO DE MÉRTOLA

Desde a sua criação em 1978, o Campo Arqueológico de Mértola procurou desenvolver uma investigação científica multidisciplinar no âmbito das ciências sociais e humanas. Além de um interesse directo pela História e Arqueologia, os seus grupos de trabalho têm vindo também a dedicar-se à História Local, ao património histórico, à herança artística e cultural, à Museologia e à Antropologia Física.

No que diz respeito à Arqueologia assinalamos as escavações, quer de emergência quer anteriormente programadas (Alcáçova do Castelo de Mértola, Rossio do Carmo, Mesquita de Mértola, Castelo de Mértola, Achada de S. Sebastião, Cine-Teatro Marques Duque, Hospedaria Beira Rio, Biblioteca Municipal, etc.) na vila de Mértola e em outros locais da região; o levantamento da Carta Arqueológica do Concelho; e a conclusão dos seguintes projectos:
" Investigação em Arqueologia Medieval e Islâmica" (1987-1990), "Estudo Arqueológico do Bairro Islâmico da Alcáçova de Mértola" (1993-1996), "Mértola Islâmica. Recursos económicos e quotidiano" (1997-1999), e "Mértola. História e arqueologia da Alta Idade Média" (2001-2003), financiados pela FCT do Ministério de Ciência e do Ensino Superior (MCES), assim como os projectos "Escavações arqueológicas em Mértola, 1999-2002" e "Mértola e o seu Território na Antiguidade e na Idade Média. Trabalhos Arqueológicos em Mértola 2003-2006", no âmbito do programa PNTA do Instituto Português de Arqueologia.

No âmbito do estudo e valorização do património, podemos citar os projectos seguintes: "Imaginária Religiosa do Concelho de Mértola - Inventário, estudo e organização museografia" (1991-1994), "O Casco Urbano de Mértola - Vectores Históricos de Organização Funcional" (1991-1994) e "Património edificado e tecnologias tradicionais de construção" (1997-2000) apoiado pelo MCES.

Sobre a actividade científica em Antropologia Cultural os trabalhos mais relevantes consistem no levantamento e revitalização da tecelagem tradicional e nos projectos de investigação "Poejo, Mantas e Pão - um estudo de etno- tecnologias" (1992-1994) e "Mudança social e práticas alimentares no Concelho de Mértola (1960-1990)" (1997-2001), apoiados pelo MCES.

No que se refere à investigação museológica e museográfica, destaca-se o "Projecto de Museologia Local" (1997-1990) financiado pelo MCES e a concepção e a montagem dos núcleos do Museu de Mértola : "Castelo" (1991), "Basílica Paleocristã" (1993), "Tecelagem" (1998), "Ermida e Necrópole de São Sebastião" (1999), "Oficina do Ferreiro" (2001), "Arte Sacra" (2001) e "Arte Islâmica" (2001).

As actividades científicas do CAM permitiram organizar os seguintes acontecimentos científicos de âmbito internacional: IV Conferência Internacional "A Cerâmica Medieval no Mediterrâneo", Lisboa, 1987; "Hábitos alimentares e formas de habitar na Idade Media", Mértola, 1993; "Lisboa, encruzilhada de Muçulmanos, judeus e Cristãos", Lisboa, 1997; "Portos Medievais do Mediterrâneo", Mértola, 2001 e "Al-Ândalus Espaço de Mudança", Mértola, 2005.

O programa editorial do Campo Arqueológico de Mértola ultrapassa neste momento uma vintena de títulos, de que se podem destacar a revista "Arqueologia Medieval" (9 números publicados), actas de colóquios e seminários, monografias científicas, uma série dedicada a estudos e documentos, os catálogos do Museu de Mértola e de exposições itinerantes e outras publicações de divulgação.

Para além da sua actividade científica, o CAM, motivado pela sua vocação de serviço público, tem colaborado em diversas acções de desenvolvimento local.

MÉRTOLA VILA MUSEU
Um projecto cultural de desenvolvimento integrado
 por Cláudio Torres

Quando em finais dos anos setenta do século passado foi iniciado o projecto que hoje chamamos Mértola Vila Museu, os seus objectivos não eram muito diferentes daquilo que agora, felizmente, é já um lugar-comum: envolvimento da população,numa tentativa de lhe devolver a sua identidade e contribuir para o desenvolvimento local. 
Depois de algumas dificuldades iniciais o ponto de viragem aconteceu com o
reconhecimento externo: quando os mertolenses verificaram que o trabalho lento e minucioso dos arqueólogos e museólogos era reconhecido no exterior. Entre outras notoriedades a Secretaria de Estado do Ambiente e a Secretaria de Estado da Cultura atribuíram em 1989 ao Campo Arqueológico de Mértola o Prémio Nacional de Conservação da Natureza e do Património Histórico-Cultural; em 1990 é o Ministério do Planeamento e Administração do Território a conceder o Prémio Nacional para o melhor Plano de Salvaguarda para um núcleo histórico; em 1998 o Ministro da Cultura atribui ao Campo Arqueológico de Mértola a Medalha de Mérito Cultural.
A grande opção de fundo deste Projecto Integrado foi a aposta sobretudo na musealização em vez de investir apenas nas publicações de carácter científico. Por um lado, a qualidade científica do trabalho arqueológico e a sua divulgação nos canais apropriados é, não só natural em toda a actividade que se pretenda credível e digna dessa condição como, por maioria de razão, se torna vital para qualquer projecto sediado fora dos circuitos universitários ou institucionais. Por outro lado, a musealização ou divulgação local, em linguagem acessível e pedagógica, é a única forma convincente de justificar localmente os trabalhos em curso, capaz de identificar as mais fortes referências culturais e, por conseguinte, dinamizar potenciais endógenos. Na dinâmica museográfica não só se difundem os resultados de uma forma mais eficiente pelo público em geral, sobretudo o local, como se torna possível atrair visitantes, desde que esta oferta seja devidamente divulgada. Assim se constituiu Mértola como um destino de turismo cultural de importância nacional e, até, internacional.
TORRE DO RIO

De facto, o número de visitantes dos museus foi aumentando até que, ultimamente, foram ultrapassados os 25 000 por ano. Destes, cerca de 20% são visitas de estudo de escolas. Há ainda um número residual de grandes grupos de outro tipo (excursões em autocarro de idosos, grupos culturais e recreativos, etc.). Além destes visitantes que utilizaram directamente o posto de informação, devemos referir uma percentagem significativa - avaliada em dez mil ao ano - que entra na Vila Velha, sobe ao castelo e á igreja matriz sem registar a sua presença.

Estes visitantes procuram mais do que majestosos monumentos, um projecto dinâmico e ambicioso que, numa zona isolada e longe dos grandes centros, conseguiu envolver a população local, construindo propostas científicas e museológicas de grande qualidade.

Todo este esforço de investigação, investimento e divulgação tem sido maioritariamente conduzido pelo Campo Arqueológico de Mértola de colaboração com a Associação de Defesa do Património e com o apoio da Câmara Municipal.
TORRE DO RELÓGIO
Mais recentemente juntaram-se a este projecto a delegação local da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, que se "especializou" na formação nas áreas do turismo e do património, e o Parque Natural do Vale do Guadiana, naturalmente vocacionado para a gestão ambiental de um vasto território com cerca de 70 000 hectares.

O tecido urbano do centro histórico de Mértola, apresenta-se como um conjunto de alto valor histórico, patrimonial, plástico e mesmo vivencial. Assim, tem sido parte fundamental do trabalho da equipa do CAM incentivar, apoiar e desenvolver actividades e projectos de valorização patrimonial a ele associados.

Um trabalho mais aturado nesta área conduziu a projectos de intervenção arquitectónica, assumindo particular relevância o cruzamento das informações provenientes dos trabalhos de investigação arqueológica e documental, nomeadamente no caso da recuperação de alguns troços das muralhas da vila, da Basílica Paleocristã, do edifício da Cadeia, hoje Biblioteca Municipal, das ruínas seiscentistas dos antigos celeiros da Casa de Bragança (onde se encontra instalada a colecção de Arte Islâmica do museu) e de algumas casas de habitação. Procura-se, assim, que determinados espaços (edificados ou de outra natureza) possam ser componentes integráveis no conjunto museológico, dando-se também resposta às necessidades sociais e de usufruto quotidiano que o local contém em si.

Neste contexto, o Projecto de Museologia Local de Mértola insere-se numa filosofia de intervenção que visa, antes de tudo, projectar a recuperação social e patrimonial do centro histórico, conhecido por Vila Velha.
VISTA DO CASTELO

É que, embora os vectores mais importantes de expansão da vila estejam hoje extramuros, o núcleo primitivo permaneceu, a imagem de marca dos registos do passado e, de certa forma, o símbolo e motor do seu próprio desenvolvimento.

Este quadro ajuda a perceber como o museu é a própria vila. De facto, historicamente tão importantes como os achados arqueológicos que enchem os expositores, são as ruas, a organização dos espaços públicos, a estruturação e usufruto das fachadas, volumes arquitectónicos, materiais e as técnicas de construção, assim como uma sustentada requalificação habitacional.

A museologia, aqui, não podia alhear-se da reabilitação urbana. Assim, facilmente se apercebe o princípio que tem presidido ao projecto da Vila Museu: o da polinuclearização, isto é, o de organizar/instalar em pontos distintos do centro histórico espaços museográficos organizados de forma temática e sempre que possível no próprio local do achado arqueológico ou relacionado directa ou indirectamente com o objectivo pedagógico pretendido.

Desta forma, proporciona-se a leitura e o conhecimento de conteúdos históricos específicos, evitando-se a concentração expositiva e sobrecarga informativa, ao mesmo tempo que se faculta o acesso a um percurso histórico de visita que se interpenetra com os espaços e traçado urbano da vila, ela mesma entendida como espaço de fruição estética. Um dos objectivos deste percurso museográfico, e que tem sido coroado de êxito, é incentivar a variação dos circuitos, levando o turista a aumentar o tempo-visita, com benefício evidente para os serviços de restauração e alojamento.
PRATO ISLÂMICO

Aqui chegados, encontramo-nos agora num ponto de viragem: os recursos, incluindo os turísticos, têm de ser planeados e geridos, sob pena de não serem devidamente acautelados. É necessário definir objectivos e estratégias. E estes parecem apontar para uma melhor gestão das visitas acompanhadas organizando mais circuitos temáticos para crianças, adolescentes e idosos, diversificando a oferta, nomeadamente para a vertente do turismo etno e antropológico e de natureza.

Para além destes aspectos estamos agora empenhados em melhorar a qualidade do serviço prestado dando formação aos que mais directamente trabalham com o visitante, envolver a população de uma forma mais participada na actividade turística e, sobretudo, que o planeamento, para além de permitir uma melhor operacionalidade, reduza ao mínimo os impactos negativos. Estamos conscientes que a qualidade do factor turístico está directamente relacionada com a qualidade do serviço, com a informação disponibilizada e, também, com a qualidade da animação existente.

Todos estes aspectos, devidamente estruturados e interligados, podem ser um obstáculo ao crescimento desregrado e incontrolado que, mais tarde ou mais cedo, pode levar à agonia e morte por massificação dos destinos turísticos mais procurados.

O MUSEU DE MÉRTOLA

1 - Centro de acolhimento e informação
Este espaço, logo à entrada da Vila Velha funciona como centralizador das actividades de divulgação e atendimento turístico que estão sob a responsabilidade do CAM e da Câmara Municipal. Por um lado, aqui ficam instalados equipamentos informáticos onde pode ser consultada a base de dados turísticos e logísticos.

Dotada com um sistema de projecção em ecrã, a sala pode ser usada como espaço para uma conversa introdutória com os visitantes, explicando algumas das componentes do projecto.

A sala funciona também como local de visionamento de pequenos filmes produzidos pelo CAM, pela ADPM ou outros relacionados com aspectos da cultura e do património de Mértola. Este local será ainda o local de venda de bilhetes, de publicações e guias de visita.

Esta centralização permitirá uma eficaz gestão e controlo de todo o serviço de apoio turístico em torno dos núcleos e sítios arqueológicos.

Neste local estará sempre de serviço um funcionário de atendimento, que organiza e faz a distribuição dos fluxos de visitantes, bem como vendas e alugueres; também aqui será o local de congregação dos visitantes com guia, caso seja este o tipo de visita (previamente) solicitada.

Todo o tipo de informações que se prendem com outros aspectos logísticos ou outros serviços, podem também ser facultados neste espaço.

A concentração do fluxo de visitantes neste local, como ponto de partida para qualquer percurso de visita, permite manter um registo de visitantes, assim como a sua profissão, origem social e nacionalidade, dados esses preciosos para gerir com maior agilidade todo o processo.

2 - Castelo
Ocupando o local de antigas construções romanas e de um pequeno bairro fortificado de época islâmica, o castelo domina todo o povoado e serve de referência ao fragor de antigas batalhas, à memória de outros feitos. 

A torre de menagem, ainda imponente no seu formidável volume, assinala a época em que Mértola foi durante um século, a sede nacional da Ordem de Santiago. Na sala de armas abobadada estão reunidos alguns elementos arquitectónicos recolhidos na vila e nos arredores e atribuíveis a um período de transição entre o séculos VI e IX.

É uma época dominada pelas formas decorativas ao gosto visigótico. Esta mostra, além de um catálogo temático, ostenta um painel didáctico referindo a implantação topográfica dos objectos expostos. Na sala superior, recentemente recuperada está prevista a montagem de um outro programa expositivo dedicado à história da própria fortaleza. No recinto do castelo, cujas muralhas foram recentemente consolidadas o acesso está actualmente condicionado por obras de reabilitação e musealização ainda não concluídas.

3 - Acrópole romana e bairro islâmico
A arqueologia abriu as primeiras portas do passado. Ano após ano são descobertas outras formas e objectos que valorizam os museus e respondem a muitas dúvidas de uma história por vezes ainda mal contada. Interrompendo a vertente norte da encosta do Castelo, o possível forum da cidade romana cria uma plataforma artificial, suporte do mais imponente conjunto monumental da velha Myrtilis.

Toda esta antiga praça pública assentava numa galeria subterrânea - o criptopórtico - com cerca de 30 metros de comprimento e 6 de altura que serviu de armazenamento alimentar e mais tarde de cisterna. Em época islâmica, no decurso dos séculos XI e XII, toda esta zona é ocupada por um bairro habitacional que, depois da conquista cristã de 1238, é completamente arrasado e transformado em cemitério. Este recinto, agora de acesso reservado, pode vir a ser visitado futuramente percorrendo um passadiço metálico que levará o visitante aos locais de maior interesse.

Entre estes conta-se um importante baptistério do século VI, na altura rodeado por um belo conjunto de mosaicos policromos de que restam alguns fragmentos significativos.

4 - A igreja-mesquita
Inserida directamente no recinto da acrópole e integrando-se no seu circuito monumental, ergue-se a Igreja matriz (antiga mesquita) - 

No local onde teria existido um templo romano e depois paleocristão e onde, em finais do século XII, foi construída de raiz uma mesquita, situa-se hoje a igreja matriz de Mértola. Da antiga mesquita almóada restam dois capiteis, reutilizados nas obras quinhentistas, quatro portas de arco ultrapassado e o mihrab. Neste pequeno nicho, é ainda claramente perceptível a linguagem decorativa dessa época. Logo após a conquista, a mesquita é cristianizada e a Ordem de Santiago impõe na fachada o seu símbolo. Em meados do século XVI a igreja é completamente reconstruída. As suas 5 naves, inicialmente cobertas por madeiramento policromo, são substituídas por um belo conjunto de abóbadas com destaque para o tramo polinervado do altar mor. 

Ao contrário da abobadagem e dos pináculos exteriores que se submetem ao gosto mudéjar do último gótico, a porta principal da igreja segue os modelos do Renascimento italiano. No adro do templo, um painel didáctico, além de prestar algumas informações históricas, indica os horários de abertura do monumento.

A caminho do conjunto monumental localizado na ponta sul da Vila Velha, a descida deve ser feita pela rua da Afreita onde se localizava uma antiga oficina de ferreiro.

5 - Forja do Ferreiro
Esta oficina já desactivada, pretende guardar uma das muitas profissões do nosso passado que não conseguiu resistir às novas tecnologias.
Além da bigorna e da forja com o seu fole, são expostas todas as ferramentas necessárias à moldagem do ferro. Um painel explicativo descreve o local e as principais operações desenvolvidas pelo artesão.

6 - Colecção de arte islâmica
Aproveitando os espaços e volumes dos antigos celeiros da Casa de Bragança, um moderno projecto arquitectónico e museográfico abriga, ao longo dos seus dois pisos, a mais importante colecção de arte islâmica do nosso País. Destaca-se o espólio cerâmico e nomeadamente um excepcional conjunto de artefactos decorados com vidrado em "corda seca". 

Esta técnica decorativa oriental, apurada nas olarias do Al Andalus, será mais tarde difundida pela azulejaria quinhentista. Os motivos decorativos animais e vegetais passam a geométricos ou epigráficos, atingindo um forte barroquismo ornamental.

A arte dos metais especializa-se na fundição de bronzes e aperfeiçoa a sua tecnologia no fabrico de armas. O sistema monetário é sobretudo em prata, embora por razões de prestígio, alguns pequenos reis locais cunhem moedas de ouro. A ourivesaria em ouro, prata ou bronze, nas suas técnicas de repuxado, encastoado, fundido e cinzelado parece ser oriunda de oficinas locais que aproveitavam os metais extraídos nas cercanias. Todas estas técnicas e formas decorativas estão representadas nos expositores do museu.

8 - Centro de Estudo islâmicos e do Mediterrâneo
Fronteiro ao Núcleo Islâmico, num belo edifício, parcialmente recuperado, encontram-se instalados vários organismos dependentes do Campo Arqueológico de Mértola. Um Centro de Formação Superior, uma biblioteca especializada na Civilização Islâmica, a sede da associação Multiculti; a sede da Rede portuguesa da Fundação Anna Lindh para o Diálogo de Culturas e um Centro de Exposições temporárias.

9 - Arte sacra
Porta da Ribeira, Construída no século XVI sobre a porta de acesso ao porto antigo e medieval, a igreja da Misericórdia hoje parcialmente desafecta ao culto, guarda um interessante acervo de arte sacra cristã. 

 O corpo da igreja, a sacristia e outros anexos, servem hoje de espaço expositivo. A colecção de estatuária, pintura e alfaias religiosas, foi durante os últimos vinte anos, recolhida em algumas igrejas do concelho, dada a pouca segurança e o abandono a que tinham sido votadas. Entre um conjunto de três dezenas de peças esculpidas em madeira policroma, algumas pertencem a grandes escolas europeias do século XVI e a grande maioria foi trabalhada em oficinas regionais.

A primeira parte da exposição permite uma visita virtual a todas as igrejas paroquiais, assim como uma visão fílmica da procissão anual do

Senhor dos Passos. Estão expostas também algumas peças da antiga Misericórdia e três tábuas monumentais que pertenceram a antigos altares quinhentistas da igreja matriz. Entre as alfaias litúrgicas expostas destacam-se três importantes peças em prata cinzelada do século XVI: uma arqueta-ostiário, uma cruz processional e uma custódia. Do século XVIII, sobressai um conjunto de cálices e outras pequenas alfaias litúrgicas.

10- Percurso da Beira Rio
Saindo pela Porta da Ribeira em direcção ao rio e partindo das antigas muralhas romanas (indicadas por sinalização local), alinham-se ainda imponentes os pegões de um pontão que dava acesso em época tardoromana à Torre do Rio. Além de permitir o acesso à água sem sair das muralhas, esta construção era um importante ponto de apoio na defesa do porto, não só por poder abrigar uma guarnição militar, como também por controlar uma corrente de ferro que, de uma margem à outra impedia as embarcações inimigas de subir o rio. Poderosos talha-mares resistiam à violência das águas invernais. Pela sua técnica construtiva e funções, é um monumento único no nosso país.

A zona envolvente destas imponentes ruínas foi consolidada e ajardinada. Um caminho calcetado leva o visitante a visitar um sistema de túneis e poços que em épocas antigas introduzia as águas do rio no interior das muralhas. Subindo a escadaria da Torre do relógio chega-se ao largo da Câmara.

11 - Casa romana
Sob o edifício dos Paços do Concelho encontra-se instalado o núcleo romano do Museu. Antecedendo obras no subsolo, uma intervenção arqueológica pôs a descoberto as ruínas de uma habitação romana. A musealização deste sítio, permitiu instalar um conjunto de fragmentos arquitectónicos sugerindo formas e funções da época em que a casa foi habitada. São expostos objectos encontrados no próprio local, alguns outros associados ao mesmo contexto cultural e finalmente a reprodução de vidros e esculturas dessa época que, desde os finais
do século XIX, foram depositadas no Museu Nacional de Arqueologia. Este pequeno museu de sítio embora integrado no edifício dos Paços do Concelho, segue os horários dos outros núcleos museológicos.

12 - Oficina de ourivesaria