domingo, 9 de outubro de 2011

- UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA ADULTOS


AS MAMAS VALEM UMA VIDA





OXIGÉNIO




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INFORME  TODOS OS SEUS AMIGOS INTERNAUTAS,
ELES DIRÃO QUE SABEM 
MAS ESQUECEM-SE MUITAS VEZES

ESTA SEMANA NO
"O JOGO"

Messi vai calçar botas com "chip"

Com o objectivo de melhorar o seu desempenho , o argentino Lionel Messi vai passar a usar em Novembro umas novas botas dotadas com um "chip" para recolher informação.

O "chip", que recolherá dados relativos às suas corridas, potência de remate e outros detalhes relacionados com o esforço físico durante os jogos, vai ser colocado na sola das botas do "astro" do FC Barcelona.

Segundo o jornal espanhol Sport, o sensor pode armazenar até sete horas de informação e já foi estreado por Messi ao serviço da selecção da argentina, num jogo disputado em Setembro com a Nigéria.


* Já imaginaram os nossos ministros de boné, com um chip instalado para registar a avaliação de desempenho?

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4 –ANÚNCIOS RADICAIS




Quando os vegetais são demasiado sexy

Sem um único protagonista humano, este anúncio foi censurado no Reino Unido pelo seu conteúdo sexualmente sugestivo
O slogan "Torne-se um verdadeiro amante da comida" dá o mote a esta publicidade da "Sociedade Vegetariana" britânica, considerado demasiado sexual para a televisão. 

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1 - VILIPÊNDIOS




ESTA SEMANA NO
"i"
 
SNS já poupou 25 milhões de euros
em horas extraordinárias

Algumas facturas baixam mais de 20%. “Reduções futuras podem ser complicadas”, alertam administradores


A meta era cortar 35 milhões de euros até ao final do ano em horas extraordinárias, convenções e outras contratações por fora e só o primeiro item está perto de cumprir o planeado. Até Agosto o SNS reduziu em 25 milhões de euros a factura com horas extraordinárias e suplementos, um corte que a nível nacional – e tendo em conta cuidados primários, hospitais e unidades locais de saúde – significa menos 8%.
O governo está assim a dois pontos percentuais de conseguir atingir a meta de reduzir em 10% a despesa com horas extraordinárias, uma medida que a troika previa para o primeiro trimestre de 2012 mas que Paulo Macedo antecipou para o final do ano. Mas se o número parece modesto, o que está por detrás dele revela uma poupança considerável em algumas unidades.
Os dados analisados pelo i foram divulgados ontem pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Pela primeira vez depois da publicação do despacho n.º 11374/ 2011, que visa a monitorização mensal do desempenho das unidades do SNS, é possível ter ideia quase em tempo real de como estão a evoluir as despesas mas também a produtividades das administrações regionais de saúde, hospitais e e unidades locais de saúde. Assim, são agora conhecidos os dados de 44 unidades relativos ao total acumulado até Agosto. De fora, explica uma nota da ACSS, ficaram apenas seis instituições em processo de fusão.
É numa análise às despesas com horas extraordinárias e suplementos reportadas por estas unidades que se encontra a poupança de 25 milhões de euros, em comparação com os oito primeiros meses do ano passado. A factura, ainda assim, representa na maioria dos casos mais de 15% dos gastos com pessoal e ascende no total das instituições a 284,7 milhões de euros. No ano passado os gastos, em Agosto, já chegavam aos 309 milhões de euros e atingiu os 250 milhões.
A redução deste expediente, considerado um dos locais com mais gordura do SNS e para o qual estão previstos mais cortes administrativos sofreu em Setembro uma actualização da troika, com ordem para cortar mais 20% em 2012 e outros 20% em 2013. Pedro Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, diz ao i que os cortes até ao momento estão dentro do expectável, não estando a afectar grandemente os serviços com constrangimentos de longa data à contratação. “Sempre alertámos que era uma das áreas onde havia muito a fazer”, diz o responsável, alertando contudo que vai ser precisa alguma sensibilidade para cumprir mais cortes. ”Reduções futuras podem começar a ser complicadas. Cada hospital é uma realidade e alguns já não terão onde cortar.”
Os que mais cortam Em termos de factura final, os Centros Hospitalares de Lisboa Norte e Lisboa Central poupam cada um mais de 2 milhões de euros. Segue-se a poupança do Hospital Garcia da Hora, menos 1,6 milhões de euros até Agosto e o Centro Hospitalar do Porto, com menos 1,1 milhões de euros. Em termos de fatia, o Hospital Dr. Francisco Zagalo diminui a despesa neste indicador em 34% e são 18 em 34 os hospitais que superam em 10% a redução.
Nas Administrações Regionais de Saúde, que representam os custos com pessoal na rede de cuidados primários, o corte é bem mais modesto. Destacava-se o esforço da ARS Algarve, que reduz a despesa em 25%. Na ARS Lisboa e Vale do Tejo pouparam-se já 1,5 milhões de euros, que representam menos 5,74% da despesa até Agosto n o ano passado.
Já na ARS Centro há mesmo um aumento desta rubrica em 1 milhão de euros, uma tendência de crescimento que só se repete no Instituto de Oftalmologia Doutor Gama Pinto, IPO Lisboa e Unidade de Saúde Local de Castelo Branco.


* O País não se resolve com poupanças. Produzir, exportar com competitividade, criar emprego, justiça e repor o poder de compra interno. Se se pensa que reduzir é solução para os nossos males estamos feitos. Os empresários que empreendam e não queiram mamar na teta do estado a tempo inteiro.

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4 - A GRANDE FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL




Documentário produzido pelo canal 4 da TV inglesa que fala sobre a grande mentira criada sobre um aquecimento global causado pelo homem que hoje se tornou quase uma verdade absoluta, incontestada pela mídia e por governos mundo a fora. Uma farsa elaborada para frear o desenvolvimento do terceiro mundo e impor altos impostos sobre o carbono, todo derivado de petróleo ou qualquer outra material divulgado como a principal causa deste "aquecimento global". Entrevistados neste filme, vários cientistas, historiadores e especialistas nesta área da ciência, negam haver qualquer relação entre o CO2 produzido pelo Homem com o aparente aquecimento global, mas o contrário, aparentemente o CO2 é resultado de tal aquecimento e não seu causador. As pesquisas e dados são reveladas e a verdade vem à tona, o aquecimento global causado pelo Homem é apenas uma propaganda mediática para arrecadar fundos para o novo governo mundial que está sendo implantado. Veja e tire suas conclusões.

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ESTA SEMANA NO
"AUTO SPORT"

Hélder Rodrigues sagra-se campeão 
no Rali dos Faraós

Hélder Rodrigues venceu hoje a derradeira etapa do Rali dos Faraós e já é campeão do mundo de Todo-o-Terreno, na categoria Cross Country Rallies World Championship.


Na última etapa o piloto da Red Bull Yamaha TMN Team foi o mais rápido, depois de ter sido o quinto a partir para o setor seletivo, assegurando assim o título e enriquecendo um currículo que é já bastante extenso. Com o triunfo na derradeira especial, Rodrigues subiu ao segundo posto da classificação geral.

"Mais do que nunca hoje não queria correr qualquer risco, mas o facto de partir atrás favoreceu-me. Fui apanhando os meus adversários que optaram, também eles, por utilizar uma toda mais calma para finalizar o rali", referiu no final da etapa o piloto da Red Bull Yamaha TMN Team.

"Vim para esta prova para lutar por levar um título mundial para Portugal, mas para isso tinha de cumprir estas seis etapas e evitar problemas. Felizmente que correu tudo bem. Tenho trabalhado muito para atingir um patamar de topo na modalidade e este título é um justo prémio. Agora a nova meta é conseguir melhorar a minha classificação no Dakar", acrescentou o piloto, ciente do desafio que será melhorar o terceiro posto alcançado este ano na prova sul-americana.

O triunfo na prova coube a Marc Coma, batendo Rodrigues por 13 minutos na classificação geral.

Classificação da 6ª etapa: 1º Hélder Rodrigues, em 3h27m58s; 2º Chaleco Lopez, a 2m00s; 3º Jakub Przygonski, a 5m47s; 4º Marc Coma, em 6m58s.

Classificação Final: 1º Marc Coma, em 23h58m07s; 2º Hélder Rodrigues, a 13m37s; 4º Jakub Przygonski, a 22m35s.

Classificação Final do Campeonato: 1º Hélder Rodrigues, 91 pontos; 2º Jakub Przygonski, 78; 3º Marc Coma, 75.


* Crónica duma vitória anunciada.

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FILIPE LUÍS








O Quarto Reich

A guerra pode ter já recomeçado

A inflamada declaração de Angela Merkel, numa entrevista à televisão pública alemã, ARD, em que sugere a perda de soberania para os países incumpridores das metas orçamentais, bem como a revelação sobre o papel da célebre família alemã Quandt, durante o Terceiro Reich, ligam-se, como peças de puzzle, a uma cadeia de coincidências inquietantes. Gunther Quandt foi, nos anos 40, o patriarca de uma família que ainda hoje controla a BMW e gere uma fortuna de 20 mil milhões de euros. Compaghon de route de Hitler, filiado no partido Nazi, relacionado com Joseph Goebbels, Quandt beneficiou, como quase todos os barões da pesada indústria alemã, de mão-de-obra escrava, recrutada entre judeus, polacos, checos, húngaros, russos, mas também franceses e belgas. Depois da guerra, um seu filho, Herbert, também envolvido com Hitler, salvou a BMW da insolvência, tornando-se, no final dos anos 50, uma das grandes figuras do milagre económico alemão. Esta investigação, que iliba a BMW mas não o antigo chefe do clã Quandt, pode ser a abertura de uma verdadeira caixa de Pandora. Afinal, o poderio da indústria alemã assentaria diretamente num sistema bélico baseado na escravatura, na pilhagem e no massacre. E os seus beneficiários nunca teriam sido punidos, nem os seus empórios desmantelados.

As discussões do pós-Guerra, incluíam, para alguns estrategas, a desindustrialização pura e simples da Alemanha - algo que o Plano Marshal, as necessidades da Guerra Fria e os fundadores da Comunidade Económica Europeia evitaram. Assim, o poderio teutónico manteve-se como motor da Europa. Gunther e Herbert Quandt foram protagonistas deste desfecho.

Esta história invoca um romance recente de um jornalista e escritor de origem britânica, a viver na Hungria, intitulado "O protocolo Budapeste". No livro, Adam Lebor ficciona sobre um suposto diretório alemão, que teria como missão restabelecer o domínio da Alemanha, não pela força das armas, mas da economia. Um dos passos fulcrais seria o da criação de uma moeda única que obrigasse os países a submeterem-se a uma ditadura orçamental imposta desde Berlim. O outro, descapitalizar os Estados periféricos, provocar o seu endividamento, atacando-os, depois, pela asfixia dos juros da dívida, de forma a passar a controlar, por preços de saldo, empresas estatais estratégicas, através de privatizações forçadas. Para isso, o diretório faria eleger governos dóceis em toda a Europa, munindo-se de políticos-fantoche em cargos decisivos em Bruxelas - presidência da Comissão e, finalmente, presidência da União Europeia.

Adam Lebor não é português - nem a narração da sua trama se desenvolve cá. Mas os pontos de contacto com a realidade, tão eloquentemente avivada pelas declarações de Merkel, são irresistíveis. Aliás, "não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo." Quem disse isto foi Adolf Hitler. A pax germânica seria o destino de "um continente em paz, livre das suas barreiras e obstáculos, onde a história e a geografia se encontram, finalmente, reconciliadas" - palavras de Giscard d'Estaing, redator do projeto de Constituição europeia.

É um facto que a Europa aparenta estar em paz. Mas a guerra pode ter já recomeçado.

IN "VISÃO"
05/10/11


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ESTA SEMANA NO
"VIDA ECONÓMICA"

Ordens continuam a defender a regulação das profissões face às medidas liberalizadoras da "troika"

A "troika" veio defender, no seu "memorandum", a revisão e a redução do número de profissões regulamentadas em Portugal. As ordens profissionais é que não partilham desta opinião. Fizemos um périplo por algumas delas, pela Ordem dos Advogados, Enfermeiros, Engenheiros e Médicos, e chegámos à conclusão de que a maior parte estão contra as medidas da "troika", defendendo sempre as mais-valias destas organizações face aos exageros do mercado.

"As necessidades da justiça não são comparáveis às da alimentação, educação, saúde. As primeiras não podem ser oferecidas de um modo indiscriminado", destaca à VE o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto. Se é certo que a advocacia é uma profissão privada, o seu interesse público exige um núcleo de garantias e daí a interferência do Estado que delega nas ordens este supervisionamento. "O Estado regula as profissões de interesse público, porque se entende que o mercado não as regula, não acautela o interesse inerente a essas profissões", considera. Marinho e Pinto vai, mesmo, mais longe e chama a atenção para a "euforia liberal" que se vive, no momento. "Esta ideia do triunfalismo liberal é a lei da selva, não há preocupações éticas", refere. "Têm de existir entidades públicas capazes de regular o mercado", destaca. Apesar de reconhecer que o mercado é capaz de distinguir entre os bons e os maus, Marinho e Pinto considera "que isto só acontece depois de alguém roubar, no caso dos advogados, de matar, como aconteceria com os médicos ou de envenenar, dando o exemplo dos farmacêuticos".
Marinho e Pinto defende ainda um maior rigor no acesso à profissão de advogado - "não basta um diploma, são precisas competências, é preciso mostrar saber e competências", sublinha -, mostrando-se preocupado com a forma como as universidades olham para os jovens, na sua opinião, não "como alunos, mas como clientes". O bastonário lamenta ainda que a "troika" no momento de auscultação de várias entidades da nossa sociedade tenha optado por ouvir alguns advogados, em vez da Ordem que os representa.
A opinião da bastonária da Ordem dos Enfermeiros vai no mesmo sentido, referindo-se às medidas da "troika". "Pensamos que, dadas as especificidades da saúde e da enfermagem em particular, não fará sentido a transposição destas regras para o este setor, onde a relação entre os prestadores de cuidados de saúde e os utentes têm regras diferentes das do mercado, onde prevalecem os fins lucrativos", considera Maria Augusta Santos. "Não se pode confundir o 'bem saúde' com qualquer bem de consumo pelas implicações que acarreta na vida das pessoas" acrescenta. Para Maria Augusta Sousa não é "ainda de desvalorizar o papel do 'provedor do utente' que os profissionais de saúde assumem quando lidam com pessoas que, neles confiam a decisão de escolher os melhores cuidados que devem ser alvo". Com a garantia, disse ainda, de que esses "cuidados são prestados por profissionais devidamente habilitados", algo que é assegurado pelas ordens profissionais.

Interesse público e responsabilidades em risco

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros considera, por isso, que a ser "concretizada qualquer medida, terá de existir uma prévia clarificação dos pressupostos, evitando-se, assim, generalizações que afetariam o interesse público e as responsabilidades que o Estado delegou na Ordem dos Enfermeiros".
A Ordem dos Engenheiros segue a mesma linha de pensamento. "A ideia de que o mercado resolve todos os problemas é altamente falaciosa, como se vem provando em muitas áreas. Com disposições legislativas e regulamentares que não defendam a exigência de qualificação profissional, o mercado de trabalho da engenharia transforma-se num leilão invertido de qualidade decrescente que não estimula uma engenharia de qualidade, inovadora e geradora de 'produtividade eficiente'", revela à VE o seu bastonário, Carlos Matias Ramos. E este responsável chama a atenção para o exercício da profissão por parte de estrangeiros.
"Os cuidados com a certificação das qualificações dos profissionais nacionais devem ser iguais aos cuidados que se devem ter com o reconhecimento dos profissionais estrangeiros". E acrescenta: "É extremamente difícil vir a exigir responsabilidades à posteriori a estrangeiros não residentes que, apenas, prestam serviços no país de forma pontual." Carlos Matias Ramos fala ainda nas questões de ética e deontologia, afirmando que todos "estes aspetos têm de ser considerados nas atividades, onde está em causa a segurança pública e também a qualidade dos atos como é o caso da engenharia".
Sobre este assunto, a Ordem dos Médicos remete-nos para o estipulado no Decreto-Lei nº 92/2011, de 27 de Julho, onde já vem simplificado o acesso a diversas profissões, através da eliminação de cursos de formação obrigatória, certificados de aptidão profissional ou carteiras profissionais, sem deixar, contudo, de referir que por razões imperiosas de interesse público, podem ser impostos requisitos de qualificações profissionais específicas para o acesso e exercício de determinada profissão.


* Em Portugal as Ordens não são confiáveis basta verificar as tropelias que alguns dos seus associados cometem sem que a justiça ou a própria ordem defenda o cidadão comum e indefeso. O problema é mais antigo e profundo, desde quando é que os portugueses são confiáveis???

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4 - A VIDA DAS ESTRELAS





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ESTA SEMANA NO
"SOL"

Brasileiras são barriga de aluguer 
de portuguesas

Há cada vez mais brasileiras a oferecerem-se para alugar o útero a casais portugueses desesperados a quem a natureza trocou as voltas.

«É simples: falamos a mesma língua, é fácil entendermo-nos», diz Gisele, de Belo Horizonte, mãe de um bebé de 11 meses. «Ao mesmo tempo, o país fica noutro continente. As probabilidades de voltar a encontrar o casal são muito reduzidas».

Desempregada desde que teve um filho, para carregar o bebé de outras pessoas cobra 100 mil reais (cerca de 40 mil euros) – metade no início da gravidez, a outra metade no fim. Não anda longe do preço médio praticado: entre 50 a 100 mil euros.

Enquanto a lei não evolui em Portugal, os negócios entre brasileiras e casais portugueses, hetero ou homossexuais, vão-se sucedendo.

Os médicos confirmam que há cada vez mais casais a quererem experimentar este método, nomeadamente em países europeus onde esta prática é legal. «Já recebi vários e-mails, de casais hetero e homossexuais, que recorreram à maternidade de substituição na Grécia ou em Inglaterra, onde é permitido» – revela o presidente da Comissão Nacional de Ética da Ordem dos Médicos, Miguel Oliveira da Costa, acrescentando: «Em todos os e-mails, os casais lamentavam o facto de não existir essa possibilidade em Portugal».

Esta situação leva os casais a recorrerem cada vez mais a negócios ilegais. Não é difícil encontrar forma de o fazer. Uma simples busca no Google revela sites e fóruns onde mulheres – brasileiras, na sua maioria – se oferecem para ajudar casais a concretizar o sonho de ter filhos. «Nas últimas semanas, tenho sido procurada por imensos casais portugueses. Querem informar-se», diz a brasileira Regina, que decidiu ser mãe de aluguer porque, além de uma filha de cinco anos, tem de cuidar da mãe reformada.

Apesar de também ser proibida a maternidade de substituição no Brasil (excepto nos Estados de São Paulo e de Minas Gerais) entre pessoas sem laços de parentesco, e sempre sem contrapartidas financeiras, há «imensas clínicas que facilitam», desde a fertilização in vitro ao parto. «No Brasil, sempre tem um jeito», garante, por seu lado, Gisele. «Só é preciso arranjar um médico cúmplice», explica.

Por isso, na maioria dos casos, são os portugueses que vão ao Brasil, onde é feito o parto e, com a conivência dos profissionais, o recém-nascido é registado como sendo filho do casal que alugou a barriga. Muitas brasileiras querem que as pessoas com quem fazem os negócios passem os nove meses no Brasil. E apostam em mostrar que são de «confiança» – palavra usada pela maioria que oferece o ventre.

Maria, de 29 anos e mãe de três filhos, quer receber os futuros pais na sua casa e apresentar-lhes o marido, que está de acordo com a opção. E sugere que os casais aluguem uma casa onde ela vive, no Ceará.
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É que todo o processo de aluguer de barriga, garantem as mulheres, é mais fácil do lado de lá do Atlântico. Alexandra diz mesmo que conhece «um ginecologista que faz todo o pré-natal em nome da mãe 'de verdade'».

Depois do parto, numa clínica particular, o bebé já sai com o nome da mãe que pagou. «É só registar. Sem qualquer problema». Para viajar para Portugal, o recém-nascido ganha na embaixada um passaporte e nacionalidade luso-brasileira.

Mas há quem prefira ir ao país de origem dos futuros 'pais'. É o caso de Alexandra, de 36 anos: «Não tenho nada que me prenda. E meus filhos sabem o que eu quero fazer. Além disso, eu adorava conhecer Portugal».


* Útero traficância na maior impunidade...

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Roger Whittaker
Música do assobio





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ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"
 
Viaturas da Eletricidade da Madeira . 
transportam eleitores
Uma queixa apresentada hoje na Comissão Nacional de Eleições diz que há eleitores a serem transportados, ilegalmente, para as mesas de voto, através de veículos da Empresa de Eletricidade da Madeira.

O cabeça de lista do CDS-PP às eleições regionais da Madeira, José Manuel Rodrigues, apresentou hoje queixa, na Comissão Nacional de Eleições (CNE), de que há eleitores a serem transportados, ilegalmente, para as mesas de voto, no concelho da Calheta.

João Almeida, membro da CNE, explica ao Expresso que a reclamação apresentada indica que apenas "alguns eleitores" estão a ser levados a votar, através de veículos da Empresa de Eletricidade da Madeira. A CNE já solicitou a atuação da polícia para verificar situação.

A CNE esclarece ainda que as entidades públicas podem organizar o transporte de eleitores, a título execional, se houver dificuldade no acesso às mesas de voto e deve ser previamente comunicado, para toda a população usufruir do serviço.

Até ao momento não foram registadas mais queixas, estando o ato eleitoral a decorrer sem incidentes.

Hoje mais de 250 mil madeirenses são chamados a votar para escolher uma nova composição da Parlamento da região, que integra 47 deputados, um sufrágio do qual resultará ainda o XI Governo Regional.

A este ato eleitoral concorrem nove forças partidárias, a maior participação de sempre desde 1976.


* São transportados para votar em quem?????

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ESTA SEMANA NA
"ACTIVA"

Campanha nacional sobre Depressão 
percorre o país até dia 29 de outubro
"A depressão dói. Mas pode deixar de doer" é 
uma campanha da Lilly Portugal, com o apoio de diversas sociedades científicas e associações 
de doentes nacionais

No âmbito do Dia Europeu da Depressão, teve início a 29 de setembro, uma campanha nacional sobre aquela que é a perturbação psiquiátrica mais comum. 'A Depressão dói. Mas pode deixar de doer' é uma campanha que tem como objectivo alertar e esclarecer toda a população para os diversos tipos de depressão e desmistificar o estigma que ainda está associado a esta patologia e à doença mental de uma forma geral.

Uma unidade móvel de saúde interactiva vai iniciar um percurso por várias cidades. Com início em Lisboa (29 e 30 de setembro), no Parque das Nações, o roadshow 'No caminho para que deixe de doer' continua em outubro: Santarém (6 e 7), Castelo Branco (14 e 15), Viseu (21 e 22) e Porto (28 e 29), entre as 9h e as 19h. Procurar ajuda especializada é fundamental para diagnosticar e tratar os sintomas emocionais e físicos associados a uma doença cuja prevalência está a aumentar em Portugal.

Através de conteúdos interactivos simples e didácticos, qualquer pessoa pode ficar a saber o que é a depressão, como se manifesta e quais os sintomas associados, o impacto no quotidiano familiar e profissional, visitar as regiões do cérebro envolvidas na depressão, responder a um auto diagnóstico que pode ser impresso para levar ao médico de família e visualizar pequenos filmes com situações de quadros depressivos. No website www.adepressaodoi.pt a actualização sobre esta iniciativa será diária.


*Uma excelente campanha de apoio humanitário. Mas Portugal inteiro está doente.

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KEUKENHOF
O maior jardim do mundo




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ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"

Ex-ministros que ficaram ricos 
com a política

Pina Moura, Armando Vara e Dias Loureiro. Todos eles foram ministros, todos eles tinham salários modestos antes de chegarem ao Governo e todos eles acabaram por fazer carreira no mundo empresarial, aumentando o rendimento anual para valores acima dos cinco dígitos

Os números não deixam dúvidas e constam no livro ‘Como os políticos enriquecem em Portugal’, do jornalista do CM António Sérgio Azenha. A obra ilustra os casos de 15 ex-governantes que multiplicaram os rendimentos depois de saírem do Governo. E as fontes são duas: declarações de rendimentos entregues pelos próprios no Tribunal Constitucional e remunerações anuais referidas nos relatórios de governo nas sociedades onde trabalham.

"De todos os governantes que ingressaram em empresas privadas e públicas depois de terem sido ministros ou secretários de Estado, Joaquim Pina Moura é, provavelmente, o caso mais exemplar de como a carreira política pode ser uma experiência decisiva para a valorização da carreira profissional e consequente prosperidade pessoal", lê-se no livro que é lançado na terça-feira.

Antes de ingressar no Governo de António Guterres em 1995, Pina Moura declarou 22 814 euros, em 1994. E em 2006, após ter saído do Governo, "apresentou um rendimento anual de 697 338 euros". Em 12 anos, o seu rendimento anual sofreu "um aumento de 2956%", diz o livro.

Manuel Dias Loureiro, ex-ministro da Administração Interna de Cavaco Silva, terá ganho como ministro, em 1994, quase 65 mil euros. Em 2001, já como trabalhador independente, declarou 861 366 euros. Em sete anos, "a sua remuneração anual aumentou 1225%"

Armando Vara, ex-secretário de Estado e ministro de Guterres, é um caso semelhante: em 16 anos, passou de um rendimento anual de 59 486 euros em conjunto com a mulher, em 1994, para 822 193 euros, em 2010. Foi, segundo o livro, um aumento de 1282% na remuneração anual.

'CASO BPN' AFASTOU CONSELHEIRO

Depois de ter saído do Governo, Dias Loureiro aceitou o convite de José Roquette para trabalhar na Plêiade, sociedade que seria adquirida pelo Grupo SLN/BPN, à época liderado por Oliveira e Costa, em 2000.
O ‘caso BPN’, cuja investigação ainda decorre, contribuiu para a demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado no final de Maio de 2009.


* Estes meninos servem de amostragem para o baile mandado em que estamos.

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ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

Sobreviventes de cancro 
vão aumentar 42% até 2020
O número de sobreviventes de cancro maiores de 65 anos aumentará 42% na próxima década, segundo um estudo da Associação Americana para a Investigação do Cancro


"Esperamos um aumento dramático no número de seniores sobreviventes que foram diagnosticados ou que têm um historial de cancro", disse Júlia Rowland, do Instituto Nacional Contra o Cancro (NCI, na sigla inglesa), e uma das autoras do estudo publicado em outubro na revista da Associação Americana para a Investigação do Cancro.

A responsável considerou que o facto da população com mais de 65 anos ser atualmente mais saudável do que nas gerações anteriores, assim como o desenvolvimento das novas tecnologias ajudam a uma melhor comunicação e acompanhamento da doença.


* Uma boa notícia da luta contra esta tenebrosa doença

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4 - DESENHOS . . .









2 - AQUÁRIOS



AS CORES DE MADRID








Movimentos da Terra



Veja em ecrã total
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E DE SÚBITO….



Um guarda redes marca um penalty na baliza adversária, no regresso à sua baliza sofre um golo pois no percurso demora muito a festejar....

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8 - VULTOS DA CULTURA DA TERCEIRA REPÚBLICA »»» artur bual


Artur Bual (Lisboa, 1926 - Amadora, 1999) foi um artista plástico português que influenciou de forma determinante a arte em Portugal na segunda metade do século XX.

Embora escultor e ceramista, é como pintor gestualista que a sua obra artistica é mais reconhecida. Realizou diversas exposições em Portugal e no estrangeiro. Está representado em diversas colecções: Palácio da Justiça de Lisboa, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Museus Nacionais, Câmaras Municipais, Centro de Formação Profissional de Pegões, Governo Regional dos Açores, etc. Executou diversos frescos em doze capelas,

Pintura

Na sua tese "L'Art dans la Société Portugaise au XX ème Siecle", apresentada há cerca de trinta anos na secção de Ciências Sociais da Ecole des Hautes Études, de Paris, José-Augusto França citava nove pintores representativos das várias tendências do abstraccionismo na pintura portuguesa, entre os quais como iniciador do gestualismo, Artur Bual. Os outros eram Vespeira, Fernando Azevedo, Fernando Lanhas, Nadir Afonso, Joaquim Rodrigo, Menez, João Vieira e D'Assumpção, citados por esta ordem.

Hoje, à distancia de três décadas, é provável que as nove tendências representadas por estes pintores pudessem passar, por exemplo a três, e que alguns deles (dos pintores) pudessem ser substituídos por outros, ou que a lista pudesse " ser aumentada ou reduzida. Em arte, o tempo é como o Sol no seu giro diurno, projecta a sua luz sobre as coisas iluminando-as sucessivamente sob ângulos diferentes, fazendo sobressair perfis antes obscuros e ensombrando outros alterando o jogo de claro-escuro do fundo onde as coisas (que estão sempre no mesmo lugar) parecem mover-se.
Aquilino

Em qualquer caso, porém, uma lista de pintores historicamente representativos das várias tendências da pintura abstracta em Portugal seria sempre incompleta sem o nome de Bual. (Isto independentemente do juízo de valor que se queira fazer sobre um dos maiores pintores portugueses desta segunda metade do século). A razão é que a pintura de Bual é a primeira, e ainda a mais importante, referência do gestualismo na pintura portuguesa.

Com efeito, o gestualismo principiou na pintura portuguesa em 1958 com Artur Bual e foi na obra deste pintor que atingiu, e mantém ainda, a sua mais alta expressão estética.

Bual aparece no meio artístico português nos anos 50. Um tempo de alguns equívocos mas também de intensa ebulição criativa, em que a arte abstracta, até ali dispersa, passa a ser vista como uma vanguarda entre / ou contra, o Neo-Realismo e o Surrealismo, que eram, desde o final da II Guerra Mundial, os movimentos modernos que agitavam mais alto as bandeiras. O seu nome figura entre os dos artistas abstractos de Portugal que a Galeria de Março, (1952-54) reuniu "em parada completa pela primeira vez" em Abril de 1954 num I Salão de Arte Abstracta organizado pelo historiador e crítico de arte referido no começo destas linhas, mas a sua pintura não tinha ainda encontrado nessa altura, um rumo próprio: o abstraccionismo, conquanto provável no seu horizonte, não constituía senão uma tendência. Bual não tinha qualquer filiação estética especialmente nominável e quanto à sua posição em face da questão do momento: "o que era ser figurativo ou não figurativo?" tanto não rejeitava como também não se submetia à representação do real.

O que na verdade a sua pintura tendia a representar (isso o ia levar, justamente, ao gestualismo) era o próprio acto de pintar.

Entretanto, quadros seus iam sendo vistos nas principais "colectivas" da época (as Gerais de Artes Plásticas da S.N.B.A., varias exposições da Galeria Pórtico a I Exposição de Artes Plásticas da Fundação C. Gulbenkian. etc.), até que em 1958 é exibida, no I Salão de Arte Moderna da S.N.B.A., a sua primeira pintura gestual.
Obra pública

Essa pintura evidenciou-se entre as melhores ali expostas e, de certa forma em oposição a elas pelo seu ineditismo no panorama artístico português, onde "os grupos adstritos aos jovens pintores" ainda procuravam comprovar o abstraccionismo pela "razão primogénita da espécie", isto é, folheando álbuns de Paul Klee, Kandinsky, Malevitch e, "em casos mais desesperados", de Mondrian, todos já iluminados pela luz perpétua da história.

A expressão "em oposição a", referindo à primeira pintura gestual de Artur Bual, vem numa critica de J.A. França publicada na altura, onde aquele crítico salientava "a coragem de navegar no mar alto" que Bual tinha atingido com a sua nova maneira de pintar e apontava o que a distinguia no conjunto do Salão: "um expressionismo cuja potência cenográfica se encontra(va) com a de uma corrente não figurativa de génese americana e pouca compreensão europeia".

Essa corrente americana era o expressionismo abstracto que tinha, por sua vez, génese europeia (Hartung, Wols, Soulages, por exemplo), mas havia adquirido grande relevo na América com Tobey, Kline e Pollock, entre outros.

 Prémios
O último voo

- 3° Prémio da Exposição “Um Americano em Paris” - M.G.M. em 1952;

- Prémio Nacional Amadeo de Souza Cardoso em 1959;

- 3º Prémio do Sindicato dos Críticos de Arte na I Bienal de Paris em 1959;

- 1º Prémio do II Salão de Arte Moderna da Junta de Turismo da Costa do Sol em 1964;

- 2º Prémio do Concurso de Pintura da BP em 1966;

- Prémio Artes Plásticas das Revistas “Eles e Elas” e “Nova Gente” em 1983 e 1984;

- Prémio MAC´Carreira em 1997 - Movimento Arte Contemporânea.

 Colaboração de Ilustração

Tomou parte nos Encontros Inter-nacionais de Arte Caldas da Rainha e Bienal de Cerveira, organizados pelo Grupo Alvarez ;
DESENHOS

Com Carlos Avilez e Francisco Relógio, colaborou, como director plástico em várias cenografias levadas à cena no Teatro Experimental de Cascais[1] e do Porto.

Foi director gráfico da revista de arte e letras “Contravento”.

Executou painéis-mosaico para a estação da CP da Amadora e para o Metropolitano de Lisboa.

Ilustrou os livros “Instinto Supremo” de Ferreira de Castro, “As Alegres Noites de Um Boticário” de Miguel Barbosa e “Rencontre avec culture Portugaise” (Nov./91 - Paris).

 Citado em

- Pintura e Pintores etc. - Fernando Guedes ;

- Dicionário da Pintura Universal – Estúdios Cor ;

- Abstract Painting - Harryn, Abrarns, Ins., Publishers, New York;

- Art – Larousse;

- Koogan Larousse, Selecções;

- Dicionário dos Pintores e Escultores Portugueses - Fernando Pamplona;

- Arte Moderna e Contemporânea Portuguesa - 1900 a 1979 - Dictionaire Grolier;

- Portuguese 20th Century Artist – Londres;

- História de Arte Contemporânea por José-Augusto França.


 Exposicões individuais e colectivas

Os amigos e pintura

Entre 1952 e 1999 participou a título individual ou colectivo em mais de 60 exposições em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em França, no Brasil, nos EUA, na Holanda, na Bélgica, em Espanha e na Checoslováquia. A lista completa e detalhada de exposições encontra-se disponível no site do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual

WIKIPÉDIA 

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ALJUSTREL
DISTRITO DE BEJA



Aljustrel é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, com cerca de 5 600 habitantes.

 Situado no coração do Baixo Alentejo (no distrito de Beja), o concelho de Aljustrel ocupa uma superfície de 458 Km2, com cerca de 10 mil habitantes, administrativamente repartido por cinco freguesias: Aljustrel, Ervidel, Messejana, Rio de Moinhos e São João de Negrilhos.
A vastidão dos seus campos e a planície a perder de vista caracterizam este concelho, cuja sede é considerada uma das mais antigas povoações de Portugal.

Duas colinas, um vale, casario em socalcos, paisagem a perder de vista e um passado milenar. É Aljustrel, do alto da Senhora do Castelo.

Câmara Municipal

Estamos em pleno Baixo Alentejo. E o forasteiro que aqui se desloca, olha à sua volta e deslumbra-se com a imensidão dos campos, o oceano das paisagens, a planície a perder de vista.
Aljustrel, antiga cidade romana de Vipasca, denominada Albasturil pelos árabes aos quais foi conquistada em 1234, no reinado de D. Sancho II, por D. Paio Peres Correia e os cavaleiros da Ordem de Santiago de Espada. Como recompensa, o monarca fez-lhes doação desta praça e de uma vastíssima área, a qual viria a ser confirmada por D. Afonso III. Teve o primeiro foral, em 16 de Janeiro de 1252, outorgado pela Ordem de Santiago então donatária deste território. Posteriormente, D. Manuel I concedeu Foral Novo a esta vila em 20 de Setembro de 1510.
Nos últimos dois séculos, a rudeza da actividade de extracção mineira envolveu completamente toda esta região, moldando-lhe os hábitos e as tradições, ditando-lhe a maior ou menor grandeza do ganha-pão, o bulício do dia-a-dia.

Igreja da Misericórdia

Conhecida desde tempos imemoriais pelas suas jazidas minerais, não há certezas quanto à época em que estas terão começado a ser sistematicamente exploradas. Contudo, as diversas ocupações aqui existentes, desde a Idade do Cobre, apontam para que a exploração tenha começado, de forma incipiente, 3 000 anos antes de Cristo.
É com a ocupação romana entre os sécs. I e IV d.C. que se inicia a exploração em larga escala do minério, que era fundido no local e posteriormente transportado para Roma.
Deste período existem numerosos vestígios, nomeadamente poços de mina no “Chapéu de Ferro” de Algares e diversos escoriais entre Algares e a ribeira de Feitais, onde foram encontradas duas placas de bronze, que contêm as normas que regiam aquele Couto Mineiro, então designado por Vicus Vipascensis.
Igreja Matriz

Após a ocupação romana, estas minas deixaram de ser exploradas intensivamente, tendo sido retomada a actividade mineira em larga escala em 1849.
Até aos nossos dias passou por sucessivos altos e baixos, representando as décadas de 60/70 do séc. XX o último grande pico da actividade mineira do concelho. Embora temporariamente desactivada entre 1993 e 2005, a mina voltou a iniciar a sua produção recentemente, constituindo-se, a par da agricultura de regadio potenciada pelo perímetro de rega do Roxo, recentemente alargado por via da ligação entre a Albufeira do Roxo e a de Alqueva, como um importante património económico e cultural desta região.


HISTÓRIA

SOCIAL E POLÍTICA


No território que hoje é o concelho de Aljustrel está documentada a passagem de grupos de caçadores-recolectores do Paleolítico. Contudo, os primeiros registos arqueológicos de inicio de povoamento remontam a finais do 3º milénio a.C. e situam-se no morro de Nª Sr.ª do Castelo, uma comunidade que já se dedicava à extracção e metalurgia do cobre. 


E foi o cobre e a riqueza dos seus solos agrícolas que fizeram com que, a partir daí, a ocupação do território se tenha processado de forma ininterrupta, tendo-se recolhido vestígios de todos os períodos pré-históricos.

Com a chegada dos romanos em finais do séc. I a.C., a exploração mineira sofreu um grande impulso com uma exploração bastante intensiva. Deste período recolheram-se inúmeros vestígios dessa actividade para além de outros da vida quotidiana das populações. Foram também encontrados dois textos jurídicos gravados em bronze e que representam os mais antigos textos legislativos conhecidos no nosso país que, embora incompletos, foram exaustivamente estudados por investigadores nacionais e estrangeiros, bem como os restos de uma oficina metalúrgica onde se processava o tratamento do minério e também ruínas de habitações da povoação que se denominava Vipasca.
Após o declínio e queda do Império Romano outros povos por aqui terão passado, embora sem deixar a sua marca, uma vez que aqui não se fixaram. Até que no séc. IX, com o domínio muçulmano da Península Ibérica, começam aqui a fixar-se comunidades mouras, vindas principalmente do norte de África e o lugar passa a denominar-se Albasturil. Constroem um Castelo de taipa, no séc. XI, que se mantém funcional até à reconquista cristã em 1234. A praça foi conquistada pelos cavaleiros da Ordem Militar de Santiago da Espada a quem o rei D. Sancho II faz a doação dos territórios conquistados, com excepção dos rendimentos das minas e das termas de S. João do Deserto.

Gentílico aljustrelense, vispascense
Área 455,66 km²
População 9 460 hab. (2009[1])
Densidade populacional 20,76 hab./km²
N.º de freguesias 5
Presidente da
Câmara Municipal
Não disponível
Fundação do município
(ou foral)
1252
Região (NUTS II) Alentejo
Sub-região (NUTS III) Baixo Alentejo
Distrito Beja
Antiga província Baixo Alentejo
Orago Santa Bárbara
Feriado municipal 13 de Junho
Código postal 7600 Aljustrel
Endereço dos
Paços do Concelho
Não disponível
Sítio oficial CM Aljustrel
Endereço de
correio electrónico


A partir de 1252 o concelho de Aljustrel assume forma jurídica com a atribuição de Carta de Foral, outorgada pela Ordem de Santiago, e confirmada pelo rei D. Afonso III, sendo referida nos textos como Aliustre. Em Setembro de 1510 recebe nova Carta de Foral atribuída por D. Manuel I.


Em 1836 o concelho de Aljustrel vê aumentada a sua área, com a inclusão da freguesia de Ervidel, e em 1855 sofre nova alteração com a anexação de parte do extinto concelho de Messejana. Mais tarde, em 1871, acaba também por ser extinto o concelho de Aljustrel, embora por um curto período de três anos. Em 1910, Aljustrel adere de imediato à República, tendo sido um membro ilustre de Aljustrel, o Dr. Manuel de Brito Camacho, médico, jornalista, politico, deputado e ministro, um dos principais líderes do movimento republicano.



DA MINERAÇÃO

A exploração de metais em Aljustrel, a mineração e a metalurgia, tiveram início em finais do 3º milénio a.C., durante a Idade do Cobre, tendo sido recolhidos materiais que o comprovam no morro de Nº Srª do Castelo, local onde se situava o povoado desse período. Este local está equidistante dos potentes chapéus de ferro de Algares e S. João do Deserto, sítios onde teria lugar a exploração mineira.
A ocupação da Idade do Bronze situava-se no morro de Mangancha, mais próximo dos filões de S. João do Deserto. Estando a investigação deste local ainda em curso, não podemos avançar muito mais considerandos sobre a exploração mineira neste período.
Em finais do séc. I a.C. tem inicio no morro de Mangancha a ocupação romana, tudo indicando que aí se terá instalado uma guarnição militar que terá dado início à exploração mineira e à construção de um novo povoado, Vipasca, situado mais próximo de Algares e com fácil acesso, no local hoje conhecido como Valdoca ou Vale da Oca. Esta exploração mineira durou até ao séc. IV d.C., com oscilações na produção coincidentes com as crises do Império, sendo então abandonada, pelo menos com o carácter industrial com que até aí tinha tido lugar.

Lavaria do minério
Só voltamos a encontrar referência à existência de uma mina no Foral de 1252, em que a Ordem de Santiago da Espada reserva para si os rendimentos da mina, porventura um sinal de que a mina continuava a produzir. Mais tarde, inicio do séc. XVI, no rol de minas existentes no país do Regulamento Mineiro de Ayres do Quintal, vem mencionada a mina de Aljustrel. Em meados do mesmo século, num documento de D. João III, refere-se a existência em Aljustrel de um funcionário régio que afinava e vendia aos pintores, um pigmento conhecido como Azul de Aljustrel.
Novo hiato cronológico e, em 1848, é atribuída a primeira concessão de exploração mineira em Aljustrel a um cidadão espanhol, Sebastião Gargamala, que poucos trabalhos efectuou perdendo, assim, a concessão. A mesma é então atribuída à Lusitanian Mining Company que também só labora durante dois anos, pelo que a concessão é então transferida para uma firma portuguesa, a Companhia de Mineração Transtagana, que dá inicio a uma exploração em grande escala, durante quinze anos, com introdução de transporte ferroviário e tratamento do minério. Devido a uma conjuntura desfavorável no mercado internacional, a empresa acaba por falir e a concessão passa para a casa bancária Fonseca, Santos & Vianna. Este banco vai-se associar a uma empresa belga e criar a Société Anonyme Belge des Mines d’Aljustrel, que vai explorar a mina até 1975, embora ao longo da sua existência se tenha associado com novos parceiros e assumido outras designações.
Em 1975 a empresa é nacionalizada passando a designar-se Pirites Alentejanas, nome que perdurou até 2009, embora tenha mudado diversas vezes de dono. Actualmente pertence novamente a um grupo português (Martifer) assumindo o nome de Almina - Minas do Alentejo.

PATRIMÓNIO


Património Arqueológico

Aljustrel possui diversos sítios arqueológicos em fase de estudo, abrangendo diversos períodos cronológicos, dois deles classificados como Imóvel de Interesse Público, o Castelo de Aljustrel e o Castro de Mangancha, mas que ainda não se encontram visitáveis.
Castelo


Património construído na vila de Aljustrel

A vila de Aljustrel possuía diversos templos, principalmente ermidas e capelas, no entanto, algumas foram desaparecendo, caso das capelas de St.º António e do St.º Espírito, no casco histórico, e das ermidas de S. Pedro e de S. Bartolomeu, situadas nos arredores.
Dos templos que restaram destacamos, a ermida de Nª Sr.ª do Castelo, construção do séc. XIV que sofreu algumas alterações ao longo dos tempos. O corpo central será original, mas a capela-mor e sacristia bem como o nártex são posteriores. Levou algumas obras de vulto depois do sismo de 1755 que a deixou em mau estado. Encontra-se forrada de azulejos do séc. XVII e possui pinturas no tecto, embora estas estejam, na quase totalidade, cobertas por diversas camadas de cal.
Ermida

A Igreja de S. Salvador (Matriz), templo de inícios de séc. XV mandado construir pela Ordem de Santiago e que possui a maior nave em abóbada do Alentejo, apenas suportada pelas paredes laterais. Possui também dois painéis de azulejos de Sebastião del Barco, no altar-mor e numa capela lateral.
A Igreja da Misericórdia, de inícios do séc. XVIII, situada na Praça 13 de Janeiro.

Património construído na vila de Messejana
A Igreja de Santa Maria, do séc. XV, na rua que dá acesso ao antigo castelo;
A Ermida/Igreja de Nª Sr.ª da Assunção, situada fora da vila, obra do séc. XVIII, inspirada no Barroco brasileiro e que sucedeu nesse local a uma ermida do séc. XV derrubada com o terramoto de 1755.
Na Praça 1 de Julho desta vila podemos observar o antigo Solar da família Velho da Costa, que deverá ser do séc. XVI, a Igreja da Misericórdia, de inícios do séc. XVI e ainda outro monumento classificado como Imóvel de Interesse Público, o Pelourinho da Vila, de estilo manuelino.

Património Mineiro

Possui a mina de Aljustrel algumas instalações industriais mineiras já desactivadas, que são testemunho único de práticas mineiras que vêm do séc. XIX, com imenso património móvel e imóvel, de arqueologia clássica e industrial, com valor histórico e patrimonial e que urge preservar uma vez que já não existe em mais nenhuma mina da Faixa Piritosa Ibérica.
Do património mineiro ainda existente são de realçar as instalações da antiga cementação com edifícios anexos, onde se obtinha cobre a partir da sucata de ferro e das águas que vinham do interior da mina, da central eléctrica, uma das mais antigas do Baixo Alentejo e que chegou a fornecer energia a localidades vizinhas, dos malacates (elevadores) com os respectivos edifícios adjacentes por onde subiam e desciam homens, máquinas e minério até às profundezas da terra, a sala dos compressores, hoje musealizada e onde era produzido o ar comprimido para os trabalhos mineiros. 

Trata-se de vestígios de um tipo de mineração já desactualizado nos dias de hoje, mas que foi utilizado durante muitas décadas nas minas de Aljustrel e da Faixa Piritosa e de que já não existem vestígios nas outras minas o que, de algum modo, valoriza estes equipamentos. Deverá realçar-se a existência de muitos vestígios arqueológicos que ainda não foram postos a descoberto, embora se encontrem referenciados e possam vir a ser intervencionados posteriormente.
O património móvel está representado por duas componentes: os materiais de arqueologia clássica e os de arqueologia industrial. Enquanto os primeiros estão salvaguardados no Museu Municipal de Arqueologia, os segundos encontram-se dispersos pelo couto mineiro, com as locomotivas antigas e as vagonas, que se encontram ao ar livre, a necessitarem de alguma atenção. De referir que das locomotivas ainda existentes, umas eram utilizadas em trabalhos de superfície e outras no interior das galerias da mina.

 Património Natural 

O coberto vegetal e a fauna de Aljustrel não diferem muito da região envolvente: um relevo ligeiramente ondulado de campos nus e pouco arborizados são a marca desta paisagem. As árvores predominantes são a azinheira e a oliveira: a primeira geralmente formando montados muito abertos e a segunda em plantações mais fechadas e organizadas.

Nos terrenos incultos ou de pousio a vegetação herbácea predomina, onde os gados pastam e as abelhas zubem. São estes espaços que formam as lindíssimas manchas amarelas, roxas ou brancas da Primavera. É nestas paisagens que podemos encontrar mamíferos como o coelho, a lebre ou a raposa. Mas também uma vasta população de passeriformes. Ou animais mais emblemáticos como o javali, cegonha e algumas aves de rapina. Alguns destes animais acolhem-se durante o dia nos matos como refúgio.

Uma faixa sul do concelho de Aljustrel é abrangida pela Zona de Protecção Especial de Castro Verde. É a chamada Estepe Cerealífera, uma paisagem humanizada com um menor coberto arbóreo. Aqui se podem observar aves como a abetarda, o sisão ou o rolieiro.

Outra paisagem radicalmente diferente e a que corresponde uma diferente biodiversidade é a zona mineira: com vegetação quase inexistente há, por exemplo, morcegos que se refugiam nas galerias e fendas das rochas, o peneireiro que faz o seu ninho nas paredes das pedreiras ou o abelharuco nas barreiras e taludes.

Património Rural e Etnográfico

O mundo rural tradicional, do concelho de Aljustrel e de toda esta região, é dominado pelas searas e pelo montado. E pelos montes, conjuntos de construções para residência dos proprietários e de alguns assalariados contratados, mas que também inclui ramadas, palheiros, armazéns e arrumos vários. Enfim, o necessário para a gestão da propriedade. Domínio das grandes herdades tem no trabalho duro dos campos a sua identidade: o cereal e o gado. Nalguns casos o olival e a vinha.

A cadência cíclica de trabalho e de falta dele, os ranchos que seguem o trabalho disponível, os malteses e os almocreves, os “moirais”, boieiros e porqueiros constituem uma paisagem humana que caracteriza este mundo rural. E é este conjunto de homens e mulheres que constroem esta paisagem e que faz este mundo rural.

Desde meados do século passado que esta realidade começou a mudar. Pela expansão da mecanização dos campos e a alternativa das zonas industriais que levou muitos a ir para as cidades. Pela alteração das relações de trabalho e a melhoria do nível de vida. Pela introdução de novas culturas e de novos modelos de gestão das explorações. E também a barragem do Roxo que, há mais de 40 anos, criou cinco mil hectares de regadio no concelho de Aljustrel que também já fazem parte da nossa história. Tudo isto são factores que têm introduzido alterações na vida dos campos.

Mas isto é a sociedade a fazer o seu percurso histórico normal. E ainda bem que assim é. E é esta caminhada histórica que marca a diversidade do nosso património rural.
Para além dos pólos museológicos existentes ou em implementação (Núcleo Rural de Ervidel, Moinho de Vento e Núcleo Rural de Aljustrel, todos do Museu Municipal), o nosso património rural é marcado pela existência simultânea de traços da tradicionalidade e de modos e formas novas desta actividade. É esta riqueza e diversidade que fazem de Aljustrel um concelho em que as searas a ondular ao vento coexistem com campos a perder de vista com as flores imensas do girassol. É assim que se constrói o património.

 Património Gastronómico

A gastronomia regional alentejana é extremamente rica e variada. Condicionada pela escassez de meios, os alentejanos tiveram de ser criativos: a base da gastronomia sul-alentejana são o pão, a água e os temperos.


Mas, o que faz a diferença é o bom pão alentejano, com fermento da massa e cozido em forno de lenha; os condimentos e ervas aromáticas de que se destacam a hortelã da ribeira, os orégãos, os coentros, a hortelã, a salsa de preferência acabados de apanhar no quintal; a qualidade dos ingredientes. E, sobretudo, a arte velha de gerações, da confecção.

Estes factores juntos completam um todo que produz resultados conhecidos: os gaspachos (que também podem ser vinagradas ou lavadas), as migas, as açordas, os cozidos de grão e de feijão e as sopas e ensopados serão alguns dos pratos mais característicos da nossa cozinha tradicional.

Em Aljustrel pode ainda encontrar, num dos seus restaurantes, um prato que é já muito raro: feijão com molhinhos. Certifique-se que o prato está disponível nesse dia ou encomende, e prove. Depois diga-nos o que achou.

Já agora, ressalve-se um detalhe: sopa e sopas não são a mesma coisa. A sopa é, em geral, de legumes e é uma boa entrada para uma refeição. As sopas alentejanas são pratos quentes que, sendo caldosos, são vertidos sobre fatias de pão. Mas do bom, senão desfazem-se e não sabem a nada.

Destaque-se ainda que na cozinha regional alentejana existem muitos pratos que, tradicionalmente, ou não têm carne nem peixe, ou em que estes podem ser abolidos sem perda das suas qualidades. Alguns exemplos: o gaspacho, prato de Verão que se come frio e que acompanha, mais comummente, peixe frito ou presunto, pode acompanhar, como há algumas décadas atrás para a maior parte dos trabalhadores rurais, azeitonas; as célebres e saborosas sopas de tomate, que não têm carne nem peixe, podem ser confeccionadas com azeite em substituição da banha; os pratos tradicionalmente designados por «de azeite e vinagre» não incluem carne nem peixe; as açordas podem levar só ovo.

Muitos destes pratos pode encontrá-los nos restaurantes de Aljustrel, uns estão normalmente na lista, outros só por encomenda.

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