domingo, 16 de janeiro de 2011

14 - UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

Director  da Prisão de Caxias pega num megafone e comunica aos presos no pátio:  
- Atenção! Chega de preguiça! Chega de bandalheira!
 Quero toda a gente a varrer e a limpar toda esta bagunça! Amanhã chega o primeiro-ministro José Sócrates.
- Um dos presos comenta para outro:
- Caramba! Custou, mas prenderam o gajo...

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MAIS DESVAIRADOS

IGUAÇU - UMA BELEZA IMPERDÍVEL

ALZHEIMER

JOÃO QUERIDO MANHA




De Zé a D. José


Num momento de enorme orgulho nacional pela entronização de Mourinho como Rei dos Treinadores, após dez anos de trabalho alucinante, apenas uma questão fica em aberto para o futuro dele, independentemente do número de títulos e conquistas que continuará a alcançar neste século.

Oreconhecimento formal do mundo do futebol marca o fim do profissional popular, insolente, aparentemente inconsciente, cujas irreverências incomodavam e distraíam o “establishment” antes de averbar a estocada e dela se vangloriar sem ponta de humildade. A coroa fá-lo ascender de Zé a D. José, ao jeito da moderna onda libertária que vem transformando plebeias em princesas, para grande irritação das principais casas reais da Europa.

Tendo-se juntado despudoradamente à “France Football” ao fim de dez anos a tentar desprestigiar a Bola de Ouro, a FIFA estende à frente de Mourinho uma longa passadeira vermelha rumo à galeria dos indiscutíveis, aceitando-o como “Especial”, mas seguramente na expectativa de que o título nobiliárquico lhe dome a tendência para a profanação e para o desacato institucional.

Éassim Blatter, normalmente junta-se aos que não consegue vergar, mas sempre de pé atrás. Aos olhos da FIFA, Mourinho está para os treinadores como Maradona esteve para os jogadores, salvaguardando que o melhor jogador de sempre pegava mais pesado e não apenas nos “mind games”.

Neste ano de consagração, já em Madrid, além dos títulos que lhe renderam o prémio, o treinador português deixou muitos nervos em franja com pelo menos quatro atitudes marginais ao “futebolisticamente correto”. A simulação forçada de expulsões na Liga dos Campeões, punida com castigo pela puritana UEFA, o desrespeito profissional explícito por outros treinadores da Liga espanhola, a diatribe interna sobre o posicionamento do Real Madrid em relação aos árbitros e, finalmente, a ostensiva aleivosia para com o banco do Villarreal, no termo de um jogo de enorme tensão.

Destes episódios, amiúde confundidos com arrogância, não vem grande mal, pois não passam de incontinentes assomos de vaidade. No entanto, acaba por ser mais penalizado por ter dificuldade em assumir tais catilinárias, apresentando desculpas infantis ou descaradamente mentirosas. Nesta matéria, iniciou 2011 mais ao jeito do Zé de Alhos Vedros, do que de D. José do Mundo.

Com a coroa real, chega o tempo de deixar de pensar como líder conspirativo de emblemas perseguidos e apoucados, sempre a desafiar os poderosos e tentando vergá-los com a esperteza dos iluminados.

Nos primeiros seis meses em Espanha, Mourinho tem vogado mais na inspiração contínua (com transpiração q.b.) de Cristiano Ronaldo, do que pela consistência do seu projeto coletivo, o que justifica o deslize da incursão pelas queixas de arbitragem, autênticas confissões de fraqueza e insegurança, nada consentâneas com a linhagem e tradição do clube.

O que Madrid espera dele – doravante, ainda mais – é que comande como um monarca e deixe de conjurar como um guerrilheiro. Com a certeza de que será ainda melhor treinador e melhor pessoa.

IN "RECORD"
12/01/11

INFORMAÇÃO MUITO ÚTIL


CAROS VISITADORES

"Poesia incompleta" 
Livraria ao Principe Real

Actualmente existe, em Lisboa, uma livraria absolutamente única no país: uma livraria integralmente dedicada à poesia. Sucede, contudo, que, apesar de fantástica, ela encontra-se com alguma dificuldade em sobreviver. 
O que não se compreende: tem à sua frente um jovem livreiro que, além de extremamente eficiente, como verão, possui um
total conhecimento do que está a vender: conhece os autores, as edições, tudo.
A livraria de que vos falo chama-se Poesia Incompleta, fica na Rua Cecilio de Sousa nº 11 (Príncipe Real) e vai com certeza ser uma revelação para quem a visitar. Abrange todas as épocas e o que não tem, o Mário, o dito livreiro, arranja, normalmente - e com uma brevidade que, no mínimo, surpreende.
Peço-vos - a vos que sois leitores, presumo - que façam uma visitinha a este sitio, que não pode de maneira nenhuma fechar e que, pela sua qualidade, vai-se tornar, mais tarde ou mais cedo, como aliás disse Vasco Graça Moura, num local de culto. 
Isto, claro, se não fechar, coisa que, passando a palavra e recomendando a amigos este tão singular espaço, podemos evitar.

enviado por J.V.A.

3 - A VIDA SECRETA DAS PLANTAS

CELTIC WOMAN - SCARBOROUGH FAIR

UM HOTEL GELADO

INVISIBILIDADE JÁ É UMA REALIDADE

AJUDEM!!!!!!

5 - ILUSÃO DE ÓPTICA

2 - CÁLCULO DE PROBABILIDADE

TENHA UM BOM FIM DE SEMANA


... não se iluda com as falsas promessas


COMPRE JORNAIS

A BEM DO SPORTING
Bettencourt demite-se do Sporting
“Para bem do Sporting deixo de ser presidente. Por diversas circunstâncias, entendo que o melhor para a vida do Sporting é que eu deixe de ser presidente”, afirmou José Eduardo Bettencourt na sala de imprensa de Alvalade, acrescentando que “acabei de comunicar esta minha decisão” aos órgãos sociais do Sporting.
Bettencourt, que era presidente do clube e também da SAD cotada em bolsa, terminou a curta declaração com um “viva ao Sporting” e afirmando aos jornalistas que “nos próximos dias serão postos a par” dos próximos desenvolvimentos na vida do clube.
O Sporting foi derrotado em casa esta noite por 2-3 contra o Paços de Ferreira, deixando o clube de Alvalade cada vez mais longe do líder do campeonato, bem como do segundo lugar.
"SÁBADO"

PERDULÁRIOS
Lisboa: Câmara gastou mais de 2,5 ME com 
Agência da Baixa Chiado extinta em dezembro
A Câmara de Lisboa gastou mais de 2,5 milhões de euros na Agência para a Promoção da Baixa Chiado, que ao fim de nove anos foi extinta por ter um modelo de funcionamento "pouco operacional".
Na proposta de extinção, aprovada em dezembro em reunião de câmara, a autarquia lembrava mesmo que "as associações próprias destes segmentos empresariais cresceram e consolidaram-se, como é notório no caso da Associação de Valorização do Chiado e da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, e adquiriram saber-fazer e experiência".
Fundada em 2001, a Agência para a Promoção Baixa Chiado (ABC) precisou de ser relançada a meio dos seus nove anos de existência, em 2006, numa tentativa de lhe imprimir maior dinamismo.
"VISÃO"

JÁ ESTAMOS HABITUADOS A ALDRABICES
Portugueses na Tunísia acusam 
Governo de falta de ajuda
Um português residente na Tunísia e inscrito no consulado garantiu hoje que nunca foi contactado pela embaixada portuguesa em Tunes e acusa o Governo de estar a mentir e a enganar a opinião pública.
«Nunca fui contactado. Não foi efetuado nenhum contacto telefónico pela embaixada, pelo menos, ao grupo de portugueses com quem tenho estado nestes últimos dias. Ninguém foi contactado e estamos todos inscritos (no consulado) com números de telefones portáteis, e-mails, tudo», disse Nuno Durães.
Em declarações à agência Lusa, o português a trabalhar na Tunísia desde 2003 lamenta que «se continue a insistir numa mentira».
«Até agora os serviços consulares e a embaixada não têm feito nada por nós. Ainda ontem [sábado] ouvimos uma entrevista do Presidente da República a dizer que todos os portugueses foram contactados e que ninguém mostrou vontade de sair da Tunísia e é uma total mentira», sublinhou.
«As pessoas têm de ter a coragem de assumir que não conseguem fazer nada. Ponto final. É isso que nós pretendemos, que, pelo menos, não tentem enganar a opinião pública», afirmou Nuno Durães.
O português disse que apenas foi enviado um e-mail, a algumas pessoas, no dia 12 de Janeiro com informações «básicas e banais: não saiam de casa, não participem em manifestações, não tirem fotografias».
"SOL"

VERDADEIRO AUTARCA
Vila Nova de Milfontes: Famílias carenciadas 
vão poder "fazer compras" a "custo zero"
As famílias carenciadas de Vila Nova de Milfontes vão poder "comprar" roupa, sapatos, brinquedos, géneros alimentares ou pequeno mobiliário a "custo zero", numa loja social que a junta de freguesia quer abrir.
As famílias carenciadas de Vila Nova de Milfontes (Odemira) vão poder "comprar" roupa, sapatos, brinquedos, géneros alimentares ou pequeno mobiliário a "custo zero", numa loja social que a junta de freguesia quer abrir em fevereiro.
A intenção de abrir uma loja social já constava do programa eleitoral da candidatura do atual presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes, José Gabriel, mas foi "ganhando força" com a perceção das "necessidades e problemas sociais", acentuadas na época do Natal.
"Temo-nos apercebido das necessidades e problemas sociais da freguesia", disse o autarca à agência Lusa, explicando que, "na altura do Natal, isso ficou mais nítido", depois de a Câmara de Odemira, em conjunto com outras instituições do concelho, terem distribuído cabazes a famílias carenciadas.
"Nesse âmbito, quando a junta de freguesia fez o levantamento e sinalizou, os casos foram muito superiores àquilo que se pensava haver e a freguesia acabou por ser contemplada com 60 cabazes dos 200 atribuídos no concelho, apesar de existirem 17 freguesias", relatou.
"Apercebi-me que esses 60 eram insuficientes, aliás os 200, se nos tivessem sido atribuídos, também não tinham chegado", lamentou, referindo-se a casos de famílias com filhos e de idosos com reformas reduzidas.

Loja social em fevereiro

O conhecimento de casos concretos levou a autarquia a "avançar o mais rápido possível com a loja social", que está em fase final de obras, com a expetativa que abra no mês de fevereiro.
A vontade de ajudar já existe, segundo José Gabriel, que assegura ter muita roupa em armazém, bem como alguns candidatos a voluntários, faltando agora apenas o espaço para "aglutinar os bens e fazer a distribuição" pelas famílias sinalizadas.
"EXPRESSO"

BRILHANTE
Um português em cada cem tem um processo-crime. 
São arguidos, como nós
Há poucos anos, envergonhadas, as pessoas deixavam de atender os telefones para não se verem obrigadas a confirmar que tinham sido constituídas arguidas. Os crimes e os processos-crime eram uma realidade de capa dos jornais tablóides. E o pior que se podia fazer a uma pessoa honesta era associá-la a uma investigação policial. Os suspeitos - e os arguidos eram, comprovadamente, suspeitos - eram olhados de lado. Mudava-se de passeio para evitar cumprimentar pessoas que tinham sido constituídas arguidas. Sobre isso, falava-se baixinho e longe dos jornalistas. O estigma existia: era uma vergonha ser arguido. Mas, a tradição já não é o que era. E, à medida que o número de arguidos foi aumentando, à medida que foram existindo arguidos com processos arquivados, muitos deles não foram, sequer, acusados ou, sendo acusados, não chegaram a julgamento.
À medida que começámos a ver arguidos com uma educação acima da média e, sobretudo, à medida que a exposição mediática de arguidos passou a quase não dar tempo para as pessoas digerirem a sucessão de investigações criminais e de queixas - muitas vezes disparatadas -, também a reprovação social começou a diminuir e a antiga desonra começou a ser guardada na gaveta das luvas fora de uso.
Num país onde quase todas as semanas há novos arguidos, cada vez mais improváveis, e onde o estatuto de arguido se discute à mesa dos cafés, ao som das notícias não há lugar para grande reprovação social relativamente aos "meros" arguidos. Hoje, já há quem confirme, jovial, e sem receio: "Arguido, eu? Sou, porquê? Você não é?"
"i"

CAVACO VENDEU, SOCRATES PULVERIZOU
Sector agrícola português perdeu meio milhão 
de hectares no espaço de dez anos
A agricultura portuguesa conheceu, nos últimos dez anos, um claro processo de ajustamento estrutural, com a área média das explorações a aumentar 2,5 hectares, o que potencialmente as torna mais competitivas. Mas, no mesmo período de tempo, o território dedicado à prática agrícola recuou em quase meio milhão de hectares, o que não deixa de ser preocupante, dada a forte dependência externa de Portugal em produtos alimentares.
Os dados preliminares do Recenseamento Agrícola de 2009 (o censo realiza-se de dez em dez anos, como o da população), recentemente disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que a área ocupada pela produção agrícola em Portugal correspondia a cerca de 50 por cento da superfície territorial do país - 4,6 milhões de hectares. Este valor representa um recuo de meio milhão de hectares, o equivalente a 20 mil albufeiras do Alqueva.
Em 2009, os recenseadores do INE apuraram a existência de 304 mil explorações agrícolas em Portugal. Este valor resulta do desaparecimento de 112 mil empresas, cerca de 25 por cento das existentes no estudo anterior (realizado em 1999). Conjugados so dois factores anteriores, conclui-se que a área média das explorações agrícolas aumentou 2,5 hectares, para 11,9 hectares, o que garante economias de escala e torna a produção mais competitiva.
"PÚBLICO"

EM GEITO DE PASSEIO
Obikwelu triunfa nos 60 metros
CAMPEONATO DE LISBOA DE INVERNO
Francis Obikwelu foi a presença surpresa no Campeonato de Lisboa de Inverno que ontem se iniciou no Estádio 1.º Maio. Correu os 60 metros que ganhou em “descansados” 6,77 (vento nulo), à frente do benfiquista Ricardo Monteiro (6,88). O Sporting mobilizou boa parte dos seus melhores atletas e ganhou 8 das 12 provas disputadas, com destaque para os 15,40 de Antónia Borges no peso. De resto, a nota principal vai para o recorde pessoal da benfiquista Ungudi Quiawacana, com 6,08 no comprimento (v:+1,0 m/s).
"RECORD"


FUMAR EMAGRECE...
TABACO AUMENTE RISCO 
DE CANCRO EM POUCOS MINUTOS
O fumo de tabaco inalado pelos fumadores pode provocar em poucos minutos danos genéticos que aumentam o risco do aparecimento de cancro, indica um estudo divulgado no sábado nos Estados Unidos.
"O efeito é tão rápido que equivale à injecção directa da substância no sangue", explicam os autores do estudo publicado na revista "Chemical Reserch in Toxicology", o o primeiro a analisar como é que as substâncias contidas no tabaco podem causar danos ao nível do ADN humano. O estudo contou com a participação de 12 voluntários fumadores, através dos quais os investigadores seguiram o trajecto dos componentes tóxicos presentes no tabaco.
Os cientistas estiveram especialmente atentos à acção produzida no sangue pela substância fenantreno, encontrada no fumo do cigarro, e constataram que provoca mutações genéticas que podem originar cancro. "Os fumadores alcançaram o nível máximo da substância numa escala de tempo que surpreendeu os próprios investigadores: Em apenas 15-30 minutos depois de os voluntários terem terminado de fumar", refere o estudo.
O cancro do pulmão é o mais mortal e aquele que mais cresce em todo o mundo e os investigadores dizem que 90% das mortes por cancro do pulmão são originadas pelo fumo do tabaco. Todos os anos são diagnosticados mais de 12 milhões de novos casos, e registadas cerca de 8 milhões de mortes devido à enfermidade.
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

BARROSERDA
Comissão Europeia ignora festividades cristãs
A comissão europeia distribuiu 3,5 milhões de agendas com referências aos feriados de três confissões religiosas, mas omitiu as celebrações católicas. A Igreja exige explicações de Durão Barroso e a Conferência Episcopal Portuguesa pressiona os eurodeputados.
"Espero que os eurodeputados portugueses se pronunciem e tomem uma posição sobre este assunto", disse ao JN, D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
Em causa estão três milhões e meio de agendas distribuídas pela Comissão Europeia por estudantes e estabelecimentos de ensino em todos os países da Europa. A agenda tem referências às festas judaicas, islâmicas e hindus, mas ignora as festas cristãs, como o Natal ou a Páscoa. A única referência ao Natal é feita através de um abeto finlandês, mas sem qualquer tipo de explicação sobre a data.
O caso já foi denunciado a Durão Barroso por eurodeputados britânicos. Esta semana, Laurent Wauquiez, ministro francês dos assuntos Europeus voltou a questionar o assunto, perguntando ao presidente da Comissão Europeia se "tem vergonha do património cristão".
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

GRANDE TELMA
«Estava farta de ouvir o hino japonês» – Telma Monteiro
Telma Monteiro (-57 kg) venceu Masters em Baku. Na final dominou a campeã mundial que há quatro meses lhe ganhou em Tóquio.
À partida para o Azerbaijão Telma Monteiro avisara que estava «confiante» para o Masters de Baku, a exclusiva prova que apenas admite os 16 melhores do ranking em cada categoria. Não estava enganada.
Num dia inesquecível e mostrando consistência física acima do habitual, aspecto em que teve particular cuidado na preparação, Telma (25 anos) conquistou a medalha de ouro dos -57 kg na estreia na prova. Há um ano ficara impedida de disputar a primeira edição em Suwon (Coreia do Sul) por estar a recuperar de lesão na perna esquerda. Agora, no Serhedchi Olympic Sports Center, garantiu a primeira medalha de Portugal na competição e no seu incrível palmarés. «É um dia perfeito»
Melhor ainda foi o facto de, na final, ter derrotado a campeã do Mundo e grande rival, Kaori Matsumoto, por wazari - somando também um yuko - e deixando a japonesa em branco. Magnífico! Em Setembro, Matsumoto ganhara-lhe em Tóquio, durante o prolongamento na decisão do título mundial, com Telma esgotada fisicamente. Desta vez não!
"A BOLA"

CORAJOSOS
Portugueses processam Toyota 
por "tentativa de homicídio"
Dois clientes da Toyota que afirmam que os seus veículos sofreram episódios de aceleração súbita e descontrolada, processando a empresa por "tentativa de homicídio" e exigem um "pedido de desculpas formal" aos clientes.
"Vamos processar a Toyota por tentativa de homicídio, porque eles podiam e deviam ter evitado esta situação toda. Tinham consciência do que se passava e andaram a brincar com a vida dos seus clientes", disse Daniel Estêvão, filho de Arminda Estêvão, cujo Toyota Corolla de mudanças automáticas "passou de quase zero para mais de cem quilómetros à hora" quando a condutora entrava na garagem de casa, em Junho de 2010.
Daniel Estêvão, que quer levar o caso até às últimas instâncias, vai reclamar ainda "um pedido de indemnização, no valor dos transtornos causados e das despesas decorrentes do tribunal", garantindo que não quer "enriquecer às custas da Toyota".
"CORREIO DA MANHÃ"

1 - QUANDO UM PINCEL FOTOGRAFA


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5 - ILUSTRES PORTUGUESES DE SEMPRE »»» gago coutinho


 

 

  

 

Carlos Viegas Gago Coutinho (Lisboa, 17 de Fevereiro de 1869 — Lisboa, 18 de Fevereiro de 1959) foi um geógrafo cartógrafo, oficial da Marinha Portuguesa, navegador e historiador. Juntamente com o aviador Sacadura Cabral, tornou-se um pioneiro da aviação ao efectuar a Primeira travessia aérea do Atlântico Sul, no hidroavião Lusitânia[1]


Gago Coutinho (dir.) e Sacadura Cabral (esq.) a bordo do "Lusitânia", 1922.

Rota da primeira travessia aérea do Atlântico Sul.

Placa em homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral na Estação São Bento (Porto).

Biografia

Nasceu em Belém, Lisboa, em 17 de Fevereiro de 1869, filho de José Viegas Gago Coutinho e de Fortunata Maria Coutinho[2].
De família humilde, não pode frequentar, como desejava, o curso de Engenharia na Alemanha e ingressou, aos 17 anos, na Marinha Portuguesa, tendo terminado o curso da Escola Naval em 1888.
Serviu em vários navios e participou nas operações militares de Tungue em 1891 e em Timor em 1912.
Distinguiu-se como cartógrafo e geodeta a partir de 1898, aquando de sua primeira comissão em Timor. Até 1920 levantou e cartografou não apenas aquele território mas também o de Niassa (1900), Congo (1901), Zambézia (1904-1905), Barotze (1912-1914), São Tomé e Príncipe (1916), estabelecendo vértices geodésicos e determinando coordenadas em missões científicas onde conseguia precisões notáveis, devido ao seu rigor e dedicação à missão que lhe fora confiada. Respondeu pela delimitação definitiva da parte norte da fronteira entre Angola e Zaire.
No decurso destes trabalhos fez a pé a travessia da África, onde conheceu Sacadura Cabral. Este incentivou-o a dedicar-se ao problema da navegação aérea, o que levou ao desenvolvimento do sextante de bolha artificial, posteriormente comercializado pela empresa alemã Plath com o nome "Sistema Gago Coutinho".[3] Juntos inventaram ainda um "corretor de rumos" (o "plaqué de abatimento") para compensar o desvio causado pelo vento. Para testar essas ferramentas de navegação aérea, realizaram em 1921 a travessia aérea Lisboa-Funchal.
Assim preparados, em 1922, no contexto das comemorações do centenário da Independência do Brasil, os dois aviadores realizaram a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, sendo recebidos entusiasticamente em várias cidades do Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Recife), bem como no regresso a Portugal.
Gago Coutinho recebeu largo reconhecimento devido a este feito, tendo sido promovido a contra-almirante e condecorado com as mais altas e prestigiosas distinções do Estado Português, além de ter recebido várias outras condecorações estrangeiras. Retirou-se da vida militar em 1939.
Em 1954 a TAP convidou-o para um voo experimental ao Rio de Janeiro em um DC-4, antecipando a futura linha regular que se estabeleceria em 1961.
A partir de 1925 dedicou-se à História Náutica, tendo desenvolvido vasta obra de investigação científica, publicando significativa variedade de trabalhos geográficos e históricos, principalmente acerca das navegações portuguesas, como, por exemplo, "O Roteiro da Viagem de Vasco da Gama" e a sua versão de "Os Lusíadas". Vários de seus trabalhos encontram-se compilados na "Náutica dos Descobrimentos".
Correspondeu-se com grandes nomes da história da aviação da época como Alberto Santos Dumont, apoiou Sarmento de Beires e João Ribeiro de Barros.
Pertenceu ao Grande Oriente Lusitano da Maçonaria Portuguesa e foi sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa, onde foi responsável por uma das secções.
Por decisão da Assembleia Nacional foi promovido a Almirante em 1958. Faleceu no dia seguinte a completar 90 anos, sendo sepultado no Cemitério da Ajuda em Lisboa.

WIKIPÉDIA

6 - ILIUSTRES PORTUGUESES DE SEMPRE »»» sacadura cabral


ArturDeSacaduraFreireCabral1.jpg
Artur de Sacadura Freire Cabral, mais conhecido por Sacadura Cabral GCTE (Celorico da Beira, 23 de abril de 1881Mar do Norte, 15 de novembro de 1924) foi um aviador e oficial da Marinha Portuguesa.

Biografia

Era filho de Artur Sacadura Cabral e de Maria Augusta da Silva Esteves. Após os estudos primários e secundários assentou praça em 10 de Novembro de 1897 como aspirante de marinha e frequentou a Escola Naval, onde foi o primeiro classificado do seu curso. Foi promovido a segundo-tenente em 27 de Abril de 1903, a primeiro-tenente a 30 de Setembro de 1911, a capitão-tenente em 25 de Abril de 1918 e, por distinção, a capitão-de-fragata em 1922. Terminado o seu curso, seguiu em 1901, a bordo do São Gabriel, para a Divisão Naval de Moçambique.
Serviu nas colónias ultramarinas no decurso da Primeira Guerra Mundial. Foi um dos primeiros instrutores da Escola Militar de Aviação, director dos serviços de Aeronáutica Naval e comandante de esquadrilha na Base Naval de Lisboa.
Unanimemente considerado um aviador distintíssimo pelas suas qualidades de coragem e inteligência, notabilizou-se a nível mundial, ultrapassando as insuficiências técnicas e materiais que na época se faziam sentir. Quando conheceu, em África, Gago Coutinho, incentivou-o a dedicar-se ao problema da navegação aérea, o que levou ao desenvolvimento do sextante de bolha artificial. Juntos inventaram um "corretor de rumos" para compensar o desvio causado pelo vento. Realizou diversas travessias aéreas memoráveis, notabilizando-se especialmente em 1922, ao efectuar com Gago Coutinho, a primeira travessia aérea do Atlântico Sul[2].
Navegou durante dois anos nas costas de Moçambique até que, em 1905, foi deliberado pelo governo que se procedesse a um levantamento hidrográfico rigoroso da baía de Lourenço Marques (hoje Maputo), em preparação da modernização do seu porto. Sacadura Cabral foi um dos oficiais escolhidos para este trabalho e, em colaboração com o seu camarada guarda-marinha, Bon de Sousa, fez uma carta hidrográfica do rio Espírito Santo e de trechos dos rios Tembe, Umbeluzi e Matola. Em 1906 e 1907 trabalhou como topógrafo na rectificação da fronteira entre o Transvaal e Lourenço Marques, serviço que foi feito em concorrência com os agrimensores ingleses do Transvaal.
Em 1907 chegou a Moçambique uma missão geodésica de que era chefe Gago Coutinho. No desempenho de missões geodésicas e geográficas, trabalharam juntos desde 1907 a 1910. Sacadura Cabral revelou nestes trabalhos as suas capacidades como geógrafo e astrónomo, bem como organizador.
Em 1911 concorreu aos serviços de Agrimensura de Angola, tendo sido nomeado para o lugar de subdirector destes serviços. Em Angola desempenhou vários serviços neste cargo, entre os quais observações astronómicas no Observatório de Angola e o reconhecimento da fronteira da Lunda. Em 1912 participou, com Gago Coutinho, na missão do Barotze, a fim de se delimitarem as fronteiras leste de Angola, o que foi feito em mais de 800 quilómetros. Sacadura Cabral regressou à metrópole em 1915.
Entretanto o Aero Club de Portugal procurava fazer propaganda da aviação e conseguiu que o governo abrisse um concurso para que os oficiais do exército e da marinha fossem enviados a várias escolas estrangeiras de aviação para nelas obterem o brevet de piloto aviador militar.
Sacadura Cabral foi para a França e deu entrada na Escola Militar de Chartres. Em 11 de Novembro1915 realizou o seu primeiro voo como passageiro e, a 16 de Janeiro de 1916 fez o seu primeiro voo como piloto. Em Março fez as provas de brevet com aprovação. Ainda em França seguiu para a Escola de Aviação Marítima de Saint Raphael, onde se especializou em hidroaviões. Frequentou ainda várias escolas de aperfeiçoamento e esteve na Escola de Buc, pilotando aviões Blériot e Caudron G.3. de


Gago Coutinho (dir.) e Sacadura Cabral (esq.) a bordo do "Lusitânia", 1922.

Placa em homenagem a Sacadura Cabral e Gago Coutinho na Estação São Bento (Porto).
Terminada a sua aprendizagem em França, regressou a Portugal em Agosto de 1916. Nesta altura estava a ser organizada a Escola de Aviação Militar em Vila Nova da Rainha e Sacadura Cabral foi aí incorporado como piloto instrutor. Entretanto, tendo o governo resolvido enviar para Moçambique uma esquadrilha de aviação para cooperar com o exército, na região do Niassa, na defesa deste território em relação aos ataques alemães, Sacadura Cabral foi encarregado de adquirir em França o material necessário. Esta foi a primeira unidade de aviação constituída em Portugal.
Em seguida Sacadura Cabral foi encarregado de organizar a aviação marítima em Portugal, tendo sido nomeado, em 1918, director dos Serviços da Aeronáutica Naval e, a seguir, comandante da Esquadrilha Aérea da Base Naval de Lisboa. Em 1919 foi nomeado para fazer parte da Comissão encarregada de dar parecer sobre a melhor forma de pôr em prática um plano de navegação aérea.
Demonstrou, nesse mesmo ano, a viabilidade de vir a ser tentada a viagem aérea Lisboa-Rio de Janeiro, tendo sido nomeado para proceder aos estudos necessários para a sua efectivação. Foi então à Inglaterra e à França, a fim de escolher o melhor material para equipar a Aviação Marítima, e propor o tipo de aparelho em que poderia vir a ser tentada a viagem Portugal-Brasil. Enquanto esteve nestes dois países desempenhou as funções de adido aeronáutico. Em 1920 fez parte da Comissão Mista de Aeronáutica.
Em 1921 realizou, com Gago Coutinho e Ortins de Bettencourt, a viagem Lisboa-Madeira, para experiência dos métodos e instrumentos criados por ele e Gago Coutinho para navegação aérea que, em 1922, vieram a ser comprovados durante a primeira travessia aérea do Atlântico Sul.
Em 1923 elaborou um projecto de viagem aérea de circum-navegação, que não conseguiu realizar por falta de meios materiais. Em 1924, convencido de que o Governo não correspondia ao esforço por ele levado a cabo para a eficiência da Aviação Marítima, apresentou o seu pedido de demissão de oficial da Marinha, pedido que foi indeferido. Ainda em 1924, foi nomeado para estudar uma proposta feita ao governo para o estabelecimento de carreiras aéreas com fins comerciais. Morreu a 15 de Novembro de 1924, quando pilotava um Fokker 4146 de Amesterdão para Lisboa, um dos cinco aviões que haviam sido adquiridos por subscrição pública, e que seriam utilizados no seu projecto da viagem aérea à Índia, uma vez fracassado o seu projecto de circum-navegação.

ATIVIDADE CIENTÍFICA

Juntamente com Gago Coutinho estudou um novo aparelho com o qual se viria a conseguir uma navegação estimada, e que viria a auxiliar e a completar a navegação astronómica por intermédio do sextante modificado por Gago Coutinho. Inicialmente este aparelho foi chamado "Plaqué de Abatimento" e mais tarde "Corrector de Rumos – Coutinho-Sacadura".
Este aparelho foi experimentado na primeira viagem aérea Lisboa-Madeira realizada em 1921. Tendo obtido os melhores resultados na sua utilização, este aparelho foi apresentado ao Congresso Internacional de Navegação Aérea, realizado em Paris de 15 a 25 de Novembro de 1921, onde teve boa aceitação. A memória descritiva do "Corrector" foi publicada nos Anais do Club Militar Naval.
A preparação para a primeira travessia aérea do Atlântico Sul é da iniciativa de Sacadura Cabral, que expôs o projecto a Gago Coutinho, o que motivou que este acelerasse a adaptação do sextante clássico de navegação marítima à navegação aérea. A travessia iniciou-se em 30 de Março de 1922, em Belém no hidroavião "Lusitânia". A primeira escala foi nas Canárias, de onde partiram para São Vicente, em Cabo Verde. Daqui partiram para os Penedos de São Pedro, com problemas de consumo de combustível. Ao amarar, uma vaga arrancou um dos flutuadores do "Lusitânia", o que provocou o afundamento do avião. Os aviadores foram recolhidos pelo navio "República". O "Lusitânia" acabara de realizar uma etapa de mais de onze horas sobre o oceano, sem navios de apoio, mantendo uma rota matematicamente rigorosa, o que mais uma vez veio provar a precisão do sextante modificado, pois os Penedos de São Pedro e São Paulo podem considerar-se um ponto insignificante na enorme vastidão atlântica.
O governo enviou um outro hidroavião Fairey 16, cujo motor veio a avariar no percurso entre os Penedos de São Pedro e São Paulo e a ilha de Fernando de Noronha. Foi pedido um novo Fairey ao governo português, que foi enviado no "Carvalho Araújo". Três dias depois partiram para o troço final, chegando à baía de Guanabara e terminando a viagem no Rio de Janeiro a 17 de Junho, depois várias escalas.
Esta viagem aérea constituiu um marco importante na aviação mundial, pois veio comprovar a eficácia do sextante aperfeiçoado por Gago Coutinho, com a ajuda de Sacadura Cabral, que permitia a navegação aérea astronómica com uma precisão nunca antes conseguida.
Faleceu num desastre de aviação algures no Mar do Norte, em 1924, quando voava em direcção a Lisboa, pilotando um avião que se despenhou. O cadáver nunca foi encontrado.

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3 - O PAPEL MOEDA PORTUGUÊS DEDE 1779


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