29/09/2011



HOJE NO
"A BOLA"


Brasil em choque com a FIFA

Falta pouco menos de três anos para o pontapé de saída do Campeonato do Mundo de Futebol que o Brasil organizará em 2014 e as relações entre a FIFA e os políticos do país estão a piorar.

Em causa estão, segundo o que o jornal Folha de São Paulo ontem noticiou, choques graves entre as regras definidas pela FIFA e que os organizadores das competições são obrigados a aceitar e as leis e tradições brasileiras.

Numa reunião que ontem se realizou na Comissão da Constituição e Justiça, foi aprovado um requerimento para serem chamados ao Senado a prestar declarações o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, e o ministro do Desporto, Orlando Silva.

A desconfiança dos senadores relativamente ao projecto-lei que está a ser preparado para reger o Mundial de 2014 levou a que os parlamentares tecessem duras críticas às medidas que podem vir a ser implementadas. Muitas, dizem, chegam mesmo a violar a constituição.

«Esse documento agride a cidadania e os direitos do consumidor. Deve ter sido redigido na sede da FIFA e revisto por gente que ignora as leis brasileiras, inclusive a constituição», acusou Demóstenes Torres, líder do partido Democratas.

Um dos pontos mais polémicos da lei é aquele que proíbe toda e qualquer pessoa de «reproduzir, imitar ou falsificar indevidamente quaisquer símbolos oficiais de titularidade de FIFA», algo que no projecto-lei contempla, segundo revelam, a possibilidade de prisão para qualquer cidadão que, por exemplo, pinte o muro de sua casa com o logótipo da prova.

O senador do Partido Socialismo e Liberdade, Randolfe Rodrigues, juntou a voz à de Demóstenes, reclamando, sobretudo, contra a proibição de recriar símbolos da organização do Mundial: «Não conheço abuso maior que esse. Esta é uma tradição dos brasileiros.

Dilma Roussef, presidente da República, deverá em breve participar numa reunião com a FIFA para tentar ultrapassar vários pontos que geram discórdia.


* A FIFA é uma organização tenebrosa na qual os seus dirigentes pensam estar acima da soberania dos países onde se pratica futebol. Oxalá a democracia brasileira lhes dê a lição que merecem!

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