domingo, 8 de maio de 2011

- UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA


A RECEITA PARA FÉRIAS 
DO FMI







enviado por A.P.B.

Mulheres de fazer parar o trânsito…




Mick Ebeling
A invenção que desbloqueou um artista bloqueado





A doença nervosa ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) deixou o artista de grafite Tempt paralisado da cabeça aos pés, o forçando a se comunicar com o piscar de olhos. Em uma palestra notável na TEDActive, o empresário Mick Ebeling compartilha como ele e uma equipe de colaboradores construíram uma invenção open source que deu ao artista – e dá a outros nessa circunstância – uma maneira de fazer arte novamente.

SIMPLESMENTE VIOLENTO



Um pormenor cruel de qualquer conflito armado

CAMILO LOURENÇO


                                    
           Valeu a pena, sr. Engenheiro?



Na semana passada José Sócrates disse que o país iria ter saudades do "chumbado" PEC IV (porque o PEC V seria mais duro).
Nas semanas anteriores diabolizara, ad nauseam, o FMI; até chegou a dizer que não governaria com o Fundo. Na noite de 3ª feira, quando se dirigiu ao país, tudo mudou: Sócrates qualificou o acordo com a troika como "um bom acordo". É a confirmação de que o 1º ministro consegue dizer duas coisas diametralmente opostas, com a mesma convicção, no curto espaço de uma semana…

Mas vamos ao acordo. Aquilo que se conhece chega para o qualificar como "bom acordo"? Não. É verdade que há áreas onde houve um grande avanço; v.g. as medidas, muito positivas, para aumentar a competitividade da economia (leis laborais, arrendamento, contribuições para a Segurança Social, privatizações, subsídio de desemprego…), um dos três vértices do acordo. É o que sucede também na Banca (o segundo vértice), que terá de reforçar os rácios de capital. Mas na frente orçamental as coisas são menos óbvias. Ficámos a saber muita coisa sobre aumento, em alguns casos violento, de impostos (IVA, IRS, IMI, IMT, imposto sobre veículos…), aumento de preços (transportes, Saúde…) mas não é muito claro se se vai suficientemente longe no corte de despesa corrente: o que vai acontecer aos milhares de organismos do Estado que têm gente a mais e aos que vão ser encerrados? O corte de despesa corrente tem a mesma dimensão do esforço fiscal que as famílias (sempre elas) vão fazer? É duvidoso. Chegados aqui, vale a pena deixar uma última pergunta: sr. Engenheiro, valeu a pena cuspir na mão do FMI, a instituição que mais nos ajudou neste processo? 


in "JORNAL DE NEGÓCIOS"
05/05/11
ACOSMOS

4 – A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA

AMORRÓIDA EXPLOSIVA


Investigacão apura desvio 
de explosivos para Espanha

Industriais acusados de tráfico de toneladas 
de material explosivo. 
Autoridades não controlaram

por NUNO MIGUEL MAIA

A Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) confirmam: há explosivos fabricados em Portugal desviados para Espanha para os mais variados fins - lícitos ou ilícitos. Na maior investigação de sempre ao tráfico de explosivos, foram agora acusados 46 indivíduos.

O próprio titular do inquérito da PJ do Porto alerta, no relatório final do caso: com os meios à disposição da PSP, é "impossível" seguir o trajecto dos explosivos, o que pode ter consequências fatais. Assaltos e, até, terrorismo. E na memória de muitos estão crimes e atentados praticados em Espanha (mas também em Portugal) com material explosivo fabricado no nosso país.

IN "JORNAL DE NOTÍCIAS"
08/05/11

ASSALTO NA ÓPERA

O MAIOR JARDIM DO MUNDO

enviado por DAM
C A N C R O  DA  M A M A

L U T E  P O R  E S T A   C A U S A









INFORME-SE COMO DEVE LUTAR

ENERGIANJA


VISITAS EM 24 HORAS AO BLOGUE

7 de Mai de 2011 17:00 – 8 de Mai de 2011 16:00


Visualizações de páginas por país
Portugal
.............................................64
Alemanha
...........................................19
Brasil
.................................................15
Estados Unidos
...................................12
França
.................................................3
Índia
....................................................1
Malásia
................................................1
Rússia..................................................1
TOTAL.............................................115




O CÃO E O BIFE


TENHA UM BOM FIM DE SEMANA


...vão tentar engatá-lo


COMPRE JORNAIS


 diz o pioneiro do consumismo
Cavaco diz que o país tem 
que começar a pensar 
“além da situação de emergência de curto prazo"
.
A ciência deve ser “uma prioridade, de forma clara e inequívoca”, quando olharmos “mais ao longe, além da situação de emergência de curto prazo”, destaca Cavaco. O chefe de Estado considera que Portugal “tem que conseguir pensar o futuro” e pensar naquilo que quer ser “dentro de dez ou 20 anos”.
Para o Presidente da República, “as ciências não podem deixar de desempenhar um papel essencial” no futuro do país, uma vez que existem “investigadores de grande qualidade e instituições de excelência”, pelo que Portugal tem que ser capaz de manter essa aposta.
“Neste tempo difícil não podemos deixar de valorizar a importância do trabalho dos cientistas para resolver as dificuldades e para encontrar soluções”, acrescenta Cavaco Silva, sublinhando que o investimento na valorização dos recursos humanos e no conhecimento “são estratégicos”.
"PÚBLICO"

e não é que é verdade
Eleições: PCP acusa de PS, PSD e CDS 
de proporem ao país um "governo de 
regência comandado do exterior
O secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje PS, PSD e CDS de oferecerem ao país uma "governo de regência comandado pelo exterior" por estarem "amarrados" a um programa comum imposto pela "troika".
Jerónimo de Sousa reiterou hoje, em Bragança, que o plano de ajuda financeira a Portugal é "um programa de exploração, de injustiça e de declínio económico e social a que PS, PSD e CDS deram o seu apoio e é com este programa que se oferecem para governar o país".
"É esse o seu programa comum e único de governo e não aquele que cada um está a anunciar. Um programa único que amarra os três partidos a uma governação de regência comandada do exterior, a partir dos grandes centros de decisão do capital financeiro e das instituições que o servem", afirmou.
"EXPRESSO"

e no pai natal também
Jesus: «Presidente acredita que consigo 
ser campeão outra vez
Na conferência de imprensa em antevisão da partida da 29.ª jornada da Liga Zon Sagres frente ao Rio Ave, Jorge Jesus confirmou, tal como o Record tinha adiantado, que existiu, de facto, uma reunião com Luís Filipe Vieira, na qual discutiram as falhas da presente época e que reforçou a confiança no treinador.
"O presidente falou abertamente comigo e acredita que consigo levar o Benfica a campeão outra vez", assegurou o técnico encarnado.
"Estamos a tentar perceber o que passou este ano para fazer melhor. Tenho a máxima confiança que as coisas vão ser iguais ao do 1.º ano", prosseguiu.
Jesus frisou que tem "contrato com o SLB" que quer "cumprir até ao fim".
"RECORD"

10 ml ao deitar
Polémica de volta: 
Sémen é um antidepressivo?
A ideia não é nova, mas um editorial numa revista médica reacendeu o debate sobre a controversa teoria de que as hormonas presentes no sémen possuem um efeito positivo no humor feminino
Em fevereiro deste ano, o presidente do American College of Surgeons aproveitou o Dia de São Valentim para escrever um editorial na Surgery News sobre a sexualidade. Na prosa, Lazar Greenfield ciatava um estudo, de 2002, que analisava o potencial papel do sémen no alívio dos sintomas depressivos na mulher.
"Há, portanto, um laço mais profundo entre homens e mulheres do que aquele que S. Valentim podia imaginar e agora sabemos que há um presente melhor do que chocolates". A conclusão de Greenfield reabria assim o debate e a controvérsia, ao ponto de o prestigiado professor na Universidade do Michigan optar por se demitir, primeiro, do cargo de editor na News e, depois, do de presidente do American College of Surgeons.
A polémica foi analisada pela última edição da revista norte-americana Popular Science, que recuperou o estudo de 2002. Na altura 293 universitárias responderam a questionários sobre o seu historial sexual e submeteram-se a um inquérito usado mundialmente para medir os sintomas de depressão. Conclusão: as mulheres que tinham sempre relações sexuais não protegidas tinham níveis depressivos significativamente mais baixos do que aquelas que usavam sempre preservativo ou que não tinham relações sexuais. No entanto, entre estes dois últimos grupos não foram registadas diferenças, levando os investigadores a concluir que o que melhora o humor não é o ato sexual em si.
E a polémica continua.
"VISÃO"

Portugal ganzado
Centenas desfilaram 
pela legalização da marijuana
Centenas de pessoas desfilaram hoje em Lisboa exercendo aquilo que reclamam como um direito: fumar marijuana às claras, sem medo de multas ou prisão, apesar de escoltados por um dispositivo policial.
A quinta edição da Marcha Global da Marijuana, que este ano se alargou também ao Porto, Braga, Coimbra e Leiria, fez-se com fanfarra, tambores e "charros" fumados abertamente. Entre o Jardim das Amoreiras e a Praça Luís de Camões, gritaram-se palavras de ordem como "Abaixo a hipocrisia, legalizem a Maria!" e "Legal, legal, como a imperial". Segundo o porta-voz da marcha, Pedro Pombeiro, o obctivo é conquistar "um direito de liberdade, de as pessoas poderem decidir o que querem fazer, se querem beber um copo de vinho ou fumar um charro". "Contra a crise, legalize" foi o mote da marcha deste ano, ostentado numa faixa que encabeçou o desfile, ilustrando a reclamação de fazer "um mercado legal, com segurança e com informação", indicou Pedro Pombeiro.
Os organizadores da marcha, que afirmam ter reunido três mil participantes em Lisboa, reconhecem os "efeitos perniciosos" do abuso de uma substância psicotrópica, mas contrapõem que "se for legal, esses efeitos reduzem-se". "Não há adulteração da substância, há regras, é vendido em locais próprios e a maiores de idade e além disso [a marijuana] não é mais perniciosa que outras substâncias que são legais". Uma das participantes, Mafalda Chitas, afirmou à Lusa que a legalização "iria fazer bem à economia do país e atrair mais pessoas, como aconteceu em Amesterdão". "É uma estupidez continuar a ser proibido. As pessoas que querem consumir agora conseguem consumir, cada pessoa sabe se é responsável ou não para o fazer", acrescentou.
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

genialidade lusitana
Pára-brisas poderá comunicar 
dados e imagens ao condutor
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Elvira Fortunato com novo apoio europeu à pesquisa, que leva também ao ecrã transparente
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Ecrãs de televisão transparentes, moldáveis e dobráveis; pára-brisas onde são projectados dados e imagens. Esta é a visão do futuro próximo avançada por Elvira Fortunato. A pesquisa da sua equipa em electrónica transparente mereceu agora novo apoio europeu.
A cientista já tinha assumido protagonismo mundial com o desenvolvimento de transístores em papel. Agora, a investigadora recebe mais uma bolsa europeia, também no valor de dois milhões e 250 mil euros. As pesquisas já estão em marcha e três empresas, das quais as gigantes internacionais Samsung e Fiat, são partes interessadas.
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

a idade da inocência
Como funciona o FMI
Há quase dois anos que o FMI tem uma equipa pronta para dirigir uma intervenção em Lisboa. “Quando surgiu a crise na Islândia, começou-se logo a preparar a equipa para Portugal”, afirmou à SÁBADO um economista pertencente aos quadros do FMI. No Verão de 2010, já estavam preparados. Não é anormal no FMI. Sempre que há risco de um país vir a pedir ajuda, as equipas têm de estar preparadas e conhecer a situação económica. E fazem-no, sempre que possível, mal percebem que um país poderá ficar em apuros. Estas equipas são compostas por dois economistas do departamento regional, neste caso europeu (dirigido pelo português António Borges), e economistas dos departamentos funcionais – assuntos fiscais, assuntos monetários e mercado de capitais.
Nenhuma equipa do FMI chega ao terreno sem saber ao que vai: nas pastas negras esconde-se sempre um briefing paper com o diagnóstico da situação e as propostas concretas para o país fazer o ajustamento. O documento foi submetido a um cuidadoso processo de aprovação interna na sede, em Washington: validado pelo director do departamento – neste caso António Borges –, é depois submetido ao director-geral. No entanto, Borges afirmou na sexta-feira passada, em conferência de imprensa, que se distanciou deste processo por ser português. O briefing paper é o segredo mais bem guardado da missão do FMI. Não é suposto ser conhecido do Governo.
"SÁBADO"

por dizer a verdade
Real: «Sanção sobre Mourinho é excessiva» – Valdano
O directo geral do Real Madrid, Jorge Valdano, defendeu que os cinco jogos de suspensão aplicados pela UEFA ao treinador José Mourinho foram «excessivos».
«A sanção é excessiva. Ao longo da temporada muitos treinadores tiveram declarações duras e os castigos forem sempre menores, mas não convém converter esta situação num temo de conversação para não gerar polémica», afirmou Valdano, em declarações à imprensa espanhola.
No final da partida da primeira mão das meias-finais da «Champions», José Mourinho criticou a actuação de vários árbitros na presente e anteriores edições da Liga dos Campeões.
"A BOLA"

 cuidado com a boca e exercício
Coração mata 40 mil por ano
Cerca de 40 mil portugueses morrem anualmente vítimas de doença cardiovascular, vinte mil dos quais por acidente vascular cerebral (AVC) e dez mil por enfarte do miocárdio. Estima-se que os problemas do coração afectem mais de 500 mil pessoas no País. Números preocupantes que fazem das doenças cardiovasculares a principal causa de morte em Portugal.
"A tendência dos últimos anos mostra uma ligeira redução dos acidentes vasculares cerebrais e um ligeiro aumento do número de enfartes do miocárdio fatais" esclareceu o cardiologista Manuel Carrageta, reconhecendo que o controlo dos factores de risco tem melhorado pouco nos últimos anos.
"CORREIO DA MANHÃ"

orgulho lusitano
Estudantes estrangeiros já são 10% nas universidades
Em muitas universidades portuguesas, o número de alunos estrangeiros já ronda os 10%. São jovens que vêm à procura de propinas mais baixas, da experiência de viver fora do seu país, mas também de ensino de qualidade.
O mestrado em Gestão da Universidade Nova de Lisboa é um dos exemplos disso. Está no topo do ranking do jornal Financial Times desde 2005 e atrai estudantes de todo o mundo, incluindo alemães e noruegueses.
A tendência está a levar a que, em muitos cursos, as aulas já sejam dadas quase exclusivamente em Inglês e levou a que a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa criasse versões em árabe e russo do seu site.
Mas a grande maioria dos que vêem estudar para Portugal são brasileiros, que encontram nas universidades portuguesas uma forma de concluir o ensino superior gastando menos dinheiro.
"SOL"

mas é fácil saber 
             quem provocou a pobreza
Pobreza absoluta. 
É difícil saber quantos pobres há em Portugal
Novos casos apoiados pela Cáritas aumentaram 
40% desde o ano passado
 .
Perceber a dimensão da pobreza em Portugal permanece um desafio complicado, a que falta juntar vários indicadores, defendem especialistas contactados pelo i. Um estudo para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, divulgado ontem em Lisboa, revela que os indicadores nacionais melhoraram significativamente entre 1993 e 2008: a incidência de pobreza diminuiu 4,7%, passando de 22,5% da população para 17,8% em 2008. Para o economista João César das Neves, além de os dados serem datados, o problema está na metodologia de cálculo: "Hoje nos países desenvolvidos só são utilizados indicadores de pobreza relativa, que conta os indivíduos com rendimentos inferiores a 60% do rendimento mediano por adulto."
Em 2008, segundo o estudo apresentado ontem, considerava-se limiar da pobreza um rendimento mensal de 414 euros. Esse valor subia para cerca de 870 euros no caso de uma família com dois adultos e duas crianças. "Sabemos que nos últimos meses o rendimento mediano do país diminuiu, e mesmo que a incidência se mantenha estável não significa que haja menos pobreza", reflecte César das Neves. Calcular a pobreza absoluta passaria por fixar uma linha de rendimento mínimo e determinar quantos indivíduos ficam abaixo desse valor. Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, lembra que o Instituto Nacional de Estatística já fez essa conta e que, sem as prestações sociais que incluem reformas, a pobreza absoluta em Portugal rondaria os 41%. Mas não há números actualizados e muitos indicadores, como os apoios não monetários às famílias mais desprotegidas, "não são captados pelos indicadores de pobreza tradicionais", reconhece o estudo da fundação que gere a base de dados estatísticos nacionais Pordata.
"i"
7 - A FRUTA TAMBÉM SE COME COM OS OLHOS






 7 - ÁFRICA A PRETO E BRANCO






13 - FOTOJORNALISMO





22- ILUSTRES PORTUGUESES DE SEMPRE »»» joão crisóstomo



Retrato de João Crisóstomo de Abreu e Sousa.
João Crisóstomo de Abreu e Sousa (Lisboa, 27 de Janeiro de 1811 — Lisboa, 7 de Janeiro de 1895), mais conhecido por João Crisóstomo, foi um militar e político que, entre outras funções, foi deputado, ministro e Presidente do Conselho de Ministros durante a fase final da monarquia constitucional portuguesa. Oficial de Engenharia Militar, atingiu o posto de General. Foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados em 1861. Foi Ministro da Marinha e Ultramar, das Obras Públicas, Comércio e Indústria e da Guerra, tendo promovido importantes iniciativas legislativas, entre as quais a reforma do ensino industrial. Após o ultimato britânico de 1890, e a consequente demissão do governo de José Luciano de Castro, presidiu a um governo extrapartidário de unidade nacional que governou de 1890 a 1892.

Biografia
João Crisóstomo foi filho de José Joaquim de Sousa e de Inácia Lima de Abreu.
Em 1861 fez parte da Câmara dos Deputados e entre 1864 e 1865 foi Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria. Nesta pasta procedeu a uma importante reforma do ensino industrial, que perduraria por décadas[1].
Membro da Liga Liberal, presidiu ao governo entre 14 de Outubro de 1890 e 17 de Janeiro de 1892, acumulando a pasta de Ministro da Guerra, num governo extrapartidário.

WIKIPÉDIA

Governo de João Crisóstomo 1890-1892

Pouco tempo durou o governo de Serpa, depois de ter sido assinado o Tratado de Londres em 20 de Agosto de 1890. Em Setembro, já caía o gabinete, pressionado, sobretudo pelo aparecimento de uma Liga Liberal, participada, sobretudo, por militares e presidida pelo deputado Augusto Fuschini e que tinha como objectivo pressionar o governo no sentido da defesa dos legítimos interesses de Portugal. Pensou-se na manutenção dos regeneradores no governo, chamando o velho Martens Ferrão, então embaixador em Roma, mas a solução acabou por ser o recurso a um outro octogenário João Crisóstomo de Abreu e Sousa que, de 14 de Outubro 1890 a Janeiro de 1892, vai formar um governo extra-partidário, apoiado pela Liga Liberal. Numa primeira fase, o gabinete reúne nomes ilustres como António Cândido, no reino, António Enes, na marinha e ultramar, Tomás Ribeiro, nas obras públicas, e Barbosa du Bocage, nos estrangeiros. Em 25 de Maio de 1891 mobilizou para a pasta do reino Lopo Vaz e para a da fazenda, Mariano de Carvalho, enquanto Júlio de Vilhena surgia na marinha e ultramar e João Franco, nas obras públicas. Continuou a dança de personalidades que as circunstâncias iam queimando, contra a pretensão de Crisóstomo que pretendia um governo de apaziguamento e concórdia, mas que não conseguiu concretizar um grande 



Governo de João Crisóstomo.
 
De 14 de Outubro de 1890 a 17 de Janeiro de 1892.
462 dias
 
20º governo depois da Regeneração
7º governo do rotativismo
3º governo do reinado de D. Carlos
 
·Presidente acumula a pasta da guerra e em 25 de Maio de 1891 são substituídos todos os ministros anteriores.
·António Cândido no reino
·António Emílio Correia de Sá Brandão na justiça
·José de Melo Gouveia na fazenda
·António Enes na marinha e ultramar
·José Vicente Barbosa do Bocage nos estrangeiros
·Tomás Ribeiro nas obras públicas
·O governo vai ser apoiado pela Liga Liberal. Sofrerá os efeitos da revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891.
·Os republicanos estão divididos, especialmente pela campanha jornalística de Homem Christo contra Elias Garcia. mas a unidade é estabelecida no congresso realizado no Porto de 5 a 7 de Janeiro de 1891. Aprovado novo programa para o partido que foi publiacdo em 11 de Janeiro de 1891.
·Revolta republicana do 31 de Janeiro de 1891. Conforme salienta Lopes d’Oliveira, desde o 31 de Janeiro todo o programa republicano é Revolução
 
Em 24 de Novembro de 1890: ·Augusto José da Cunha substitui José de Melo Gouveia na fazenda
·Cortes reabrem em Março de 1891 para votarem as bases do monopólio do tabaco e um grande empréstimo de 10 milhões de libras. Conde de Burnay emprestara 3 milhões de libras, com a condição de lhe ser concedido o monopólio do tabaco.
·Adiado o parlamento no dia 1 de Abril. Governo anuncia que vai governar em ditadura.
·No dia 3 de Abril, sentenças contra os implicados no 31 de Janeiro. Dividem-se os monárquicos. Lopo Vaz, no Diário Ilustrado fala num erro judiciário. Contra ele, assumem-se Emídio Navarro no Novidades (já pedira o restabelecimento da pena de morte); Carlos Lobo d’Ávila no Tempo; Pinheiro Chagas no Correio da Manhã e Hintze Ribeiro n’O Português.
·Em 7 de Maio é suspensa por 90 dias a convertibilidade das notas de banco. Depois de uma corrida à conversão das notas, uma corrida ao levantamento dos depósito. O papel-moeda fica desvalorizado em cerca de 10%
·Sucessivas prevenções militares
 
 
Em 25 de Maio de 1891:
·Lopo Vaz de Sampaio e Melo substitui António Cândido no reino e passa a exercer a pasta de ministro da instrução pública, então restaurada;
·Alberto António de Morais de Carvalho substitui António Emílio Correia de Sá Brandão na justiça;
·Mariano de Carvalhp substitui Augusto José da Cunha na fazenda;
·Júlio de Vilhena substitui António Enes na marinha e ultramar;
·Conde de Valbom substitui José Vicente Barbosa do Bocage nos estrangeiros;
·João Franco substitui Tomás Ribeiro nas obras públicas;
·Perante a crise, o rei consulta por escrito José Luciano e António Serpa. Estes preferem a continuidade de Crisóstomo à chamada de Dias Ferreira. São Januário ainda foi encarregado de formar novo governo, mas não consegue mobilizar Mariano de Carvalho. Este jornalista, ligado à ala radical dos progressistas e grande amigo do prior da Lapa, havia regressado de Moçambique em 1890 e dizia ter planos financeiros para salvar o Estado. A recomposição levada a cabo por Crisóstomo assentava numa efectiva aliança de Lopo Vaz e Mariano de Carvalho e o governo deixa de ser extrapartidário.
·No tocante à frente britânica, Valbom vai conseguir ajustar as bases do tratado de Londres em 28 de Maio e apresentá-las na Câmar dos Deputados em 2 de Junho. Apesar de tudo, José Falcão ainda proclama: eu supunha que havia coisas que não se podiam vender…Mas, depois da questão inglesa, ia desabar a questão financeira que se jogava entre banqueiros de Paris.

·Mariano parte imediatamente para o estrangeiro. Acredita que a situação é um poço sem fundo, para onde me lanço de olhos abertos. Faz uma sucessão de adiantamentos, sem conhecimento dos seus colegas de governo, à Companhia Real, ao Banco Lusitano e ao Banco do Povo. A quebra da bolsa de Paris no Outono impede que se concretize uma operação de grande empréstimo a Portugal.

·Aires de Gouveia na Câmara dos Pares critica a perseguição aos republicanos, considerando-os como pequena minoria (23 e 25 de Junho)

·Decretado o curso forçado das notas de banco, em 9 de Julho de 1891.

·Conflitos entre os ministros Lopo Vaz e Mariano.

·Em 15 de Janeiro de 1892, João Crisóstomo confirma que Mariano fez adiantamentos à Companhia Real dos Caminhos de Ferro sem conhecimento do restante governo. Trata-se de um golpe de Lopo Vaz que terá dito: fodi o Zé Luciano e o Serpa. Mariano apresenta a demissão, proclamando: suponho que a minha carreira política está finda; esteja ou não esteja, há uma coisa para que fico vivo.

·Começa a falar-se num governo de Lopo Vaz, mas este adoece e acaba por morrer em 1892. Chega a ser sondado o conde de Valbom, mas acaba por ser chamdo José Dias Ferreira, tendo na fazenda Oliveira Martins, um dos grandes inimigos de Mariano.

 IN " © José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info)"
AVEIRO
DISTRITO DE AVEIRO



Aveiro , conhecida como a "Veneza de Portugal" e durante algum tempo chamada de "Nova Bragança", é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Aveiro, na região Centro e pertencente à sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 55 291 habitantes (2004).
Fica situada a cerca de 58 km a noroeste de Coimbra e a cerca de 68 km a sul do Porto, sendo a principal cidade da sub-região do Baixo Vouga com 398 467 habitantes, a sub-região mais populosa da região Centro[3] e a segunda cidade mais populosa no Centro de Portugal, depois de Coimbra.


É um município com 73 100 habitantes (2008)[1] e 199,77 km² de área, subdividido em 14 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Murtosa (seja através da Ria de Aveiro, seja por terra), a nordeste por Albergaria-a-Velha, a leste por Águeda, a sul por Oliveira do Bairro, a sudeste por Vagos e por Ílhavo (sendo os limites com este último concelho também feitos por terra e através da ria), e com uma faixa relativamente estreita de litoral no Oceano Atlântico, a oeste, através da freguesia de São Jacinto. É um importante centro urbano, portuário, ferroviário, universitário e turístico.

Gentílico Aveirense
Área 199,77 km²
População 73 100 hab. (2008[1])
Densidade populacional 366 hab./km²
N.º de freguesias 14
Presidente da
Câmara Municipal
Não disponível
Fundação do município
(ou foral)
1515
Região (NUTS II) Centro
Sub-região (NUTS III) Baixo Vouga
Distrito Aveiro
Antiga província Beira Litoral
Orago
Feriado municipal 12 de Maio
Código postal 3800-___ Aveiro
Endereço dos
Paços do Concelho
Praça da República, Apartado 244, 3810 - 156 Aveiro
Sítio oficial Município de Aveiro
Endereço de
correio electrónico
[1]
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

HISTÓRIA DE AVEIRO
No documento de doação testamentária efectuada pela condessa Mumadona Dias, ao mosteiro de Guimarães em 26 de Janeiro de 959, consta a referência a "Suis terras in Alauario et Salinas", sendo esta a mais antiga forma que se conhece do topónimo Aveiro.

No século XIII, Aveiro foi elevada à categoria de vila, desenvolvendo-se a povoação à volta da igreja principal, consagrada a S. Miguel e situada onde é, hoje, a Praça da República, vindo esse templo a ser demolido em 1835.




Mais tarde, D. João I, a conselho de seu filho, Infante D. Pedro, que, na altura, era donatário de Aveiro, mandou rodeá-la de muralhas que, já no século XIX, foram demolidas, sendo parte das pedras utilizada na construçào dos molhes da barra nova.
Em 1434, D. Duarte concedeu à vila privilégio de realizar uma feira franca anual que chegou aos nossos dias e é conhecida por Feira de Março.
Em 1472, a filha de D. Afonso V, Infanta D. Joana, entrou no Convento de Jesus, onde viria a falecer, em 12 de Maio de 1490, efeméride recordada actualmente, no feriado municipal. A estada da filha do Rei teve importantes repercussões para Aveiro, chamando a atenção para a vila e favorecendo o seu desenvolvimento.
O primeiro foral conhecido de Aveiro é manuelino e data de 4 de Agosto de 1515, constando do Livro de Leituras Novas de Forais da Estremadura.
A magnífica situação geográfica propiciou de Aveiro, desde muito cedo, a fixação da população, sendo a salinagem, as pescas e o comércio marítimo factores determinantes de desenvolvimento.
Em finais do século XVI, princípios do XVII, a instabilidade da vital comunicação entre a Ria e o mar levou ao fecho do canal, impedindo a utilização do porto (veja Porto de Aveiro) e criando condições de insalubridade, provocadas pela estagnação das águas da laguna, causas estas que provocaram uma grande diminuição do número de habitantes - muitos dos quais emigraram, criando póvoas piscatórias ao longo da costa portuguesa - e, consequentemente, estiveram na base de uma grande crise económica e social. Foi, porém e curiosamente, nesta fase de recessão que se construiu, em plena dominação filípina, um dos mais notáveis templos aveirenses: a igreja da Misericórdia.

Execução do Duque de Aveiro.
Em 1759, D. José I elevou Aveiro a cidade, poucos meses depois de ter condenado por traição, ao cadafalso, o seu último duque, título criado, e 1547 , por D. João III. Por essa razão à nova cidade foi dado o nome de Nova Bragança em vez de Aveiro. Esse nome foi mais tarde abandonado, voltando a cidade à denominação anterior.

José Estêvão

Em 1774, a pedido de D. José, o papa Clemente XIV instituiu a Diocese de Aveiro.
No século XIX, destaca-se a activa participação de aveirenses nas Lutas Liberais e a personalidade de José Estêvão Coelho de Magalhães, parlamentar que desempenhou um papel determinante no que respeita à fixação da actual barra e no desenvolvimento dos transportes, muito especialmente, a passagem da linha de caminho de ferro Lisboa-Porto, obras estas de capital importância para o desenvolvimento da cidade, permitindo-lhe ocupar, hoje em dia lugar de topo no contexto económico nacional."

MOSTEIRO DE JESUS
O Mosteiro de Jesus localiza-se em Aveiro, Portugal. Fundado por D. Brites Leitoa em 1458 como convento de religiosas dominicanas. Por Breve do Papa Pio II de 1461, foi o convento integrado na Observância, isto é, aceite como cumprindo todas a regras estritas, podendo portanto as religiosas professar legitimamente como monjas, de acordo com a Regra de vida Dominicana. O antigo Mosteiro de Jesus foi edificado no século XV, está cheio de recordações de Santa Joana de Portugal que ali veio a falecer em 1490, tendo levado sempre uma vida de modesta monja, embora nunca lhe tenha sido autorizada a realização dos votos solenes, por ser princesa e sempre hipotética sucessora real. Filha de D. Afonso V, retirou-se para o convento em 1472 e aí passou o resto da sua vida. Foi beatificada em 1693. O seu túmulo barroco de mármore, terminado 20 anos mais tarde, encontra-se no coro inferior.

Em 1834 o ministro Joaquim António de Aguiar decretou a extinção de todos os conventos de religiosos e religiosas. No entanto, estes últimos apenas se consideravam extintos com o falecimento da sua última monja. O que no Mosteiro de Jesus apenas sucedeu em 2 de Março de 1874, com o falecimento da madre Maria Henriqueta de Jesus.
Embora de acordo com a lei todo o património passasse automaticamente para a posse do Estado, tinha sido previamente autorizada a instalação em parte do edifício de uma aula (escola) às pupilas das antigas monjas, destinada ao ensino de crianças pobres. Enfrentando muitas dificuldades financeiras, recorreram à ajuda de D. Teresa Saldanha, fundadora (em 1865) da Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, que ali se instalaram em 1884 e passaram a dirigir o Colégio, que assumiu a designação de Santa Joana, e de onde viriam a ser expulsas em 1910, com a implantação da República.[1].
De estilo mais simples são as pinturas do século XVIII, na capela, que mostram cenas da vida de Santa Joana Princesa. A capela foi, naquele tempo, a sala de costura onde Santa Joana morreu. Entre as pinturas primitivas portuguesas há um retrato da princesa, com um trajo da corte, do século XV.
No Mosteiro foi criado em 1911 o Museu Regional de Aveiro, por iniciativa do crítico e erudito F. A. Marques Gomes. Nele está actualmente instalado o Museu de Aveiro. O museu inclui um coro de talha dourada, claustros do século XV e um refeitório coberto de azulejos de Coimbra. Entre o refeitório e a casa do capítulo encontra-se o túmulo gótico do cavaleiro D. João de Albuquerque.
O mosteiro foi classificado pelo IPPAR como Monumento Nacional em 1910 .

 Teatro Aveirense


Teatro Aveirense é um teatro situado em Portugal, entre a Rua 31 de Janeiro e a Rua de Belém do Pará, na freguesia da Glória, em Aveiro, e classificado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico, desde ano de 2002, como Imóvel de Interesse Público, o Teatro Aveirense vai buscar o início da sua história ao ano de 1854, altura em que a Câmara Municipal de Aveiro adquire um terreno para a construção de uma sala de espectáculos e cultura.
Já há muito tempo que em Aveiro se sentia esta lacuna, já que os dois teatros existentes até aí – o das Olarias e o da Rua do Carril – estavam longe de satisfazer as necessidades, tanto de público como dos actores. A primeira pedra é lançada em 1855. No entanto, pouco tempo depois, as obras tiveram que ser interrompidas devido a dificuldades financeiras, situação esta que se arrastou até finais da década dos anos setenta.
Por essa altura -1879-, tinha-se formado uma Sociedade que ficava responsável pela construção e administração do futuro espaço de espectáculos e cultura, com a designação de "Sociedade Construtora e Administrativa do Teatro Aveirense". Grande parte das verbas obtidas para a retoma dos trabalhos foi recolhida através da entrega de acções da "Sociedade Construtora e Administrativa do Teatro Aveirense" "às figuras mais abastadas da cidade, a toda a família Real e aos vultos mais eminentes da política e do comércio", a que se juntou o trabalho braçal de muitos habitantes da cidade.
No ano de 1881 foram concluídos os trabalhos e o Teatro Aveirense estava pronto para a sua inauguração, o que veio acontecer em finais desse mesmo ano. No dia 5 de Março de 1882 realizou-se a estreia da primeira peça de teatro, tarefa esta a cargo da Companhia do Teatro Nacional D. Maria II, a qual se manteve alguns dias em Aveiro com representações diárias.
A partir daqui imensos foram os espectáculos levados a cabo, quer por prestigiados companhias e actores portugueses, quer por consagrados actores estrangeiros, no palco do Teatro Aveirense, não só a nível teatral mas também na área da música, dança e ópera. Após 1910, o teatro encerra para receber obras de adaptação e modernização, reabrindo em 1912, tendo como uma das novas funcionalidades o cinematógrafo. Contudo, as dificuldades financeiras voltaram a estar presentes nos anos posteriores, estando na base destas a pouca afluência de público aos espectáculos. Assim, no ano de 1947, as suas actividades são interrompidas procedendo-se a uma nova reformulação do seu interior (trabalho este executado sobre a responsabilidade de Ernesto Camilo Korrodi), após o que reabre as suas portas em finais de 1949, agora com uma capacidade superior a mil lugares.
Entre altos e baixos, o Teatro Aveirense foi cumprindo a sua missão de casa de cultura, de espectáculo e de cidadania, o que não impediu que novos problemas voltassem a surgir, até porque a oferta de novos espaços e novas formas de cultura iam aparecendo em outros locais da cidade de Aveiro. Assim, em 1998, a Câmara Municipal de Aveiro adquire o imóvel, com o objectivo de o preservar como parte da história e do património da cidade, ao mesmo tempo que se propôs a realizar uma profunda renovação e ajustamento às necessidades e exigências actuais.
No ano de 2000 o Teatro Aveirense encerra as suas portas e a concretização dos trabalhos de renovação, interior e exterior, começam pouco depois. Em 23 de Outubro de 2003, as suas portas voltaram a reabrir, dando-se continuidade ao serviço que tem prestado à sociedade aveirense em geral.

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Estação de Caminhos de Ferro

O edifício da estação é constituído por três sectores: um central, de três pisos apresentando três portas amplas ao nível do plano inferior; e dois laterais simétricos, de dois pisos, com uma porta e dois postigos de secção rectangular. Obedece a uma gramática estilística que se designa por “casa portuguesa”, sendo um bom exemplar ao nível regional. Mas, mais do que a arquitectura, é a azulejaria que torna o edifico notável. Este, apresenta uma riquíssima colecção de painéis de azulejos que revestem as paredes das suas fachadas. 


O seu objectivo é, não só, ilustrar as fachadas do edifício, mas também transmitir, através de um discurso visual de leitura fácil e assegurada (Calado, 2001, p.245), os principais monumentos culturais da região e do país aos viajantes e utentes em geral que por ali passam. Deste modo, entre os principais painéis encontram-se essencialmente, motivos etnográficos e monumentais, tais como: figuras, fainas e paisagens tipicamente características da região; as armas da cidade; figuras ilustres que contribuíram para a construção da linha ferroviária, monumentos de carácter regional e nacional.


A Ria

A Ria de Aveiro estende-se, pelo interior, paralelamente ao mar, numa distância de 47 km e com uma largura máxima de 11 km, no sentido Este-Oeste, desde Ovar até Mira
A Ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do séc. XVI, formaram uma laguna que constitui um dos mais importantes e belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa.
Abarca 11 000 hectares, dos quais 6 000 estão permanentemente alagados, desdobra-se em quatro importantes canais ramificados em esteiros que circundam um sem número de ilhas e ilhotes.
Nela desaguam o Vouga, o Antuã e o Boco, tendo como única comunicação com o mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e S. Jacinto, permitindo o acesso ao Porto de Aveiro, de embarcações de grande calado.

Rica em peixes e aves aquáticas, possui grandes planos de água locais de eleição para a prática de todos os desportos náuticos.
Ainda que tenha vindo a perder, de ano para ano, a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal, utilizando técnicas milenares, é, ainda, uma das actividades tradicionais mais características de Aveiro, havendo, actualmente, dezenas de salinas em laboração.
Muito especialmente no Norte da Ria, os barcos moliceiros, embarcações únicas e de linhas perfeitas, ostentando polícromos e ingénuos painéis decorativos continuam a apanhar o moliço fertilizante de eleição, bem dentro dos mais exigentes e actuais parâmetros ecológicos, que transformou solos estéreis de areia em ubérrimos terrenos agrícolas.

AVEIRO TURISMO 

Gastronomia

Pratos típicos da cidade de Aveiro:
  • Ovos moles
  • Derivados de Ovos Moles: Castanhas de Ovos, Fios de Ovos, Lampreia de Ovos, etc.
  • Caldeirada de Enguias
  • Bolachas Americanas e Tripas (doces)
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