domingo, 24 de outubro de 2010

DISFARCE

ANIVERSÁRIO


ESTA SEMANA CELEBRAMOS UM ANIVERSÁRIO MUITO ESPECIAL.





Monica Lewinsky faz 44 anos. Acreditam ???



PARECE QUE FOI ONTEM... ANDAVA ELA A GATINHAR NA CASA BRANCA....

EH PÁ, CRESCEM TÃO DEPRESSA!!!

UM HORROR!!!!!!!!!!!!!!!!!!! SE CONSEGUIR, DURMA BEM



EM FRANÇA MORRE UMA MULHER A CADA 3 HORAS VÍTIMA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

BAPTISTA BASTOS

BAPTISTA-BASTOS

Os culpados escapam sempre

O Orçamento, aquilo que dele conhecemos, impõe-nos a obediência total a uma tremenda iniquidade. Falemos de servidão, afinal o que as circunstâncias favorecem: não podemos desobedecer porque o imposto de submissão, engendrado pelo Governo PS, abate-se sobre nós, e responsabiliza-nos sob a fórmula de "o interesse nacional". Expressão cuja lógica é a de comprometer toda a gente menos aqueles que, rigorosamente, são os culpados. O clamor de protestos que se escuta por aqui e por ali conduz-nos ao carácter relacional do poder. E induz-nos a reflectir sobre a sua natureza. No caso português, sobre a monstruosidade das suas aberrações.
A crise do sistema prolonga a argumentação deste Governo que não soube prever as condições históricas, nas quais o capitalismo se movia, e oculta as suas derivas e as suas incompetências com uma retórica "balsâmica". Ouve-se o primeiro-ministro e não se consegue descortinar onde está o "normal" e o "patológico". Mas também não distinguimos os objectivos de Passos Coelho, com o carácter das suas ofensivas sociais e a qualidade da democracia que diz defender. Que raio de democracia é esta, a de Passos, e aquela sob cujo paradigma temos vivido?
A encruzilhada na qual o País convenciona a sua perplexidade é bem pior do que a questão económico-financeira. É a ausência de alternativa. O Governo estrebucha. O PSD não serve. O rotativismo resultou neste imbróglio onde inexiste a racionalidade política, e as excrescências do improviso e as técnicas impositivas (para não dizer: repressivas) se sobrepõem aos próprios conceitos de democracia. Quando vinte por cento da população vivem abaixo do limiar da pobreza, e cerca de 600 mil portugueses estão desempregados; quando a nossa mocidade vai embora e licenciados ganham a vida nas caixas registadoras de supermercados, está estabelecida uma desapropriação social horrorosa. Goste-se ou não, foi-nos imposta uma forma de sociedade totalitária, sob a capa de "democracia de superfície". Nem o PS nem o PSD contrariaram a perda de valores e de padrões, comum à hierarquização do dinheiro que a nova ordem económica incutiu e estimulou.
As nossas sociedades actuais ainda dispõem das virtualidades, intrínsecas à ética republicana e à moral democrática? Em Portugal, muitos que beneficiaram da ruptura do 25 de Abril não são aqueles que pela liberdade se bateram e inúmeros perigos correram. Não há um destes, um sequer, que tenha três e quatro reformas; ou que receba, mensalmente, 3500 escudos (moeda antiga) de pensão vitalícia e actualizada, por seis meses de funções numa poderosa instituição bancária pública.
Vê-se a dificuldade da questão. Mas alguma coisa tem de ser feita. Os bárbaros estão às portas de Bizâncio.

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
20/10/10

27 - LAPIDAR

RECORDE DO GUINESS PARA VÍDEO FILMADO COM TELEMÓVEL

OS MAX BROTHERS - 1941

video

enviado por M. COUTINHO

O L I G R E


para ler as legendas clique nas inagens


UM ANIMAL SOBERBO















enviado por E. FRANÇA

V A T I C A N O

video

M A G N I F I C A T

video

enviado por D.A.M.

ASSALTO INVENTIVO

MUITA ATENÇÃO

SE DE NOITE LHE ATIRAREM UM OVO CONTRA O PARABRISAS, RECONHECÊ-LO-Á POR A COR AMARELA:
* MANTENHA A CALMA E ACELERA
* NÃO USE O LIMPA PARABRISAS
* JAMÁIS DEITE ÁGUA NO PARABRISAS
* ACELERE E FUJA, QUE OS LADRÔES ESTÂO POR PERTO.

* mas sobretudo não perca os nervos use o telemóvel, se for necesário.


EXPLICAÇÃO:
O ovo com água, ao unir-se, formam uma substância viscosa como o leite, que o vai impedir de ver por onde vaai, tapando a visão em cerca de 90% e será forçado a parar por o sitio onde circula,  ai será vítima de roubo. Esta é a última modalidade que os ladrões inventaram.

Por favor, envie a familiares e amigos.

SALVE O PLANETA

1 - FIGURAS DA PRIMEIRA REPÚBLICA

 
João Pinheiro Chagas
João Pinheiro Chagas
Primeiro-ministro de  Portugal
Mandato: 3 de setembro de 1911 - 12 de novembro de 1911
Precedido por: Teófilo Braga
Sucedido por: Augusto de Vasconcelos

Nascimento: 1 de setembro de 1863
Rio de Janeiro, Brasil
Falecimento: 28 de maio de 1925
Estoril, Portugal
Partido: Partido Republicano Português - PRP
Profissão: jornalista, diplo


João Pinheiro Chagas (Rio de Janeiro, 1 de setembro de 1863Estoril, 28 de maio de 1925), mais conhecido por João Chagas, foi um jornalista, diplomata e político português, tendo sido o primeiro Primeiro-Ministro da I República de Portugal.
Jornalista, escritor, crítico literário, político, diplomata e conspirador, João Chagas foi, acima de tudo, um republicano liberal, ideal que abraçou até à morte e que, por diversas vezes, lhe custou a prisão e o degredo. Deixou uma das obras mais importantes, e por isso mesmo mais injustamente esquecida, do jornalismo político, de ideias e de doutrinação democrática publicadas em Portugal, sendo autor de alguns dos textos basilares para a compreensão do processo formativo, evolução e parâmetros ideológicos do republicanismo português.

Biografia

João Pinheiro Chagas, nasceu no Rio de Janeiro, Brasil no dia 1 de Setembro de 1863, filho de um emigrante português. Estudou em Lisboa, tornando-se jornalista. Por ocasião do ultimato britânico de 1890, adere ao Partido Republicano Português, sendo no ano seguinte implicado na revolta de 31 de Janeiro de 1891. Foi degredado para Angola, fugiu para o Brasil, e continuou a lutar pela causa republicana.

Tendo sido um dos mais activos oponentes da ditadura de João Franco, entre 1906 e 1908, com o triunfo da República, em 1910, João Chagas foi nomeado representante diplomático português em Paris, cargo do qual acabou por se demitir, em duas ocasiões, por discordar do modelo político seguído pelos governantes.

Foi Primeiro Ministro (chefe de governo) de 3 de setembro a 12 de novembro de 1911.

Morreu no Estoril a 28 de maio de 1925.

WIKIPÉDIA

CIDADE DA GUARDA

Guarda
Brasão de Guarda Bandeira de Guarda
Brasão Bandeira
Nt-se-guarda1.jpg
Sé da Guarda
Localização de Guarda
Gentílico Guardense;
Egitaniense (ainda usado)
Área 712,11 km²
População 44 121 hab. (2008)
Densidade populacional 62 hab./km²
N.º de freguesias 55
Presidente da
Câmara Municipal
Não disponível
Fundação do município
(ou foral)
1199
Região (NUTS II) Centro
Sub-região (NUTS III) Beira Interior Norte
Distrito Guarda
Antiga província Beira Alta
Orago
Feriado municipal 27 de Novembro
Código postal 6300 e 6301
Endereço dos
Paços do Concelho
Praça do Município 6301-854 GUARDA
Sítio oficial www.mun-guarda.pt
Endereço de
correio electrónico
geral@mun-guarda.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg









































































Guarda é uma cidade portuguesa, capital do Distrito_da_Guarda" que tem uma população residente de 173 831 habitantes. Situada a 1056 metros de altitude, é a mais alta de Portugal. Situa-se na região centro de Portugal, pertence à sub região estatística da Beira Interior Norte. O núcleo urbano da cidade da Guarda tem 31 224 habitantes.[1]
O concelho da Guarda tem 712,11 km² de área e 44 121 habitantes (2008), subdividido em 55 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Pinhel, a leste por Almeida, a sueste pelo Sabugal, a sul por Belmonte e pela Covilhã, a oeste por Manteigas e por Gouveia e a noroeste por Celorico da Beira. Faz parte da Comunidade Urbana das Beiras - ComUrb das Beiras - da qual é capital.[2]
Possui acessos rodoviários importantes como a A25 (considerada a segunda via mais importante de Portugal) que liga Aveiro à fronteira, dando ligação directa a Madrid; a A23 que liga a Guarda a Torres Novas, bem como o IP2 (em fase de construção) que ligará Guarda a Bragança.
A nível ferroviário, a Cidade da Guarda possui a Linha da Beira Baixa (em mau estado devido ao desinvestimento por parte da CP) e a linha da Beira alta, que se encontra completamente electrificada permitindo a circulação de comboios regionais, nacionais e internacionais.
É conhecida como a cidade dos 5 Éfes. São eles os de Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa. A explicação destes efes tão adaptados posteriormente a outras cidades é simples:
1. Forte: a torre do castelo, as muralhas e a posição geográfica demonstram a sua força;
2. Farta: devido à riqueza do vale do Mondego;
3. Fria: a proximidade à Serra da Estrela explica este F;
4. Fiel: porque Álvaro Gil Cabral – que foi Alcaide-Mor do Castelo da Guarda e trisavô de Pedro Álvares Cabral – recusou entregar as chaves da cidade ao Rei de Castela durante a crise de 1383-85. Teve ainda Fôlego para combater na batalha de Aljubarrota e tomar assento nas Cortes de 1385 onde elegeu o Mestre de Avis (D. João I) como Rei;
5. Formosa: pela sua natural beleza.
Ainda relativamente ao 4º "F" da Cidade, é sintomática a gárgula voltada em direcção a nascente (ao encontro de Espanha): um traseiro, em claro tom de desafio e desprezo. É comum ver turistas procurando essa Gárgula específica, recentemente apelidada de "Fiel".
O ar, historicamente reconhecido pela salubridade e pureza, foi distinguido pela Federação Europeia de Bioclimatismo em 2002, que atribuiu à Guarda o título de primeira "Cidade Bioclimática Ibérica".

História Breve

Nos primeiros séculos da romanização da Península Ibérica habitavam a região da Guarda povos lusitanos. Entre os quais os Igaeditani e os Lancienses Oppidani. Durante muito tempo os historiadores julgaram que a civitas Igaeditanorum (Egitânia) se localizava na Guarda mas mais recentemente chegou-se à certeza que tal localização era em Idanha-a-Velha. Daqui que o gentílico de egitanienses se enraizou. No entanto, se a Guarda não tivera sido Egitânia, teria sido o que então? Confinando com os terrenos dos Igaeditania, a norte estavam os dos Lancienses Oppidani cuja capital, a civitas Lancia Oppidana, foi referida a curta distância da actual localização da Guarda. Esta teoria foi defendida acerrimamente pelo General João de Almeida (influente militar português, herói das campanhas de África, natural da Guarda), o que levou alguns críticos a menosprezá-la, no entanto, todas as pesquisas seguintes indicam a sua veracidade. Já o nome de Guarda terá sido uma derivação de um castro sobranceiro ao Rio Mondego, o Castro de Tintinolho, identificada como a Ward visigótica.
Após o período romano seguiram-se períodos de ocupação por parte dos visigodos, mais tarde pelo reino das Astúrias e também pela civilização islâmica. Só após o processo da reconquista é atribuído o foral, confirmando definitivamente a importância da cidade e da região.

Cronologia

  • 1199 - Em 27 de Novembro, fundação da cidade da Guarda – através de carta foral de D. Sancho I – com o propósito de servir de centro administrativo, de comércio e de defesa da fronteira da Beira contra os Reinos da Meseta do centro da Península Ibérica: primeiro, o Reino de Leão; depois, o Castela e finalmente, Espanha. Foi este propósito que deu origem ao nome de Cidade da Guarda.
  • 1250 - Criação da Diocese da Guarda, transferida de Idanha, a antiga e importante cidade romana da Egitânia, que foi largamente abandonada no tempo das invasões e lutas contra os mouros, já que a sua situação em plena fronteira e localização difícil de defender a expunham a raides, quer de mouros quer de cristãos. A cidade da Guarda foi fundada em posição muito mais fácil de defender, o que lhe permitiria tirar à Idanha a posição de centro principal da Beira Interior.
  • 1881 - É extinta a Diocese de Pinhel e incorporada na diocese da Guarda
  • 1882 - Inaugurado o troço da linha da Beira Alta entre a Guarda e Vilar Formoso, junto da fronteira com Espanha

Geografia

Guarda é a cidade mais alta de Portugal, quanto à altitude da área urbana do município, com altura média de 1.056 metros.
O clima da cidade é temperado, com influência mediterrânica, visto que no verão há uma curta estação seca. Os meses mais quentes são Julho e Agosto, com temperatura média de 17 °C, e os meses mais frios são Janeiro e Fevereiro, com média de 3 °C. O mês mais chuvoso é Janeiro, com pluviosidade média de 241 mm, e o mês mais seco é Agosto, com média de escassos 15 mm. A temperatura média anual é de 10 °C e a pluviosidade média anual é de 1.713 mm. É considerada uma das cidades mais frias de Portugal, experimentando em alguns dias do ano precipitações de neve.

Património arquitectónico e arqueológico

A cidade tem vários monumentos arquitectónicos, na sua maioria situados no centro histórico:
No centro histórico da Guarda encontram-se vários edifícios com marcas mágico-religiosas: um estudo de Novembro de 2006, editado pela Sociedade Pólis Guarda e pela autarquia local, identifica 48 marcas cruciformes em edifícios da zona da Judiaria.

Património Natural

Encontram-se classificadas como árvores de interesse nacional:
Mais património Natural da Região:
  • Cão da Serra da Estrela - sem dúvida um dos mais interessantes canídeos de Portugal
  • Teixos da Serra da Estrela
  • Lobo Ibérico - as últimas alcateias livres a sul do Douro situam-se nesta região
  • Vale Glaciar de Manteigas
  • Orografia granítica, com afloramentos frequentes e por vezes com dimensões monumentais
  • Carvalhais de Carvalho Negral
  • Soutos e Castinçais
O Concelho encontra-se parcialmente inserido no Parque Natural da Serra da Estrela

WIKIPÉDIA

OS LUSITANOS

 


Migrações das tribos pré-românicas no território do atual Portugal:
Os lusitanos constituíram um conjunto de povos ibéricos pré-romanos de origem indo-europeia que habitaram a porção oeste da Península Ibérica desde a idade do ferro. Em 29 a.C., na sequência da invasão romana a que resistiram longo tempo, foi criada a província romana da Lusitânia nos seus territórios, correspondentes a grande parte do actual Portugal.
A figura mais notável entre os lusitanos foi Viriato, um dos seus líderes no combate aos romanos. Outros líderes conhecidos eram Punicus, Cæsarus, Caucenus, Curius, Apuleius, Connoba e Tantalus.
Os lusitanos são considerados, por antropólogos e historiadores, como um povo sem história por não terem deixado registos nativos antes da conquista romana.[1] As informações sobre os lusitanos são-nos transmitidas através dos relatos dos autores gregos e romanos da antiguidade o que por vezes causa diversos problemas ou conflitos na interpretação dos seus textos.

Origem

Os antepassados dos lusitanos compunham um mosaico de diferentes tribos que habitaram PortugalNeolítico. Não se sabe ao certo a origem destas tribos celtas, mas é muito provável que fossem oriundas dos Alpes suíços e teriam migrado devido ao clima mais quente na península Ibérica. Miscigenaram-se parcialmente com os invasores celtas, dando origem aos lusitanos. desde o
Entre as numerosas tribos que habitavam a península Ibérica quando chegaram os romanos, encontrava-se, na parte ocidental, a dos lusitani, considerada por alguns autores a maior das tribos ibéricas, com a qual durante muitos anos lutaram os romanos.[2]
Supõe-se que a zona do centro de Portugal era habitada pelos Lusis ou Lysis que teriam dado origem aos Lusitanos. Os Lusis eram provavelmente povos do Bronze Final, linguística e culturalmente de origem indo-europeia e pré-céltica que numa época posterior vieram a sofrer influências hallstáticas e mediterrânicas, isto ao longo dos séculos VIII e VII a.C..[3]
Os Lusis foram referidos pela primeira vez no Ora Maritima de Avieno onde foram chamados de pernix, que significa ágil, rápido e é o adjectivo que se aplicava ao praticante de jogos de destreza física.[4]

Etnia segundo os autores da antiguidade

Os escritores da antiguidade identificaram duas etnias na península Ibérica, a ibera e a celta, e qualificavam os seus habitantes como sendo iberos ou celtas ou uma mistura das duas etnias. No entanto o conceito de ibero podia ser usado num sentido geral, isto é, num sentido geográfico, referindo-se ao conjunto dos seus habitantes, num sentido restrito a um conjunto de tribos com a mesma etnia, ou mesmo podia variar consoante o conceito da época, e o mesmo se pode considerar relativamente ao conceito de celta da Ibéria ou celtibero.[5]
Diodoro Sículo considerava os lusitanos um povo celta: "Os que são chamados de lusitanos são os mais valentes de todos os cimbros".[6] Estrabão diferenciava os lusitanos das tribos iberas.[7] Viriato foi referido como líder dos celtiberos.[8] Os Lusitanos também eram chamados de Belitanos, segundo Artemidoro.[9][10]
Indícios arqueológicos e pesquisas etnográficas relativamente recentes sugerem que os lusitanos estejam ligados aos lígures, possivelmente através de uma origem comum.[11] No entanto, a religião, a onomástica, nomes próprios e topónimos, e escavações nos castros lusitanos revelam tratar-se de um povo celta. Entre os autores modernos não existe consenso, são considerados iberos, lígures ou celtas.[12]

Tribos

Povos (populi) que constituíam os Lusitanos (Lusitani), conforme descrito na Ponte de Alcântara (CIL II 760):
  • Igaeditani
  • Lancienses Oppidani
  • Tapori
  • Coilarni ou Colarni
  • Lancienses Transcudani
  • Aravi
  • Meidubrigenses
  • Arabrigenses
  • Paesures

Língua e escrita


Línguas da península ibérica pre-romana. A língua lusitana assinalada como (L1).
As principais inscrições foram feitas em território português em Lomas de Moledo e Cabeço das Fráguas; a outra inscrição procede de Arroyo de la Luz (Província de Cáceres, Espanha) no território dos vetões.[13] Como exemplo segue-se a inscrição de Cabeço das Fráguas do século III d.C.:
OILAM TREBOPALA INDI PORCOM LAEBO
COMMAIAM ICCONA LOIM
INNA OILAM VSSEAM
TREBARVNE INDI TAVROM IFADEM[…]

REVE TRE[…]
Esta inscrição traduz-se habitualmente como: "[é sacrificada] uma ovelha a Trebopala, e um porco a Laebo, oferenda a Iccona Luminosa, uma ovelha de um ano a Trebaruna e um touro semental a Reve Tre[baruna(?)]".
As inscrições lusitanas (escritas em alfabeto latino) mostram uma língua celtóide facilmente traduzível e interpretável, já que conserva em maior grau a sua semelhança com o celta comum. A conservação do p- inicial em algumas inscrições lusitanas, faz com que muitos autores não considerem o lusitano como uma língua celta, mas celtóide. O celta comum perde o p- indo-europeu inicial. Por exemplo: "porc/om" em lusitano seria dito "orc/os" em outras línguas celtas como o celtibero, goidélico ou gaulês.

Reprodução de inscrições lusitanas em Arroyo de la Luz (Província de Cáceres)
Para estes autores, o lusitano mais do que uma língua descendente do celta comum, seria uma língua aparentada ao celta comum, ou seja, uma variante separada do celta, mas com muita relação a ele. O alfabeto latino, o sistema de escrita utilizado nas inscrições já era usado na península Ibérica pelos povos que habitavam junto ao mar, segundo informação de Artemidoro,[14] no princípio do século I a.C., época em que visitou a península Ibérica.
Os autores antigos diziam que as pessoas das diferentes tribos que habitavam a península Ibérica, a Ibéria, falavam línguas diferentes, mas não tinham dificuldade em entenderem-se umas às outras.[15] O que poderia revelar uma situação de possível bilinguismo ou até poli-linguismo na península Ibérica.

Guerreiro lusitano


Dizem que os Lusitanos são hábeis em
armar emboscadas e descobrir pistas;
são ágeis, rápidos e de grande destreza.
Usam um pequeno escudo de dois pés de
diâmetro, côncavo para diante, que é
preso ao corpo por correias de couro,
porque não tem nem braçadeiras nem asa.
Usam também um punhal ou um gládio.
A maior parte dos guerreiros veste
couraças de linho, e apenas alguns
cotas de malha e capacete de tríplice
cimeira. Mas em geral usam elmos de
nervos. Os peões calçam polainas de
couro e estão armados com lanças
de ponta de bronze.
Estrabão: Geografia 3.3.6[16][17]
Os guerreiros ibéricos são citados como tropas mercenárias na batalha de Hímera em 480 a.C.. Os mercenários ibéricos aparecem nos principais confrontos bélicos do Mediterrâneo, tornando-se num dos pilares dos exércitos do Mediterrâneo central. Estão presentes na batalha de Selinute, Agriento, Gela e Calamina. Surgem em outros conflitos na segunda guerra grego-púnica, na Sicília, em Siracusa, em Atenas e estão presentes na defesa de Esparta na batalha de Krimios, na Primeira Guerra Púnica, e com os púnicos no norte de África.[18]Tito Lívio (218 a.C.) descreve os Lusitanos pela primeira vez como mercenários ao serviço dos cartagineses na guerra contra os romanos.
Os lusitanos foram considerados pelos historiadores como hábeis na luta de guerrilhas. Eram indivíduos jovens na plenitude da sua força e agilidade e seleccionados entre os mais fortes. Neles recai a defesa da comunidade quando está ameaçada. A preparação militar dos jovens guerreiros [a] tinha lugar nas montanhas em lugares específicos.
"Em tempo de guerra eles marcham observando tempo e medida;e cantam hinos (paeans) quando estão prontos para investir sobre o inimigo"[6] batendo nos escudos à maneira ibérica.[19]

Mulheres guerreiras

Apiano relata que quando o pretor Brutus, ao perseguir Viriato, atacou as cidades da Lusitânia as mulheres lutavam e morriam valentemente lado a lado com os homens. Depreende-se que de alguma forma o treinamento militar também era dado às mulheres a quem recaia também a defesa dos castros.[20]

Iuventus lusitana

A iuventus, uma organização paramilitar que preparava os jovens para a guerra, era uma adaptação urbana das fraternidades guerreiras da idade do bronze. A iuventus lusitana[21] era formada por grupos de jovens,[22][23] que recebiam treinamento militar e que provavelmente serviam como militares de reserva na defesa dos castros. Organizações similares encontravam-se entre os celtas, celtiberos e romanos.[24][25] O massacre da "flos iuventutis"[26] lusitana, por Galba, desencadeou um conflito que ficou conhecido como a guerra lusitana.

Armas utilizadas pelo exército lusitano

Segundo Tito Lívio, são as seguintes as armas utilizadas pelo exército lusitano:
Armamento ofensivo usado na luta corpo a corpo
  • punhal de fio recto e antenas atrofiadas[29] ou afalcatado.
  • espadas[30] tinham um esmerado processo metalúrgico, com uma resistência e flexibilidade fora do comum para a época. Usavam a espada do tipo La Tène, a espada de antenas atrofiadas e a falcata.[31][32]
  • lança de ponta de bronze - segundo Estrabão, estas lanças eram de uma época antiga e supõe-se que a sua presença se devia a ainda serem usadas em rituais que teriam origem nas tradições das fraternidades guerreiras da idade do bronze.[33]
  • labrys,[34] machado de dupla lâmina que aparece em moedas romanas da lusitânia não parece que era usado pelos lusitanos mas pelos cantabros.
Armamento ofensivo de arremesso
Armamento defensivo

Elmo do tipo Montefortino. Usado durante a II Idade do Ferro na Península Ibérica e resto da Europa
  • caetra, pequeno escudo de dois pés de diâmetro que se manejava com a mão esquerda, era feito de madeira, couro, nervos trançados, bronze ou ferro, ficava suspenso por correias que eram manejadas habilmente para se defenderem dos dardos. Era decorado com o desenho de um labirinto, que se supõe ter sido um símbolo ou emblema étnico de reconhecimento entre os lusitanos.[35]
  • cota de malha era feita de pequenas argolas de ferro entrelaçadas, era pesada, e usada apenas por alguns guerreiros, provavelmente os líderes.
  • couraça de linho, o tipo de protecção mais usada, era mais leve e adaptada ao clima que as cotas de malha, e provavelmente mais barata.
  • elmos eram de couro, de nervos trançados ou de metal e parecidos com os dos celtiberos, do tipo montefortino,[36][37][38] elmos de três cimeiras (penas) de cor purpura.[39][40]
  • polainas eram feitas de couro para proteger as pernas.

Mapa da Lusitâniacidades romana e das suas principais
Os guerreiros lusitanos realizavam competições entre si, em que tomava parte a cavalaria e a infantaria; competiam em boxe, corridas, faziam combates de grupo e combates entre esquadras.[41]
Estrabão reconhecia que os lusitanos lutavam como peltastas,[42] e eram organizados e eficientes a posicionarem-se na linha de batalha ou a movimentarem-se concertadamente para posições estratégicas.[17]
As lutas dos lusitanos contra os romanos começaram como mercenários no exército púnico e depois reacenderam em 193 a.C.. Em 150 a.C. o pretor Sérvio Galba, após ter infligido grandes punições aos lusitanos, aceitou um acordo de paz com a condição de entregarem as armas, aproveitando depois para os chacinar. Isto fez lavrar ainda mais a revolta e, durante oito anos, os romanos sofreram pesadas baixas.
As guerras lusitanas acabaram com o assassínio traiçoeiro de Viriato por três aliados tentados pelo ouro romano. Mas a luta não parou e para tentar acabá-la Roma mandou à península o cônsul Décimo Júnio Bruto Galaico, que fortificou Olisipo, estabeleceu a base de operações em Méron próximo de Santarém, e marchou para o Norte, matando e destruindo tudo o que encontrou até à margem do Rio Lima. Mas nem assim Roma conseguiu a submissão total e o domínio da Lusitânia. A tomada de Numância, na Celtibéria, pelos romanos, foi vista como um símbolo da resistência dos aliados dos lusitanos.

Estratégias militares


"O Basto" - estátua de um guerreiro lusitano do século I a. C
Os lusitanos não lutavam uma guerra defensiva. Pelo contrário, planeavam uma guerra ofensiva. Faziam campanhas de longa distância em que deslocavam as operações militares para diversos locais na península Ibérica, chegando mesmo até África.[43] A geografia destas operações militares mostra uma dupla intenção: assegurar o controle das regiões da Beturia e com isto ocupar posições chave que impedissem o avanço dos romanos, e punir as tribos aliadas dos romanos que eram consideradas traidoras,[44] além de destruir as bases operacionais que eram instaladas nestas cidades.[45][43]
A deslocação das operações militares para outra região implicava a divisão dos exércitos: havia exércitos que eram enviados para diversos locais na península, e exércitos que ficavam na Lusitânia a defender os castros. Compreende-se nesta divisão uma necessidade estratégica de defesa. Os romanos também dividiam os seus exércitos para cobrir uma região mais vasta, enviavam um contingente para a Hispânia Ulterior e outro para a Hispânia Citerior. Apiano relata um tipo de ataque concertado com duas frentes, em que dois exércitos consulares romanos, comandados por Luculus e Galba, invadiram de forma concertada duas regiões da Lusitânia. Estas acções concertadas frequentemente envolviam as tribos aliadas dos romanos.[43]
Nos confrontos militares com os povos da Grécia ou Ásia, a vitória ou derrota de uma guerra era decidida numa batalha, raramente em duas; a batalha era decidida pelo resultado da primeira carga e pelo choque dos dois exércitos. Pelo contrário, na Lusitânia a guerra era uma sucessão de batalhas apenas interrompidas pelo inverno, embora nem sempre; as batalhas só cessavam com o cair da noite, para continuar com vigor renovado no dia seguinte.[44]
O exército lusitano era formado por uma força combinada de cavalaria e infantaria, versado num tipo de combate híbrido: combatiam em campo aberto ou em terreno árduo e montanhoso.
Os romanos identificavam dois tipos de conflitos: latrocinium, quando eram utilizadas tácticas de guerrilha, quando as tribos aliadas aos romanos eram atacadas ou quando eram usados pequenos exércitos; e bellum, que implicava uma declaração de guerra conforme a tradição romana, o uso de um exército regular e combate em campo aberto.[46]
O controle táctico das unidades de combate era possivelmente feito com o uso de estandartes. Pela indicação de Tito Lívio, (134 estandartes num exército de 12.540 guerreiros),[47] cada estandarte deveria guiar unidades de cerca de noventa guerreiros lusitanos - unidades semelhante à centúria romana - ou apenas divisões por tribos, como faziam os Iberos. Os estandartes eram consagrados a uma divindade guerreira, Bandua.[48]
Segundo Júlio César, por ser inesperada e desconhecida dos legionários, a sua maneira de combater desorganizava completamente as fileiras romanas.[49]

Bronze de Alcântara, ou Tabula Alcantarensis, inscrição latina declarando a rendição incondicional ("deditio") ante os romanos do povo que habitava um castro entre o território dos Lusitanos e dos Vetões, 104 a.C., Cáceres.
Tácticas ofensivas
  • emboscadas.[50]
  • ataques surpresa.
  • ataques nas horas mais quentes do dia ou durante a noite.
  • concursare.[51][52]
  • súbita dispersão das tropas e posterior reagrupamento em local combinado.
  • formação em cunha ou v invertido - táctica usada pela cavalaria ibera e celtibera.
  • desmoralização do inimigo - nos castros dispunham como troféus, diversas insígnias, fasces e as túnicas militares conquistadas aos romanos.[53][54]
Tácticas defensivas
  • retiradas militares estratégicas.
  • translado de populações.
  • uso da cavalaria - formavam linhas à frente para retardar as tropas inimigas e proteger a retirada das suas próprias tropas.
  • terra queimada.

Estrutura dos povoados

As casas de pedra tinham forma redonda ou rectangular; eram cobertas de palha e ficavam situadas no alto de morros ou colinas, agrupando-se em aldeias - os castros citados pelos historiadores antigos.
As casas eram dispostas ordenadamente e formavam algo semelhante a bairros, organizados por famílias e subdivididos em diversos núcleos habitacionais que distribuíam-se em torno de um pátio, de acordo com a sua função. Incluíam cozinha com lareiras a forno, local de armazenagem de géneros, zonas de dormida, recinto para guarda de animais.[16]
A decoração das casas, em relevo e gravura, era feita com motivos geométricos, em forma de corda, de espinha, com círculos encadeados ou sinais espiralados, tríscelos e tetrascelos, cruciformes e serpentiformes.
Nos castros destacava-se um grande edifício de planta circular, para reuniões do conselho comunitário, com bancos ao redor. Havia ainda os balneários públicos para banhos frios e de vapor. As ruas eram calcetadas com pedras regulares.
Encontram-se dois tipos de castros: fortificados, cercados com muralhas defensivas feitas de grandes pedras, chegando a alcançar um quilómetro de perímetro; e abertos, sem estruturas de defesa visiveis.[55] Outros tipos de povoamentos eram os chamados de casais agrícolas. Verifica-se uma relação estreita entre a fortificação dos povoados e a exploração de metais, encontrando-se frequentemente conheiras e minas de filão perto de castros fortificados.[56]
Os instrumentos musicais incluíam a flauta e a trombeta, com que acompanhavam seus coros e danças, de que os romanos deixaram algumas descrições. Homens e mulheres bailavam em danças de roda, de mãos dadas.

Sociedade


Monumento a Viriato em Viseu, Portugal
A sociedade lusitana essencialmente guerreira denotava a presença de uma hierarquia social em que o guerreiro ocupava uma importante posição. Era uma sociedade aristocrática, na qual a maior parte da riqueza estava nas mãos de um grupo reduzido de pessoas. A presença de jóias e de armas nos túmulos indica a presença de uma elite guerreira.[57][58]
A organização da família lusitana revela uma estrutura gentílica da sua sociedade, era referida nas fontes epigráficas com a designação de gentes ou gentiliates. Os lusitanos encontravam-se unidos entre si por laços de sangue ou parentesco e não pelo território ocupado.[59]
O tipo de governo era a chefia militar, na qual o líder era eleito em assembleia popular, escolhido entre aqueles que se distinguiam pela coragem, valor, capacidade de liderança e vitórias obtidas em tempo de guerra. Os autores gregos referiam-se a estes chefes militares como hegoumenos, isto é, líder, chefe, e os romanos dux. No entanto, o nome de regnator (rei),[60] e principe,[61] também foram referidos. O hospitium, em que adoptavam-se estranhos na comunidade, é também considerado um costume dos lusitanos.
Apiano revela a existência de uma propriedade comunitária,[62] que para além de terras incluía cavalos, produtos agrícolas e diversos outros bens comunitários[63] incluindo um tesouro público, do qual fala Diodoro.[64] Esta propriedade comunitária deveria de coexistir a par da propriedade privada. Os lusitanos eram um povo autónomo (grego: αὐτονόμων), com leis próprias.[65]
Os lusitanos tinham o hábito de frequentar salas onde iam untar o corpo com óleos duas vezes ao dia, tomavam banhos de vapor que emanavam de pedras aquecidas. Lançavam água sobre pedras ao rubro e tomavam em seguida um banho frio. Os balneários eram decorados com gravuras em baixo relevo, como indicam os monólitos Pedra Formosa encontrados em sítios arqueológicos castrejos. Estrabão comenta que viviam de uma maneira simples e limpa semelhante à dos lacedemônios. [41]
As refeições em que os Lusitanos se juntavam, apenas uma vez por dia, tinham lugar numa sala onde sentavam-se em bancos móveis, encostados à volta das paredes da sala. A disposição dos bancos obedecia a uma hierarquia que colocava na frente os de mais idade e seguia uma ordem consoante a posição social.[41]
O alimento mais característico era o pão de bolota ou glande de carvalho;[66] bebiam leite de cabra e cerveja de cevada, reservando o vinho para as festas, com uma produção desde a época pré-romana.[67] Caça, pesca (usavam barcos feitos de couro, ou de um tronco de árvore), produção de gado bovino e equino, produção de mel e lã, assim como trigo, cevada, linho e mineração, eram actividades referenciadas.[68] O custo de vida era muito barato, no século II a.C., os produtos de pesca, ovinos, caprinos e agrícolas abundantes e as peças de caça eram dadas de graça a quem comprava alguns destes produtos.[69]
O escambo era usado nas regiões do interior, onde também usavam peças cortadas de prata batida como dinheiro. Os homens vestiam-se de preto e usavam capas simples, as mulheres capas compridas e vestidos de cores vivas. Os homens usavam os cabelos compridos, como as mulheres, mas que prendiam à volta da testa quando combatiam.[41] Eram tipicamente monogâmicos, casavam-se em cerimónias com rituais semelhantes aos dos gregos. [70]

Culto religioso


Escultura de mármore de Atégina, deusa do renascimento (Primavera), fertilidade, naturezacura na mitologia lusitanaVila Viçosa) e (Museu do Mármore,
Os lusitanos praticavam sacrifícios humanos e, quando o sacerdote feria o prisioneiro no ventre, faziam-se vaticínios segundo a maneira como a vítima caía. Sacrificavam a Ares, deus da guerra, não só prisioneiros, como igualmente cavalos e bodes. Os sacerdotes, a quem Estrabão chama de hieroskópos, segundo a hipótese de alguns autores, fariam parte de um grupo de pessoas reconhecidas pelo seu prestígio, sabedoria e experiência.[71]
Os locais de culto funerários, de grande interesse para os arqueólogos, encontram-se por todo o território da antiga Lusitânia. Do período paleolítico, conhecem-se cemitérios onde os corpos estavam dispostos com restos de alimentos, utensílios e armas; do megalítico abundam os dólmens, conhecidos em Portugal como antas ou mamoas - porque os montículos de terra que se acumularam sobre eles criaram essa forma arredondada.
Os santuários eram erigidos nas massas rochosas de locais com certo domínio da paisagem, à beira de cursos de água ou junto a montes.[72][73] Nestes santuários encontram-se cadeirões de pedra, pias e altares, como no Castelo do Mau Vizinho, no Santuário da Rocha da Mina, no Cadeirão da Quinta do Pé do Coelho, ou no Penedo dos Mouros.[74]
Também na área lusitana verifica-se a presença de estátuas chamadas berrões, que assume-se terem sido utilizadas para fins de carácter religioso. Supõe-se que seriam animais sagrados.

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