quinta-feira, 6 de outubro de 2011

- UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA


"Mulher que é mulher gosta de carinho...
Vestido carinho, sapato carinho, restaurante carinho, carro carinho...
e tem horror a barata...
roupa barata, viagem barata, jóia barata, comida barata..."
2 - O PUDOR DO NÚ











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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"


Empregadas obrigadas a levar cartaz 
ao pescoço para irem ao WC

Funcionárias de um grupo de empresas espanhol denunciaram, à Inspecção do Trabalho, a "humilhação" de serem obrigadas a levar um cartaz ao pescoço dizendo "casa de banho" sempre que sentem necessidade de ir ao WC.


As mulheres trabalham para empresas de embalagens de fruta do grupo "El Ciruelo" situadas em duas povoações de Múrcia. Fartas da humilhação, as mulheres saíram publicamente em protesto, apoiadas pelas organizações sindicais.

De acordo com as denúncias, as empresas obrigam as mulheres que queiram ir à casa de banho a pedirem autorização a uma encarregada. A esta compete dar às funcionárias um cartaz vermelho, no qual se lê "aseo" (casa de banho, em espanhol), que as mesmas são obrigadas a colocar ao pescoço enquanto aguardam a permissão. Note-se que existem apenas três cartazes para mais de 400 trabalhadoras, o que, muitas vezes, obriga a tempos de espera dilatados.

Uma vez dada a autorização, as mulheres têm apenas cinco minutos para usar a casa de banho. Caso demorem mais tempo, é-lhes descontado 30 minutos no final do dia de trabalho.

De acordo com as denunciantes, muitas mulheres deixam de beber líquidos para evitar a necessidade de irem à casa de banho.

Para o secretário-geral da UGT de Múrcia, António Jiménez, as normas das empresas são "uma vergonha, uma violação dos direitos dos trabalhadores e uma humilhação enorme para as trabalhadoras".


Aquela central acusa, igualmente, o grupo empresarial de obrigar as mulheres a jornadas de 12 horas de trabalho com apenas meia hora de descanso.

Em resposta, a administração do grupo afirma que o referido cartaz não tem de ser usado ao pescoço, mas pode ser levado na mão ou num bolso. E que está a ser utilizado para regular as idas à casa de banho enquanto não está pronto a funcionar um sistema de "semáforo".


* Democráticamente escabrosos

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O TROCO





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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"


Barroso: Resgate financeiro aos bancos já custou quatro biliões de euros desde 2008

Os resgates financeiros aos bancos da União Europeia já custaram, desde 2008, quatro biliões de euros, disse hoje o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

"No total, já gastámos mais de quatro biliões de euros", 500 mil milhões dos quais em ajudas directas para os bancos, valor a que acrescem garantias e outras ajudas, disse Durão Barroso, numa entrevista ao programa I Talk no canal Worldview, transmitida na plataforma YouTube e também na Eurovisão.

O líder do executivo comunitário disse também que os Estados têm que controlar a despesa, mas reconheceu, no entanto, que a crise da dívida soberana deveria ter sido atacada mais cedo.

"Os países, como as empresas e as pessoas, não podem viver muito tempo acima das suas possibilidades", referiu.

Durão Barroso acrescentou também que a UE deveria ter atuado mais cedo, mas salientou que só agora há os instrumentos necessários, exemplificando com o reforço dos poderes do Eurostat.

"Vamos sair desta crise mais fortes", reiterou, acrescentando que os 27 Estados-membros têm que aprofundar a cooperação: "Num mundo globalizado precisamos de uma Europa mais integrada", sublinhou.

As perguntas da entrevista, com a duração de meia hora, foram as mais votadas entre as colocadas pelos interessados no canal Worldview, incluindo algumas em vídeo, e versaram sobre temas tão variados como o combate ao desemprego, o alargamento da União, a eutanásia e o casamento homossexual.


* Apesar de nos emprestarem "dinheiro caro" os bancos estão tesos, as administrações vivem à grande e nós sustentamo-las.


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VAMOS DANÇAR
 SAMBA




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HOJE NO
"DESTAK"
Dor: 
Um exemplo vindo do Sul
Portugal é um dos poucos países da União Europeia 
que tem um Programa Nacional de luta contra a Dor.

É difícil fugir-lhe, tornando-se presença constante no dia-a-dia de milhões de pessoas. Um fantasma que ensombra os bons momentos e alimenta os maus. Os que dela sofrem são privados da normalidade, condicionados no trabalho, em casa, na rua. No entanto, a dor continua a ser definida como um sintoma, tardando o reconhecimento do seu estatuto de doença. Numa Europa onde poucos são os países com um plano nacional que contemple a dor, Portugal destaca-se como um exemplo a seguir.

«Não foi fácil», admitiu perante uma plateia surpreendida Beatriz Craveiro Lopes, coordenadora da Unidade de Dor do Hospital Garcia de Orta, em Almada, convidada de um simpósio sobre o impacto social da dor. No Centro de Congressos de Hamburgo, na Alemanha, no decorrer de um congresso que reuniu cerca de quatro mil especialistas e onde o Destak esteve presente, a médica deu conta das dificuldades: «É preciso ter muita paixão, acreditar e ter fé.»

Portugal destaca-se ainda como um dos poucos países da União Europeia em que a dor é vista como prioridade no Serviço Nacional de Saúde. «Começámos há 12 anos e, desde então, foi preciso falar, falar, falar muito», explicou a médica nacional, que não escondeu a preocupação com o impacto da crise nesta área. «O que vai acontecer no futuro é a grande questão», acrescentou. «Não sabemos qual vai ser o impacto da crise, mas estamos optimistas.»

O que nos faz falta

Com um acesso dos doentes ao tratamento da dor, que coloca o País numa posição confortável, Portugal acaba por falhar a vários outros níveis. Primeiro, a dor não é tema de estudo nas escolas médicas; depois, o País não dispõe de um programa de educação para o público em geral que, entre outras coisas, passe a mensagem de que o acesso ao tratamento da dor é um direito. Finalmente, não tem também investigação financiada pelas autoridades de saúde.
A informação resulta de uma avaliação dos progressos neste campo, levada a cabo pela Federação Europeia das Associações para o Estudo da Dor (EFIC), anfitriã do congresso, que permite identificar «o estado actual» da situação na Europa.

Estatuto devido

Reconhecer à dor o estatuto de doença foi um pedido recorrente em Hamburgo. Um reconhecimento que, dizem os especialistas, já tarda. Dez anos depois da Declaração de Montreal, que tornou o acesso ao tratamento da dor uma obrigação dos serviços de saúde, «as acções foram limitadas e a exposição não muito grande», afirmou Hans Kress, presidente da EFIC. «É preciso fazer mais», reforça, definindo uma meta: «Colocar a dor na agenda dos políticos.»

E embora há cerca de duas semanas, numa resolução adoptada a propósito das doenças não infecciosas, o Parlamento Europeu tenha feito o reconhecimento da relevância da dor crónica, indicando a necessidade urgente de ser tida em conta, «ela continua a ser vista como um sintoma», acrescentou a mesma fonte. «Este é, sem dúvida, um passo, mas há muitos mais para dar.»

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Algumas respostas, muitas questões

O que é a dor crónica?

Definida como um estado persistente de dor, em que a causa não pode ser removida ou tratada, torna-se uma doença, ao contrário da dor aguda, que tem a função de aviso e protecção no organismo.

Quais são os diferentes tipos de dor crónica?

Entre os tipos conhecidos desta dor, contam-se a dor nas costas, dor osteoporótica, cancerígena ou dor neuropática.

Qual o impacto na qualidade de vida?

É, dizem os especialistas e os doentes, enorme. Para além do sofrimento constante, o doente pode ainda ter dificuldades em dormir, ter mobilidade reduzida e vir a sofrer de depressão.

Há tratamento?

O objectivo é o alívio da dor, já que uma erradicação da mesma pode não ser possível. Mas tendo em conta a sua natureza complexa, é necessária uma abordagem multifacetada, física, psicológica e farmacológica. São normalmente usados opióides fortes, mas é difícil manter o equilíbrio entre o alívio e a capacidade de tolerar a medicação. Por isso, 30% dos doentes não cumpre o tratamento.

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As faces da dor

Impacto 
Problema custa 500 milhões de dias de trabalho

Afecta até 19% da população europeia, revela um estudo recente. Ao todo, 21% dos doentes que vivem com dor crónica enfrentam-na há mais de duas décadas. E 40% não estão satisfeitos com a forma como a dor é gerida. Em toda a Europa, a dor crónica é responsável por cerca de 500 milhões de dias de trabalho perdidos todos os anos, o que custa à economia do Velho Continente qualquer coisa como 34 mil milhões de euros. Por tudo isto, há que Change Pain ou, em português, Mudar a Dor. É isso que se pretende com uma campanha, a apresentar pela Grünenthal na próxima semana, dedicada à luta contra a dor. O objectivo é, explica a médica Ana Cristina Mangas, representante portuguesa no Advisory Board Internacional desta iniciativa, «aumentar o conhecimento sobre as necessidades dos doentes com dor crónica intensa e desenvolver soluções para melhorar o controlo desta dor».

Cancro 
Alívio insuficiente para os doentes oncológicos

Cerca de 40% dos europeus que lutam contra o cancro sofrem de dor neuropática. Mas a elevada percentagem não se traduz em medicação registada especificamente para esta doença. O que significa que o alívio é insuficiente. «Neste momento, nenhum dos analgésicos frequentemente usados está registado para tratar os sintomas neste grupo de doentes», afirma Hans Georg Kress, presidente da EFIC. E embora alguns países disponham de guidelines para o seu tratamento, noutros ele não existe. «Quando se trata de aliviar o sofrimento de doentes em estado grave, isso não devia depender do país europeu em que vivem», defende, reforçando a necessidade da criação de guidelines europeias.

Medicação 
Urgente tornar os canabinóides disponíveis na UE

Os especialistas não têm dúvidas: os canabinóides, em que se inclui a cannabis, ajudam no alívio da dor. Por isso, pedem que estas drogas passem a estar disponíveis por toda a UE e que os seus custos sejam comparticipados. «Trata-se, em muitos casos, de uma opção apropriada e indispensável», defende o presidente da EFIC. O que, acrescenta, «nada tem a ver com a legalização do cultivo da marijuana».

Envelhecimento 
Idosos negligenciados na investigação e no tratamento da dor

Velhos são os trapos, costuma dizer-se, mas no que à dor diz respeito, a máxima parece não ter aplicação. «No grupo etário dos maiores de 65, 50% das pessoas que vivem em casa e 80% das que se encontram em lares de idosos sofrem dor crónica. Números que se estima venham a aumentar em 70% até 2050», advoga Kris Vissers. «Mas a falta de conhecimento, a falta de investigação e a falta de financiamento para espalhar este conhecimento vai levar a um subtratamento ou até à falta dele. O que causará um impacto elevado da dor na sociedade», acrescenta.

Igualdade de género 
Especialistas pedem que se acabe com a medicina unissexo

Todos iguais, mas todos diferentes. Na dor, a igualdade esbate-se e acentuam-se as diferenças entre os sexos. Homem e mulher não só são diferentes na forma como a sentem, mas também na reacção aos tratamentos. A prová-lo está um estudo espanhol que encontrou «diferenças significativas na intensidade da dor, crenças e na forma como eles e elas lidam com a dor». É por isso que os especialistas pedem o fim de uma medicina unissexo, que deixe de ignorar as diferenças que os médicos já confirmaram.

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A dor em números

80% dos idosos com mais de 65 anos que vivem em lares da terceira idade sofrem de dor crónica.

40% dos doentes com cancro sofrem de dor neuropática, mas não existe qualquer medicamento registado para a combater.

60% dos amputados sofrem dor fantasma no membro que perderam, não havendo quase nada a fazer para os ajudar.

1 em cada cinco europeus vive com dor, problema enfrentado de forma constante, todos os dias, para um em cada 11 cidadãos.

100 milhões de pessoas são afectadas, todos os anos, com dor crónica nos 27 países da União Europeia.

19% dos doentes com dor moderada ou severa perderam o emprego, o que é apenas um dos indicadores dos elevados custos sociais deste problema.

2% dos doentes europeus são tratados por um especialista em dor, uma minoria.

21% dos europeus sofrem há mais de 20 anos com dor crónica. Uma forma de dor que afecta até cerca de 19% da população europeia.


* Os números por vezes são impressionantes e o pioneirismo português também!!!

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FERNANDA CÂNCIO

FERNANDA CÂNCIO

 

ONU de papel


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Como negociar com alguém que mostrou não aceitar o direito do outro a existir? A pergunta é de Obama, em Maio deste ano. No seu arrebatado discurso sobre Médio Oriente, primaveras árabes e legítimas aspirações de todos à liberdade e à democracia, o Presidente americano reconhecia a dificuldade israelita no diálogo com os palestinianos, lembrando serem estes representados pela Fatah de Abbas, que governa a Cisjordânia, defende o diálogo e aceita a existência de Israel, mas também pelo Hamas (em Gaza), que os recusa.
No mesmo discurso, porém, Obama rejeitou as aspirações de Abbas ao reconhecimento do Estado palestiniano como membro de pleno direito da ONU: "Acções simbólicas com o objectivo de isolar Israel na ONU não criarão um Estado independente." Na semana passada, Obama anunciou que os EUA vetarão a proposta no Conselho de Segurança. "Não existe um atalho para o fim de um conflito que dura há décadas. Terão de ser os israelitas e os palestinianos - não nós - a chegar a acordo nas questões que os dividem: fronteiras e segurança; refugiados e Jerusalém."
É verdade que nada pode substituir um acordo entre israelitas e palestinianos. Mas não o é menos que existem, desde 1967, quase centena e meia de resoluções do Conselho de Segurança da ONU em relação ao conflito, incluindo a exigência de retirada dos territórios ocupados em 1967 (Gaza, Montes Golã e Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental), totalmente ignoradas pelos israelitas sem lhes ser por isso imposta qualquer sanção. Como, aliás, não surtem qualquer efeito as exigências de sucessivos governos dos EUA, incluindo o actual, a Israel no sentido de acabar com os colonatos nos territórios ocupados - ainda esta semana o Executivo israelita anunciou a decisão de reforçar um na Cisjordânia.
É "só" simbólico aceitar o Estado palestiniano como membro da ONU? Não resolve nada? É certo: não é mágico. Trata-se apenas da admissão formal de dignidade e existência, a certificação de que para a ONU e para o seu Conselho de Segurança israelitas e palestinianos valem o mesmo. E esse, claro, é o problema.
Os EUA vão vetar; Portugal, a crer nos trocadilhos tontos do PM - com "paz" e "papel" (peace e piece of paper), dizendo que quer a primeira e não o segundo - votará contra ou abster-se-á. É só um papel? Os tratados de paz assinam-se em papéis; as mais de 130 resoluções sobre Israel do Conselho de Segurança são papéis. Propor aos palestinianos um estatuto de "Estado observador", à semelhança do que goza o inexistente Vaticano - ou seja, uma espécie de cortesia sem direito de voto - é, além de insultuoso, a afirmação de que a ONU (criada por um papel, já agora) não considera a existência efectiva, igual, de um Estado palestiniano a não ser que Israel, o ocupante, o país que lhe manda as resoluções para o lixo, conceda. O Hamas agradece. 

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
30/09/11

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HOJE NO
"i"

Caos total. 40 empresas públicas 
estão à espera de novos gestores
Cem dias depois da posse, governo ainda 
não substituiu 1200 dirigentes do Estado

Pedro Serra, presidente da Águas de Portugal, bateu com a porta, cansado de esperar por uma decisão da tutela sobre a sua manutenção ou substituição. Dois vogais tomaram a mesma decisão. O que se passou na AdP pode acontecer a qualquer momento em cerca de 40 empresas públicas cujos gestores já acabaram os mandatos há meses. Tiveram azar. Foram apanhados pela demissão do anterior governo, pelas eleições de Junho e agora, mais de cem dias depois da posse do executivo do PSD/ CDS, estão sentados à espera das decisões dos respectivos ministros. Entretanto, nada se faz. Preparam-se cortes em alguns casos, como na RTP, esperam-se ordens para as privatizações, como na ANA, TAP e CTT, ou assegura-se simplesmente a gestão corrente em empresas endividadas e falidas, como na Refer e CP.
O caos é total em muitas empresas do Estado. Os ministros e secretários de Estado andam a correr contra o tempo a preparar medidas previstas no memorando da troika, alguns com superministérios praticamente ingovernáveis, e adiam enquanto podem o inadiável. Substituir gestores, definir objectivos e tomar medidas duras de reestruturação que envolvem, em muitos casos, despedimentos maciços e reduções das prestações de serviços. Mas em alguns casos, como na CP e Refer, não há sequer dinheiro para pagar as rescisões de contrato e toda e qualquer reestruturação implica redução de pessoal. Há casos urgentes. Como os CTT, Estradas de Portugal e a famosa AICEP, em que os presidentes já abandonaram os seus cargos. Nos Correios, os futuros gestores terão de preparar a empresa para a polémica privatização, que até encontra fortes resistências no CDS. Nas Estradas de Portugal, os casos bicudos são mais do que muitos. São os milhões, muitos, de que a empresa necessita para cumprir os compromissos com concessionárias e bancos, a introdução de portagens nas Scut e a revisão exigida pela troika das ruinosas parcerias público-privadas.
O caso da AICEP é de outra natureza. Com a saída de Basílio Horta, a agência ficou em gestão corrente. À espera. O governo decidiu nomear um grupo de trabalho, liderado por Braga de Macedo, para definir os caminhos da diplomacia económica e o futuro de estruturas como a AICEP e o IAPMEI. O estudo já foi entregue a Passos Coelho e espera-se a todo o momento que saia luz verde de S. Bento sobre duas questões essenciais: quem irá tutelar a AICEP, o IAPMEI e também o Turismo de Portugal, que ainda tem o socialista Luís Patrão como presidente, e quem serão os homens e as mulheres que os irão dirigir.
Das mais de 40 empresas públicas que estão à espera dos ministros, o único caso resolvido até agora foi o da Caixa Geral de Depósitos. Uma fonte governa- mental garantiu ao i que a polémica brava que se seguiu à nomeação dos novos gestores da CGD funcionou como travão para outras nomeações. Uma outra fonte, próxima do primeiro-ministro Passos Coelho, não confirmou esta tese e adiantou que as substituições de gestores só irão acontecer em massa depois da aprovação do Orçamento do Estado para 2012, um documento duro que irá provocar necessariamente uma forte contestação. De acordo com a mesma fonte, só depois de aprovadas as metas orçamentais, lá para finais de Novembro, os ministros terão luz verde para pôr ordem no sector empresarial do Estado.
O mesmo irá acontecer na grande maioria dos organismos do Estado que continuam a ser dirigidos por personalidades nomeadas pelo governo de Sócrates. Uma fonte da Presidência do Conselho de Ministros calcula que estejam em causa cerca de 1200 lugares. No entanto, este processo estará dependente da aprovação pelo governo do novo regime de contratação dos altos quadros da administração pública. As excepções, como no caso das empresas públicas, só acontecem quando são os próprios titulares que batem com a porta, como aconteceu na Misericórdia de Lisboa e no Instituto de Segurança Social.


* Há tantos amigalhaços nos dois partidos que o difícil é escolher sem melindrar ninguém

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10 - ZEITGEIST





Esse filme é muito esclarecedor, mas temos que tomar muito cuidado e não nos apaixonar cegamente. Tem muita coisa certa mas não tudo. Devemos filtrar todas as informações que recebemos. Sejam elas nas áreas que forem. Tudo o que é feito por homens é sempre passivel de erros!!!



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HOJE NO
"PÚBLICO"


Louçã propõe imposto de 10% 
sobre empresas registadas 
no “off-shore” da Madeira
O líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, propôs esta quarta-feira a criação de um novo 
imposto de 10% sobre as empresas registadas 
no “off-shore” da Madeira, um “imposto sensato 
sobre quem não pagou nada”.


A medida, apresentada numa conferência de imprensa no centro do Funchal, é uma das dez propostas avançadas pelo BE para recuperar economicamente a região e poupar os madeirenses mais desfavorecidos do anunciado reforço da austeridade para responder ao buraco financeiro da região.

“Se os madeirenses estão hoje a viver esta aflição do rombo orçamental provocado pelos amigos e cúmplices de Alberto João Jardim, vamos nós aceitar que o IVA suba para que os mais pobres da Madeira fiquem com o ordenado mais pequeno ou com a pensão mais pequena ou vamos dizer que quem explora e não paga um cêntimo de imposto agora tem que pagar?”, questionou Louçã.

Dando como exemplo um escritório no Funchal onde estão registadas mil empresas, entre as quais “a maior empresa siderúrgica do mundo”, que “declarou exportações de 780 milhões de euros”, o líder bloquista sublinhou que “os madeirenses têm o direito de lhes dizer que têm de pagar algum imposto nesta ilha que está a explorar”.

“Que se institua um imposto de 10% sobre as empresas que não têm pago nenhum imposto, que não fazem declarações de imposto e que não têm nenhum empregado na Madeira”, disse. Louçã defendeu que se trata de “um imposto sensato sobre quem não pagou nada”, que “representa uma grande parte desta economia subterrânea é uma solução sensata”.

Entre as “medidas essenciais” apresentadas pelo líder do BE está também a necessidade de renegociar a classificação da região para efeitos de elegibilidade relativamente a fundos comunitários para regiões desfavorecidas.

“Queremos que a Madeira possa recomeçar a beneficiar dos apoios comunitários às regiões mais pobres porque a Madeira é uma das regiões mais pobres. Só que, como sabem, uma parte da Madeira é dominada por empresas virtuais, que não existem e que com o rendimento que não existe e não paga imposto na Madeira façam com que a Madeira toda não possa candidatar-se a apoios comunitários”, argumentou.

Se fosse possível “registar para a Madeira o que os madeirenses produzem”, a “verdade da economia” da região, a Madeira “recuperaria no quadro comunitário de financiamento europeu 900 milhões de euros ao longo dos próximos anos”, contabilizou.

Ao lado do cabeça de lista do BE às eleições regionais do próximo domingo, Louçã apontou ainda medidas de poupança como a “renegociação das parcerias rodoviárias” ou o fim de apoios na comunicação social ou no futebol.

Ao todo são 1300 milhões de euros que poderiam ser poupados, afirmou Louçã, que exortou os outros partidos, em especial PSD, CDS e PS, a dizer “como querem salvar a economia da Madeira”.

Auditoria “completa e exaustiva”

Roberto Almada defendeu, por seu turno, a necessidade de uma “auditoria completa e exaustiva realizada pelo tribunal de contas” ao buraco financeiro da região, “que identifique os montantes, as empresas que os receberem, os contratos, as derrapagens e os desperdícios”.

O candidato apelou ainda ao Presidente da República para que inclua na agenda do próximo Conselho de Estado a discussão sobre a inexistência de uma lei de incompatibilidade e impedimentos na região, “que impeça que os deputados da Assembleia Legislativa possam ser os beneficiários das suas próprias decisões”.

Antes, o líder bloquista e o cabeça de lista do partido estiveram na Ponta do Sol, onde visitaram a marina do Lugar de Baixo, uma obra de 105 milhões de euros sem “qualquer utilização pública” e “um exemplo de despesismo” do executivo regional.


* Somos apartidários, não apoiamos ninguém em eleições, mas esta ideia podia reduzir a "desequidade social"!


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ROCK IN RIO 2011


METALLICA




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HOJE NO
"A BOLA"


«Villas Boas pode ficar 15 anos no Chelsea», acredita presidente do clube


Bruce Buck, chairman do Chelsea, tece rasgados elogios a André Villas Boas e manifesta-se convicto de que a estada do português no clube pode prolongar-se por dez ou 15 anos.

«Invejamos a longevidade de Arsène Wenger no Arsenal e Sir Alex Ferguson no Manchester United. Ainda assim, queremos longevidade aliada a bons resultados. Villas Boas pode ser o homem certo para o cargo de treinador para os próximos dez ou 15 anos. Todos dizem que a idade dele pode ser um factor negativo, nós pensamos o contrário», salienta Buck, em declarações à BBC Sport.

«Tem sabido relacionar-se com os jogadores. É um homem muito organizado, que percebe o futebol», destaca.


* Esta é a música russa que Villas Boas não deve ouvir...


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5 - JOAQUIN  SOROLLA

EXPOSIÇÃO NO MUSEU DO PRADO















Joaquín Sorolla y Bastida (27 de Fevereiro de 1863, Valência - 10 de Agosto de 1923, Cercedilla), na fase inicial da sua carreira, foi dos mais tradicionais. Ele cumpriu toda a trajetória considerada necessária na época para o pintor que se valorizasse como acadêmico. Entretanto, a partir de 1900, seu estilo se revelou de forma espetacular, manifestando-se em pinceladas rápidas e carregadas de tinta, que em poucos traços plasmavam a rica e vibrante gama de cores das praias e transeuntes que ocupavam suas telas.
Em poucos anos sua técnica notável o tornaria mundialmente famoso, chegando a pintar um enorme friso para a Hispanic Society de Nova Iorque, recriando diferentes regiões da Espanha, embora com um resultado irregular. Conhecido como o Pintor da Luz, foi o mais prolífico dos pintores espanhóis, com mais de 2 200 obras em seu poder, além de ser um retratista notável.

In "WIKIPÉDIA"
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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"


Cancro matou 42 mil portugueses em 2010

Cerca de 42 mil portugueses morreram de cancro em 2010, um aumento de 20 por cento em relação a 2009, revelou esta quinta-feira a organização de um congresso que vai debater, no Porto, a prevenção oncológica e os direitos dos doentes.

"A tendência será aumentar devido ao envelhecimento da população e às mudanças nos estilos de vida", acrescenta o Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC), organizadora do encontro que se realiza na sexta-feira e no sábado na Fundação Cupertino de Miranda, no Porto.

Numa altura em que foram anunciados cortes na saúde, a Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional do Norte pretende com este congresso alertar para a necessidade urgente da intervenção política de modo a assegurar os direitos dos doentes (acesso aos rastreios, um melhor tratamento e acessibilidade).

"Há que fazer contenção em muitas situações, mas é impensável que em relação aos doentes, e nomeadamente aos doentes oncológicos, sejam tomadas medidas que diminuam a capacidade de intervenção dos profissionais de saúde em todas as situações. Há que assumir uma atitude clara por parte da classe política e sobretudo pelo Governo", sustentou Vítor Veloso, presidente do Núcleo do Norte da LPCC.

Segundo a LPCC, O cancro é o principal problema de saúde pública do país e a patologia que mais impacto económico causa na sociedade. No entanto, refere, "Portugal gasta muito menos com um doente oncológico do que a média da União Europeia e, comparativamente, apenas um terço da despesa feita nos EUA".

Um estudo divulgado em 2009 indicava que a verba aplicada em Portugal na oncologia foi de 565 milhões de euros, o que representava 3,9 por cento do total do orçamento para a saúde (no Reino Unido é de 10 por cento).

A despesa com doenças cardiovasculares corresponde ao dobro (8,15 por cento). De acordo com as contas da LPCC/Norte, "em Portugal são gastos per capita 52 euros no cancro e 111 euros nas doenças do coração".


* 115 POR DIA
Uma desgraceira, uma luta sem tréguas para a qual LPCC muito contribui.

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14 - OS MELHORES DA PUBLICIDADE

 

 







 




HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"


DECO
Famílias com dívidas a mais disparam 50%
O número de processos de sobreendividamento abertos pela Deco até 30 de Setembro aumentou mais de 50%.

O Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS) abriu este ano 3.328 novos processos, mais do que em todo o ano de 2010 e o valor mais alto de sempre. Mas estes casos são apenas uma pequena fracção dos pedidos de ajuda que diariamente chegam ao gabinete da Deco. Até 30 de Setembro, o GAS recebeu mais de 17.000 contactos, dos quais apenas 18,7% resultaram em aberturas de processo de sobreendividamento.

"A larga maioria das situações que nos chegam já estão em via judicial ou os passivos já são tão grandes face aos rendimentos que não existe qualquer possibilidade de reestruturação", explica Natália Nunes, responsável da Deco pelo GAS. Ou seja, os 3.238 processos abertos dizem respeito apenas aos casos onde ainda é possível tentar uma solução sem que chegue à barra dos tribunais. De fora ficaram até agora 14.109 casos. Face ao período homólogo, os processos abertos aumentaram 50,8%, enquanto o número de pedidos de ajuda subiu cerca de 68%. Já em relação aos primeiros nove meses de 2008, que precederam a falência do Lehman Brothers, o número de processos de sobreendividamento aceites pela Deco aumentou 144,7%.


* A grande responsabilidade é da banca que fingia dar dinheiro quando afinal o vendia a preços bem altos e também das pessoas que pensavam ser o crédito pessoal o Maná da fábula bíblica.


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6 - O DESERTO DOS LAGOS MISTERIOSOS











HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"


Comércio
Vendas a retalho em queda

As vendas a retalho em Portugal tiveram a terceira maior queda da União Europeia em agosto, ao caírem 4,6 por cento face ao mesmo mês do ano passado, revelam dados do Eurostat ontem divulgados. Malta, que reduziu as vendas em 8,8 por cento naquele período, e a Roménia, que caiu 6,3 por cento, registaram descidas maiores do que Portugal.


* O retalho, uma fatia importante da nossa economia está a ser retalhado há muito tempo, primeiro pela grande distribuição, depois pela falta de apoio ao crédito com juros imcomportáveis.


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7 - EVIDÊNCIA


Sabia que aqueles que se vestem de amarelo são aqueles que
apreciam a sua própria beleza?


HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
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Steve Jobs, 
fundador da Apple 
e criador do iPhone, morre aos 56 anos

A Apple anunciou esta madrugada a morte de Steve Jobs, na quarta-feira. O fundador da empresa tinha 56 anos e lutava contra um cancro do pâncreas.

"Estamos profundamente tristes por anunciar que Steve Jobs faleceu hoje [quarta-feira]", indica um curto comunicado do conselho de administração da Apple.

No site oficial da empresa surge uma imagem de Jobs e depois uma mensagem: "A Apple perdeu um visionário e um génio criativo, e o mundo perdeu um grande ser humano. Aqueles que tiveram a felicidade de conhecer e trabalhar com Steve Jobs perderam um querido amigo e um mentor inspirador. Steve deixa uma empresa que só ele poderia ter construído e o seu espírito será para sempre a base da Apple", lê-se. No site oficial da empresa, todos aqueles que o quiserem podem deixar uma mensagem de condolências.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, escreveu na sua página desta rede social: "Steve, obrigado por seres um mentor e um amigo. Obrigado por mostrares que o que construíste consegue mudar o mundo. Vou ter saudades tuas".

Steve Jobs abandonou a presidência executiva da Apple a 25 de Agosto (leia a carta). Antes, em Janeiro, tinha feito uma pausa profissional para mais uma fase de luta contra a doença. Mas voltou e, em Junho, surpreendera ao apresentar o iCloud.
O fundador da Apple já se submetera, em Julho de 2009, a um transplante de fígado.

Na terça-feira foi lançado o iPhone 4S, a primeira novidade da era-pós-Jobs.


* Um homem notável, exemplo de inteligência, trabalho e luta.
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REQUERIMENTO





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HOJE NO
"RECORD"


Humberto Coelho provável "vice" 
para as seleções
EM CASO DE VITÓRIA DE FERNANDO GOMES


Humberto Coelho deverá ser o próximo vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para as Seleções Nacionais. O antigo treinador de Portugal é o mais bem colocado para ocupar o cargo na lista de Fernando Gomes, pelo que, se o (ainda) líder da Liga de Clubes vencer as eleições agendadas para 10 de dezembro, sucederá a Amândio de Carvalho.

Um dos melhores defesas-centrais portugueses de sempre, Humberto Coelho, de 61 anos, já esteve ligado à FPF mas como selecionador nacional, funções que desempenhou entre 1997/98 e 1999/2000, tendo tido como ponto alto do seu percurso a presença nas meias-finais do Campeonato da Europa de 2000, onde Portugal foi eliminado pela França, que se sagraria campeã. Agora, prepara-se para voltar à FPF, mas desta vez para um alto cargo na cúpula diretiva.


* É um homem sério que após a prestação no campeonato acima indicado foi bem mal tratado pelo actual elenco federativo.

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