domingo, 27 de fevereiro de 2011

- UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA



NR: É apenas uma piada pois a senhora de burra não tem nada

ONEGIN

FACEBOOK


A verdade do Facebook - Assustador ou não!
Infelizmente as coisas boas que uns fazem, 
outros aproveitam para fazer o mal

Há muitas semanas na televisão houve reportagem todos os dias com Joaquín López Dóriga (jornalista mexicano) sobre o Facebook, o Hi5, Myspace, Sonico,Netlog, etc , e o perigo do seu uso. 
Vem uma reportagem diária no jornal MILENIO, sobre como os sequestradores têm como fonte de informação directa e confiável nos blogs do Facebook e do Hi5.

Entrevistaram uns sequestradores que dizem que entram na rede e vêm os rostos, a casa, os carros, as fotos de viagem e sabem o nível social e económico que têm os utilizadores. 
Na televisão, um deles declarou que antes investigavam muito para conhecer os candidatos a sequestros, mas que agora com o Facebook e a informação que pomos voluntariamente na rede, já não se enganam e nem têm que investigar onde vivem, que escola frequentam, para onde viajam, quem são os país, irmãos e amigos.

Passou-se com Alejandro Marti, (jovem mexicano morto pelos seus sequestradores) que colocava tudo. A familia acaba de fechar o seu blog depois de dar conta da quantidade de informação potencialmente perigosa que o jovem colocou com alegría e sem suspeitar que estava a ajudar a quem o matou. Protejam os vossos filhos e protejam-se. Nao coloquem informação íntima e pessoal na rede.

A VERDADE SOBRE O 'FACEBOOK'

O Facebook está a vender a informação dos seus usuários a quem lhe paga melhor.
Cito textualmente: 'O que muitos usuários não sabem é que, de acordo com as condições do contrato que virtualmente assumem, ao fazer click no quadro"aceito", os usuários autorizam e consentem ao Facebook a propriedade exclusiva e perpetua de toda a informação e imagens que publicam.

Assim, ressalta o perito, os membros 'automaticamente autorizam ao Facebook o uso vitalício e transferível, junto com os direitos de distribuição , de tudo o que colocam na sua página Web.' Os termos de uso reserva ao Facebook o direito a conceder e sub-licenciar todo o "Conteúdo do usuário" a outros propósitos. Sem o seu consentimento, muitos usuários convertem as suas fotos em publicidade, transformando um comércio privado num pertence público.

Há que acreditar em Mr. Melber quando assegura que muitos empregadores americanos ao avaliar os C.V., consultam o Facebook para conhecer intimidades dos candidatos. 
A prova de que uma página no Facebook não é privada, evidenciou-se num conhecido caso da Universidade John Brown que expulsou um estudante quando descobriu uma foto que colocou no Facebook vestido de travesti. 
Outra evidência aconteceu quando um agente do Serviço Secreto visitou na Universidade de Oklahoma o estudante do segundo ano Saúl Martínez, por um comentário que publicou contra o presidente. 

E para cúmulo, o assunto não termina quando os usuários cancelem a sua conta : as suas fotos e informação permanecem, segundo o Facebook, para o caso de quererem reactivar a sua conta ; o usuário não é retirado, inclusivé, quando morre. 
De acordo com as 'condições de uso,' os membros não podem obrigar que o Facebook retire os dados e imagens dos seus dados, já que quando o falecido aceitou o contrato virtual, concedeu ao Facebook o direito de mantê-lo activo sob um status especial de partilha por um período de tempo determinado para permitir que outros usuários possam publicar e observar comentários sobre o defunto.

Saibam os usuários do Facebook que são participantes indefesos de um cenário que os académicos qualificam como o caso de espionagem maior na história da humanidade. 
Convertem-se de forma inconsciente nos percursores no fenómeno de 'Big Brother'. Alusão directa à intromissão abusiva do estado nos assuntos privados do cidadão comum para controlar o seu comportamento social, tema de uma novela profundamente premonitória escrita en 1932 pelo britânico Aldous Huxley: "Um Mundo Feliz" ( "1984" ) .



NR: O ano passado tínhamos inserido uma notícia sobre este assunto. Considerando que convém estar alerta sobre as armadilhas que podem surgir através das inovações, achamos por bem relembrar o aviso.

MIA COUTO

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CONSUMO INFANTIL

JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA







O que faz falta é enganar a malta

O ex-director-geral da Administração Interna desmentiu a secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo, que o tinha acusado de deslealdade na questão das cartas que deviam ter sido enviadas aos eleitores portadores do Cartão de Cidadão - e que acabaram por não sair do Ministério.
Indignado com o ataque da superior hierárquica, a que se associou o próprio ministro Rui Pereira, o funcionário reagiu com vigor - e devolveu a acusação.

«Não sou um delinquente, não trabalhei sozinho, nem sou um insubordinado», disse.

Não sei quem mentiu neste caso - se a secretária de Estado, se o ex-director-geral.
Mas uma coisa é certa: um deles mentiu.
Eu estava a ver a notícia na televisão e a pensar: como é possível pretender que os ministros, os secretários de Estado, os directores-gerais, etc., não mintam, se o primeiro-ministro é o primeiro a dar o exemplo?
Uma das primeiras vezes que José Sócrates foi acusado com todas as letras de mentir foi numa manchete do SOL de 13 Novembro 2009, que dizia: «Sócrates mentiu ao Parlamento sobre a TVI».
Confesso que hesitei muito antes de fazer este título.
A palavra mentir implica a existência de intenção.
O facto de uma pessoa não dizer a verdade não significa que esteja a mentir: pode estar enganada, equivocada, iludida.

Uma pessoa só mente quando conhece a verdade mas deliberadamente diz outra coisa - com o objectivo de enganar outros.
Assim, quando os meus jornalistas me disseram que o primeiro--ministro tinha mentido, eu resisti - e só me decidi a usar a palavra mentir quando, depois de ter conhecimento do teor das escutas telefónicas do processo Face Oculta e de confrontar isso com o que Sócrates dissera no Parlamento, pude constatar que o primeiro-ministro estava perfeitamente a par do negócio PT-TVI quando disse aos deputados desconhecer o assunto.
Depois de apanhado , Sócrates veio tentar limitar os estragos, dizendo que não conhecia o negócio «oficialmente».
Mas o mal estava feito.
Todos já tinham percebido que o chefe do Governo procurara enganar os deputados.

A partir daí, as acusações a Sócrates por mentir tornaram-se recorrentes.
E começou a perceber-se uma coisa: não era só Sócrates quem mentia.
O exemplo vem de cima: como o primeiro-ministro não zelava pela verdade, outros membros do Governo e altos funcionários acharam-se no mesmo direito.
Mentiu-se descaradamente no caso do Diploma , no caso Freeport , no caso Face Oculta , etc.
Armando Vara, Lopes da Mota, Alberto Costa, Mário Lino, Ana Paula Vitorino, etc., etc., etc., foram apanhados em contradição - mas já ninguém ligou muito.
A mentira banalizou-se, passou a fazer parte do dia--a-dia.

Sócrates pode dizer que o pior da crise passou, que estamos no bom caminho, que até já vamos à frente nisto e naquilo - e a seguir anunciar que é preciso reduzir os ordenados.
Perante isto, seria normal que as pessoas perguntassem: se as coisas estão tão boas como o primeiro-ministro diz, por que razão temos de ganhar menos?
Mas ninguém põe a questão, porque todos já se habituaram à ideia de que a mentira, a ilusão, a farsa, o engano, fazem parte do exercício do poder.

SÓCRATES faz irresistivelmente lembrar aqueles vendedores de banha da cobra que antigamente andavam de terra em terra e falavam ao povo empoleirados na camioneta onde transportavam a mercadoria.
Também eles não eram levados muito a sério - mas havia sempre quem comprasse os seus produtos.
Porquê?
Uns porque continuavam a ser crédulos apesar das evidências, outros porque queriam enganar-se a si próprios e acreditar numa cura impossível.

SÓCRATES também anda hoje de terra em terra a vender o seu produto, como os antigos vendilhões.
O produto mudou, mas a lenga-lenga é a mesma.
Os palcos também mudaram - já não são os estrados das velhas camionetas mas palcos verdadeiros novinhos em folha, montados por modernas empresas pagas principescamente.
E muitos portugueses continuam a acreditar, mesmo sabendo que o primeiro-ministro está muito provavelmente a mentir.
O problema é que Sócrates, rendido ao lema o que é preciso é enganar a malta , diz o que as pessoas querem ouvir - e é capaz de dizer a verdade e a mentira exactamente com a mesma cara.
É esta a sua grande força.
E não será fácil batê-lo.

P.S. - É extraordinário como alguns sociais-democratas admitiram a hipótese de o PSD votar favoravelmente a moção de censura do BE. O comportamento do PSD tem de ser o oposto: responsável, não dando ao Governo pretexto para se fazer de vítima.

A ideia de que o PSD está ansioso por subir ao poder ser--lhe-á fatal. Mais do que nunca, os sociais-democratas precisam de saber controlar a ansiedade.

IN "SOL"
21/02/11

IRS 2011 - DESPESAS


O Orçamento do Estado para 2011 vem introduzir alterações significativas em matéria fiscal e no caso dos documentos de despesas com saúde, educação, formação, com lares, etc., vem acrescentar o nº 6 ao artº 78º do CIRS, cuja alínea b)  tem a seguinte redacção, relativa às condições para serem aceites nas deduções à colecta:

b) Mediante a identificação, em factura emitida nos termos legais, do sujeito passivo ou do membro do agregado a que se reportem, nos casos em que envolvam despesa.

Agradeço que passem esta informação a todos para que saibam que a partir de 1 de Janeiro de 2011 têm de pedir as facturas ou recibos para os tipos de despesas atrás mencionadas em nome e com o numero de contribuinte da pessoa que faz a despesa ou utiliza o serviço, quer seja o sujeito passivo ou membro do agregado familiar, descendentes ou ascendentes.

Assim, quem tem filhos, mesmo os recém-nascidos, deverá de imediato requerer o seu número de contribuinte para que possa deduzir as despesas com ele incorridas, já que as facturas tem de vir em seu nome e com o respectivo NIF.
Na declaração de rendimentos anual é também obrigatório o NIF de cada membro do agregado.
Rematando, não podemos continuar a ter facturas de farmácias, médicos, educação, etc, com o nome do destinatário e o NIF em branco, para posterior colocação destes dados.
O NIF tem que fazer parte do preenchimento correcto da factura ou recibo pela entidade que os emite, até porque serão objecto de controlo cruzado pelos serviços de fiscalização da DGCI.

Como já estamos quase no final de FEVEREIRO e não sendo um tema que seja muito publicitado, e perceptível pela maioria das pessoas, é muito importante que passemos a mensagem para evitar situações desagradáveis quando os contribuintes se defrontarem com os problemas na altura da apresentação da declaração de rendimentos em Março de 2012.

4 - PLANETA TERRA »»» ÁGUA DOCE

DURAN DURAN - HOUSE OF THE RISEN SUN

MUITOS LÍQUIDOS



Quais as causas que mais fazem 
os idosos terem confusão mental? 

As três responsáveis mais comuns: 
- diabetes descontrolado;
- infecção urinária; 
- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. 
Constantemente os idosos, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos.
 - Quando falta gente em casa para lhes lembrar, desidratam-se com rapidez.
- A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. 
- Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.
Insisto: não é brincadeira.
 
Na melhor idade, que começa aos *60* anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica..
Mas há outro factor complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Conclusão:
- Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água no corpo.
- Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
 
Por isso, aqui vão dois alertas.
- O primeiro é para os idosos: tornem voluntário o hábito de beber líquidos.
Por líquido entenda-se água, sumos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, ingerir algum líquido.
 
Lembrem-se disso! 
- O  segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção.
É quase certo que sejam sintomas 
decorrentes de desidratação.
"Líquido neles 
e rápido para um serviço médico"

enviado por M. COUTINHO

2011 - NBA TORNEIO DE AFUNDANÇOS

SUNITA KRISHNAN




Sunitha Krishman tem dedicada a sua vida em salvar mulheres e crianças da escravatura sexual, o marcado global de muitos milliões de dollares. Nesta corajosa conversa, ela conta três histórias poderosas, bem como a dela, e invoca para uma aproximação mais humana para ajudar estes jovens victimas a reconstruirem as suas vidas.

1 - É APRECIADOR DE QUEIJO???


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NR:
Temos a ideia que o autor nunca se deliciou com os maravilhosos queijos portugueses, o que é uma lamentável ignorância, vamos envidar "esforços" para enriquecer o seu conhecimento.

2 - ARTE EM PAPEL




TENHA UM BOM FIM DE SEMANA


... que o fmi vem aí


COMPRE JORNAIS E REVISTAS

e sobem mais
Petróleo. Combustíveis 
podem subir até 2,5 cêntimos por litro
O preço dos combustíveis pode subir até 2,5 cêntimos por litro na sequência da escalada do petróleo que se verificou esta semana, provocada pela violência na Líbia. Estas contas têm por base a variação média das cotações dos produtos refinados - medidas pelos índices Platts - contabilizada até quinta-feira, face aos preços médios internacionais da gasolina e do gasóleo da semana anterior. Sexta-feira, o Brent de Londres chegou aos 114 dólares por barril, apesar do reforço da oferta por parte da Arábia Saudita, tendo fechado acima dos 112 dólares.
A gasolina é o combustível que mais deve subir na próxima semana, até 2,6 cêntimos por litro, incluindo já o efeito do IVA, que amplia o agravamento do custo antes de impostos à porta da refinaria. No gasóleo, a variação das cotações internacionais dá um aumento da ordem de 1,5 cêntimos por litro, segundo contas feitas por fontes da indústria petrolífera. Porém, os aumentos poderão ser maiores se o petróleo se mantiver acima dos 110 dólares por barril.
O impacto destas variações no preço final vai depender da política comercial das petrolíferas, que podem diluir estas subidas. Os combustíveis já começaram a subir esta semana, 1 cêntimo na gasolina e 0,8 cêntimos por litro no gasóleo, segundo os dados da Direcção-Geral de Energia para quinta-feira.
"i"

idiotice, Portugal é mais pequeno 
  que algumas regiões espanholas
Sócrates adia regionalização
A moção de estratégia que José Sócrates leva ao congresso adia a regionalização, uma das principais 'bandeiras' do partido nos últimos anos, por considerar que não estão reunidas condições para a realização de um referendo nesta legislatura.
"O facto é que, neste momento, as circunstâncias económicas e políticas - em boa parte dada a recusa do PSD em avançar efetivamente para a regionalização - não favorecem, de todo, este movimento. Ignorá-lo seria um sinal de falta de lucidez, que poderia conduzir à definitiva derrota da ideia da regionalização", lê-se na moção de estratégia que o secretário-geral do PS, José Sócrates, levará ao congresso do partido.
"CORREIO DA MANHÃ"


uns tristes...
Dias Ferreira já tem treinador
Candidato à presidência do Sporting, Dias Ferreira revelou este sábado que já tem acordo com um treinador estrangeiro para assumir o comando técnico da equipa, caso vença as eleições agendadas para 26 de Março.
O advogado, que falava à margem da conferência «Pensar Sporting», não quis revelar o nome do treinador, mas sempre foi dizendo que nunca trabalhou em Portugal e que fala três línguas
Da lista de Dias Ferreira, recorde-se, faz parte Paulo Futre, que, caso vença as eleições, será o vice-presidente para todo o futebol.
"A BOLA"

de rabicho entre as pernas
BE: "Sua majestade" Angela Merkel 
"convocou o primeiro-ministro a despacho"
Esquerda criticou, na sexta-feira à noite, o encontro de José Sócrates com a chanceler alemã, Angela Merkel, na próxima quarta-feira, em Berlim, ironizando que "sua majestade convocou o primeiro-ministro a despacho".
Francisco Louçã falava na sessão pública "Eles roubam, tu pagas - Nós censuramos", que o BE convocou para tentar explicar por que decidiu apresentar uma moção de censura ao governo chefiado por José Sócrates.
Para o dirigente bloquista, o primeiro-ministro vai ao encontro de Merkel "com o coração nas mãos e sem saber o que vai acontecer numa União Europeia em que a senhora Merkel recusa a acção contra a especulação, pelo contrário, protege o sistema financeiro e os seus ataques sistemáticos contra as economias mais vulneráveis".
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

é uma falha grave
Há hospitais públicos que tratam 
obesidade sem condições
A Associação de Doentes Obesos e Ex-Obesos de Portugal (ADEXO) afirmou hoje que há hospitais públicos que tratam obesidade sem condições para o fazerem e acusa a tutela de falta de fiscalização.
"Nós sabemos que existem vários hospitais públicos que não têm nem as instalações adequadas, nem os equipamentos adequados e que continuam a tratar a obesidade. O que está a fazer a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS), uma vez que há uma lei que não está a ser cumprida?", alertou hoje o presidente da ADEXO numa conferência de imprensa em Lisboa. Carlos Oliveira contou que "há pessoas que se queixam que não estão a utilizar os equipamentos correctos, por questões meramente económicas". "Os hospitais que se candidataram [a serem centros de tratamento da obesidade] garantem ter uma série de condições constantes numa circular normativa - que é uma lei de saúde em Portugal. Estes centros foram acreditados como tendo as condições, porque dizem que têm. Mas depois tem que ser verificado", disse.
Carlos Oliveira referiu que "a circular normativa 18/2008 define um conjunto de acções e de equipamentos que os hospitais obrigatoriamente têm que ter para tratar a obesidade". Na conferência de imprensa, o presidente da ADEXO acusou ainda as administrações dos hospitais públicos de não cumprirem o número de cirurgias de obesidade contratualizadas com a tutela para 2010. "Não sabemos o número exacto de operações que se fizeram, porque não há números oficiais, mas sabemos que está entre as 1.500 e as 1.600. ou seja, estaremos à volta dos 70 por cento do cumprimento", afirmou. Em Dezembro de 2009, o Ministério da Saúde lançou o Programa de Tratamento Cirúrgico da Obesidade, que previa que em 2010 os hospitais públicos portugueses realizassem 2.500 cirurgias de tratamento da obesidade, para as quais os doentes teriam que esperar um máximo de nove meses.
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"


o couceiro levou o belenenses à divisão secundária e no porto foi um flop
Candidatos já esperavam saída de Paulo Sérgio
E concordam com José Couceiro
Os três candidatos à presidência do Sporting consideraram hoje normal e esperada a saída de Paulo Sérgio do comando técnico da equipa de futebol, e classificam como "natural" a escolha de José Couceiro até final da época.
"Não era nada que não fosse esperado. Talvez não esperasse este 'timing'. Esperava mais na quarta-feira", afirmou Dias Ferreira, ex-presidente da Assembleia-Geral do clube e candidato às eleições de dia 26.
Dias Ferreira considerou que a escolha de Couceiro, diretor geral da SAD, foi "a melhor e mais correta para não vincular" uma futura direção a um treinador definitivo.
O ex-presidente da Assembleia-Geral do Sporting anunciou já ter contratado um treinador e explicou que será ele a decidir se Couceiro ficará até final da temporada.
Para Bruno de Carvalho, a saída de Paulo Sérgio, que chegou ao Sporting no início da época, "era esperada", porque a "situação não era boa".
Bruno de Carvalho afirmou que José Couceiro foi "a escolha mais óbvia" e considerou ser essencial transmitir ao grupo, "que ainda luta pela Taça da Liga e pelo terceiro lugar no campeonato", uma "mensagem de confiança"
"RECORD" 

está certo...o governo está em coma
Ambulância em serviço de urgência 
mandada retirar 
para carro de ministro passar
Uma ambulância do INEM em serviço de urgência a uma idosa com suspeitas de estar a sofrer um enfarte foi obrigada a abandonar a rua onde se encontrava para deixar passar o carro do ministro da Justiça, revelou ontem a TVI. A viatura ia buscar Alberto Martins a casa.
O caso, confirmado pelo INEM, aconteceu na passada quinta-feira, por volta das 12h30, e indignou os vizinhos que relataram o episódio à TVI. Os homens do instituto de emergência assistiam uma idosa com suspeitas de estar a sofrer um enfarte no interior sua casa, na Rua da Quintinha, enquanto a ambulância aguardava para a transportar ao hospital. Como é norma o veículo fica ligado a assinalar a urgência enquanto os técnicos do INEM socorrem a vítima.
Enquanto a idosa era assistida, um elemento da PSP, que faz a segurança do ministro Alberto Martins, ordenou que a ambulância fosse retirada do local para o carro do ministro, que mora perto, passar. A viatura ao serviço de Alberto Martins ia buscar o ministro a casa.
Ambulância acabou por regressar à residência da idosa algum tempo depois, segundo os vizinhos, e acabou por transportar a doente ao hospital.
O INEM revelou à TVI que o incidente não afectou o socorro da vítima que já está em casa após internamento hospitalar. O responsável pela comunicação do INEM afirmou que por norma ninguém pode mudar uma ambulância de local.
"PÚBLICO"

 demasiado sério p'ró lugar
Superjuiz pondera abandonar Ticão
O juiz de instrução, Carlos Alexandre, poderá renunciar ao lugar no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), conhecido nos meios judiciais como Ticão. A decisão, segundo apurou a SÁBADO de fonte próxima do magistrado, deverá ser tomada até 31 de Maio próximo, precisamente quando termina o prazo para o juiz entrar no actual concurso para os tribunais da Relação.
Carlos Alexandre tem vindo a adiar, nos últimos dois anos, a entrada no referido concurso, mas o descontentamento acumulado dos últimos meses está a levá-lo em definitivo para a porta de saída do tribunal que 'gere' os mais mediáticos casos da justiça portuguesa.
“Ele acha que o querem colocar fora do Ticão”, refere à SÁBADO uma fonte próxima do magistrado especificando que a gota de água ocorreu recentemente quando leu parte do relatório elaborado por um grupo de reflexão composto por membros de organismos dependentes do Ministério da Justiça.
"SÁBADO"

haver há...mas é mau
Professores: "Não há ministério da Educação" 
-- Mário Nogueira
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) Mário Nogueira disse hoje "que não há ministério da Educação" e apelou à participação dos docentes nas manifestações previstas para março e abril.
As acusações de Mário Nogueira foram feitas no discurso do dirigente no sétimo congresso do Sindicato de Professores do Norte (SPN), em Guimarães, no Centro Cultural Vila Flor.
Para Mário Nogueira, a educação "carece" de um ministério atuante: "Neste momento não há ministério da Educação. Há um ministério das Finanças que decide e depois um ministério que aplica o que aquele decidiu".
"VISÃO"

até que enfim...
Saúde: Versão portuguesa de portal 
sobre doenças raras disponível na quinta-feira
A versão portuguesa do portal internacional sobre doenças raras vai estar disponível a partir de quinta-feira, com informação sobre consultas especializadas, ensaios clínicos ou associações de doentes, revelou hoje à Lusa Jorge Sequeiros, coordenador nacional do projeto.
"É um instrumento que reúne informação credível e que será um recurso importante para doentes, médicos, cientistas e associações", explicou o responsável.
O portal Orphanet (www.orpha.net) reúne informação sobre as 6.500 doenças raras que afetam entre 25 a 30 milhões de europeus, mas também sobre "consultas especializadas, laboratórios ou ensaios clínicos", acrescentou Jorge Sequeiros.
"EXPRESSO"

alçada por baixo
Professores dão aulas sem receber ordenado
A maioria dos professores da escola Pedro Teixeira, em Cantanhede, Coimbra, vai dar aulas, sem receber ordenado, aos 217 alunos do estabelecimento de ensino particular que encerra na terça-feira, informou fonte da comissão de pais.
«As crianças vão à escola, normalmente, para continuarem a ter aulas. E os professores vão dar aulas sem receberem ordenado», disse Bruno Lopes, da comissão de pais da escola Pedro Teixeira.
Segundo a mesma fonte, a direcção do estabelecimento de ensino particular, com contrato de associação com o Estado, decidiu encerrar definitivamente a escola a partir de terça-feira, por não poder fazer face às despesas de funcionamento devido à redução dos montantes atribuídos pelo Estado.
Cerca de 200 pais e encarregados de educação dos alunos reuniram-se na sexta-feira à noite e decidiram «manter o estabelecimento de ensino aberto», frisou.
«Não abdicamos das aulas para os nossos filhos. Está assente o despedimento colectivo da totalidade do pessoal docente e não docente, mas a escola não vai fechar, apesar de ficar sem pessoal», disse Bruno Lopes.
Na reunião, onde marcou presença o vereador com o pelouro da Educação da autarquia de Cantanhede, foi dado conhecimento aos pais de que «a maioria dos professores quer continuar» a leccionar.
«Vão ficar sem receber ordenado por tempo indeterminado», esclareceu a mesma fonte.
"SOL"

3 - FOTOJORNALISMO






12 - ILUSTRES PORTUGUESES DE SEMPRE »»» hintze ribeiro



  Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro (Ponta Delgada, 7 de Novembro de 1849Lisboa, 1 de Agosto de 1907), foi um destacado político de origem açoriana. O seu nome aparece por vezes grafado como Ernesto Rodolpho Hintze Ribeiro e Ernst Rudolf Hintze Ribeiro. Distinto parlamentar e par do Reino, Procurador-Geral da Coroa, ministro das obras públicas, das finanças e dos negócios estrangeiros e líder incontestado do Partido Regenerador, por três vezes assumiu o cargo de Presidente do Conselho (equivalente hoje ao lugar de Primeiro-Ministro). Foi um dos políticos dominantes da fase final da Monarquia Constitucional, ocupando a presidência do ministério mais tempo que qualquer outro naquele período. A ele se devem importantes reformas, algumas das quais ainda perduram, tais como as autonomias insulares (1895), o regime das farmácias e a criação do regime florestal (1901). O Decreto de 24 de Dezembro de 1901, que regula o regime florestal, ainda está em vigor. Feito Conselheiro de Estado efectivo em 1891, recebeu múltiplas condecorações, entre as quais a grã-cruz da Torre e Espada. Foi sócio efectivo da Academia Real das Ciências.

Dados biográficos

Nascido a 7 de Novembro de 1849, em Ponta Delgada, filho de Manuel José Ribeiro e de mãe de origem alemã, doutorou-se em Direito na Universidade de Coimbra, em 14 de Julho de 1872, com apenas 23 anos, depois de um percurso escolar brilhante em que recebeu vários prémios. Pouco tempo depois regressou à sua cidade natal, onde casou em 1873 com Joana Rebelo de Chaves, e exerceu advocacia até 1877. Nesse ano partiu para Lisboa, onde também exerceu advocacia, filiando-se no Partido Regenerador, e iniciando o seu percurso político, primeiro como deputado pelo círculo da Ribeira Grande (Açores) e depois como um dos líderes mais destacados da política nacional. Sem filhos, morreu em Lisboa a 1 de Agosto de 1907. Tinha apenas 56 anos de idade. Existem diversas biografias de Hintze Ribeiro, entre as quais a que foi escrita em inglês por Simões Ratola. Após a sua morte, a imprensa da época, mesmo a ligada aos partidos que lhe eram adversos, prestou-lhe grandes homenagens e panegíricos, considerando o seu passamento uma grande perda para a vida política portuguesa.
Foi irmão de Artur Hintze Ribeiro (1841-1916), bacharel em medicina, deputado regenerador às Cortes (1884 a 1892) e par do Reino. Um sobrinho, António Hintze Ribeiro (1875-1941), militar, foi também deputado regenerador às Cortes (1906 e 1908 a 1910), continuando a carreira política no sidonismo e no Estado Novo.

Actividade política

Entrando na política, filiou-se no Partido Regenerador, cujo chefe era então Fontes Pereira de Melo, e foi pela primeira vez deputado em 1878, eleito pelo círculo da Ribeira Grande, prestando juramento na sessão de 24 de Janeiro de 1879. O discurso que proferiu na câmara, defendendo a sua eleição, afirmou brilhantemente os dotes e qualidades de orador, que tão alto lugar lhe deviam dar entre os mais distintos parlamentares do seu tempo. Versando todas as questões com um tino raro, analisando todos os assuntos com notável proficiência, Fontes Pereira de Melo começou a distingui-lo, confiando-lhe importantes comissões parlamentares de que se desempenhou com o maior critério e inteligência. Caindo o ministério regenerador e subindo ao poder o Partido da Fusão (Históricos e Reformistas) presidido por Anselmo José Braamcamp, foi novamente deputado, pela oposição, continuando a afirmar na câmara os seus brilhantes dotes de polemista. Apresentou diferentes projectos de lei, relativamente ao distrito de Ponta Delgada, que incluía o circulo eleitoral por onde fora eleito.

Primeiros cargos governativos

Os seus triunfos parlamentares e a ponderação com que apreciava as questões que se debatiam na câmara, fizeram dele um candidato a integrar o governo do país. No ano de 1881, tendo caído o gabinete do Partido Progressista, após os acontecimentos produzidos pelo tratado de Lourenço Marques, foi chamado ao poder o Partido Regenerador, e sendo António Rodrigues Sampaio encarregado de organizar ministério, convidou Hintze Ribeiro para gerir a pasta das obras públicas, para a qual foi nomeado em 21 de Março desse ano (1881); por motivo da saída do ministério o conselheiro Miguel Dantas, dirigiu interinamente a pasta dos estrangeiros, desde 29 de Abril seguinte (1881), de que foi exonerado em 14 de Novembro do mesmo ano (1881), sendo nesta mesma data nomeado outra vez ministro das obras públicas, no gabinete, também regenerador, que se organizou sob a presidência de Fontes Pereira de Melo, de que teve a exoneração em 21 de Dezembro seguinte (1881).
Na sua passagem pela pasta das obras públicas apresentou em Cortes diversas propostas de lei, entre as quais se contam: a aprovação do contrato provisório com a casa Henry Burnay & C.ª, em 7 de Maio de 1881, para a construção e exploração duma linha férrea de Lisboa a Sintra e a Torres Vedras; autorização do governo a contratar directamente, e sem dependência de concurso, o lançamento de qualquer linha telegráfica submarina, que partindo de Portugal ou da ilha da Madeira, e dirigindo-se à América, ou a qualquer ponto do globo tocasse em alguma ou em algumas ilhas dos Açores; a criação de mais três lentes no Instituto Agrícola de Lisboa; a aprovação do plano da organização do serviço florestal; a aprovação do plano da organização do curso de comércio do Instituto Industrial de Lisboa; e a autorização para o governo executar no espaço de 5 anos, as obras necessárias para a farolagem e balizagem dos portos e costas marítimas do continente do Reino e ilhas adjacentes.
Foi ministro dos estrangeiros interino em 21 de Maio e 1 de Setembro de 1883, respectivamente exonerado em 31 de Maio e 25 de Setembro do mesmo ano. Transferido para a pasta da fazenda em 24 de Outubro de 1883, e exonerado em 20 de Fevereiro de 1886; dirigiu interinamente a pasta das obras públicas desde 24 de Outubro de 1883 até 3 de Dezembro do mesmo ano.
A sua passagem pelo ministério da fazenda foi assinalada por uma reforma fiscal e pela reorganização dos serviços aduaneiros, reformas há muito reclamadas.
Por carta régia de 1 de Janeiro de 1886 foi nomeado Par do Reino, prestando juramento e tomando posse na respectiva câmara na sessão de 15 desse mês. Na câmara alta sustentou se sempre desassombradamente na oposição, sendo um dos adversários mais terríveis do Partido Progressista.
Tendo falecido Fontes Pereira de Melo em Janeiro de 1887, o Partido Regenerador escolheu para seu chefe o conselheiro António de Serpa Pimentel, e no ministério constituído em Fevereiro de 1890, sob a sua presidência, entrou Hintze Ribeiro para a pasta dos estrangeiros, então bem difícil de dirigir, por causa do conflito anglo-português, resultante do ultimato britânico de 11 do mês de Janeiro antecedente, doloroso sucesso que obrigara a pedir a demissão o ministério progressista, que então estava no poder, presidido pelo conselheiro José Luciano de Castro. Esta mesma questão diplomática fez também cair em Agosto o ministério regenerador, constituído em Fevereiro, assim como o ministério apartidário presidido pelo general João Crisóstomo de Abreu e Sousa, que se organizou em Junho de 1891, depois de grandes dificuldades, e da queda de outros gabinetes, que se não puderam sustentar.
Em 18 de Dezembro de 1891, Hintze Ribeiro foi nomeado conselheiro de estado efectivo, pela vaga deixada pelo antigo estadista Carlos Bento da Silva, falecido nesse ano.

 Primeira presidência do ministério

 (gabinete "Hintze-Franco")

Em 1893, António de Serpa Pimentel, sentindo-se doente e cansado, conhecendo a preponderância que Hintze Ribeiro tinha já no Partido Regenerador e a sua grande ascendência sobre os seus correligionários, declinou o convite para formar ministério, e indicou-o para presidente do conselho. Neste governo, que se organizou em Março do referido ano de 1893, além da presidência, encarregou se também da pasta dos estrangeiros. Foi seu mais directo colaborador o Ministro do Reino João Franco, dando azo a que o governo ficasse conhecido pelo "gabinete Hintze-Franco".
Neste gabinete também geriu a pasta da fazenda desde 20 de Dezembro de 1893 até 7 de Fevereiro de 1897; voltando interinamente à dos estrangeiros, em 10 de Setembro de 1895, de que foi exonerado em 20 de Setembro de 1896. O gabinete foi exonerado em 7 de Fevereiro de 1897. O gabinete "Hintze-Franco" marcou o regresso ao "rotativismo".
Durante este governo foi promulgado o Decreto de 2 de Março de 1895 concedendo a possibilidade de autonomia administrativa aos distritos dos Açores. Esse diploma marca um dos momentos seminais na formação da actual autonomia dos Açores e da Madeira.

Segunda presidência do ministério

Falecendo em Março de 1900 António de Serpa Pimentel, o conselheiro Hintze Ribeiro assumiu a chefia do Partido Regenerador, isto é foi reconhecido oficialmente nessa qualidade, pois que a sua chefatura era já um facto. Nesse ano de 1900 teve o encargo de organizar o elenco governamental, a que presidiu, tendo também a pasta do Reino. O segundo executivo presidido por Hintze Ribeiro tomou posse a de 26 de Julho de 1900.
Durante a liderança de Hintze Ribeiro os parlamentares regeneradores foram apelidados de "hintzáceos", designação que à época aparece frequentemente utilizada de forma algo pejorativa.
Depois da saída de João Franco do Partido, promove a dissolução da Câmara dos Deputados e aprova uma nova lei eleitoral, concebida para impedir a eleição dos seus adversários e que ficou conhecida por «ignóbil porcaria». Mais tarde, a questão dos tabacos levou o governo de Hintze a demitir-se. Foi exonerado a 20 de Outubro de 1904.
Durante este mandato foram reorganizadas as farmácias e publicado o Decreto de 24 de Dezembro de 1901 que lançou as bases do regime florestal e da protecção e fomento da floresta em Portugal.

 Terceira presidência do ministério

Novamente foi encarregado de constituir gabinete, tomando posse a 19 de Março de 1906, sendo o Presidente do Conselho e Ministro do Reino.
O governo iniciou funções num ambiente de forte agitação popular, com o crescimento da propaganda republicana e com a insubordinação das guarnições do cruzador D. Carlos (a 8 de Abril de 1906) e do couraçado Vasco da Gama (a 13 de Abril de 1906), ambos surtos no Tejo e os mais poderosos vasos de guerra da armada portuguesa de então, o que colocou a população de Lisboa em alvoroço e criou um ambiente pré-insurreccional.
Apesar disso, o governo apresentou ao parlamento a lei que resolvia a questão dos tabacos, questão que motivara a queda do ministério progressista e a cisão dada nesse partido, de onde se formou o grupo dos dissidentes.
À crescente popularidade dos republicanos e à instabilidade política e social que se vivia, o governo de Hintze Ribeiro respondeu com dureza, recorrendo à repressão policial. Tais factos, a que se juntou o resultado desfavorável das eleições de 29 de Abril de 1906, os graves incidentes que rodearam a manifestação organizada à chegada do líder republicano Bernardino Machado à Estação do Rossio, na noite de 4 de Maio de 1906 (com uma carga policial cuja brutalidade o próprio rei D. Carlos I, em carta enviada a Hintze Ribeiro, considerou excessiva) e a recusa de assentimento real para o adiamento das Cortes, acabaram por resultar na demissão de Hintze Ribeiro, após apenas 57 dias de governo. A 19 de Maio de 1906 era substituído por um ministério presidido por João Franco.
A carta de demissão enviada por Hintze Ribeiro ao rei é ainda hoje considerada como um dos mais importantes documentos políticos da época. Após o abandono da vida política activa, Hintze Ribeiro viajou pelo estrangeiro e, ao regressar a Portugal ainda participou em alguns debates parlamentares atacando a política do seu ex-correlegionário João Franco.
Por esse tempo Hintze Ribeiro era um dos vultos mais prestigiosos do campo monárquico. Depois de deixar o poder, sentindo-se doente, fez uma viagem ao estrangeiro para se distrair, mas a vida já se lhe ia extinguindo. Tendo falecido o conde de Casal Ribeiro, que era seu amigo íntimo, quis, apesar do seu estado de saúde, acompanhá-lo ao cemitério, mas pouco depois do cadáver ter entrado no jazigo, Hintze Ribeiro caiu fulminado ao encaminhar-se para a porta do cemitério.
A imprensa política de todos os partidos, até mesmo os que lhe eram mais adversos, prestaram-lhe as maiores homenagens, publicando artigos elogiosos, lastimando tão grande perda para a política portuguesa.
Falecendo com apenas 57 anos de idade, Hintze Ribeiro possuía já as mais altas distinções e condecorações nacionais e estrangeiras, entre elas o Tosão de Ouro e as grã-cruzes da Torre e Espada, da Legião de Honra, e da ordem dos Serafins.

Lista cronológica dos cargos exercidos

  • 24.01.1879 a 19.06.1879 — Deputado eleito para a 22.ª Legislatura pelo círculo da Ribeira Grande (Açores).
  • 02.01.1880 a 04.06.1881 — Deputado eleito para a 23.ª Legislatura pelo círculo da Ribeira Grande (Açores).
  • 20.10.1883 a 20.02.1886 — Ministro da Fazenda.
  • 14.01.1890 a 12.10.1890 — Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros.
  • 03.06.1891 a --- — Procurador-Geral da Coroa.
  • 22.02.1893 a 07.02.1897 – Presidente do Conselho de Ministros (Gabinete Hintze-Franco). Acumulou a pasta dos negócios estrangeiros (Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros) de 22.02.1893 a 20.12.1893, de 14.03.1894 a 01.09.1894 (interino), e, novamente, de 10.09.1894 a 20.09.1894 (interino). Acumulou a pasta das finanças (Ministro da Fazenda) de 20.12.1893 a 05.02.1897.
  • 26.07.1900 a 20.10.1904 — Presidente do Conselho de Ministros, acumulando a pasta da administração interna (Ministro do Reino) no período de 26.07.1900 a 04.07.1903.
  • 19.03.1906 a 19.05.1906 — Presidente do Conselho de Ministros, acumulando durante todo o período a pasta da administração interna (Ministro dos Negócios do Reino).

 Obras publicadas

Ernesto Hintze Ribeiro tem alguma obra publicada 
de que se destaca:
  • A teoria e legislação de recâmbio (1870);
  • O caso julgado, em face do direito português e da filosofia do direito (1872);
  • Os fideicomissos no direito civil moderno (comentário aos artigos 1866 a 1874 do Código Civil Português) (1872);
  • A reforma da legislação comercial (1877);
  • A questão de Salamanca (1882);
  • Reorganização dos serviços das alfândegas (1885);
  • A questão da Fazenda (1888);
  • Questões parlamentares (1888);
  • Responsabilidades na questão da Fazenda, discurso proferido na Câmara dos Pares do Reino nas sessões de 31 de Maio e 1 de Junho de 1888;
  • O regímen da divida portuguesa, discurso proferido na Câmara dos Pares do Reino nas sessões de 23 e 25 de Abril de 1898.

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Nome completo Mário Cesariny de Vasconcelos
Nascimento 9 de Agosto de 1923
Lisboa, Portugal
Morte 26 de Novembro de 2006
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Portugal Portuguesa
Ocupação Poeta, pintor

Mário Cesariny de Vasconcelos (Lisboa, 9 de Agosto de 1923Lisboa, 26 de Novembro de 2006) foi pintor e poeta, considerado o principal representante do surrealismo português. É de destacar também o seu trabalho de antologista, compilador e historiador (polémico) das actividades surrealistas em Portugal.

Vida

Mário Cesariny de Vasconcelos nasceu, por acaso, na Vila Edith, na Estrada da Damaia, em Benfica, onde os pais estavam a passar férias. Último filho (três irmãs mais velhas) de Viriato de Vasconcelos, natural de Tondela, e de Mercedes Cesariny Vasconcelos (de ascendência paterna corsa e materna espanhola), natural de Paris. O pai, com uma personalidade dominadora e pragmática, era empresário ourives, com loja e oficina na rua da Palma, na freguesia de Santa Justa, em plena baixa lisboeta.

Depois da escola primária, o jovem Mário frequentou durante um ano o Liceu Gil Vicente, após o que o pai (que o queria ourives) o mudou para um curso de cinzelagem na Escola de Artes Decorativas António Arroio (onde conheceu Artur do Cruzeiro Seixas e Fernando José Francisco), que completou. Depois, como não lhe agradasse o trabalho de ourives, frequentou um curso de habilitação às Belas-Artes. Também estudou música, gratuitamente, com o compositor Fernando Lopes Graça. Cesariny era um talentoso pianista, mas o pai, enfurecido, proibiu-o de continuar esses estudos. Entretanto, no final da adolescência, Cesariny e os amigos frequentam várias tertúlias nos cafés de Lisboa e descobrem o neo-realismo e depois o surrealismo.

Em 1947, Cesariny viaja até Paris onde frequenta a Académie de la Grande Chaumière e conhece André Breton, cuja influência o leva a criar no mesmo ano o Grupo Surrealista de Lisboa, juntamente com figuras como António Pedro, José Augusto França, Cândido Costa Pinto, Vespeira, Moniz Pereira e Alexandre O´Neill. Este grupo surgiu como forma de protesto libertário contra o regime salazarista e contra o neo-realismo, dominado pelo Partido Comunista Português, de tendência estalinista. Mais tarde, funda o anti-grupo (dissidente)"Os Surrealistas" do qual fazem parte entre outros os seguintes autores António Maria Lisboa, Risques Pereira, Artur do Cruzeiro Seixas, Pedro Oom, Fernando José Francisco e Mário-Henrique Leiria.

É nesta altura também que Viriato, seu pai, abandona a família para se fixar no Brasil com uma amante. Isto faz com que Mário se aproxime mais de sua mãe e, da sua irmã Henriette.
Na década de 1950, Cesariny dedica-se à pintura, mas também, e sobretudo, à poesia, que escreve nos cafés. O seu editor é Luiz Pacheco, com quem mais tarde (nos anos 1970) se incompatibilizaria por completo. É também durante esse período que começa a ser incomodado e a ser vigiado pela Polícia Judiciária, por "suspeita de vadiagem", obrigado a humilhantes apresentações e interrogatórios regulares, devido à sua homossexualidade, que vivencia diariamente, de modo franco e destemido. Só a partir de 25 de Abril de 1974 deixará de ser perseguido e atormentado pela polícia.
Cesariny vivia com dificuldades financeiras, ajudado pela família. Apesar da excelência da sua escrita, esta não o sustentava financeiramente e Cesariny, a partir de meados dos anos 1960, acabaria por se dedicar por inteiro à pintura, como modo de subsistência.

A partir da década de 1980, a obra poética de Cesariny é reeditada pelo editor Manuel Hermínio Monteiro e redescoberta por uma nova geração de leitores.
Nos últimos anos da sua vida, Cesariny viveu com a sua irmã mais velha, Henriette (falecida em 2004). Ao contrário do que acontecia anteriormente, abriu-se aos meios de comunicação dando frequentes entrevistas e falando sobre a sua vida íntima. Em 2004, Miguel Gonçalves MendesAutografia, filme intenso e comovente onde Cesariny se expõe e revela de modo total. realizou o documentário
Mário Cesariny morreu em 26 de Novembro de 2006, às 5h30, de cancro da próstata, de que sofria havia anos. Doou em vida o seu espólio à Fundação Cupertino de Miranda e, por testamento, deixou um milhão de euros à Casa Pia.[1]

Obra

Mário Cesariny adopta uma atitude estética de constante experimentação nas suas obras e pratica uma técnica de escrita e de (des)pintura amplamente divulgada entre os surrealistas. A sua poesia é animada por um sentido de contestação a comportamentos e princípios institucionalizados ou considerados normais nos campos do pensamento e dos costumes. Ao recorrer a processos tipicamente surrealistas (enumerações caóticas, utilização sistemática do sem-sentido ou do humor negro, formas paródicas, trocadilhos e outros jogos verbais, automatismo, etc.) alcança uma linguagem que sabe encontrar o equilíbrio entre o quotidiano e o insólito. [1] Introduz também a técnica designada “cadáver esquisito”, que consiste na construção de uma obra por três ou quatro pessoas, num trabalho em cadeia criativa em que cada um dá continuidade, em tempo real, à criatividade do anterior, conhecendo apenas parte do que este fez.
Nos últimos anos de vida, desenvolveu uma frenética actividade de transformação e reabilitação do real quotidiano, da qual nasceram muitas colagens com pinturas, objectos, instalações e outras fantasias materiais.
Sobre as sessões para que o convidavam e em que o aplaudiam, o poeta comentava: Estou num pedestal muito alto, batem palmas e depois deixam-me ir sozinho para casa. Isto é a glória literária à portuguesa[2].

 Bibliografia

  • Corpo Visível, 1950;
  • Discurso sobre a Reabilitação do Real Quotidiano, 1952;
  • Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos, 1953;
  • Manual de Prestidigitação, 1956;
  • Pena Capital, 1957;
  • Alguns Mitos Maiores e Alguns Mitos Menores Postos à Circulação pelo Autor 1958;
  • Nobilíssima Visão, 1959;
  • Poesia, 1944-1955 (s./d.);
  • Planisfério e Outros Poemas, 1961;
  • Um Auto para Jerusalém, 1964;
  • Titânia e A Cidade Queimada, 1965;
  • 19 Projectos de Prémio Aldonso Ortigão Seguidos de Poemas de Londres, 1971;
  • As Mãos na Água a Cabeça no Mar, 1972;
  • Burlescas, Teóricas e Sentimentais, 1972;
  • Primavera Autónoma das Estradas, 1980;
  • Vieira da Silva, Arpad Szenes ou O Castelo Surrealista, 1984;
  • O Virgem Negra, 1989;
  • Titânia, 1994.

Prémios

  • Grande Prémio Vida Literária APE/CGD 2005 (Prémio pelo conjunto da Obra)
  • Grã-Cruz da Ordem da Liberdade Atribuída em 2005 pelo então Presidente da República Jorge Sampaio


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