domingo, 19 de junho de 2011

- UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA


A NOSSA VIZINHA É MUITO ASSEADA




OS DENTES





Directed by John Kennedy & Ruairí O'Brien. Produced by Divamedia in association with the Irish Film Board.

O VÍCIO DO FACEBOOK

PSICOLOGIA DE INVERSÃO

3 - Escravos da Superstição

Richard Dawkins


RAUL VAZ



O valor da palavra


“Eu sou um homem de palavra”. Eis como se deve começar, estar, viver. Tem faltado honra, por medo de o princípio matar o frenesim do que, sendo efémero, dura e atrai aplauso.

Pedro Passos Coelho mantém a candidatura de Fernando Nobre à presidência do Parlamento. Faz bem. Pelos valores que o distinguem. E o diferenciam.

O resto é acessório, mesmo irrelevante. Daquilo que persiste em Paulo Portas - procurar provar que também preza a palavra - até uma derrota de Fernando Nobre. Tal como uma vitória - improvável mas não fechada - com o voto escondido da oportunidade.

Este governo começa assim, a saber-se quem define e qual é o valor dos princípios. Repare-se no contrário: três dias antes das eleições, Paulo Portas punha em causa a participação do seu partido numa futura coligação governamental. Correu mal e finou-se a prosápia. O partido desceu em Aveiro (imagine-se o ego do génio!), o projecto não superou o ego.

Eis, exposto, o preconceito em sabor amargo: seria possível que "o rapaz de Massamá" viesse a chefiar o governo do país? Recue-se ao congresso do CDS e recupere-se António Pires de Lima, por exemplo. Entre os que zurziram em Pedro Passos Coelho. E que andam por aí, atordoados por vingar a convicção. Acreditemos que ele, o novo primeiro-ministro, possa perder outras qualidades e ganhar outros defeitos. Mas que nunca perca a honra, mesmo que ela sustente uma asneira. Como foi, e é, eventualmente, a candidatura de Fernando Nobre.

Entretanto, parece que o governo de Passos Coelho não vai ser uma extensão da comissão política do PSD. Ao contrário do que muita inteligência pensava, duvidando. Será bom, será mau? Veremos. Mas não para embalar o preconceito do CDS. Não, é mais simples do que se pensa. Serve apenas para seguir um caminho. E honrar a palavra.

IN "DIÁRIO ECONÓMICO"
17/06/11



A Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras – foi fundada em Abril de 2002, com o objectivo de apoiar doentes, famílias e todos os que convivem de perto com as Doenças Raras.

Pretendemos ser uma associação com elevado reconhecimento nacional e internacional no que às Doenças Raras diz respeito e para isso empenhamo-nos em participar em diversos projectos, quer de âmbito nacional, quer internacional.

Uma das razões da nossa existência é a divulgação das Doenças Raras. Para isso:

> Incentivamos a reflexão e o debate sobre as necessidades dos portadores de doenças raras e suas famílias;

> Sensibilizamos a comunidade para a realidade das doenças raras;

> Alertamos a Comunicação Social para a importância da divulgação da informação sobre as doenças raras, bem como a importância das organizações que as representam;

> Demonstramos à sociedade a importância do movimento associativo no apoio e acompanhamento dos portadores de doenças raras e das suas famílias.

O apoio aos doentes e às respectivas famílias é outra dos nossos pilares de actuação. Por isso mesmo, continuamos a prestar o melhor apoio possível aos nossos associados e aos cidadãos em geral, na temática da (in)formação, tendo em conta os seguintes objectivos:

> Promover a igualdade de direitos dos portadores de doenças raras e suas famílias;

> Melhorar a divulgação de meios e recursos, que permitem aos portadores de doenças raras a escolha, digna, do seu modo de vida com interacção no seu meio social e cultural;

> Melhorar a coordenação entre técnicos, instituições nacionais das áreas de medicina, ensino, reabilitação e o sector associativo.

A todos os nossos doentes raros e respectivas famílias, um grande bem hajam!

Como apoiar

O maior projecto da Raríssimas é, neste momento, a conclusão da Casa dos Marcos, uma obra de grande envergadura que necessita do apoio de todos para que esteja brevemente ao serviço da comunidade.

Caso queira contribuir para esta obra solidária, por favor faça o seu donativo para o NIB:
Conta BPI nº 0010 0000 3796 8970 0018 0

IBAN : PT50 0010 0000 3796 8970 0018 0
SWIFT/BIC
BBPIPTPL

Para além do projecto megalómano da Casa dos Marcos, a Raríssimas, encontra-se a desenvolver neste momento mais dois projectos de suma importância.

O Centro Multidisciplinar, em Lisboa, é um projecto de apoio aos doentes raros e que necessita, para já, de obras que permitam o funcionamento em pleno desta unidade. O Centro Multidisciplinar procura não só apoios a nível de construção, como também de materiais que possibilitam uma completa integração do utente. Caso queira participar deste projecto, poderá fazer o seu donativo para:

0010 0000 4235 5060 0017 6 - Banco BPI

Para mais informações ligue 21 362 31 91

Linha Rara é o nome de um serviço de utilidade pública que visa promover o esclarecimento e encaminhamento de todos os utentes com dúvidas e problemas relacionados com as doenças Raras. Para que este serviço funcione na perfeição é necessário, além dos profissionais que colaboram voluntariamente, toda uma estrutura de telecomunicaçõ,es que possibilite o funcionamento em pleno deste serviço. Para fazer o seu donativo para este projecto :

0010 0000 4235 5110 0013 8 - Banco BPI
 
PORQUE ESPERA???
BCOSMOS
 
4 – ENCICLOPÉDIA GALÁCTICA

DIA MUNDIAL DO NATURISMO
19/06/11

 O naturismo (não confundir com naturalismo) é um conjunto de princípios éticos e comportamentais que preconizam um modo de vida baseado no retorno à natureza como a melhor maneira de viver e defendendo a vida ao ar livre, o consumo de alimentos naturais e a prática do nudismo, entre outras atitudes.

 

Etimologia da palavra

A palavra naturismo provêm do francês naturisme, que é a doutrina filosófica que se baseia num modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o meio ambiente.
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História

Difundido a partir do período de entreguerras em alguns países da Europa, especialmente Alemanha e Países Baixos, o naturismo chegou ao Brasil e se notabilizou pela sua prática mais marcante: o nudismo. Em Portugal foram oficializadas algumas praias para a prática do nudismo no entanto, esta prática acontece de forma livre em muitas outras praias do país de forma mais ou menos generalizada e aceite, em particular em zonas mais afastadas dos restantes banhistas.
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Mitologia judaico-cristã e muçulmana

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Segundo o relato do Gênesis, “tanto o homem como a mulher estavam nus e não se envergonhavam.” (Gên 2, 25). Mas, logo a seguir, não resistiram à tentação e pecaram. “Abriram-se então os olhos de ambos e reconheceram que estavam nus; coseram folhas de figueira e fizeram cinturões para si.” (Gên 3,7). A iconografia ocidental encarregou-se de ilustrar o contraste entre antes e depois da queda. Antes, Adão e Eva, no esplendor da beleza, viviam nus no paraíso. Depois, constrangidos, procuram ocultar os órgãos genitais. Na interpretação da exegese, oficializada pela Igreja, isso ocorreu devido ao despertar da concupiscência, primeira manifestação da desordem que o pecado introduziu na harmonia da criação.
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Idade Antiga


Júpiter, o nu sendo divino
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Do século II até o final do IV, os romanos, sem excluir os cristãos, banhavam-se comunalmente nus em banhos públicos, com homens e mulheres banhando-se juntos. Na Grécia antiga era comum a prática de esportes ocorrer sem nenhuma peça de roupa. Algum do sentido de pudor que hoje vemos disseminado na sociedade moderna foi essencialmente legado que as religiões nos deixaram ao longo dos tempos.
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Tempos modernos


Piscina de um clube de Naturismo
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O naturismo moderno surgiu no início do século 20, na Alemanha e França. Na França (especificamente na Ilha do Levante) foi criada pelos irmãos Duvalier uma "Clínica Helioterapêutica" onde se pregava que a nudez ao ar livre com alimentação natural (sem nenhum produto animal, drogas, cigarros e bebidas) e contato com outras pessoas ajudava na cura de todos os males físicos. 

Na Alemanha, que é tida como verdadeiramente a iniciadora do naturismo, um professor de educação física (Adolf Koch) propôs aos seus alunos que estes deveriam fazer os exercícios ao ar livre e sem roupas. Depois de algum tempo, os jovens deste professor passaram a serem mais corados, ter mais saúde e alegria, as famílias dos mesmos vendo as mudanças inclusive comportamentais dos mesmos resolveram aderir aos exercícios e criaram o que a princípio foi chamado de nudismo  (a alteração de nome só foi feita na década de 50). No ano de 1906, surge nesse mesmo país o primeiro campo oficial para a prática do naturismo. Nessa época, alem dos exercícios ao ar livre em completa nudez, havia também uma grande preocupação com a alimentação, que deveria ser saudável, geralmente baseada no vegetarianismo.
Após a segunda guerra mundial, o naturismo começou a se difundir, não só na Europa, mas também nos Estados Unidos. Hoje são poucos os países que ainda não possuem adeptos do movimento.
Em 1974 a Federação Internacional de Naturismo (INF) definiu os princípios naturistas, que é a definição atual de Naturismo adotada por todas as entidades naturistas do mundo:
“Um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o ambiente.”
"Qual a relação entre nudez coletiva e desenvolvimento do indivíduo?".

A resposta dos naturistas está no conceito de "aceitação do corpo", ou seja, na descoberta de que o corpo humano é um todo não havendo partes honrosas e partes indecorosas. Os naturistas, ao conviverem com a nudez do próximo não são chocados nem agredidos pelo corpo e sentem que o respeito é possível mesmo sem artifícios. Entrando em contato com a própria essência e deixando para trás o que é acessório. Para os naturistas somos todos iguais, apesar das diferenças.
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Ética naturista

Em Portugal

Segundo a Federação Portuguesa de Naturismo ferem os princípios da ética naturista, entre outras, as seguintes situações:
  • Circular em recintos naturistas usando roupa, salvo se situações climáticas ou higiénicas o aconselhem.
  • Agir de maneira desrespeitosa e/ou agressiva com quem quer que seja, em qualquer situação.
  • Praticar ou indiciar actos de carácter sexual ou obscenos.
  • Fotografar gravar ou filmar qualquer indivíduo ou grupo, sem permissão destes e/ou da entidade responsável pelo local.
  • Constranger outros naturistas com gestos, palavras ou atitudes que tenham conotação sexual ou outras que manifestem falta de civismo.
  • Utilizar instrumentos sonoros de forma a que possam interferir na tranquilidade alheia.
  • Satisfazer necessidades fisiológicas em locais ou condições inapropriadas.
  • Apresentar-se em condições influenciadas pelo uso excessivo de bebidas ou de drogas, prejudicando a harmonia social.
  • Comer, beber e/ou deixar lixo fora dos locais apropriados.
  • Praticar, em geral, qualquer acto que venha a perturbar a boa harmonia social existente, nomeadamente as que recorram a atitudes voyeuristas, exibicionistas ou provocatórias.

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Naturistas cristãos

Os naturistas cristãos são os cristãos que praticam o naturismo ou o nudismo, e são uma parte do movimento naturista/nudista. Crêem que o corpo humano foi a maior criação de Deus, portanto não pode ser vergonhoso nem precisa ser escondido. Naturistas cristãos podem ser encontrados em quase todas as denominações da cristandade, e não encontram nenhum conflito com os ensinos da Bíblia, vivendo as suas vidas e adorando a Deus sem nenhuma roupa. Entretanto a maioria tem vários desacordos com a filosofia da Nova Era e o humanismo que é comum entre os outros naturistas. Isto inclui a rejeição absoluta de todas as forams de adoração à natureza.
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Jardim do Éden

Segundo o relato do livro de Gênesis, Adão e Eva moravam no Jardim do Éden como cônjuges. Entretanto comeram a fruta que Deus proibiu, persuadidos pelo diabo na forma de uma serpente. Então os seus olhosfolhas de figueira para confeccionar roupas primitivas. Mesmo assim, ao perceberem a aproximação de Deus, procuraram esconder-se dEle entre as árvores.

Alguns naturistas cristãos acreditam que foi o diabo, não Deus, quem disse-lhes que estavam nus. Segundo esta linha, o diabo teria escolhido os órgãos sexuais como a área da vergonha porque, ao contrário do Deus, não tem nenhuma habilidade para criar vida. Nem teria sido a vontade de Deus que Adão e Eva usassem roupas, mesmo que pecassem. Ainda assim, Deus não despiu-lhes das suas folhas de figueira; ao invés disso respeitou-lhes o livre-arbítrio e fez-lhes roupas de pele de animais, o que implica num sacrifício de sangue. Entretanto depois da crucificação de Jesus o sacrifício de animais tornuo-se desnecessário para a expiaçãoclimacobiça da carne pode ser evitada por meio do poder de Deus. 
Outros naturistas cristãos simplesmente entendem que o que o relato do Gênesis mostra é que Deus, em Sua eterna e perfeita santidade, criou o ser humano nu; e ao analisar Sua criação (o que inclui a nudez humana) declarou que tudo era "muito bom". Foi o ser humano, em seu estado de pecado, cheio de remorso, malícia e culpa quem "inventou" a vergonha do corpo e com ela a "necessidade" de cobri-lo.
Uma terceira linha de raciocínio enxerga o relato do Gênesis como uma alegoria, onde as figuras apresentadas (o primeiro casal, a nudez deles, a árvore de frutos proibidos, a serpente, as vestes de folhas de figueira, as vestes de peles, etc) simbolizam verdades mais profundas que seriam difíceis de expressar na época em que o texto foi produzido. Uma evidência neste sentido é o fato de que a vergonha quanto ao corpo não seja uma característica universal inerente à nature

WIKIPÉDIA

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O Nudismo é mais uma das tuas Liberdades


Desde 1978 com a entrada em vigor da actual Carta Constitucional já se podía deduzir que o nudismo passava a ser mais uma das nossas liberdades.
Mas ainda arrastávamos legislação contrária ao nudismo em público, herdada do período franquista. Assim existia ainda o delito de escandalo público, que penalizava o nudismo, o que ao ser contrário à Constituição levou a que se estabelecessem zonas autorizadas, onde o nudismo podia practicar-se livremente sem o temor a possíveis sanções. Este delito foi modificado em 1989 suprimindo as consideracões de índole moral, de forma que se ajustasse à Constituição.
Todas as autorizações de praias ou de zonas naturistas baseavam-se numa legislação contrária à Constituição corrigida em 1989 e que posteriormente desapareceu em 1995 com a aprovação do actual Código Penal, no qual o referido delito já não é considerado como tal. De este modo todas as autorizacões, e proibicões, são contrárias à Constituição e constituem uma discriminação.
É surpreendente que as autorizações que permitiram aos primeiros nudistas disfrutar de espaços nos quais não arriscariam enfrentamentos com a justiça, sejam posteriormente o principal argumento que se utiliza contra o nudismo. O que se pretende com tal argumento é que como existem praias autorizadas, no resto das praias não está autorizado, logo está proibido, o que é falso!
Neste momento o nudismo é livre em qualquer espaço público e não requere nenhuma autorização.
São espaços públicos as praias, rios, lagos, campos, caminhos, estradas, ruas, praças, parques, etc..
Não são espaços públicos polidesportivos municipais ou locais comerciais abertos ao público (bares, lojas, etc.). Estes são espaços privados que podem ter as suas normas internas.
Sendo todas as praias espaços públicos, todas as praias são de uso livre.


Uma outra questão é o grau de aceitação social que este posicionamento tenha, e os problemas que com a práctica do nudismo possam advir derivados da opressão a que o nudismo se vê submetido numa sociedade maioritariamente textil.
O que é importante ter claro é que, segundo a legislação actual, o nudismo não pode ser limitado, nem sancionado e muito menos proibido.
Hipoteticamente isto pode alterar, já que bastaria que fosse feita uma lei para aplicar estas medidas, contudo esta nova lei seria contrária aos direitos fundamentais reconhecidos na Carta Magna e também colidiria com os da Declaração Universal de Direitos Humanos.
Temos que tomar consciência que o nudismo é uma filosofia de vida, uma ideologia, que somos um grupo, e além disso somos um grupo fortemente discriminado; temos que ser conscientes de que é uma mais das nossas liberdades e é totalmente ajustado à legislação vigente; Não se pode ser multado, e se o fôr, pode-se sempre interpor recurso; temos que estar preparados para denunciar e recorrer qualquer sanção ao nu, e com qualquer desenvolvimento legislativo que se realize com a intenção de cortar as nossas liberdades.
Somos um grupo social que, mesmo estando numa democracia, sofre uma grande discriminação em não poder expressar-nos com liberdade.
O nudismo fundamenta-se nos pilares básicos da própia democracia e do estado de direito:
• Na liberdade ideológica;
• Na não discriminação por razões ideológicas;
• Na não discriminação por razões pessoais;
• Na liberdade de expressão;
• Na liberdade de deambular por todo o território sem restricções,
• Na não subtração de liberdades com base em opiniões,
• No direito a educar a nossos filhos segundo a nossa moralidade (desde que esta se ajuste à lei... e o nudismo fá-lo),
• No direito à própia imagem e indumentária,
• E na não consideração de ilegal a tudo o não regulamentado; dita consideração de tudo o ilegal salvo o dito em contrário é própio de ditaduras e não de estados democráticos.
Até hoje ninguém apresentou um único argumento real contra o nudismo. Apela-se à estética, à elegância... que são argumentos que se anulam "per se". E fundamentalmente argumenta-se razões morais, estando a moral contemplada na Constituição, e protegida...
Concretamente estabelece-se a igualdade de morais e que nenhuma deve prevalecer sobre outra salvo, claro está, que uma de elas vá contra a própia lei, e o nudismo não o faz.
Nós temos liberdade de expressão, e podemos expressar o nosso nudismo, a nossa ideologia e filosofia de vida desde que não seja contra a lei... como não há lei que seja contra o nudismo, podemos expressar a nossa nudez livremente.

IN "ene-naturismo.org/docu/legalidad_pt."

MISTERYGUITARMAN


SERÁ QUE É PELA VISTA?
Shanxi - China 

video

enviado por ZITA

TENHA UM BOM DOMINGO



 ...já temos os "servos da tróika"


COMPRE JORNAIS E REVISTAS


asneira alçada
Negativas a Matemática não param de aumentar
Mais "bons", mas também mais negativas. É este o saldo, divulgado, no sábado, pelo Ministério da Educação, das classificações dos alunos dos 4.º e 6.º anos nas provas de aferição de Língua Portuguesa e Matemática. No próximo ano, podem ser exames e contar para nota.
A realização de exames no final de cada ciclo de ensino e consequente transformação das provas de aferição, realizadas nos 4.º e 6.º anos, constava dos programas eleitorais do PSD e CDS-PP. A mudança foi, aliás, durante anos defendida pelo novo ministro da Educação, Ensino Superior e Ciência, Nuno Crato, que toma posse terça-feira. Analisar os resultados destes testes de aferição será, assim, uma das primeiras tarefas do novo responsável pela pasta, que sempre manifestou posições muito críticas em relação espcialmente ao ensino da Matemática, a cuja Sociedade Portuguesa presidiu até há pouco tempo.
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

bronzear o traseiro
Naturistas querem encontrar praias a norte do Tejo
Os espaços naturistas autorizados podem trazer mais-valias económicas para as zonas, mas os espaços continuam a diminuir, não existindo qualquer estância do género a norte do rio Tejo, alertou a Federação Portuguesa de Naturismo (FPN).
O fim oficial do naturismo na Praia da Estela marcou o fim desta prática no centro e norte do país, uma situação que preocupa a porta-voz da FPN, Maria Emília Paiva, que admitiu que «possa ter falhado o contacto da federação com as autarquias» locais.
Por isso, a FPN «vai fazer um estudo na região norte das praias com potencialidades naturistas», para depois «pedir autorizações às autarquias», até porque hoje, Dia Mundial do Naturismo, a FPN destaca os «benefícios monetários» para as regiões, já que este tipo de turismo «é dos que mais tem crescido nos últimos anos e há cada vez mais naturistas no mundo que procuram espaços autorizados onde estar».
No entanto, a responsável da FPN estima que «existam umas quatro ou cinco praias com costume de pratica naturista a norte de Aveiro».
Em Portugal existem apenas sete praias naturistas oficiais: Alteirinhos (Odemira), Adegas (Aljezur), Barril (Tavira), Belavista (Almada), Meco (Sesimbra), Salto (Sines) e Ilha Deserta (Faro). Mas, por sua vez, em Espanha «existem mais de 400 espaços naturistas»
"SOL"

heróis quase anónimos
Taça do Mundo: Nuno Mendes e Pedro Fraga 
conseguem primeira medalha 
de sempre para Portugal
Os portugueses Nuno Mendes e Pedro Fraga foram terceiros na final LM2X (peso ligeiro masculino), em Hamburgo, conquistando assim a primeira medalha de sempre de Portugal numa Taça do Mundo de remo.
A dupla portuguesa alcançou a medalha de bronze com o tempo de 6.28,09 minutos, a 3,52 segundos da Nova Zelândia, que venceu a prova, e a 1,08 dos chineses.
Em comunicado, o presidente da Federação Portuguesa de Remo, António Rascão Marques, sublinhou o «trabalho e dedicação» dos dois atletas portugueses e disse que a medalha traz «boas perspectivas nos eventos FISA que esta tripulação irá disputar».
Mendes e Fraga preparam, agora, a participação na última prova da Taça do Mundo, que se realiza em Lucerna, Suíça, entre 8 e 10 de Julho.
"A BOLA"

subir a auto-estima
Portugal é bom para desenvolver 
empresas exportadoras
Portugal é um bom local para desenvolver um negócio se o objetivo for exportar, garantiu o presidente executivo da Living PlanIT, a primeira cidade sustentável e inteligente da Europa que deverá nascer em Paredes.
"Se se tem uma companhia virada para o estrangeiro e há mercados bons e vibrantes para onde exportar produtos, Portugal é um ótimo sítio para estar", garantiu Steve Lweis à agência Lusa em Nottingham.
Lewis deu a palestra final do Luso2011, o quinto encontro de estudantes e investigadores portugueses no Reino Unido sobre "Inovação e Empreendorismo Científico e Tecnológico - Oportunidades e Desafios".
Recorde-se que no passado mês de maio, responsáveis do projeto reiteraram que o principal objectivo é transformar o PlanIt Valley no maior Projecto Europeu de Desenvolvimento Sustentável utilizando as soluções "Cisco® Smart+Connected Communities".

Living PlanIT escolheu a Cisco

A Living PlanIT escolheu a Cisco para o desenho e arquitectura das tecnologias de informação e de comunicação do projecto PlanIt Valley. As duas empresas anunciaram também que vão explorar formas de integrar a plataforma tecnológica da Living PlanIT com a tecnologia de rede da Cisco.
Em comunicado divulgado pelos promotores do projeto, ficou claro que a Living PlanIT vai também colaborar com a organização de serviços da Cisco na fase de desenho da arquitectura tecnológica das "Smart+Connected Communities" no futuro PlanIt Valley.
"Acabada essa fase, a Living PlanIT vai apoiar a equipa da Cisco e os seus parceiros, na implementação de uma infraestrutura de rede, com base em tecnologia Cisco, como plataforma para a sustentabilidade urbana em Paredes", pode ler-se no mesmo documento.
E termina dizendo que "o Centro Global de Inovação da Cisco servirá dois propósitos: fornecer a capacidade de investigação em estreita proximidade com o local de implementação para o desenvolvimento em tempo real de soluções e, servir como centro global de excelência, utilizando inovação e tecnologia de rede como a base para outros projectos globais".
"EXPRESSO"


mamar mas pouco
Um terço dos portugueses 
é intolerante à lactose
Por ser rico em cálcio, proteínas e vitaminas fundamentais ao fortalecimento dos ossos das crianças e à prevenção da osteoporose nos adultos, o consumo de leite e seus derivados – queijo, iogurte ou manteiga – é amplamente incentivado.
Porém, para um terço da população portuguesa a ingestão desses alimentos é sinónimo de cólicas intestinais, diarreia, vómitos, obstipação ou sensação de enfartamento. Os sintomas são imediatos, surgem entre uma a três horas após o consumo. A predisposição para a intolerância é genética, mas também a condição étnico-geográfica pode aumentar o risco.
"A intolerância à lactose é um distúrbio gastrenterológico" explica a pediatra Ana Isabel Lopes. De acordo com a especialista do Hospital de Santa Maria (Lisboa), para a lactose (principal açúcar do leite) ser digerida é necessário que o organismo produza uma enzima – a lactase. Acontece que, por vezes, o Homem possui muito pouca ou mesmo nenhuma quantidade desta enzima. Aí, o leite passa a ser um problema. Regra geral, a intolerância à lactose é uma condição permanente mas pode também ser um estado temporário ou transitório, resultado de uma infecção ou de outra agressão à mucosa intestinal. A especialista enumera algumas situações: uma gastrenterite aguda na infância, a intolerância ao glúten, uma parasitose intestinal (contaminação por vermes) ou mesmo uma operação que obrigue à retirada de parte do intestino.
Mas cada situação tem de ser vista de forma individual e isolada. Os níveis de lactase, continua Ana Isabel Lopes, variam de pessoa para pessoa, o que se reflecte na gravidade dos sintomas. Estes dependem também da flora intestinal individual e da quantidade de leite ingerida. O caso não é grave, e uma dieta com baixo teor de lactose é suficiente para evitar o agravamento dos sintomas. Porém, é necessário que o diagnóstico seja o mais precoce possível, para que não surjam complicações a nível gástrico e intestinal. "Os intolerantes devem saber adaptar-se à sua condição, optando por alternativas fáceis e não dispendiosas, sem eliminarem na totalidade as refeições lácteas", aconselha Ana Isabel Lopes.
"CORREIO DA MANHÃ"

a gazua  informática
Dados de 1,29 milhões de clientes 
da Sega foram roubados
O grupo japonês de jogos Sega anunciou hoje que os dados pessoais de 1,29 milhões de clientes foram roubados na sequência de um ataque "hacker" através de um site da sua filial europeia.
O site Sega Passe, operado pela Sega Europe, com sede em Londres, não continha informações sobre cartões de crédito, assegurou a empresa.
Mas os piratas informáticos roubaram, na sexta-feira, os nomes, as datas de nascimento e as senhas criptografadas dos clientes, acrescentou a Sega.
"VISÃO"

 aferir a ignorância
Resultados insuficientes aumentaram 
3,9% em relação a 2010
As notas positivas nas provas de aferição do 1.º e 2.º ciclos desceram este ano em relação a 2010 e a percentagem de alunos com resultados insuficientes aumentou 3,9 por cento, segundo dados do Ministério da Educação (ME).
Os resultados das provas de aferição publicados na página do ME na Internet indicam que na prova de Língua Portuguesa do 1.º ciclo, o valor médio foi 68,8%, menos um por cento que em 2010.
A percentagem de alunos com resultados que traduzem um nível de desempenho insuficiente (níveis D e E) aumentou 3,9% em relação a 2010. Já no que se refere à distribuição dos resultados dos alunos com desempenhos de nível bom e muito bom (níveis A e B), observa-se um aumento do valor percentual de 10,7%.
Na prova de Língua Portuguesa do 2.º ciclo, mantém-se o mesmo valor de 2010: 64,6%. Contudo, verifica-se um aumento de 4,1% nos alunos com resultados insuficientes, mas também uma valorização do peso dos alunos com níveis A e B, cujo valor aumenta 14,1%.
Na prova de Matemática do 1.º ciclo, registou-se uma quebra em relação a 2010, passando dos 70,8% para os 67,8%. Relativamente à variação do peso relativo dos níveis de desempenho, regista-se um aumento da percentagem de alunos com níveis D e E de 8,6% e um aumento da percentagem de alunos com resultados considerados bons e muito bons de 5,5%.
O Ministério da Educação aponta como explicação para a quebra nos resultados "o grau de exigência destas provas", que resulta da "maior complexidade de algumas questões e da definição de critérios de classificação mais rigorosos, o que também poderá explicar, em parte, uma maior dispersão dos resultados pelos cinco níveis de desempenho considerados".
"i"

refazer a vida é urgente
Produzir um quilo de papel 
consome 540 litros de água
Já reparou na quantidade de papel que você usa? Ele está em embalagens de produtos, livros, revistas, jornais, canhoto de compras, documentos… Desperdiçá-lo sem qualquer reaproveitamento não é um problema pontual – quanto mais papel é produzido, mais árvores são cortadas, mais água é gasta no processo de produção e mais espaço em lixos e aterros é ocupado.
A produção de papel está entre os processos industriais que mais utilizam água. São necessários 540 litros para produzir um quilo. E para cada tonelada de papel virgem, doze árvores são derrubadas, segundo o Instituto Akatu. Algumas atitudes simples ajudam a economizar. Que tal fazer o seu papel?
"SUPER INTERESSANTE"

todos por um
Corrida Vencer o Cancro desafia portugueses 
a olhar a doença “de frente”
A terceira corrida Vencer o Cancro decorreu hoje em Lisboa, desafiando as pessoas a olhar a doença “de frente” e com o objectivo de angariar fundos “vitais para a sobrevivência” da União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC).
A associação apelou à população para que aderisse a este evento, explicando que “nestes tempos de crise, devido a uma drástica redução de donativos, está em causa a própria sobrevivência da União Humanitária dos Doentes com Cancro”.
A terceira corrida Vencer o Cancro decorreu hoje às 10h30, no Parque das Nações, em Lisboa. A corrida tem como mote “Venha correr ou andar por uma boa causa” e como lema “Quanto mais olharmos o cancro de frente, mais ele se afasta de nós”.
O objectivo, explicou à Lusa o presidente da UHDC, Luís Filipe Soares, é alertar para “a importância do diagnóstico precoce, da prevenção, e de se ter uma postura activa e positiva face à doença, para que cada vez mais doentes possam vencer o cancro”.
A UHDC, criada há 12 anos, é uma associação humanitária, de solidariedade social e de beneficência, sem fins lucrativos, que tem como primeiro objectivo apoiar os doentes com cancro e seus familiares.
"PÚBLICO"

na crista da onda
Canoagem: 
Teresa Portela conquista bronze em K1 200
Teresa Portela conquistou este domingo a medalha de bronze na prova de K1 200 dos Campeonatos da Europa de Canoagem, aumentando para quatro o pecúlio de pódios de Portugal em Belgrado.
A terceira melhor canoísta do Mundo em 2010, ao participar em nove do recorde de 17 medalhas internacionais conquistadas por Portugal, assegurou o seu primeiro pódio europeu em distâncias olímpicas.
A atleta de 23 anos, olímpica em Pequim'2008, terminou os 200 metros em 40,300 segundos, a 180 milésimos do ouro russo e a apenas 18 da prata da Espanha, representada pela homónima Teresa Portela Ribas.
De manhã, a dupla João Ribeiro/Emanuel Silva também já tinha conquistado a medalha de bronze em K2 500, numa prova que liderou quase sempre, mas foi ultrapassada no fim pelos campeões mundiais e olímpicos.
No sábado o sub-23 João Ribeiro e o olímpico Emanuel Silva já tinham sido campeões da Europa, no K4 1.000 com Fernando Pimenta e David Fernandes, num desempenho que é novo recorde mundial.
A equipa liderada pelo selecionador Ryszard Hoppe, de origem polaca, já tinha conquistado também o bronze em K1 1.000 por Fernando Pimenta, que este ano tem o pleno de oito medalhas em outras tantas provas internacionais.
Portugal soma já 16 medalhas internacionais este ano (12 nas Taças do Mundo e quatro nos Europeus), estando perto de igualar o recorde de 2010, com 17 pódios.
"RECORD"

um nojo
Os países mais perigosos para as mulheres
Segundo a fundação TrustLaw, um centro global de assistência jurídica gratuita e um aglomerador de notícias e informações sobre a luta contra a corrupção, a boa governação e os direitos legais das mulheres, fez uma análise das condições de vida das mulheres no mundo e criou o ranking dos cinco países mais perigosos.


Os critérios analisados foram saúde, discriminação, direito à cultura, violência sexual, violância não-sexual e tráfico.
"SÁBADO"

familiarizar a burrice
Chumbar duas vezes só com autorização dos pais
Para reter um aluno mais do que uma vez no mesmo ciclo, encarregados de educação têm de autorizar. Professores dizem que regras servem apenas para mascarar resultados.
Dificultar os chumbos para fabricar o sucesso. Para os professores, este é objectivo das várias condições que têm de ser cumpridas para se poder reprovar um aluno no básico. Planos de recuperação, justificações escritas e uma legislação que determina claramente que a retenção "só ocorre após a aplicação de uma avaliação extraordinária" são alguns dos pressupostos que têm de ser cumpridos. E, para chumbar um aluno duas vezes no mesmo ciclo de ensino, a escola tem de contar com o aval dos encarregados de educação.
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
NO COPIANÇO



UMA NAJA E UM MANGUSTO


1- PLANTAS BENFAZEJAS





Um excelente trabalho da TV GLOBO que com a devida vénia reproduzimos

2 - OS  PALHEIROS
 







 

NOVE EM CADA DEZ PORTUGUESES ESTÃO DE ACORDO QUANTO À NECESSIDADE DE PARTICIPAREM EM ACTIVIDADES VOLUNTÁRIAS DE SOLIDARIEDADE SOCIAL, MAS NA REALIDADE UM EM CADA DEZ PORTUGUESES A PRATICA!!!!

COMO NOS PODEMOS ADMIRAR DOS POLÍTICOS QUE TEMOS????

19 - FOTOJORNALISMO





 

28- ILUSTRES PORTUGUESES DE SEMPRE »»» joão XXI


João XXI nascido Pedro Julião mais conhecido como Pedro Hispano, (em data desconhecida, entre 1205 e 1220 – 20 de Maio de 1277) foi papa entre 20 de Setembro de 1276, até à data da sua morte, tendo sido também um famoso médico, professor e matemático português do século XIII.
Alguns autores indicam como data de nascimento o ano de 1205], outros que foi antes de 1210, possivelmente em 1205 ou 1207 e outros ainda entre 1210 e 1220.



Brasão pontifical de João XXI
Nome de nascimento Pedro Julião
Nascimento Lisboa,Portugal,
em data desconhecida, antes de 1226
Eleição 20 de Setembro de 1276
Fim do pontificado 16 de Maio de 1277
Antecessor Adriano V
Sucessor Nicolau III

Historial pessoal

Pedro Julião, ou Pedro Hispano, nasce em Lisboa, no então Reino de Portugal, provavelmente na que é a actual freguesia de São Julião, em data não conhecida, mas seguramente antes de 1226, filho de Julião Rebelo, médico, cuja profissão segue e, de Teresa Gil (embora Luís Ribeiro Soares defenda que possa ter sido filho do chanceler de D. Sancho I, Mestre Julião Pais).
Começou os seus estudos na escola episcopal da catedral de Lisboa, tendo mais tarde estudado na Universidade de Paris (alguns historiadores afirmam que terá sido na Universidade de Montpellier) com mestres notáveis, como São Alberto Magno, e tendo por condiscípulos São Tomás de Aquino e São Boaventura, grandes nomes do cristianismo. Lá estuda medicina e teologia, dedicando especial atenção a palestras de dialética, lógica e sobretudo a física e metafísica de Aristóteles.
Entre 1246 e 1252 ensinou medicina na Universidade de Siena, onde escreveu algumas obras, de entre as quais se destaca o Tratado Summulæ Logicales que foi o manual de referência sobre lógica aristotélicaEuropa, traduzido para grego e hebraico. durante mais de trezentos anos, nas universidades europeias, com 260 edições em toda a
Prova da sua vastíssima cultura científica encontra-se na obra De oculo, um tratado de Oftalmologia, que conhece ampla difusão nas universidades europeias. Quando Miguel Ângelo adoece gravemente dos olhos, devido ao árduo labor consumido na decoração da Capela Sistina, encontra remédio numa receita de Pedro Julião. De sua autoria, o ‘Thesaurus Pauperum’ (Tesouro dos pobres), em que trata de várias doenças e suas curas, com cerca de uma centena de edições e traduzido para 12 línguas.
Já no domínio da Teologia, é autor de Comentários ao pseudo-Dionísio e Scientia libri de anima. Encontra-se por publicar a obra De tuenda valetudine, manuscrita em Paris, dedicada a Branca de Castela, esposa do rei Luís VIII de França, filha de Afonso IX de Castela.
Antes de 1261, ano em que é eleito decano da Sé de Lisboa, Pedro Julião ingressa no sacerdócio. O rei Afonso III de Portugal confia-lhe o priorado da Igreja de Santo André (Mafra) em 1263, posto o que é elevado a cónego e deão da Sé de Lisboa, Tesoureiro-mor na Sé do Porto e Dom Prior na Colegiada Real de Santa Maria de Guimarães.
Após a morte de Dom Martinho Geraldes, Pedro Julião é nomeado Arcebispo de Braga pelo Papa Gregório X, em 1273. Um ano depois, participa no XIV Concílio Ecuménico de Lião, altura em que Gregório X o eleva a Cardeal-bispo com o título de Tusculum-Frascati, da Diocese suburbicária de Frascati, o que permite ao pontífice poder contar com os serviços médicos do sábio português. Regressa ao Arcebispado de Braga, até ser nomeado o sucessor, Dom Sancho. De volta à corte pontifícia, Gregório X nomeia-o seu médico principal (arquiathros) em 1275.
A eleição de Pedro Julião, em conclave realizado em Viterbo, após a morte do Papa Adriano V, a 18 de Agosto de 1276, decorre num período muito perturbado por tensões políticas e religiosas e com alguns cardeais a sofrer violências físicas. É eleito Papa a 13 de Setembro e coroado a 20 de Setembro de 1276, e ado(p)ta o nome de João XXI.

Pontificado

João XXI irá marcar o seu breve pontificado (de pouco mais de 8 meses) pela fidelidade ao XIV Concílio Ecuménico de Lião. Apressa-se a mandar castigar, em tribunal criado para o efeito, os que haviam molestado os cardeais presentes no conclave que o elegera.
Embora sem grande sucesso, leva por diante a missão encetada por Gregório X de reunir a Igreja Grega à Igreja do Ocidente. Esforça-se por libertar a Terra Santa em poder dos turcos.
Tenta reconciliar grandes nações europeias, como França, Alemanha e Castela, dentro do espírito da unidade cristã. Neste sentido, envia legados a Rodolfo de Habsburgo e a Carlos de Anjou, sem sucesso.
Pontífice dotado de rara simplicidade, recebe em audiência tanto os ricos como os pobres. Dante Alighieri, poeta italiano (1265-1321), na sua famosa ‘Divina Comédia’, coloca a alma de João XXI no Paraíso, entre as almas que rodeiam a alma de São Boaventura, apelidando-o de "aquele que brilha em doze livros", menção clara a doze tratados escritos pelo erudito pontífice português. O rei aragonês Afonso X de Leão e Castela, o Sábio, avô de D. Dinis de Portugal, elogia-o em forma de canção no "Paraíso", canto XII. Mecenas de artistas e estudantes, é tido na sua época por 'egrégio varão de letras', 'grande filósofo', 'clérigo universal' e 'completo cientista físico e naturalista'.
Mais dado ao estudo que às tarefas pontifícias, João XXI delega no Cardeal Orsini, o futuro Papa Nicolau III, os assuntos correntes da Sé Apostólica. Ao sentir-se doente, retira-se para a cidade de Viterbo, onde morre a 20 de Maio de 1277, com 51 anos, vitimado pelo desmoronamento das paredes do seu aposento, estando o palácio apostólico em obras. É sepultado junto do altar-mor da Catedral de São Lourenço, naquela cidade. No século XVI, durante os trabalhos de reconstrução do templo, os seus restos mortais são trasladados para modesto e ignorado túmulo, mas nem aqui encontraram repouso definitivo. Através do contributo da Câmara Municipal de Lisboa, por João Soares então seu presidente, o mausoléu é colocado, a título definitivo, ao lado do Evangelho de Catedral de Viterbo, a 28 de Março de 2000.

WIKIPÉDIA 

O PAPA ESCRITOR 
 
No estado actual das investigações persistem sérias dúvidas sobre as obras que efectivamente escreveu, sendo difícil sustentar que, dada a amplidão temática e sobretudo atendendo à diversidade dos estilos de escrita, seja efectivamente autor de todas as obras que comummente lhe vêm sendo atribuídas.

Em todo o caso, as opiniões confluem, embora com segurança relativa, para lhe atribuir a autoria do Tractatus, depois chamado Summulae logicales, manual pelo qual se procedeu ao ensino da lógica nas mais prestigiadas universidades europeias, até ao século XVI, dando-lhe projecção e importância bastante para figurar na Divina Comédia de Dante. Embora não conhecesse as mil transcrições da obra de Paulo Orósio, são mais de três centenas os manuscritos conhecidos da sua obra e quase outras tantas as edições impressas nos séculos XVI e XVII.

A parte teoricamente mais importante desta obra é constituída pelos tratados que dão corpo à «logica modernorum» e, dentro desta, a problemática «de proprietatibus terminorum», vulgarmente conhecida como «lógica terminista», onde se inclui a distinção entre a significatio e a suppositio, que não sendo originaria de PH, é por ele magistralmente exposta.

Esta distinção, a par de outras que estuda no seu tratado, como as que se referem à «copulatio» e «appelatio», visa o estudo e correcta compreensão das diversas funções que as palavras podem adquirir quando utilizadas como "termos" no seio das proposições, o que desde logo supõe uma forte aproximação da lógica à gramática, transformando-se esta última disciplina na sua base concreta de actuação, e tendo como horizonte a possibilidade de fazer convergir as leis do pensamento com as leis da linguagem.

A distinção referida apresenta relação com a dialéctica de Pedro Abelardo, sobretudo quando este distingue a significatio de rebus da significatio de intellectibus, aproximando-se cada um destes conceitos, no Tractatus do autor português, dos de significatio e supositio respectivamente, possuindo o segundo um eminente valor lógico. Pela significatio de rebus entendia Abelardo a "demonstração" das coisas em conformidade com a natureza destas; já a significatio de intellectibus visava orientar a lógica num sentido mais formal, ou seja, para o domínio dos "nomes" e seus significados, libertos do contacto directo com as coisas. Esta temática estava por sua vez integrada na mais vasta polémica sobre os universais, pois que Abelardo, quebrando com a tradição realista, não entendeu os universais como coisas mas como elementos integrantes do conhecimento e da linguagem.

É esta tarefa que Pedro Hispano expõe ao entender a significatio como a representação de uma coisa (res) por meio de uma palavra (vox) e a suppositio como um outro plano, configurando-se assim um duplo nível linguístico, pois que o segundo apenas se preocupa com o estudo da relação ou relações das palavras entre si no seio das proposições categóricas, definindo uma estrutura independente e autónoma. Nesta conformidade, a lógica terminista não visa o estudo das propriedades do objecto, individual ou universal, significado, mas sim os conteúdos de pensamento inerentes às palavras.

Delineia-se deste modo uma distinção entre pensamento e realidade, e ao entender-se a lógica essencialmente como dialéctica proclama-se que esta se situa no plano estrito das palavras e não no das coisas, situação para que muito contribuirá à técnica medieval da disputatio. Neste enquadramento, o objecto da dialéctica tende a coincidir com o estudo da validade dos enunciados linguísticos independentemente do conteúdo objectivo (significatio) das palavras, o que é dizer que se constitui uma linguagem sobre a linguagem-objecto, uma linguagem artificial que visa a análise das funções sintáticas e semânticas das expressões linguísticas com a finalidade operativa de fornecer ao conjunto das ciências meios legítimos de expressão, que não coincidem nem com a linguagem ordinária, nem com as exigências de expressão literária, dado que o que está em causa é saber o modo como os diversos elementos verbais determinam, nas suas relações, a forma lógica das proposições.

Será exactamente sobre esta metalinguagem, transformada em objecto essencial da dialéctica, que incidiram as criticas violentas dos humanistas do século XVI, nomeadamente de Juan Luis Vives, que encarava esta lógica escolástica como mero exercício técnico, tal como aliás o método das disputas, para privilegiar a «linguagem natural», fruto e uso de uma comunidade concreta.

Para além do Tractatus são-lhe ainda atribuídos, embora com dúvidas, as obras Scientia libri de anima¸ Commentarium in De anima e uma obra médica intitulada Thesaurus pauperum, para além da Expositio librorum Beati Dionysii.

Os seus tratados e comentários sobre o problema da alma constituem um rico manancial do saber medieval sobre a constituição anímica do homem, para além de nos indicarem a sua perspectiva sobre o âmbito da pesquisa filosófica, que em seu entender, abrange o conjunto das coisas criadas, indagando «as essências, as propriedades, as forças, as obras, a ordem, o peso, a medida, os efeitos e as causas de todas as coisas. E fá-lo, ora dirigindo o mais penetrante aspecto do seu olhar para as realidades supremas, ora descendo até às mínimas, ora circulando por entre as realidades intermédias de uma forma média, ora elaborando discursos comparativos acerca de cada uma, girando em torno das mais elevadas e das médias, e esforçando-se por investigar em cada uma delas o poder, a sabedoria e a bondade do Criador, bem como os segredos da natureza» (Scientia libri de anima, ed. de Manuel Alonso, Madrid, 1941. P. 45).

A sua obra é bem a manifestação prática desta concepção teórica. Assim, do ponto de vista da ontologia e da metafísica, manifestou-se partidário do hilemorfismo universal e fiel à tradição escolástica sobre a composição dos corpos. De facto, para os escolásticos, como para PH, os corpos são compostos por dois princípios, uma matéria e uma forma, e ao conjunto desses dois princípios dá-se o nome de substância, sendo a matéria uma espécie de substracto sobre o qual actua a forma, sendo também a forma que desempenha a função essencial de especificação do ser, à luz do princípio de individuação, no sentido preciso em que é à forma que se deve atribuir a unidade entitiva do ser.

Quanto à noção de alma, PH apresenta-nos uma concepção mais rica e mais minuciosa da que era tradicionalmente pensada pelos escolásticos, para quem a alma mais não seria, na tradição tomista, do que a forma do corpo. No Commentarium in De anima desenvolve o seu conceito de alma em quatro pontos hierarquicamente distintos, mas confluentes: 1- a alma como substância espiritual, definida pela sua relação com Deus, que a cria e conserva; 2- a alma na sua relação com o corpo, por ela dirigido e conservado; 3- a alma na sua relação com a sua própria essência; 4- a alma definida em comparação com as demais coisas, vista pelo prisma da privação (deffinitur per privationem).

Estas quatro dimensões da sua explanação dão-lhe uma dimensão bem mais ampla e complexa que a definição tomista, embora o seu principal objectivo fosse igualmente o de assegurar a espiritualidade, a substancialidade e separabilidade da alma, de acordo com a teologia cristã.

Não menos importantes são as considerações tecidas a respeito da auto-gnose da alma ou capacidade da alma para a si própria se conhecer, em virtude do poder intelectivo da alma intelectiva, desenvolvidas no cap. IX do Scientia libri De anima.

Seguindo-se a análise da ontologia do conhecimento, onde procura conciliar as vias platónica e aristotélica, concluindo que o homem tem ao seu dispôr duas vias ou modos de conhecer, sendo o primeiro um modo inato e superior, onde se inscreve o conhecimento que o homem tem de Deus, do Bem e da sua própria alma, e um conhecimento adquirido e portanto não inato, obtido «per phantasmata» ou seja, através das imagens das coisas do mundo, e perspectivando-se como inferior ao primeiro. Em articulação com a questão do conhecimento, cabe ainda a referência à sempre candente questão dos universais, mostrando-se partidário de uma posição realista, considerando que a alma tem a capacidade para reproduzir em si os modelos ou exemplares das coisas, sendo esses modelos ou exemplares os universais, por corresponderem à forma ideal dos seres.

Bibliografia Sumária

Activa
A melhor edição do Tractatus é a de De Rijk, Tractatus called afterwords Sumulae Logicales Ansen, 1972; M.H. da Rocha Pereira, Obras Médicas de Pedro Hispano, Coimbra, 1973; para os restantes textos cf. Petrus Hispanus, Obras Filosóficas. Edição, introdução e notas de Manuel Alonso, Madrid, 1944.

Passiva
Os melhores textos sobre a obra lógica de P.H.P. são os de Amândio Augusto Coxito, Lógica, Semântica e Conhecimento na escolástica peninsular pré-renascentista, Coimbra, 1981 e de Gabriel González, Dialéctica escolástica y lógica humanista. De la edad média al renacimiento, Salamanca, 1987. Sobre as questões textuais veja-se J. M. da Cruz Pontes, A obra filosófica de Pedro Hispano -- Novos problemas textuais, Coimbra, 1972. Vejam-se também os vários estudos de João Ferreira: «As Súmulas logicais de Pedro Hispano e os seus comentadores», Colectânea de Estudos, 3, III, Braga, Setembro de 1952, pp. 360-397; «Temas de cultura filosófica portuguesa. Sobre a posição doutrinal de Pedro Hispano», Colectânea de Estudos, V, 1, Braga, Jan. 1954, pp. 48-56, Petrus Hispanus eiusque positio psychologia relate ad Avicennam, Roma, 1953.

Pedro Calafate

IN "http://cvc.instituto-camoes.pt/filosofia/m14.html"